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O documentário mergulha no cotidiano do MST pela perspectiva das mulheres e crianças. Através de histórias reais, mostra como elas vivem, resistem e transformam a luta pela terra - das tarefas diárias aos sonhos coletivos. Com imagens do dia a dia, depoimentos e momentos espontâneos, o filme revela um lado pouco conhecido do movimento: onde a vida familiar, o trabalho e a militância se entrelaçam. É um retrato íntimo e necessário sobre quem constrói o futuro da reforma agrária. Formato: Digital 4K (3840x2160) Duração: 40 minutos. O acesso do filme será 100% gratuito.
O Movimento Sem Terra no estado do Ceará sempre se destacou por suas fortes lideranças femininas e por lutar pelos direitos das crianças do movimento, especialmente no âmbito da educação. Assim,o documentário aborda o MST no estado do Ceará com uma delimitação na questão das lideranças femininas e suas lutas para se afirmarem dentro do movimento. Essa pauta deságua naturalmente nas crianças, os Sem Terrinhas. Uma vez que historicamente as crianças estão intrinsecamente relacionadas aos cuidados das mulheres (por muitos anos quase que exclusivamente aos cuidados das mulheres). O documentário busca mostrar como esse tema vem sendo tratado no MST, como as crianças atualmente são vistas como uma questão do coletivo e não apenas da mulher dentro do movimento.Além disso, o documentário busca mostrar o lugar de sujeito das crianças dentro do MST. Mas sempre foi assim como está agora? Como se deu a trajetória até o atual amadurecimento e quais conquistas ainda precisam ser feitas? O filme pretende documentar como está a realidade das mulheres e dos Sem Terrinhas no Movimento Sem Terra no estado do Ceará , mas também lançar questionamentos sobre o futuro dessas lutas que parecem tantas vezes inesgotáveis.
OBJETIVO GERAL Registrar e difundir o papel fundamental das mulheres e crianças na construção cotidiana do MST, revelando como suas vivências, lutas e resistências moldam a identidade e o futuro do movimento. Através de um olhar sensível e próximo, o documentário busca ampliar a compreensão pública sobre a reforma agrária, destacando suas dimensões humanas, educativas e culturais muitas vezes invisibilizadas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Produzir 1 documentário em formato digital, com 40 minutos de duração, sobre o cotidiano das mulheres e crianças no MST, abordando: A rotina de trabalho e cuidadosA educação nos assentamentosA participação das mulheres nas decisões coletivas - Realizar 25 entrevistas com: 10 mulheres do MST (de diferentes gerações e funções no movimento)10 crianças e adolescentes ("sem-terrinhas")5 especialistas (educadores, pesquisadores da reforma agrária) - Captar imagens inéditas em: 3 Assentamentos 1 Escola do campo - Promover 10 exibições públicas do documentário em: - 5 ASSENTAMENTOS RURAIS DO CEARÁ SEGUIDAS DE RODAS DE CONVERSAS - 4 SESSÕES EM ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO MÉDIO DO CEARÁ - 1 SESSÃO EM SALA DE CINEMA DE FORTALEZA SEGUIDA DE RODA DE CONVERSA COM LIDERANÇAS FEMININAS DO MST
Este documentário proposto pela Varanda Criativa - produtora que já construiu vínculos sólidos com o MST no Ceará através de diálogos com lideranças como Maria de Jesus, Lourdes Vicente e Luz Marim - busca registrar o papel fundamental das mulheres e crianças na construção cotidiana do movimento, com foco específico na realidade cearense. Enquanto as narrativas predominantes sobre o MST concentram-se nas ocupações de terra, este projeto avança ao revelar as dimensões humanas, educativas e culturais do movimento através de um recorte : o MST-CE, com suas particularidades regionais, as crianças sem terrinhas e o protagonismo feminino. O uso do incentivo fiscal se justifica por: Preencher uma lacuna documental ao registrar as especificidades do MST-CE, mostrando:A adaptação da luta pela terra ao contexto do semiáridoAs estratégias femininas de resistência no NordesteA educação contextualizada na realidade cearenseEnquadramento legal (Art. 1º):Inciso III: produção cinematográfica sobre cultura popular nordestinaInciso V: preservação do patrimônio imaterial das comunidades rurais cearensesInciso IX: difusão cultural no interior do CearáAtendimento aos objetivos (Art. 3º):Letra "a": democratização cultural nas zonas rurais do CearáLetra "c": valorização da cultura sertaneja e suas adaptações no MSTLetra "e": formação de plateias através de círculos de exibição comunitária Nossa metodologia de abordagem de dentro para fora garante que as próprias comunidades filmadas participem ativamente do processo criativo, assegurando autenticidade às narrativas. Essa perspectiva se mostra especialmente potente pela sinergia com as lutas específicas das mulheres no semiárido cearense, cujas estratégias de resistência combinam o enfrentamento político com saberes tradicionais adaptados às condições climáticas da região. Os impactos culturais e sociais esperados são múltiplos: O projeto trará visibilização ao protagonismo feminino na reforma agrária nordestina, mostrando como as mulheres cearenses reinventam cotidianamente a luta pela terra. Como resultado tangível, criaremos um arquivo histórico sobre a infância no campo no Ceará, documento essencial para futuras pesquisas. Por fim, o projeto contribuirá para o fortalecimento dos diálogos entre cultura e movimentos sociais na região, estabelecendo pontes duradouras entre produção audiovisual e ativismo comunitário. Esses elementos combinados fazem do projeto não apenas um registro, mas uma ferramenta ativa de transformação social e valorização cultural, com raízes na realidade cearense e alcance nacional em sua relevância.
Este documentário surge como uma resposta direta à demanda histórica do MST no Ceará, movimento que há décadas transforma a realidade agrária do estado. A Varanda Criativa, em diálogo constante com as bases do movimento, identificou a urgência de registrar duas narrativas fundamentais: a resistência das mulheres sem-terra e a infância camponesa dos Sem Terrinha, sujeitos políticos que carregam o futuro da reforma agrária. Nossa equipe estabeleceu parcerias orgânicas com grandes lideranças do MST no Ceará: Maria de Jesus, dirigente do Setor Estadual de Educação e uma das principais figuras históricas do movimento no estado; Lourdes Vicente, coordenadora do setor de gênero do MST-CE; Luz Marin, coordenadora do setor de cultura do MST-CE; e o Missias Bezerra que é dirigente estadual do MST pelo setor de produção e membro da Coordenação Nacional do MST. O filme será exibido nas comunidades rurais, incorporado ao acervo do Centro de Documentação do MST e transformado em material pedagógico para as escolas do campo. Cada etapa da produção será construída coletivamente, garantindo que as vozes das mulheres e crianças sem-terra ecoem com autenticidade. Esta é uma narrativa feita pelo povo e para o povo, que fortalece a memória coletiva enquanto projeta futuros possíveis para a reforma agrária popular.
1. DOCUMENTÁRIO (MÉDIA-METRAGEM)Formato: Digital 4K (3840x2160)Codec: ProRes 422 HQDuração: 40 minutosÁudio: 5.1 surround + estéreo (mixagem para diferentes plataformas)Linguagem visual: 70% imagens captadas em campo (assentamentos/escolas)30% arquivos históricos do MST-CE (VHS digitalizados em 2K)
1. ACESSIBILIDADE FÍSICATodas as exibições presenciais do documentário serão realizadas em espaços que garantam:✓ Rampas de acesso e elevadores para cadeirantes✓ Banheiros adaptados✓ Guias táteis para pessoas com deficiência visual✓ Vagas prioritárias próximas aos locais de exibição✓ Assentos reservados para pessoas com mobilidade reduzida 2. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDOO documentário contará com os seguintes recursos inclusivos:✓ Legenda descritiva (para surdos e ensurdecidos)✓ Audiodescrição (em todas as exibições e na versão digital)✓ Tradução em Libras (janela de intérprete na versão digital e presencial) Compromisso:Garantiremos que pelo menos 30% das exibições ocorram em locais já adaptados, e as demais receberão estrutura temporária de acessibilidade. Todos os materiais de divulgação seguirão as normas de acessibilidade digital.
- 5 SESSÕES EM ASSENTAMENTOS RURAIS DO CEARÁ SEGUIDAS DE RODAS DE CONVERSAS(MÉDIA DE 500 PESSOAS POR ASSENTAMENTO) - 4 SESSÕES EM ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO MÉDIO DO CEARÁ (MÉDIA DE 200 PESSOAS POR ESCOLA) - 1 SESSÃO EM SALA DE CINEMA DE FORTALEZA SEGUIDA DE RODA DE CONVERSA COM LIDERANÇAS FEMININAS DO MST(MÉDIA DE 300 PESSOAS). O acesso ao filme será 100% gratuito.
EQUIPE TÉCNICA BASE DIREÇÃO GERAL: GUSTAVO PORTELA (DIRIGENTE DA INSTITUIÇÃO PROPONENTE) Gustavo Portela transita em vários campos artísticos, com ênfase no audiovisual e na música. É pesquisador, multinstrumentista, produtor musical, fotógrafo, cinegrafista, editor, dentre outras atividades. Além disso, atua em diversos campos da área técnica como: som, luz, cenotecnia e novas mídias. ROTEIRO: MARIA VITÓRIA Maria Vitória é atriz, dramaturga, diretora e educadora. No âmbito de audiovisual escreveu roteiros para web séries, vídeos teatros, docs, dentre outros. Já recebeu diversos prêmios como atriz e dramaturga, sendo recentemente agraciada com o Prêmio Carolina Maria de Jesus de Literatura Produzida por Mulheres, concedido pelo Ministério da Cultura. PRODUÇÃO EXECUTIVA : ROGER PIRES Com formação em Comunicação Social (Jornalismo) pela UFC, é especialista em economia e mercado audiovisual. Atua como diretor, roteirista e produtor da Nigéria Filmes há mais de 12 anos, além de exercer a docência como professor e instrutor de oficinas e cursos para adolescentes e jovens. Atualmente, finaliza a 3ª temporada de uma série documental para TV e o telefilme Tá Roxendo (Globo Filmes)
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.