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Poética do Delírio é um espetáculo inédito de circo contemporâneo com alta densidade estética, inspirado na obra de Arthur Bispo do Rosário. A proposta contempla a montagem e temporada do espetáculo no Circo Crescer e Viver (RJ), com 36 apresentações abertas ao público, além da circulação por São Paulo e Vitória. O projeto inclui ainda oficinas formativas e rodas de conversa com mediação cultural, ações educativas e registro audiovisual. A criação se dá a partir de dramaturgia física, composição cênica colaborativa e experimentação visual, sonora e simbólica. A encenação propõe um rito sensorial e poético em torno de temas como delírio, espiritualidade, exclusão e resistência.
(Espetáculo circense + produtos associados)Poética do Delírio é um espetáculo de circo autoral que se debruça poeticamente sobre a obra e o gesto criador de Arthur Bispo do Rosário. Inspirado em sua monumental reclassificação do mundo — feita com restos, panos, bordados, nomes e invenções —, o espetáculo constrói uma dramaturgia física e visual que não representa Bispo, mas tensiona suas perguntas: Como reinventar o mundo? Como classificar o caos? Como dar nome ao indizível?A encenação nasce como rito e como manifesto: corpos em suspensão, objetos reconfigurados, gestos de repetição e resistência tomam o espaço da cena como tentativa de escuta e tradução do delírio enquanto método criativo. O picadeiro se transforma em cela, navio, manto, labirinto e altar. A dramaturgia se estrutura em blocos simbólicos, sem narrativa linear, guiada pela transformação dos materiais, da luz e dos estados de corpo. O espetáculo é uma fabulação acrobática que parte do fragmento, do excesso e do silêncio para compor um cosmo cênico, instável e pulsante.A linguagem do circo é tensionada em sua relação com a performance, o teatro visual e a instalação. As acrobacias — de solo, de portagem e aéreas (trapezistas, corda, lira) — são articuladas como gramática dramatúrgica e não apenas demonstração técnica. Cada suspensão ou queda, cada equilíbrio ou torção é carregado de sentido. O risco não está apenas no corpo, mas na tentativa de classificar, ordenar e persistir. Os corpos são convocados a escrever no ar, a dar forma ao que escapa, a dançar com o abismo.O espetáculo parte de um processo de pesquisa em arquivos, referências bibliográficas e materiais audiovisuais sobre Arthur Bispo do Rosário, cruzado com o repertório técnico e simbólico do elenco selecionado por meio de audição. A montagem convoca também o uso de objetos cotidianos transformados em aparatos cênicos, criando uma visualidade de invenção precária, ritualística e profundamente brasileira.A trilha sonora original — composta a partir de gravações de campo, ruídos, cantos e manipulações eletrônicas — propõe uma escuta espectral, que ecoa a lógica das vozes que Bispo dizia escutar. A luz opera como elemento dramatúrgico em si, desenhando atmosferas de passagem, apagamento e revelação. Os figurinos são composições fragmentadas, costurados com elementos que evocam o sagrado, o cotidiano, o militar, o religioso e o improvisado, como eram os trajes concebidos por Bispo.Classificação indicativa: livre para todos os públicos, com recomendação para maiores de 14 anos, por seu conteúdo simbólico, sensível e poético. OUTROS PRODUTOS ASSOCIADOS AO PROJETO1. Ações Formativas (oficinas, mediações, rodas públicas) Cada cidade da circulação receberá duas ações formativas gratuitas voltadas a jovens artistas, educadores, profissionais da saúde mental e pessoas interessadas em processos de escuta e criação simbólica. As oficinas propõem exercícios de observação do cotidiano, reinvenção de materiais, mobilização da memória e expressão corporal, inspiradas na poética de Bispo.As mediações culturais e rodas públicas envolvem temas como: arte e saúde mental, invenção e marginalidade, arte como acervo de si, e escuta como potência estética. Realizadas em parceria com escolas públicas, coletivos culturais e equipamentos sociais como os CAPS, essas ações buscam aprofundar o diálogo entre público e processo artístico.2. Registro Audiovisual Será produzido um vídeo-documentário de 10 a 15 minutos que acompanha as três dimensões do projeto: processo de criação (ensaios, montagem, bastidores), circulação (apresentações e ações em cada cidade), e reverberações no público. O material contará com imagens das cenas, entrevistas com equipe e público, e será disponibilizado online para acesso gratuito.3. Material Digital de Difusão Será desenvolvido um material digital em formato de publicação ilustrada (PDF) ou minissite, contendo: sinopse do espetáculo, textos críticos, fotos das apresentações e bastidores, relatos das ações formativas e depoimentos de participantes. Este material será publicado com licença aberta, favorecendo seu uso como ferramenta pedagógica e de memória artística.4. Temporadas públicas gratuitas em 3 capitais O espetáculo será apresentado gratuitamente em três temporadas distintas: na lona do Circo Crescer e Viver (Rio de Janeiro), em espaços parceiros em São Paulo e em Vitória. Cada cidade terá uma agenda de apresentações públicas, com ações paralelas de formação e articulação com instituições culturais e sociais locais.5. Relatório artístico-pedagógico Ao final do projeto, será elaborado um relatório detalhado com os resultados artísticos e pedagógicos, incluindo indicadores de público, impactos qualitativos das formações, registros visuais e relatos críticos. Este documento integra o compromisso institucional da companhia com a transparência e a sistematização de boas práticas culturais.
OBJETIVO GERALPromover a criação, montagem, apresentação e circulação do espetáculo Poética do Delírio, uma obra autoral de circo contemporâneo inspirada na trajetória e na obra de Arthur Bispo do Rosário, com o propósito de ampliar o repertório estético da cena circense brasileira, sensibilizar o público para temas como arte e saúde mental, e garantir acesso democrático à fruição e à formação cultural.OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Realizar processo criativo de três meses, com no mínimo 30 horas semanais de ensaio, envolvendo pesquisa dramatúrgica, corporal e visual com elenco e equipe técnica especializada.- Montar um espetáculo de circo contemporâneo com direção, dramaturgia física, trilha sonora original, cenografia, iluminação e figurinos inéditos.- Realizar 36 apresentações públicas e gratuitas no Circo Crescer e Viver, no Rio de Janeiro, em temporada de 12 fins de semana consecutivos.- Realizar circulação nacional com 16 apresentações, sendo oito em cada uma das seguintes cidades: São Paulo (SP) e Vitória (ES).- Oferecer 6 oficinas formativas (três em cada cidade da circulação), com atividades práticas e reflexivas em linguagem circense e criação simbólica, voltadas a jovens artistas, estudantes e educadores. - Realizar 6 rodas públicas de conversa (três em cada cidade da circulação), com mediação entre artistas, especialistas e público sobre os temas abordados pelo espetáculo, como delírio, arte, espiritualidade, exclusão e resistência. - Produzir e disponibilizar registro audiovisual do processo criativo e das apresentações, incluindo vídeos, fotografias e um minidocumentário com acesso gratuito. - Desenvolver identidade visual e campanha de comunicação do projeto, com materiais de divulgação, teasers, site e conteúdos em redes sociais, alcançando o público das quatro cidades envolvidas. - Garantir ações de acessibilidade, com tradução em LIBRAS em oficinas e rodas de conversa, bem como audiodescrição e material de mediação cultural para o público com deficiência.
O projeto Poética do Delírio justifica-se como uma iniciativa artística relevante, de caráter autoral, inovador e de forte impacto cultural e simbólico. Sua realização depende da utilização do Mecanismo de Incentivo à Cultura por tratar-se de uma proposta com alto grau de pesquisa e complexidade estética, e que exige a mobilização de uma equipe especializada em diversas áreas criativas, técnicas e pedagógicas. Sem o apoio via Lei Rouanet, seria inviável viabilizar sua execução com os padrões de qualidade, abrangência territorial e compromisso de democratização do acesso propostos.A obra parte da trajetória de Arthur Bispo do Rosário para propor uma criação circense de linguagem contemporânea, expandindo os limites expressivos do circo no Brasil. Essa experimentação envolve pesquisa dramatúrgica, composição física, trilha sonora original, construção de objetos cênicos e cruzamentos com temas como espiritualidade, exclusão social e reencantamento simbólico. O espetáculo terá temporada no Rio de Janeiro e circulará por São Paulo e Vitória, acompanhado de oficinas e rodas públicas que ampliam sua função social, educativa e reflexiva.A proposta se enquadra nos incisos I e III do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, pois trata-se de um projeto de natureza cultural que visa o estímulo à formação e ao acesso aos bens culturais (inciso I), e à promoção de estudos e obras relacionadas às artes cênicas, com ênfase no circo contemporâneo (inciso III).No que se refere aos objetivos descritos no Art. 3º da Lei nº 8.313/91, o projeto contribui diretamente para:Inciso I: contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;Inciso II: promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;Inciso III: apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais brasileiras e regionais;Inciso IV: proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;Inciso V: salvaguardar a criação artística de caráter experimental;Inciso VIII: estimular o conhecimento dos bens e valores culturais.Ao democratizar o acesso à arte circense de qualidade, promover a diversidade estética e simbólica, fomentar a criação autoral e ampliar o diálogo entre arte, saúde mental e direitos culturais, Poética do Delírio torna-se um projeto de utilidade pública que atende ao espírito da Lei de Incentivo à Cultura.
Poética do Delírio é um projeto que nasce de uma escuta longa e de um compromisso profundo com a arte como modo de reorganizar o mundo e reinventar a memória coletiva. Sua importância ultrapassa a produção de um espetáculo: trata-se de uma obra de risco estético e responsabilidade simbólica, que atualiza perguntas urgentes sobre arte, marginalidade, delírio, transcendência e identidade brasileira.A escolha de Arthur Bispo do Rosário como centro gerador da obra não se dá por sua trajetória trágica ou sua figura exótica — mas por sua potência criadora, seu gesto radical de nomear o mundo, sua capacidade de erguer, do isolamento e da incompreensão, um acervo de humanidade. Este projeto se propõe a responder a esse gesto não com reprodução ou reverência, mas com criação e escuta.O Circo Crescer e Viver, instituição proponente, é uma organização de referência no Brasil por seu modelo integrado de criação artística, formação cultural, mobilização comunitária e articulação territorial. Sua sede está localizada na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro marcada por complexas desigualdades urbanas e sociais. Ao manter sua lona de pé nesse território há mais de duas décadas, o Circo afirma uma ética de permanência, presença e transformação.Essa dimensão territorial é fundamental para compreender a singularidade da proposta. Poética do Delírio nasce da escuta desse lugar, da tessitura entre corpos jovens e artistas experientes, da convivência entre acervo simbólico e prática cotidiana. O projeto não é um produto que se impõe ao território — é um corpo que emerge dele.Do ponto de vista institucional, vale destacar que o Circo Crescer e Viver possui plena capacidade técnica, jurídica e financeira para a execução do projeto. A organização é reconhecida por seu compromisso com a transparência, por seu histórico de prestação de contas e por sua gestão qualificada de recursos incentivados. A equipe proposta para este projeto reúne profissionais de excelência com vivência nas áreas de criação, produção, comunicação e mediação cultural.Além disso, o projeto fortalece o compromisso da instituição com o acesso e a inclusão, não apenas como diretrizes formais, mas como prática cotidiana. A composição do elenco por meio de audições públicas, o acesso gratuito a todas as ações do projeto, o cuidado com a linguagem e os materiais de divulgação, a escuta ativa de instituições locais em cada cidade, a construção de memórias acessíveis — tudo isso integra uma visão ampla de política cultural com base em direitos.Outro ponto importante é o potencial de reverberação simbólica do projeto. Poética do Delírio mobiliza um repertório estético e afetivo com alto potencial de circulação crítica. Sua linguagem atravessa o campo do circo, mas também o da performance, da arte contemporânea, da saúde mental, da literatura, da educação e das práticas de cuidado. Isso amplia seu raio de difusão e abre possibilidades para convites futuros em festivais, redes curatoriais e programas de formação.Por fim, cabe destacar que este projeto pretende também fortalecer um campo específico de atuação: o das obras que cruzam arte e delírio não como patologia, mas como forma de linguagem e construção de mundo. Em tempos de adoecimento psíquico coletivo, de invisibilização das subjetividades e de normalizações da violência, Poética do Delírio propõe outro horizonte: onde o delírio é escutado como poesia e o corpo é reconhecido como arquivo de existência.O apoio do Ministério da Cultura a este projeto representa não apenas o incentivo a um espetáculo, mas o fortalecimento de uma iniciativa cultural que afirma a vida, a complexidade e a beleza como princípios de atuação.
1. Espetáculo Circense “Poética do Delírio”Duração: 50 minutosClassificação indicativa: Livre (recomendado para maiores de 14 anos)Linguagem: Circo autoral com dramaturgia não linear, visual e simbólica.Técnicas circenses envolvidas: acrobacia de solo, portagem, lira, corda indiana, trapézio fixo e de balanço, manipulação de objetos.Elenco: 6 a 8 artistas circenses, selecionados por audição públicaEspaço cênico: Lona do Circo Crescer e Viver e outros espaços com infraestrutura técnica para espetáculos de circo (praças, centros culturais, teatros com grid para aparelhos)Estrutura técnica necessária: sistema de rigging para aparelhos aéreos, grid com altura mínima de 6m, som e iluminação cênica com mesa DMX, projetores LED e elipsoidais.Figurinos: compostos artesanalmente, com fragmentos costurados, tecidos reaproveitados, texturas simbólicas (sagrado, cotidiano, improviso).Objetos cênicos e cenografia: elementos instalativos inspirados na obra de Arthur Bispo do Rosário, como estandartes, panôs, etiquetas, objetos transfigurados; materiais reutilizáveis e simbólicos (madeira, metal, tecido cru, cordas, luzes internas).Trilha sonora: original, criada por artista sonoro do projeto; inclui paisagens eletroacústicas, gravações de campo e composições inspiradas em cantos ritualísticos e vozes fragmentadas.Iluminação: desenhada como elemento dramatúrgico, com foco em transições poéticas, apagamentos e revelações.Público estimado por sessão: entre 300 e 600 pessoas (dependendo do local) 2. Ações Formativas (oficinas e rodas públicas)Cidades atendidas: Rio de Janeiro, São Paulo e Belo HorizonteQuantidade total: 6 ações (2 por cidade)Duração: cada oficina terá 3 a 4 horas de duraçãoFormato: presencial, com até 25 participantes por atividadeTemas: escuta poética, criação de objetos simbólicos, invenção a partir da memória, corpo e delírio, reinvenção do cotidianoMaterial didático: caderno impresso (4 páginas) com referências visuais da obra de Bispo, propostas de criação, trechos de textos e imagens; distribuído gratuitamente aos participantesProjeto pedagógico: metodologias participativas baseadas em escuta, experimentação e articulação entre acervo pessoal, corpo e símbolo. As atividades valorizam a criação coletiva, o compartilhamento de narrativas e o uso criativo de materiais ordinários como elementos expressivos.Facilitação: artistas e educadores da equipe do Circo Crescer e Viver, com apoio de instituições locais parceiras (CAPS, escolas, bibliotecas, coletivos) 3. Registro Audiovisual do ProjetoFormato final: vídeo-documentário institucionalDuração estimada: entre 10 e 15 minutosConteúdo: registro da criação do espetáculo, ensaios, bastidores, cenas das apresentações nas três cidades, trechos das oficinas formativas, entrevistas com público, artistas e equipeDireção de documentação: equipe audiovisual especializada com experiência em processos criativos e artes cênicasFormato de entrega: arquivo digital em alta resolução (.mp4 Full HD), hospedado no canal do Circo Crescer e Viver e vinculado ao minisite e ao material de prestação de contasObjetivo: valorizar o processo, promover acesso ampliado ao conteúdo artístico e educativo do projeto e oferecer documentação com valor pedagógico, artístico e institucional 4. Material Digital de DifusãoFormato: publicação digital ilustrada (PDF navegável com links e imagens)Paginação estimada: entre 20 e 30 páginasConteúdo: sinopse do espetáculo, fotos do processo e das apresentações, bastidores criativos, textos críticos, depoimentos do elenco e dos participantes das formações, ficha técnica, trechos do roteiro e inspirações visuaisAcessibilidade: linguagem inclusiva, navegação simples, uso de fontes legíveis, versão com descrição textual para pessoas com deficiência visual (seção de texto corrido alternativo)Distribuição: gratuita por e-mail, WhatsApp, redes sociais e site institucionalObjetivo: documentar artisticamente o projeto, servir como memória institucional e oferecer subsídios a educadores, pesquisadores e gestores culturais 5. Relatório Artístico-Pedagógico FinalFormato: PDF (entregue à patrocinadora, parceiros e disponível para consulta pública)Paginação estimada: 20 páginasConteúdo: indicadores quantitativos e qualitativos do projeto (número de sessões, público, oficinas realizadas, público atendido), análise de impacto, fotografias, gráficos, trechos de depoimentos, reflexões pedagógicas sobre os resultados das ações formativasObjetivo: prestar contas não apenas técnicas, mas artísticas e simbólicas; consolidar a trajetória do projeto; oferecer transparência e subsídios para replicação futuraAnexos: clipping de imprensa e redes, prints de divulgação, links de vídeos, catálogo fotográfico (resumo)
O projeto Poética do Delírio compromete-se com a inclusão e acessibilidade plena de seu público, tanto no que se refere à infraestrutura física dos espaços onde ocorrerão as atividades, quanto à acessibilidade de conteúdo, garantindo o direito à fruição cultural por pessoas com deficiência.Acessibilidade Física Todas as ações presenciais do projeto — apresentações, oficinas e rodas públicas — serão realizadas em equipamentos culturais que atendem aos requisitos mínimos de acessibilidade física, como o Circo Crescer e Viver (Rio de Janeiro), e espaços parceiros em São Paulo e Vitória. Esses locais possuem acesso por rampas, banheiros adaptados e espaços reservados para cadeirantes. Sempre que possível, serão feitas visitas técnicas prévias para garantir que as condições de locomoção e sinalização estejam adequadas ao público com mobilidade reduzida, baixa visão ou outras necessidades específicas.Acessibilidade de Conteúdo O projeto prevê um conjunto de estratégias para tornar sua proposta acessível do ponto de vista sensorial e cognitivo. Entre as ações previstas estão:- Tradução simultânea em Libras nas rodas públicas e oficinas formativas;- Elaboração de material de mediação cultural em linguagem simples e inclusiva, com versões digitais acessíveis;- Disponibilização de audiodescrição nas peças audiovisuais de registro do processo e em ao menos uma sessão pública em cada cidade;- Inserção de legendas descritivas em vídeos, teasers e conteúdos de redes sociais;- Elaboração de visitas sensoriais orientadas, mediante agendamento, para grupos com deficiência visual, auditiva ou intelectual.- A equipe de produção terá pelo menos um membro com formação ou capacitação em acessibilidade cultural, garantindo o acompanhamento das ações com qualidade técnica e responsabilidade social. Todas as medidas serão documentadas e integradas à prestação de contas, reforçando o compromisso do projeto com a equidade no acesso à arte.
O projeto Poética do Delírio adotará uma política equilibrada de acesso, combinando comercialização de ingressos com ampla oferta gratuita, garantindo tanto a sustentabilidade parcial da proposta quanto sua função pública e inclusiva. Serão realizadas 48 apresentações ao todo: 36 no Circo Crescer e Viver (RJ), durante temporada de três meses, e 16 distribuídas entre São Paulo e Vitória.Em todas as cidades, 50% dos ingressos serão oferecidos gratuitamente à população, por meio de distribuição dirigida e ações de articulação com redes públicas de ensino, coletivos de cultura e saúde mental, instituições sociais, projetos de circo social e movimentos de juventude. Os demais ingressos terão preço popular, promovendo o acesso de públicos diversos, inclusive aqueles que geralmente estão fora do circuito cultural.Além das apresentações, o projeto contempla atividades formativas 100% gratuitas, como oficinas e rodas públicas de conversa, promovidas nas três cidades. As oficinas trabalharão linguagem circense, criação simbólica e processos colaborativos, voltadas para jovens artistas, estudantes, professores e educadores sociais. As rodas públicas funcionarão como espaços de reflexão crítica e mediação cultural, promovendo o diálogo entre arte, saúde mental, exclusão e resistência.Como forma adicional de democratização, está prevista a realização de um ensaio aberto gratuito no início da temporada no Rio de Janeiro, voltado para escolas públicas, lideranças locais e agentes culturais. Também será produzido e distribuído um minidocumentário com acesso gratuito online, contendo registros do processo criativo, trechos das apresentações e entrevistas com equipe e participantes.Essas estratégias visam ampliar o alcance do projeto, democratizar o acesso à arte contemporânea e circense, garantir a presença de diferentes públicos e potencializar o valor simbólico e pedagógico do espetáculo, promovendo a arte como direito e ferramenta de reencantamento coletivo.
DIREÇÃO GERAL – JUNIOR PERIM Produtor cultural, gestor e diretor artístico com mais de 25 anos de atuação nas áreas de circo, cultura e juventude. Cofundador e dirigente do Circo Crescer e Viver, onde lidera projetos de grande escala integrando arte, formação, inclusão e desenvolvimento social. É responsável pela direção geral de espetáculos, idealização de programas educativos e articulação institucional da organização. Atua como formulador de políticas públicas e estratégias de sustentabilidade cultural. Já coordenou projetos com financiamento público e privado, consolidando um modelo de gestão cultural de referência no Brasil.DIREÇÃO DE CENA – LURIAN AVELINO DUARTE Artista circense, encenadora e educadora. Formada pela Escola Nacional de Circo, integrou o elenco do Cirque du Soleil e atua há mais de 15 anos como preparadora técnica, com ênfase em equilíbrio, manipulação, corpo e criação. Desde 2010 está no Circo Crescer e Viver, onde assinou a direção do espetáculo Cabaret – Show de Variedades, reconhecido por seu dinamismo e capacidade de reunir novos talentos. Lurian desenvolve um trabalho autoral e colaborativo, com foco na escuta cênica, no gesto acrobático como linguagem e na direção de cena como processo coletivo. DIREÇÃO DE ARTE / CENOGRAFIA – MARCOS BARBATO Designer, artista visual, cenógrafo e professor do Departamento de Arte e Design da PUC-Rio. Mestre em Design e doutorando em processos criativos, desenvolve projetos que cruzam arte urbana, cenografia interativa e tecnologias sensíveis. É diretor de criação da Be Interactive, empresa especializada em experiências imersivas. Como cenógrafo, já atuou em espetáculos teatrais, exposições, instalações e projetos culturais interdisciplinares. Sua abordagem une rigor técnico, sensibilidade estética e pesquisa sobre materiais e narrativas visuais no espaço. DIREÇÃO MUSICAL – PEDRO DRUMOND Cineasta e artista sonoro. Mestre e doutor em Comunicação pela UFF, com ênfase em trilha, som e narrativa. É coordenador de comunicação do Circo Crescer e Viver e responsável pela criação sonora de diversos espetáculos, vídeos institucionais e conteúdos artísticos. Atua há mais de 10 anos em projetos que cruzam cinema, teatro, circo e arte sonora, com domínio técnico e criativo em gravação de campo, mixagem, composição original e paisagens sonoras experimentais. Sua trilha sonora será elemento central da dramaturgia sensorial de Poética do Delírio. PREPARADOR CIRCENSE – ALEXANDRE JASPION Artista circense com formação pela Escola Nacional de Circo e atuação internacional. Passou por coletivos emblemáticos como AfroReggae e Intrépida Trupe. É especialista em técnicas como solo, percha, portagem, ícarius e acrobacias em grupo. Atua como educador, preparador e ensaiador de números técnicos e performativos. Traz uma abordagem que combina excelência física com expressividade corporal. Já preparou elencos diversos, integrando artistas iniciantes e experientes em criações de alta exigência técnica e poética. ELENCO / ARTISTAS CIRCENSES A seleção será feita por meio de audição pública a ser realizada no início da fase de pré-produção, garantindo um processo transparente e democrático. O espetáculo contará com um elenco múltiplo, formado por intérpretes com domínio técnico em acrobacias de solo e aéreas, manipulação de objetos, portagem e criação cênica coletiva. Serão priorizados artistas com experiência em espetáculos autorais e processos colaborativos. A diversidade de trajetórias e a potência poética de cada corpo serão critérios fundamentais na composição do grupo.COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO – RENIER MOLINA Gestor cultural e diretor de projetos no Circo Crescer e Viver. Mestre pela ESPM em Gestão da Economia Criativa, tem ampla experiência em coordenação de projetos culturais com foco em juventude, territórios urbanos e desenvolvimento sustentável. Atua na articulação de parcerias institucionais, gestão de equipes e execução de projetos complexos, incluindo prestação de contas, captação de recursos e relacionamento com patrocinadores. Tem sólida trajetória na liderança de processos de circulação nacional e planejamento estratégico. PRODUÇÃO EXECUTIVA – LAURA PICORELLI Produtora cultural formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com passagens por grandes espetáculos musicais e projetos de ocupação de espaços culturais no Rio de Janeiro. Atua na linha de frente da produção executiva do Circo Crescer e Viver, coordenando cronogramas, orçamentos, logística de circulação e interlocução técnica com artistas e fornecedores. Tem como marca a organização, o cuidado com os processos e a sensibilidade no acompanhamento de montagens artísticas complexas. AÇÕES FORMATIVAS – GIULIA RODRIGUES Cientista social (UERJ) e mestre em Educação pela UFRJ. Atua como coordenadora de educação no Circo Crescer e Viver, desenvolvendo projetos que integram arte, justiça social e metodologias participativas. Possui experiência com formações para jovens, oficinas pedagógicas, processos colaborativos e ações com foco em escuta, cidadania e práticas culturais. Coordena as ações formativas do projeto, incluindo oficinas, mediações e rodas públicas de conversa.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.