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O projeto Cena Aberta: Arte e inclusão profissional realiza uma série de ações socioculturais, voltadas a jovens com algum tipo de deficiência e suas famílias, unindo formação artística, qualificação profissional e fortalecimento de vínculos afetivos e sociais. A iniciativa integra práticas de inclusão produtiva e geração de renda por meio da arte, estimulando o protagonismo dos participantes tanto na cena teatral quanto na vida em comunidade.
PRODUTO PRINCIPAL1. FORMAÇÃO TÉCNICA E DESENVOLVIMENTO PESSOALFortalecer o campo cultural e artístico para pessoas com deficiência, promovendo autonomia, protagonismo e democratização cultural para jovens e adultos neurodivergentes e/ou deficientes físicos na região de Vinhedo-SP. O resultado do trabalho desenvolvido será a produção e realização de um musical teatral.PRODUTO SECUNDÁRIO2. INSERÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO PROFISSIONALPreparar e sensibilizar os participantes para o mercado de trabalho formal, enfrentando barreiras estruturais e culturais que dificultam a inclusão de pessoas com deficiência.
O projeto Cena Aberta: Arte e inclusão profissional realiza uma série de ações socioculturais em Vinhedo-SP, voltadas a jovens de 15 a 24 anos com algum tipo de deficiência e suas famílias, unindo formação artística, qualificação profissional e fortalecimento de vínculos afetivos e sociais. O Espaço Kardak é um polo de criação, formação e inclusão, comprometido com o fortalecimento cultural e artístico de pessoas com deficiência. Fundado por Mariana Schiezaro — artista da cena, palhaça acrobata, pesquisadora da acessibilidade cultural e pessoa com altas habilidades —, o espaço atua há anos na região de Vinhedo, interior de São Paulo, promovendo práticas inclusivas que aliam arte, educação e autonomia. A iniciativa integra práticas de inclusão produtiva e geração de renda por meio da arte, estimulando o protagonismo dos participantes tanto na cena teatral quanto na vida em comunidade. Com uma equipe técnica qualificada e atuante em Vinhedo e ações que articulam dimensões de gênero, raça e deficiência, o projeto atua em um território marcado por desigualdades, potencializando vocações e talentos locais. Da criação colaborativa de um espetáculo ao incentivo ao empreendedorismo e à inserção no mercado de trabalho, todas as etapas são atravessadas por uma abordagem inclusiva e anticapacitista, reafirmando o compromisso do espaço Kardak com a equidade, o fortalecimento de redes e a valorização das capacidades de cada indivíduo.PRODUTO PRINCIPALFORMAÇÃO TÉCNICA E DESENVOLVIMENTO PESSOAL Fortalecer o campo cultural e artístico para pessoas com deficiência, promovendo autonomia, protagonismo e democratização cultural para jovens e adultos neurodivergentes e/ou deficientes físicos na região de Vinhedo-SP. 1.1 Formação Artística: Utilizar a arte como ferramenta para desenvolvimento pessoal, autoconhecimento e autonomia, capacitando os participantes a assumir protagonismo no palco e na construção de um espetáculo.Processo: 10 meses de duração. 1 encontro semanal. Formação respeitando o nível de desenvolvimento e garantindo acessibilidade e participação equitativa. Progressão acumulativa de conteúdo (artes cênicas; depois cênicas e canto; depois cênicas, canto e dança). Público: 20 pessoas atendidas.Meios de verificação: Listas de presença das oficinas. Material didático utilizado. Avaliações de desenvolvimento pessoal e artístico dos participantes. Registros fotográficos e em vídeo das oficinas e ensaios. Depoimentos dos participantes e da equipe técnica.1.2 Formação Técnica em Economia Criativa: Incluir os participantes na concepção e execução de elementos do espetáculo e em funções técnicas/produtivas, estimulando potenciais e vocações no campo da Economia Criativa.Processo: 5 meses de duração. 1 encontro semanal. Acompanhamento por profissionais qualificados para lidar com diversos tipos de deficiência. Material didático adequado. Público: 20 pessoas atendidas.Meios de Verificação: Registros da participação dos assistidos na concepção e execução de cenários e figurinos. Atribuição de funções técnico-produtivas (ex: ator-produtor, assistente de cenografia). Portfólios ou registros dos trabalhos criados pelos participantes. Feedback dos profissionais.1.3 Workshops e Mentorias: Oferecer workshops e mentorias com artistas e profissionais com deficiência que atuem no mercado cultural, a fim de oferecer um processo de troca de saberes, fortalecer redes colaborativas e ampliar repertórios. Eventos: 4 convidados (artistas e profissionais com deficiência) durante a formação. Cada Workshop com duração de 2 horas. Público: 80 pessoas atendidas (aberto ao público).Meios de Verificação: Listas de presença dos workshops e mentorias. Registros dos convidados e temas abordados. Material disponibilizado durante os workshops1.4 Realização de um Espetáculo Musical Inclusivo Protagonizado por Pessoas com Deficiência: Culminar o Eixo Artístico e Técnico, demonstrando o trabalho desenvolvido e ressaltando os protagonismos dos assistidos.Evento: 1 espetáculo musical com temática e equipe técnica elaborados coletivamente. Apresentação para a comunidade de Vinhedo e escolas públicas, em parceria com o Teatro Municipal. Participação ativa dos assistidos na concepção e execução de elementos (cenografia, figurino) e funções técnico-produtivas (ator-produtor, assistente de cenografia). Público: Estimado de 600 pessoas. Meio de Verificação: Programa do espetáculo com ficha técnica e elenco. Registros fotográficos e em vídeo das apresentações. Relatório de público com estimativa de espectadores. Materiais de divulgação do espetáculo. PRODUTO SECUNDÁRIOINSERÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO PROFISSIONALPreparar e sensibilizar os participantes para o mercado de trabalho formal, enfrentando barreiras estruturais e culturais que dificultam a inclusão de pessoas com deficiência. 2.1 Minicursos de Qualificação Profissional: Preparar e sensibilizar os participantes para o mercado de trabalho formal, capacitando-os com habilidades técnicas e socioemocionais cruciais para a empregabilidade e o fomento ao empreendedorismo.Cursos: Oferta de 4 cursos práticos e focados nas necessidades do mercado (introdução à informática Office, Design gráfico - Canva, Edição de vídeo com celulares, autoestima profissional, construção de portfólio e autoapresentação profissional). Também estão previstas visitas técnicas guiadas a ambientes corporativos e industriais. A formação conta com apoio Psicossocial e Orientação Profissional. Público estimado: 60 pessoas.Meio de Verificação: Listas de presença dos minicursos. Material didático e ementas dos cursos. Certificados de conclusão dos cursos. Desenvolvimento de portfólios pelos participantes.2.2 Ciclo de Palestras e Workshops de Sensibilização para Empresas e Escolas: Promover eventos de sensibilização em ambientes corporativos (incluindo o setor industrial, com a experiência do espaço Kardak) e escolas públicas. O objetivo é promover uma mudança de cultura em relação à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e na sociedade.Atividades: Realização de 4 atividades de sensibilização. Abrangência de ambientes corporativos (incluindo setor industrial) e escolas públicas. Público: Estimado de 900 pessoas.Meios de verificação: Listas de presença das palestras e workshops. Material de divulgação e conteúdo das apresentações. Registros fotográficos dos eventos. Feedback das empresas e escolas participantes.2.3 Criação de um Banco de Dados de Talentos PCDs Qualificados no site do projeto: Criação de um banco de dados com os perfis dos participantes que concluíram o programa, destacando suas qualificações e experiências. Este recurso servirá como um diferencial para o mercado de trabalho e facilitará sua inserção em empresas parceiras.Produto: Criação de um banco de dados no site do projeto. Inclusão dos perfis dos participantes que concluíram o programa, destacando qualificações e experiências.Meio de Verificação: Acessibilidade e existência do banco de dados no site do projeto. Número de perfis de participantes inseridos no banco de dados. Registros de encaminhamentos ou contratações facilitadas pelo banco de dados.
O Espaço Kardak é um polo de criação, formação e inclusão, comprometido com o fortalecimento cultural e artístico de pessoas com deficiência. Fundado por Mariana Schiezaro — artista da cena, palhaça acrobata, pesquisadora da acessibilidade cultural e pessoa com altas habilidades —, o espaço atua há anos na região de Vinhedo, interior de São Paulo, promovendo práticas inclusivas que aliam arte, educação e autonomia.Com presença ativa em audiências públicas e fóruns de políticas culturais e de inclusão, o Espaço Kardak tem sido um agente de transformação ao participar de projetos em ONGs, instituições de ensino, escolas profissionalizantes e empresas que buscam ampliar suas práticas em diversidade e acessibilidade. Sua atuação se destaca pela condução de oficinas, vivências e cursos de formação voltados à inserção de pessoas com deficiência nas artes cênicas e no mercado de trabalho criativo.Mariana Schiezaro, idealizadora do espaço, combina sua vivência como neta do mágico Kardak com uma formação sólida em Educação Especial e uma trajetória marcada por sua liderança sensível e assertiva. Mais do que um centro cultural, o Espaço Kardak é uma proposta de mundo: um espaço onde a pluralidade de corpos, linguagens e subjetividades encontra lugar, visibilidade e potência de ação.Em suma, o projeto Cena Aberta: Arte e inclusão profissional não só cumpre as finalidades gerais do Pronac, como a democratização do acesso à cultura e a valorização de criadores e manifestações culturais, mas também se enquadra de forma específica nos objetivos de incentivo à formação artística e cultural e ao fomento da produção artística, especialmente no segmento de artes cênicas e música, por meio de espetáculos. A iniciativa do Espaço Kardak, com sua expertise e atuação em uma região marcada por desigualdades, demonstra a relevância e a necessidade de apoio a este projeto para a efetivação da inclusão e do desenvolvimento cultural de pessoas com deficiência no Brasil.O projeto tem por finalidade, dentre as elencadas no Art. 01 da Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991, os seguintes objetivos:I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais: O projeto visa a jovens de 15 a 24 anos com algum tipo de deficiência e suas famílias, um grupo que historicamente enfrenta barreiras significativas no acesso à cultura e ao mercado de trabalho. Ao oferecer formação artística e qualificação profissional, a iniciativa proporciona meios para que esses jovens exerçam seu protagonismo tanto na cena teatral quanto na vida em comunidade. O Espaço Kardak, proponente do projeto, é um polo de criação, formação e inclusão comprometido com o fortalecimento cultural e artístico de pessoas com deficiência, atuando para democratizar o acesso cultural e reafirmar o compromisso com a equidade e a valorização das capacidades de cada indivíduo.III - Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores: O projeto fomenta a criação artística dos participantes com deficiência, capacitando-os a assumir o protagonismo no palco e na construção de um espetáculo. A culminância do projeto em um Espetáculo Musical Inclusivo Protagonizado por Pessoas com Deficiência é um exemplo direto de valorização e difusão de suas manifestações artísticas e de seus talentos.V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;: Ao integrar práticas de inclusão produtiva e geração de renda por meio da arte, o projeto estimula novas formas de fazer e viver dentro da sociedade brasileira, promovendo a autonomia e a inserção de pessoas com deficiência no campo cultural e profissional.VIII - Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória: A criação coletiva e a apresentação pública do espetáculo musical inclusivo não apenas gera um bem cultural original e de valor artístico, mas também dissemina uma mensagem de inclusão, diversidade e superação do capacitismo, contribuindo para a formação de conhecimento e a construção de uma memória social mais inclusiva.Ainda como objetivos do projeto, destacamos através dos incisos do Art. 3º da Lei 8313/91:I - Incentivo à formação artística e cultural:c) Instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos: O projeto oferece uma Formação Artística de 10 meses e uma Formação Técnica de 5 meses, ambas destinadas a capacitar os participantes para atuarem no campo cultural e criativo. Além disso, prevê Workshops e Mentorias com artistas e profissionais com deficiência.d) Estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes: Embora o público-alvo seja de jovens de 15 a 24 anos, o projeto se configura como uma iniciativa sociocultural promovido pelo Espaço Kardak, com um forte caráter de inclusão social e profissional de pessoas com deficiência através da arte. A apresentação do espetáculo para escolas públicas reforça o alcance social e educativo.II - Fomento à produção cultural e artística:c) Realização de espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore: O projeto culmina com a Realização de um Espetáculo Musical Inclusivo Protagonizado por Pessoas com Deficiência. Este produto cultural central é uma manifestação direta de fomento à produção artística, com a participação ativa dos assistidos na concepção e execução de elementos como cenografia e figurino, e em funções técnico-produtivas.
Projeto Pedagógico: Cena Aberta: Arte e Inclusão Profissional1. Justificativa e Conceito FundamentadorO projeto Cena Aberta surge da necessidade de oferecer oportunidades de desenvolvimento integral e inclusão profissional a jovens de 15 a 24 anos com deficiência e suas famílias, na região de Vinhedo-SP. Baseia-se na premissa de que a arte é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento pessoal, o autoconhecimento e a autonomia. Reconhecendo as desigualdades e barreiras estruturais enfrentadas pelas pessoas com deficiência no mercado de trabalho e na sociedade, o projeto se propõe a atuar como um polo de criação, formação e inclusão, promovendo práticas inclusivas que aliam arte, educação e autonomia.Todas as etapas do projeto são atravessadas por uma abordagem inclusiva e anticapacitista, reafirmando o compromisso com a equidade, o fortalecimento de redes e a valorização das capacidades de cada indivíduo. A acessibilidade cultural é um direito fundamental e uma possibilidade de criação estética e poética, beneficiando a todos e tornando a ação mais interessante e potente.2. ObjetivosObjetivo Geral: Fortalecer o campo cultural e artístico para pessoas com deficiência, promovendo autonomia, protagonismo e democratização cultural para jovens e adultos neurodivergentes e/ou deficientes físicos na região de Vinhedo-SP.Objetivos Específicos:- Utilizar a arte para o desenvolvimento pessoal, autoconhecimento e autonomia dos participantes, capacitando-os a assumir protagonismo no palco e na construção do espetáculo.- Capacitar os participantes na concepção e execução de elementos do espetáculo e em funções técnico-produtivas no campo da Economia Criativa.- Proporcionar troca de saberes, fortalecer redes colaborativas e ampliar repertórios por meio de workshops e mentorias com profissionais com deficiência.- Preparar os participantes para o mercado de trabalho formal e estimular o empreendedorismo através de minicursos de qualificação profissional.- Promover a sensibilização de empresas e escolas para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e na sociedade.- Criar um banco de dados de talentos PCDs qualificados para facilitar a inserção profissional dos participantes.- Realizar um espetáculo musical inclusivo protagonizado por pessoas com deficiência como culminância do Eixo Artístico e Técnico, demonstrando o trabalho desenvolvido.3. Metodologia PedagógicaA metodologia será pautada na acessibilidade transversal, garantindo que a inclusão seja parte integrante de todas as dimensões da experiência artística e cultural. Isso implica:- Abordagem Anti Capacitista: Combater preconceitos, estigmas e discriminações, promovendo a naturalização da presença de pessoas com deficiência e a valorização de suas singularidades. As formações para a equipe serão recorrentes, focadas em atitudes anti capacitistas e no princípio de nada sobre nós sem nós.- Protagonismo dos Participantes: Estimular a participação ativa dos jovens com deficiência na concepção e execução do espetáculo e em todas as atividades, promovendo sua autonomia e capacidade de escolha.- Aprendizagem Colaborativa e Experiencial: As atividades serão práticas e focadas na troca de saberes, na criação coletiva e na experiência direta.- Acessibilidade de Conteúdo e Comunicação: Todos os materiais e informações serão disponibilizados em formatos acessíveis, com o uso de Libras, legendas descritivas, linguagem simples, fontes ampliadas e alto contraste.- Equipe Qualificada e Sensível: Contratação de profissionais qualificados para lidar com diversos tipos de deficiência, capazes de oferecer acompanhamento individualizado e apoio psicossocial.- Respeito à Neurodiversidade: Previsão de espaços e atividades que considerem, respeitem e celebrem a neurodiversidade, como cantos quietos com som e iluminação amena para autorregulação.- Interdependência Reconhecida: Entendimento de que precisar de acompanhantes e cuidadores não significa falta de autonomia, e a comunicação direta com a pessoa com deficiência será priorizada.4. Conteúdo Programático DetalhadoAs atividades serão divididas em módulos de formação e qualificação, com progressão cumulativa e flexibilidade para atender às necessidades dos participantes.4.1. Formação Artística (10 meses) Duração: 10 meses de duração, 1 encontro semanal.Público: 20 jovens com deficiência.Progressão:Artes Cênicas: Fundamentos do teatro, expressão corporal, improvisação, técnicas de atuação e jogos teatrais.Canto: Técnicas vocais, ritmo, afinação, interpretação de canções, com adaptações para diferentes capacidades vocais.Dança: Exploração do movimento corporal, ritmo, coreografia inclusiva, e expressão através da dança, com foco na liberdade e autonomia do corpo.Metodologia: Aulas práticas, ensaios colaborativos, atividades lúdicas e uso de materiais didáticos adaptados.Recursos de Acessibilidade: Todas as atividades terão acessibilidade e participação equitativa garantidas.4.2. Formação Técnica em Economia Criativa (5 meses)Duração: 5 meses de duração, 1 encontro semanal.Público: 20 jovens com deficiência.Conteúdo:Cenografia e Figurino Inclusivo: Conceituação, design e produção de cenários e figurinos para o espetáculo musical, incentivando a participação ativa dos assistidos.Funções Técnico-Produtivas: Capacitação para atuar como ator-produtor e assistente de cenografia, desenvolvendo habilidades de gestão e produção cultural.Metodologia: Aulas práticas em oficina, acompanhamento por profissionais qualificados em diversas deficiências, material didático adequado.Objetivo: Estimular potenciais e vocações no campo da Economia Criativa, com a produção de portfólios ou registros dos trabalhos criados.4.3. Workshops e Mentorias Duração: 4 workshops de 2 horas cada.Público: 80 pessoas atendidas (aberto ao público, incluindo os participantes do projeto).Conteúdo: Serão convidados 4 artistas e profissionais com deficiência atuantes no mercado cultural, para oferecer um processo de troca de saberes, fortalecer redes colaborativas e ampliar repertórios. Os temas serão definidos em colaboração com os convidados, focando na inspiração e no desenvolvimento de habilidades.Metodologia: Apresentações interativas, rodas de conversa, sessões de perguntas e respostas.4.4. Minicursos de Qualificação ProfissionalPúblico Estimado: 60 pessoas (participantes do projeto e suas famílias).Cursos (4 cursos práticos e focados nas necessidades do mercado):Introdução à informática Office.Design gráfico - Canva.Edição de vídeo com celulares.Autoestima profissional, construção de portfólio e autoapresentação profissional.Atividades Complementares: Visitas técnicas guiadas a ambientes corporativos e industriais.Suporte: Apoio Psicossocial e Orientação Profissional contínuos.Objetivo: Preparar e sensibilizar os participantes para o mercado de trabalho formal, capacitando-os com habilidades técnicas e socioemocionais cruciais para a empregabilidade e o fomento ao empreendedorismo.4.5. Ciclo de Palestras e Workshops de Sensibilização para Empresas e Escolas.Atividades: 4 atividades de sensibilização.Público Estimado: 240 pessoas.Objetivo: Promover uma mudança de cultura em relação à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e na sociedade, baseando-se na experiência e nos resultados do projeto.Metodologia: Palestras expositivas, dinâmicas de grupo, apresentação de casos de sucesso e discussões abertas.5. Culminância e Inserção Profissional- Espetáculo Musical Inclusivo: A produção e apresentação do espetáculo musical será a culminância do Eixo Artístico e Técnico. Os participantes terão um papel ativo na concepção, execução e nas funções técnico-produtivas. Este evento também servirá como plataforma para a democratização do acesso à cultura, com distribuição gratuita de ingressos e meia-entrada para pessoas com deficiência.- Banco de Dados de Talentos PCDs Qualificados: Criação de uma plataforma online para destacar as qualificações e experiências dos participantes, servindo como um diferencial para o mercado de trabalho e facilitando a conexão com empresas parceiras.6. Avaliação e VerificaçãoA avaliação será contínua e sistemática, acompanhando o desenvolvimento pessoal e técnico dos participantes e a eficácia das ações do projeto. Os meios de verificação incluem:- Listas de presença das oficinas, workshops e minicursos.- Material didático utilizado e portfólios ou registros dos trabalhos criados pelos participantes.- Avaliações de desenvolvimento pessoal e artístico dos participantes.- Registros fotográficos e em vídeo das oficinas, ensaios e apresentações do espetáculo.- Depoimentos dos participantes, suas famílias e da equipe técnica.- Atribuição de funções técnico-produtivas aos assistidos.- Certificados de conclusão dos minicursos.- Relatório de público do espetáculo e das atividades de sensibilização.- Feedback das empresas e escolas participantes.- Acessibilidade e existência do banco de dados no site do projeto, e o número de perfis inseridos.- Disponibilização de registros audiovisuais do espetáculo e atividades formativas na internet com Libras e audiodescrição. 7. Equipe Pedagógica e de ApoioA equipe será composta por profissionais qualificada e atuantes em Vinhedo, capazes de lidar com diversos tipos de deficiência. Incluirá artistas, técnicos, psicólogos e orientadores profissionais, com experiência em educação especial e acessibilidade cultural. A liderança será sensível e assertiva, inspirada na trajetória da fundadora Mariana Schiezaro, pesquisadora da acessibilidade cultural e pessoa com altas habilidades. O envolvimento e a formação contínua de toda a equipe são essenciais para garantir uma cultura do acesso.
O projeto se posiciona com uma abordagem inclusiva e anti capacitista que atravessa todas as etapas.I. Acessibilidade Física:As seguintes medidas serão implementadas nos espaços de formação, workshops, visitas técnicas e, especialmente, no Teatro Municipal para o espetáculo:Infraestrutura dos Espaços:Rampas e Corrimãos: Devem estar em conformidade com as diretrizes normativas, com inclinações adequadas e corrimãos em ambos os lados e duas alturas.Mobilidade Interna: Corredores amplos e portas com largura suficiente para a passagem de cadeiras de rodas (manuais e motorizadas).Sanitários Acessíveis: Devem estar disponíveis, com trocadores adaptados, sempre destrancados e prontos para uso em cada andar.Assentos de Descanso: Disponíveis em quantidade adequada nos espaços de espera, convivência e exposição.Acolhimento e Orientação:Canto Quieto: Criação de espaços com som e iluminação amenos, com conforto e tranquilidade, para autorregulação de pessoas com maior sensibilidade sensorial (neurodiversas).II. Acessibilidade de Conteúdo:Materiais Didáticos e de Divulgação:Formação Artística e Técnica: O projeto já prevê material didático adequado. Este deve ser disponibilizado em linguagem simples e em formatos acessíveis, incluindo fontes confortáveis (mínimo 16, sem itálico ou serifa) e bom contraste, além de formatos digitais acessíveis, conforme a necessidade dos participantes.Divulgação: Todas as informações sobre o projeto (horários, locais, recursos de acessibilidade disponíveis, informações sobre transporte público e estacionamento) serão claras e amplamente divulgadas. As sinalizações serão claras, intuitivas e incluirão pictogramas, corpo de letra grande com contraste.Comunicação Digital e Visual:Audiodescrição: Para o espetáculo musical.Libras (Língua Brasileira de Sinais): Presente no espetáculo musical.Legendagem para Surdos e Ensurdecidos:: Essencial em todos os conteúdos audiovisuais (vídeos de divulgação, espetáculo).Conteúdo das Atividades (Formação, Workshops, Espetáculo):Acessibilidade Pedagógica: A Formação Artística e Formação Técnica em Economia Criativa garantem a acessibilidade por meio de participação equitativa e acompanhamento por profissionais qualificados para lidar com diversos tipos de deficiência. Isso deve se traduzir em:Metodologias adaptadas aos diferentes tipos de deficiência e neurodiversidade.Recursos multissensoriais nas oficinas e no espetáculo.Protagonismo e Acessibilidade Estética: A concepção do espetáculo deve envolvem ativamente os participantes com deficiência não apenas como atores, mas também na concepção e execução de elementos como cenografia e figurino, e em funções técnico-produtivas. Isso alinha o projeto com a acessibilidade estética, que busca uma experiência sensível e encarnada, vivida, experimental e experimentada, promovendo a participação e o protagonismo de artistas com deficiência.III. Responsabilidade e Formação da Equipe:A equipe técnica qualificada e atuante do Espaço Kardak deve recebe formações anticapacitistas, garantindo que todos os envolvidos no projeto – artistas, equipe técnica, produtores, e até mesmo a equipe de recepção e apoio – estejam aptos a lidar proativamente com as diversas demandas de acesso. Essas formações incluem a participação de pessoas com deficiência no desenvolvimento e execução dos projetos, seguindo o princípio de Nada sobre nós sem nós.IV. Inclusão Social e Sensibilização:O projeto prevê a preparação e sensibilização dos participantes para o mercado de trabalho formal e a promoção de eventos de sensibilização em ambientes corporativos e escolas públicas. Essas ações devem reforçar o fomento e difusão das culturas surdas e da Cultura Def, combatendo o capacitismo. A criação de um Banco de Dados de Talentos PCDs Qualificados é uma ferramenta para facilitar a inserção no mercado de trabalho, e o acesso a esse banco de dados também deve ser garantido.
O projeto alinha-se intrinsecamente aos princípios de Democratização do Acesso à Cultura, conforme estabelecido na Instrução Normativa MINC Nº 23, de 5 de fevereiro de 2025, em seus Artigos 46 e 47. A proposta cultural, focada em jovens com deficiência e suas famílias, já nasce com uma abordagem inclusiva e anticapacitista que atravessa todas as etapas, garantindo a participação equitativa e o protagonismo dos participantes.Para a Democratização do Acesso (Art. 46), o projeto implementará um plano de distribuição cuidadosamente planejado para que seus produtos e ações alcancem o maior número possível de pessoas, em especial aquelas historicamente excluídas do acesso cultural. O ponto culminante do projeto, o Espetáculo Musical Inclusivo Protagonizado por Pessoas com Deficiência, será apresentado em parceria com o Teatro Municipal, com acesso gratuito do público, priorizando o público jovem com deficiência e suas famílias, bem como escolas públicas e grupos minoritários ou em vulnerabilidade social. Em complemento às medidas de democratização, o projeto adotará diversas Medidas de Ampliação de Acesso (Art. 47), enriquecendo a experiência cultural e promovendo a inclusão em diferentes frentes:Disponibilização de registros audiovisuais dos espetáculos e atividades formativas na internet, acompanhados de Libras e audiodescrição . Isso garante que o conteúdo artístico e pedagógico do espetáculo musical e das formações seja acessível a pessoas surdas e com deficiência visual, ampliando significativamente o alcance do projeto para além das apresentações presenciais.Realização de atividades paralelas gratuitas, como os Workshops e Mentorias com artistas e profissionais com deficiência, que são abertos ao público e promovem uma valiosa troca de saberes e fortalecimento de redes colaborativas. Estes workshops não apenas capacitam os participantes do projeto, mas também sensibilizam um público mais amplo sobre a acessibilidade cultural e o protagonismo da pessoa com deficiência. Também estão previstas a realização gratuita de atividades paralelas ao, como treinamentos, palestras e oficinas;O projeto já engloba ações voltadas à formação de jovens por meio da Formação Artística e da Formação Técnica em Economia Criativa, qualificando-os e desenvolvendo suas habilidades técnicas e socioemocionais para a empregabilidade e o empreendedorismo. A criação de um Banco de Dados de Talentos PCDs Qualificados servirá como uma medida prática de inserção profissional, articulando as dimensões artística, educativa e social do projeto.
Mariana Schiezaro - Coordenação PedagógicaCom 26 anos de experiência, é atriz, palhaça acrobata e neurodivergente (AH/SD). Ao longo de sua carreira, atuou em 38 espetáculos e trabalhou em 8 empresas culturais. Destaca-se seu trabalho na inclusão social e acessibilidade, como a narração literária para o app de audiobooks infantis “Conviver para Conhecer” (2020) e sua atuação no espetáculo de bonecos do projeto “Turma do Bairro”, da ONG SORRI CAMPINAS (2017-2018). É professora do módulo “Humor no Teatro” no curso profissionalizante para jovens com deficiência intelectual e motora na Tadoma Campinas/SP. Formada em Humor pela SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, Mariana iniciou sua trajetória em 1999, com Kha Machado, em um grupo de teatro amador financiado pela Unilever de Vinhedo, onde permaneceu até 2001. Em 2009, começou suas práticas circenses na modalidade aérea (tecido acrobático). Como arte-educadora, atua no Terceiro Setor desde 2001, ministrando aulas de Teatro e Circo em projetos como “Mais Educação” e em programas das Secretarias de Assistência Social de Vinhedo e Louveira. Entre 2009 e 2012, trabalhou como atriz no Teatro de Kaminda, na Hopi Hari, em Vinhedo. Mariana também realiza formação para eliminação de atitudes capacitistas, por meio do projeto Tripé Acessi, criado por ela em 2020, que promove acessibilidade comunicacional e atitudinal em suas obras e projetos. Cursos e Workshops: Superior: 6º semestre de Licenciatura em Educação Especial (Uninter) Grupo de estudos online - Mulheres na Palhaçaria com Karla Concá (Maio/Junho de 2020) Humor (ênfase em Dinâmica do Movimento (Lecoq), Teatro Físico e Mímica) - SP Escola de Teatro (2013-2015) Commedia Dell’Arte com Tiche Vianna - Campinas/SP (2012) Commedia Dell’Arte “Brasileira” com Tiche Vianna - Campinas/SP (2012) A Menor Máscara do Mundo com Ésio Magalhães - São Paulo/SP (2012) Biomecânica de Meyerhold - Teatro de Maquinaria, Valinhos/SP (2012) Circo-Teatro com Fernando Neves - Ocupação Funarte, Campinas/SP (Outubro/2014) Oficina de Teatro de Rua com a BRAVA Companhia - São Paulo/SP (2017)Willian Silva - Produtor ExecutivoGestor cultural, elaborador de projetos e produtor artístico, com ampla atuação no Brasil e no exterior, com projetos em Portugal, França e Emirados Árabes. Já atendeu mais de 70 projetos culturais em todo o Brasil, com forte atuação na elaboração de propostas para os principais editais nacionais e internacionais, como: Lei Rouanet, CCBB, Petrobras, PROAC SP, PROMAC SP, SECEC RJ, FAC - DF, SESC, Lei Aldir Blanc, Lei Paulo Gustavo, Caixa Cultural, ICMS RJ, DGARTES(Portugal), dentre outros. Atualmente, é coordenador de elaboração de projetos culturais na Mauka (Brasília/DF), com experiência consolidada em propostas para as áreas de Música, Teatro, Dança, Artes Visuais, Audiovisual, Games, Feiras e Festivais. Sua formação inclui Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Gestão do Patrimônio pelo Instituto Politécnico do Porto (Portugal). Também participou do programa Música & Negócios (PUC-Rio) e cursou Acessibilidade Cultural em Espaços de Uso Público pela Escola de Administração do Governo.ARIADNE ANTICO (DRT 82.385) - Instrutora Artes Cênicas Palhaça, atriz, performer, produtora, palestrante, artesã, vez ou outra operadora de luz e dona dos melhores movimentos involuntários e de um jeito de andar único, charmoso, não retilíneo e fora do eixo. Integrante da Cia A Casa das Lagartixas, de São José dos Campos/SP, atualmente apresenta a Palestra Show Muros e Grades são Invenções Humanas (desde 2015), o Espetáculo Birita Procura-se com direção de Esio Magalhães (desde 2019) e o Espetáculo Performático O Tempo (desde 2022).Milton Mariano - Instrutor Dança e TeatroFormado em Artes Cênicas pelo Conservatório Carlos Gomes de Campinas-SP, está graduando Licenciatura em Artes Visuais. Ator, Diretor, Pesquisador, Prof.de Teatro, preparador de Atores e Atrizes em cinema/teatro/televisão. Desenvolve Expressão Corporal com ênfase em Teatro para pessoas com PCDs.Luiz Augusto Peres - Instrutor Artes CênicasEstudou piano particular de 1998 a 2000 em Lins/SP Estudou piano, canto coral e teoria musical no Conservatório da USC-Universidade do Sagrado Coração (atual UniSagrado) de 2004 a 2006 em Bauru/SP Estuda Bacharelado em Música – Regência no Instituto de Artes da Unesp a partir de 2023 em São Paulo/SP.Estela Lapponi - Assessora de ConteúdoPerformer e videoartista paulistana. Tem como objetivo de investigação artística:o discurso do corpo com deficiência, a prática performativa e relacional (público) e o trânsito entre as linguagens visuais e cênicas. Desde 2009 realiza práticas investigativas em diversas linguagens sobre o conceito que criou – Corpo Intruso e seu contêiner Zuleika Brit. Em 2018 dirigiu e produziu seu primeiro curta-metragem – profanAÇÃO – contemplado pelo edital de produção de curtas da SPCine, em que dá início à pesquisa de inserção do recurso de acessibilidade como parte da poética da obra.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.