| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 59350116000101 | CASA SANTA LUZIA IMPORTADORA LTDA | 1900-01-01 | R$ 200,0 mil |
| 65993453000101 | RODOBENS LOCACAO DE VEICULOS LTDA | 1900-01-01 | R$ 107,5 mil |
| ***944868** | LUIZ CARLOS FERRAZ BOTTINI | 1900-01-01 | R$ 200,00 |
O projeto Entrelinhas: Inclusão em Letra visa a produção de livros em formato acessível e a sua distribuição gratuita para organizações/bibliotecas de todo o brasil, a realização de encontros presenciais com profissionais da cultura e leitores, em diferentes regiões do pais, a fim de fomentar a formação e o engajamento em práticas de medição de leitura inclusiva e a realização do Encontro com Editoras, buscando promover um espaço que conscientize e estimule o compromisso do setor editorial com a acessibilidade na produção e comercialização de obras
Produto: Livro AcessívelOs títulos a serem produzidos no formato acessível, são obras já existentes, selecionadas de acordo com o volume de solicitações recebidas e respeitando a preferência de pessoas com deficiência visual, assim como indicação de escolas, bibliotecas e organizações, visando atender a demanda e a busca dos leitores. Critérios de formatação e público alvo:· Tinta-Braille: Infantil – até 100 páginas;· Tinta-Braille: Juvenil – até 350 páginas;· Tinta-Braille: Adulto – até 400 páginas;· Audiolivro: Infantil – até 100 páginas;· Audiolivro: Juvenil e adultos; até 400 páginas;· Digital: Adultos – até 500 páginas; Produto: Rede Nacional de Leitura Inclusiva:A proposta da Rede Nacional de Leitura inclusiva, visa como anteriormente explanado, a conscientização e o fomento do diálogo principalmente para a rede de apoio e profissionais de leitura em todo território, com o fim de informar, compartilhar conhecimento, mobilizar e tornar a sociedade cada vez mais preparada para a inclusão de pessoas com deficiência visual. Após, 12 (doze) anos de existência, a Rede Nacional, criou um mecanismo de trabalho integrado com as lideranças territoriais, as quais são responsáveis por desenvolver as ações de leitura e conscientização, com a expertise, apoio e suporte da Fundação Dorina.Com isso, e para que seja linear e surta efeito, o trabalho é pensado e realizado de forma a respeitar o interesse dos territórios, suas demandas e possibilidades. Com isso a Rede entra em ações e articula os encontros com as 20 cidades das cinco regiões participantes já cadastradas. Produto: Encontro com Editoras O Encontro com Editoras, busca consolidar-se como uma construção coletiva de um mercado editorial inclusivo.· Troca de experiências: Ouvir as vivências e a realidade dos líderes e colaboradores, que estão à frente da produção e comercialização das obras, criar um espaço seguro para fortalecimento de boas práticas para uma cultura inclusiva, por meio do acolhimento e diversidade de ideias;· Fomento de redes colaborativas: Entre editoras, adaptadores, distribuidores e leitores com deficiência;· Inovação e tecnologia: Acessíveis e eficazes, para que o leitor com deficiência visual, não tenha uma lacuna temporal maior ao acesso de determinada obra;
OBJETIVO GERAL Fortalecer o acesso à cultura da pessoa com deficiência visual, cegos ou com baixa visão, através da produção e distribuição de livros acessíveis e da atuação colaborativa com a sociedade para fomentar a inclusão desse público OBJETIVOS ESPECÍFICOS Produto Principal: Livros Acessíveis: Editar 100 (cem) títulos e reproduzi-los em formatos acessíveis: Braille-tinta, audiolivro e digital, sendo os em braille-tinta, impressos e distribuídos de forma gratuita para bibliotecas, instituições de ensino, projetos de leitura e instituições congêneres, e os em formato digital e audiolivro, via QR-code. a) Formato Braille-Tinta-Braille (fonte ampliada e braille) 20 (vinte) títulos, sendo: 10 (dez) títulos infantis, com tiragem de 250 (duzentos e cinquenta) exemplares cada, com até 100 (cem) páginas originais por título; 05 (cinco) títulos juvenis, com tiragem de 350 (trezentos e cinquenta) exemplares cada e até 350 páginas originais por título; e 05 (cinco) títulos adultos, com tiragem de 400 (quatrocentos) exemplares cada e até 400 (quatrocentas) páginas originais por título;b) Formato Digital (Epub) 50 (cinquenta) títulos, sendo: adultos, com até 500 (quinhentas) páginas originais cada, disponibilizados via QR-Code e na plataforma digital https://dorinateca.org.br/, com acesso gratuito para pessoas com deficiência visual;c) Formato Digital FaladoAudiolivro (áudio): 20 (vinte) títulos, sendo: 5 (cinco) títulos infantis com até 100 (cem) páginas originais cada; 5 (cinco) títulos juvenis com até 400 (quatrocentas) páginas originais cada; e 10 (dez) títulos adultos com até 400 (quatrocentas) páginas cada, disponibilizados via QR-Code e na plataforma digital https://dorinateca.org.br/, com acesso gratuito para pessoas com deficiência visual;d) Catálogo de todos os 80 (oitenta) títulos digitais, no formato Braille-tinta (fonte ampliada), sendo: 1.000 (mil) exemplares, com até 150 (cento e cinquenta) páginas cada; Produto: Rede Nacional de Leitura Inclusiva: Fortalecer a atuação em rede da Fundação Dorina Nowill, por meio de encontros, diálogos e trocas, dos profissionais especializados em leitura inclusiva da Fundação com a rede de profissionais e serviços dos territórios beneficiados pelo projeto Entrelinhas: Inclusão em Letraa) Encontros estaduais, no formato presencial, em 20 cidades das 5 regiões, com participação de 30 pessoas por cidade, com um total de 600 participantes. Público alvo formado pela lista de inscritos na Rede;Um encontro regional no Nordeste, com o Grupo de Trabalho local já cadastrado na Rede, no formato hibrido, para 300 participantes, sendo 100 presenciais e 200 remotamente; Produto: Encontro com Editoras: Direcionado a profissionais do mercado editorial, editores, designers, produtores gráficos, e agentes culturais, o Encontro com Editoras, propõe sua terceira edição. Com um propósito claro: Destacar o papel social da cultura acessível na sociedade, garantindo que livros, documentos literários e obras culturais alcancem todas as pessoas, principalmente pessoas com deficiência visual.a) Público-alvo: 100 profissionais e empresas da cadeia produtiva de livros (editores, designers, produtores gráficos, tradutores);b) Formato: Presencial;
"O homem através da cultura cresce, desenvolve-se e torna-se mais aberto ao bem, à justiça e ao conhecimento de si mesmo e de seu potencial. Com a arte eu compreendo a grandeza inerente às obras da criação, à verdade da justiça e à presença do amor" Dorina Nowill. Cultura, do latim: "colere", que significa cuidar, cultivar e crescer. Em seu sentido amplo, a cultura significa tanto as manifestações artísticas, quanto um conjunto de modos, religiões, expressões, costumes e saberes de determinado povo. Que são consumidos ao longo da história por gerações e gerações.O livro é um dos pilares fundamentais, da cultura e da civilização humana. Desde o surgimento da escrita, se consolidou como um mecanismo essencial para o registro e disseminação do conhecimento, das ideias e das histórias das sociedades. Após a modernização e a democratização do livro, essa ferramenta se consolidou e foi muito importante para revoluções científicas, culturais, artísticas, registros históricos e tecnológicos.Porém, embora seja universal, ainda são inúmeras pessoas que não possuem acesso pleno e equitativo ao livro. Pessoas com deficiência visual, cega e com baixa visão, enfrentam barreiras consideráveis, desde a habilitação ou a reabilitação de todas as habilidades e áreas de suas vidas, até a disponibilização de materiais e recursos capazes de atender suas necessidades e realidades. O fato de existirem poucos títulos em formatos acessíveis, corrobora para a exclusão sistemática desse público ao aparelho cultural disponibilizado, descaracterizando o conceito universal do mesmo. No contexto mundial, a OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que o número de pessoas com deficiência visual chega a 253 milhões, sendo 217 milhões com perda severa da visão e 36 milhões cegas. No Brasil dados do IBGE mostram que esse número chega a 6,5 milhões de pessoas. Portanto, mais de 3% da população mundial utiliza livros acessíveis como um dos instrumentos para consumir cultura, sendo essencial a produção de novos títulos, para que outros conteúdos estejam em formatos acessíveis, de maneira eficaz e em tempo hábil, garantindo o direito dessa população, ao conhecimento, cultura, lazer, inclusão e equidade. O Terceiro Setor, é um aliado importante do Estado, quando se trata de garantir o acesso a direitos para pessoas em situação de exclusão social, e no caso do projeto Entrelinhas: Inclusão em Letra da Fundação Dorina, o objetivo é garantir a inclusão na cultura e o aumento da leitura inclusiva.Em pesquisa de 2023, encomendada pela Fundação Dorina ao Datafolha, foi avaliado o gosto pela leitura da população com deficiência visual, no qual 2/3 dos entrevistados deram notas máximas ao gosto pela leitura, principalmente para as pessoas com cegueira, se comparado a pessoas com baixa visão.A cultura, como bem colocado por Dona Dorina, é uma facilitadora para se compreender o mundo, as pessoas, e os sentimentos. O objetivo é proporcionar poder de compreensão e escolha para todos que passaram, passam e passarão pela Fundação, principalmente para a pessoa com deficiência visual. A cultura e o acesso equitativo ao livro, são mecanismos para tanto. Como disse Louis Braille: "Sem Livros o cego não pode aprender".Para ampliar a quantidade de títulos em formatos acessíveis, para que a pessoa com deficiência visual possa adquirir novos conteúdos e ampliar seus repertórios, cada obra passa por um processo de edição e revisão, a depender de cada formato e público. Todo o passo a passo dessa produção, demanda tempo, recursos materiais, físicos, e principalmente humanos, dado a expertise que requer. Para isso a Fundação Dorina, conta com uma equipe especializada e um espaço pensado para atender as necessidades da produção e entregar com qualidade as obras para os leitores. O projeto proposto, atende e contribui não só para o dever do Estado de garantir o acesso equitativo à educação e aos bens de cultura, previstos na Constituição Cidadã de 1988, como também se fundamenta no art. 1º, inciso I e VIII da Lei 8313/91, fortalecendo o livre acesso às fontes de cultura, o exercício do direito à cultura, assim como, a produção de bens culturais universais, propiciando que mais pessoas, tenham acesso à cultura de forma justa, expandindo o conhecimento por meio dos livros e da leitura, sejam pessoas com cegueira total, baixa visão ou videntes.Atendendo ainda, ao art. 3º, inciso II, alínea b, e inciso III, alínea a, da Lei 8313/91: edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes, e a ampliação das coleções e acervos de bibliotecas e organizações culturais. Destaca-se a última pesquisa encomendada pela Fundação Dorina, ao Datafolha, na qual mostra a relevância do trabalho especializado para os profissionais e editoras, vejamos: "Poder contar com a Fundação Dorina como parceira para o preparo de material acessível é desejado por todas as editoras. A Fundação é considerada um dos maiores especialistas do país no assunto" Pesquisa - CENÁRIOS DA LEITURA INCLUSIVA NO BRASIL - 2023 - Datafolha Além da produção, há também a necessidade de conscientizar e preparar a sociedade e os profissionais, a fim de criar espaços acolhedores, e atrativos para pessoas com deficiência visual, tendo em vista que de nada adianta ter um acervo de livros acessíveis, guardados, sem uso e sem saída. Com a primeira pesquisa sobre hábitos de leitura encomendada pela Fundação Dorina no ano de 2013, e diante das dúvidas dos profissionais de cultura e organizações, a respeito de como divulgar os livros acessíveis, assim como para alcançar o público alvo, a Rede Nacional de Leitura Inclusiva, surge. A Rede é composta por profissionais especializados e preparados para articular com os territórios, dialogar com as lideranças locais, identificar as demandas e trabalhar com os núcleos por meio de ações propositivas: a conscientização e difusão da leitura acessível, assim como soluções de acessibilidade de acordo com a possibilidade local. "Comparando com 2019, observa-se queda na percepção dos leitores em relação à "facilidade de encontrar livros de literatura em geral" e à "disponibilidade de profissionais capacitados nos locais de leitura para atender pessoas com deficiência visual". Além disso, todos os aspectos relacionados ao acesso físico e virtual às instituições e quanto a ter equipe preparada para trabalhar com pessoas com deficiência visual na educação apresentam uma queda na avaliação em comparação com 2019, tornando a percepção negativa ainda mais predominante" Pesquisa - CENÁRIOS DA LEITURA INCLUSIVA NO BRASIL - 2023 _ Datafolha.O trecho retirado da última pesquisa realizada, faz um comparativo com o ano de 2019 e 2023, e revela que ainda existe muito trabalho a ser feito e é urgente a atuação em rede visando a contribuição para a especialização e o acolhimento das demandas dos territórios quanto a terem equipes seguras e preparadas tanto para o atendimento, como em terem novos títulos disponíveis.A Fundação Dorina identificou a necessidade de consolidar práticas de acessibilidade em toda a cadeia produtiva e de consumo de livros no Brasil. Apesar dos avanços na conscientização, ainda há uma lacuna entre a produção editorial convencional e a oferta de obras acessíveis para pessoas com deficiência visual. A carência de formação técnica em acessibilidade reforça a importância da troca de experiências entre editoras e especialistas. Com o Encontro das Editoras, a Fundação promove um espaço de diálogo, colaboração e inovação. O projeto Entrelinhas: Inclusão em Letra justifica-se pela urgência em ampliar o acervo acessível, capacitar profissionais e garantir o direito à cultura, prevenindo danos irreparáveis à inclusão.
Fundação Dorina Após 79 anos, a Fundação Dorina Nowill, mantêm seu legado, com o compromisso de fortalecer por meio de ações, projetos e soluções, a independência e autonomia de pessoas com deficiência, em 2023, foram: Projetos de Habilitação e Reabilitação· 1.203 pessoas atendidas nos projetos e habilitação e reabilitação;· 28.823 atendimentos;Empregabilidade· 171 alunos capacitados para o mercado de trabalho;· 800 alunos contemplados via plataforma digital com 16 cursos livres;Dorinateca· 1.073 novos leitores cadastrados na plataforma Dorinateca;· 5.559 títulos disponíveis na plataforma digital Dorinateca;Rede Nacional de Leitura Inclusiva· 2.928 pessoas impactadas pela Rede Nacional de Leitura Inclusiva;· 575 instituições cadastradas;· 301 municípios alcançados;Soluções de Acessibilidade· 86 empresas impactadas em soluções de acessibilidade;· 2.625 pessoas alcançadas pelas ações de acessibilidade;Gráfica Braille· 6.542.124 páginas de livros impressos fruto de projetos incentivados;· 3.528.141 páginas de livros impressos frutos da parceria com o Governo Federal no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), 2020 e 2023;· 3.941.524 páginas impressas para parceiros como: Fundação Itaú, Editora Mostarda, Educação e Cultura;Editorial Braille· 10.573 páginas braille diagramadas para projetos incentivados;· 33.379 páginas braille diagramadas para parceiros comerciais;· 206.296 páginas braille diagramadas e corrigidas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD);Editorial Braille Digital· 110.874 páginas acessíveis produzidas;· 687 novos títulos;Editorial Audiovisual· 39.855 páginas produzidas em áudio; O objetivo é impactar e gerar resultado ao público beneficiário e para sua rede de apoio, desenvolvendo pessoas, ambientes e tecnologias para fortalecer a inclusão para todas as pessoas. Público – alvo O público-alvo do projeto, se entrelaça a história da Fundação e de sua fundadora, sendo: pessoas, crianças, jovens e adultos, com deficiência visual, indo de cegos, a pessoas com perda severa da visão (baixa visão), sejam congênitos ou não. O conhecimento do público alvo é parte fundamental para a entrega de um trabalho de qualidade e com dignidade, respeitando o contexto social e estrutural no qual a Fundação atua. Segundo a última pesquisa realizada pelo IBGE em 2010, os dados oficiais são de que no Brasil são 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 528 mil cegas e 6 milhões com dificuldade severa para enxergar (baixa visão). No mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são 253 milhões de pessoas com deficiência visual. Um dado importante é de que, ainda segundo a OMS, se o número de ações preventivas e efetivas fossem maior, cerca de 60% a 80% dos casos de cegueira poderiam ser revertidos. Vale ressaltar que para esse público, embora atualmente existam meios mais tecnológicos de comunicação, a única maneira de alfabetizar um deficiente visual, é por meio do sistema braille de escrita. Além da alfabetização, é o meio mais acessível para pessoas em situação de vulnerabilidade econômica com deficiência visual. Muito além de atender pessoas com deficiência, Dorina Nowill, sempre buscou o desenvolvimento de todos na sociedade, mesmo após perder a visão, sua vida, liberdade e autonomia, não mudaram, mas sim, foram adaptadas, Dorina, se casou, teve filhos, fundou uma organização, ajudou a criar leis que beneficiassem pessoas deficientes visuais, realizou parcerias internacionais, participou de conselhos mundiais e nacionais, foi premiada, viveu e fez suas próprias escolhas, lutou para que todas as pessoas tivessem as mesmas chances e acesso aos mesmos recursos que a ajudaram ter autonomia e se desenvolver, um legado que esse projeto visa manter para mais pessoas.
“Atender pessoas deficientes não é questão de boa vontade ou generosidade. É, antes, um trabalho técnico e científico que precisa ser realizado com critério, porque lidar com vidas humanas é uma responsabilidade muito grande”. Dorina Nowill Produto: Livro AcessívelTodo o projeto está embasado de acordo com o art. 46, inciso I, alínea d, da Lei de Direitos Autorais Nº 9.610/98:“Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais: I - a reprodução: d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários”.O processo de produção de títulos originais para o formato acessível, além de requerer mão de obra especializada, técnicas de edição, impressão, formatação, foi fruto de empenho e dedicação de pessoas que ao longo da história, criaram sistemas de comunicação e escrita, conhecido hoje por sistema Braille.A vinda de maquinários e instrumentos para realizar as impressões, revisões, diagramação, entre outras etapas para se chegar no livro acessível, dependeu de articulação da fundadora, que resultou na primeira doação ao Brasil da máquina Braille, chamada de “Boca de Sapo”, em funcionamento até hoje, e parte do acervo de memórias da Fundação Dorina.Remontar parte da história é importante, não apenas para manter vivo o legado construído ao longo dos anos pela luta à autonomia de pessoas com deficiência visual, mas porque o trabalho realizado pela Fundação, sintetizado nesse projeto, incluindo os detalhes técnicos, foram construídos pela fundadora Dorina Nowill, pelos voluntários, profissionais e doadores, ao longo dos 79 anos de existência da OSC. Todos os materiais, técnicas, e instrumentos usados para transcrição, impressão, gravação, conscientização e divulgação das obras, fazem parte da história da Fundação Dorina e da luta pelo direito da pessoa com deficiência visual. Pensando nisso, e no direito autoral das obras que eram criadas apenas em tinta, a fundadora Dorina Nowill, fez parte como Diretora do Comitê de Cultura do Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos e conseguiu a promulgação da legislação que visa a gratuidade nos direitos autorais para reprodução de livros em braille e audiolivro, que era um dos maiores impedimentos para o acesso à cultura por parte das pessoas com deficiência visual. Além de garantir no respaldo legal para a realização do trabalho, cada tipo de formatação requer um material específico e edição própria, vejamos: Braille -Tinta:Para essa produção, cada livro passa por profissionais que são responsáveis por linearizar os textos e livros, que nada mais é que um processo de construção textual, que pode ser dividido em três etapas: operação de conexão/segmentação; operação de coesão; e modalização, deixando o texto pronto para ser transcrito no sistema braille.Após, a preparação do texto, inicia-se o processo de transcrição para o braille digitação ou digitalização, no caso da transcrição em papel o texto é criado em uma amostra, que passa por duas revisões, por profissionais especializados e com deficiência visual, pra correções, adaptações e/ou sugestões, visando a qualidade do material para os leitores. No processo de impressão, podem ser utilizados dois tipos de impressoras Braille: a offset, que permite impressões em formato brochura e espiral, e a digital, que realiza impressões exclusivamente em formato espiral.Ao receber a matriz final das lâminas com impressão tinta, feito por uma gráfica externa, são realizadas as seguintes etapas pela Fundação Dorina: preparação das folhas para entrada em máquina para aplicação do Braille, montagem dos livros, paginação e revisão são realizadas por profissionais especializados e com deficiência visual para verificar a qualidade do Braille e a ordem correta das páginas, acabamento do livro com grampo ou espiral, e embalagem para dar seguimento ao processo de distribuição. É importante destacar, que para cada página tinta, são usadas três páginas em braille, o que resulta em um volume maior do mesmo livro quando feito de forma acessível.Audiolivro:São produzidos em formato MP3, por meio de equipamentos próprios para gravação e edição, são narrados e editados por profissionais especializados.Essa ferramenta digital começou a ser desenvolvida por gravadores antigos, que embora fossem pesados, eram usados de forma portátil para que os leitores, levassem para as suas casas e escutassem o livro, atualmente com a modernização e inovação tecnológica, as gravações são disponibilizadas na internet, via plataforma Dorinateca, acessível por todo os meios digitais, basta a pessoa cadastrar seu laudo médico, que seu acesso será disponibilizado de forma 100% gratuita.1 – Os livros respeitam a Grafia Braille da Língua Portuguesa em todos os casos. Capa dos livros; Códigos, estatutos e Leis; Desenhos; Diagramação; Glossários; Bibliografias; Índices; Notas de Rodapé; Paginação; Palavras estrangeiras; Títulos; Versos (Poesia); Símbolos Matemáticos; entre outros. Livro Digital: A produção de livros digitais no formato Epub3, possibilita uma maior diversidade de recursos sensoriais, desde a estruturação do conteúdo, tipografia, maior interatividade, passando pela organização dos temas, formatação digital e upload na plataforma da Dorinateca, para acesso gratuito do público em questão.Produto: Rede Nacional de Leitura Inclusiva:Com 12 anos de existência, a Rede se consolidou por meio de grupos de trabalhos (os GTs), espalhados em cada território, e administrados pelas lideranças locais, com mediação das articuladoras da Fundação Dorina. Atualmente são 40 Grupos de Trabalhos, localizados nas cinco regiões do país, as demandas são filtradas por meio dos grupos no aplicativo WhatsApp, instrumental no qual as profissionais da Rede utilizam para manter diálogos em tempo real e mapear as principais dúvidas e necessidades das instituições, e profissionais. Após o mapeamento, serão realizados visitas e encontros para debater sobre as necessidades de cada Grupo de Trabalho, para esse projeto serão realizados 20 encontros em 20 cidades brasileiras, com participação de 30 pessoas por encontro.Além dos encontros estaduais, será realizado um encontro regional com o Grupo de Trabalho do Nordeste, com previsão de participação de 300 pessoas, sendo 100 participantes presenciais e 200 online, contemplando quem não poderá se deslocar até o local de realização do evento.Produto: Encontro com Editoras: O encontro será promovido por profissionais experientes e embasado na acessibilidade de obras literárias para pessoas com deficiência, respeitado a pesquisa encomendada pela Fundação e a análise do cenário mundial com relação a acessibilidade, e com apresentação das inovações e tecnologias que podem ajudar na aceleração das produções, bem como da leitura por parte da pessoa com deficiência.
Produto: Livros Acessíveis: A proposta de livros acessíveis, atende diretamente aos requisitos no aspecto comunicacional, de conteúdo e divulgação acessível, tendo em vista que expande para todos os públicos, principalmente pessoas com deficiência visual, sua rede de apoio, pessoas com deficiência física e intelectual, o acesso ao conteúdo dos títulos selecionados nos formatos digitais, audiolivro e em braille-tinta com fonte ampliada, respeitando a evolução dos meios de comunicação e a inovação tecnológica quanto ao consumo de cultura no Brasil, assim como a adaptação à forma de leitura do público-alvo, podendo ser navegado por meio de outras tecnologias assistidas. Para atendimento desses aspectos, foi observada a facilidade de navegação em sites acessíveis por pessoas com educação básica, as quais demonstram maior facilidade, bem como o consumo e 37% de livros digitais e 29% de livros faladosaudiolivros. O formato Epub é mais consumido por quem tem cegueira total do que por quem possui baixa visão (fonte: Pesquisa - CENÁRIOS DA LEITURA INCLUSIVA NO BRASIL - 2023 – Datafolha).Respeitando as atuais preferências, a proposta é disponibilizar 50 (cinquenta) títulos no formato digital e 20 (vinte) títulos em áudio, disponibilizados na plataforma, Dorinateca, para que pessoas com deficiência visual tenham como consumir de forma gratuita, acessível e inovadora, de qualquer meio eletrônico e de qualquer região do Brasil. Além disso, serão impressos e distribuídos gratuitamente 20 (vinte) títulos em Braille-tinta, que visam atender tanto o público com deficiência visual, como sua rede de apoio, profissionais e qualquer outro cidadão, sem necessidade de utilização de meios eletrônicos.É importante destacar que a maioria dos títulos existentes não são pensados de modo a serem acessíveis para todos, e a proposta do projeto é mudar esse cenário, contribuindo para que o máximo de pessoas possam usufruir da arte e da cultura de forma equitativa e digna.Produto: Rede Nacional de Leitura Inclusiva: Ainda, trata de forma assistida a disseminação sobre leitura acessível às instituições, profissionais e leitores, por meio de encontros, visitas e diálogo aberto e direto com os territórios.Contribuindo com a divulgação das obras acessíveis, e também na construção de soluções para conflitos estruturais, de forma colaborativa e prática com orientações e direcionamentos a respeito do uso dos livros acessíveis.Produto: Encontro com Editoras: Para que todos possam participar e aproveitar o Encontro com Editoras, serão disponibilizadas comunicação tátil, audiodescrição, tradução em libras e infraestrutura acessível, pensando no conforto e na inclusão de todos os participantes. O objetivo do encontro é multiplicar junto a outras editoras, a acessibilidade na produção e disponibilização de livros para a pessoa com deficiência visual, com o evento todo voltado para essa finalidade.Todas as etapas do projeto aqui apresentado observam medidas de acessibilidades universais, desde ambientação, sinalização, interpretes de libras, materiais e instrumentais a serem divulgados e disponibilizados ao público, conterão acessibilidade não apenas para a pessoas com deficiência visual, mas contemplando também pessoas com deficiência física e intelectual. Portanto, a natureza do projeto atende integralmente a acessibilidade em todas as faces da nova Instrução Normativa 23/2025, respeitando os aspectos arquitetônicos no que cabe, comunicacional de conteúdo, comunicação e divulgação acessível.
Produto: Livro Acessível: O projeto Entrelinhas: Inclusão em Letra busca atuar e garantir medidas concretas para que todos possam ter acesso ao livro, desde realizar toda adaptação, edição, produção divulgação, de títulos em quatro formatos acessíveis, até a disponibilização gratuita em todas regiões do país, desde áreas centrais até periféricas. Buscando não só atender pessoas com deficiência visual, como também pessoas em situação de exclusão social. Possibilitando que as mesmas possam adquirir conhecimento, aumentar seus reportórios, e terem mais autonomia e independência, desde a infância, passando pela juventude e indo até a fase adulta. Produto: Rede Nacional de Leitura Inclusiva:Em complemento a distribuição dos livros acessíveis, a Fundação Dorina se preocupa em fomentar o conhecimento para profissionais e organizações de cultura sobre a importância da acessibilidade e como implementar. Promovendo encontros gratuitos e abertos ao público, prevendo beneficiar mais de 900 pessoas, entre profissionais de cultura e leitores, das cinco regiões do país, como Parintins – AM, Araguaína – TO, Vila Velha – ES, e mais 17 cidades e estados. Produto: Encontro com Editoras: Com o objetivo claro de ampliar o acesso a obras culturais, o evento promove a conscientização de editoras, tornado o consumo de livros um direito de todos, desde sua criação, produção e comercialização. Atuando juntamente com profissionais e editoras, na troca de conhecimento e conscientização, em evento gratuito e democrático.
FUNÇÃO: Presidente do Conselho Deliberativo – Eduardo de Oliveira - Atividade de Gestão administrativa/financeira desenvolvida de forma Voluntária.Graduado em Engenharia Metalúrgica, pós-graduado em Marketing, Administração de Empresas e Economia, e tem especialização em Planejamento e Gestão Estratégica. Profissionalmente atuou na NUBE como Gerente Geral de Expansão, no CIEE como Superintendente Educacional (ao longo de 21 anos), além da atuação na ZANINI DECA e na DURATEX. Na Fundação Dorina atuou por mais de 20 anos no Conselho Curador, exercendo a função de Diretor Financeiro Voluntário, e atuava no Conselho Fiscal da Fundação desde 2016. FUNÇÃO: Superintendente - Alexandre Munck - Atividade de Gestão administrativa/financeira desenvolvida de forma Voluntária.Mestre em Gestão de Sustentabilidade, MBA Executivo em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas, 18 anos de experiência no Terceiro Setor, graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU). Participou dos cursos de Empreendedorismo e Finanças, pela Babson College, em Boston (EUA), Introdução a Relações Internacionais e Sistema Sócio-Cultural Norueguês na University of Oslo (Noruega) e Sistema Financeiro Nacional (Profins), São Paulo. FUNÇÃO: Coordenação geral - Carla de Maria Graduada em Marketing pela Universidade Cidade de São Paulo. Atualmente Gerente de Soluções em Acessibilidade na Fundação Dorina Nowill para cegos. FUNÇÃO: Coordenadora de comunicação – Carolina Orilio Profissional responsável por coordenar as ações de publicidade e divulgação do projeto. Atualmente é Coordenadora da área de Comunicação da Fundação Dorina. FUNÇÃO: Articulador de Rede (Produtor) - Perla Assunção é educadora social, jornalista e articuladora de redes colaborativas. Com especialização em projeto sociais e políticas públicas, atua há 20 anos em projetos e programas voltados a inclusão social e garantia de direitos. Atualmente é articuladora do projeto Rede Nacional de Leitura Inclusiva da Fundação Dorina Nowill, onde atua com ações de fomento à Leitura Inclusiva e Acessibilidade Cultural. FUNÇÃO: Assistente - Este profissional será responsável pelo suporte à articuladora da Rede de Leitura, na organização, contato com aos GTs, contato com as organizações beneficiárias e demais suporte a execução das atividades da Rede.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.