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O projeto visa realizar a 1ª edição da Mostra Cultural RODA (Reencontro das Oratórias Descentralizadas e Afro-brasileiras), onde a música preta brasileira nos convida a mergulhar na produção intelectual de povos tradicionais conhecendo sua ciência, filosofia, arte e literatura. O objetivo é fazer daquele que foi o maior porto receptor de africanos do mundo, o Rio de Janeiro, uma referência em resgate e preservação de memória da população afrobrasileira, uma vez que a cidade é conhecida por seu grande potencial de influência comportamental e culturalComo isso acontece? O projeto realiza uma pesquisa com um núcleo próprio e parceiros, que mapeia culturas ancestrais e tendências culturais de impacto regenerativo. Essa pesquisa em uma residência artistica que recebe jovens de 5 estados distintos do Brasil para um intercâmbio cultural onde recebem um curso de formação e se apresentam na RODA a mostra cultural que divulga a pesquisa através de paninéis, palestras, exposições e muita música
"Sua Cultura é o seu sistema imunológico" 1. PESQUISA: Relatório de Impacto Regenerativo: - Pesquisa coordenada pelo nosso núcleo de pesquisa em parceria com diversos parceiros, que mapeia culturas ancestrais e tendências impacto regenerativo, com objetivo de criar um banco de publicações que visa a proteção de conhecimentos ancestrais e suas aplicabilidades. Isso gera:.Compartilhamento de informação: a pesquisa é amplamente divulgada na Mostra Cultural RODA nos painéis e rodas de debates que tomam forma de podcast ao vivo;.Premiação: O Prêmio RODA destaca as 10 empresas que mais investem em sustentabilidade e seus impactos; .Enciclopédia: Um banco de dados científicos com conhecimentos indígenas e afro brasileiros. 2. RESIDÊNCIA ARTÍSTICA A Residência acontece na cidade do Rio que reúne 10 artistas negros e indígenas de cinco estados diferentes do país para um intercâmbio cultural, onde os jovens trocam saberes sobre culturas locais. Ao longo da residência os artistas recebem uma série de aulas e mentorias que os prepara para uma grande batalha em formato de Xirê e defendem seus respectivos estados, premiando 1º, 2º e 3º lugar.Os artistas são convidados a mergulhar na história do país a partir da perspectiva do povo negro através da música e para enriquecer o repertório da batalha que será de conhecimento. Eles terão ainda, momentos em estúdio, aulas de percussão, preparação vocal e fonoaudiológico, noções de gerenciamento artístico e de carreira e educação financeira.Os residentes recebem bolsa de estudos, e despesas com alimentação e deslocamento pagos pelo projeto. 3. RODA A RODA é um elemento central na cultura afrobrasileira, presente nos rituais de socialização e aprendizado, ela é um espaço onde as tradições e os conhecimentos ancestrais são transmitidos e celebrados. Para os povos afrodiaspóricos ela representa a ideia de continuidade, um ciclo que nos mantém em constante conexão com a nossa ancestralidade. Ao mesmo tempo em que ela pode estabelecer uma estrutura hierárquica ela também institui participações tão igualitárias quanto acolhedoras. O evento que propõe um renascimento cultural a partir de narrativas descentralizadas é realizado ao longo de 3 dias e tem a expectativa de reunir 30 mil pessoas. A mostra cultural é a ampliação e o compartilhamento em massa de todo o trabalho feito ao longo do ano. Aqui as pesquisas tomam formas entre os painéis apresentados, premiação das empresas que mais investiram em sustentabilidade, o pré lançamento da enciclopédia e cursos que são ampliados. Tudo isso com muita música e arte. Se negros e indígenas consomem menos cultura em museus, por considerarem tais aparelhos culturais hostis e não verem sua história nas telas contadas por seus pares. O projeto traz o museu para dentro do evento transformando-o em uma verdadeira galeria de arte, onde os galpões da mostra reúnem uma exposição de obras de artistas afro brasileiros e indígenas que compõem a cenografia. As artes posteriormente serão doadas para exposições permanentes dos Museus da Cidade do Rio de Janeiro, com objetivo de atrair a população negra para aparelhos culturais.Os painéis em formato de podcast ao vivo são mais do que um momento de co-criação entre os crias, autoridades e grandes personalidades juntos criando futuros possíveis e regenerativos. Apresentado ao vivo pelos podcasters mais relevantes do país, o projeto traz convidados que abordam assuntos como sustentabilidade, cultura, educação, música, literatura, ciência, cinema, moda e é uma conversa aberta, mas o convidado principal é o público. São 12 rodas distribuídas pelos 3 dias de reencontro que trazem personalidades chaves que geram insights com referências culturais para pensarmos tendências para o futuro. O propósito de descentralizar conversas importantes sobre impacto e cultura regenerativa e como isso afeta cada um de nós.A noite encerra com muita música. O palco abre caminho traz artistas consagrados e seus convidados para os quais de alguma maneira os veteranos abriram caminhos. 4. EDUCAÇÃO: Os módulos da Residência Artística de História do Brasil e os Painéis da Mostra Cultural são transformados em conteúdo online e todo conteúdo educacional é oferecido de maneira gratuita, garantindo a ampliação nacional e o acesso à informação com classificação livre, disponível em nossa plataforma e redes sociais. Todo o conteúdo da plataforma conta com legenda e tradução em LIBRAS. Além das ações paralelas previstas para acontecerem em toda a região da Pequena África nos museus com aulas oferecidas durante a mostra e a grauitade para alunos da rede municipal do Rio de Janeiro das favelas cariocas.
Objetivos Gerais: A música para o povo negro é a mais rica tecnologia de resgate e preservação de memória e é ela quem vai nos guiar ao reencontro com a nossa lieteratura, arte, ciência e nos conectar a nossa ancestralidade, o objetivo do projeto é a partir da música negra transformar a cidade em uma referência de resgate e preservação de memória do povo afrobrasileiro, trazendo povos tradicionais para o centro de debate de construção de futuros inclusivos e regenerativos, apresentando-os como povos produtores de cultura e intelectualidade. Objetivos específicos: 1. Pesquisa RIR - Relatório de Impacto Regenerativo: Levantamentos, estudos, mapeamentos e pesquisas na área da cultura e impacto socioambiental. Realizar a pesquisa que gera os temas trazidos para os cursos oferecidos, painéis e podcast ao vivo eventos culturais e é transformado em um relatório publicado em nossa plataforma com objetivo de: 1.1 Resgate e preservação de memória da população negra e indígena através da música, literatura e patrimônios culturais imateriais; 1.2 Proteção de Conhecimentos Tradicionais: Registro de Práticas Sustentáveis para criar bancos de dados e publicações que documentem conhecimentos ambientais ancestrais; 1.3 Monitoramento anual do impacto das culturas adotadas pelas empresas no meio amebiente e a criação do ranking das dez empresas brasileiras que adotam a cartilha do Impacto Regenerativo e seus resultados sociais, ambientais e financeiros; 2. Residência Artística: Realizar uma residência artística com jovens negros, indígenas e periféricos, oferecendo curso de história do Brasil a partir da perspectiva negra, promovendo a formação artística e cultural com bolsa de estudos, deslocamento e hospedagens, com o foco em: 2.1 Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; 2.2 Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; 2.3 Prepará-los a batalha em formato de Xirê que será um espetáculos musical no festival RODA, onde concorrem à prêmios de 1º, 2º e 3º lugar; 3. RODA: Reencontro das Oratórias Descentralizadas e Afrobrasileiras: Realizar o evento cultural de três dias, onde a música negra nos convida para mergulhar na memória dos Povos Tradicionais e conhecer sua cultura, literatura e ciência mapeando culturas descentralizadas de impacto regenerativo, executando: Painéis educativos, Entrevistas em formato de podcast ao vivo com participação ativa do público, Exposições de artistas negros e indígenas, Shows e Batalhas de rima em formato de xirê dos alunos que participaram da residência e constróem no festival sua primeira experiência artística com um grande público, tudo isso em consonância com: 3.1 Distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos para alunos da rede pública de ensino das Favelas do Rio de Janeiro 3.2 Realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e ciência 3.3 Expectativa de público de 30 mil pessoas presenciais por ano 4. Educação - Cursos Gratuitos: Oferecer cursos gratuitos online e presencias. Todos os cursos presenciais que oferecem limitação de vagas por questões de logísticas dos espaços físicos, são também oferecidos de maneira online, garantindo um alcance nacional na difusão de narrativas descentralizadas que constroem o país; 4.1 instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura 5. CASA CARIOCA - Casa Afrobrasileira do RIO de Culturas Ancestrais: Levantar recursos transformar a plataforma CASA CARIOCA em um Centro de Laboratório, Exposição cultural e Pesquisa de cultura e ensino trabalhando o desenvolvimento territorial da Pequena África, que tem o objetivo de: 5.1 Contribuir para a preservação e proteção do patrimônio cultural e histórico brasileiro; 5.2 Criar uma rede entre aparelhos culturais da Pequena África para promoção de eventos culturais que trabalhem para resgatar, preservar e manter viva a memória da cultura afrobrasileira e sua contribuição não só cultural, como também intelectual e na ciência.
O que a RODA faz é seguir os conselhos de Dom Filó "difundir narrativas". O funk virou febre no Rio, em meio a ditadura e a porta de entrada dele no Brasil não foi por meio de uma estratégia de Marketing e vendas da indústria fonográfica, que sabotava toda e qualquer produção preta. Ele entrou pelos fundos, pelos subúrbios, favelas e bailes funks de quadra esportiva e isso é uma total quebra de paradigmas, porque até então era a juventude classe média da Zona Sul do Rio que estava acostumada a importar tendências internacionais e implementar na cultura local. Nos anos 70 Dom Filó visita o clube Astoria onde aconteciam os primeiros bailes para levar o evento para o clube Renascença, mas Filó sentia falta de uma coisa, a Consciência Negra. Filó então juntou a proposta do baile com a consciência negra e fez nasceu um novo formato de bailes cariocas, que seria um sucesso chegando a reunir mais de um milhão e meio de pessoas todos os fins de semana. Na época as favelas de Vila Isabel, Salgueiro e Mangueira sofriam com a doença de Chagas , então o papel era conscientizar à população pobre que morava em casas de pau a pique onde o barbeiro - inseto que transmite a doença, se istalava. Para isso convidava os jovens das comunidades para palestras no Renascença. Como estratégia para atrair a garotada , anunciava que os papos seriam seguidos de festas animadas por determinado estilo de música, o "som preto"Daí surgiu a ideia de se criar um baile que, além da diversão, transmitisse discernimento para a rapaziada, com roda de debates e exibição de filmes no início da festa. Consciência e entretenimento parecia o casamento perfeito. Mc Não é BandidoDom Filó é considerado o primeiro Mc carioca, até então os bailes aconteciam com os DJ's tocando de costas para o público e sem qualquer interação. Dom Filó mudou isso não só ao discotecar de frente para público, mas também pegando o microfone vez ou outra para passar abordar assuntos como estudos, família, drogas e violência, para conscientizar os jovens.Já nos anos 90 uma onda de violência, brigas e arrastões acontecem no Rio e começam a surgir os bailes de corredor. É quando o DJ Raphael Grand Master, da Equipe Furacão 2000, decide que o funk precisa de letras em português e coloca em prática a ideia de começar entre o público dos bailes uma batalha de rimas, assim nascem os Raps de consciência, as músicas falam para o público como se comportar nas festas, como o Rap do Festival de Danda e Taffarel. E o público passa a ver nisso uma oportunidade de contar sua história e o que acontece com o nosso povo nas favelas e subúrbio carioca, surgindo letras de denúncias e reivindicações como Rap das Montagens ou História do Funk do MC Galo, onde ele faz menção à chacina que ocorreu na Favela de Vigário Geral, em 21 de Agosto de 1993, quando a polícia entrou atirando para vingar um amigo de trabalho morto por traficantes e acabou por matar 21 pessoas inocentes.Com as músicas em português passando uma mensagem ao público, as briga nos bailes acabam provando como diz Mãe Paulinha que: "A fala é um ebó poderoso, não é, minha filha?"Em 2026 o que nasceu como um coletivo na Favela da Maré completa 10 anos, de lá pra cá o projeto conquistou o Prêmio Territórios Sociais pela Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, Premio Ubuntu, reconhecido com a Moção Honrosa pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O projeto nasceu da inspiração da publicitária Rachel Xexeu em Dom Filó e João Kalunga, seu pai, que na favela de Manguinhos onde nasceu e cresceu realizou os primeiros bailes para conscientizar a população através da música como Dom Filó já fazia pela cidade carioca nos anos 70.A partir desse legado, o projeto renascido na Favela da Maré faz com que jovens registrem na música a realidade de seus territórios e compartilhem vivências e conhecimentos. O projeto que se especializou em pesquisa de narrativas negras através da música ao longo dos anos se deu conta de que existe uma outra história do Brasil, que ao contrário do que dizem, pode ser contada a partir de vozes negras, sem se fazer refém da memória de que narrativas coloniais, criando a partir dai seu núcleo de pesquisa Observatório de Povos de Terreiro.Acessar essa memória negra através da música significa acessar conhecimentos que são válidos para toda humanidade.O projeto propõe-se a realizar uma mostra cultural de grande impacto social, educativo e simbólico, com ações de formação, difusão e valorização de saberes tradicionais afro-brasileiros e indígenas, articulando música, arte e práticas regenerativas. O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é essencial para viabilizar financeiramente a execução de um projeto acessível, que contempla públicos historicamente excluídos dos circuitos formais da cultura, garantindo democratização de acesso, diversidade de narrativas e inclusão social.A proposta se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91:Inciso I _ Contribuir para facilitar o acesso da população aos bens culturais;Inciso II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;Inciso III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira;Inciso V _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e do pluralismo cultural;Inciso IX _ Estimular o conhecimento dos bens e valores culturais.Os objetivos do Art. 3º que serão alcançados incluem:Inciso I _ Apoiar e estimular a produção cultural e artística;Inciso III _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira;Inciso V, alínea "c" _ Incentivar o desenvolvimento de atividades culturais voltadas para o resgate da memória, produção e difusão de bens culturais;Inciso VII _ Apoiar atividades culturais que promovam a inclusão social e o fortalecimento da identidade cultural brasileira.O projeto RODA, ao reunir ações educativas, ações afirmativas, valorização da diversidade, conteúdos acessíveis e distribuição gratuita, responde diretamente aos princípios da Lei Rouanet e reafirma a importância da política pública de fomento cultural como ferramenta de justiça social, ambiental e simbólica.
Tudo começou em Manguinhos. Inspirada em seu pai, João Kalunga, como é conhecido na Favela de Manguinhos, onde o militante pelo Movimento Negro, nasceu e cresceu, a publicitária Rachel Xexeu criou em 2016 a Casa Funk na Favela da Maré, com o objetivo de conscientizar através da música negra em um movimento de aquilombamento como seu pai fazia nos primeiros bailes realizados por ele nas favelas cariocas, inspirado esse em Dom Filó. A cultura e a música negra, salvaram a vida de João, o mantiveram consciente sobre a sua negritude, o empoderaram para acreditar que pode ser o que quiser ser, foi suporte a sua saúde mental para atravessar o período de miséria e fome e o manteve longe do envolvimento com a criminalidade ofertada a jovens negros. Um dos pilares da plataforma é fazer pelos filhos das mulheres negras o que a música preta fez pelo filho da curandeira Dona Geny. Conectar-se com a cultura e saberes ancestrais através da música. Hoje a Casa Funk dá mais um importante passo e se transforma na CASA CARIOCA Egbe Xexeu na tradução livre do Iorubá para o Português Brasileiro, significa família livre. Somos uma plataforma de criação de projetos descentralizados que projetam o futuro a partir das narrativas afrobrasileiras mapeando práticas culturais regenerativas de impacto. Nascida em 2016 na Favela da Maré como coletivo trabalhamos há 9 anos narrativas e territórios através da inteligência cultural. A cidade do Rio de Janeiro é considerada a capital cultural do Brasil. A recente pesquisa Cultura nas Capitais de 2024, identificou que a cidade maravilhosa é a que mais consome cultura no país e é também a que mais exporta cultura brasileira para outros países. Mas um ponto chama atenção, a cultura consumida no Rio de Janeiro não é uma cultura que vem de fora, o Rio se alimenta da própria cultura, ou seja, ele produz cultura, consome e exporta. Além de ser uma cidade que cria tendências culturais de consumo, existe um fato histórico que sustenta toda essa cadeia criativa. A cidade é historicamente relevante não só por ter sido a casa da corte portuguesa, mas também por ter sido a maior cidade escravagista do planeta. O Cais do Valongo, Patrimônio Cultural da Humanidade foi o maior porto do mundo recebendo africanos dos mais variados países do continente. O historiador e professor Carlos Eugênio aponta que entre os horários de 12h e 14h da tarde, não se ouviam línguas européias na cidade, apenas línguas africanas. O Rio de Janeiro do século XIX é uma cidade africana, principalmente na região que era o Porto do Cais do Valongo, e por isso conhecida hoje como Pequena África, e o espaço urbano permite que a compra de alforrias se desse de forma mais rápida em comparação ao espaço rural, com isso temos um número significativo de população negra livre no Rio. Mas o que isso tudo tem a ver com cultura? Apesar do epistemicídio e embranquecimento da cidade o Rio de Janeiro continua sendo uma cidade culturalmente africana, não coincidentemente os gêneros musicais que o país mais exporta internacionalmente são gêneros negros cariocas, sendo eles o samba, o funk e a bossa nova, onde a última teve seu progenitor Johnny Alf apagado da história por ser negro e gay. A Egbe Xexeu é a perspectiva do negro livre resgatando e preservando memórias e culturas de impacto regenerativo a partr da música negra que nos leva à literatura, arte, ciência, nos conecta uns com os outros e com a nossa ancestralidade permitindo uma melhor compreensão do passado e projeções para o futuro.
RESIDÊNCIA ARTÍSTICA: Residência para 10 jovens de 5 estados diferentes do país: Módulo I - Direito à Memória . Narrativas e Territórios através da música Módulo II: Música e Negócio . Noções de Direito do Entretenimento . Gerenciamento Artístico e de Carreira . Educação Financeira Pessoal e Para Negócios Módulo III: O XIRÊ . Canto, preparação vocal e fonoaudiologia. Do tambor ao tamborzão Cada um dos 10 artistas selecionados recebe: . Bolsa de Estudos no valor de R$ 1.500,00 . Passagens aéreas e deslocamentos _____________________________________________ PESQUISA: Report de cultura de Impacto Regenerativo: A Pesquisa anual é publicada em formato de revista online em nossa plataforma com acesso gratúito para todos previamente ao festival introduzindo os temas que serão vistos nos paineis. Expectativa de alcance: 10k em impressões totais estimadas; _____________________________________________ MOSTRA CULTURAL RODA: Evento/ Programação: . Exposição de Arte: 5 artistas negros e indígenas de 5 estados diferentes do Brasil transformam os Galpões em um museu. . Batalha em formato de Xirê da Residência Artística entre 10 artistas de 5 estados diferentes; . Painéis: Aulas abertas sobre práticas de culturas regenerativas descentralizadas de impacto que acontecem no evento e nos Museus ao redor, totalizando 20 aulas abertas; . PodCast ao Vivo: Os Podcasters mais relevantes do país abrem uma roda de conversa com embaixadores, autoridades, marcas e o convidado especial, o público. Ao todo são 12 podcasts ao vivo . Shows: Apresentações de artistas; . Expectativa de Público: 30 mil pessoas presenciais, onde 10% são gratuidade; . Classificação: 16 anos; . Duração: 3 dias. _____________________________________________ CURSO ONLINE: Curso online com os módulos I e II da Residência Artística e Painéis da Mostra Cultural RODA. Expectativa de alcance: 120k em impressões totais estimadas; Classificação: 16 anos Duração: 30 dias
Acessibilidade Física e de Conteúdo:O projeto está comprometido com a inclusão plena de todas as pessoas, em especial aquelas com deficiência, mobilidade reduzida ou com necessidades específicas de acesso à informação. A proposta adota critérios de acessibilidade universal, alinhados com as normas da ABNT NBR 9050, assegurando não apenas o acesso físico, mas também a compreensão e participação efetiva de todos os públicos em todas as etapas e atividades do projeto. 1. Acessibilidade FísicaA estrutura do projeto será pensada desde a concepção com foco na inclusão e adequação dos espaços. Todos os locais que receberão atividades da programação — como a residência artística, as áreas de convivência, os espaços dos painéis, exposição, palco e salas de oficina — contarão com os seguintes recursos: . Rampas de acesso com inclinação adequada em todas as áreas de circulação; . Banheiros adaptados para cadeirantes, com barras de apoio, portas largas e sinalização tátil; . Assentos e camas adaptadas para pessoas obesas ou com mobilidade reduzida nas áreas de hospedagem e descanso; . Corredores com largura ampliada, possibilitando a circulação segura de cadeiras de rodas e andadores; . Pisos táteis e sinalização tátil de ambientes, para orientação de pessoas com deficiência visual; . Reservas de espaço para cadeiras de rodas e acompanhantes em plateias e auditórios; . Transporte acessível para os artistas residentes e equipe com deficiência, durante deslocamentos previstos no cronograma. 2. Acessibilidade de ConteúdoA proposta pedagógica e artística do projeto RODA considera a acessibilidade como parte indissociável da experiência cultural, prevendo recursos que possibilitem o acesso ao conteúdo intelectual, simbólico e artístico para pessoas com diferentes tipos de deficiência. Estão previstas as seguintes ações: Intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais): Presente em todas as rodas de conversa, apresentações artísticas, painéis de podcast ao vivo e durante a abertura e encerramento do evento. A interpretação será feita por profissionais qualificados, garantindo a compreensão por parte da comunidade surda. Audiodescrição: Aplicada em peças audiovisuais (como vídeos de divulgação, podcasts gravados, vídeos dos bailes e painéis), possibilitando a compreensão por parte de pessoas cegas ou com baixa visão. A audiodescrição será inserida em vídeos do site e das redes sociais, bem como nas versões gravadas dos painéis. Legendas Descritivas: Todas as peças audiovisuais produzidas pelo projeto contarão com legendas descritivas, que incluirão a identificação de sons ambientes, música, ruídos, tom de voz e emoções, garantindo a inclusão de pessoas com deficiência auditiva não fluentemente bilíngues em Libras.
O projeto compreende a democratização do acesso como um compromisso central com a inclusão, diversidade e descentralização cultural. Ainda que o festival tenha acesso mediante venda de ingressos, a proposta contempla um conjunto robusto de ações afirmativas, com foco na ampliação do acesso a públicos em situação de vulnerabilidade social, na gratuidade das ações formativas e na disponibilização nacional de conteúdos por meio digital. 1. Acesso Gratuito para Escolas PúblicasEmbora o acesso ao festival RODA se dê por meio de bilheteria, a proposta cultural prevê a reserva de cotas de gratuidade para estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro, especialmente da rede estadual e municipal. Esses ingressos serão disponibilizados mediante articulação com Secretarias de Educação e projetos sociais parceiros, garantindo o acesso de jovens e adolescentes ao evento, priorizando moradores de favelas e periferias urbanas. Além disso, serão organizadas visitas educativas guiadas para turmas escolares à exposição de obras de arte negra e indígena, com mediação cultural e material de apoio pedagógico. 2. Ações Formativas 100% GratuitasTodas as ações formativas do projeto, incluindo a residência artística para jovens artistas negros, indígenas e periféricos, são inteiramente gratuitas para os participantes selecionados, com oferta de: Bolsa de estudos Passagens e transporte Hospedagem Acessibilidade plena (física e de conteúdo) Materiais didáticos e mentorias especializadas Além da residência, o projeto contempla a realização de oficinas abertas e atividades paralelas durante o evento, também com acesso gratuito ao público mediante inscrição, com prioridade para comunidades tradicionais, coletivos culturais e jovens de baixa renda. 3. Cursos Presenciais que Viram Cursos OnlineA proposta prevê que todo o conteúdo formativo oferecido será gravado, editado e transformado em cursos online gratuitos, ampliando o alcance nacional da formação oferecida. Esses cursos serão disponibilizados em plataformas digitais de livre acesso, incluindo: Site oficial do projeto Canal no YouTube Redes sociais (Instagram e TikTok) 4. Transmissão Online e Acessibilidade DigitalTodos os painéis em formato de podcast ao vivo realizados durante o festival serão gravados e transmitidos gratuitamente pela internet, com recursos de acessibilidade (legendas, Libras e audiodescrição). As gravações ficarão disponíveis no site e nas redes sociais do projeto, democratizando o acesso ao conteúdo de alto valor cultural e educativo, inclusive para quem está fora do eixo Sudeste ou em regiões de difícil acesso a equipamentos culturais. 5. Critérios de Equidade no Acesso5 seleção para a residência artística valoriza critérios de equidade, com prioridade para: Jovens negros, indígenas, trans, periféricos e quilombolas Participantes das regiões Norte e Nordeste Moradores de favelas e comunidades com menor acesso à cultura formal Esses critérios reforçam o compromisso do projeto com a redistribuição de oportunidades e com a visibilidade de narrativas silenciadas.
Sobre a Egbe Xexeu Cultura: Em 2026 a Egbe Xexeu completa 10 anos, nascida como coletivo na Favela da Maré, no Rio de Janeiro a iniciativa tomou forma e tornou-se uma empresa reconehcida com o Prêmio Territórios Sociais da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, Prêmio Luiza Mahin do Festival Ubuntu e uma Moção Honrosa pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Além dos trabalhos autorais como Favela Bass, Casa Funk e Baile da Encruza, realizamos também Incubação de projetos como Samba de Dodô, Fruta do Pé e Observatório de Povos de Terreiro, além de os Serviços de Brading, Inteligência Cultura, Comunicação e Produção para marcas como Ambev, Batekoo, ArtRua, Carnaval Oficial do Rio. Rachel Xexeu Publicitária com 15 anos de experiência na área da Comunicação, Xexeu teve seu início em 2010 no Canal Woohoo como Mídia. Desde então vem construindo sua carreira de maneira sólida no mercado onde entram para o seu currículo experiências com Rede Globo, Ambev, Heineken, BATEKOO, Afropunk Nova Iorque, Carnaval Oficial do Rio de Janeiro, ArtRua a internacional agência de publicidade Droga 5 entre outros. Conquistas feitas a partir de conhecimentos adquiridos com sua formação acadêmica em Publicidade e Propaganda, especialização em Planejamento Estratégico na Miami Ad School, Criação e Gestão de Mega Eventos na ESPM-SP e Brading na Laje. Pesquisadora de Filosofias Africanas e Narrativas afro-referenciadas, com especialização em Filosofia Africana pela UFRJ, em 2016 fundou a Egbe Xexeu na Favela da Maré, que na tradução livre do Yoruba para o Português Brasileiro significa família livre, com ela Rachel desenvolve pesquisas voltadas para direitos dos povos tradicionais, preservação e sustentabilidade, relação dos povos de terreiro com o meio ambiente, impacto socioambiental na vida da população negra, a favelização do território negro e o racismo ambiental, resgate e preservação de memória através da música negra. Cynthia Koya Doutora Honoris Causa, fundadora do Observatório de Povos de Terreiro, jurista, Pesquisadora de Gênero em Raça, especialista em Direito das religiões de matriz africana, Direito do Entretenimento, Família e Tributário. Nana Raíza Nana Raiza atua há uma década na Indústria Cultural, e vem acumulando uma experiência 360 na produção de seus projetos. Sua construção de carreira tem início na produção teatral, onde participou de diversas montagens de peças e shows, além da produção de eventos. No campo audiovisual, contribuiu para comerciais, filmes e séries, colaborando com renomadas produtoras em projetos para marcas como Apple, Loreal, Samsung e Claro. Se destacando entre elas, as produções do filme Sérgio da Netflix, o reality show The Amazing Race T32 daCBS e a série Arcanjo Renegado T1 da Globoplay. Além das expeciências de produção audiovisual para canais brasileiros e internacionais, Nana se dedica à produção de eventos culturais voltados para o resgate de memória e cultura preta. Victor Cantuaria Estrategista de conteúdo e influência, com experiência em planejamento estratégico, pesquisa qualitativa e produção cultural. Vivência em comunicação digital, creator economy e campanhas de impacto. Expertise em Desk Research, diagnósticos, entrevistas em profundidade, benchmarking, curadoria de especialistas e processos de co-criação. Competência no desenvolvimento de conceitos, roteiros e consultorias para eventos, palestras e campanhas. Experiência com marcas como Zero-Cal com a qual pleiteou o Prêmio Publicitário Top Of Mind, Beats e Levi’s BR, unindo inovação, criatividade e impacto cultural em estratégias de comunicação. Integra grupos de pesquisa na UFRJ voltados à cultura popular e juventude negra LGBTI+, com ênfase na cultura funk, e possui um processo de Doutorado Honoris Causa em pleito pelo Programa de Pós-Graduação em Música. Graduando em Dança pela UFRJ (conclusão em julho/2025) e formação em Empreendedorismo e Gestão de Empresas. Samyra Torquilho Samyra Torquilho é formada em Moda e possui MBA em Marketing, com 13 anos de experiência profissional e uma trajetória sólida no mercado de branding e marketing. Com 7 anos de atuação no setor da moda e 6 anos como gerente de projetos, lidera equipes responsáveis por conteúdo e marketing de influência. Ao longo de sua carreira atendeu grandes clientes como Google, Budweiser, Natura Musical, Ambev, Nestlé, Visa e Grupo RD Saúde, consolidando-se como uma profissional estratégica e com visão integrada em construção de comunidades para marcas e branding.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.