Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O Projeto visa a pesquisa, o registro e catalogação dos fazeres e das formas de expressão cultural das comunidades indígenas e quilombolas do Vale da Ribeira, estado de São Paulo.
Contrapartida: A Palestra de contrapartida que marca o lançamento do site para veiculação da pesquisa e registros terá como tema a presença indigena e quilombola no vale da ribeira e sua importância para a cultura nacional.
Objetivo Geral Realizar, pesquisa, registro e catalogação dos modos de fazer e de expressao cultural das comunidades indígenas e quilombolas do Vale da Ribeira, territórios extremamente negligenciados, representando a região de menor IDH do estado. Objetivo específico Promover pesquisa, incluindo visistas, entrevistas e registros fotográficos e audiovisuais das aldeias; de forma a que possamos fazer uma compilação salvaguardando com registros documentais os modos de expressão artistica e cultural dos povos indigenas e quilombolsas na região do vale da Ribeira. O material será disponibilizado para pesquisa pública, gratuitamente, digitalmente, via site e redes sociais criados para este fim a partir deste projeto. Como contrapartida faremos uma palestra sobre "a presença indigena e quilombola no vale da ribeira e sua importância para a cultura nacional", a palestra terá a duração de 45 minutos, online, gratuita, com a presença de convidados.
A região denominada Vale do Ribeira é composta por 23 municípios no lado paulista e é reconhecida como a região mais pobre do Estado de São Paulo. Em média, conforme dados do IBGE/2022, o percentual de ocupação em trabalho é de 23,82%, o que evidencia a negligência e o descuido com a região. O início da colonização da região se deu pelo litoral da Baixada da Ribeira, que era ocupada tradicionalmente por índios seminomades que se dedicavam à caça, pesca e cultiro da mandioca. A partir do movimento colonizador iniciou-se a procura por metais preciosos. A partir do século XVII, iniciou-se uma ocupação mais intensa do interior em busca do ouro. A partir desse movimento começou a colonização nas margens do rio Ribeira do Iguape, surgindo as primeiras cidades de Sete Barras, Juquiá, Ribeira, Jacupiranga e Eldorado. A região sobrevive com poucas indústrias de grande porte, tendo a região sobrevivido muito mais por pequenos negócios e produção agrícola de médio porte merecendo destaque, as culturas da banana e da tangerina e as atividades pecuárias de rebanhos bovino e bubalino, que se encontram em expansão, atingindo, ambos, cifra próxima de 230 mil cabeças. As culturas temporárias de tomate e milho são as mais expressivas e concentram-se na área serrana. Entre as culturas permanentes, merece destaque a tangerina, marcadamente presente na área serrana e ao longo da rodovia BR-116, onde também se destacam as culturas de banana, caqui e maracujá. Talvez tal condição econômica esteja relacionada à grande parte de preservação de recursos naturais. A região é repleta de unidades de conservação ambiental, com matas preservadas o que inclusive é reconhecido pelos organismos internacionais. Em seu território se encontra o maior número de comunidades remanescentes de quilombos de todo o estado de São Paulo, comunidades caiçaras, índios Guaranis e outros em menor número. O Quilombo do Jaó, em especial, localizado nas áreas limitrofes ao Vale do Ribeira, é considerado um dos quilombos mais antigos do país, o Jaó foi reconhecido há mais de 10 anos e mantém as tradições dos antepassados. No total são 58 famílias descendentes de escravos que vivem em uma área de 68 alqueires. Os moradores da comunidade vivem da agricultura e tiram da terra o próprio sustento. A população da região enfrenta grandes dificuldades. Em trabalho feito na região pelo Instituto Cap, dados apurados, revelam que aos poucos por desinteresse as tradições do local estão se perdendo. Danças já não são repassadas aos jovens e técnicas de cerâmica pura (forte no território) já não são tão valorizadas, o que só contribui para o declinio e o esquecimento de nossas tradições raiz. Tendo esse panorama em vista, buscamos recursos da Lei Federal de Fomento e Incentivo à cultura baseados no artigo Art. 1° incisos: IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Art. 3o, II - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;
A palestra terá 45 minutos de duração e contará com a participação de convidados, personalidade de renome na área.
Acessibilidade fisica : A pesquisa e todos os demais registros de audiovisual ficarão disponíveis via internet, portanto, acessíveis à todos. Acessibilidade de conteúdo: Todo o material produzido terá audiodescrição e tradução em libras. Acessibilidade para expectro: Estará à disposição no site um email para contato com equipe especializada a fim de dar o melhor superte e encaminhamento da demanda do solicitante.Contrapartida: Palestra Acessibilidade fisica : a palestra ficará disponível via internet, no site do projeto acessível à todos.Acessibilidade de conteúdo: Todo o material produzido terá audiodescrição e tradução em libras.Acessibilidade para expectro: Estará à disposição no site um email para contato com equipe especializada a fim de dar o melhor superte e encaminhamento da demanda do solicitante.
O projeto é totalmente gratuito, sendo o produto acessível digitalmente.
Direção de Audiovisual: Fernanda Telles é uma premiada diretora artística, documentarista e showrunner com mais de 30 anos de carreira no audiovisual brasileiro. Formada em jornalismo pela USP e com pós-graduação em Ciências Humanas pela PUC-RS, ela é conhecida por sua abordagem sensível e inovadora na criação de formatos para TV e plataformas digitais. Na Rede Globo, destacou-se na direção do programa Adnight, apresentado por Marcelo Adnet . Atualmente, lidera a série documental Cacilda Becker: Fúria Santa, vencedora do edital da Lei Paulo Gustavo, e é diretora da Na Laje Filmes, onde desenvolve projetos autorais e colaborações nacionais e internacionais . Seu trabalho combina criatividade, liderança e um olhar apurado para narrativas que conectam o público com profundidade e autenticidade.(Na Laje Filmes, LinkedIn, memoriaglobo) Pesquisadora chefe e arqueologa: Eliane Ignacio - Arquiteta, arqueólga, Design, professora, ex- conselheira da CNIC. Direção Administrativo - Financeira: Andrea Paes Leme - advogada, ex subsecretária nacional de cultura. Produtora Local: Rosenilda Aparecida da Silva - Assistente Social, trabalha atualmente com os indígenas da região, estabelecendo um importante ponto de apoio da produção no local. Direção de Comunicação: Paula Martins - Jornalista e empreendedora, atua no mercado cultural e audiovisual há 30 anos. Atualmente desenvolve projetos e presta consultoria. É Facilitadora do Fórum Brasileiro pelos Direitos Culturais há oito anos, onde atua na proposição de políticas públicas nas três esferas de poder. Consultora de projetos culturais com expertise em editais públicos e privados, adequando projetos às leis federais e estaduais e propondo políticas públicas.Empresária e produtora executiva de audiovisual. Produtora Executiva e co-produtora de obras como a série de ficção “Aqueles Dias” (direção Helio Goldstejn), a série documental “Encruzilhadas Artísticas” (Rián Cordova) e “Sonhos (Teresa Lampreia, Yael Steiner e Malu Mader)”; Produtora Associada de “O Circo Voltou”, e produtora de “Fervo 90 – a Década Mix, entre outros. Em parceria com a Lira Filmes, é produtora associada do longa-metragem biográfico “Tempo Ruy”, sobre o dramaturgo e cineasta Ruy Guerra. Na TV Record Nova York, durante quatro anos, implantou a estrutura da emissora nos Estados Unidos, foi gerente da sucursal, e produtora de coberturas especiais. Em produtoras independentes, como TVT, GW, e Teleimage, gerenciou e produziu conteúdos e formatos, como telejornalismo, séries documentais, realities doc, para emissoras de TV abertas e por assinatura, tais como TV Globo, TV Record, Rede TV!, Discovery, Discovery ID, Turner: truTV, TBS; A&E, Netflix, VivoTV. Foi produtora-executiva de importantes programas da TV Cultura São Paulo, como Opinião Nacional.Direção Artistica: Lipe Portinho - é contrabaixista, compositor, arranjador, regente e diretor artístico com sólida formação acadêmica — graduado em contrabaixo pela UFRJ (1992), mestre (2017), doutor (2022) e atualmente pós-doutorando pela mesma instituição — além de ter sido aluno de regência de Roberto Tibiriçá. Atuou de 1999 a 2006 na Orquestra Petrobrás Sinfônica e tocou com nomes como Roberto Menescal, Henrique Cazes, Paulo Sérgio Santos, Vittor Santos e Tim Rescala. Como compositor, venceu o prêmio de melhor trilha sonora no Buenos Aires International Film Festival (2023), foi finalista do Marvin Hamlisch International Music Awards em Nova Iorque (2021), teve obras selecionadas para a XXIII e XXIV Bienais da Música Brasileira Contemporânea da FUNARTE e pela Ablaze/Naxos Records. É compositor residente da Orquestra Sinfônica Brasileira, onde criou séries como “É Show” e “OSB do Brasil” e escreveu peças como Concertino Brasileiro e Brasil Folclórico. Também assinou trilhas para eventos como a Árvore de Natal da Lagoa, o Prêmio O Globo Faz Diferença e a Missa de 100 anos de JK. Em 2021, compôs o balé Janus, em parceria com Raphael Grumser, em processo de montagem pelo Theatro Municipal do Rio. Foi diretor artístico da Sala Baden Powell entre 2009 e 2011, realizando mais de 400 espetáculos e 14 festivais, e dirigiu o programa JAZZ no canal Arte. Durante a pandemia, foi premiado pela revista Concerto pela série digital “SALA”, e dirigiu filmes como o documentário Brazilian Bass Grooves (2017) e a trilha do mini-doc LUNETA (2018), premiado internacionalmente.
PROJETO ARQUIVADO.