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O projeto visa a produção e publicação de um livro bilíngue (português/inglês), sobre a trajetória e produção artística do artista visual paulistano Edu Silva.
O vocabulário sintético-poético do artista visual Edu Silva recai em dois elementos: a cor e a matéria. Em sua prática, materiais culturalmente identificados como nobres, como o mármore e o linho, convivem com outros, comumente lidos como ordinários, como o papelão e a tinta acrílica. Já o cromatismo vívido de suas pinturas, principal meio de sua produção, provém da criação de áreas que são sobrepostas por outras camadas tonais de modo imperfeito, deixando antever no limite de suas formas os tempos anteriores de sua feitura. Nessa operação, Silva cria fissuras, camadas, entre-espaços, peles e cascas. Suas composições são abstratas, mas sua espacialidade imanente inclina a percepção para topografias imaginárias, como se fossem paisagens e territórios desconhecidos. As manchas cromáticas, mais orgânicas do que geométricas que habitam suas telas, são desiguais, de modo que uma cor sempre predomina no quadro. A assimetria na ocupação da superfície permite leituras políticas através de analogias sociais sobre tensões territoriais, sem interferir, contudo, na potência das reflexões de Edu Silva sobre o campo pictórico. Em suas esculturas, por sua vez, o artista articula o papelão e o mármore em arranjos no qual a fragilidade do primeiro é o que confere sustentação para o segundo, cuja densidade e peso, oferece, por sua vez, um risco à própria estrutura. Usualmente instaladas nos cantos da arquitetura, esses objetos reconfiguram nosso olhar no espaço, convocando nossa atenção para suas margens.
Objetivo Geral: difundir os processos artísticos e criativos relacionados à arte contemporânea, no que diz respeito aos seus materiais, às escolhas estéticas, suas narrativas e objetivos, a partir da perspectiva do trabalho artístico de Edu Silva; Objetivos Específicos: i) organização e publicação de um livro bilíngue sobre o trabalho e trajetória artística do artista visual paulistano Edu Silva, contendo imagens de suas obras e suas respectivas especificações técnicas; textos críticos e curatoriais; bem como entrevistas de especialistas e profissionais de arte e depoimentos do próprio artista sobre o seu processo criativo; ii) distribuição gratuita de exemplares do livro à escolas da rede pública e privada de ensino, espaços independentes, museus e instituições artísticas;
A Lei de Incentivo à Cultura se apresenta como o instrumento mais adequado para viabilizar a produção e publicação do livro sobre a trajetória e a obra do artista Edu Silva por diversos motivos que dizem respeito tanto à natureza pública do bem cultural que se pretende produzir, quanto à insuficiência de mecanismos tradicionais de mercado para assegurar sua ampla difusão. Em primeiro lugar, o livro propõe não apenas documentar, mas também refletir criticamente sobre uma produção artística de relevância contemporânea, cuja poética articula questões materiais, formais e sociais de maneira sensível e inovadora. Ao tratar de temas como a tensão entre materiais considerados nobres e ordinários, as camadas temporais da pintura e as relações políticas sugeridas pelas assimetrias espaciais de suas obras, o projeto editorial assume um papel formador, contribuindo para o fortalecimento do pensamento crítico e da memória cultural no país. Trata-se, portanto, de um bem cultural de valor universal, conforme previsto no artigo 1º, inciso VIII da Lei Rouanet: estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Contudo, esse tipo de iniciativa — uma publicação autoral, crítica e especializada sobre artes visuais — dificilmente encontra espaço no mercado editorial tradicional, pautado por critérios de alta vendagem e retorno comercial imediato. Por sua especificidade e por seu compromisso com a difusão do conhecimento e da arte, o livro de Edu Silva requer um modelo de financiamento que reconheça o valor simbólico e social da cultura como um direito de todos. Assim, ao optar pela Lei de Incentivo como instrumento de viabilização, garantimos que a publicação do livro não fique restrita a lógicas de mercado e que possa cumprir plenamente sua função pública: fomentar a produção cultural e artística, mediante a edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes, conforme o previsto no artigo 3º, inciso II da referida lei, promovendo, desta forma, o acesso, a reflexão e o reconhecimento da arte brasileira contemporânea.
Com tiragem prevista em 1000 exemplares, o livro possui as seguintes características gráficas: 208 páginas, 18cm x 23cm, capa dura com tecido, papel Eurobulk 135g (900 exemplares); 208 páginas, 18cm x 23cm, capa papel craft grosso + intervenção do artista (peças únicas), papel Eurobulk 135g (edição especial - 100 exemplares);
Os eventos de lançamento do livro, assim como as ações de contrapartidas, serão realizados em locais/espaços que contam com recursos de acessibilidade física. Além disso, as cinco rodas de conversas previstas contarão com intérpretes em Libras, visando o acolhimento do público com baixa ou nenhuma audição.
Visando garantir as medidas de democratização de acesso ao produto cultural, conforme preconiza o art. 46 da IN nº 23/2025, a proposta prevê:i) 10% dos exemplares para distribuição gratuita promocional por patrocinadores (100 unidades);ii) 10% dos exemplares para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto (100 unidades);iii) 35% dos exemplares para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, incluindo professores de instituição públicas de ensino; (350 unidades);iv) 20% dos exemplares para comercialização pelo valor de R$50,00 (200 unidades);v) 15% dos exemplares para comercialização pelo valor de até R$250,00 (150 unidades);Ainda em complemento às medidas de democratização de acesso, mencionadas acima, conforme determinado pelo inciso I do art. 47 da referida instrução normativa, o projeto também prevê ampliar o acesso ao produto cultural, a partir da doação adicional de 10% dos exemplares para fins sociais e/ou educativos, além do já previsto no art. 46, inciso III, totalizando, desta forma, 45% dos exemplares produzidos, ou seja, 450 exemplares.
Edu Silva (São Paulo/SP, 1979) - Proponente/Coordenador Geral: realiza exposições individuais, destacando-se: Corolário, na Galeria Luis Maluf, em São Paulo, Brasil (2022); Autorretrato, na Galeria Vértice, em São Paulo, Brasil (2019); Mestiçagem, na CasaGaleria Oficina de Arte, em São Paulo, Brasil (2018); e Rupturas, no Museu de Arte de Blumenau, em Blumenau, Brasil (2017). Seus trabalhos participaram de mostras coletivas como: Dos Brasis: Arte e pensamento negro, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, Brasil (2023); Fisionomía en contradicción, no Museum of Northern History, em Kirkland Lake, Canadá (2022); Rocco, no Rochester Contemporary Art Center’s International, em Nova York, Estados Unidos (2017); Map of the New Art, na Fondazione Giorgio Cini, em Veneza, Itália (2015); entre outras. Além disso, suas obras integraram exposições coletivas notáveis, como Mãos – 35 anos da mão afro, MAM São Paulo, Direito à Forma, Inhotim, 28º SARP – Salão de arte de Ribeirão Preto e 20º Programa de exposições MARP – Museu de arte de Ribeirão Preto. Seus trabalhos compõem as coleções da Fundação Bienal de Arte de Cerveira, Vila Nova de Cerveira, Portugal; Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), Porto Alegre, Brasil; Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro, Brasil; e da Pinacoteca Municipal Pimentel Júnior, Rio Claro, Brasil.Carolina Colichio (Ribeirão Preto/SP, 1977) - Designer Gráfica: É formada em Comunicação Social pela Universidade Mackenzie (2000). Atua como designer e diretora de arte há mais de 20 anos. Passou por agências como Y&R e McCann em Lisboa, DraftFCB em Madrid, RappCollins, Pepper Comunicação e QG Propaganda em São Paulo. Trabalhou como diretora de arte diretamente com a Natura Cosméticos na Trip Editora (2012-2015) e LATAM Airlines na agência de conteúdo NewContent (2015-2017). Desde 2017 trabalha como freelancer e inicia sua carreira nas artes visuais. Nos últimos anos, seu foco no design tem sido direcionado para projetos em identidade visual, catálogos e livros de arte. Seleção de trabalhos: https://carolinacolichioalario.myportfolio.com/
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.