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O Festival da Consciência Negra em Cristais pretende executar um evento cultural gratuito que será realizado em dois dias consecutivos. A proposta visa valorizar as manifestações culturais afro-brasileiras e promover a reflexão sobre identidade, ancestralidade e enfrentamento do racismo estrutural por meio da arte e da formação crítica.
O Festival da Consciência Negra em Cristais é um evento cultural gratuito com dois dias de programação voltada à valorização da cultura afro-brasileira. Realizado na Praça da Matriz, o projeto inclui apresentações musicais, rodas de capoeira e samba, contações de histórias, oficinas, feira de empreendedores negros e mostra gastronômica. Também serão realizadas rodas de conversa e mesas de debate com lideranças negras. O festival promove o protagonismo da população negra no território, incentiva o enfrentamento ao racismo e integra o calendário cultural do município.
OBJETIVO GERALRealizar o Festival da Consciência Negra em Cristais, com dois dias de programação gratuita voltada à valorização da cultura afro-brasileira, promoção do protagonismo negro e enfrentamento ao racismo por meio da arte, do debate público e da ocupação dos espaços coletivos.OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Promover pelo menos 8 apresentações artísticas com foco em manifestações culturais negras, como capoeira, samba de roda, música e contação de histórias.- Realizar 4 oficinas temáticas e vivências voltadas à identidade e ancestralidade afro-brasileira.- Organizar uma feira com empreendedores negros da cidade e região, estimulando a economia criativa e o fortalecimento de redes produtivas negras.- Oferecer uma mostra gastronômica com foco na culinária afro-brasileira tradicional e contemporânea.- Desenvolver pelo menos 2 rodas de conversa e mesas de debate sobre questões raciais, políticas públicas e saberes ancestrais, com participação de lideranças negras.- Ampliar o acesso à cultura para públicos diversos, com atenção especial à juventude negra e às famílias do território.- Inserir o festival como parte do calendário cultural do município, promovendo sua continuidade como política pública de memória e valorização da cultura negra.OBJETIVOS QUALITATIVOS_ Valorizar e visibilizar as manifestações artísticas e culturais de matriz africana e afro-brasileira, reconhecendo sua centralidade na construção da identidade cultural do Brasil e de Cristais._ Promover o protagonismo negro no campo cultural, por meio da ocupação de espaços públicos por artistas, produtores, educadores, empreendedores e lideranças negras do município e região._ Fortalecer a autoestima, o pertencimento e os vínculos comunitários da população negra, especialmente entre jovens e crianças, ao proporcionar referências positivas de identidade racial._ Estimular a escuta, o diálogo e a troca de saberes entre diferentes gerações negras e não negras, fomentando a construção coletiva de memória, respeito e valorização da diversidade._ Contribuir para a formação de uma consciência crítica sobre as desigualdades raciais e o racismo estrutural, por meio de rodas de conversa, oficinas e mesas de debate que promovam a educação antirracista._ Integrar o campo da cultura à luta por justiça social, tornando o festival um espaço de celebração e articulação política por meio da arte e do pensamento negro._ Fortalecer redes produtivas negras e impulsionar a economia criativa no território, promovendo a circulação de bens, serviços e saberes desenvolvidos por empreendedores e coletivos negros._ Estimular a criação de políticas públicas de cultura com recorte racial e territorial, consolidando o festival como parte do calendário institucional do município de Cristais._ Criar um ambiente seguro, acolhedor e acessível, que celebre a cultura negra em todas as suas expressões, com respeito à ancestralidade e abertura ao contemporâneo.
Cristais, município do centro-oeste mineiro, possui uma formação histórica marcada pela religiosidade popular, pelo trabalho coletivo e pela construção de uma identidade comunitária enraizada no interior de Minas Gerais. Como em tantas cidades brasileiras, a presença e o protagonismo da população negra na formação do território são evidentes, ainda que historicamente invisibilizados nos espaços oficiais de memória e representação. O Festival da Consciência Negra em Cristais surge como resposta a essa lacuna e como instrumento de valorização da cultura afro-brasileira, da memória ancestral e da luta contra o racismo estrutural.Celebrado em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra não é apenas uma data simbólica, mas uma oportunidade concreta de construir ações afirmativas, educativas e coletivas que ampliem o acesso à arte, estimulem o pertencimento racial e promovam o reconhecimento da diversidade cultural brasileira. Em um município com forte presença de comunidades negras e quilombolas no entorno, mas com baixa oferta de políticas culturais voltadas a essa população, o festival representa um gesto de reparação simbólica e de valorização identitária.Ao reunir apresentações artísticas, oficinas, contações de histórias, rodas de capoeira, samba de roda, mostra gastronômica e feira de empreendedores negros, o projeto articula saberes tradicionais, arte contemporânea e práticas de resistência. As rodas de conversa e mesas de debate acrescentam uma dimensão formativa e crítica à programação, contribuindo para a construção de uma consciência antirracista que vá além da celebração pontual.O festival também promove o fortalecimento da economia criativa negra, a ocupação simbólica do espaço público por corpos e vozes historicamente marginalizados e a criação de experiências estéticas e afetivas voltadas para o reconhecimento da beleza, da dignidade e da potência da cultura negra. A ação pretende se consolidar como um marco anual no calendário cultural de Cristais, contribuindo não apenas para o fortalecimento da política cultural local, mas também para a construção de uma cidade mais justa, plural e antirracista.
IMPACTOS ESPERADOSA realização do Festival da Consciência Negra em Cristais trará efeitos concretos e duradouros para a vida cultural, social e econômica do município. No campo cultural, o projeto amplia o acesso da população a manifestações artísticas de matriz africana e afro-brasileira, com destaque para a presença de artistas negros, grupos tradicionais e ações educativas que valorizam a diversidade como parte essencial do patrimônio imaterial brasileiro. A programação artística e formativa contribui para enriquecer o repertório coletivo e consolidar uma política cultural voltada à pluralidade.No aspecto social, o festival promove o fortalecimento do pertencimento e da autoestima da população negra local, especialmente de crianças e jovens, ao oferecer referências positivas de identidade, ancestralidade e resistência. As rodas de conversa, oficinas e contações de histórias favorecem o desenvolvimento do pensamento crítico e da consciência racial, criando um ambiente propício ao diálogo, à valorização da diversidade e à construção de relações comunitárias mais respeitosas e igualitárias.Do ponto de vista econômico, o evento estimula a economia criativa da cidade por meio da contratação de artistas, técnicos, produtores e prestadores de serviço locais. A feira de empreendedores negros e a mostra gastronômica fortalecem negócios liderados por pessoas negras, ampliando sua visibilidade e gerando oportunidades reais de geração de renda, circulação de produtos culturais e consolidação de redes de apoio entre profissionais autônomos.Além disso, o festival contribui para a transformação da paisagem urbana e da dinâmica do espaço público, convertendo a Praça da Matriz em um local de encontro, celebração e partilha de saberes. Ao promover a presença ativa da população negra no centro da vida cultural do município, o projeto reposiciona o imaginário coletivo em relação às referências raciais, gera impacto na formação de novas memórias e cria uma experiência coletiva baseada no reconhecimento, no respeito e na convivência
Apresentações musicais: Pelo menos 4 shows com artistas negros locais e regionais, de estilos variados como samba, rap, MPB e música de matriz africana. Serão realizados no palco principal, com estrutura de som e iluminação adequadas.Apresentações teatrais (adulto e infantil): Pelo menos 2 espetáculos teatrais com temáticas relacionadas à cultura afro-brasileira, com sessões para o público adulto e infantil em diferentes horários da programação.Roda de capoeira e samba de roda: Manifestações tradicionais afro-brasileiras apresentadas por grupos culturais da região, com vivência e interação com o público.Contações de histórias afro-brasileiras: Narrativas voltadas ao público infantil, com foco em mitos, lendas e personagens da tradição oral africana e afro-brasileira, apresentadas por educadores e artistas negros.Oficinas temáticas: Oferecer pelo menos 6 oficinas culturais em áreas como turbantes, penteados afros, dança, percussão, capoeira e moda afro-brasileira. Serão realizadas em tendas específicas durante os dois dias de evento.Feira de empreendedores negros: Espaço para exposição e comercialização de produtos de moda, gastronomia, cosmética, artesanato, literatura e outros setores criativos, com empreendedores negros do município e região.Mostra gastronômica afro-brasileira: Área de alimentação dedicada à culinária afro-brasileira, com pratos típicos e regionais, preparados por cozinheiras e coletivos negros locais.Rodas de conversa: Encontros abertos com artistas, educadores e lideranças comunitárias negras locais e regionais, tratando de temas como identidade, juventude negra, educação e território.Mesas de debate: Espaços de formação e escuta com intelectuais, ativistas, lideranças e convidados externos para aprofundar discussões sobre racismo estrutural, políticas de igualdade racial e cultura negra.
Em conformidade com o Art. 27 da IN nº 11/2024, o Festival da Consciência Negra adotará medidas de acessibilidade arquitetônica, comunicacional e atitudinal.Acessibilidade arquitetônica: A estrutura do evento será montada na Praça da Matriz, espaço público plano e acessível. Será reservada uma área específica próxima ao palco para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, com visão frontal para as apresentações. Rampas de acesso, circulação livre e banheiros químicos adaptados também serão incluídos no planejamento físico do evento.Acessibilidade comunicacional: Todas as peças de divulgação do festival, físicas e digitais, serão produzidas com linguagem acessível, fonte ampliada e contraste adequado. Publicações em redes sociais incluirão texto alternativo (alt text) em imagens e descrições objetivas. As principais atividades do palco e os debates contarão com a presença de intérpretes de Libras, garantindo o acesso de pessoas surdas ao conteúdo do evento.Acessibilidade atitudinal: Toda a equipe do projeto será orientada a adotar práticas de acolhimento e respeito à diversidade, com atenção especial ao atendimento de pessoas com deficiência. A produção local contará com pessoas treinadas para oferecer suporte, promovendo um ambiente de inclusão e participação segura para todos os públicos.
O Festival da Consciência Negra em Cristais será inteiramente gratuito e realizado em espaço público central, garantindo ampla acessibilidade territorial à população do município. A escolha do local permite que moradores de diferentes bairros, zonas rurais e comunidades próximas possam participar do evento com facilidade, inclusive aqueles com menor acesso a bens culturais.A programação do festival é pensada para atender a públicos diversos, contemplando todas as faixas etárias e diferentes níveis de escolaridade. Oficinas, contações de histórias e apresentações infantis dialogam com o público escolar e familiar; rodas de conversa e mesas de debate abrem espaço para escuta e participação de jovens, educadores e lideranças locais; e as apresentações culturais, a feira e a mostra gastronômica atraem o público geral, promovendo fruição artística e convivência comunitária.As ações de comunicação utilizarão linguagem acessível, com materiais visuais simples, publicações em redes sociais com linguagem direta e cartazes distribuídos em pontos estratégicos da cidade. Haverá, ainda, ações específicas para alcançar o público que não acessa redes sociais, como parcerias com escolas, rádios locais e lideranças comunitárias.A proposta também inclui medidas de acessibilidade física e comunicacional, como área reservada para pessoas com mobilidade reduzida, banheiros químicos acessíveis e presença de intérprete de Libras nas atividades formativas e nos momentos principais do palco. O projeto parte do princípio de que a cultura é um direito e, por isso, todas as decisões são orientadas para garantir que ninguém fique de fora.
Coordenador Geral e Financeiro:Jomar Teodoro Gontijo - Mestre em Educação Cultura e Organizações Sociais pela Universidadedo Estado de Minas Gerais (2007), Engenheiro em Telecomunicações e Eletrônica pela Fundação Instituto Nacional deTelecomunicações (1995), licenciado em Filosofia (2020) atualmente é presidente e professor do Grupo Educação, Ética eCidadania. Possui ainda especialização na área de Filosofia, com ênfase ética(1997), Informática na Educação(1999) e Fontesalternativas de energia na área de engenharia(2012). Tem interesse nas áreas de desenvolvimento sustentável - ecônomico,ambiental e social - Inovação e Políticas Públicas - Educação e Ética.Produtor Executivo:Elisabeth Tavares Souza - Consultora e Auditora Pública, Especialista em Planejamento Estratégico deProjetos, Especialista em Gestão do Terceiro Setor, Especialista em Políticas Públicas, Escritora, Gestora Cultural e Turística,Palestrante, Capacitadora, Cantora Lírica, Coordenadora do FANI - Festival de Arte Negra de Itapecerica, 4 edições, Coordenadorado FELITA - Festival LIterário de Itapecerica - 5 edições, Coordenadora da 1ª Mostra de Afroempreendedorismo Criativo da RegiãoCentro-Oeste, Coordenadora do Projeto Sírius - Tecnologia e Empreendedorismo.Curador:Natália Tavares Souza - Advogada, Produtora Cultural, Parecerista de Projetos Governamentais, Produtora do FANI -Festival de Arte Negra de Itapecerica, 4 edições, Produtora do FELITA - Festival LIterário de Itapecerica - 5 edições, ProdutoraCultural da 1ª Mostra de Afroempreendedorismo Criativo da Região Centro-Oeste.Produtor Artístico:Cristiene Marques Lisboa - Produtora Executiva Cultural do IGEPP - Instituto de Gestão Pública e Projetos,Produtora Cultural e Turística de Projetos da Secult/MG, Ex Diretora de Eventos da Secretaria de Turismo e Cultura de Itapecerica.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.