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PRONAC 254077Projeto liberado para adequação à realidade de execução.Mecenato

Udigrudi 2024 - 42 anos

UDIGRUDI PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 2,54 mi
Aprovado
R$ 2,54 mi
Captado
R$ 1,23 mi
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
33000167000101PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS1900-01-01R$ 1,23 mi

Eficiência de captação

48.3%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Seleção Petrobrás Cultural - Novos Eixos 2025
Ano
25

Localização e período

UF principal
DF
Município
Brasília
Início
2025-09-01
Término

Resumo

Com 44 anos de trajetória, o Circo Teatro UDI GRUDI propõe um projeto com apresentações em 04 regiões do Brasil, em parceria com a Rede Sarah. O foco é o espetáculo inédito Desdentados e Carecas, que trata do envelhecimento e do etarismo com humor, além da circulação de O Cano e UDI GRUDI em ConSerto. O projeto inclui oficinas de construção de instrumentos musicais com materiais recicláveis e de palhaçaria, voltadas a PCDs, idosos, educadores, profissionais da economia criativa e público em geral. Os objetos musicais reciclados ganham nova função como instrumentos cênicos. A inclusão é reforçada pela participação de musicistas com deficiência e corais locais com PCDs. As ações ocorrem em hospitais da Rede Sarah, cooperativas de reciclagem, e em teatros nas cidades de circulação - Brasília, Belém, São Luís, Fortaleza e Rio de Janeiro. Promovendo sustentabilidade, inclusão e troca de saberes, o grupo alia circo, teatro e música brasileira com linguagem irreverente, acessível e inovadora.

Sinopse

O projeto tem como foco principal a criação e circulação do espetáculo inédito Desdentados e Carecas, juntamente com a circulação dos espetáculos O Cano e UDI GRUDI em ConSerto. As montagens combinam circo, teatro, música brasileira e arte circense. Os espetáculos utilizam instrumentos feitos com materiais recicláveis e promovem acessibilidade, inclusão de PCDs e impacto cultural com inovação estética e sustentabilidade. A circulação do projeto se dará nas cidades de Brasília, Fortaleza, São Luís, Belém e Rio de Janeiro. # O projeto tem classificação indicativa livre. 1. CRIAÇÃO E CIRCULAÇÃO DOS ESPETÁCULOS - Espetáculo inédito: Desdentados e Carecas, inspirado no samba Nêgo Véio Quando Morre (Originais do Samba), aborda de forma lúdica e bem-humorada o envelhecimento e o etarismo na sociedade. A velhice alcança os palhaços, revelando uma nova comicidade, sem dor, sem pudor e com irreverência. Concepção cênica: O grupo utiliza “coisas sonoras” – objetos, cenários e figurinos que se transformam em instrumentos musicais, integrando dramaturgia, música e humor. Elementos da terceira idade (bengalas, fraldas, dentaduras, andadores) são ressignificados como objetos cênico-musicais. Desenvolvimento de novos instrumentos: O espetáculo contará com mini instrumentos leves, adaptados para PCDs e idosos. - Espetáculos de repertório: O Cano e UDI GRUDI em ConSerto O espetáculo O Cano é um exemplo refinado de teatro físico que alia palhaçaria clássica, técnicas circenses e manipulação de objetos. A dramaturgia é quase toda não verbal, baseada na comicidade corporal e na precisão do gesto, o que exige dos intérpretes domínio técnico e sintonia rítmica. A cenografia é composta essencialmente por canos de PVC, que funcionam como cenário, instrumento musical, elemento de acrobacia e objeto simbólico — ora evocando tubulações urbanas, ora se transformando em figuras cômicas ou surreais. Essa cenografia modular e multifuncional reforça o caráter inventivo da montagem e permite uma relação direta com o espaço público, adaptando-se a diferentes ambientes e mantendo o foco na interação com o público e na surpresa visual. A cenografia de Udigrudi em ConSerto é marcada pela simplicidade funcional e pelo reaproveitamento criativo de materiais. O palco é ocupado por instrumentos musicais não convencionais — feitos de tubos, latas, baldes, garrafas e sucatas — que compõem um cenário visualmente caótico, mas altamente pensado. Esses objetos têm dupla função: são instrumentos reais e elementos cênicos manipuláveis, criando uma paisagem sonora e visual em constante transformação. A disposição dos objetos no espaço favorece o movimento dos artistas e reforça o caráter de improviso do espetáculo, ainda que tudo seja coreografado. A estética remete a um laboratório musical ou oficina de experimentos, onde a cenografia dialoga diretamente com a proposta do grupo de unir arte, humor e sustentabilidade. 2. OFICINAS FORMATIVAS Oficinas de Construção de Instrumentos Musicais Voltadas prioritariamente para pessoas com deficiência (PCDs), profissionais de saúde que atendem esse público, educadores e integrantes da economia criativa. As oficinas serão realizadas nas salas multiúso dos hospitais da Rede Sarah e nos centros de coletores de materiais recicláveis, com adaptação metodológica e espacial para o público PCD e para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A proposta utiliza técnicas de reaproveitamento de materiais, princípios de sonoridade alternativa e noções básicas de acústica, com foco na criação coletiva. A metodologia privilegia a experimentação, a acessibilidade e a conexão entre arte, sustentabilidade e inclusão produtiva. Oficinas de Palhaçaria e Teatro Físico Direcionadas a pessoas com deficiência (PCDs), pessoas idosas, educadores, estudantes e trabalhadores da economia criativa. Baseadas no repertório do grupo UDI GRUDI, as oficinas aplicam técnicas de palhaçaria clássica, improvisação, comicidade corporal e jogos de cena inspirados no teatro físico e no circo contemporâneo. Os participantes desenvolvem habilidades de expressão não verbal, consciência corporal, ritmo e presença cênica, com ênfase na ludicidade e na comunicação acessível. As práticas visam estimular a criatividade, fortalecer vínculos sociais e promover o intercâmbio entre artistas locais e comunidades diversas. # As oficinas ficarão disponíveis no YouTube, no canal do grupo UDI GRUDI. Esse formato é essencial para democratizar o acesso ao conhecimento, superando barreiras geográficas e financeiras. Elas oferecem aprendizado flexível, permitindo que qualquer pessoa acesse conteúdos educativos de qualidade. Estimulando a autonomia, a criatividade e o aprendizado contínuo, ampliando as possibilidades de formação para um público global. 3. PRODUTOS COMPLEMENTARES Papo Limpo Um espaço de debate aberto e colaborativo. Após os espetáculos serão discutidos temas abordados nas apresentações, como inclusão social, sustentabilidade, economia criativa e acessibilidade. Com mediação de especialistas, artistas e membros da comunidade, o Papo Limpo visa criar um ambiente de troca de ideias e reflexão, promovendo a ampliação do entendimento sobre os desafios e as oportunidades que emergem das práticas culturais e sociais. Diário de Bordo O projeto possui forte apelo de comunicação. O registro no formato de diário de bordo é essencial para acompanhar o desenvolvimento do projeto, documentando decisões, desafios e soluções ao longo das atividades. Ele garante transparência, permite ajustes contínuos e serve como ferramenta de avaliação, além de ser um importante instrumento de compartilhamento de aprendizados para futuras edições ou projetos similares.

Objetivos

OBJETIVO GERALO projeto propõe a criação, circulação e ações formativas do grupo Circo Teatro UDI GRUDI, referência nacional com 42 anos de trajetória, por meio da estreia do espetáculo inédito Desdentados e Carecas e da circulação de montagens consagradas do grupo, O Cano e UDI GRUDI em ConSerto, unindo teatro, música brasileira e arte circense. Com forte impacto regional e nacional, a proposta conecta a brasilidade à reflexão crítica sobre o envelhecimento e o etarismo, em diálogo com sustentabilidade, acessibilidade, inovação estética e inclusão de pessoas com deficiência (PCDs), profissionais da economia criativa e comunidades em vulnerabilidade social. OBJETIVOS ESPECÍFICOS1) Estrear o espetáculo inédito Desdentados e Carecas, com dramaturgia inspirada no samba Nêgo Véio Quando Morre, do grupo Originais do Samba, abordando o envelhecimento e o etarismo de forma poética e bem-humorada. A montagem, utilizando a licença poética da palhaçaria, propõe uma nova comicidade que emerge da maturidade dos artistas, e utiliza objetos como bengalas, andadores, fraldas e dentaduras como elementos cênicos e sonoros, criando uma narrativa que valoriza a dignidade na velhice. 2) Promover a circulação do novo espetáculo, Desdentados e Carecas, e de outras duas montagens consagradas do grupo — O Cano e UDI GRUDI em ConSerto - em quatro regiões brasileiras, quais sejam, nas cidades onde a Rede Sarah se encontra presente: Brasília, Belém, São Luís, Fortaleza e Rio de Janeiro. Priorizando locais com menor acesso à produção cultural, com apresentações em hospitais públicos (Rede Sarah) e espaços culturais, fortalecendo a descentralização de apresentações de espetáculos culturais. 3) Articular ações culturais em diálogo com instituições públicas de saúde, como a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, que irá sediar apresentações e oficinas adaptadas para públicos PCDs, fortalecendo o vínculo entre cultura, saúde e inclusão social. 4) Oferecer oficinas de construção de instrumentos musicais com materiais alternativos, reutilizáveis e recicláveis, ministradas por profissionais do grupo, como o luthier Márcio Vieira e o cenógrafo Luciano Porto. As oficinas são voltadas prioritariamente a PCDs, pessoas idosas, educadores, profissionais da saúde, integrantes da cadeia da economia criativa, e instegrantes de cooperativas de recicláveis, promovendo inclusão sociocultural, geração de renda e consciência ambiental. 5) Realizar oficinas de palhaçaria e comicidade para públicos diversos, com metodologia acessível e adaptada, conduzidas por artistas do grupo como o palhaço Marcelo Beré e a diretora Leo Sykes. Essas oficinas têm como foco o estímulo à expressão corporal, ao autoconhecimento, à escuta sensível e à valorização do riso como ferramenta de transformação social. 6) Incluir artistas com deficiência em todas as etapas da circulação, convidando um(a) musicista PCD local para integrar o espetáculo Desdentados e Carecas em cada cidade e corais com PCDs para participação em UDI GRUDI em ConSerto, reafirmando o compromisso com a inclusão ativa e a representatividade. 7) Levar as oficinas à cooperativas de catadores e centros de reciclagem, promovendo inclusão social e qualificação profissional em territórios de exclusão econômica, fazendo com que arte seja um vetor de cidadania e transformação. A ação visa estimular o empreendedorismo criativo, ampliar o repertório criativo e técnico dessas populações, e contribuir com políticas de sustentabilidade urbana. 8) Reforçar a valorização da música brasileira como base estética e dramatúrgica, com trilha que transita entre o erudito (por exemplo: Heitor Villa-Lobos), o popular (por exemplo: MPB e samba) e o experimental, reafirmando a diversidade e riqueza da sonoridade nacional como patrimônio imaterial. 9) Sensibilizar o público sobre o etarismo, ainda pouco tematizado nas artes cênicas brasileiras, construindo uma narrativa em que a velhice não é vista como decadência, mas como potência criativa. A montagem rompe com os estereótipos e propõe outra forma de representação do envelhecimento, com afeto, humor e crítica. 10) Criar, registrar e divulgar digitalmente o processo criativo do projeto, incluindo a produção, a circulação dos espetáculos e as oficinas, por meio de um diário de bordo digital, publicado de forma contínua e acessível no perfil oficial do grupo no Instagram (@circoudigrudi), permitindo a ampliação do acesso ao conteúdo artístico e pedagógico da iniciativa. 11) Promover debates pós-apresentações intitulados Papo Limpo, nos espaços de circulação, em formato híbrido (presencial e virtual), transmitidos ao vivo no canal oficial do grupo no YouTube e posteriormente disponibilizados na íntegra, com recursos de acessibilidade, reforçando o caráter inclusivo e reflexivo do projeto. 12) Documentar e compartilhar as oficinas realizadas com coletores de recicláveis, como ferramenta de formação, replicabilidade e difusão cultural, registrando em vídeo os encontros formativos e disponibilizando esse conteúdo no canal do grupo no YouTube e em redes ligadas a cooperativas, associações e coletivos de catadores de materiais recicláveis, desde que sejam disponiponibilizadas por essas entidades. 13) Fortalecer o legado do UDI GRUDI como grupo emblemático da cultura brasileira, cuja pesquisa singular funde música, comicidade, sustentabilidade e teatralidade, reafirmando a capacidade da arte de gerar vínculos entre gerações, territórios e vivências, celebrando a diversidade cultural como eixo estruturante da identidade brasileira.

Justificativa

A Lei de Incentivo à Cultura, instituída pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), existe para garantir que a cultura brasileira - em toda a sua diversidade - seja preservada, valorizada e acessível a todas as pessoas, em todo o território nacional. O projeto proposto pelo Circo Teatro UDI GRUDI responde diretamente a esses princípios, ao promover uma circulação nacional com forte impacto social, acessível a pessoas com deficiência, idosos, comunidades em situação de vulnerabilidade, e públicos em geral, integrando arte, educação, sustentabilidade e inovação. Ele ativa linguagens tradicionais, como a do circo, por meio da palhaçaria, do teatro e a da música brasileira, em diálogo com temas atuais como o etarismo, a inclusão e a sustentabilidade. O projeto se propõe a atingir públicos historicamente excluídos do circuito cultural, e só é possível graças ao apoio da citada Lei. Assim, a política pública cumpre seu papel: garantir que a cultura seja um direito de todos e ferramenta de transformação social - exatamente como este projeto se compromete a ser. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do artigo 1° da Lei 8.313/91, quais sejam: I - Livre acesso às fontes da cultura e exercício dos direitos culturaisO projeto promove o acesso pleno à cultura, com apresentações cênicas e oficinas acessíveis para pessoas com deficiência (PCDs), idosos, trabalhadores da reciclagem, comunidades periféricas e aberta a público em geral, garantindo a democratização do acesso à arte e aos direitos culturais. Todas as ações são adaptadas com acessibilidade, eliminando barreiras de participação. II - Regionalização da produção cultural e valorização de conteúdos locaisA circulação inclui múltiplas regiões do país, por meio da parceria com hospitais da Rede Sarah (presentes em Brasília, Belém, São Luís, Fortaleza e Rio de Janeiro), além de oficinas com coletivos locais. Cada cidade contará com a participação de artistas locais (ex: musicistas PCDs e corais regionais) e profissionais da ecomia criativa, fortalecendo a produção cultural de base territorial. III - Apoio, valorização e difusão de manifestações culturais e seus criadoresO espetáculo e as oficinas valorizam a palhaçaria, o circo-teatro e a construção artesanal de instrumentos com materiais recicláveis, linguagens legítimas da cultura brasileira, ligadas à tradição popular e à inovação contemporânea. O projeto também destaca criadores brasileiros ao utilizar repertório musical nacional, como sambas e composições de Villa-Lobos. IV - Proteção das expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileiraAo inserir PCDs, idosos e trabalhadores da reciclagem como protagonistas do processo artístico e formativo, o projeto protege e visibiliza grupos que geralmente estão à margem da cadeia produtiva cultural, garantindo representatividade e respeito à diversidade. V - Salvaguarda dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileiraA oficina de instrumentos musicais com recicláveis e materiais alternativos resgata saberes tradicionais ligados ao reaproveitamento de materiais e à construção artesanal de sons. O uso de objetos cotidianos da velhice (bengalas, fraldas, dentaduras etc.) como instrumentos cênicos e musicais dá visibilidade a modos de vida frequentemente estigmatizados, transformando-os em elementos de arte e empoderamento. VI - Preservação de bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiroA linguagem cênica adotada (palhaçaria, circo-teatro e música brasileira) é parte fundamental do patrimônio imaterial nacional. Ao combiná-la com inovação estética e compromisso social, o projeto contribui para sua preservação ativa e atualizada, especialmente junto a novos públicos e territórios. VII - Consciência internacional e respeito aos valores culturais de outros povosCom mais de 40 anos de atuação e circulação internacional, o UDI GRUDI mantém intercâmbios com artistas e instituições estrangeiras. O projeto reforça a grandiosidade da cultura brasileira no cenário global, ao apresentar uma produção sofisticada, inclusiva e autoral, que pode ser exportada como referência ética e estética. VIII - Produção e difusão de bens culturais de valor universalO espetáculo Desdentados e Carecas trata de temas universais como o envelhecimento, o preconceito etário e a inclusão, abordados com linguagem acessível e sensível. As transmissões online dos debates e oficinas ampliam o alcance, promovendo memória cultural, formação de conhecimento e fruição ampla e contínua do conteúdo. IX - Priorização do produto cultural originário do paísToda a criação, dramaturgia, direção, trilha sonora e execução são de autoria brasileira, ancoradas em referências nacionais como samba, MPB, música erudita brasileira e cultura popular. A estrutura narrativa, os recursos cênicos e os instrumentos são concebidos com identidade 100% nacional. Este projeto dialoga diretamente com os objetivos definidos no artigo 3º da Lei Rouanet, atendendo a múltiplos eixos estratégicos do Programa Nacional de Apoio à Cultura - Pronac. Primeiramente, no inciso I, o projeto contempla instalação e manutenção de cursos de caráter cultural e artístico, por meio da realização de oficinas formativas de construção de instrumentos musicais com materiais reutilizáveis e recicláveis, além de oficinas de palhaçaria e comicidade. Essas atividades têm caráter formativo, acessível e inclusivo, destinadas à capacitação de pessoas com deficiência, idosos, profissionais da saúde, educadores e integrantes da economia criativa, contribuindo para a formação e o aperfeiçoamento de agentes culturais nas praças de circulação do projeto. No inciso II, o projeto realiza espetáculos de artes cênicas e musicais, promovendo a circulação de montagens originais e repertório consolidado do grupo, como Desdentados e Carecas, O Cano e UDI GRUDI em ConSerto, em várias cidades do Brasil. As apresentações em espaços não convencionais como hospitais públicos, cooperativas de recicladores, assim como espaços dedicados à cultura, asseguram o acesso democrático à produção cultural e à vivência artística de qualidade, reafirmando o compromisso com a formação de público e a descentralização da cultura. Já no inciso III, o projeto se alinha à proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais, ao valorizar elementos da cultura popular brasileira como a palhaçaria, o circo-teatro e a música brasileira (do samba à MPB e ao erudito nacional), e a criação de instrumentos artesanais inspirados em objetos do cotidiano e da terceira idade. A proposta reafirma o vínculo da arte com os modos tradicionais de fazer e viver, promovendo, com linguagem contemporânea, a salvaguarda de práticas cênicas e musicais que compõem o patrimônio imaterial do país. Ao tratar com humor e sensibilidade temas como o envelhecimento e o etarismo, o projeto também promove o respeito à diversidade cultural e à dignidade humana. Assim sendo, o projeto do Circo Teatro UDI GRUDI se justifica integralmente com base nos artigos 1º e 3º da Lei Rouanet, pois promove o acesso aos direitos culturais, valoriza a produção regional, protege as tradições populares brasileiras e investe na formação cultural inclusiva. Vai além do entretenimento: articula educação, sustentabilidade, diversidade e inovação, cumprindo o papel público da cultura como motor de transformação social, memória e identidade. É uma ação concreta, com impacto territorial e social, e compromisso com a pluralidade cultural do Brasil.

Estratégia de execução

O grupo UDI GRUDI tem uma abordagem inovadora e inclusiva em suas criações artísticas. Abaixo estão alguns pontos que merecem relevo: # Pontos Fortes1. Inovação estética: A combinação de circo, teatro e música brasileira com arte circense é uma abordagem consagrada e criativa.2. Inclusão e acessibilidade: A inclusão de PCDs e a promoção da acessibilidade são fundamentais para uma sociedade mais igualitária.3. Sustentabilidade: O uso de instrumentos feitos com materiais recicláveis e alternativos é uma excelente iniciativa para reduzir o impacto ambiental.4. Abordagem bem-humorada: Lidar com temas como envelhecimento e etarismo de forma bem-humorada pode ajudar a quebrar estigmas e promover a reflexão. # Impacto Potencial1. Promover a conscientização: Os espetáculos promovem a reflexão e a conscientização sobre a importância da inclusão, acessibilidade e sustentabilidade.2. Inspirar novas gerações: A combinação de arte e sustentabilidade pretende inspirar novas gerações de artistas, criadores, profissionais da cadeia produtiva da economia criativa, entre outros participantes.3. Fortalecer a comunidade: A circulação dos espetáculos busca fortalecer a comunidade artística, a cadeia produtiva da economia criativa, profissionais da saúde que lidam com PCDs e trabalhadores de cooperativas de reclicláveis. bem como a promoção de troca de experiências.

Especificação técnica

ESCOPO E ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS O projeto tem como foco a criação e circulação do espetáculo inédito Desdentados e Carecas e a circulação nacional dos espetáculos consagrados O Cano e UDI GRUDI em ConSerto. As montagens combinam circo, teatro, música brasileira e comicidade física, em um formato acessível e de forte apelo popular. 1. CRIAÇÃO E CIRCULAÇÃO DOS ESPETÁCULOS - Técnicas de construção de instrumentos, montagem de corais e aplicação de oficinas 1.1. Técnicas de construção de instrumentos: - Materiais usados para construção e aplicação das oficinas: * Tubos de PVC; garrafas PET; latas; sucata metálica; madeira reaproveitada; ladrilhos; mangueiras; e plásticos diversos. - Técnicas aplicadas: * Corte e vedação de PVC para afinação por comprimento; * Uso de ar comprimido (em garrafas PET) para sons percussivos e melódicos; * Colagem e encaixe de partes para montar instrumentos híbridos; * Afinação manual com água, tensão de cordas ou ajuste do volume interno. 1.2. Técnicas musicais - Instrumentos autorais: * Baron (garrafas PET afinadas com ar); * Pancorde (mistura de percussão com cordas); * Ladrilhê (percussão com ladrilhos de cerâmica). - Execução ao vivo com polirritmia, improvisação cênica e musical - Uso de elementos sonoros cênicos (como andadores e bengalas transformados em instrumentos) - Criação de paisagens sonoras com sucata - Referência a música brasileira 1.3. Técnicas de palhaçaria e teatro físico - Palhaçaria clássica e contemporânea: * Uso de arquétipos tradicionais da palhaçaria. * Jogos de improviso, falhas cômicas e exagero gestual. - Teatro físico: * Expressão corporal como linguagem principal; * Códigos do circo, dança e mímica integrados à dramaturgia; * Comunicação visual e sonora, acessível para surdos. - Cenografia móvel: * Estruturas recicláveis, com painéis de madeira, rodas e encaixes; * Funcionalidade: cenário vira instrumento e vice-versa. 1.4. Técnicas circenses * Acrobacia de solo adaptada a diferentes corpos; * Malabares com objetos inusitados (latas, bengalas, garrafas); * Equilibrismo leve, sem aparato tradicional, feito com objetos reaproveitados; * Integração de técnicas circenses com a música e a narrativa visual. 1.5. Técnicas musicais de coral * Afinação; * Cantar na mesma tonalidade. Exige treino de ouvido e atenção ao conjunto; * Harmonia Vocal; * Distribuição de vozes (soprano, contralto, tenor, baixo – SATB); * Cada naipe canta uma linha melódica que, junto com as outras, forma a harmonia; * Respiração Diafragmática; * Base para manter notas longas e controlar a emissão de som com estabilidade; * Enunciação e Dicção; * Clareza ao pronunciar palavras, essencial para que o público entenda a letra; * Dinâmica; * Variação de volume (forte, piano, crescendo, decrescendo); * Dá emoção e forma à interpretação; * Articulação Vocal; * Ataques (início das notas), sustento e finalização das frases musicais; * Expressão Corporal e Facial; * Comunicação do sentimento da música com o corpo e o rosto, mesmo em posição de canto; * Regência e Seguimento Visual; * Olhar constante para o regente, que coordena entradas, cortes, tempo e dinâmica; * Timbre Coletivo (Blend); * Ajuste da voz individual ao som geral do grupo, sem sobressair; * Memorização ou Leitura de Partitura; * Alguns corais exigem leitura musical, outros trabalham com repetição e memória auditiva. 2. TÉCNICAS DOS PRODUTOS COMPLEMENTARES 2.1. Papo Limpo * Roda de Conversa com Pergunta-MotrizAbrir com uma pergunta simples e provocativa sobre o tema central do espetáculo. Estimula falas espontâneas e reflexões diversas. * Escuta Ativa com Palavra CirculanteUso de objeto simbólico (microfone, bastão, etc.) que passa de mão em mão. Só fala quem está com ele. Garante ordem e respeito na troca. * Mapa de SensaçõesPedir que o público diga palavras soltas, sentimentos ou imagens que ficaram. Serve como aquecimento para discussões mais profundas. 2.2. Diário de Bordo * Diário de Bordo em Vídeo Curto (Instagram Reels / Stories)Compartilhamento de vídeos curtos, com falas diretas sobre o processo do criação e circulação do projeto. Com legendas e enquadramento simples, com intuíto de gerar engajamento diário e mostrar o processo em tempo real. 2.3. Compilado das oficinas no YouTube * Trechos das oficinas, bastidores com narração simples ou legendas explicativas. Serve como registro completo e mais aprofundado. INSTRUMENTOS PEDAGÓGICOS NO PROJETO As linguagens do teatro e do circo são as bases pedagógicas deste projeto, aplicadas como ferramentas educativas e de transformação social. As técnicas teatrais — como improvisação, construção de personagem e jogos de cena — são usadas para estimular reflexão crítica sobre temas como etarismo, inclusão e diversidade. Já o circo, por meio da palhaçaria, da comicidade física e da criação com materiais recicláveis, promove inclusão lúdica, autoestima e criatividade entre os participantes do projeto. Ambas as linguagens favorecem o aprendizado ativo, o trabalho em grupo e o protagonismo dos participantes, além de possibilitar geração de renda por meio da criação de objetos cênicos e instrumentos. Em síntese, a arte neste projeto funciona não apenas como uma forma de expressão cultural, mas como um instrumento pedagógico multifacetado, que educa, integra, transforma e empodera os participantes. Ela está em todas as suas dimensões: como educadora, inclusiva, crítica, empoderadora e transformadora.

Acessibilidade

O projeto assegura acessibilidade arquitetônica, comunicacional e de conteúdo, com medidas concretas e compromissos diretos com a inclusão de pessoas com deficiência (PCDs), em parceria com a Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, referência nacional em reabilitação e acessibilidade. A Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação tem como missão promover a reabilitação e inclusão social de pessoas com deficiência física e neurológica, de forma humanizada e integral, indo além do ambiente hospitalar. Sua abordagem valoriza as capacidades preservadas dos pacientes, focando no potencial de cada indivíduo, e não em suas limitações. Os programas são estruturados para estimular continuamente o desenvolvimento funcional, buscando reintegrar a pessoa com deficiência à sociedade com autonomia e dignidade. O projeto do Circo Teatro UDI GRUDI se alinha diretamente à missão da Rede Sarah, ao promover ações culturais que estimulam o desenvolvimento funcional, a autonomia e a inclusão social de pessoas com deficiência física e neurológica. As apresentações e oficinas são adaptadas para esse público, com acessibilidade comunicacional, arquitetônica e de conteúdo, respeitando e potencializando as capacidades individuais. Além disso, ao integrar corais com PCDs locais e um(a) musicista com deficiência em cena, valorizando a expressão artística como parte ativa do processo de reabilitação. 1) Para o espetáculo inédito Desdentados e Carecas, apresentado em unidades da Rede Sarah, serão desenvolvidos mini instrumentos, pequenos e leves, adequados para o uso de PCDs e pessoas idosas. 2) Os teatros e espaços locados para realização dos espetáculos deverão ter: - rampas de acesso aos cadeirantes e pessoas com baixa mobilidade; - banheiros adaptados; - assento para pessoas gordas; e - acesso por meio da mobilidade urbana. 3) Os espetáculos e as oficinas terão: - intérprete de libras; e - audiodescrição. 4) Na montagem e apresentação do espetáculo está prevista a: - orientação por especialista em acessibilidade nos ensaios e debates; - orientação por especialista em acessibilidade para o coral PCD; - inclusão de coral local de PCD no espetáculo UDI GRUDI em ConSerto; - inclusão de uma musicista local PCD no espetáculo Desdentados e Carecas. 5) O projeto contará com duas frentes de oficinas formativas, com foco em inclusão: - Oficinas de Criação e Construção de Instrumentos Musicais, tendo como público-alvo as pessoas com deficiência (PCDs) e profissionais de saúde que atuam com esse público. As oficinas serão ministradas em salas multiúso das unidades da Rede Sarah, com estrutura adaptada para PCDs. - Oficinas de Palhaçaria e Comicidade, tendo como público-alvo as pessoas com deficiência (PCDs) e pessoas idosas em razão da mobilidade reduzida.

Democratização do acesso

O projeto está fundamentado no princípio da democratização do acesso à cultura, promovendo ampla circulação, acessibilidade e distribuição de seus conteúdos de forma gratuita e inclusiva. As apresentações presenciais ocorrerão em hospitais públicos da Rede Sarah, teatros e outros equipamentos públicos de cultura, garantindo acesso amplo a públicos diversos, incluindo pessoas com deficiência física e neurológica, pessoas idosas, profissionais da saúde, educadores, comunidades em situação de vulnerabilidade e ao público em geral. Para ampliar ainda mais esse alcance, o projeto aposta fortemente na distribuição digital dos conteúdos. As oficinas, os debates e partes do processo criativo serão gravados e disponibilizados nos canais oficiais do grupo (YouTube e Instagram), com recursos de acessibilidade como intérprete de Libras, audiodescrição e legendas. Isso permite que o público que não está nos territórios diretamente atendidos tenha acesso ao conteúdo de forma permanente e gratuita via internet. Além disso, o projeto prevê a integração com redes e coletivos de catadores de recicláveis e associações ligadas à economia criativa, que também atuarão como canais de redistribuição do conteúdo, fortalecendo a articulação comunitária e a difusão descentralizada da ação cultural. Essa estratégia garante que os produtos culturais gerados — espetáculos, oficinas, debates e materiais de registro — tenham circulação híbrida, gratuita e acessível, respeitando o direito à cultura como um bem público, essencial à cidadania. Canais e formatos de distribuição do produto cultural O projeto estabelece uma estratégia de distribuição híbrida (presencial e digital), garantindo acesso gratuito, amplo e inclusivo aos produtos culturais gerados: espetáculos, oficinas e debates. A distribuição ocorre por meio dos seguintes canais e formatos: 1) Espetáculos presenciaisLocais: Unidades da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, equipamentos públicos de cultura (teatros, centros culturais, praças), com infraestrutura acessível. Público-alvo: Pessoas com deficiência física e neurológica (PCDs), idosos, profissionais de saúde, estudantes, famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade social. 2) OficinasLocais: Salas multiúso da Rede Sarah e centros de coletores de materiais recicláveis, com foco em criação e construção de instrumentos musicais e formação em palhaçaria e comicidade. Público-alvo: Pessoas com deficiência física e neurológica (PCDs), educadores, artistas locais, profissionais da saúde, coletores de materiais recicláveis e agentes da economia criativa. 3) Distribuição digital- Canal do YouTube do Udi Grudi: Publicação de vídeos das oficinas, debates (Papo Limpo), trechos dos espetáculos e materiais de bastidores, com audiodescrição e Libras. - Instagram do grupo (@circoudigrudi): Diário de bordo com atualizações em tempo real da circulação, registros fotográficos, vídeos curtos e interações com o público. - Redes de cooperativas e coletivos: Distribuição dos vídeos das oficinas e conteúdos educativos por meio de parcerias com associações de catadores e agentes culturais. 4) Redes de articulação- Integração com a Rede Sarah: Fortalecimento do vínculo entre cultura e saúde, com ações voltadas à reabilitação e inclusão social. - Parcerias locais: Com corais com PCDs e artistas locais, promovendo protagonismo e visibilidade para esses grupos nos espetáculos e ações formativas. - Geração de trabalho para dezenas de profissionais de diferentes áreas culturais. - Ativação da cadeia produtiva local em cada cidade visitada. - Fomento à cultura circular e sustentável com reaproveitamento de materiais. - Formação técnica e artística de novos profissionais e coletivos culturais. - Valorização de expressões populares e inclusão de artistas PCDs e idosos no circuito cultural. - Produção e edição de conteúdos audiovisuais: Diários de bordo, registros dos espetáculos, oficinas e debates, com profissionais de vídeo, som, edição, tradução e design gráfico. - Distribuição digital e acessível: Conteúdos disponibilizados no YouTube e Instagram do grupo, além de redes parceiras de cooperativas de recicladores, artistas e instituições culturais. - Articulação em rede: Continuidade das conexões criadas durante a circulação, com possibilidade de novas parcerias, intercâmbios e desdobramentos formativos ou artísticos. 5) Estimativa de público- Presencial: 14.500 pessoas - Presencial e Digital: 514.500 pessoas Assim sendo, projeto está em consonância à Instrução Normativa n° 23/2025, quanto aos artigos que seguem:- Artigo 46: democratização de acesso quanto a distribuição dos ingressos e produtos culturais.- Artigo 47: ações do projeto que ampliam o acesso no que tange os registros audiovisuais das apresentações, oficinas e debates; realização de atividades culturais em instituições como cooperativas de catadores, associações comunitárias e centros de reabilitação; e produção e compartilhamento de conteúdos educativos.- Artigo 49: o projeto inclui contrapartida social com a realização de quatro oficinas formativas gratuitas com foco em iniciação artística e construção de instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis.

Ficha técnica

O GRUPO O Circo Teatro UDI GRUDI foi fundado em 1982, em Brasília. Desenvolve uma pesquisa do circo tradicional, apresentando shows e realizando projetos sociais, como o "Arte sob a Lona" e "Entrequadras”, atingindo as partes menos privilegiadas do DF. Pesquisa Circo Contemporâneo e levou seus espetáculos para e todas as regiões brasileiras e para 15 países (Alemanha, Argentina, Bélgica, Canadá, Cuba, Bolívia, Dinamarca, Escócia, Espanha, EUA, Hong Kong, Irlanda, Itália, México e Suíça). Ganhou prêmios nacionais e internacionais, destacamos: 2017 Prêmio Sesc do Teatro Candango pelo conjunto da obra; Prêmio CINEB do Cinema Brasileiro para o curta-metragem A Casa do Mestre André; 2010 Prêmio Zilka Salaberry, Rio de Janeiro, O Cano; 2008 Prêmio Villa Nueva, La Habana, Cuba, Ovo; 2000 Herald Angel Award, Festival de Edimburgo, O Cano; 1999 Melhor espetáculo infantil, Jornal de Brasilia, O Cano. Fez o curta-metragem A Casa do Mestre André (TVE) e colabora com corais PCD, tendo convidado os corais “Todas As Vozes” e “Uma Sinfonia Diferente” para cantar em seus ConSertos. EQUIPE CRIATIVA - Leo Sykes, é diretora do Circo Udigrudi desde 1998. Seus espetáculos ganharam vários prêmios internacionais, (Prêmio Correio Brasiliense - Brasil 1999, Prêmio Herald Angel - Escócia 2000, Vila Nueva Prêmio da critica - Cuba 2009, Prêmio Zilka Salaberry - Brasil 2010, Prêmio SESC DF - Brasil 2016, Prêmio CINEB - Brasil 2016). Começou sua carreira como assistente de direção de Eugenio Barba no Odin Teatret na Dinamarca de 1991-1995 (https://odinteatret.org). Escreveu seu PhD sobre a técnica de direção de Barba na Universidade de Warwick em 1995. Desde 1994 ela é diretora visitante de Teatret OM na Dinamarca (www.teatretom.dk) e desde 2022 é produtora de URNAT International Performing Arts Festival na Dinamarca (www.urnat.dk). Trabalhou como diretora visitante em algumas das escolas de teatro mais importantes da Inglaterra (Royal Central School of Speech and Drama, E15, Rose Bruford). De 2015-2019 foi professora de teatro no IDA da UnB. - Luciano Porto Ator, produtor, cenógrafo e cineasta, mas ao longo de sua carreira desempenhou inúmeras outras funções como diretor, diretor musical, preparador físico, iluminador, aderecista, músico, compositor e roteirista. Em 1992, recebe uma bolsa de estudos do Conselho Britânico e da Fundação Vitae para estudar na Inglaterra, onde realiza diversos cursos de formação em mímica e teatro físico, artes circenses e clown. Em teatro trabalha com diretores(as) como: Hugo Rodas, Fernando Villar, Dácio Lima, Leo Sykes, Alessandra Vanuci, José Regino, dentre outros. Realiza inúmeros trabalhos como ator em cinema, vídeo e televisão, com destaque para o longa-metragem O Cego que Gritava Luz, de João Batista de Andrade. Em 2018 estreia como diretor de cinema com o curta-metragem A Roda da Fortuna de sua autoria, o filme recebe menção honrosa no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, prêmio do Júri Popular na Mostra Tesourinha do 7º Curta Brasília, melhor atriz no 13º Festival de Aruanda _ João Pessoa e Melhor filem de Humor na Festival Mazzaropi/2020. Sua principal característica profissional é o seu trabalho junto ao Circo Teatro Udigrudi, um dos mais tradicionais e bem-sucedidos grupos do DF. - Márcio Vieira, Artista multidisciplinar, é músico, ator, luthier e palhaço. Na década de 1980, atuou nas peças Capital da esperança (1980), do Grupo Carroça, com direção de Humberto Pedrancini, e na peça A Hora e a Vez do Jumento (1983), de Orlando Tejo, com direção de J. Pingo. Participou do Grupo de menestréis musicais Liga Tripa e do grupo Músicas-À-Tentativas. Estava nos primórdio do Circo Teatro Udigrudi como músico. Formado em Engenharia Elétrica em 1985 pela UnB, desenvolveu técnicas construMvas de instrumentos musicais com materiais alternativos, criando instrumentos usados em suas apresentações e por músicos da cidade. Em 1998 retorna ao Udigrudi, participando das peças O Cano (1998), Ovo (2003), Lixaranga (2003), A devoluçao Industrial (2008) e do curta-metragem A Casa do Mestre André (2006). Desde então, é responsável pela criação das Coisas Sonoras uMlizadas pelo Grupo. Em 2016 cria o Parque Diversom, um parque de divesões sonoro, com Luciano Porto. O Diversom já foi montado em mais de dez cidades do DF, e duas em MG. Em 2019 torna-se Mestre em Artes Cênicas pelo IdA/UnB com a dissertação Coisas Sonoras em Cena e Criação de Timbres: malha criativa do Udigrudi. Em 2023 participa como ator do longa-metragem A Casa dos Irmãos. - Marcelo Beré, (Marcelo de Almeida Libanio) é palhaço. Doutor em Teatro com especialização em filosofia do clown pela Royal Central School of Speech and Drama – Universidade de Londres (2016), mestre em Teatro pela Royal Holloway and Bedford New College – Universidade de Londres (1992) e licenciado em Artes PlásMcas pela Universidade de Brasília (1984). É professor aposentado da Fundação Educacional do Distrito Federal. Em 2022, terminou seu pós-doutorado sobre os Excêntricos Musicais na RCSSD/UL. Seus arMgos acadêmicos foram traduzidos e publicados em diversas línguas. Beré é cofundador do Circo Teatro Udigrudi, e atua como palhaço/produtor/diretor desde a década de 80 do século passado. Artista de multitalentos, atua nas mais diversas linguagens da Arte(visuais, plásMcas, teatro, circo, cine-vídeo, etc.), tendo sido premiado em algumas destas áreas.- Matheus Ferrari, além de autodidata para vários instrumentos estudou música e violoncelo na Escola de Música de Brasília [EMB] entre 1994 e 2003, fez várias oficinas de música, teatro e artes áudio visuais. Em 1995 foi convidado por Cibele Amaral para fazer parte de “Caim” uma comédia Bufonesca. Logo depois participou de uma oficina com Robson Graia e de lá para cá vem trabalhando em várias peças de teatro, com diversos diretores de Brasília. Trabalhou com Ary Para Raios, Deto Montenegro, Hugo Rodas, Irmãos Guimarães, Denis Camargos, Alessandro Brandão, Adriana Lodi, Miriam Virna, Marcio Meneses Foi integrante dos grupos “Esquadrão da Vida”, “Circo Íntimo”, “Coletivo Tombado” e ainda Faz Parte da “Cia Novos Candangos”. Escreveu, dirigiu e atuou o nos espetáculos “Concerto Para Crianças: Beethoven (2005) e "Concerto para Crianças: Amadeus Mozart" (2006). Unindo a Música e o teatro apresentou em vários festivais do país e em Frankfurt. EQUIPE DE GESTÃO ADMINISTRATIVA - Rita Andrade, Gestora de projetos culturais, produtora e realizadora de obras de audiovisual. Artista Educadora, graduada em Arte-Educação pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, mestranda em Políticas Públicas e Governo, e especialista em Gestão Humanizada de Gestores, ambos pela FGV. Desenvolve ao longo da carreira atividades de produção em vários segmentos artísticos, de inclusão social e difusão cultural. Recentemente esteve como Conselheira de Nacional de Política Cultural – CNPC 2019 a 2022. Conselheira de Cultura do DF 2019/2022. Presidente do Conselho de Curadores da Fundação Brasileira de Teatro – CC FBT e Membra Consultiva da Comissão de Cultura, Esporte e Lazer da OAB DF. DRT Radialista - Diretora de Programas n° 3413 - DF/1180/88. DRT SINDICINE - Técnico Cinematográfico n° 3001 /DF - Veranne Magalhães, advogada desde 1994, inscrita na OAB/DF sob o n° 11.765. Fundadora da Melo Magalhães Advocacia e Consultoria, com foco na atuação em Direito Cultural e do Entreterimento. Pós-graduanda no curso de Cultura e Indústrias Criativas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUCRJ. Foi conselheira da OAB/DF, Presidente da Comissão de Cultura, Esporte e Lazer da OAB/DF (2019-2024) e membro consultiva da Comissão Especial de Cultura e Arte do Conselho Federal da OAB (2019-2024). Participa da Câmara de Economia Criativa da Fecomércio do DF desde 2023. No triênio 2025-2027, é Presidente da Comissão de Cultura e Economia Criativa da OAB/DF.

Providência

Projeto liberado para o proponente adequar à realidade de execução.

2026-12-31
Locais de realização (5)
Fortaleza CearáBrasília Distrito FederalSão Luís MaranhãoBelém ParáRio de Janeiro Rio de Janeiro