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O projeto consiste na produção do documentário "Negros na Amazônia" acompanha Francisco, um acreano negro em busca de sua identidade racial em um território historicamente marcado por apagamentos. Através de relatos de pescadores, mestres de saberes e lideranças negras, o filme revela histórias de resistência e pertencimento. Com a floresta, as cidades e os rios como cenário, a obra reafirma a força da existência negra na Amazônia.
SINOPSES CURTAS DOS CAPÍTULOSDESCOBERTA Ao completar trinta e cinco anos, Teddy, um homem negro nascido e criado no Acre faz uma imersão na sua própria história, revisita locais da infância e reconstrói cenas com uso de ilustrações e animação, tentando entender o significado do “ser negro” na Amazonia. Região reconhecida pela presença marcante dos povos indígenas.UM ACRE NEGRO: A ORIGEM DOS NEGROS NO ACRE: O Professor e pesquisador Jorge Fernandes apresenta a história dos negros migrantes do nordeste brasileiro que chegam ao Acre em busca de esperança na extração do látex. Em conversas com antigos moradores do bairro Seis de Agosto, as suas memórias ajudam a fazer um resgate histórico da origem dos negros no Acre.NEGROS NO SERINGAL: Nesse episódio, a partir de materiais historiográficos e entrevistas com pesquisadores da história dos negros no Acre apresentam um país pós-abolição onde o negro era visto com desconfiança pelas elites, e com uma população que precisava "ser controlada", embarcar para a Amazônia parecia uma saída para muitos, e assim começava a história dos Negros nos Seringais. Onde uma parcela significativa da população negra passou de escravos em regiões do outro lado do país a seringueiros na floresta acreana. Vivenciando a linha tênue entre a exploração e a escravidão.NEGROS NO EMPATE:Em entrevistas e imagens dos locais de luta pela terra, ativistas e seringueiros contam como enquanto líderes negros atuaram no Empate como forma de luta pacífica e de resistência para impedir o desmatamento que ameaçava os seus meios de sobrevivência em plena floresta amazônica.OS NEGROS E A FORMAÇÃO DAS CIDADES ACREANAS: Pelé, um dono de banca de revista fala sobre a sua percepção da presença do negro no Acre, das fronteiras com o Peru em Assis Brasil, com a Bolívia em Brasiléia, ao Juruá rumando ao Amazonas e no Centro do estado em Rio Branco. O episódio mostra ainda em conversas com representantes das famílias negras mais tradicionais do Acre, como a distribuição da população negra aconteceu no estado.O NEGRO E A AYAHUASCA: Episódio sobre o Mestre Raimundo Irineu Serra - Rei Juramidã - Fundador da Doutrina do Santo Daime, conta a sua origem em São Vicente Ferrer no Maranhão e sua trajetória até o Alto Santo, no Acre. Um Resgate histórico, com material historiográfico e entrevistas que apresentam o negro mais conhecido do Acre por sua vida e destinação.ARTISTAS NEGROS DO ACRE: Áudios e entrevistas mostram os artistas negros mais conhecidos do Acre. Nesse episódio serão apresentados esses artistas renomados da arte e cultura acreana. Suas obras e histórias de atuação na Amazônia e como eles se reconhecem como pessoas negras na floresta acreana. NEGROS NO ACRE, DA FLORESTA AO MORRO: Em entrevistas e material historiográfico, esse episódio faz um balanço da história da presença afro no Acre, com histórias dos personagens mais importantes desde os seringais, os políticos, religiosos, militantes até o "Marrosa", homem negro tido como o "malandro do morro" acreano.
Objetivo GeralO projeto "Negros na Amazônia" tem como objetivo geral visibilizar, valorizar e documentar as vivências, trajetórias e saberes de pessoas negras que habitam os estados da região amazônica brasileira, com foco especial no Acre. Por meio da produção de uma série audiovisual sensível, crítica e comprometida com a justiça social, o projeto busca construir uma narrativa potente sobre o que significa ser negro em um território marcado pela floresta, pela exclusão histórica e pela resistência cotidiana. A proposta visa, em primeiro lugar, fortalecer a identidade, a autoestima e o sentimento de pertencimento da população negra amazônida — especialmente jovens, trabalhadores e trabalhadoras, artistas, líderes comunitários e quilombolas — ao reconhecer e valorizar suas histórias e culturas. Ao mesmo tempo, pretende alcançar o público em geral, provocando reflexão e conscientização sobre o racismo estrutural e as desigualdades que atravessam o cotidiano negro na Amazônia. O projeto também se propõe a fomentar a produção audiovisual negra na região Norte, valorizando talentos locais, saberes ancestrais e formas de expressão comunitárias, além de criar um acervo educativo que possa ser utilizado em escolas, universidades e projetos sociais como instrumento de formação crítica e antirracista. Ao contar essas histórias com afeto, coragem e profundidade, a série pretende inspirar ações concretas de transformação social, educação emancipadora e valorização da identidade negra na Amazônia.Objetivo Específico1. Produzir uma série documental composta por 8 episódios inéditos, com duração média entre 30 e 45 minutos cada, abordando múltiplas dimensões da experiência negra na Amazônia — como identidade, ancestralidade, resistência, cultura, espiritualidade, trabalho e território. Os episódios serão finalizados em formato audiovisual de alta definição (HD) e disponibilizados em plataforma digital, com vistas à ampla difusão e acesso público.2. Realizar ao menos 3 exibições públicas e gratuitas da série em espaços comunitários, escolas ou centros culturais da região amazônica, promovendo o acesso direto da população local ao conteúdo produzido. Cada sessão contará com registro de público, documentação audiovisual e rodas de conversa com realizadores, convidados e espectadores, incentivando o diálogo e a reflexão coletiva.3. Elaborar e distribuir um caderno pedagógico digital com propostas de uso da série em contextos educativos e formativos. O material, com no mínimo 20 páginas, incluirá textos de apoio, sugestões de atividades, roteiros de debate e referências complementares, sendo disponibilizado gratuitamente para escolas, universidades, ONGs e coletivos culturais interessados em promover a educação antirracista.4. Realizar uma Oficina de Narrativas Negras da Floresta: oficina de audiovisual e memória"5. Documentar e sistematizar todo o processo de produção da série, assegurando a transparência, a memória do projeto e a prestação de contas. Essa documentação incluirá registros fotográficos e audiovisuais, contratos, recibos, relatórios financeiros e descritivos das etapas de realização, reunidos em um relatório final detalhado.
O projeto se enquadra nos incisos Art. 1º da Lei 8313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Bem como aos seguintes objetivos de seu Art. 3º a seguir:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001)IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante:b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. (Redação dada pela Lei nº 9.874, de 1999)A série documental Negros na Amazônia surge da necessidade urgente de visibilizar as histórias, experiências e resistências da população negra residente na região amazônica, com ênfase no estado do Acre. Trata-se de um território historicamente marginalizado nas narrativas midiáticas e culturais do país, onde as vivências negras permanecem invisibilizadas tanto na história oficial quanto nos próprios movimentos sociais. A produção audiovisual brasileira, ainda fortemente concentrada nas grandes capitais do Sudeste, pouco contempla as especificidades culturais, sociais e raciais da Amazônia, perpetuando um apagamento simbólico que este projeto busca enfrentar.A motivação para a realização da série parte de uma vivência pessoal e política do diretor Teddy Falcão — homem negro e acreano — que, a partir de experiências de racismo, exclusão e apagamento, passou a se reconhecer como sujeito negro e a investigar outras trajetórias semelhantes à sua. O projeto nasce, portanto, do entrelaçamento entre uma jornada individual de descoberta e um desejo coletivo de reconstrução de pertencimentos e afirmação de identidades negras na floresta.Ao colocar pessoas negras amazônidas como protagonistas de suas próprias narrativas, a série contribui diretamente para o fortalecimento da autoestima de comunidades locais, para o combate ao racismo estrutural e para a valorização da memória e do patrimônio imaterial afro-amazônico. Além disso, a proposta tem forte caráter educativo e formativo, ao disponibilizar conteúdos audiovisuais e materiais pedagógicos voltados à promoção da educação antirracista em escolas, universidades, coletivos e espaços comunitários.A iniciativa também se alinha aos princípios da descentralização e democratização do acesso aos recursos da cultura, ao fomentar a cadeia produtiva do audiovisual negro na região Norte. O projeto prioriza a contratação de profissionais, artistas e técnicos locais, contribuindo para o fortalecimento da economia criativa regional e para a ampliação da representatividade negra na produção cultural brasileira.Mais do que uma série documental, Negros na Amazônia é um gesto de reparação simbólica, de valorização da diversidade e de afirmação de uma identidade negra potente, resiliente e profundamente enraizada na floresta. Seu impacto se estende para além da tela, promovendo reflexão, pertencimento e transformação social.
Sobre o Plano de DistribuiçãoTemos 03 produtos a serem distribuidos:1. Série Documental - Produto Principal2. Caderno Pedagógico Digital - Produto Secundário3. Oficina de Audiovisual - Está como contrapartida socialComo não há nada parecido no sistema com Caderno Dital - lançamos como LIVRO - Digital, no plano de destribuição.Sobre o públicoNa região amazônica, com ênfase em jovens, moradores de periferias urbanas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e trabalhadores urbanos e rurais que se reconhecem — ou estão em processo de reconhecimento — em suas identidades negras. A série busca dialogar diretamente com essas populações, oferecendo representatividade, valorização cultural e fortalecimento de vínculos identitários.Além disso, o projeto se destina a educadores, estudantes e pesquisadores das áreas de educação, história, cultura e direitos humanos, que poderão utilizar a série como ferramenta pedagógica para fomentar debates sobre racismo, identidade, pertencimento e memória afro-amazônica em contextos formais e não formais de ensino.Também são público estratégico artistas, coletivos culturais e realizadores audiovisuais interessados na valorização de narrativas negras, periféricas e regionais, bem como na construção de uma linguagem audiovisual comprometida com a diversidade étnico-racial e territorial do Brasil.Por fim, o projeto se dirige ao público em geral, especialmente àqueles com interesse em conteúdos audiovisuais voltados aos direitos humanos, à justiça racial, à memória e à realidade amazônica. A série pretende provocar empatia, ampliar a conscientização e contribuir para a desconstrução de estereótipos historicamente associados às populações negras e amazônicas.Acreditamos que Negros na Amazônia terá impacto significativo entre pessoas negras da região, que raramente se veem representadas na mídia. Ao reconhecer e valorizar suas histórias, saberes e vivências, a série contribuirá para o fortalecimento da autoestima, da identidade coletiva e da construção de referências positivas e reais sobre si mesmas e suas comunidades
Plano Pedagógico – Ação Formativa"Narrativas Negras da Floresta: Oficina de audiovisual e memória”Como contrapartida social do projeto Negros na Amazônia, será realizada uma ação formativa gratuita com foco na valorização da identidade negra, na memória afro-amazônica e na introdução ao audiovisual como ferramenta de expressão e resistência. A proposta visa promover o acesso à formação cultural e técnica para públicos historicamente excluídos, contribuindo para o fortalecimento de narrativas negras na região.Objetivos da Ação FormativaEstimular a reflexão crítica sobre identidade, racismo e pertencimento no contexto amazônico.Promover o acesso à linguagem audiovisual como instrumento de expressão, memória e transformação social.Capacitar jovens e adultos para a produção de conteúdos audiovisuais com recursos acessíveis (como o uso de celulares).Incentivar a valorização das histórias locais e das culturas negras amazônicas.Estrutura da OficinaTítulo da oficina: Narrativas Negras da Floresta: oficina de audiovisual e memóriaCarga horária total: 40 horas-aulaFormato: Presencial, com atividades teóricas e práticasCidades de realização: Rio Branco (AC) e Cruzeiro do Sul (AC)Número total de beneficiários: 100 pessoas (50 por cidade)Certificação: Emitida para participantes com frequência mínima de 75%Perfil dos ParticipantesEstudantes do ensino públicoProfessores da rede públicaJovens de periferiaLideranças comunitáriasArtistas e agentes culturais locais Distribuição mínima: 50% das vagas destinadas a estudantes e professores de escolas públicas.Locais de RealizaçãoAs oficinas serão realizadas em instituições públicas de ensino, cineclubes e centros culturais com infraestrutura adequada (salas com acessibilidade, equipamentos audiovisuais e internet)Conteúdo Programático1. Identidade negra e racismo na Amazônia - 8h2 Análise crítica de episódios da série Negros na Amazônia - 6h3 Introdução ao audiovisual: linguagem, roteiro e entrevista - 10h4 Prática de gravação com celular e captação de som - 8h5 Montagem básica e edição de vídeo - 6h6 Apresentação dos trabalhos e roda de conversa finalMetodologiaA oficina será conduzida com base em metodologias participativas, que valorizam a escuta ativa, o diálogo horizontal e a construção coletiva do conhecimento. Serão utilizadas dinâmicas de grupo, exibição de trechos da série, debates, exercícios práticos e atividades colaborativas.AcessibilidadeA ação formativa contará com recursos de acessibilidade comunicacional (intérprete de Libras, material digital acessível) e será realizada em espaços com acessibilidade arquitetônica, garantindo a participação de pessoas com deficiência.
O projeto Negros na Amazônia tem como compromisso central garantir o acesso pleno, equitativo e digno às suas atividades e produtos culturais por parte de pessoas com deficiência, assegurando que a experiência proporcionada pela série seja verdadeiramente inclusiva. Para isso, serão implementadas ações de acessibilidade em três eixos principais: comunicacional, arquitetônica e atitudinal.1. Acessibilidade Comunicacional Todos os episódios da série documental serão disponibilizados com recursos de acessibilidade que garantam o acesso de pessoas com deficiência sensorial. As medidas incluem:Legendas em português para surdos e ensurdecidos (LSE), com identificação de falas, sons e ruídos relevantes;Tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras), incorporada aos vídeos;Versão com audiodescrição, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão compreendam os elementos visuais da narrativa.Esses recursos estarão disponíveis tanto nas exibições públicas quanto nas plataformas digitais onde a série será veiculada.2. Acessibilidade Arquitetônica As exibições públicas da série ocorrerão em espaços previamente selecionados com base em critérios de acessibilidade física, incluindo:Presença de rampas de acesso e/ou elevadores;Espaços reservados para cadeirantes e acompanhantes;Assentos adequados para pessoas obesas e idosos;Sinalização tátil e visual, sempre que disponível, conforme as normas da ABNT (NBR 9050).A escolha dos locais será orientada por uma avaliação prévia das condições de acessibilidade, priorizando centros culturais, escolas e espaços comunitários que atendam a esses requisitos.3. Acessibilidade Atitudinal A equipe envolvida no projeto será sensibilizada e orientada quanto às boas práticas de acolhimento e atendimento a pessoas com deficiência. As ações incluem:Capacitação básica sobre inclusão, escuta ativa e respeito à autonomia dos participantes;Presença de profissionais capacitados para acompanhamento, quando necessário;Compromisso com uma postura ética, empática e inclusiva em todas as etapas do projeto. Essas medidas visam assegurar que o projeto Negros na Amazônia seja acessível a todos os públicos, respeitando os princípios de equidade, diversidade e inclusão que fundamentam sua proposta. A acessibilidade não será tratada como um item complementar, mas como um eixo estruturante da experiência cultural oferecida, contribuindo para a democratização do acesso à arte e à memória afro-amazônica.Acessibilidade do Caderno Pedagógico DigitalO caderno pedagógico digital que integra o projeto Negros na Amazônia será desenvolvido com base nos princípios do desenho universal e nas diretrizes de acessibilidade digital, garantindo que pessoas com deficiência possam utilizá-lo de forma autônoma e plena. As medidas previstas incluem:Formato acessível: O material será disponibilizado em PDF acessível, com estrutura de leitura compatível com leitores de tela (como NVDA e JAWS), respeitando a hierarquia de títulos, marcadores e descrições alternativas para imagens.Texto alternativo (alt text): Todas as imagens, gráficos e ilustrações presentes no caderno contarão com descrições textuais que permitam sua compreensão por pessoas cegas ou com baixa visão.Contraste e legibilidade: O design gráfico do caderno seguirá padrões de contraste adequados entre texto e fundo, com uso de fontes legíveis e tamanho mínimo recomendado para leitura confortável.Versão em Libras: Será produzida uma versão em vídeo com tradução do conteúdo principal do caderno para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), garantindo o acesso de pessoas surdas.Linguagem clara e acessível: O conteúdo será redigido em linguagem simples, objetiva e inclusiva, facilitando a compreensão por pessoas com deficiência intelectual, dislexia ou baixa escolaridade.Distribuição gratuita e multiplataforma: O caderno será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais acessíveis, podendo ser baixado em diferentes dispositivos (computadores, tablets e celulares), com compatibilidade para navegação assistiva.
O projeto Negros na Amazônia tem como princípio norteador a ampliação do acesso à cultura por meio de ações que garantam a participação de públicos historicamente excluídos dos circuitos culturais formais. A proposta busca descentralizar a produção e a fruição cultural, promovendo o acesso gratuito, inclusivo e territorialmente diverso às atividades e produtos gerados.1. Exibições públicas e gratuitas Serão realizadas pelo menos três sessões públicas da série documental em espaços comunitários, escolas públicas e centros culturais da região amazônica, com entrada totalmente gratuita. Essas exibições serão acompanhadas de rodas de conversa com realizadores, convidados e lideranças locais, promovendo o diálogo e a reflexão crítica com o público.2. Acesso digital gratuito e irrestrito Todos os episódios da série serão disponibilizados gratuitamente em plataforma digital de fácil acesso, sem necessidade de cadastro ou pagamento, permitindo que pessoas de diferentes regiões do país — inclusive áreas remotas — possam assistir ao conteúdo. O material será otimizado para dispositivos móveis, ampliando seu alcance entre populações com acesso limitado à internet de alta velocidade.3. Distribuição gratuita do caderno pedagógico digital O caderno pedagógico será disponibilizado gratuitamente em formato digital acessível (PDF), com ampla divulgação junto a escolas públicas, universidades, coletivos culturais, ONGs e redes de educação popular. O material poderá ser utilizado como ferramenta de formação crítica e antirracista em contextos formais e informais de ensino.4. Valorização de territórios periféricos e populações sub-representadas O projeto prioriza a atuação em territórios periféricos e comunidades negras da Amazônia, com foco especial no estado do Acre. A escolha dos personagens, locações e temas abordados reflete o compromisso com a representatividade e com a valorização de saberes e vivências invisibilizadas nas narrativas culturais hegemônicas.5. Acessibilidade plena Todas as atividades e produtos do projeto contarão com recursos de acessibilidade comunicacional, arquitetônica e atitudinal, garantindo o acesso de pessoas com deficiência. Isso inclui legendas, Libras, audiodescrição, espaços acessíveis e capacitação da equipe para atendimento inclusivo.
1. Teddy Falcão – Roteiro e Direção (Representante legal da empresa proponente)Roteirista, diretor e produtor audiovisual acreano, com trajetória voltada para narrativas negras e amazônicas. Nos últimos dois anos, dirigiu os projetos Acre Negro, longa documentário; O canto do cisne, longa documentário; Minha Pele Preta em Terra Verde, curta-metragem ficção; e coordenou oficinas de cinema itinerante em bairros de Rio Branco. É também idealizador da websérie Rio Branco Negra. 2. Giovanny Trindade – PesquisaPesquisador negro do Acre, com foco em relações étnico-raciais na Amazônia. Nos últimos dois anos, atuou em projetos de pesquisa histórica sobre a presença negra no estado do Acre e integrou iniciativas de mapeamento de memória oral com comunidades quilombolas e periféricas. 3. Laura de Lys Guimarães Maia – Produção ExecutivaProdutora cultural e gestora de projetos amazônida. Nos últimos dois anos, produziu espetáculos, eventos e projetos audiovisuais ligados à arte negra e à cultura da floresta, incluindo curadorias e coordenação de produção em festivais independentes e projetos de formação artística em comunidades. 4. Fernando Gomes – ProduçãoProdutor e assistente de produção com experiência em sets de filmagens independentes e em eventos culturais no Acre. Nos últimos dois anos, atuou como produtor de campo em produções documentais, incluindo ações em zonas rurais e ribeirinhas, além de participar da organização de mostras e cineclubes. 5. Eduardo Fragoso – Direção de FotografiaCinegrafista e diretor de fotografia com atuação em projetos de cinema e publicidade na região Norte. Trabalhou nos últimos dois anos em curtas, videoclipes e documentários voltados para a cultura popular e expressões da juventude negra e periférica. Tem domínio técnico de câmeras DSLR e cinema digital. 6. André Ferreira – Direção de SomTécnico de som e designer sonoro, com formação em audiovisual e experiência em captação de som direto e mixagem para documentários. Nos últimos dois anos, participou de curtas-metragens, videodanças e registros sonoros de manifestações culturais afro-amazônicas.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.