| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 06248349000123 | TRANSPORTADORA ASSOCIADA DE GAS S.A. - TAG | 1900-01-01 | R$ 463,2 mil |
O projeto Araçá-Una: fortalecimento do artesanato indígena feminino na aldeia Comboios propõe a realização de oficinas voltadas ao empreendedorismo cultural e às artes visuais, além da criação de uma exposição virtual e de um catálogo que celebra e difunde a produção artística das mulheres indígenas da comunidade.
Produto: CatálogoPublicação em formato impresso e digital, dedicada à apresentação dos objetos criados pelas artesãs, com destaque para os protótipos desenvolvidos ao longo do projeto. O catálogo visa evidenciar a proposta de valor das peças, contribuindo para que as artesãs articulem melhor seus argumentos de venda, tanto durante visitas às aldeias quanto em outros espaços de exposição e comercialização. Além de funcionar como material de divulgação e registro, parte dos exemplares permanecerá com as artesãs, servindo como instrumento de memória e portfólio para futuras oportunidades.Classificação indicativa etária: Livre
Objetivo Geral O projeto Araçá-Una busca fortalecer o artesanato feminino indígena da aldeia Comboios ao reconhecer e valorizar suas criações como verdadeiras expressões artísticas e culturais, promovendo um espaço onde a ancestralidade, o saber feminino e as narrativas visuais se entrelaçam na construção de novos sentidos e na afirmação de identidades. dessas obras no contexto contemporâneo, ao mesmo tempo em que estimula a autonomia das mulheres envolvidas por meio da valorização ética e coletiva de seu talento e identidade.Objetivo específicoProduto: OficinaRealizar 5 oficinas com os seguintes temas: Oficina de criação de produto cultural artístico ancestral, Oficina de estratégias de precificação de produtos culturais, Oficina de comunicação e gestão cultural, Oficina de fotografia para portfólios e exposições virtuais, Oficina de capacitação para operação e atualização do site de exposição virtual As oficinas serão realizadas na cidade de Aracruz, ES, terão carga horária de 16 horas cada, distribuídas ao longo de 3 meses, as oficinas serão de formação sequencial, com participação dos mesmos 30 beneficiários em todas as oficinasProduto: Exposição de artes visuaisRealizar uma exposição com os trabalhos de 30 artesãs indígenas, a fim de disseminar as obras das artesãs visuais indígenas. A exposição será virtual e pretende alcançar 10.000 visualizações.Produto: Catálogo Realizar a impressão de 100 catálogos com obras das artistas visuais, intitulado "Araçá-Una _ Artefatos da Aldeia Comboios". O catálogo será distribuído em escolas públicas, centros culturais e museus do Espírito Santo e para as artesãs participantes do projeto, apresentando ensaios curatoriais, perfis das artesãs e depoimentos, com formato 21x28 cm, 80 páginas coloridas e será disponibilizada uma versão digital acessível com expectativa de 1.000 visualizações.
JustificativaA arte produzida pelas mulheres indígenas da aldeia Comboios é uma manifestação viva de sua ancestralidade, que carrega em cada traço, forma e cor uma história profunda e um saber transmitido de geração em geração. Esses artefatos não são apenas objetos decorativos; são expressões autênticas de uma identidade cultural que resiste às transformações do tempo e das influências externas, afirmando a presença e a relevância contínua dos povos originários no panorama artístico contemporâneo. Valorizar essa produção é reconhecer a potência criativa e simbólica dessas mulheres como agentes culturais fundamentais.No entanto, essas expressões artísticas enfrentam uma invisibilidade persistente e um olhar que frequentemente as reduz a meros artesanatos, desconsiderando seu valor estético, político e identitário. A arte indígena feminina da aldeia Comboios transcende o feito manual e dialoga diretamente com campos estéticos e conceituais, propondo novas formas de olhar e entender a produção visual contemporânea a partir de referências ancestrais. O reconhecimento dessa dimensão é urgente para que essas obras sejam inseridas nos espaços legítimos da arte, ampliando o respeito e a valorização de seus criadores.O projeto Araçá-Una nasce da necessidade de criar espaços que possibilitem às mulheres indígenas exporem suas criações a partir de sua própria voz e perspectiva, promovendo um processo coletivo de curadoria e autogestão. Ao investir na construção de uma exposição virtual que traduz essas obras em linguagens visuais e poéticas contemporâneas, o projeto amplia a interlocução entre o saber tradicional e o público urbano, gerando vínculos que fortalecem a presença indígena nos discursos artísticos e culturais mais amplos.Essa iniciativa se propõe a fortalecer a autonomia das artesãs, reconhecendo sua produção como expressão legítima de arte e instrumento de resistência cultural. Ao promover a valorização ética, o compartilhamento de saberes e a gestão colaborativa, o projeto contribui para que essas mulheres construam caminhos de reconhecimento e sustentabilidade, reafirmando que a arte indígena é um território vivo de criação, identidade e transformação social.O projeto cumpre com as seguintes finalidades previstas no Art. 1º da Lei 8.313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;Para isso, o projeto se enquadra no seguinte inciso do Art. 3º da Lei 8.313/91:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. e, b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;
Produto: Oficinas de Capacitação CulturalQuantidade de oficinas: 5Temas:- Criação de produto cultural artístico ancestral- Estratégias de precificação de produtos culturais- Comunicação e gestão cultural- Fotografia para portfólios e exposições virtuais- Capacitação para operação e atualização do site de exposição virtualLocal de realização: Aracruz, Espírito SantoCarga horária por oficina: 16 horasCarga horária total por participante: 80 horas (5 oficinas x 16h)Duração do ciclo formativo: 3 mesesNúmero total de participantes: 30Metodologia: Formação sequencial, com participação dos mesmos 30 beneficiários em todas as oficinasPlano Pedagógico em anexoProduto: Exposição Virtual de Artes VisuaisParticipantes: 30 artesãs indígenasFormato: Exposição virtualObjetivo: Disseminação ética das obrasAcessibilidade: Plataforma responsiva, com recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição, legendas)Meta de alcance: 10.000 visualizações Produto: Catálogo “Araçá-Una – Artefatos da Aldeia Comboios”Quantidade impressa: 100 exemplaresDistribuição: Escolas públicas, centros culturais, museus, organizações indígenas e para as artesãs participantes das oficinas. Formato: 21 x 28 cm (fechado)Número de páginas: 80 páginas coloridasPapel interno: Couchê fosco 150gCapa: Papel triplex 300g com laminação foscaEncadernação: Lombada quadrada coladaVersão digital: PDF acessível (com audiodescrição e texto alternativo para imagens)Meta de alcance digital: 1.000 visualizações
Produto: OficinasACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICOTodas as medidas de acessibilidade serão realizadas conforme o Art. 42 da Lei nº 13.146/2015 e a norma NBR 9050 atualizada, garantindo a adequação arquitetônica, comunicacional, de conteúdo e de divulgação acessível, de modo a assegurar a plena participação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em todas as etapas do projeto, conforme as exigências legais e as necessidades específicas de cada público.A Oficina ocorrerá em áreas adaptadas para garantir a acessibilidade arquitetônica. - Sinalização tátil para pessoas com deficiência visual.- Rampas para garantir acesso de cadeirantes e pessoas com dificuldades de mobilidade.- Espaços reservados para PcD ou mobilidade reduzida.- Cães guia permitidos no local, atendendo à necessidade de inclusão de pessoas com deficiência visual.Possíveis adaptações serão realizadas para atender a acessibilidade física com o item “Custos de Divulgação”Item na planilha: Custos de Divulgação.ACESSIBILIDADE NO CONTEÚDO (Oficinas)Para PcD Visual:Monitores treinados para auxiliar o público com tais necessidades, oferecendo apoio conforme necessário durante as oficinas.Item na planilha: Custos de Divulgação.Para PcD Auditiva:Intérprete de Libras presente em todas as oficinas do projeto e legendagem descritiva dos materias utilizados nas oficinas.Item na planilha: Custos de Divulgação.Para PcD Intelectual/ Autistas/ Congêneres:Monitores treinados para auxiliar o público com tais necessidades, oferecendo apoio conforme necessário durante as oficinas e utilização de cores de baixo contraste na realização das oficinas.Item na planilha: Custos de Divulgação.Produto: Exposição de artes visuaisACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICOTodas as medidas de acessibilidade serão realizadas conforme o Art. 42 da Lei nº 13.146/2015 e a norma NBR 950 atualizada, garantindo a adequação comunicacional, de conteúdo e de divulgação acessível, de modo a assegurar a plena participação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em todas as etapas do projeto, conforme as exigências legais e as necessidades específicas de cada público.Como o produto é uma exposição virtual, não se aplica a acessibilidade arquitetônica, uma vez que não há necessidade de adaptação de espaços físicos.ACESSIBILIDADE NO CONTEÚDOPara Deficientes Visuais:Recursos de audiodescrição serão incorporados às obras e à navegação da plataforma. Item na planilha: Custos de divulgação.Para Deficientes Auditivos:Legendagem descritiva, garantindo que o público surdo tenha acesso completo à narrativa e às informações. Item na planilha: Custos de divulgação.Para Deficientes Intelectuais/Autistas/Congêneres: Conteúdos da exposição serão apresentados de forma clara e com linguagem simples, além disso, a plataforma será organizada com elementos visuais intuitivos, proporcionando um ambiente digital acolhedor e inclusivo. Item na planilha: Custos de divulgação. Produto: CatálogoACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICOTodas as medidas de acessibilidade serão realizadas conforme o Art. 42 da Lei nº 13.146/2015 e a norma NBR 950 atualizada, garantindo a adequação comunicacional, de conteúdo e de divulgação acessível, de modo a assegurar a plena participação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em todas as etapas do projeto, conforme as exigências legais e as necessidades específicas de cada público.Como o produto é um livro, não se aplica a acessibilidade arquitetônica, uma vez que não há necessidade de adaptação de espaços físicos para sua leitura ou consumo.ACESSIBILIDADE NO CONTEÚDO (LIVRO)Para Deficientes Visuais:Versão virtual audiodescritiva do livro, permitindo acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou dificuldades de leitura.Item na planilha: Custos de Divulgação.Para Deficientes Auditivos:Não se aplica. O livro, como material escrito, já é acessível para esse público, desde que respeite normas de diagramação acessível (como fonte ampliada e contraste adequado).Para Deficientes Intelectuais/Autistas/Congêneres:Serão adotadas diretrizes de linguagem simples e clara para tornar o conteúdo mais acessível a leitores com deficiência intelectual.Item na planilha: Custos de DivulgaçãoDAS MEDIDAS DE COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO ACESSÍVEISTodas as informações sobre o projeto, incluindo detalhes sobre a acessibilidade, serão divulgadas de maneira acessível através de canais como Instagram, Facebook, e site oficial. A divulgação incluirá:Imagens com descrição textual (para deficientes visuais).Textos em formato acessível (como fontes ampliadas e com alto contraste) para pessoas com deficiênciasintelectuais e congêneres.Vídeos com legendas e janela de Libras para deficientes auditivos.Item na planilha: Custos de Divulgação.INCLUSÃO DE AÇÕES DE ACESSIBILIDADE NO PLANO DE COMUNICAÇÃOA divulgação da acessibilidade (como audiodescrição, intérprete de Libras e outros recursos) será realizada nos canais oficiais do projeto, com informações claras sobre como o público pode acessar esses recursos.Item na planilha: Custos de Divulgação.
Todos os produtos serão distribuídos de forma gratuita, assegurando a democratização do acesso através dos limites e formas de distribuição do Artigo 46 da IN MINC nº 23/2025. Além da distribuição gratuita à população, adotaremos o exposto no inciso III no Artigo 47 da IN MINC nº 23/2025, a saber: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;A disponibilização acontecerá através da plataforma YouTube.
Maria Aparecida Torrecillas Abreu – Coordenação Geral Maria Aparecida Torrecillas Abreu, atuando desde a co-idealização até a supervisão de todas as etapas de realização. Dirigente da Invento Agência de Futuros, ela coordena o relacionamento institucional com patrocinadores, órgãos públicos e lideranças indígenas da Terra Indígena Comboios. Responde pelo controle financeiro e administrativo, pela seleção e contratação da equipe técnica, pela comunicação do projeto e pela entrega dos produtos previstos, como o catálogo e a plataforma digital. Também atua diretamente na formação de estratégias de comunicação para os artesãos indígenas e no acompanhamento da operação do exposição após seu lançamento. Sua experiência se expressa em decisões estratégicas, articulação institucional e garantia da conformidade legal e contábil de todas as ações, assegurando a integridade e o êxito do projeto.A proponente será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto, incluindo atividade técnico-financeira, e receberá pela rubrica de Coordenação Geral. Liliane Moreira Ramos – Produção executiva Liliane Moreira Ramos é doutora em Ciências Sociais e tem ampla formação internacional e multidisciplinar nas áreas de Sociologia Política, Gestão Internacional, Criatividade e Inovação. Com mais de 20 anos de experiência em gestão de comunicação e projetos culturais e socioambientais, é a coordenadora geral do projeto. Atua desde a co-idealização da proposta até o acompanhamento diário das ações e entregas, coordenando a equipe de produção, os fornecedores e os processos de comunicação digital. É também responsável por mediações com os instrutores nas oficinas de formação e participa da mentoria com as artesãs após o lançamento da plataforma. Sua trajetória combina pesquisa crítica sobre consumo e ecologia política com uma sólida vivência em articulação de projetos em territórios, especialmente com foco em comunicação comunitária e economia criativa.Karen Cristina Rocha Valentim (Karen Pataxó) – Consultora Técnica Karen Pataxó é artista, gestora cultural e ativista indígena com atuação destacada em projetos culturais e de valorização da identidade dos povos originários. Como consultora técnica do projeto, contribui com sua experiência para adequar conteúdos, linguagens e metodologias às especificidades culturais das comunidades indígenas participantes. Membro da APOINME e de coletivos de mulheres indígenas, Karen tem ampla trajetória em iniciativas audiovisuais, artísticas e de formação política, com atuação em políticas públicas e projetos realizados em aldeias Tupinikim e Guarani. Sua vivência fortalece o diálogo intercultural e assegura que o projeto reflita com fidelidade as necessidades e os saberes das comunidades envolvidas.Jocinaldo Coutinho – Coordenador de Oficinas Jocinaldo Coutinho é liderança Tupiniquim na Terra Indígena Comboios, com 15 anos de atuação comunitária. No projeto, é o responsável pela mobilização e acompanhamento das artesãs das aldeias de Comboios e Córrego do Ouro, atuando diretamente na comunicação com as 30 participantes bolsistas. É peça-chave para o engajamento das mulheres indígenas ao longo do processo formativo e produtivo, garantindo a fluidez das informações, a adesão às agendas e a escuta ativa para eventuais necessidades de ajuste. Sua experiência como presidente da Associação Indígena Tupiniquim e sua atuação comunitária fazem dele um articulador fundamental para o sucesso do projeto em campo, com sensibilidade para as dinâmicas sociais e culturais do território.
Transferência de recursos entre conta captação e conta movimento no valor de R$463.175,00 em 23/03/2026.