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Através do Projeto "Grafitando na Maré" acontecerão oficinas de grafite destinadas a adolescente do Conjunto de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro. O objetivo é oferecer uma experiência imersiva e transformadora por meio do grafite, permitindo que os participantes explorem e expressem suas percepções sobre o cotidiano, a cultura e a identidade da comunidade.
O tema central do projeto é a valorização da cultura urbana como ferramenta de expressão, pertencimento e transformação social de jovens moradores de territórios periféricos, com foco no grafite como linguagem artística central. A proposta parte do reconhecimento do potencial criativo das juventudes das favelas, muitas vezes invisibilizadas nas políticas culturais formais e, busca construir um espaço de formação, produção e fruição cultural a partir das referências estéticas e sociais presentes no cotidiano desses jovens. O grafite, enquanto manifestação da arte urbana, é aqui compreendido não apenas como técnica de intervenção visual no espaço público, mas como meio de comunicação, identidade coletiva e resistência. Ao oferecer oficinas práticas e teóricas sobre grafite, articuladas a encontros com artistas e ações públicas (como apresentações e mutirões), o projeto promove o acesso à cultura, estimula o desenvolvimento de habilidades criativas e técnicas, e contribui para o fortalecimento do vínculo entre os participantes e sua comunidade. Além disso, o projeto integra diferentes linguagens da cultura urbana — como o hip hop, o slam e o DJ — criando um ambiente de valorização das expressões periféricas e ampliando o repertório artístico dos participantes. A realização de atividades em espaços públicos da Maré também reforça o protagonismo local e o direito à cidade, transformando ruas e praças em plataformas de arte, diálogo e convivência. A proposta aposta na arte como um instrumento de transformação social, capaz de ampliar horizontes, fomentar autoestima, fortalecer vínculos comunitários e gerar oportunidades para os jovens. Ao mesmo tempo, propõe a ocupação simbólica e criativa do território, promovendo a cultura como direito e expressão viva da diversidade brasileira. Para atingir aos objetivos específicos propostos no Projeto, foram escolhidos três produtos: oficinas, apresentação (hip hop - batalha de rap e Dj; slam - batalha de poesias) e exposição (mutirão de grafite - murais, painéis, etc). As oficinas serão de aulas práticas e teóricas de grafite voltadas para adolescentes de 12 a 17 anos, com duração total de dez meses. Serão formadas quatro turmas, com até 15 participantes cada, realizando aulas uma vez por semana, com duração de 2 horas por encontro. As atividades abordarão a história, as técnicas e as diversas expressões do grafite urbano, combinando momentos de aprendizado teórico com vivências práticas em grupo. As oficinas também incluirão debates e trocas com artistas da comunidade, estimulando a criatividade e o senso de pertencimento dos participantes. Como parte da programação, será realizado pelo menos um encontro especial em parceria com grupos, projetos e artistas locais, promovendo o diálogo e o fortalecimento da rede cultural da Maré. O segundo produto será uma apresentação de evento cultural ao ar livre com apresentações de batalhas de rap, performances de DJs e disputas de poesia falada (slam), realizadas por jovens participantes do projeto e artistas convidados. A ação valoriza a cultura urbana e promove integração comunitária por meio da música e da palavra O terceiro produto será uma exposição, que se trata de um mutirão de grafite, exposição urbana a céu aberto, realizada em forma de mutirão coletivo de grafite, com produção de murais e painéis em espaço público. A ação apresenta os trabalhos desenvolvidos nas oficinas pelos adolescentes, promovendo a arte como forma de expressão comunitária e ocupação criativa do território. Cada um dos produtos deste projeto foi desenvolvido com o objetivo de apoiar os participantes a se tornarem protagonistas de suas próprias trajetórias, oferecendo uma plataforma para expressar suas realidades e criar um espaço de reflexão e diálogo sobre os desafios enfrentados na favela. O intuito é promover a inclusão, a expressão artística e o fortalecimento da identidade cultural tanto dos participantes quanto da comunidade da Maré. Esses três produtos — oficinas, apresentação e exposição — estão profundamente conectados ao tema central do projeto, pois cada um proporciona uma oportunidade concreta para os participantes expressarem suas vivências, contarem suas histórias e reafirmarem sua identidade cultural e social, utilizando o grafite como uma poderosa ferramenta de empoderamento, expressão e transformação. A importância do tema abordado neste projeto de oficina de grafite para a cena cultural brasileira é multifacetada, refletindo a urgência de inclusão e valorização das vozes de comunidades historicamente marginalizadas. O grafite oferece aos participantes a oportunidade de ocupar o espaço público com arte, de se verem como criadores e comunicadores de suas próprias histórias e realidades. Ao envolver moradores de áreas vulneráveis, o projeto contribui para o fortalecimento da diversidade cultural do país, revelando as múltiplas dimensões que compõem o contexto urbano brasileiro. Por meio dos traços, cores e murais criados, é possível revelar a beleza, a complexidade e a potência da vida cotidiana nas favelas, desafiando estigmas e preconceitos e promovendo novos olhares sobre esses territórios. Além disso, as oficinas oferecem educação artística e formação cidadã, não apenas ensinando técnicas específicas do grafite — como o uso de sprays, criação de letras, personagens e painéis — mas também estimulando o pensamento crítico, a criatividade e a consciência social. Essa abordagem está em sintonia com a relevância da arte como instrumento de desenvolvimento pessoal e comunitário, capaz de despertar o interesse pela cultura e gerar oportunidades de transformação. A oficina também atua no fortalecimento da comunidade ao criar um espaço de convivência, escuta e expressão coletiva, onde o grafite se torna um elo entre indivíduos, histórias e sonhos compartilhados. No decorrer das oficinas acontecerão palestras complementares a fim de fortalecer os objetivos culturais, sociais e formativos do projeto. As palestras devem dialogar com o universo do grafite, das artes urbanas e das transformações sociais. As palestras poderão abordar temas como a “História do grafite e da arte de rua no Brasil e no Mundo”, “Arte Urbana e sustentabilidade”, “Construção de identidade e pertencimento através da arte”, “Tecnologia e arte urbana”, “Diversidade e inclusão nas artes”, dentre outros. Por meio da arte urbana, os participantes descobrem novas formas de se empoderar e reivindicar seus direitos à cidade, à cultura e à representatividade. O projeto se estabelece, assim, como uma ferramenta de transformação social, impactando não apenas a vida dos jovens diretamente envolvidos, mas também contribuindo para a mudança de percepção da sociedade em relação às favelas e seus habitantes. Ao final das oficinas, espera-se que os participantes não apenas tenham desenvolvido habilidades artísticas específicas do grafite, mas também tenham construído uma nova forma de olhar para si mesmos, para suas trajetórias e para o mundo ao seu redor. A iniciativa visa cultivar autoestima, senso de pertencimento, criatividade e ampliar horizontes, contribuindo para a construção de um futuro mais digno e inclusivo. Em suma, este projeto não apenas oferece oportunidades para a expressão artística por meio do grafite, mas também se alinha a movimentos sociais relevantes, promovendo a inclusão, a diversidade e a valorização das culturas locais — pilares fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa no Brasil.
Objetivo Geral: O objetivo geral deste projeto é promover a inclusão social, o acesso à arte urbana e o desenvolvimento cultural de jovens moradores do Conjunto de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, por meio da realização de oficinas de grafite. A proposta busca incentivar a expressão artística, valorizar o território e fortalecer a identidade local, utilizando o grafite como linguagem acessível e potente de transformação social. Objetivos Específicos:1) Produto OFICINA: realizar durante 10 meses oficinas de grafite, sendo quatro turmas destinadas a adolescentes de 12 a 17 anos, com o máximo de 15 alunos cada, uma vez na semana, com aulas práticas e teóricas sobre técnicas de grafite, com duração de 2hs cada, totalizando 160 aulas de 320h/a durante a execução do projeto. Além das oficinas, será promovido pelo menos 1 encontro e debate em parceria com grupos, projetos e artistas, preferencialmente da Comunidade. Com a finalidade de desenvolver habilidades técnicas e criativas nos participantes.2) Produto APRESENTAÇÃO: ao final das oficinas, haverá apresentações de hip hop (batalha de rap e DJ), slam (batalha de poesias) numa praça situada nas proximidades da Linha Amarela, com participação ativa da comunidade local. A finalidade é promover a integração entre os participantes, valorizar a cultura urbana e compartilhar com o público os conhecimentos e criações desenvolvidos durante as oficinas. 3) Produto EXPOSIÇÃO: ao final das oficinas haverá mutirão de grafite (murais, painéis, etc) numa praça situada nas proximidades da Linha Amarela, com participação ativa da comunidade local. Funcionará como uma exposição urbana a céu aberto, apresentando ao público os trabalhos desenvolvidos pelos participantes em uma grande ação coletiva. A finalidade é estimular a expressão artística pessoal dos participantes, refletindo seu olhar único sobre a comunidade. Entre os objetivos específicos do projeto, destaca-se a realização de oficinas práticas e teóricas de grafite, que abordarão desde os fundamentos técnicos e estéticos da linguagem até reflexões sobre o papel da arte urbana na ocupação e ressignificação do espaço público. Pretende-se, ainda, criar um espaço seguro e acolhedor de convivência, troca e construção coletiva, onde os participantes possam desenvolver sua criatividade, fortalecer sua autoestima e reconhecer seu potencial enquanto sujeitos criadores de cultura. O projeto também visa estimular o protagonismo juvenil, incentivando que os participantes expressem suas narrativas e percepções de mundo através da arte. Além disso, busca-se fomentar a articulação entre artistas locais, educadores e moradores da Maré, contribuindo para o fortalecimento da cena cultural da região. Paralelamente às atividades formativas, o projeto propõe a revitalização de uma praça situada nas proximidades da Linha Amarela, com o objetivo de integrá-la de forma ativa ao cotidiano cultural da comunidade. A proposta é transformar o espaço em um ponto de encontro, convivência e criação artística, fortalecendo seu papel como polo de sociabilidade e expressão cultural. Essa iniciativa busca ampliar o alcance do projeto, democratizar o acesso à arte e valorizar a produção cultural local. Além disso, pretende potencializar as práticas de skate e hip hop já presentes no local, promovendo o diálogo entre diferentes manifestações da cultura urbana e estimulando a ocupação criativa do território. Como culminância do processo, será realizada uma grande ação cultural aberta ao público, reunindo apresentações de hip hop (com batalhas de rap e discotecagem de DJs), um mutirão de grafite, batalhas de poesia (slam) e uma exposição com os trabalhos produzidos pelos participantes ao longo das oficinas. Essa atividade final visa ampliar o impacto do projeto, fortalecer os laços comunitários e dar visibilidade à produção artística local, promovendo a integração entre jovens artistas, educadores, moradores da Maré e o público em geral.
O Conjunto de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, é um território de intensa produção cultural e artística, ainda que marcado por desigualdades históricas, carência de políticas públicas estruturantes e pela constante estigmatização de seus moradores, especialmente da juventude periférica. Apesar desses desafios, a Maré se afirma como um espaço de resistência e criatividade, onde a cultura urbana — representada pelo hip hop, grafite, skate e outras manifestações — ocupa papel central no cotidiano da comunidade. Inserido nesse contexto, o projeto propõe-se a fortalecer e visibilizar as expressões culturais locais, promovendo o acesso à arte e à formação artística por meio de oficinas de grafite destinadas a jovens moradores da região. Mais do que um processo formativo, a proposta busca incentivar a autoestima, o pensamento crítico e o sentimento de pertencimento ao território, valorizando as narrativas produzidas a partir da vivência na favela. A escolha do grafite como linguagem principal se dá por sua força simbólica e por sua presença viva nas ruas da Maré. Trata-se de uma arte que dialoga diretamente com os jovens, oferecendo uma ferramenta acessível e potente para a ocupação criativa dos espaços urbanos e para a construção de identidades visuais próprias. Como parte da proposta, está prevista também a revitalização de uma praça localizada próxima à Linha Amarela, já utilizada espontaneamente para atividades de skate e hip hop, ampliando seu uso como espaço de convivência, expressão e articulação cultural da comunidade. Por meio de ações públicas como apresentação de hip hop (batalhas de rap e DJ), apresentações de slam (batalha de poesias), e mutirões de grafite, o projeto visa expandir o alcance da produção artística local e estimular a valorização da cultura periférica como elemento fundamental de transformação social. Um projeto de oficina de grafite se enquadra em diversos incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91:· Inciso I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais: O projeto promove o acesso democrático à arte urbana e à formação artística, especialmente entre jovens moradores da Maré, por meio da oferta gratuita de oficinas de grafite e de ações culturais abertas ao público. A iniciativa assegura o direito à fruição e à produção cultural, estimulando a participação ativa da comunidade na vida cultural do território.· Inciso II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais: a iniciativa reconhece e valoriza a produção cultural desenvolvida na Maré, especialmente por seus jovens artistas, ao posicionar o território como um espaço legítimo de criação. O projeto estimula o surgimento de ações culturais fundamentadas nas vivências locais, promovendo a produção de conteúdos autorais que refletem as identidades e narrativas da comunidade.· Inciso III - Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores: o projeto reconhece e fortalece manifestações da cultura urbana _ como o grafite, o hip hop e o slam _ como expressões legítimas da cultura brasileira, muitas vezes marginalizadas, mas fundamentais para a identidade dos grupos periféricos.· Inciso V- Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira: ao estimular os jovens a expressarem suas vivências e perspectivas por meio do grafite, o projeto contribui para preservar e valorizar os modos de vida das favelas, bem como suas formas singulares de criar e se comunicar.· Inciso VIII - Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória: as oficinas promovem a criação de obras artísticas que conectam estética, identidade e memória coletiva, favorecendo a disseminação de conteúdos culturais essenciais para a formação social e para o reconhecimento da pluralidade cultural do Brasil.· Inciso IX _ Priorizar o produto cultural originário do País: o projeto amplia a visibilidade das expressões culturais da juventude periférica e fortalece o pluralismo cultural, promovendo o respeito e o reconhecimento da arte urbana como componente fundamental do patrimônio cultural contemporâneo. O Projeto também alcança objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91:· Inciso I _ Incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) "instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos." O projeto promove oficinas gratuitas de grafite no Conjunto de Favelas da Maré, com foco na formação artística e no desenvolvimento de jovens da região. As atividades têm caráter educativo e cultural, estimulando a criatividade, a expressão estética e o fortalecimento da identidade local. Por meio de um percurso formativo estruturado, a iniciativa oferece aos participantes a oportunidade de se aprofundarem nas linguagens das artes visuais urbanas, ampliando seus repertórios e potencialidades enquanto agentes culturais do território.· Inciso II _ Fomento à produção cultural e artística, mediante:c) "realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;" A etapa final do projeto será marcada por uma programação cultural aberta ao público, composta por diversas ações artísticas, como um mutirão de grafite, apresentações de hip hop (DJ e batalhas de rap), rodas de slam (poesia falada) e uma exposição com as obras produzidas pelos participantes ao longo das oficinas. Essas atividades têm como objetivo valorizar a produção artística local, dar visibilidade aos jovens criadores da Maré e reafirmar a legitimidade da cultura urbana como uma expressão potente, viva e relevante no panorama cultural.· Inciso V _ Apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante:c) "ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura." O projeto propõe a ocupação artística e a revitalização de uma praça localizada nas proximidades da Linha Amarela, utilizando a arte urbana como ferramenta de requalificação do espaço público. A iniciativa visa transformar o local em um polo de convivência, expressão cultural e integração comunitária, fortalecendo os vínculos sociais e ampliando o acesso da população à produção cultural. Ao articular arte, território e participação cidadã, essa ação potencializa os impactos do projeto e contribui diretamente para os objetivos das políticas públicas de cultura, caracterizando-se como uma iniciativa de relevante interesse público e social, sendo assim, passível de enquadramento conforme este inciso.
O objetivo geral é fomentar a inclusão social, ampliar o acesso à arte urbana e impulsionar o desenvolvimento cultural de adolescentes residentes no Conjunto de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, por meio da realização de oficinas de grafite. A iniciativa tem como propósito estimular a expressão artística, valorizar o território e fortalecer a identidade local, utilizando o grafite como uma linguagem acessível, criativa e transformadora, capaz de promover mudanças individuais e coletivas. Propõe como objetivos específicos: desenvolver habilidades técnicas e criativas por meio da prática do grafite; estimular o pensamento crítico, a autoestima e o senso de pertencimento dos participantes; promover o diálogo entre arte e território, fortalecendo os vínculos com a comunidade; valorizar a cultura urbana e os saberes locais por meio de encontros e ações culturais integradas; compartilhar com o público os conhecimentos e produções artísticas dos jovens, promovendo visibilidade e integração com a comunidade. O projeto nasce da necessidade de ampliar o acesso de adolescentes da Maré a espaços de formação artística e cultural, em um contexto onde muitas vezes predominam a falta de oportunidades e a invisibilidade social. O grafite é reconhecido como uma linguagem de forte apelo entre os jovens e como uma forma legítima de expressão da realidade urbana, promovendo empoderamento, criatividade e transformação social. Ao articular oficinas formativas com ações culturais públicas, o projeto contribui para o fortalecimento de trajetórias artísticas, da identidade local e da ocupação positiva dos espaços públicos da comunidade.Como resultados esperados, acredita-se que os participantes desenvolvam um estilo artístico próprio no grafite, com uma visão mais crítica, criativa e sensível sobre o cotidiano e a Comunidade da Maré. Espera-se também o fortalecimento da autoestima e do sentimento de pertencimento, por meio da expressão artística nos espaços públicos. O projeto pretende promover o grafite como uma ferramenta de transformação social, capaz de ressignificar territórios e valorizar narrativas locais. Além disso, busca-se a criação de uma rede de conhecimento, troca cultural e colaboração entre os participantes, estimulando o diálogo entre diferentes vivências, faixas etárias e experiências dentro da Comunidade.
Durante 10 meses serão realizadas oficinas de grafite, divididas em quatro turmas, com no máximo 15 participantes cada. As aulas acontecerão uma vez por semana, com duração de 2 horas cada, totalizando 160 aulas e 320 horas-aula. Serão realizadas aulas teóricas e práticas, complementadas por vídeos e conteúdos visuais, com o objetivo de desenvolver o repertório artístico dos participantes e promover uma imersão no universo do grafite, estimulando um olhar criativo que parte da experiência e vivência local para a expressão artística.O público-alvo são moradores do Conjunto de Favelas da Maré, de 12 a 17 anos, com prioridade os que se encontram em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com ou sem experiência prévia em grafite. Beneficiários diretos serão os 60 participantes das oficinas de grafite (4 turmas de 15 alunos) e os beneficiários indiretos serão os familiares dos participantes, moradores da comunidade que participarão as apresentações e exposições públicas, artistas convidados e demais envolvidos nas ações culturais. Para viabilizar sua execução, será necessária a contratação de uma equipe multidisciplinar: 1 coordenador geral, 1 assistente de coordenação, 1 coordenador administrativo, 1 assistente administrativo, 1 produtor cultural, 1 assistente de produção, 1 contador, 1 profissional de apoio, e 1 profissional de mídias sociais. O assessor de imprensa será contratado por 1 mês, durante a etapa de pré-produção. Esse profissional será responsável por elaborar estratégias de divulgação, dar visibilidade ao projeto, ampliar seu impacto social e garantir uma comunicação eficiente com a mídia e com o público. Sua atuação será fundamental para apresentar o projeto à sociedade, fortalecer sua imagem institucional e atrair público, parceiros e repercussão positiva.O coordenador de oficinas será também o responsável por ministrar as 4 turmas das oficinas de grafite.Embora as aulas ocorram ao longo de 10 meses, esse profissional será contratado por 12 meses, considerando o período de preparação anterior ao início das oficinas e o apoio necessário na etapa final, especialmente na organização da exposição e das apresentações públicas.Além disso, serão contratados 4 monitores—um para cada turma-para auxiliar o professor no desenvolvimento das atividades em sala. Para a etapa final do projeto, será incluído um curador com contrato de 3 meses, que atuará diretamente na concepção e organização da exposição pública. Sua função será mediar o diálogo entre os participantes, artistas convidados e o público, assegurando a coerência entre os trabalhos produzidos e os temas sociais e culturais propostos. O curador contribuirá para que a exposição reflita de forma sensível e potente a identidade e o território dos jovens participantes. Todos os profissionais terão dedicação de 20 horas semanais durante o tempo de permanência no projeto.Durante as oficinas, será utilizado um conjunto de materiais que contempla tanto o conteúdo teórico quanto a prática do grafite. São eles: cadernos e apostilas personalizadas; livros e textos selecionados sobre cultura urbana, identidade e território; materiais audiovisuais (vídeos, documentários, curtas-metragens e entrevistas); sketchbooks, lápis de cor, canetas marcadoras e lápis grafite; telas e folhas de papel kraft; tinta spray, bicos e máscaras de proteção para práticas externa; projetos multimídia, caixa de som e computador, para exibição de conteúdos e debates; kits individuais contendo os materiais básicos para os alunos utilizarem ao longo do curso.Para as apresentações culturais (hip hop, batalha de rap, slam e DJ), serão necessários contratar uma equipe de montagem; aluguel de equipamento de som; montagem de estrutura de palco simples; cartazes, faixas e peças gráficas produzidas em conjunto com os alunos, utilizando suas criações visuais nas oficinas; materiais para ambientação visual e decoração da praça com elementos gráficos produzidos pelos participantes.Já para a exposição final (mutirão de grafite), serão utilizadas tintas spray em diversas cores, com bicos variados para diferentes traços e efeitos; rolos, pincéis, bandejas e materiais auxiliares para pintura de fundo e preenchimento; painéis de madeira compensada, muros autorizados e superfícies urbanas previamente acordadas com o poder público/local; materiais de sinalização e comunicação visual sobre a exposição (banners, placas, folhetos explicativos); registro audiovisual (fotografia e vídeo) para documentar e divulgar a ação final, fortalecendo o impacto do projeto.Desenvolver uma oficina de grafite em uma comunidade como o Conjunto de Favelas da Maré exige uma abordagem estratégica que integre aprendizado técnico, vivência cultural e valorização do território. As aulas teóricas abordarão a história do grafite, suas origens como movimento urbano, estilos, referências visuais, além de técnicas de desenho, composição, uso de cores e análise de obras de grafiteiros nacionais e internacionais, especialmente aqueles vindos de contextos periféricos.As aulas práticas consistirão em exercícios de criação visual, desenvolvimento de esboços e intervenções artísticas em espaços autorizados da comunidade. Ao longo das oficinas, os participantes terão a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em campo, produzindo peças em suportes diversos (papel, tela e muros), desenvolvendo progressivamente seus próprios estilos e mensagens.Para enriquecer a formação e ampliar o repertório dos alunos, serão previstos passeios pedagógicos — até quatro saídas por turma — com o aluguel de transporte incluído no projeto. Esses passeios incluirão visitas a murais importantes da cidade, exposições de arte urbana, centros culturais e espaços que dialoguem com o universo do grafite e da cultura periférica, tanto dentro da Maré quanto em outras regiões do Rio de Janeiro.A avaliação será contínua e formativa, considerando o envolvimento dos participantes, a assiduidade, a participação nas discussões e atividades práticas, bem como a evolução técnica e criativa ao longo do curso. Os jovens serão estimulados a refletir sobre seus processos criativos, suas escolhas visuais e as mensagens que desejam transmitir com suas produções, valorizando o grafite como ferramenta de expressão pessoal e transformação social.A metodologia adotada será participativa, crítica e interdisciplinar, integrando conteúdos teóricos e práticos de forma dinâmica. Mais do que ensinar técnicas de grafite, a proposta pedagógica valoriza as vivências, histórias e perspectivas dos participantes, estimulando a expressão visual como ferramenta de comunicação, reflexão e transformação social. O foco é promover um processo de aprendizagem que dialogue com o cotidiano da Maré, fortalecendo o senso de pertencimento, a identidade cultural e o protagonismo dos jovens. Módulo 1 (1 mês)–Março/2026 História do grafite Diferença entre grafite e pixação Grafite como ferramenta de transformação social Módulo 2 (3 meses)–Abril-Junho/2026 Lettering (caligrafia) Bomb-a criação da forma Bomb - alfabeto Bomb-aula prática Throw up-a criação da forma Throw up-alfabeto Throw up-aula prática Wild style-a criação da forma Wild style-alfabeto Wild style-aula prática Tag Módulo 3 (1 mês)–Julho/2026 Luz e sombra Os diferentes tipos de sobra e suas possibilidades Sombra no lettering Aula prática Módulo 4 (2 meses)- Agosto-Setembro/2026 Tipo de preenchimento e as cores Preenchimentos sólidos Variações de cor (tonalidade, textura e degradê) Cores primária, secundária e complementares Módulo 5 (1 mês)–Outubro/2026 Bidimensionalidade e tridimensionalidade Figuras geométricas Ponto de fuga e linha do horizonte Criação de cenários e ambientações Módulo 6 (2 meses)–Novembro-Dezembro/2026 Criação de personagens Desenhos de observação Escala dos desenhos Enquadramento Captação–Até Janeiro/2026 Pré- Produção–Fevereiro/2026 Produção–Março/2025 a dezembro/2026 Pós-produção–Janeiro/2027
As inscrições para participação no projeto serão abertas ao público geral residente no Conjunto de Favelas da Maré. A divulgação destacará o caráter inclusivo das oficinas, incentivando a participação de todos os interessados que atendam aos critérios estabelecidos, com ênfase na acessibilidade e na garantia de vagas para Pessoas com Deficiência — física, sensorial, intelectual, psicossocial e pessoas cegas — assegurando igualdade de condições no processo de inscrição e participação.Produto OFICINAMEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: rampas, portas largas, corredores amplos, banheiros adaptados, piso e sinalização tácteis (placas em braile e contraste visual para facilitar a orientação de pessoas com deficiência visual).MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para pessoas com deficiência visual: adaptação com atividades sensoriais, onde deficientes visuais possam explorar o ambiente com o auxílio de outros sentidos, como tato e olfato, enriquecendo sua experiência. Durante as aulas práticas e teóricas, as atividades e imagens exibidas serão descritas de forma detalhada por meio da audiodescrição e, quando possível, em braille.Para pessoas com deficiência auditiva: disponibilização de conteúdo teórico (apostilas, slides) com linguagem clara, escrita acessível e recursos visuais. Vídeos legendados e com janela de Libras.Para pessoas com deficiência intelectual e autistas: - Linguagem simples, objetiva e concreta nas explicações e materiais.- Conteúdo das aulas poderá ser simplificado e ajustado para garantir que os participantes com deficiência intelectual e autistas possam compreender os conceitos de grafite.- Apoio de educadores com formação em inclusão ou mediadores especializados, se necessário.- Uso de recursos visuais (imagens, esquemas, passo a passo ilustrado).- Ambiente estruturado e previsível (rotina clara, quadro de horários visível).- Espaço reservado para momentos de regulação sensorial, se necessário.Produto APRESENTAÇÃOMEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: a praça onde ocorrerá o evento será avaliada e, se necessário, adaptada com rampas de acesso, área plana para circulação e espaços reservados para pessoas com mobilidade reduzida. Dentro do possível, haverá sinalização visual e tátil para facilitar a localização dos espaços.MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para pessoas com deficiência visual: os materiais de divulgação serão disponibilizados em formatos acessíveis, como versões em áudio e impressão ampliada, sempre que necessário, visando atender às necessidades de pessoas com deficiência visual. Durante os anúncios e apresentações, haverá descrição verbal clara e detalhada do que estiver ocorrendo no palco, possibilitando o pleno acompanhamento do evento. Além disso, monitores treinados estarão presentes no local para oferecer apoio e orientação, garantindo autonomia e inclusão no acesso às atividades e espaços do projeto.Para pessoas com deficiência auditiva: os materiais de divulgação do projeto contarão com versões em vídeo acessíveis, incluindo interpretação em libras e legendas. Sempre que possível, serão utilizadas projeções com legendas e informações escritas em locais de fácil visualização pelo público. Além disso, será disponibilizado intérprete de libras durante as atividades, sempre que necessário, garantindo a plena compreensão das informações por pessoas com deficiência auditiva.Para pessoas com deficiência intelectual e autistas: o ambiente do evento será organizado com sinalização clara e mapas visuais que facilitem a orientação do público, especialmente de pessoas com deficiência intelectual e autistas. A equipe envolvida estará devidamente capacitada para oferecer acolhimento e mediação adaptada a esse público, garantindo uma experiência acessível e respeitosa. Será disponibilizado um espaço de regulação sensorial nas imediações, para que os participantes possam realizar pausas sempre que necessário. As informações sobre as apresentações serão apresentadas em linguagem simples, visual e direta, facilitando a compreensão de todos.Produto EXPOSIÇÃO MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: a praça onde ocorrerá o evento será avaliada e, se necessário, adaptada com rampas de acesso, área plana para circulação e espaços reservados para pessoas com mobilidade reduzida. Dentro do possível, haverá sinalização visual e tátil para facilitar a localização dos espaços. Os murais poderão ser produzidos em alturas variadas, para que também sejam acessíveis a pessoas cadeirantes.MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para pessoas com deficiência visual: parte das obras da exposição contará com recursos de audiodescrição acessíveis por meio de QR Code ou aplicativo, permitindo que pessoas com deficiência visual tenham acesso ao conteúdo de forma autônoma. A mediação da exposição será adaptada com descrições orais detalhadas sobre as obras e os processos criativos envolvidos, proporcionando uma compreensão mais completa. Sempre que possível, serão utilizados recursos táteis, como texturas ou relevos aplicados às obras ou materiais complementares, favorecendo a experiência sensorial e a acessibilidade.Para pessoas com deficiência auditiva: serão disponibilizados vídeos explicativos sobre as obras com janela em Libras, acessíveis por meio de QR Codes presentes nas placas de identificação, garantindo o acesso ao conteúdo por pessoas com deficiência auditiva. Durante as ações de mediação e rodas de conversa, caso necessário, haverá a presença de intérprete de libras para assegurar a plena participação desse público.Para pessoas com deficiência intelectual e autistas: as placas informativas da exposição serão elaboradas com linguagem acessível, utilizando recursos visuais como ícones, imagens e frases curtas para facilitar a compreensão, especialmente por pessoas com deficiência intelectual e autistas. Caso necessário, haverá uma mediação inclusiva, conduzida por profissionais capacitados para atender às necessidades específicas desse público. Além disso, será disponibilizado um espaço calmo nas imediações, caso algum participante necessite de um momento de pausa ou regulação sensorial durante a atividade.Essas ações de acessibilidade estão alinhadas com as diretrizes da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) e com o Decreto nº 5.296/2004, promovendo a inclusão plena de todas as pessoas, garantindo seu direito ao acesso, participação e fruição cultural.
De acordo com o IBGE, o estado do Rio de Janeiro concentra 8,4% da população brasileira em uma área de 43.750,425 km². É o estado com a maior densidade demográfica do país e sua capital é a segunda cidade mais populosa do Brasil. No que diz respeito ao território da Maré — recorte específico desta proposta —, o Censo Maré, realizado pela Redes da Maré em parceria com o Observatório de Favelas, aponta uma população estimada em 124 mil habitantes, distribuídos em 16 comunidades, o que torna a Maré o 9º bairro mais populoso da cidade do Rio de Janeiro. Destaca-se que mais da metade da população local é composta por jovens: 51,9% têm menos de 30 anos, sendo 24,5% entre 0 e 14 anos e 27,4% entre 15 e 29 anos. Ainda segundo o Censo Maré, 40% têm entre 30 e 59 anos, e 14% têm 60 anos ou mais. Apesar da vitalidade e potência cultural do território, a Maré enfrenta a ausência histórica de políticas públicas estruturantes e convive com a presença constante de grupos armados. No campo educacional, os desafios são expressivos: 19,7% dos adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola, e apenas 37,6% da população concluiu o ensino fundamental. É nesse contexto que surge este projeto, com o propósito de oferecer oficinas gratuitas de grafite para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade residentes no Conjunto de Favelas da Maré. Mais do que ensinar técnicas de arte urbana, as oficinas propõem uma formação cultural ampliada, abordando também aspectos históricos e sociais da cidade do Rio de Janeiro. Este projeto tem como eixo central a democratização do acesso à cultura, por meio de ações gratuitas, inclusivas e profundamente conectadas ao território do Complexo da Maré. Os produtos culturais gerados — oficina de grafite, apresentação artística (com batalhas de rap, hip hop, DJ e slam) e a exposição/mutirão de grafite — serão oferecidos de forma inteiramente gratuita e aberta ao público, com foco especial em jovens, crianças e famílias moradoras da Maré e regiões próximas. A oficina de grafite será direcionada prioritariamente a jovens em situação de vulnerabilidade social, com idades entre adolescência e início da vida adulta. A divulgação das vagas será feita por meio de redes comunitárias locais, instituições parceiras, escolas públicas, centros culturais e canais digitais da ONG proponente, garantindo ampla visibilidade no território. O processo de seleção valorizará a diversidade de gênero, raça e pertencimento ao território, assegurando uma participação representativa e inclusiva. Ao reconhecer a cidade e seus habitantes como elementos interdependentes, o projeto afirma uma perspectiva de cultura como direito, e entende que cada cidadão também é agente produtor da cultura do Rio de Janeiro. Neste projeto são apresentados 3 Produtos: oficina; apresentação (hip hop, batalha de rap, DJ, slam), exposição (mutirão de grafite). A fim de democratizar o acesso, para cada um desses Produtos, serão adotadas medidas de ampliação de acesso, com base no Art.47 da IN nº 23, de 5 de fevereiro de 2025, a saber:Produto OFICINA:· Art. 47, inciso V – Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas. As oficinas de grafite serão ofertadas de forma gratuita a jovens residentes no Conjunto de Favelas da Maré, com enfoque formativo, inclusivo e participativo. As atividades serão estruturadas em turmas abertas ao público, com seleção realizada por meio de chamada pública local, de modo a assegurar ampla divulgação e engajamento da comunidade. Será priorizada a participação de jovens em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a democratização do acesso à formação artística e ao exercício da cidadania cultural.Produto APRESENTAÇÃO:· Art. 47, inciso III – Disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição. A culminância do projeto será marcada por uma programação pública na praça localizada nas proximidades da Linha Amarela, com apresentações de hip hop — incluindo batalha de rap e performance de DJ — além de batalhas de poesia falada (slam), reunindo artistas, participantes e a comunidade local. Com o objetivo de ampliar o alcance da ação e promover a acessibilidade, toda a programação será registrada em formato audiovisual e posteriormente disponibilizada em plataformas digitais. Os conteúdos contarão com recursos de acessibilidade, como interpretação em libras e audiodescrição, caso se faça necessário, em conformidade com as diretrizes de acessibilidade cultural previstas nas políticas públicas do setor.· Art. 47, inciso VI – Realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores. As apresentações públicas de hip hop e slam serão direcionadas especialmente ao público jovem da Maré, configurando-se como momentos de celebração, fruição cultural e valorização das expressões artísticas urbanas. Essas atividades também serão articuladas com escolas e instituições de ensino da região, de modo a estimular a participação ativa de estudantes e educadores, promovendo o engajamento com a arte e fortalecendo o processo de sensibilização artística e cultural no território.Produto EXPOSIÇÃO:· Art. 47, inciso III – Disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição. O encerramento do projeto será marcado por um grande mutirão de grafite em uma praça localizada nas proximidades da Linha Amarela, integrando arte, território e comunidade. Para ampliar o alcance da iniciativa e assegurar a acessibilidade, toda a ação e as obras realizadas serão registradas em formato audiovisual e disponibilizadas posteriormente em plataformas digitais. Os conteúdos serão acessíveis, contando com recursos como interpretação em libras e audiodescrição, de acordo com a necessidade, em conformidade com as diretrizes de acessibilidade cultural estabelecidas pelas políticas públicas do setor.
O proponente será responsável por toda a execução do projeto. Será responsável pela gestão de todo o projeto, incluindo a parte técnico-financeira. Realizará a contratação do RH, dos serviços e da aquisição dos equipamentos e materiais necessários. Além de fazer a prestação de contas.Coordenação Geral: Michelle Henriques Ramos Pedagoga formada pela UFF, com atuação consolidada em educação popular, direitos humanos e produção cultural em favelas. Possui formação complementar em Redução de Danos (FIOCRUZ, 2024) e extensão em alfabetização e leitura (PROALE/UFF). Recebeu moção de louvor da Câmara do Rio (2011) por serviços às comunidades da Maré. Tem ampla experiência em projetos sociais e culturais, com destaque para sua atuação como coordenadora do Programa de Atenção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco (FIA/Instituto Vida Real). Atuou no projeto Casa Frida, foi executora de "Memórias do Aterro e Agrofloresta do Cocotá", e pesquisadora no Observatório de Favelas. Com passagem pela rede pública de ensino (2010-2012), foi bolsista de iniciação científica (2003-2005), com publicações acadêmicas sobre educação inclusiva e práticas sensoriais. Apresentou trabalhos em seminários e congressos sobre educação, cultura e juventudes em vulnerabilidade. Coordenação Administrativa: Ana Carolina Hastenreiter Rodrigues da Fonseca Profissional com 12 anos de experiência na área esportiva, com foco na gestão de projetos incentivados via Lei de Incentivo ao Esporte e TRANSFEREGOV (antigo SICONV). Atuou por 12 anos na Confederação Brasileira de Judô, chegando à posição de supervisora de projetos. Graduada em Letras (Português-Espanhol) pela UFRJ, iniciou a carreira como professora e acumulou funções administrativas e de RH, chegando à gerência de equipes. Atualmente é Coordenadora Administrativa do Instituto Vida Real, sendo responsável por supervisão de projetos, controle de recursos e relatórios. Possui três pós-graduações (Gestão de RH, Gestão do Esporte e Gerenciamento de Projetos) e diversos cursos na área de projetos culturais e esportivos. Atua na elaboração de projetos para leis de incentivo (Rouanet, ISS, ICMS) e editais privados. É fluente em espanhol, com conhecimentos básicos em inglês e francês.Assistente Administrativa: Jane Ferreira da Silva Graduada em Letras pela UFRJ, com diversos cursos nas áreas de produção cultural, administração e informática. Possui vasta experiência administrativa no terceiro setor, com trajetória de crescimento no Instituto Vida Real até se tornar Diretora Administrativa. Atuou na gestão financeira, controle logístico, elaboração de relatórios e planejamento de projetos com captação por leis de incentivo (ISS, ICMS, Rouanet, Emendas Parlamentares). Tem domínio de plataformas como SEI, CONVERJ e sistemas financeiros do Governo do RJ. Professor: Albano Silva do Nascimento Artista visual e educador, atua como professor de Artes e grafite no Instituto Vida Real e na Sociedade Educacional Rodrigues, com foco em murais, oficinas e exposições. Está em formação em Licenciatura em Artes Visuais pela UFRJ, com conclusão prevista para 2025.2. Possui experiência em pintura, desenho, tatuagem e produção artística urbana. Participa de projetos sociais e de pesquisa universitária, além de atuar como produtor cultural no projeto Arte de Grafitar, integrando prática artística com ações de impacto comunitário. Outras funções (ASG, Secretária, Curador, Produtor Cultural, Monitores, entre outras) serão preenchidas na fase de pré-produção do projeto, por meio de processo seletivo. Em anexo seguem os currículos destes profissionais.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.