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O Plano bianual visa manter a estrutura do espaço GCASC em Peixinhos, Olinda/PE, por meio de ações contínuas que promovem expressões artísticas culturais da comunidade. Serão desenvolvidas oficinas em linguagens culturais e apresentações musicais regionais que dialogam com os saberes e fazeres locais. A iniciativa potencializa a construção de vínculos, a valorização das tradições e a formação cidadã.
O Plano Plurianual do GCASC que visa fortalecer o protagonismo cultural e social da comunidade de Peixinhos, em Olinda. Com ações que integram preservação da memória local, formação artística e realização de apresentações culturais, o plano busca através de ações interligadas promover a cidadania, enfrentar a violência urbana, assim como garantir as apresentações musicais tradicionais realizadas na comunidade e oficinas formativas. Entre as ações formativas, estão as oficinas de artesanato, moda, música, literatura e dança, para todos esses segmentos serão inseridos os elementos da cultura popular, a exemplo de oficina de música com enfase em percurssão para música regional, dança popular pernambucana, o artesanato local, a moda com cofecção de máscaras, adereços, fantasias para figurinos.Conteúdos das oficinas1. Produto: Oficina de Artesanato e Moda – Empreendedorismo Cultural FemininoObjetivo: Capacitar mulheres da comunidade para atuarem como empreendedoras na área de moda autoral e artesanato local.Conteúdo Programático:História e simbologia do artesanato nordestinoTécnicas de costura, bordado, crochê e reaproveitamento de materiaisEstética e identidade na modaMarketing cultural e empreendedorismo socialMetodologia:* Oficinas realizadas 02 vezes por semana com instrutoras locais* Rodas de conversa sobre empoderamento feminino* Apresentação das produções Público- alvoMulheres adultas da comunidade de qualquer idade2. Produto: Oficina de Dança Popular – Formação Infantojuvenil em Artes CênicasObjetivo: Desenvolver habilidades corporais e expressão cultural através de danças popularesConteúdo Programático:*Frevo, maracatu, coco de roda, caboclinho*Introdução à criação cênica*Educação corporal e valorização da cultura localMetodologia:* Aulas semanais com dançarinos populares convidados*Oficinas integradas com música e teatro* Avaliação por participação e envolvimento coletivoPúblico-Alvo: Infantojuvenil (de 8 a 16 anos)3.Produto: Oficina de Música Regional – Percussão para InfantojuvenilObjetivo: Promover o acesso à música regional pernambucana com foco na percussãoConteúdo Programático:* Introdução a ritmos regionais: maracatu, ciranda, xaxado, baião* Técnicas de percussão com alfaia, agbê, tambor* Criação de grupos musicais e ensaios semanais* Composição colaborativa e improvisaçãoMetodologia:* Aulas práticas semanais com músicos locais* Ensino coletivo e lúdico* Apresentações internas e comunitáriasApresentação musicalAs apresentações musicais serão realizadas em 03 (três) períodos festivos de preferências próximo aos principais ciclos festivos como o Carnaval, São João e Natal. Todas as apresentações musicais irão contar com a participação dos alunos das oficinas de música incluindo ainda os alinos de dança para integrar a atividade.Por ano serão realizadas 03 apresentações que contarão com grupos e artistas locais de exclusivamente de música regional pernambucana. As apresentações serão compostas por 100% de música regional com ritmos de frevo, maracatu,coco, cabloquinho, ciranda entre outros.Os grupos e artistas convidados serão escolhidos após a aprovação e captação de recursos desta proposta, visto que a instituição não tem como neste momento realizar nehum tipo de pré-contrato ou agendamentos. A previsão de público em cada apresentação será de aproximandamente 500 pessoas. Para realização desta atividade a proposta contará com a seguinte estrutura:Estrutura Técnica para Apresentação Musical com duração de 1h30 – Público: 500 pessoasPalco e Estrutura Física* Tamanho do palco: 8m de largura x 6m de profundidade x 1m de altura* Cobertura: Tenda ou estrutura metálica com lona para proteção contra sol e chuva* Piso: Estrado nivelado de madeira ou alumínio, com reforço para suportar equipamentos e grupos* Backstage: Área reservada atrás do palco com tendas para troca de figurinos e acomodação dos artistas* Decoração cênica Elementos regionais (esteiras, tecidos, adereços de cultura popular)* Área delimitada Gradis de segurança lateral e frontal* Cadeiras 50 assentos para idosos e mobilidade reduzidaSonorizaçãoPara garantir qualidade sonora em espaço aberto:Sistema de som PA (frente de palco):2 caixas line array de alta potência (direita/esquerda)2 subwoofersMonitores de palco: 4 caixas retornos (para que os artistas se escutem)Mesa de som digital: mínimo 16 canaisMicrofones:*5 a 8 microfones dinâmicos (voz e percussão)* 2 microfones condensadores (ambiente/instrumentos)* Cabos, pedestais e DI boxes* Segurança e SaúdeBrigadistas de incêndio (mínimo 2)Kit de primeiros socorros e ambulância de prontidão (dependendo da normativa local)Extintores em pontos estratégicosIluminação de emergênciaPlano de evacuação simples, com equipe treinadaTécnico de som + operador de monitorluminação* Refletores de LED RGB (mínimo de 8 para colorir o palco)* Movimentos (Moving heads): 4 unidades para efeitos* Par LED direcionais*Strobo e efeitos básicos para dar ritmo à apresentação* Técnico de luz / programador de cenaSegurança e SaúdeSerão solicitados o apoio dos órgãos da prefeitura como Secretaria de Saúde e a também a da Polícia Militar de PE. Além de outras autorizações necessárias para realização das apresnetações.Composição da Grade Artística (1h30)Considerando que grupos costumam apresentar entre 20 a 30 minutos4 grupos artísticos, sendo:*Grupo de percussão regional (coco, maracatu) – 25 min* Grupo de dança com música ao vivo (frevo ou caboclinho) – 20 min* Grupo misto com voz, instrumentos e dança – 25 min*Coro/participação dos alunos das oficinas + encerramento coletivo – 20 minCada grupo pode ter de 4 a 10 integrantes, dependendo da linguagem artística.
Objetivo geralPromover as expressões artísticas e o fortalecimento da identidade cultural da comunidade de Peixinhos, em Olinda/PE, por meio da implantação de um plano bianual que assegure a manutenção contínua do espaço cultural e a realização de ações artístico-culturais, tais como oficinas e apresentações musicais, gerando impacto sociocultural positivo e ampliando o acesso à cultura.Objetivos específicos:1. Produto - Plano Anual * Manter por 24 meses a estrutura do GCASC, espaço cultural onde serão realizadas as ações artísticos-culturais contínuas voltadas às as pessoas da comunidade de Peixinhos em Olinda/PE.2. Produto - Curso/Oficina/Capacitação - Ofertar em 24 meses, 100 (cem) vagas para oficina de Artesato e Moda com forma de promover o empeendedorismo cultural para mulheres da comunidade de Peixinhos em Olinda /PE.3. Produto - Curso/Oficina/Capacitação - Artes cênicas - Ofertar em 24 meses, 100 (cem) vagas para oficina de dança popular para o público infantojuvenil da comunidade de Peixinhos em Olinda /PE.4. Produto - Curso/Oficina/Capacitação - Música - Ofertar 100 (cem) vagas para oficina de música regional e percussiva para público infantojuvenil da comunidade de Peixinhos em Olinda /PE.5. Produto - Apresentação musical - Realizar em 24 meses 06 (seis) apresentações musicais com grupos artísticos que possuem apresentações 100% de música regional pernambuca na comunidade de Peixinhos em Olinda /PE.
Peixinhos, bairro periférico de Olinda_PE, é um retrato vívido da diversidade cultural brasileira e, simultaneamente, dos complexos desafios urbanos enfrentados por comunidades em situação de vulnerabilidade. Formado no século XIX, a partir da instalação de polos industriais como o Matadouro Industrial de Olinda e a Fábrica Fosforita, o bairro consolidou-se como território de trabalhadores de baixa renda e baixa escolaridade.Atualmente, o bairro registra alguns dos mais altos índices de violência urbana no estado, especialmente no que diz respeito aos homicídios de jovens negros entre 12 e 29 anos. Segundo dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, o ano de 2023 apresentou um aumento de 18% nos casos de violência letal contra essa faixa etária, reflexo direto da escassez de políticas públicas eficazes e da precariedade dos serviços essenciais.Neste cenário desafiador, as ações culturais ofertadas pelo projto emergem como ferramentas transformadoras visto que o Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças (GCASC), há quatro décadas, atua como referência na resistência comunitária e na promoção da cultura de paz, por meio de iniciativas educativas, artísticas e sociais, a exemplo das ações do Projeto Mães da Saudade que promove oficinas voltadas a mulheres que perderam filhos para a violência urbana; oficinas de formação cultural e cidadã de crianças, adolescentes e jovens, com linguagens como artes visuais e gráficas, música, dança, literatura e gastronomia; apresentações culturais que fortalecem o sentimento de pertencimento e resgatam tradições populares: coco, ciranda, afoxé e quadrilhas juninas e os blocos efestividades como: o Bloco "Por uma Cultura de Paz" (Carnaval), "Acorda Povo" (São João) e Pastoril Sagrado e Profano (Natal).Em razão da experiência cultural da instituição, o projeto tem o objetivo de manter a estrutura da instituição assim como das ações cultirais através de apresentações musicais e oficinas culturais propostas com meio de fomentar a cultura da comunidae assim como incentivar o público direto e indireto, visto que a culminância das oficinas se dá com o envolvimento dos beneficiários e seus familiares nas apresentações musicais, consolidando desta forma, os vínculos comunitários, a reconstrução e manutenção de narrativas de ancestralidade e resistência.As oficinas têm como base metodológica a educação popular, fomentando reflexões sobre saberes ancestrais presentes nas expressões culturais do território. A abordagem pedagógica permite que música, dança, memória, vestimentas e significados sejam compreendidos como parte integrante do cotidiano e das vivências locais.Com especial destaque, as oficinas que ganham projeção nas apresentações musicais são fundamentais na construção de laços comunitários e no atendimento de crianças e jovens em situação de risco.Dada a importância estratégica do GCASC para a transformação cultural e social do bairro Peixinhos, propõe-se o fortalecimento dessas ações por meio de um plano bianual que manterá a estrutura física da instituição e suas ações artísticos-culturais. O financiamento pelo Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais é essencial para garantir a continuidade, expansão e qualificação das iniciativas culturais, com impactos diretos na redução da violência e promoção da cidadania.Por fim vale ressaltar que a presente proposta se justifica ainda, por estar em consonância com o Art. 1° da LEI Nº 8.313, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991, que dispõem:"Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;Além desses aspectos a proposta está enquadrada no Art. 3º que dispõe:"Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; Pelo exposto o projeto está plenamente alinhado com os objetivos da Lei de Incentivo à Cultura e representa um investimento essencial no protagonismo comunitário, valorização da cultura popular e garantia de direitos. Trata-se de uma iniciativa que promove não apenas a expressão artística, mas também a justiça social, o pertencimento e a reconstrução de territórios.
O projeto de Plano Bianual do GCASC possui grande potencial para ampliar seu impacto por meio de parcerias estratégicas com universidades, órgãos governamentais, prefeituras e outros grupos culturais, possibilitando a criação de políticas públicas e ações culturais mais abrangentes. Universidades locais, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de Pernambuco (UPE) e o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), podem colaborar em diversas frentes, incluindo a avaliação de impacto das ações realizadas nas dimensões social, cultural e econômica, promovendo capacitações em áreas como audiovisual, cidadania, economia solidária e patrimônio cultural, e desenvolvendo pesquisas voltadas ao registro histórico das manifestações culturais e sociais do bairro, contribuindo para a preservação da memória de Peixinhos. Além disso, o projeto pode dialogar com secretarias municipais e estaduais de cultura, educação e assistência social para fortalecer sua estrutura e abrangência. Esse diálogo pode resultar no uso de equipamentos públicos, como escolas e centros culturais, para expandir as atividades, apoio financeiro e logístico na realização de eventos e oficinas e na inserção do projeto em políticas públicas existentes, como programas de combate à violência e de fortalecimento de comunidades vulneráveis. Equipamentos culturais do bairro podem ser parceiros fundamentais para sediar atividades e eventos, enquanto grupos locais, podem colaborar para ampliar o alcance do projeto, promovendo intercâmbios de saberes e práticas culturais. Essas parcerias são essenciais para incorporar outras comunidades ao projeto, gerando um impacto cultural e social ainda mais amplo. Por meio de parcerias e da criação de uma rede colaborativa, o projeto pode ser replicado ou adaptado em outras comunidades vulneráveis de Olinda e Recife, especialmente em áreas que enfrentam desafios semelhantes aos de Peixinhos. Isso pode incluir a implementação de oficinas e atividades formativas em novas localidades, a realização de projetos-piloto que avaliem resultados antes de escalar a iniciativa e o estabelecimento de parcerias intermunicipais para compartilhar metodologias e produtos do projeto. Dessa forma, o GCASC amplia suas ações, fortalece a cultura popular, principalmente nas atividades e celebrações dos ciclos anuais, promove transformação social ao criar oportunidades educativas e culturais e contribui para o desenvolvimento de políticas públicas que podem ser replicadas em outros contextos.
PROJETO PEDAGÓGICO OFICINAS MARÁ CULTURAL - * Plano pedagógico completo anexado na aba "Anexar documentos" - proposta.1. ApresentaçãoAs oficinas Maré Cultural propõem a realização de ações artístico-culturais continuadas ao longo de 24 meses, com foco na formação, difusão e valorização da cultura popular pernambucana. A iniciativa será desenvolvida no espaço cultural GCASC, localizado na comunidade de Peixinhos, em Olinda/PE, e contempla oficinas de artesanato e moda, dança popular, música regional com ênfase em percussão, além de apresentações musicais com grupos locais.A proposta visa atender públicos historicamente excluídos das políticas culturais, como mulheres, crianças e adolescentes, promovendo inclusão social, geração de renda e fortalecimento da identidade cultural. 2. Local de RealizaçãoGCASC – Espaço Cultural Comunitário, localizado na comunidade de Peixinhos, Olinda/PE3. Duração24 meses de atividades artísticas e culturais contínuas 4. Objetivo das oficinas Promover o acesso à formação artística e cultural na comunidade de Peixinhos, em Olinda/PE, por meio da manutenção de espaço cultural e da realização de oficinas e apresentações voltadas à valorização da cultura popular pernambucana, com foco na inclusão social, no empreendedorismo criativo e na difusão de saberes tradicionais. 5. JustificativaO plano bianual da GCASC propõe a realização de ações artístico-culturais continuadas por 24 meses, com foco na formação, difusão e valorização da cultura popular pernambucana. A proposta se justifica pela necessidade de ampliar o acesso à cultura em territórios periféricos, promovendo inclusão social, geração de renda e fortalecimento da identidade local.A comunidade de Peixinhos, em Olinda/PE, apresenta indicadores sociais que evidenciam vulnerabilidade econômica e escassez de equipamentos culturais. O GCASC surge como espaço de referência para o desenvolvimento de atividades formativas e apresentações culturais, com foco em públicos historicamente excluídos das políticas culturais: mulheres, crianças e adolescentes. As oficinas de artesanato e moda, dança popular e música regional foram desenhadas com base na experiência da instituição que percebeu a necessidade de manter e criar novas ações formativas para comunidade. A proposta busca estimular o protagonismo dos participantes, fomentar o empreendedorismo criativo e preservar manifestações culturais tradicionais.A realização de apresentações musicais com grupos locais incluindo os alunos das oficinas reforça o compromisso com a difusão da cultura pernambucana e a valorização de artistas da própria comunidade. A estruturação do espaço GCASC como polo cultural permanente garante a continuidade das ações e a sustentabilidade das ações.Do ponto de vista técnico, a proposta está alinhada aos princípios do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), atendendo aos critérios de formação, acessibilidade e democratização de acesso. A metodologia proposta é participativa, inclusiva e adaptada às realidades locais, com acompanhamento pedagógico e avaliação contínua.6. Coordenação pedagógicaComo forma de melhor desenvolver as metodologias aplicadas às oficinas artísticas e culturais, a proposta prevê a seleção de um (uma) coordenador (a) pedagógica, que irá atua juntamente com a equipe principal, através de contratação de prestação de serviços, com carga horária semanal de 20h. Para isto o (a) profissional deverá atender aos seguintes critérios: 6.1 Perfil da Coordenadora PedagógicaFormação AcadêmicaLicenciatura em Pedagogia, Artes, Educação Popular ou áreas afins Desejável pós-graduação em Gestão Cultural, Educação Comunitária ou Projetos Sociais Competências TécnicasExperiência comprovada em coordenação de projetos culturais ou educacionais Domínio de metodologias participativas e educação popular Capacidade de elaborar planos pedagógicos, cronogramas e relatórios técnicos Habilidades InterpessoaisLiderança colaborativa e escuta ativa Sensibilidade social e respeito à diversidade cultural Capacidade de articulação com educadores, artistas e comunidadeExperiência DesejávelAtuação em territórios periféricos ou projetos com foco em inclusão social Vivência com públicos diversos: mulheres, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência Estrutura Técnica para Apresentação Musical com duração de 1h30 – Público: 500 pessoasPalco e Estrutura Física* Tamanho do palco: 8m de largura x 6m de profundidade x 1m de altura* Cobertura: Tenda ou estrutura metálica com lona para proteção contra sol e chuva* Piso: Estrado nivelado de madeira ou alumínio, com reforço para suportar equipamentos e grupos* Backstage: Área reservada atrás do palco com tendas para troca de figurinos e acomodação dos artistas* Decoração cênica Elementos regionais (esteiras, tecidos, adereços de cultura popular)* Área delimitada Gradis de segurança lateral e frontal* Cadeiras 50 assentos para idosos e mobilidade reduzidaSonorizaçãoPara garantir qualidade sonora em espaço aberto:Sistema de som PA (frente de palco):2 caixas line array de alta potência (direita/esquerda)2 subwoofersMonitores de palco: 4 caixas retornos (para que os artistas se escutem)Mesa de som digital: mínimo 16 canaisMicrofones:*5 a 8 microfones dinâmicos (voz e percussão)* 2 microfones condensadores (ambiente/instrumentos)* Cabos, pedestais e DI boxes* Segurança e SaúdeBrigadistas de incêndio (mínimo 2)Kit de primeiros socorros e ambulância de prontidão (dependendo da normativa local)Extintores em pontos estratégicosIluminação de emergênciaPlano de evacuação simples, com equipe treinadaTécnico de som + operador de monitorluminação* Refletores de LED RGB (mínimo de 8 para colorir o palco)* Movimentos (Moving heads): 4 unidades para efeitos* Par LED direcionais*Strobo e efeitos básicos para dar ritmo à apresentação* Técnico de luz / programador de cenaSegurança e SaúdeSerão solicitados o apoio dos órgãos da prefeitura como Secretaria de Saúde e a também a da Polícia Militar de PE. Além de outras autorizações necessárias para realização das apresnetações.Composição da Grade Artística (1h30)Considerando que grupos costumam apresentar entre 20 a 30 minutos4 grupos artísticos, sendo:*Grupo de percussão regional (coco, maracatu) – 25 min* Grupo de dança com música ao vivo (frevo ou caboclinho) – 20 min* Grupo misto com voz, instrumentos e dança – 25 min*Coro/participação dos alunos das oficinas + encerramento coletivo – 20 minCada grupo pode ter de 4 a 10 integrantes, dependendo da linguagem artística.
O plano bianual do GCASC tem o compromisso de garantir ampla acessibilidade para todas as pessoas, promovendo a inclusão e a participação ativa de diferentes públicos, especialmente aqueles com deficiência. As ações de acessibilidade são pensadas tanto para os espaços físicos quanto para os conteúdos oferecidos nas atividades, respeitando as normas legais e buscando a promoção da equidade. Para isto, uma empresa especializada será contratada pelo projeto para dar consultoria técnica para as ações do projeto. I - Aspecto arquitetônico Os espaços utilizados durante o projeto, incluindo locais de oficinas e eventos culturais, serão adaptados para assegurar a locomoção e o conforto de pessoas com deficiência. Na sede do GCASC hoje, será necessária a construção de rampas no espaço térreo e uma reforma no banheiro para alargamento das portas e instalação de barras de apoio, garantindo espaço suficiente para cadeirantes. Para garantir a mobilidade e orientação de pessoas com deficiência visual, os ambientes contarão com piso tátil e sinalização adequada, facilitando a navegação segura pelos espaços. Além disso, será feita a verificação contínua dos espaços para garantir que as condições de acessibilidade sejam mantidas durante a execução do projeto, bem como a capacitação de monitores e equipe de apoio para o atendimento às demandas específicas desse público.Para o produto apresentações musicais será realizado adequações como instalção de banheitos adaptados para pessoas que utilizam cadeiras de rodas, locais reservados na frente do palco para pessoas cadeirantes e/ou baixa mobilidade e pessoas idosas. II - no aspecto comunicacional e de conteúdo Todos os produtos do projeto incluirão recursos que ampliem a acessibilidade dos conteúdos. Para pessoas com deficiência auditiva, intérpretes de Libras estarão presentes em apresentações musicais e oficinas (em caso de público com essa deficiência). Haverá também materiais visuais com legendas descritivas e vídeos legendados, garantindo a compreensão integral das informações. Durante a transmissão dos eventos culturais e nos conteúdos disponibilizados, será oferecida audiodescrição, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão compreendam as cenas, os figurinos e os movimentos de apresentações artísticas.III - no aspecto de comunicação e divulgação acessíveis O Projeto, disponibilizará materiais em formatos acessíveis, contendo informações sobre as medidas de acessibilidade das ações a serem executadas. Capacitação e sensibilização: Além dos ajustes estruturais e conteúdos adaptados, o projeto planeja realizar oficinas de sensibilização para a equipe organizadora, artistas e instrutores, promovendo a conscientização sobre a importância da acessibilidade e o atendimento inclusivo. Essa iniciativa visa criar um ambiente acolhedor e respeitoso para todos.
O Plano bianual através de suas ações têm como prioridade a democratização do acesso às ações culturais e educativas, assegurando que as atividades sejam acessíveis a todos os públicos. Todas as iniciativas previstas no projeto terão entrada gratuita, fortalecendo o compromisso com a inclusão e a promoção da equidade no acesso à cultura e ao conhecimento. As apresentações musicais contarão com transmissões ao vivo para alcançar um público mais amplo, especialmente aqueles que não puderem comparecer presencialmente. As transmissões permitirão que pessoas de diferentes localidades tenham acesso as apresentações culturais e atividades formativas, garantindo uma experiência rica e envolvente mesmo à distância. As oficinas formativas oferecerão inscrições abertas ao público geral, com ampla divulgação por meio de redes comunitárias, escolas públicas e plataformas digitais. O objetivo é atingir não apenas os moradores de Peixinhos, mas também pessoas de comunidades próximas, promovendo a participação de um público diverso e representativo. Ao longo do ano, mestres e grupos de cultura popular de Peixinhos serão convidados para mesas de conversa e debate que serão abertas e gratuitas ao público e também registradas em fotos, vídeos e textos para serem disponibilizados na internet para registro e consulta de estudantes, artistas e todas as pessoas interessadas em conhecer de forma mais aprofundada o patrimônio cultural brasileiro. Essas estratégias de democratização reforçam o compromisso do GCASC em tornar suas atividades inclusivas e acessíveis a diferentes públicos, promovendo o engajamento comunitário e ampliando o alcance do impacto cultural e educativo, contribuindo para o resgate e preservação da cultura local tão rica e para a construção do sentimento de orgulho e pertencimento. A ampliação de acesso será adotada conforme artigo 47 da IN 23/2025: III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas; VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores; Serão realizadas 03 (três) palestras por ano em escolas públicas da comunidades com temas voltados aos ciclos festivos populares como o Carnaval, São João e Natal.
O Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças (GCASC), fundado em 1986, é uma organização localizada em Peixinhos, Olinda, que atua na transformação social através da educação, cultura e enfrentamento da violência urbana. Surgido em um contexto de violência extrema, o GCASC busca promover a cidadania e a inclusão, com foco no desenvolvimento humano de crianças, adolescentes e famílias da comunidade. Ao longo de sua história, o GCASC desenvolveu uma ampla gama de projetos e atividades. Entre elas, destacam-se oficinas formativas de circo, dança, percussão, leitura, informática, confecção de vassouras ecológicas e sabão, além de ações voltadas para a saúde mental e emocional, como o projeto Mães da Saudade, que acolhe mulheres que perderam seus filhos para a violência. O grupo também realiza intervenções em escolas e atividades culturais como o "Carnaval por uma Cultura de Paz", valorizando tradições regionais e promovendo a cultura como ferramenta de resistência e transformação social. Com sua atuação de décadas, o GCASC tornou-se um referencial de resiliência e inovação comunitária, integrando ações culturais, educativas e sociais que já beneficiaram milhares de pessoas em Peixinhos e bairros vizinhos, sendo reconhecido pela articulação de parcerias locais e pela mobilização em torno de políticas públicas voltadas para a juventude e a igualdade social. Atualmente a instituição tem como presidente Rogério Bezerra da Silva que no Projeto Maré Cultural irá desenvolver de forma voluntária a atividade de coordenação executiva sendo responsável por gerir integralmente a proposta, incluindo monitoramento e gestão físico e financeiro do projeto, englobando as seguintes funções: Planejamento e acompanhamento das atividades conforme projeto aprovado, avaliação do andamento do projeto e ajustes necessários; participação em reuniões com a equipe técnica para o aprimoramento do andamento do projeto. FICHA TÉCNICARogério Bezerra da Silva - Função: Coordenador ExecutivoRogério é Educador Popular e graduando em Pedagogia – Universidade Estadual Vale do Acaraú – Núcleo Recife. Integra a equipe do Movimento Cultural Boca do Lixo - em vigência. Integra a equipe do Coletivo da Biblioteca Multicultural Nascedouro - em vigência. Formador em Mediação de Leitura vinculado a Biblioteca Multicultural Nascedouro – em vigência. Articulador da RELEITURA – Bibliotecas Comunitárias em Rede – em vigência. Diretor e Coordenador Executivo do Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças (GCASC). Oriundo de uma família de músicos, aos sete anos, estudou sax alto com meu tio Nilson Bezerra; na infância participou como músico compondo a percussão junto com os irmãos na “Ciranda Luar de Prata” (ciranda essa que se apresentou na região metropolitana do Recife e em diversas localidades de PE), fundada pelo avô José Bezerra, mais conhecido como Bezerra do Sax, músico e compositor pernambucano tendo várias de suas composições gravadas por Lia de Itamaracá. Atuou como Coordenador Executivo do Projeto Centenário de Bezerra do Sax, Músico e Compositor Popular Pernambucano e Criador da Ciranda Luar de Prata, contemplado no Prêmio Culturas Populares: edição Selma do Coco, patrocinadobpelo Ministério da Cultura / Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural no ano de 2018. Como Produtor excutivo atua em produções sócio culturais de música, literatura, audiovisual, e de múltiplas linguagens, dentre elas, Projeto Ouvir, Ler e Contar Histórias, nove edições da Semana da Cultura de Peixinhos; três edições do Festival Farinha do Rock; Conexão Pina Peixinhos, Circuito Cultural Zona Norte do Recife, Bibliobôca Mambembe, 100 anos de Bezerra do Sax, músico e compositor pernambucano, Projeto Luar de Prata Cirandando em Peixinhos - música literatura e memória 2024, mentoria e co-produtor do RECITAL LIRA SUBURBANA- Lugar de Fala para todas as Artes, em colaboração com o Poeta Oriosvaldo de Almeida 2024 e 2025.Elisângela Maranhão - Função: Coordenadora Geral Elisângela Maranhão, também conhecida como Anjinha, é uma educadora social e coordenadora executiva do Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças (GCASC), uma organização fundada em 1986 no bairro de Peixinhos, Olinda, Pernambuco. Filha de uma das fundadoras do GCASC, Elisângela nasceu e foi criada em Peixinhos, vivenciando de perto os desafios enfrentados pela comunidade. Ao longo de sua trajetória, ela tem se dedicado à proteção e promoção dos direitos de crianças e adolescentes, além de oferecer apoio a mães que perderam seus filhos para a violência urbana. Elisângela é autora do projeto "Mães da Saudade", que visa transformar o luto dessas mães em luta por justiça e paz. Faz parte do Conselho Diretor do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) e lançou em 2024 seu primeiro livro, "Relatos de uma educadora". Sua atuação destaca-se pela mobilização comunitária e pela busca constante por políticas públicas que garantam a segurança e o bem-estar da juventude periférica. Jacqueline Oliveira dos Santos - Função: Coordenadora do pedagógica Jacqueline Oliveira dos Santos é assistente social, coordenadora administrativa e gestora de projetos sociais e culturais, com mais de 20 anos de experiência em planejamento, monitoramento e execução de iniciativas voltadas para direitos humanos, cultura e assistência social. Atuou como coordenadora geral da ONG Grupo Sobe e Desce de Olinda (2003-2007) e em cargos de gestão no Instituto de Assistência Social do Recife e na Secretaria de Políticas sobre Drogas de Pernambuco. Entre 2017 e 2020, coordenou a participação de artesãs na Fenearte e liderou feiras culturais no município de Moreno. Atualmente, coordena projetos na Kindernotrilf – Rede Brasil/Inglaterra, promovendo o fortalecimento de comunidades por meio da cultura e desenvolvimento social.Izaias José da Silva - Função: Coordenação administrativo e financeiroIzaias José, é profissional com sólida experiência nas áreas Contábil, Administrativa e Financeira, atuando há mais de uma década na prestação de serviços para empresas privadas e organizações do Terceiro Setor. Desenvolveu projetos de contabilidade, coordenação administrativa, gestão financeira e consultoria para diversas instituições, com foco em organização, transparência e eficiência na gestão. Teve passagem significativa pela empresa KASEL – Assessoria e Consultoria Empresarial, onde atuou como Contador e Coordenador Administrativo-Financeiro por 8 anos. Reconhecido pela atuação ética, visão estratégica e comprometimento com resultados. Ednaldo Fernandes Maranhão dos Santos - Função: Educador Ednaldo Fernandes Maranhão dos Santos é produtor e articulador cultural com ampla experiência na elaboração, realização e captação de recursos para eventos e projetos socioculturais. Atuou no Movimento Cultural Boca do Lixo (1993-2000), promovendo eventos como Semana da Cultura, Pop Rock e Cena Peixinhos, fortalecendo a cena artística local. Como educador social, desenvolveu oficinas de violão, artesanato e direitos humanos em diversas instituições, incluindo o Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças e o Centro de Referência da Infância e Adolescência. Também coordenou o Núcleo da Cidadania – Esporte Pela Vida, promovendo ações esportivas e culturais em comunidades periféricas. Com formação em Direitos Humanos e Gestão Cultural, segue engajado na articulação e execução de projetos que unem cultura, cidadania e desenvolvimento social. Ciro H. S. Silva - Função: Educador Ciro H. S. Silva é graduando em Direito e atua como mobilizador e articulador cultural, pesquisador e coordenador de projetos voltados para direitos humanos, cultura e segurança pública da população LGBTQIAPN+. Possui experiência em advocacy nacional e internacional, planejamento e execução de eventos, além de formulação e implementação de políticas públicas. Trabalhou na ABGLT, no Coletivo Mulheres Periféricas e LGBTQIAPN+, na Casa da Mulher do Nordeste e na Associação de Moradores e Agricultores do Sítio Placas. Foi reconhecido pelo Programa de Desenvolvimento da ONU no Brasil por sua atuação em projetos comunitários.As demais funções necessárias à execução serão indicadas após a aprovação e captação de recursos.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.