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PRONAC 254154Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Brilha Periferia! Qualificação de jovens LGBTI+ residentes em áreas de vulnerabilidade social da Região Metropolitana do Recife.

INSTITUTO BOA VISTA
Solicitado
R$ 516,0 mil
Aprovado
R$ 516,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos educativos, incluindo cursos, oficinas e outras atividades pedagógicas
Ano
25

Localização e período

UF principal
PE
Município
Recife
Início
2025-12-01
Término

Resumo

O projeto visa realizar qualificações formativas baseadas na cultura ballroom, nas batalhas de rimas e arte urbana. Estimula a inserção produtiva de jovens LGBTI+ entre 15 e 29 anos das periferias da Região Metropolitana de Recife. Tem como foco o desenvolvimento artístico para geração de renda. Por meio da performance, busca fortalecer o protagonismo da juventude nos espaços culturais urbanos, de produção cultural e empreendedorismo criativo.

Sinopse

Qualificação 01: Ballroom em Cena✔ Formação técnica e artística em ballroom;✔ Qualificar em produção cultural e gestão criativa;✔ Desenvolvimento de habilidades empreendedoras e inclusão produtiva.Módulo 1: Técnica e Criatividade em BallroomOficinas de voguing, runway, realness e outras categorias;Aulas de expressão corporal, coreografia e improvisação;Introdução à maquiagem artística, figurino e construção de persona performática;Práticas de criação e montagem de balls.Módulo 2: Produção Cultural e Gestão CriativaFundamentos da produção cultural: roteiro, produção executiva e direção artística;Elaboração de projetos e captação de recursos;Gestão de eventos: planejamento, equipe e execução;Leis de incentivo, editais e políticas culturais para juventude LGBTI+.Módulo 3: Empreendedorismo Criativo e Inclusão ProdutivaOficinas de empreendedorismo com foco em inovação social LGBTI+;Mentorias para desenvolvimento de projetos e negócios criativos;Branding pessoal, mídias digitais e marketing de carreira;Formalização de empreendimentos: MEI, coletivos e associações.Qualificação 02: Cores na Rima✔ Oficinas práticas com MCs, produtores e artistas da cena;✔ Laboratórios de rima, rodas de conversa e batalhas internas;✔ Realização de um evento público com batalha de rimas e showcases.Módulo 1: Técnica e Expressão na Batalha de RimasCultura hip-hop e rap como ferramentas de resistência;Escrita criativa, rima, métrica e flow;Improviso, agilidade mental e resposta em batalha;Construção de discurso, identidade e narrativa;Performance de palco: presença cênica e dicção.Módulo 2: Política, Gênero e RepresentatividadeHip-hop como espaço político e de expressão social;Gênero, sexualidade e raça nas narrativas da rima;Estratégias de enfrentamento à LGBTfobia nos espaços urbanos;Corpo e voz como ferramentas de resistência.Módulo 3: Produção Cultural e Eventos de RuaOrganização de batalhas: logística, som, segurança e espaço;Curadoria, comunicação e articulação com artistas locais;Captação de recursos e construção de parcerias;Qualificação Formativa 03: Cidade Visível✔ Formação técnica e criativa em linguagens da arte urbana;✔ Laboratórios de criação em artes visuais, oficinas de intervenção urbana e rodas de conversa sobre direitoà cidade;✔ Produção e realização de uma exposição de arte urbana e ocupação artística em espaço público.Módulo 1: Arte Urbana e Identidades VisíveisIntrodução à arte urbana e ao ativismo LGBTI+ como resistência cultural;Ilustração tradicional: corpos, identidades e narrativas visuais;Desenho com materiais não convencionais: experimentação e criatividade;Graffiti, stencil e protesto visual: técnicas e criação de mensagens de impacto.Módulo 2: Ocupação Urbana e Direito à CidadeTécnicas de colagem e recorte: reconstruções de corpos e memórias;Lambe-lambe: a rua como meio de comunicação direta;Intervenções urbanas: ocupação e ressignificação do espaço público;Pintura mural coletiva: colaboração e representatividade nas artes visuais.Módulo 3: Ativismo Criativo e Expressão DigitalArte digital e ativismo online: ferramentas para resistência nas redes;Oficina de cartazes e protesto criativo: criação de materiais de luta;Arte performática: o corpo como ferramenta política;Exposição final e ocupação artística: "Nossa Arte na Rua" — ação pública de encerramento.

Objetivos

Objetivo GeralEstimular a inserção produtiva de jovens LGBTI+ residentes em áreas de vulnerabilidade social da RegiãoMetropolitana do Recife.Objetivos EspecíficosRealizar, ao longo de 9 meses, 3 qualificações formativas nas linguagens culturais do ballroom, dasbatalhas de rima e arte urbana. Cada capacitação será estruturada em 3 módulos, com 12 aulasrealizadas uma vez por semana, totalizando 50 horas-aula.

Justificativa

A juventude LGBTI+ da periferia brasileira enfrenta um contexto interseccional de violações de direito se exclusão histórica. Segundo a pesquisa "Percepções sobre a população LGBTI+ no Brasil" (Ipsos, 2021),embora 87% dos brasileiros reconheçam que essa população sofre discriminação, a efetivação depolíticas públicas inclusivas ainda é limitada, especialmente em territórios periféricos. A situação torna-se ainda mais grave quando falamos de jovens negros, indígenas, pobres, pessoas com deficiência(PDC)/, trans e travestis — alvos recorrentes de violência, negligência institucional e exclusão de oportunidades educacionais e econômicasO Atlas da Juventude (2021) mostra que jovens LGBTI+ têm menores taxas de escolarização, maior desemprego e maior vulnerabilidade socioeconômica em comparação com seus pares heterocisnormativos. O relatório "Violência contra LGBTI+ no Brasil" (ANTRA, 2023) revela que a maioria das vítimas de violência letal e institucional são jovens periféricos, com destaque para pessoas trans e travestis.No campo da cultura, essa exclusão se manifesta na sub-representação em editais e eventos, e na ausência de acesso à formação técnica e apoio à produção de seus próprios conteúdos. Segundo o Observatório Itaú Cultural (2022), a desigualdade de acesso à cultura é acentuada por marcadores como território, raça, gênero e sexualidade, evidenciando a urgência de ações afirmativas interseccionais.O IBV _ Instituto Boa Vista é uma ONG fundada em 2009, com sede no bairro da Boa Vista, no Recife, voltada à promoção da cidadania e dos Direitos Humanos, especialmente da população LGBT e de pessoas idosas. Sua localização estratégica, próxima à tradicional boate Metrópole, favorece a realização de atividades e eventos voltados à comunidade LGBTI+ da cidade.Nesse sentido, o IBV apresenta o projeto "Brilha Periferia", propondo as qualificações ‘Ballroom em Cena’, ‘Cores na Rima’ e ‘Cidade Visível, pensadas para dialogar com a juventude recifense, incorporando práticas como como voguing, rap, batalhas de rima e arte urbana. A instituição reconhece a cultura como motor de transformação social e econômica para juventudes periféricas LGBTI+. Investir em qualificações nas culturas urbanas e dissidentes é promover cidadania, autoestima e oportunidades reais de renda.A cultura ballroom, batalha de rimas e arte urbana funcionam como linguagens periféricas de resistência e pertencimento, carregando significativo potencial estético e econômico. São manifestações juvenis da cultura contemporânea surgidas em Nova York entre 1970 e 1980, que se consolidaram no Brasil na década de 1990. Em Recife, a cena ballroom ganhou força com o coletivo Vogue for Recife — que reúne as casas House of China, House of Kunoichis, House of Guerreiras e Casa Mandacaru (AFRONTOSAS, 2023).No hip hop, a Batalha da Escadaria, criada em 2008 e reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial em 2023, se destacou como marco local (G1 PE, 2023). Paralelamente, o grafite firmou‑se como poderoso instrumento de denúncia social, afirmação identitária e revitalização do espaço público urbano (George, 2010; Silva, 2015). Com suporte técnico e estrutural, elas podem favorecer a inserção profissional de jovens LGBTI+ em setores como cultura, moda, música, audiovisual e organização de eventos.O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto pela Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991),justifica-se pela natureza pública e transformadora do projeto. Ele visa democratizar o acesso à cultura, valorizar a diversidade e enfrentar desigualdades estruturais. O incentivo permitirá a viabilização das trilhas formativas, remuneração justa, aquisição de materiais, produção dos eventos finais e ampliação do impacto social do projeto. O "Brilha Periferia!" se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91:Inciso II _ "Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória."Inciso V _ "Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira."Inciso VIII _ "Desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos enações."E contribui diretamente para o cumprimento dos seguintes objetivos do Art. 3º:I _ "Contribuir para facilitar, a todos, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais."II _ "Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais."IV _ "Estimular a presença da cultura brasileira nos meios de comunicação de massa."V _ "Priorizar o apoio a projetos culturais cujos conteúdos e meios de realização respeitem os valores éticos e sociais da pessoa e da família."VIII _ "Valorizar a diversidade étnica e regional."A execução desse projeto só é possível com apoio estruturante, como o que pode ser viabilizado por meio do incentivo fiscal, que permite a articulação entre o poder público, a sociedade civil e a iniciativa privada. Por meio da Lei de Incentivo à Cultura, empresas parceiras poderão associar suas marcas a uma ação de impacto social concreto, que responde a demandas urgentes por justiça social, equidade e inserção produtiva.ReferênciasAFRONTOSAR. Vogue for Recife: fortalecimento da cultura ballroom. Recife, 2023.ANTRA. Relatório: Violência contra LGBTI+ no Brasil. 2023. Disponível em: https://antrabrasil.org.Acesso em: 29 abr. 2025.BRASIL. Lei nº 8.313/91. Institui o Pronac. DOU, 24 dez. 1991.DORNELAS, A. História do Hip Hop. SP: Editora Rua, 2021.GEORGE, N. Hip Hop América. NY: Viking, 2010.G1 PE. Batalha da Escadaria é patrimônio do Recife. 2023. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 29 abr. 2025.IPSOS. Percepções sobre a população LGBTI+. 2021. Disponível em: https://ipsos.com. Acesso em: 29abr. 2025.OBSERVATÓRIO ITAÚ CULTURAL. Desigualdades no acesso à cultura no Brasil. SP: 2022.SILVA, C. A. O grafite em Recife. Recife: Ed. UFPE, 2015.SOUZA, R. Ballroom: arte, resistência e cultura LGBTI+. SP: Orgânica, 2017.ATLAS DA JUVENTUDE. Relatório Juventudes no Brasil 2021. SP: Fundação Roberto Marinho; Em Movimento, 2021.

Estratégia de execução

✔ Os cursos de qualificação formativa desenvolvidos pelo Instituto Boa Vista, com o apoio do Ministério daCultura, têm como objetivo capacitar 60 jovens LGBTI+ em situação de vulnerabilidade social das periferiasde Recife.

Especificação técnica

Objetivo GeralFomentar o desenvolvimento de habilidades técnicas, artísticas e criativas de jovens LGBTI+ por meio daqualificação em ballroom, batalhas de rima, arte urbana.Objetivos Específicos✔ Qualificar em técnicas de ballroom: voguing, runway, realness e coreografia;✔ Ensinar fundamentos da produção cultural: projetos, captação de recursos e gestão de eventos;✔ Desenvolver competências empreendedoras: criação de negócios, branding e marketing artístico;✔ Estimular reflexões sobre gênero, sexualidade, representatividade e LGBTfobia nas batalhas de rima e artede rua;✔ Preparar para a realização de eventos culturais, batalhas de rima, showcases e exposições de arte urbana.JustificativaAo integrar formação técnica, produção cultural e empreendedorismo criativo, o projeto contribuirá para ofortalecimento da identidade com foco no trabalho cultural, além de fomentar a reflexão crítica sobrequestões de gênero e sexualidade nas manifestações culturais.Público-AlvoJovens de 15 a 29 anos, pertencentes à comunidade LGBTI+ da periferia de Recife, com interesse nas áreasde cultura, arte, música, dança e empreendedorismo.Critério de Seleção✔ Idade entre 15 e 29 anos;✔ Interesse nas áreas de cultura e arte, especialmente no contexto do ballroom ou das batalhas de rima;✔ Prioridade para jovens LGBTI+ em situação de vulnerabilidade social;✔ Inscrições via formulário online.Metodologias de Ensino✔ Aulas Expositivas: Para introdução de conceitos técnicos e teóricos, como história do ballroom, técnicas derima e produção cultural;✔ Oficinas Práticas: Para desenvolvimento das habilidades específicas nas áreas de ballroom, rima e arteurbana, com ênfase na experimentação e criação;✔ Laboratórios e Rodas de Conversa: Espaços colaborativos para a troca de experiências, discussões sobregênero, sexualidade e identidade, e assuntos correlatos;✔ Eventos Práticos: Ao final de cada módulo serão realizados quatro eventos: os três, em espaço aberto ao público (por exemplo, vão livre do Museu Cais do Sertão, Parque D. Lindu, etc e Boate Metrópole) o quarto em local fechado restrito aos alunos e convidados para celebração do término do curso.Material Didático a Ser Utilizado✔ Apostilas e materiais digitais, vídeos e tutoriais;✔ Softwares e aplicativos de design para criação de figurinos, maquiagem e branding;✔ Materiais sobre políticas públicas, leis de incentivo e financiamento de projetos culturais.Profissionais Envolvidos✔ Sociólogo / Coordenador Geral✔ Sociólogo / Assistente de Coordenação✔ Auxiliar administrativo / Financeiro✔ Designer / Educadora✔ Assistente Social / Educadora✔ Social Mídia✔ Oficineiros com experiência prática nas categorias de ballroom (voguing, runway, realness)✔ Oficineiros com experiência em expressões de rima e hip-hop e técnica de batalha de rimas✔ Oficineiros com experiência em grafite e lambe-lambe.Plano de Avaliação✔Questionários semanais e monitoramento das atividades práticas para acompanhar o aprendizado dosalunos;✔ Reuniões quinzenais da equipe para adaptar o curso conforme necessário;✔ Diários de bordo e reflexões da equipe para promover o autoconhecimento e alinhamento das práticasprofissionais.

Acessibilidade

Entendendo que a acessibilidade é um direito socialmente conquistado e um compromisso ético com a equidade, o projeto “Brilha Periferia!” incorpora desde sua concepção, medidas concretas para garantir a participação plena de pessoas com deficiência em todas as ações propostas. Ao reconhecer que a exclusão social se manifesta de forma multidimensional, a acessibilidade no projeto é pensada como parte essencial da democratização do acesso à cultura, ao conhecimento e às oportunidades.A sede do Instituto Boa Vista, local onde os cursos serão ofertados, atende às normas de acessibilidade arquitetônica, com infraestrutura adequada à mobilidade de pessoas com deficiência física. Dentre os recursos disponíveis, destacam-se:•Banheiros adaptados, com barras de apoio, espaço interno ampliado e sinalização acessível;•Rampas de acesso e nivelamento de ambientes, assegurando a circulação segura de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida;•Placas de sinalização em braile nos principais ambientes;•Reservas de assento preferencia, garantindo conforto e autonomia aos participantes com deficiência.Com o compromisso de garantir qualidade, acolhimento e equidade para todas as pessoas envolvidas, as ações do projeto são cuidadosamente planejadas para assegurar a participação de todos os públicos. Nosso objetivo é proporcionar um ambiente seguro, inclusivo e respeitoso, promovendo um forte sentimento de pertencimento e bem-estar.Sendo assim, as dinâmicas propostas, bem como os materiais utilizados, garantirão a plena participação de todas as pessoas. Isso porque entendemos que acessibilidade vai muito além da estrutura física: ela está diretamente ligada à garantia de direitos, à escuta ativa e à valorização da diversidade humana.Nesse sentido, o projeto adotará uma série de recursos de mediação e tradução de conteúdo, com o objetivo de ampliar o alcance e a compreensão das atividades formativas e das produções culturais desenvolvidas. Entre as medidas previstas estão:- Intérpretes de Libras em todas as atividades ao vivo, como oficinas, rodas de conversa, apresentações e eventos públicos;- Audiodescrição de vídeos, performances e registros audiovisuais produzidos ao longo do projeto;- Legendas descritivas para todos os conteúdos audiovisuais, incluindo identificação de falas, sons ambientes e trilhas sonoras;- Materiais impressos e digitais em braile e em formatos acessíveis, para ampla divulgação das atividades formativas e informativas;- Visitas sensoriais nos eventos de culminância, proporcionando experiências imersivas a pessoas com deficiência visual ou intelectual, com mediação sensível às suas necessidades;- Áudio descrição em locução, favorecendo o conhecimento das produções por pessoas com deficiência visual;- Monitoria especializada inclusiva ao longo das atividades, com o uso de linguagem simples — recurso da acessibilidade cognitiva, criado para facilitar a comunicação com pessoas com deficiência intelectual;Adoção de práticas inclusivas voltadas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), incluindo:•Monitoria preparada para evitar estímulos sensoriais excessivos, como sons altos, luzes fortes e aglomerações;•Disponibilização de espaço para gerenciamento de crise em caso de necessidade;• seus acompanhantes•Acesso facilitado por meio de fast pass, permitindo, se necessário, entrada por vias alternativas;•Distribuição de protetores auriculares ou fones de ouvido para reduzir ruídos;•Oferta de óculos escuros para diminuir a exposição à luz intensa.Além disso, todos os membros da equipe e oficineiros receberão orientações sobre práticas inclusivas, linguagem acessível e atendimento humanizado, contribuindo para a construção de ambientes seguros, respeitosos e acolhedores.A aposta na acessibilidade como eixo estruturante do projeto está em consonância com o compromisso ético e político do “Brilha Periferia” que é fazer da cultura uma ferramenta de transformação real e inclusão efetiva.

Democratização do acesso

O projeto tem como princípio fundamental, a garantia de que a cultura não seja um privilégio de poucos, mas sim um direito de todos, especialmente daqueles que historicamente foram marginalizados e silenciados. Pensando nisso, a democratização de acesso aos produtos culturais gerados pelo projeto será realizada de maneira estratégica e abrangente, alcançando tanto os jovens participantes quanto a população em geral, com foco na periferia, nas juventudes LGBTI+ e nas comunidades em situação de vulnerabilidade.Sendo assim, a exposição do trabalho desenvolvido a será realizada por meio de canais acessíveis e descentralizados, visando o alcance máximo dentro das comunidades periféricas e também no espaço digital, garantindo a visibilidade e a valorização das produções culturais locais.Todas as produções artísticas realizadas pelos jovens, como videoclipes, apresentações de voguing, performances de rap e freestyle, serão registradas e compartilhadas por plataformas como YouTube, Instagram e TikTok. A ideia é democratizar o acesso e garantir que essas expressões artísticas cheguem ao maior número possível de pessoas, incluindo aquelas que não têm acesso físico aos espaços do projeto, viabilizando a interação direta do público com os participantes.Além disso, a ampliação do acesso aos resultados do projeto se dará por meio de uma série de medidas inclusivas, que visam não só a distribuição física e digital dos conteúdos, mas também a criação de espaços mais acessíveis e interativos para o público geral, à exemplo:•Ensaios abertos: Durante o processo formativo, serão realizados ensaios abertos, onde a comunidade poderá acompanhar o desenvolvimento das produções culturais, assistir a performances ao vivo e interagir com os participantes;•Visibilidade digital e interativa: Para garantir que a formação não fique restrita ao espaço físico, os ensaios abertos serão transmitidas ao vivo pela internet, através de plataformas como YouTube, Instagram e Facebook, os quais, ficarão salvo no canal do IBV no Youtube. Todos os conteúdos também terão acessibilidade garantida, com legendas descritivas, tradução em Libras e audiodescrição, para garantir o acesso e a interação das pessoas com deficiência;•Transmissão ao vivo e acessibilidade online: As transmissões ao vivo com interação direta do público, bastidores das produções e debates sobre cultura e resistência permitirão que os participantes e a comunidade possam acompanhar de perto o processo criativo, além de fortalecer a construção de uma rede colaborativa e inclusiva.Reconhecendo que as barreiras econômicas também constituem obstáculos à participação plena em ações formativas, o projeto "Brilha Periferia!" adotará medidas de apoio direto para garantir o acesso e a permanência dos participantes nos cursos. Dentre essas ações, destaca-se a disponibilização de ajuda de custo para transporte e alimentação dos/as alunos/as, assegurando que pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica consigam não apenas chegar aos locais de formação, mas também permanecer com regularidade ao longo de todo o percurso formativo.Essa medida visa ampliar o alcance do projeto, permitindo que jovens da periferia com maior vulnerabilidade social, pessoas com deficiência, pessoas LGBTI+ e outros públicos historicamente excluídos em situação semelhante, tenham as mesmas condições de usufruir das oportunidades oferecidas. Com isso, reforça-se o compromisso com a equidade, a justiça social e a efetivação dos direitos culturais.Fortalecimento de Redes de ColaboraçãoA democratização do acesso também se dá por meio da construção de redes de colaboração, que integram jovens, coletivos culturais, produtores e organizações periféricas. O projeto buscará estabelecer parcerias com outras iniciativas culturais e sociais, criando uma rede de apoio à visibilidade e circulação das produções criativas. Esse fortalecimento das redes periféricas visa garantir que os produtos culturais sejam parte de um movimento mais amplo de fortalecimento da economia criativa na periferia.Com a construção dessas redes, será possível ampliar o impacto do projeto, não só nos territórios diretamente envolvidos, mas também em outras regiões, criando um movimento de troca cultural e fortalecendo as vozes que vêm das margens. A democratização de acesso aos produtos culturais gerados pelo "Brilha Periferia" busca, acima de tudo, garantir que todos tenham a oportunidade de ver, ouvir e vivenciar o talento e a força criativa das juventudes LGBTI+ e periféricas.Apoio social e Proteção de DireitosA atuação da assistente social no projeto "Brilha Periferia!" é estratégica para assegurar a efetivação dos direitos sociais dos jovens participantes, promovendo tanto o acesso quanto a permanência nas ações de qualificação. Sua presença fortalece o caráter emancipatório, inclusivo e protetivo da iniciativa. Integrando-se de forma interdisciplinar com as demais áreas do projeto, a profissional terá como atribuições:• Realizar acolhimento social dos participantes, identificando demandas que possam impactar sua permanência e desempenho nas atividades formativas;• Articular a rede de proteção social e os serviços públicos (educação, saúde, assistência, cultura, trabalho e direitos humanos), encaminhando os participantes sempre que necessário;• Atuar na mediação de conflitos, na escuta qualificada e no fortalecimento dos vínculos comunitários.Impacto social / culturalO projeto deixará como legado o fortalecimento da autoestima e do protagonismo de jovens LGBTI+ da periferia do Recife, por meio da arte e da cultura. Promoverá benefícios imateriais como a valorização da identidade e inclusão social, e materiais como capacitação técnica e artística, ampliando oportunidades de renda e inserção produtiva na economia criativa, além de fomentar redes de apoio e colaboração cultural no território

Ficha técnica

Acioli Neto – Sociólogo - Coordenação GeralSociólogo, pós graduado em Dinâmica de Grupo, Gestão Hospitalar e especialista em Gerontologia. Trabalhouem instituições públicas (Prefeitura do Recife e Ministério da Saúde) e em organizações não governamentais.Tem larga experiência como consultor de projetos sociais para o Governo de Pernambuco, PNUD, UNODC eUnião Europeia. Atualmente é Coordenador Geral do Instituto Boa Vista.Fabrício Fontes - Sociólogo - Assistente de CoordenaçãoProfissional com sólida formação acadêmica e experiência na interface entre cultura, trabalho edesenvolvimento social. Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar, 2016),Licenciado em Sociologia pela Faculdade de Educação Paulistana (FAEP, 2020) e Mestre em Serviço Social pelaUniversidade Federal da Paraíba (UFPB, 2023). Atua na promoção de processos formativos voltados àeconomia criativa, com foco em populações historicamente vulnerabilizadas, integrando saberes sociológicose práticas pedagógicas inclusivas à gestão de projetos culturais e à qualificação para o mundo do trabalho.Antonio de Alburquerque Xavier – Assistente Administrativo / FinanceiroProfissional com experiência nas áreas administrativa e financeira, atuando em planejamento, controle eexecução de atividades organizacionais. Graduado em Ciência da Computação e pós-graduado em BusinessAnalytics e Análise de Dados. Atuou em instituições como MAX Estratégia em Educação, Instituto Boa Vista eMXavier Consultores. Possui habilidades em organização, atendimento e gestão financeira.Giovana Borges da Silva - Assistente Social - EducadoraGraduada em Serviço Social pela Universidade Católica de Pernambuco. Possui experiência em acolhimento,mediação escolar, pesquisa acadêmica e desenvolvimento de projetos sociais voltados para populações emsituação de vulnerabilidade, com ênfase em pessoas LGBTI+. Integrou iniciativas de fomento à diversidade ecombate ao preconceito no setor corporativo e educacional.Yanne Vicente da Paz - Design – EducadoraDesigner e ilustradora graduada pela Universidade Federal de Pernambuco, com ampla experiência emprojetos gráficos, editoriais, de storytelling e educacionais voltados à criatividade e às artes visuais. Ativistasocial, já ministrou workshops de criatividade voltados à população jovem, moradora da periferia no interiorde Pernambuco. É ativista virtual, atuando na emancipação de pessoas LGBTI+ através de ilustrações equadrinhos.Social Mídia - A definir.Profissional responsável por planejar, criar e gerenciar conteúdos nas redes sociais, com o objetivo defortalecer sua presença digital e engajar o público. Ele desenvolve estratégias de comunicação, produztextos, imagens e vídeos, agenda publicações, interage com os seguidores, analisa métricas de desempenho eacompanha tendências para manter a relevância da marca nas plataformas digitais.Oficineiros e demais integrantes.Execução da iniciativa visando alcançar o objetivo de estimular a inserção produtiva de jovens LGBTI+ quevivem em áreas de vulnerabilidade social na Região Metropolitana do Recife.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2028-12-31
Locais de realização (1)
Recife Pernambuco