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Festival Terra Brasil é uma celebração que valoriza a cultura indígena do litoral norte da Bahia ao unir memória ancestral e práticas sustentáveis. Realizado na Aldeia Tekoá Tupinambá KAA (Entre Rios/BA) e na Praça da Sé (Salvador/BA), acontece em agosto, na semana do Dia Internacional dos Povos Indígenas (09/08). O festival oferece oficinas de agrofloresta, compostagem, grafismo corporal, desenho indígena e elaboração de projetos culturais; palestras sobre contos indígenas, mulheres indígenas e quebra de estereótipos; vivências imersivas, visita guiada à aldeia e Encontro de Líderes; Feira de artesanato e Exposição de artefatos; e apresentações de Toré e música indígena. São esperadas até 5.150 pessoas. Os objetivos incluem valorizar saberes ancestrais, fomentar autonomia socioeconômica, promover inclusão e representatividade, e fortalecer parcerias, contribuindo para os ODS 1, 2, 3, 4, 5, 8, 10, 11, 12, 13, 15, 16 e 17.
1. Oficinas Temáticas (5) Oficina de Agrofloresta e Compostagem Quantidade: 1 turma Público: 60 crianças/jovens de escola pública de Entre Rios/BA Duração: manhã do 1º dia (01h) Especificidade: Conexão da produção de alimentos com a preservação da memória cultural, o bem-viver coletivo e os ritos de pertencimento ao território, fazendo parte de um processo contínuo de retomada e valorização cultural; Oficina de Arte Sustentável e Reciclagem Quantidade: 1 turma Público: 60 crianças/jovens de escola pública de Entre Rios/BA Duração: manhã do 1º dia (01h) Especificidade: Valorizar e transmitir os saberes tradicionais dos povos indígenas, por meio da produção de peças artesanais que integram técnicas ancestrais com práticas contemporâneas de reaproveitamento de materiais. Promover uma expressão artística e cultural enraizada nos modos de vida e nas estéticas próprias dos povos originários do litoral baiano. A reutilização de materiais recicláveis — como garrafas PET, tecidos, papelão, metais e embalagens — é incorporada de forma criativa à produção de artefatos que seguem a tradição indígena: colares, pulseiras, instrumentos, objetos utilitários e decorativos, entre outros. Oficina de Elaboração de Projetos Culturais Quantidade: 1 turma Público: membros e agentes culturais da Aldeia (20 pessoas) Duração: tarde do 1º dia (01h30min) Especificidade: passo a passo para elaboração de projetos e captação via leis de incentivo e editais; Oficina de Grafismo Corporal Quantidade: 1 turma Público: aberto ao público da capital (20 pessoas) Duração: manhã do 2º dia (01 h30min) Especificidade: uso de pigmentos naturais; cada participante sai com pintura personalizada. Oficina de Desenho Indígena Quantidade: 1 turma Público: aberto ao público da capital (20 pessoas) Duração: manhã do 2º dia (1 h30min) Especificidade: ensinamentos sobre simbologias Tupinambá. 2. Vivências Imersivas (02) Tour pela Aldeia Tekoá Quando: manhã do 1º dia (1 hora) e tarde do 1º dia (1 hora) Público Manhã: 60 crianças/jovens de escola pública de Entre Rios/BA Público Tarde: 40 convidados de Salvador (agentes culturais, líderes do movimento indígena, apoiadores, patrocinadores, etc) Especificidade: visita guiada às agroflorestas e espaços comunitários. Gastronomia Sustentável 3. Apresentações Artísticas 4 Apresentações de Dança (Toré) Quantidade: 1 Toré pela manhã e 1 Toré no final de cada dia (total de 4 rituais/dia) Especificidade: variações do Toré tupinambá; duração média de 30–45 min. Estimativa de público 1º dia: 120 pessoas Estimativa de público 2º dia: 5.000 pessoas 2 Apresentações Musicais Quando: final do 1º dia e final do 2º dia Especificidade: artistas indígenas convidados; repertório autoral e tradicional; 50 min cada. Estimativa de público 1º dia: 100 pessoas Estimativa de público 2º dia: 5.000 pessoas 4. Contação de Histórias (1) Quando: manhã do 2º dia (30 min) Público: 30 pessoas Especificidade: narração de mitos e contos tradicionais; interação com o público infantil. 5. Palestras (3) “O que os contos indígenas revelam?” Quando: manhã do 2º dia (1 h) Público: 30 pessoas Foco: irá destacar o poder da oralidade para preservar narrativas de criação, transformação e cura essenciais à identidade coletiva “Mulheres indígenas – reveses e vitórias” Quando: tarde do 2º dia (1 h) Público: 30 pessoas Foco: serão revisitadas trajetórias de resistência, protagonismo e cuidado, evidenciando como as mulheres lideram as aldeias e mantêm vivos os saberes ancestrais, mesmo diante de adversidades. “Quebrando estereótipos” Quando: tarde do 2º dia (1 h) Público: 30 pessoas Foco: promoverá a desconstrução de visões preconcebidas, valorizando a diversidade de vozes e reafirmando o direito de cada povo originário a ser representado em sua plenitude. 5. Feira Expositiva (2) Pocket Feira da Mata Público 1º dia: 120 pessoas Público 2º dia: aberto ao público, estimativa de 5 mil pessoas Quando: tarde do 1º dia (durante 3 horas) na Aldeia + manhã e tarde do 2º dia (durante 6 horas) em Salvador Especificidade: 10 barracas de artesanato; comercialização de produtos e exposição de artefatos; dirigido por artesãos Tupinambá. 6. Encontro de Líderes Indígenas (1) Quando: tarde do 2º dia (01 hora) Público: 60 pessoas Especificidade: mesa temática com representantes de diversas tribos; será discutida a “Importância da cultura indígena como influência para modelos de sociedades mais sustentáveis (ecologia integral)”, reforçando que saberes tradicionais são ferramentas essenciais para enfrentar as crises climáticas atuais e fortalecer redes de sustentabilidade local e global, em pleno alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. *As Oficinas e Palestras em Salvador estão previstas para acontecer no Museu Neoenergia ou no Espaço Xisto Bahia. **Os custos de alimentação e transporte para a participação das crianças e os convidados na Aldeia estão previstos no orçamento do projeto. ***Os custos de transporte para a participação dos profissionais indígenas nas atividades em Salvador/BA estão previstos no orçamento do projeto.
O objetivo geral do Festival é valorizar e preservar a cultura indígena, em especial a do litoral norte baiano, honrando tradições ancestrais e sustentáveis que são transmitidas por gerações. As ações do projeto objetivam especificamente: Realizar 01 Festival de cultura e vivências indígenas com ações sustentáveis; Realizar 01 Oficina de Agrofloresta e Compostagem; Realizar 01 Oficina de Grafismo Corporal Indígena;Realizar 01 Oficina de Desenho Indígena;Realizar 01 Oficina de Arte Sustentável e Reciclagem;Realizar 01 Oficina de Contação de Histórias Indígena;Realizar 01 Oficina de Elaboração de Projetos Culturais para a Aldeia; Realizar 01 Contação de Histórias; Realizar 01 Exposição de artefatos indígenas; Realizar 01 Feira de Artesanato Indígena; Realizar 04 apresentações de dança indígena (Toré); Realizar 02 apresentações musicais com atrações indígenas; Realizar 01 vivência gastronômica sustentável na Aldeia Idígena; Beneficiar diretamente 400 pessoas pelas atividades do projeto; Alcançar um público total de 5.150 pessoas ao final do Festival. Fortalecer a Aldeia Tekoá Portal Tupinambá e a Associação Indígena Tekoá Portal Tupinambá enquanto instituição, por meio de capacitação e visibilidade; Valorizar artistas indígenas por meio de contratação e remuneração para atuar como oficineiros, palestrantes, curadores, dançarinos, músicos e produtores no projeto; Desconstruir estereótipos, elevar a visibilidade e representatividade dos povos indígenas; Estabelecer e fortalecer ações sustentáveis; Promover transformação social, econômica e cultural a curto, médio e longo prazo; Proporcionar um espaço onde artistas indígenas e não indígenas possam compartilhar suas técnicas, artes, histórias e perspectivas; Fomentar o diálogo e intercâmbio entre culturas e a troca de conhecimento; Fortalecer os laços entre as comunidades indígenas e o público em geral; Enriquecer o cenário artístico, inspirando novas criações e abordagens; Fomentar o protagonismo de pessoa indígenas na cena cultural baiana. A proposta "Terra Brasil" se configura como um Festival multicultural com uma programação para público amplo e diverso que visa a promoção, preservação e valorização da cultura indígena que é um patrimônio imaterial cultural passado através de gerações, um dos pilares da sustentabilidade do mundo. As atividades culturais e de ensino acontecerão no centro histórico de Salvador/BA, na Praça da Sé e em espaço cultural a ser definido e no município de Entre Rios/BA, na Aldeia Tekoá Tupinambá KAA, durante a semana em que se celebra o Dia Internacional dos Povos Indígenas, no mês de agosto (19), em 02 dias. O projeto irá realizar 05 oficinas temáticas, 03 palestras, 02 vivências imersivas, 04 apresentações de dança, 01 contação de histórias, 02 apresentações musicais, 01 Feira Expositiva, 01 visita guiada, 01 Encontro de Líderes Indígenas. Ao todo, o Festival pretende beneficiar até 5.150 pessoas com as suas atividades, abarcando a população de Entre Rios, Massarandupió e do Centro Histórico de Salvador.O primeiro dia do Festival Terra Brasil acontecerá na Aldeia, em Entre Rios. Será realizada 01 visita guiada com 60 crianças/jovens de escola pública da região que irão participar da Oficina de Agrofloresta e Compostagem, da Oficina de Arte Sustentável e Reciclagem, e um tour guiado pela Aldeia, mostrando o funcionamento e as atividades realizadas no local, com fornecimento de lanches e transporte. Ao final, haverá uma apresentação do Toré por um grupo de dança formado por membros da Tekoá Tupinambá KAA. O Toré é um ritual que envolve dança, cantigas, toadas e brincadeiras.No turno da tarde, serão ministradas Oficinas de Elaboração de Projetos Culturais para membros e agentes culturais da Aldeia. Após essa ação formativa, acontecerá uma versão pocket da tradicional Feira de Artesanato e Empreendedorismo da Aldeia e uma Exposição de Artefatos aberta ao público, a Feira da Mata. O evento terá a participação de personalidades importantes para a comunidade e de gestores relacionados à causa da luta pela preservação e memória da cultura indígena. Ao todo, serão 40 convidados vindos de Salvador para participar da Feira, de uma experiência gastronômica sustentável e apreciar uma apresentação de Toré e de música ao final do primeiro dia de festival.No segundo dia do Festival, a programação acontecerá na Praça da Sé, no Centro Histórico de Salvador/BA. No turno da manhã, será iniciada a Exposição de arte indígena e a Feira de artesanato, levando a versão pocket da Feira da Mata, para a capital. Concomitante à Feira e Exposição, serão realizadas oficinas e palestras em um espaço com salas próximo à Praça da Sé. No turno da manhã serão oferecidas as Oficinas de Grafismo Corporal e Desenho Indígena e 01 Palestra com o tema "O que os contos indígenas revelam?" e 01 Contação de Histórias. Enquanto as atividades formativas e feiras acontecem, haverá som ambiente na praça e ao final do turno matutino será realizada apresentação do Toré, na praça.No turno vespertino, serão realizadas 02 palestras com os temas "Mulheres indígenas reveses e vitórias" e "Quebrando estereótipos, desmistificação do ser indígena". Após as palestras haverá um Encontro de Líderes Indígenas com representantes de tribos de povos originários da região do litoral norte baiano, se configurando como uma mesa temática com foco na "Importância da cultura indígena como influência para modelos de sociedades mais sustentáveis (ecologia integral)". A finalização do Festival será celebrada com a apresentação do Toré e de 01 atração musical indígena.
A Aldeia Tekoá Tupinambá KAA é um povoado multiétnico, localizado na zona rural da praia de Massarandupió, Costa dos Coqueiros, no município de Entre Rios/BA. Lá residem mais de 25 representantes dos povos originários Tupinambá, que visam a retomada da memória cultural do povo Tupinambá do litoral norte do Estado. A Aldeia é representada pela Associação Indígena Tekoá Portal Tupinambá que busca além da valorização sociocultural dos povos indígenas e a sua integração, formas de fortalecer a autonomia socioeconômica e gerar renda para a aldeia, através do artesanato, do turismo e da permacultura (práticas agrícolas tradicionais com ideias inovadoras, que unem o conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporciona o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar). As atividades da Aldeia atendem mais de 50 famílias da região.A Giro Produções é uma produtora de eventos artísticos e corporativos de Salvador, com 10 anos de trajetória, que promove soluções sustentáveis em seus negócios, desenvolvendo e implementando estratégias que visam a geração de valor por meio de práticas socioambientais. Em uma visita à tradicional Feira da Mata, realizada mensalmente pela Associação, as sócias da Giro Produções puderam estreitar os vínculos com os representantes da Aldeia, que expuseram suas demandas e necessidades de curto, médio e longo prazo, no que diz respeito à sustentabilidade e manutenção das ações lá realizadas, em uma conversa informal. Após encontros e tratativas com os representantes, líderes e agentes culturais da Tekoá Tupinambá KAA, foi pensada e estruturada conjuntamente a presente proposta cultural: o Festival Terra Brasil.A Bahia foi o cenário dos primeiros encontros de raças que geram a riqueza cultural que banha o Brasil desde 1500. No entanto, a narrativa oficial silenciou as lutas e vozes dos povos originários, relegando ao esquecimento a origem de linguagens artísticas, de culturas, dialetos e gastronomia diversa que baseiam a nossa identidade, bem como de práticas sustentáveis que são imprescindíveis para as novas gerações numa era de incertezas climáticas. O Festival Terra Brasil resgata memórias, reforça o direito à história e constrói pontes educativas com a sociedade em geral. Reconhecida oficialmente pela FUNAI em 2001, a etnia Tupinambá ainda sofre as consequências desse reconhecimento tardio — fragilização de práticas culturais, perda de línguas e ritos, insegurança territorial e dependência de apoios esporádicos. A Aldeia Tekoá Portal Tupinambá, em Massarandupió (BA), encarna esse ciclo de marginalização e resistência. Assim, o projeto não se limita a um resgate folclórico: ele fortalece as ações já existentes na comunidade como instrumento de coesão social, reafirmando identidades coletivas e garantindo a transmissão intergeracional de saberes. Hoje, cerca de 1,7 milhão de indígenas vivem no Brasil (0,83% da população), muitos concentrados em regiões Norte e Nordeste. No Litoral Norte baiano, a Aldeia Tekoá ocupa provisoriamente área cedida a partir da iniciativa de um membro da comunidade, mas busca regularização fundiária em terreno adquirido por doações locais. Ao trazer as atividades da Aldeia para o centro das atenções, o Festival oferece visibilidade a essa retomada territorial e mobiliza agentes públicos e privados em torno de políticas de proteção ambiental e cultural. Apesar de populações indígenas, afrodescendentes e quilombolas movimentarem mais de R$ 1,7 trilhão por ano na economia nacional, essas comunidades seguem sub-representadas em educação, desenvolvimento socioeconômico e espaços de poder. As atividades da Aldeia atendem em torno de 50 famílias, gerando renda e fomentando redes de solidariedade e empoderamento que demonstram como a preservação de saberes ancestrais anda lado a lado com a construção de um futuro mais justo e inclusivo. O Festival Terra Brasil, sob a curadoria de Aykrã Tupinambá — vice-presidente da Associação Indígena Tekoá Portal Tupinambá e guardiã de saberes ancestrais — utiliza as artes como potente ferramenta pedagógica e de sensibilização. Ao entender dança e música como linguagens universais repletas de valores simbólicos, narrativas históricas e saberes coletivos, o evento propõe uma imersão na pluralidade cultural brasileira: ao fim de cada turno de atividades, um grupo de dançarinos indígenas celebra o Toré, evocando ancestralidade e resistência e, ao final de cada dia uma atração indígena assume o palco, promovendo o protagonismo dos povos originários na cena musical contemporânea. Em cada dia de evento será montada uma versão pocket da Feira da Mata com 10 barracas, onde artistas indígenas poderão expor e comercializar suas criações para visitantes e público em geral. Em paralelo, oficinas de agrofloresta e compostagem, arte sustentável e reciclagem, grafismo corporal e desenho indígena apresentarão práticas milenares de cuidado ambiental e preservação de tradições, evidenciando o rico patrimônio cultural imaterial brasileiro. Já no Encontro de Líderes Indígenas do Litoral Norte Baiano, será discutida a "Importância da cultura indígena como influência para modelos de sociedades mais sustentáveis (ecologia integral)", reforçando que saberes tradicionais são ferramentas essenciais para enfrentar as crises climáticas atuais e fortalecer redes de sustentabilidade local e global, em pleno alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O Festival Terra Brasil apresentará três palestras que guiarão o público por reflexões profundas sobre a cultura originária. Em "Mulheres Indígenas _ Reveses e Vitórias", serão revisitadas trajetórias de resistência, protagonismo e cuidado, evidenciando como as mulheres lideram as aldeias e mantêm vivos os saberes ancestrais, mesmo diante de adversidades. Já "O que os contos indígenas revelam?" irá destacar o poder da oralidade para preservar narrativas de criação, transformação e cura essenciais à identidade coletiva. Por fim, "Quebrando estereótipos _ desmistificação do ser indígena" promoverá a desconstrução de visões preconcebidas, valorizando a diversidade de vozes e reafirmando o direito de cada povo originário a ser representado em sua plenitude. O Festival Terra Brasil vai além da simples celebração da herança indígena baiana ao instaurar processos de reparação simbólica e material, fortalecer a coesão comunitária e promover o desenvolvimento sustentável. Por meio de ações educativas, culturais e mercadológicas, o evento preserva conhecimentos imateriais como patrimônio coletivo, impulsiona a justiça histórica e reforça o valor epistemológico dos povos originários para as gerações futuras.
A Oficina de Agrofloresta e Compostagem promovida pela Aldeia Tekoá Tupinambá KAA não se limita a práticas agrícolas ou ambientais. Ela integra um conjunto de saberes ancestrais e modos de vida tradicionais dos povos indígenas Tupinambá, Kariri-Xocó, Fulni-ô e Fulkaxó que habitam a aldeia. A proposta conecta a produção de alimentos com a preservação da memória cultural, o bem-viver coletivo e os ritos de pertencimento ao território, fazendo parte de um processo contínuo de retomada e valorização cultural.O processo de plantio consorciado em agroflorestas, o uso de tecnologias sociais baseadas na permacultura, o respeito ao tempo da natureza e à diversidade biológica são compreendidos pela aldeia como expressões culturais que dialogam com o sagrado e com a cosmologia indígena. Esses saberes são transmitidos oralmente entre gerações e praticados de forma coletiva, com rituais, cantos, uso de ervas e culinária típica, compondo um sistema simbólico que transcende a técnica.Além disso, a oficina se insere no contexto mais amplo do Festival Terra Brasil, que tem como um de seus pilares o fortalecimento e preservação da cultura dos povos originários. A atividade proposta não apenas complementa essa linha curatorial como também promove um espaço de educação cultural, dialogando com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade sobre a relação entre cultura, natureza e território. Essa abordagem contribui para a formação de novos sujeitos culturais, sensibilizados quanto à diversidade dos modos de vida e ao respeito aos povos tradicionais.Portanto, a oficina atende aos objetivos da Lei Rouanet no que tange à valorização da cultura imaterial, da diversidade cultural e da educação patrimonial, reafirmando os direitos culturais dos povos indígenas conforme previsto nos artigos 215 e 216 da Constituição Federal. -------- A Oficina de Artesanato Sustentável e Reciclagem, proposta no âmbito do Festival Terra Brasil, é uma ação de valorização dos saberes e práticas artísticas dos povos indígenas da Aldeia Tekoá Tupinambá KAA, localizada no território tradicional da Costa dos Coqueiros, no litoral norte da Bahia. Mais do que uma atividade manual, o artesanato promovido pela Aldeia é uma linguagem estética ancestral que transmite histórias, cosmologias, pertencimento e resistências dos povos originários Tupinambá, Kariri-Xocó, Fulni-ô e Fulkaxó.A oficina combina o uso de materiais da natureza com elementos recicláveis, integrando técnicas tradicionais de trançado, pintura, escultura e aplicação de sementes, fibras e pigmentos naturais, práticas herdadas entre gerações e diretamente ligadas à cultura material e simbólica desses povos. A dimensão da sustentabilidade dialoga com os princípios indígenas de respeito à Terra e ao equilíbrio ecológico, ressignificando a prática artística como ato de resistência cultural, espiritualidade e educação ambiental.Durante a atividade, além da produção de objetos como adereços, utensílios, ornamentos e artefatos simbólicos, são compartilhadas narrativas sobre o uso sagrado dos materiais, a função ritual de certos elementos visuais e os modos de vida originários, compondo um espaço de transmissão oral, educação patrimonial e fortalecimento da identidade étnica.A oficina está, portanto, plenamente alinhada aos objetivos da Lei Rouanet, especialmente no que tange à valorização da cultura popular e tradicional, ao fortalecimento de expressões artísticas imateriais e ao direito à cultura de comunidades historicamente marginalizadas. Além disso, contribui para a formação de novos públicos, a democratização do acesso à cultura e a promoção da diversidade cultural brasileira, conforme previsto na Constituição Federal e nas diretrizes do Programa Nacional de Cultura.
1. Oficinas Temáticas (5)Oficina de Agrofloresta e CompostagemQuantidade: 1 turmaPúblico: 60 crianças/jovens de escola pública de Entre Rios/BADuração: manhã do 1º dia (01h)Especificidade: Conexão da produção de alimentos com a preservação da memória cultural, o bem-viver coletivo e os ritos de pertencimento ao território, fazendo parte de um processo contínuo de retomada e valorização cultural; Oficina de Arte Sustentável e ReciclagemQuantidade: 1 turmaPúblico: 60 crianças/jovens de escola pública de Entre Rios/BADuração: manhã do 1º dia (01h)Especificidade: Valorizar e transmitir os saberes tradicionais dos povos indígenas, por meio da produção de peças artesanais que integram técnicas ancestrais com práticas contemporâneas de reaproveitamento de materiais. Promover uma expressão artística e cultural enraizada nos modos de vida e nas estéticas próprias dos povos originários do litoral baiano. A reutilização de materiais recicláveis — como garrafas PET, tecidos, papelão, metais e embalagens — é incorporada de forma criativa à produção de artefatos que seguem a tradição indígena: colares, pulseiras, instrumentos, objetos utilitários e decorativos, entre outros.Oficina de Elaboração de Projetos CulturaisQuantidade: 1 turmaPúblico: membros e agentes culturais da Aldeia (20 pessoas)Duração: tarde do 1º dia (01h30min)Especificidade: passo a passo para elaboração de projetos e captação via leis de incentivo e editais; Oficina de Grafismo CorporalQuantidade: 1 turmaPúblico: aberto ao público da capital (20 pessoas)Duração: manhã do 2º dia (01 h30min)Especificidade: uso de pigmentos naturais; cada participante sai com pintura personalizada. Oficina de Desenho IndígenaQuantidade: 1 turmaPúblico: aberto ao público da capital (20 pessoas)Duração: manhã do 2º dia (1 h30min)Especificidade: ensinamentos sobre simbologias Tupinambá. 2. Vivências Imersivas (02) Tour pela Aldeia TekoáQuando: manhã do 1º dia (1 hora) e tarde do 1º dia (1 hora)Público Manhã: 60 crianças/jovens de escola pública de Entre Rios/BAPúblico Tarde: 40 convidados de Salvador (agentes culturais, líderes do movimento indígena, apoiadores, patrocinadores, etc)Especificidade: visita guiada às agroflorestas e espaços comunitários.Gastronomia Sustentável3. Apresentações Artísticas4 Apresentações de Dança (Toré) Quantidade: 1 Toré pela manhã e 1 Toré no final de cada dia (total de 4 rituais/dia)Especificidade: variações do Toré tupinambá; duração média de 30–45 min.Estimativa de público 1º dia: 120 pessoasEstimativa de público 2º dia: 5.000 pessoas2 Apresentações Musicais Quando: final do 1º dia e final do 2º diaEspecificidade: artistas indígenas convidados; repertório autoral e tradicional; 50 min cada.Estimativa de público 1º dia: 100 pessoasEstimativa de público 2º dia: 5.000 pessoas4. Contação de Histórias (1)Quando: manhã do 2º dia (30 min)Público: 30 pessoasEspecificidade: narração de mitos e contos tradicionais; interação com o público infantil.5. Palestras (3)“O que os contos indígenas revelam?”Quando: manhã do 2º dia (1 h)Público: 30 pessoasFoco: irá destacar o poder da oralidade para preservar narrativas de criação, transformação e cura essenciais à identidade coletiva“Mulheres indígenas – reveses e vitórias”Quando: tarde do 2º dia (1 h)Público: 30 pessoasFoco: serão revisitadas trajetórias de resistência, protagonismo e cuidado, evidenciando como as mulheres lideram as aldeias e mantêm vivos os saberes ancestrais, mesmo diante de adversidades. “Quebrando estereótipos”Quando: tarde do 2º dia (1 h)Público: 30 pessoasFoco: promoverá a desconstrução de visões preconcebidas, valorizando a diversidade de vozes e reafirmando o direito de cada povo originário a ser representado em sua plenitude.5. Feira Expositiva (2)Pocket Feira da MataPúblico 1º dia: 120 pessoasPúblico 2º dia: aberto ao público, estimativa de 5 mil pessoasQuando: tarde do 1º dia (durante 3 horas) na Aldeia + manhã e tarde do 2º dia (durante 6 horas) em SalvadorEspecificidade: 10 barracas de artesanato; comercialização de produtos e exposição de artefatos; dirigido por artesãos Tupinambá.6. Encontro de Líderes Indígenas (1)Quando: tarde do 2º dia (01 hora)Público: 60 pessoasEspecificidade: mesa temática com representantes de diversas tribos; será discutida a “Importância da cultura indígena como influência para modelos de sociedades mais sustentáveis (ecologia integral)”, reforçando que saberes tradicionais são ferramentas essenciais para enfrentar as crises climáticas atuais e fortalecer redes de sustentabilidade local e global, em pleno alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. *As Oficinas e Palestras em Salvador estão previstas para acontecer no Museu Neoenergia ou no Espaço Xisto Bahia.**Os custos de alimentação e transporte para a participação das crianças e os convidados na Aldeia estão previstos no orçamento do projeto.***Os custos de transporte para a participação dos profissionais indígenas nas atividades em Salvador/BA estão previstos no orçamento do projeto.
O projeto incorpora medidas práticas para garantir acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência em todas as etapas. As atividades do Festival Terra Brasil serão realizadas em espaços com estrutura acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Está prevista a presença de intérprete de Libras em oficinas, palestras e apresentações, além de materiais de apoio com linguagem clara e alternativa. Nas divulgações audiovisuais, serão utilizadas legendas e audiodescrição sempre que possível. Além disso, haverá momentos de escuta com pessoas com deficiência para ajustar as ações às suas reais necessidades. A comunicação do projeto será planejada com atenção à acessibilidade visual, buscando contemplar diferentes públicos. A comunicação do projeto também foi pensada com cuidado: as artes de divulgação utilizarão contrastes acessíveis para pessoas com baixa visão, respeitando critérios de legibilidade. O projeto entende a acessibilidade como um compromisso contínuo, parte da construção de um ambiente cultural verdadeiramente inclusivo, onde todas as presenças possam se expressar e participar plenamente.
Todas as atividades formativas têm inscrições abertas ao público geral e acontecem em dois municípios baianos — Salvador e Entre Rios — o que contribui para descentralizar os circuitos culturais e ampliar o impacto social. As apresentações em Salvador serão realizadas em praça pública, no Centro Histórico, fortalecendo o comércio local e alcançando diretamente os mais de 2.000 moradores da região. As atividades do projeto serão registradas e publicadas parcialmente ou em sua totalidade nas redes sociais do Festival.
A Giro Produções (proponente) realizará todas as atividades referentes à concepção e elaboração do projeto, produção executiva, técnica e logística do Festival. Eva Passos (Co-Fundadora e CEO) Comunicóloga, formada em Publicidade e Propaganda, possui 19 anos no mercado de Live Marketing e Eventos Corporativos. É co-fundadora e CEO da Giro Produções de Eventos, que atua no Nordeste há 10 anos, realizando projetos e execuções de diversos portes, gerando experiências únicas entre o público e a marca. Inovadora por natureza, Eva traz sua visão criativa para cada projeto, agregando valor e autenticidade em todas as suas realizações. Taiana Veloso (Co-Fundadora e CEO) Formada em Relações Públicas, atua no mercado de Eventos Corporativos e Live Marketing há 20 anos. É co-fundadora e CEO da Giro Produções de Eventos, que atua no nordeste há 10 anos, trabalhando de forma responsável e estratégica para entregar os melhores resultados para seus clientes. Realizando grandes momentos com experiências marcantes para as empresas e clientes, que se propõe a trabalhar. É apaixonada pelo que faz, espalha entusiasmo e boas energias por onde passa! Nara Gea - Produtora executiva Executiva com ampla experiência em gestão em grandes eventos, incluindo as Cerimônias de Abertura e Encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Especialista na concepção, planejamento e execução de projetos globais, desde a criação e desenvolvimento até orçamentação, captação de recursos e entrega final. Experiência sólida na construção de relacionamentos, engajamento de stakeholders nacionais e internacionais e comunicação estratégica. Forte atuação na estruturação e gestão de operações, administração, pessoal, marketing e comunicação, assegurando eficiência dos processos e performance orientada a resultados. Desde 2024 atuando como produtora executiva e consultora em eventos da Giro Produções. Fluente em inglês. Italiano e espanhol avançados. Francês e Libras básico. Ícaro Palmeira - Produtor Cultural Comunicólogo e Produtor Cultural graduado pela UFBA e pós-graduando em ESG pela Faculdade Metropolitana. Possui 10 anos de atuação nos campos da comunicação e cultura, com experiência em gestão de projetos culturais e audiovisuais, captação de recursos, execução e prestação de contas. Atuou no setor público, privado e terceiro setor, sendo também parecerista técnico em comissões de editais culturais e esportivos. Atualmente está como Consultor de Produção em Cultura na Giro Produções, ampliando e desenvolvendo estrategicamente os projetos da empresa com foco em impacto e transformação social por meio da cultura. Aykrã Tupinambá - curadoria e palestrante - Coordenadora Geral do Movimento Indígena do Sudoeste da Bahia - Vice-presidente da Associação Indígena Tekoá Portal Tupinambá Aykrã fez parte do movimento de retomada Tupinambá em Massarandupió, Entre Rios/BA desde o início da constrituição da Associação Indígena Tekoá Tupinambá. Participou do processo de retomada e auto demarcação de sua aldeia e está inserida nas lutas em defesa dos povos originários e dos direitos humanos. É suplente no conselho Gestor da APA Litoral Norte e colaboradora da "Feira Afro Mulher" realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania e a Coordenadoria de Igualdade e Direitos e Combate à Discriminação de Camaçari. Goby Boré - palestrante É Bacharel em Teologia, graduado em Filosofia e especializado em Parapsicologia (CLAP/SP), Conselheiro da APA - Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte / INEMA e do CONDEMA - Conselho de Meio Ambiente do Município de Entre Rios, ponto focal do Diálogo Intercultural (política sobre direitos dos povos originários e afrodescendentes na América Latina e Caribe) do programa MAB da Unesco na rede IberoMAB.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.