Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 254388Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Marés de saberes: Mulheres das águas de Salinópolis-Pará

INSTITUTO PE N ARTE
Solicitado
R$ 788,5 mil
Aprovado
R$ 788,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de capacitação e treinamento de pessoa
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
PA
Município
Salinópolis
Início
2026-03-03
Término
2027-03-15
Locais de realização (1)
Salinópolis Pará

Resumo

O projeto Marés de Saberes: Mulheres das Águas de Salinópolis valoriza as pescadoras artesanais e marisqueiras de Salinópolis-PA por meio de oficinas de fotografia e audiovisual, produção de um minidocumentário, exposições fotográficas itinerantes, mostra audiovisual comunitária e rodas de conversa nas comunidades. Os produtos culturais visam registrar e difundir os saberes tradicionais dessas mulheres, fortalecendo sua visibilidade e reconhecimento como agentes fundamentais da cultura costeira e da pesca artesanal.

Sinopse

1. Oficinas de Fotografia e Audiovisual Resumo: Oficinas formativas voltadas para pescadoras artesanais e marisqueiras de Salinópolis, com enfoque no registro do cotidiano, saberes tradicionais e territórios das mulheres das águas. As atividades promoverão autonomia expressiva e valorização da cultura local, utilizando câmeras e celulares.Classificação Indicativa: Livre. 2. Minidocumentário "Marés de Saberes" Resumo: Produção audiovisual com duração média de 20 minutos, retratando as trajetórias, saberes, lutas e cotidianos das mulheres pescadoras e marisqueiras do litoral de Salinópolis. O documentário será exibido em mostra comunitária e distribuído gratuitamente. Terá acessibilidade com legendas descritivas, Libras e audiodescrição.Classificação Indicativa: Livre. 3. Exposição Fotográfica Itinerante Resumo: Exposição com curadoria colaborativa composta por fotografias feitas durante as oficinas, registros autorais da proponente e retratos das mulheres participantes em suas práticas cotidianas. A exposição circulará em escolas, centros culturais e praças públicas. Será acessível com textos em Braille, QR Codes com audiodescrição e intérprete de Libras em aberturas.Classificação Indicativa: Livre. 4. Mostra Audiovisual Comunitária Resumo: Evento aberto com exibição do minidocumentário e de outras produções audiovisuais relacionadas à pesca artesanal, protagonismo feminino e cultura costeira. A mostra será seguida de rodas de conversa com participação das mulheres retratadas, convidados locais e público geral.Classificação Indicativa: Livre. 5. Rodas de Conversa nas Comunidades Resumo: Atividades presenciais para troca de saberes e diálogo entre pescadoras, marisqueiras, juventude local e público externo. Serão abordados temas como direitos, cultura tradicional, enfrentamento à invisibilidade e empoderamento feminino. As rodas ocorrerão junto às exibições e oficinas.Classificação Indicativa: Livre. 6. Catálogo Digital e Publicação Fotográfica Resumo: Catálogo em formato PDF com registro das oficinas, imagens da exposição, textos autorais e depoimentos das participantes. Será disponibilizado online e compartilhado com escolas, universidades e entidades culturais.Classificação Indicativa: Livre.

Objetivos

O projeto Marés de Saberes: Mulheres das Águas de Salinópolis tem como objetivo central valorizar, registrar e difundir os saberes tradicionais das pescadoras artesanais e marisqueiras do município de Salinópolis, no litoral nordeste do Pará. Essas mulheres são protagonistas de um modo de vida costeiro ancestral, ligado à pesca artesanal, à coleta de mariscos e à preservação dos ecossistemas marinhos. No entanto, enfrentam invisibilidade social, desigualdade de gênero e a crescente ameaça das mudanças climáticas e do avanço do turismo predatório sobre os territórios costeiros. O projeto parte do reconhecimento da importância cultural, social, econômica e ambiental das práticas dessas mulheres, buscando fortalecer sua visibilidade por meio de produtos culturais que promovam sua voz e sua imagem como guardiãs da cultura marítima amazônica. Nesse contexto, os objetivos do projeto se desdobram nos seguintes eixos: Objetivo Geral: Valorizar e divulgar os saberes tradicionais e o protagonismo das pescadoras artesanais e marisqueiras de Salinópolis-PA por meio de ações culturais, educativas e artísticas que envolvam fotografia, audiovisual, rodas de conversa e exposição pública, culminando na apresentação dos resultados em âmbito nacional e internacional, incluindo a COP30 _ Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a ser realizada em Belém do Pará, em 2025.OBJETIVOS ESPECÍFICOS E PRODUTOS CULTURAISO projeto Marés de Saberes: Mulheres das Águas de Salinópolis prevê a realização de cinco produtos culturais principais, com foco na valorização, registro e difusão dos saberes das pescadoras artesanais e marisqueiras de Salinópolis (PA). Cada produto corresponde a um objetivo específico detalhado abaixo:1. CATÁLOGO FÍSICO E DIGITAL (PERIÓDICO / CATÁLOGO / CARTILHA / PROGRAMA)Objetivo:Produzir e distribuir um catálogo bilíngue (português e inglês), em formato físico e digital, contendo fotografias autorais, relatos, frases e textos produzidos a partir das entrevistas com as pescadoras e marisqueiras. O catálogo também trará informações sobre o contexto socioambiental da pesca artesanal, mapas das comunidades envolvidas, trechos de depoimentos e QR Codes com links para o minidocumentário e conteúdos extras acessíveis.Especificações técnicas:Tamanho: 40x60 cmCores: 4x4 cores (CMYK)Impressão: foto em pvcTiragem: 500 exemplares impressos + versão em PDF para livre acesso onlineAcessibilidade: Fonte ampliada e linguagem simples2. OFICINAS DE ARTES VISUAIS (CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - ARTES VISUAIS)Objetivo:Realizar duas oficinas presenciais com duração de 20 horas cada, voltadas para mulheres e jovens das comunidades pesqueiras. As oficinas terão caráter formativo, participativo e educativo, estimulando o protagonismo cultural e o fortalecimento da identidade local.a) Oficina de Fotografia Participativa:Conteúdo: Introdução à linguagem fotográfica, uso da câmera e do celular como ferramenta de expressão, retrato e autorretrato, ética na fotografia comunitária, composição e luz natural.Produto final: Ensaios fotográficos produzidos pelas participantes, que poderão integrar a exposição e o catálogo.b) Oficina de Audiovisual Comunitário:Conteúdo: Fundamentos da linguagem audiovisual, roteiro documental, captação de som e imagem com celular, entrevistas, ética e representatividade, noções básicas de edição.Produto final: Pequenos vídeos comunitários e trechos usados no minidocumentário.3. MINIDOCUMENTÁRIO (OBRA AUDIOVISUAL - DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM)Objetivo:Produzir um documentário curta-metragem, com duração de 15 minutos, no gênero documentário e finalização em resolução Full HD (1080p). O filme será legendado em português e contará com audiodescrição para garantir a acessibilidade.Conteúdo abordado:O filme registrará o cotidiano das marisqueiras e pescadoras, suas técnicas tradicionais de pesca e coleta, conhecimentos sobre o manguezal, o mar e os ciclos das marés. Também trará reflexões sobre os desafios enfrentados frente à crise climática, a invisibilidade social e o turismo predatório. O filme será disponibilizado gratuitamente online e apresentado em eventos como a COP30, em Belém do Pará (2025).4. EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA ITINERANTEObjetivo:Montar e circular uma exposição fotográfica itinerante, composta por retratos autorais, registros do cotidiano, frases e saberes das mulheres da pesca artesanal. A exposição será adaptável a diferentes espaços (salas, praças e eventos comunitários) e circulará por pelo menos cinco localidades, incluindo:Praças públicasEscolas municipaisCentros culturaisFeiras de economia solidáriaEvento COP30Especificações:Número de obras: 30 fotografiasImpressão em lona ou papel fotográfico Exposição acessível: com textos em fonte ampliada, leitura simples, e QR Codes com áudio e vídeo explicativo5. MOSTRA AUDIOVISUAL COMUNITÁRIA + RODAS DE CONVERSAObjetivo:Realizar uma mostra audiovisual comunitária aberta ao público, com a exibição do minidocumentário produzido e de outras obras de curta-metragem que dialoguem com os temas do projeto.Obras exibidas (seleção preliminar):O minidocumentário Marés de SaberesCurtas sobre pesca artesanal, mulheres da Amazônia e territórios costeiros (a definir em curadoria)A mostra será acompanhada por rodas de conversa temáticas, com os seguintes conteúdos:Saberes e práticas das mulheres da pesca artesanalDireitos das trabalhadoras das águas e políticas públicasCultura costeira como patrimônio imaterialImpactos ambientais e mudanças climáticas nos territórios pesqueirosTurismo predatório x turismo de base comunitáriaPapel das mulheres na sustentabilidade da Amazônia AtlânticaParticipantes das rodas:Mulheres protagonistasConvidadas (pesquisadoras, artistas, educadoras)Gestores públicos locaisEstudantes e jovens da comunidadeObservação Final:Além desses cinco produtos principais, o projeto poderá gerar materiais digitais complementares (vídeos curtos, posts educativos e bastidores), utilizados em redes sociais e plataformas de difusão cultural, ampliando o alcance da proposta e promovendo a valorização contínua das mulheres das águas de Salinópolis.

Justificativa

O projeto Marés de Saberes: Mulheres das Águas de Salinópolis propõe ações de registro, valorização e difusão da cultura tradicional das pescadoras artesanais e marisqueiras do município de Salinópolis, no litoral amazônico do Pará. Trata-se de uma iniciativa de relevância cultural, social e ambiental, voltada à preservação de saberes ancestrais, à promoção da igualdade de gênero e ao fortalecimento da identidade costeira amazônica por meio da arte e da educação patrimonial. Contudo, a realização de um projeto com esta abrangência territorial e impacto sociocultural demanda recursos financeiros significativos, especialmente considerando os custos com produção audiovisual, oficinas, exposições itinerantes, acessibilidade, circulação e difusão dos produtos culturais. As comunidades envolvidas vivem em contextos de vulnerabilidade socioeconômica, com acesso limitado a equipamentos culturais, fomento público e apoio institucional. Portanto, a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (Lei Rouanet) torna-se essencial para garantir a viabilidade técnica, ética e social desta proposta. Enquadramento no Art. 1º da Lei nº 8.313/91 O projeto se enquadra nos incisos I, II e X do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, conforme descrito abaixo: Inciso I _ Estímulo à produção cultural independente: o projeto promove a produção artística e audiovisual independente com foco na memória e nos saberes das comunidades pesqueiras tradicionais do Pará, especialmente das mulheres. Inciso II _ Proteção e valorização da expressão cultural dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira: a proposta valoriza os modos de vida tradicionais costeiros, contribuindo para a preservação da diversidade cultural amazônica e das expressões populares femininas. Inciso X _ Apoio às manifestações culturais das populações indígenas, afro-brasileiras e de outros grupos étnicos e suas expressões tradicionais: o projeto contempla o patrimônio imaterial de comunidades pesqueiras amazônicas com forte ancestralidade afro-indígena e práticas culturais próprias ligadas ao mar, ao mangue e à mariscagem. Contribuição para os Objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91 O projeto contribui diretamente para o cumprimento dos seguintes objetivos estabelecidos no Art. 3º da Lei nº 8.313/91: Inciso I _ Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais: o projeto promove o acesso gratuito à produção cultural por meio de oficinas, exposições públicas, rodas de conversa e difusão digital. Inciso II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais: a iniciativa ocorre no interior da Amazônia paraense, valorizando os saberes, linguagens e protagonistas locais. Inciso III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira e seus respectivos criadores: o projeto destaca a cultura das mulheres pescadoras e marisqueiras, grupo historicamente invisibilizado nas políticas culturais nacionais. Inciso VI _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional: o projeto documenta e protege saberes tradicionais ameaçados, reafirmando sua importância como patrimônio vivo da cultura nacional. Inciso IX _ Estimular o conhecimento dos bens e valores culturais: a proposta fomenta o conhecimento sobre a pesca artesanal, a mariscagem e os territórios tradicionais costeiros, especialmente entre o público jovem, em escolas e espaços públicos. Inciso X _ Desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos: ao propor a apresentação dos resultados na COP30 (Belém/2025), o projeto reforça o diálogo entre culturas e posiciona os saberes tradicionais como parte das soluções globais para o enfrentamento da crise climática. Portanto, o uso do Mecanismo de Incentivo à Cultura é justificado pela capacidade do projeto de cumprir os objetivos fundamentais da Lei nº 8.313/91, contribuindo para democratizar o acesso à cultura, fortalecer a produção cultural regional e garantir a preservação da memória social e ambiental das comunidades tradicionais costeiras. Trata-se de uma ação transformadora, com forte impacto social, educativo e simbólico, que só poderá alcançar seu pleno potencial com o apoio do incentivo fiscal à cultura.

Estratégia de execução

O projeto Marés de Saberes: Mulheres das Águas de Salinópolis possui um caráter inovador ao integrar cultura, memória e sustentabilidade, fortalecendo a identidade de um segmento tradicionalmente marginalizado, as pescadoras artesanais e marisqueiras, que são pilares da economia e da cultura local. Além de valorizar os saberes ancestrais, o projeto tem um forte impacto social, ao fomentar a autoestima e a autonomia dessas mulheres, ampliando sua visibilidade e protagonismo dentro das comunidades e no cenário cultural regional e nacional. Destaca-se também o compromisso com a acessibilidade, garantindo que os produtos culturais sejam acessíveis a públicos diversos, incluindo pessoas com deficiência visual e auditiva, por meio de legendas, audiodescrição e intérpretes de Libras, ampliando o alcance e a inclusão social. O projeto promoverá uma articulação significativa com instituições educacionais e culturais locais, como escolas públicas e centros comunitários, fortalecendo redes de cooperação que potencializam o legado cultural e educativo da iniciativa. Esta articulação também assegura a continuidade dos impactos após o término do projeto. Outro ponto importante é a escolha por tecnologias e materiais sustentáveis para a realização das exposições e oficinas, alinhando a proposta com práticas ambientais responsáveis, imprescindíveis diante do contexto das mudanças climáticas e da preservação dos ecossistemas costeiros. Ademais, o projeto prevê a formação de um acervo digital colaborativo, que funcionará como um repositório vivo dos saberes e narrativas das mulheres das águas, possibilitando o acesso ampliado a pesquisadores, estudantes e público em geral, além de garantir a preservação cultural a longo prazo. Por fim, esta proposta reforça a relevância da cultura enquanto instrumento de resistência e desenvolvimento territorial, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas voltadas para populações tradicionais e para a promoção da diversidade cultural no Pará e no Brasil.

Especificação técnica

1.Oficinas de Fotografia e Audiovisual Duração: 5 encontros de 4 horas cada (20 horas totais) Público-alvo: Mulheres pescadoras e marisqueiras (até 20 participantes por turma) Material didático: Câmeras fotográficas, celulares, projetor, telas, impressões fotográficas, cadernos, canetas, materiais recicláveis para construção de câmeras escuras Metodologia: Aulas práticas e dialogadas, com abordagem popular e inclusiva. Técnicas básicas de fotografia, enquadramento, luz natural, captação de som e vídeo com celular. Utilização da pedagogia do olhar e da escuta. Projeto pedagógico: Valoriza o protagonismo das participantes como produtoras de imagens. Oficinas pensadas a partir da realidade das comunidades pesqueiras, com respeito à oralidade, aos saberes tradicionais e ao tempo das participantes. 2. Minidocumentário "Marés de Saberes" Duração: 20 minutos Formato: Vídeo digital Full HD (1920x1080), estéreo, formato MP4 Conteúdo: Entrevistas, imagens do cotidiano das marisqueiras, cenas captadas nas oficinas, trilha sonora original ou livre de direitos Acessibilidade: Legenda descritiva, audiodescrição e tradução em Libras Classificação indicativa: Livre Distribuição: Gratuita via internet (YouTube, redes sociais), exibições presenciais e envio para entidades culturais 3. Exposição Fotográfica Itinerante Formato: 20 a 30 fotografias em tamanho 30x45cm, impressas em papel fotográfico fosco e montadas em suporte MDF com moldura leve Elementos de apoio: Banners com textos explicativos, mini biografias das participantes, QR Codes com audiodescrição, cartelas em Braille Estrutura itinerante: Cavaletes desmontáveis, lona para cobertura, iluminação simples com refletores LED quando necessário Duração da montagem: 1 dia Circulação: 3 a 5 espaços comunitários e escolares em Salinópolis e entorno Acessibilidade: Braille, audiodescrição, visitas mediadas com intérprete de Libras 4. Mostra Audiovisual Comunitária Duração: 1 a 2 dias de exibição Conteúdo: Minidocumentário do projeto e filmes de curta duração relacionados à cultura da pesca artesanal e ao protagonismo feminino na Amazônia Local: Espaços comunitários, escolas ou praças (estrutura adaptável) Equipamentos: Tela de projeção, projetor Full HD, caixas de som, cadeiras, microfones, cobertura (tenda) Mediação: Roda de conversa após exibição com as protagonistas e convidadas locais Acessibilidade: Legendas, Libras, audiodescrição 5. Rodas de Conversa nas Comunidades Formato: Encontros presenciais com média de 2 horas de duração Temas abordados: Cultura pesqueira, invisibilidade do trabalho das mulheres, sustentabilidade, identidade, juventude e memória Metodologia: Participativa, circular, com escuta ativa, acolhimento e protagonismo das mulheres Materiais: Círculo de cadeiras, caderno de registros, gravador de áudio, cartazes e materiais de apoio visual Mediadoras: Fotógrafa indígena e pesquisadoras convidadas Acessibilidade: Intérprete de Libras, mediação adaptada à linguagem simples 6. Catálogo Digital e Publicação Fotográfica Formato: PDF digital (horizontal), 30 a 40 páginas Conteúdo: Fotografias da exposição, bastidores das oficinas, textos introdutórios, depoimentos das participantes, mapa afetivo das comunidades Design: Visual limpo, tipografia acessível, contraste adequado, QR Codes com audiodescrição Distribuição: Gratuita via link de acesso, enviada a instituições educacionais e culturais, disponível no site/redes sociais do projeto Acessibilidade: Versão em PDF acessível (Leitor de tela), trechos com áudio e vídeo complementares

Acessibilidade

ACESSIBILIDADE O projeto Marés de Saberes: Mulheres das Águas de Salinópolis tem como princípio norteador a democratização do acesso à cultura, garantindo que todas as ações previstas sejam planejadas e executadas com critérios de acessibilidade física e de conteúdo, em conformidade com as diretrizes de inclusão previstas na legislação vigente (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – Lei nº 13.146/2015). Acessibilidade Física As oficinas, exposições e rodas de conversa ocorrerão em espaços públicos previamente mapeados e adaptados, garantindo: Acesso por rampas ou pisos nivelados, para facilitar o deslocamento de pessoas com mobilidade reduzida ou usuárias de cadeira de rodas. Banheiros acessíveis, com barras de apoio e portas adaptadas. Sinalização visual adequada e em altura acessível. Sempre que possível, os locais contarão com piso tátil, facilitando a navegação de pessoas com deficiência visual. Os organizadores estarão atentos à lotação e mobilidade interna dos espaços, mantendo corredores livres e adequados ao deslocamento seguro. Será promovido transporte adaptado ou auxílio ao deslocamento de pessoas com deficiência, mediante demanda prévia nas ações comunitárias. Acessibilidade de Conteúdo Com o objetivo de tornar os produtos culturais acessíveis a pessoas com deficiência sensorial e intelectual, o projeto prevê: Intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em todas as rodas de conversa, oficinas públicas e nas exibições da Mostra Audiovisual Comunitária. Audiodescrição do minidocumentário e das principais fotografias da exposição itinerante, com roteiros específicos desenvolvidos para possibilitar o acesso de pessoas com deficiência visual. Legendas descritivas em todas as produções audiovisuais (minidocumentário, teasers e vídeos curtos), incluindo identificação de falas, ruídos e sons ambientes. Material de divulgação com versão em Braille (folders, cartazes principais e textos curtos explicativos da exposição). Visitas sensoriais guiadas durante as exposições fotográficas, especialmente voltadas a pessoas com deficiência visual, com descrição tátil de molduras e áudio explicativo. Áudio-guia acessível da exposição e das oficinas principais, disponível online e em formato digital gratuito. As ações também serão documentadas com tradução em Libras para disponibilização em plataformas online acessíveis. Todas essas medidas serão aplicadas ao longo das etapas de pré-produção, produção e circulação, assegurando que a proposta cultural contemple a pluralidade de públicos e promova a inclusão efetiva de pessoas com deficiência nos processos de fruição, participação e protagonismo cultural.

Democratização do acesso

O projeto Marés de Saberes: Mulheres das Águas de Salinópolis será totalmente gratuito ao público em todas as suas etapas, com distribuição livre dos produtos culturais e ações planejadas para garantir ampla circulação e acesso democrático à proposta, especialmente entre comunidades tradicionais e populações em situação de vulnerabilidade social. Distribuição dos Produtos: O minidocumentário será disponibilizado gratuitamente nas redes sociais, plataformas de vídeo (como YouTube) e através de pen drives distribuídos em associações comunitárias, escolas públicas e instituições culturais da região do Salgado Paraense. As exposições fotográficas itinerantes percorrerão escolas, praças, centros comunitários e espaços culturais do município e da região, sempre com entrada gratuita e estrutura acessível. Os materiais gráficos e educativos serão distribuídos em formato físico (incluindo versões em braille) e digital (PDF com leitura acessível). As obras audiovisuais e fotográficas também serão cedidas para uso não-comercial por coletivos culturais, universidades e iniciativas de educação patrimonial. Outras Medidas de Ampliação de Acesso Realização de oficinas paralelas gratuitas de iniciação à fotografia e ao audiovisual, voltadas especialmente para mulheres, juventudes e pessoas com deficiência da zona costeira. Ensaio aberto e visita guiada com mediação cultural durante a montagem da exposição, promovendo o diálogo entre público, equipe técnica e participantes do projeto. Rodas de conversa com pescadoras e marisqueiras durante as aberturas da mostra, aproximando o público dos saberes e experiências das protagonistas. Transmissão pela internet das rodas de conversa e sessões da mostra audiovisual, com intérprete de Libras e legendas, garantindo o acesso remoto e inclusivo. Criação de uma página digital do projeto, com acervo online de fotografias, vídeos, relatos e materiais educativos acessíveis, promovendo o acesso contínuo ao conteúdo. Todas essas medidas visam descentralizar o acesso à cultura, valorizar os territórios tradicionais e democratizar a fruição dos bens culturais produzidos, respeitando os princípios da cidadania cultural, da inclusão e da equidade regional.

Ficha técnica

1. Jamili dos Santos Corrêa – Coordenação geral, fotografia e mediaçãoFotógrafa documental, graduanda em Turismo pela UFPA. Atua com registro de comunidades tradicionais e indígenas na Amazônia. Idealizadora dos projetos Retomada Audiovisual Turiwara e Olhares do Mar. Já realizou exposições em Salinópolis e participou de eventos como o V Encontro de Antropologia Visual da Amazônia e o Congresso Internacional de Direitos Humanos da Amazônia. 2. (Proponente -Dirigente) -Produtor Executivo - Martha Vieira Brito – Produção executiva e gestão financeiraResponsável pela coordenação administrativa, contratação da equipe, gestão orçamentária e cronograma geral. A produtura tem experiência em projetos de incentivados à cultura (Premiada na Lei Paulo Gustavo 2023 e Aldir Blanc 2024) e atuação com cultura popular no município. Graduada em Letras e História/UFPA, possui certificação de agente cultural UFPA, possui curso de Acessibilidade Cultural, experiência em Gestão de Conselhos(10anos). Cursando MBA em Políticas Públicas . 3. Educador(a) Audiovisual Lara Byanca Negrão– Facilitação das oficinas e produção do minidocumentárioProfissional com experiência em formação audiovisual com jovens e adultos, especialmente em contextos populares ou tradicionais. Atuará na formação técnica básica das participantes e no apoio à captação e edição das imagens do documentário. 4. Designer gráfico e editor(a) Francisco Segundo– Curadoria da exposição e diagramaçãoResponsável pela edição das fotografias, identidade visual do projeto, materiais gráficos acessíveis e catálogo digital da exposição. 5. Intérprete de Libras e acessibilidade Laurena do Socorro Dias– Tradução e adaptação dos conteúdosResponsável por assegurar a tradução em Libras das rodas de conversa e conteúdos audiovisuais, além da orientação para a acessibilidade em eventos e produtos culturais (legendagem, audiodescrição). 6. Assistente de Produção Local – Isabel Preto Borges Apoio comunitário e logísticoPessoa residente em Salinópolis que auxiliará nas articulações com as comunidades pesqueiras, montagem das exposições e organização das oficinas.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.