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PRONAC 254857Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Centro Cultural Antônio Cleofas: Implantação e Restauração de Equipamento Cultural

ASSOCIACAO VILA BARROLO
Solicitado
R$ 905,3 mil
Aprovado
R$ 905,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Criação Implantaç (Proj Construç Restaur Reforma)
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Construção, conservação e implantanção de equipamento cultural
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Conceição das Alagoas
Início
2026-01-02
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
Uberaba Minas Gerais

Resumo

O projeto propõe a restauração e reestruturação do imóvel onde funcionou o primeiro ateliê do Mestre Ceramista Antônio Cleofas, em Uberaba (MG), transformando-o num Centro Cultural dedicado à preservação da memória e à retomada das atividades artesanais da Família Bezerra, agora conduzidas por seus filhos e netos, responsáveis por dar continuidade a um dos legados mais significativos da cerâmica popular brasileira - reconhecida através das atividades da Vila Barroló. A proposta inclui a recuperação arquitetônica do imóvel, adaptações de acessibilidade e adequação dos ambientes para exposições permanentes, produção de artesanato cerâmico e de outros campos, salvaguarda cultural, pesquisa e formação. Aberto ao público, o espaço apresentará o histórico da família e a relevância da cerâmica na cultura de Uberaba e do Triângulo Mineiro, incluindo a produção e exposição de réplicas de cerâmicas pré-colombianas, evidenciando o vínculo entre o saber ancestral e o fazer atual.

Sinopse

O presente projeto propõe a restauração, reestruturação e requalificação cultural do imóvel onde funcionou o primeiro ateliê do Mestre Ceramista Antônio Cleofas, localizado no bairro Boa Vista, em Uberaba (MG). Além da reforma arquitetônica, a iniciativa visa ressignificar o espaço como um equipamento cultural de referência, denominado Centro Cultural Antônio Cleofas, dedicado à preservação da memória, à salvaguarda dos saberes tradicionais da cerâmica popular e à retomada, em bases estruturadas e permanentes, das atividades artesanais da Família Bezerra na cidade — hoje representada pela terceira e quarta gerações de artesãos.A trajetória de Antônio Cleofas (1955), natural de Nanuque (MG) e radicado em Uberaba a partir da década de 1970, representa um dos capítulos mais significativos da cerâmica popular brasileira contemporânea. Reconhecido nacionalmente por sua dedicação ao ofício e por sua contribuição à valorização das artes do barro, Cleofas não apenas produziu milhares de peças que circularam pelo Brasil e pelo exterior, mas também transmitiu, de forma intergeracional, os saberes e técnicas do fazer cerâmico a seus filhos e netos. Parte desse legado se manifesta no próprio espaço físico do ateliê original, onde a tradição familiar foi forjada e transmitida, e que agora, por meio deste projeto, será restaurado e revitalizado como centro de referência cultural.A obra compreende a restauração integral do imóvel, respeitando suas características arquitetônicas originais e o valor histórico do espaço, com a reconstrução do tradicional forno cerâmico — elemento central da prática artesanal — seguindo as técnicas utilizadas por Antônio Cleofas e garantindo condições adequadas de segurança e funcionalidade. Além da recuperação estrutural, o espaço será adaptado às normas de acessibilidade, tanto física quanto de conteúdo, garantindo que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam usufruir plenamente do ambiente e de seus conteúdos.O Centro Cultural Antônio Cleofas será estruturado em três núcleos principais:1. Exposição Permanente: "Saberes e Fazeres com o Barro"O núcleo expositivo apresentará ao público o percurso de vida e a obra de Antônio Cleofas, contextualizando sua trajetória dentro da história da cerâmica popular mineira e brasileira. A exposição contará com peças históricas da produção familiar, painéis fotográficos, registros audiovisuais e depoimentos, evidenciando o impacto cultural do mestre ceramista e o protagonismo da Família Bezerra na preservação dessa tradição.Parte fundamental da exposição será dedicada à apresentação de réplicas de cerâmicas pré-colombianas, produzidas pelos artesãos da Família Bezerra a partir de pesquisas arqueológicas realizadas na região, em diálogo com o Projeto Quebra-Anzol, coordenado pela Profa. Dra. Márcia Angelina Alves (USP). As peças pré-colombianas, escavadas em sítios arqueológicos no Triângulo Mineiro, revelam semelhanças morfológicas, técnicas e simbólicas com as cerâmicas populares produzidas atualmente, evidenciando a profundidade histórica e cultural dos saberes artesanais transmitidos entre gerações.2. Espaço Vivo de Produção ArtesanalO Centro Cultural será, ao mesmo tempo, espaço de memória e de prática viva do fazer cerâmico. Os filhos e netos de Antônio Cleofas, legítimos herdeiros do saber artesanal, ocuparão o ambiente como local de produção contínua de peças em barro, utilizando técnicas tradicionais e dialogando com inovações estéticas e produtivas contemporâneas. O público visitante poderá acompanhar o processo produtivo em tempo real, observando as etapas de modelagem, secagem, acabamento e queima das peças, fortalecendo a conexão entre o patrimônio imaterial e o cotidiano das pessoas.Esse ambiente será estruturado para garantir as condições adequadas de trabalho, segurança e acesso, preservando o caráter artesanal do processo e promovendo a valorização social e econômica dos artesãos envolvidos.3. Espaço de Pesquisa, Salvaguarda e FormaçãoO terceiro núcleo do Centro será dedicado à pesquisa técnico-cultural e à sistematização dos saberes relacionados à cerâmica popular, com foco na continuidade e no fortalecimento das práticas tradicionais. Serão desenvolvidas atividades como:1) Levantamento e documentação de massas cerâmicas, técnicas de modelagem, cores, formas e processos de queima utilizados pela Família Bezerra;2) Sistematização dos resultados do Inventário Cultural da Família, atualmente em fase de organização, que registra os saberes, fazeres e a trajetória histórica do grupo;3) Realização de estudos técnicos em parceria com universidades, pesquisadores e instituições culturais, aprofundando o conhecimento sobre as conexões entre a cerâmica popular contemporânea e o patrimônio arqueológico regional;4) Promoção de ações formativas pontuais, voltadas a novos aprendizes do barro, fortalecendo o ciclo intergeracional de transmissão dos saberes. Dimensão Cultural e SocialO projeto se estrutura a partir de uma perspectiva ampla e integrada da cultura, compreendendo o patrimônio cultural não apenas como conjunto de objetos e técnicas, mas como expressão viva das identidades, das relações sociais e da história coletiva. Nesse sentido, o Centro Cultural Antônio Cleofas se insere em um esforço amplo de valorização das culturas populares brasileiras, do fortalecimento da economia criativa e da promoção do turismo cultural em Uberaba e no Triângulo Mineiro.O espaço será aberto ao público, com visitação gratuita ou a preços simbólicos, programação cultural descentralizada e ações específicas de democratização do acesso e inclusão, conforme detalhado nos campos correspondentes. A acessibilidade será assegurada de forma integral, tanto no plano físico quanto no conteúdo expositivo e educativo, garantindo que pessoas com deficiência possam usufruir plenamente do equipamento cultural.Classificação IndicativaO projeto é destinado a todos os públicos, com Classificação Indicativa: Livre, sendo adequado para crianças, jovens, adultos, idosos, pessoas com deficiência e demais grupos sociais, sem restrições quanto à idade ou perfil dos visitantes.ConclusãoO Centro Cultural Antônio Cleofas será a materialização concreta de um compromisso com a memória, o patrimônio cultural e a continuidade dos saberes artesanais da cerâmica popular brasileira. Ao restaurar o imóvel, revitalizar as atividades da Família Bezerra e abrir o espaço à comunidade, o projeto garante a preservação de um legado cultural fundamental e contribui para o fortalecimento das artes populares, da identidade mineira e da construção de um país que respeita e valoriza suas raízes.

Objetivos

OBJETIVO GERALPromover a restauração e reestruturação do imóvel histórico onde funcionou o primeiro ateliê do Mestre Ceramista Antônio Cleofas, em Uberaba (MG), adequando o espaço para funcionamento como Centro Cultural Antônio Cleofas, dedicado à preservação da memória, à valorização do patrimônio imaterial e à continuidade da produção da Família Bezerra - reconhecida através das atividades da Vila Barroló - por meio de ações estruturantes de recuperação arquitetônica, acessibilidade, exposição permanente, produção artesanal, pesquisa, salvaguarda cultural e formação. OBJETIVOS ESPECÍFICOS1) Restaurar integralmente o imóvel onde funcionou o primeiro ateliê do Mestre Ceramista Antônio Cleofas, respeitando suas características arquitetônicas originais e sua relevância histórica, de modo a garantir sua preservação como patrimônio cultural material da cidade de Uberaba.2) Adequar o espaço físico para atender às normas de acessibilidade, incluindo a instalação de rampas, sanitários acessíveis, sinalização tátil e demais adaptações, assegurando o direito de acesso universal ao futuro Centro Cultural, conforme as legislações vigentes e as boas práticas de inclusão.3) Reestruturar o ambiente interno do imóvel para abrigar: . Área de exposição permanente dedicada à trajetória da Família Bezerra e à importância histórica e cultural da cerâmica no estado de Minas Gerais, especialmente na região do Triângulo Mineiro; . Espaço de produção artesanal, onde os filhos e netos de Antônio Cleofas, representantes da terceira e quarta gerações, poderão dar continuidade ao fazer cerâmico tradicional, mantendo viva a prática ancestral; . Ambiente de pesquisa e salvaguarda cultural, voltado à sistematização e difusão do conhecimento relacionado à cerâmica popular, às técnicas de produção, aos materiais, às formas e às queimas.4) Reconstruir o forno cerâmico tradicional, elemento central da prática artesanal, seguindo as técnicas originais utilizadas por Antônio Cleofas, respeitando as normas de segurança e preservando o saber-fazer vinculado ao processo de queima de peças de barro.5) Implantar a exposição permanente "Antônio Cleofas: saberes e fazeres com o barro", apresentando a trajetória do mestre ceramista Antônio Cleofas, o contexto histórico da cerâmica em Uberaba, no Triângulo Mineiro e em Minas Gerais, e as peças produzidas pela família ao longo das gerações.6) Produzir e expor réplicas de cerâmicas pré-colombianas, desenvolvidas pelos artesãos da Família Bezerra, a partir de pesquisas arqueológicas conduzidas em sítios da região - tais como o Projeto Quebra-Anzol, da Arqueóloga Profa. Dra. Márcia Angelina (USP) - e do Inventário Cultural da família, evidenciando as semelhanças morfológicas, técnicas e simbólicas entre o saber ancestral e a produção artesanal contemporânea.7) Garantir que o público visitante possa acompanhar o processo artesanal vivo, observando em tempo real a produção de peças de barro pelos artesãos da família, promovendo a valorização do fazer manual, o reconhecimento dos saberes populares e a conexão entre o público e o patrimônio imaterial.8) Incentivar a continuidade do fazer artesanal da cerâmica popular brasileira, oferecendo à Família Bezerra as condições adequadas para desenvolver suas atividades, produzir, comercializar e transmitir seus conhecimentos, fortalecendo a economia criativa local e o reconhecimento dos mestres e mestras de saberes tradicionais.9) Realizar ações de formação, pesquisa e documentação técnica, integradas ao Inventário Cultural da Família Bezerra, contemplando o levantamento de informações sobre as massas cerâmicas utilizadas, as técnicas de queima, as cores, as formas e demais aspectos relacionados à produção artesanal da cerâmica.10) Contribuir para a salvaguarda do patrimônio imaterial brasileiro, em especial os saberes e fazeres da cerâmica tradicional, por meio da valorização do legado do Mestre Ceramista Antônio Cleofas, do fortalecimento das atividades artesanais da família e da estruturação de um espaço cultural permanente dedicado à memória e à produção.11) Promover o acesso democrático à cultura e ao patrimônio, garantindo a visitação gratuita ou a preços simbólicos, com foco no público local, estudantes, grupos sociais prioritários e turistas, além de ações inclusivas que assegurem o acesso de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou outras necessidades específicas.12) Contribuir para o fortalecimento do turismo cultural em Uberaba e no Triângulo Mineiro, estruturando um espaço de referência na área da cerâmica popular, ampliando o circuito cultural da cidade e agregando valor ao patrimônio cultural e artístico da região.13) Atuar em conformidade com as diretrizes do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), do Ministério da Cultura, priorizando a preservação do patrimônio cultural brasileiro, a valorização das culturas populares e a promoção de atividades culturais acessíveis, inclusivas e de reconhecido interesse público.14) Ampliar a visibilidade da cerâmica popular brasileira e das artes populares mineiras, integrando o Centro Cultural Antônio Cleofas a circuitos culturais, roteiros turísticos, redes de mestres artesãos e eventos culturais locais, estaduais e nacionais.15) Estimular o sentimento de pertencimento e valorização identitária da comunidade local, resgatando e fortalecendo as raízes culturais de Uberaba e da região, por meio do reconhecimento da trajetória da Família Bezerra e da cerâmica como expressão legítima do patrimônio cultural mineiro e brasileiro.

Justificativa

A cerâmica é uma das expressões culturais mais antigas e significativas da história da humanidade, e no Brasil, especialmente em Minas Gerais, ela ocupa um papel central na formação identitária dos territórios e na preservação dos saberes populares. Em Uberaba e região, a cerâmica tradicional integra o cotidiano e a economia popular, carregando consigo memórias, modos de fazer e heranças culturais transmitidas de geração em geração.Dentro desse contexto, a trajetória do Mestre Ceramista Antônio Cleofas representa um dos mais relevantes legados da cerâmica popular brasileira. Natural de Nanuque/MG, interior de Minas Gerais, Cleofas dedicou sua vida ao barro, produzindo milhares de peças que circularam pelo Brasil e pelo exterior, ao mesmo tempo em que transmitiu seus conhecimentos a filhos, netos e aprendizes, consolidando um ciclo contínuo de salvaguarda e renovação cultural. Sua atuação é reconhecida por pesquisadores e instituições culturais por conectar a produção cerâmica contemporânea às raízes mais profundas da tradição ceramista da região. Seu histórico de vida foi abordado na tese de Doutorado da Psicóloga Thaís Wense de Mendonça Cruz, nomeada A escuta do fazer: a imaginação simbólica entre o artesão e a matéria-prima de 2002 na USP, além de ter sido tema de reportagens especiais, como o Programa Tô Indo da TV Integração (Rede Globo) e do Premiado Longa-Metragem do cineasta israelense Ofer Freiman Leaving Paradise.O imóvel onde funcionou seu primeiro ateliê, à Rua Santa Juliana, 153, no bairro Boa Vista, em Uberaba/MG, possui enorme valor simbólico e cultural, sendo um espaço físico de produção artesanal e ponto de convergência de memórias, saberes e identidade coletiva. Foi nesse ambiente que seus filhos nasceram e receberam o ofício do barro como atribuição profissional e existencial. Com área total de 225,6 m² de terreno e 142,55 m² de área construída, conforme consta no extrato de IPTU de 2025, a casa possui características arquitetônicas comuns às construções urbanas de meados do século XX em bairros populares: fachada simples, estrutura sólida, quintal interno e ambientes funcionais que favorecem o uso misto entre moradia, criação artística e atividades coletivas. Um portão metálico amarelo marca a entrada principal, sombreada por árvores antigas, que protegem e emolduram o imóvel na paisagem da rua. Entretanto, o imóvel encontra-se atualmente em estado de desgaste estrutural, sem as condições adequadas para o exercício das atividades culturais e artesanais, correndo o risco de deterioração e apagamento deste patrimônio. Outrossim, restaura o aspecto artístico e cultural do bairro Boa Vista como ambiente de efusividade criativa, aspecto enfraquecido desde a mudança da família e seu ateliê de produção para Zona Rural de Conceição das Alagoas/MG em 2009.A reestruturação desse espaço como Centro Cultural Antônio Cleofas se justifica como uma ação estratégica e urgente de salvaguarda do patrimônio material e imaterial, possibilitando a preservação e a revitalização de um dos núcleos mais significativos da cultura popular mineira. O projeto, ao restaurar o imóvel, adequá-lo às normas de acessibilidade e estruturar ambientes para exposição, produção, pesquisa e formação, cumpre um papel fundamental na preservação da memória, na valorização das culturas populares e na continuidade do fazer artesanal.Além do aspecto patrimonial, o projeto dialoga diretamente com as políticas públicas de cultura, turismo e desenvolvimento sustentável, contribuindo para o fortalecimento da economia criativa local, a geração de oportunidades para artesãos e o estímulo ao turismo cultural em Uberaba e no Triângulo Mineiro. A criação do Centro Cultural Antônio Cleofas se soma aos esforços de instituições públicas e privadas na consolidação de um território que valoriza suas raízes culturais e promove o acesso democrático à arte e ao patrimônio.Outro aspecto relevante da justificativa é o vínculo do projeto com a pesquisa científica e o reconhecimento do saber ancestral. Destaca-se, nesse sentido, o diálogo do projeto com o Projeto Quebra-Anzol, coordenado pela Arqueóloga Profa. Dra. Márcia Angelina Alves (USP), responsável por pesquisas em sítios arqueológicos na região, onde foram escavadas peças pré-colombianas que apresentam semelhanças morfológicas e técnicas com as cerâmicas produzidas atualmente pela Família Bezerra. Essa relação entre o passado ancestral e o presente vivo do fazer artesanal reforça a relevância cultural e científica do projeto, ampliando sua contribuição não apenas para a preservação do patrimônio, mas também para o avanço do conhecimento sobre a cerâmica no Brasil.A proposta também responde a uma demanda crescente da sociedade por espaços culturais inclusivos e acessíveis, que permitam o contato direto com as práticas artesanais, o reconhecimento dos mestres e mestras de saberes tradicionais e a valorização dos territórios culturais - Cleofas foi titulado Cidadão Honorário da cidade de Uberaba em 2009, como reconhecimento dos serviços prestados à comunidade. Ao garantir a acessibilidade física e de conteúdo, o projeto assegura que pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e diferentes perfis sociais possam acessar o espaço, conhecer o processo produtivo da cerâmica e se conectar com o patrimônio cultural.Cabe ressaltar que o projeto atua em sintonia com as diretrizes do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), contribuindo diretamente para os seguintes objetivos:1) Salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro, especialmente as expressões populares e tradicionais;2) Valorização das culturas populares e dos mestres de saberes tradicionais;3) Promoção do acesso democrático à cultura e ao patrimônio;4) Estímulo à economia criativa e ao turismo cultural;5)Fortalecimento de territórios culturais e das redes de artesãos;6)Contribuição para a formação de público e o reconhecimento do valor cultural do fazer artesanal.Por fim, o projeto propõe, através da implantação do Centro Cultural Antônio Cleofas seu compromisso ético e cultural com a preservação das memórias, dos saberes e das práticas que definem a identidade cultural da cidade, do Triângulo Mineiro e do Brasil, assegurando a continuidade dos fazeres tradicionais, o fortalecimento das artes populares e a construção de um país que respeita e valoriza suas raízes tradicionais, familiares e socioculturais.

Estratégia de execução

O projeto de implantação do Centro Cultural Antônio Cleofas carrega relevância simbólica, histórica e social que vai além das dimensões materiais e das atividades previstas. Algumas informações complementares e diferenciais merecem destaque para qualificar a compreensão e a avaliação da proposta:1. Valor Imaterial e Histórico do ImóvelO imóvel objeto da presente proposta não é apenas um espaço físico de trabalho ou exposição, mas o local onde se originou um dos mais reconhecidos núcleos familiares de ceramistas populares do Brasil. Trata-se do primeiro ateliê do Mestre Antônio Cleofas, espaço onde seus filhos e netos nasceram, cresceram e receberam, de forma prática e cotidiana, o ofício tradicional do barro. A preservação deste espaço significa a salvaguarda de um patrimônio vivo, cuja memória, sem a devida intervenção, corre o risco de deterioração irreversível.2. Continuidade Geracional GarantidaAo contrário de muitos projetos voltados à cultura popular, que enfrentam o desafio da ruptura geracional, a Família Bezerra mantém, de forma efetiva, a continuidade do saber-fazer cerâmico há mais de quatro décadas. Atualmente, filhos e netos de Antônio Cleofas seguem em plena atividade artesanal, com reconhecimento nacional, o que assegura não apenas a execução qualificada das atividades do Centro Cultural, mas sua sustentabilidade a longo prazo.3. Diálogo Direto com Pesquisa CientíficaO projeto está alinhado com pesquisas arqueológicas de relevância nacional, especialmente o Projeto Quebra-Anzol, coordenado pela arqueóloga Dra. Márcia Angelina Alves (USP), que há décadas estuda sítios arqueológicos do Triângulo Mineiro. A produção de réplicas de peças pré-colombianas, baseada em estudos científicos, promove um elo legítimo entre a cerâmica ancestral e a produção artesanal contemporânea, qualificando o projeto do ponto de vista cultural, acadêmico e patrimonial.4. Reconhecimento Cultural Pré-existenteA trajetória da Família Bezerra e do Mestre Antônio Cleofas já é reconhecida por instituições, pesquisadores e veículos de comunicação, o que garante visibilidade e respaldo à proposta. Reportagens em emissoras como Globo, SBT e Record, além de premiações e participações em editais culturais (como Lei Aldir Blanc e PNAB), comprovam a inserção social e o impacto cultural do grupo proponente.5. Articulação com Políticas Públicas e Territórios CulturaisA implantação do Centro Cultural se insere em um território reconhecido por suas expressões culturais populares e por políticas públicas de valorização do patrimônio imaterial, especialmente em Uberaba e no Triângulo Mineiro. A proposta dialoga diretamente com as diretrizes do IPHAN, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) e do Sistema Nacional de Cultura.6. Potencial de Impacto Sociocultural e EconômicoPara além do caráter museológico e de memória, o projeto gera impacto concreto na economia criativa local, ao criar condições para a produção, comercialização e transmissão dos saberes artesanais. Isso contribui para o fortalecimento da renda familiar, o estímulo ao turismo cultural e o reconhecimento do artesanato como estratégia de desenvolvimento social.7. Compromisso com a Gestão Sustentável e a InclusãoO projeto foi estruturado com foco em gestão responsável, acessibilidade plena e inclusão social. As ações de democratização do acesso, a oferta gratuita de conteúdos digitais, a comercialização controlada de peças e o monitoramento contínuo do público garantem a sustentabilidade institucional do espaço, sem comprometer sua missão cultural e educativa.8. Ausência de Sobreposição de RecursosImportante destacar que o imóvel e as atividades previstas no presente projeto não contam, até o momento, com recursos públicos ou privados para sua restauração e reestruturação. Portanto, o aporte via Lei Rouanet representa uma oportunidade única de preservar este patrimônio cultural e garantir sua funcionalidade a serviço da sociedade.

Especificação técnica

O projeto contempla diversos produtos culturais integrados, que articulam exposição, produção artesanal, material educativo e ações de pesquisa e salvaguarda. Todos os produtos foram pensados com rigor técnico, coerência pedagógica e acessibilidade, de modo a garantir sua efetividade cultural e o acesso democrático à informação e ao patrimônio.1. Exposição Permanente “Antônio Cleofas: Saberes e Fazeres com o Barro”Conteúdo: Exposição museológica e documental dedicada à trajetória do Mestre Ceramista Antônio Cleofas, à história da cerâmica popular em Minas Gerais e à produção artesanal da Família Bezerra. Inclui peças originais, painéis informativos, registros audiovisuais e réplicas de cerâmicas pré-colombianas produzidas pelos artesãos.Paginação/Dimensão: Área expositiva de aproximadamente 80m², distribuída em três núcleos: a) Trajetória de Antônio Cleofas; b) Cerâmica Popular no Triângulo Mineiro; c) Diálogo com o patrimônio arqueológico e as réplicas pré-colombianas.Material: Painéis em MDF com acabamento fosco, impressão em alta definição, suportes metálicos para peças, vitrines de vidro temperado com vedação, iluminação museológica direcionada em LED, materiais em Braille e sinalização tátil.Projeto Pedagógico: Conteúdo estruturado com linguagem acessível, materiais em Braille, audiodescrição e legendas em Libras nos conteúdos audiovisuais. Apoio pedagógico na mediação cultural e distribuição de material educativo.Duração: Exposição permanente, com possibilidade de atualizações pontuais. 2. Produção de Réplicas de Cerâmicas Pré-ColombianasConteúdo: Conjunto de peças artesanais em barro, produzidas pelos artesãos da Família Bezerra, inspiradas em peças arqueológicas escavadas em sítios do Triângulo Mineiro, como o Projeto Quebra-Anzol, com base em documentação técnica e pesquisas morfológicas.Quantidade: Produção inicial de 20 réplicas, em diferentes formatos (urnas, potes, tigelas, objetos utilitários e decorativos).Material: Argila local processada, pigmentos naturais, ferramentas artesanais, técnicas tradicionais de modelagem manual e queima em forno a lenha.Paginação/Dimensão: Peças variando entre 15cm e 90cm de altura e largura, conforme o modelo original e sua função.Projeto Pedagógico: As réplicas serão acompanhadas de etiquetas explicativas e integrarão a exposição, contribuindo para o entendimento das conexões entre o passado arqueológico e o presente artesanal.Duração: As peças permanecerão expostas de forma permanente e poderão ser reproduzidas periodicamente. 3. Ambiente Vivo de Produção ArtesanalConteúdo: Espaço funcional e educativo destinado à produção contínua de peças em barro pelos filhos e netos de Antônio Cleofas, permitindo ao público acompanhar o processo artesanal em tempo real.Dimensão: Área de 40m², integrada ao Centro Cultural, com bancada de trabalho, rodas de oleiro, estantes para secagem e armazenamento das peças.Material: Estrutura em alvenaria, piso antiderrapante, ventilação adequada, equipamentos de produção (torno manual, ferramentas artesanais, formas) e o forno cerâmico reconstruído em alvenaria refratária.Projeto Pedagógico: Espaço de caráter educativo, com sinalização, mediação cultural permanente e possibilidade de demonstrações guiadas, respeitando normas de segurança e as condições de trabalho dos artesãos.Duração: Permanente, com produção diária ou conforme cronograma interno da família. 4. Catálogo Digital e Impresso “Antônio Cleofas: Cerâmica e Memória”Conteúdo: Publicação bilíngue (português/inglês) contendo informações históricas sobre a trajetória de Antônio Cleofas, a cerâmica popular mineira, o processo produtivo da Família Bezerra e o diálogo com o patrimônio arqueológico. Inclui fotos das peças, mapas, linha do tempo e entrevistas.Paginação: 40 páginas em formato A4, acabamento em papel couché 170g (miolo) e capa em papel triplex 250g, com laminação fosca.Material: Impressão digital de alta qualidade, versão digital em PDF acessível (compatível com leitores de tela e legendas descritivas).Projeto Pedagógico: Linguagem acessível, seção dedicada a estudantes e público leigo, glossário de termos técnicos e QR Codes direcionando para conteúdos audiovisuais.Tiragem: 500 exemplares impressos e versão digital gratuita disponibilizada no site do projeto e em plataformas culturais.Duração: Distribuição durante o primeiro ano de funcionamento do Centro Cultural e em eventos parceiros. 5. Material de Acessibilidade de ConteúdoConteúdo: Conjunto de ferramentas e materiais que garantem o acesso integral aos conteúdos expositivos e educativos do Centro Cultural.Itens: a) Placas informativas em Braille; b) Audiodescrição dos ambientes e peças; c) Tradução em Libras dos conteúdos audiovisuais; d) Visitas sensoriais com mediação; e) Textos em linguagem simples para público com deficiência intelectual ou baixo letramento.Projeto Pedagógico: Desenvolvido em parceria com consultores especializados em acessibilidade cultural, respeitando as diretrizes da Lei Brasileira de Inclusão.Duração: Permanente, com atualizações conforme necessário. 6. Website Oficial do Centro Cultural Antônio CleofasConteúdo: Plataforma digital institucional contendo informações sobre o Centro Cultural, agenda de atividades, conteúdo educativo, catálogo digital, galeria de fotos e vídeos, e ferramentas de acessibilidade digital.Estrutura Técnica: Site responsivo, compatível com dispositivos móveis, com recursos de leitura automática, contraste de cores, Libras e acessibilidade de navegação.Projeto Pedagógico: Seção educativa com textos didáticos, vídeos explicativos e conteúdos destinados a estudantes, professores e público geral.Duração: Permanente, com atualização contínua de conteúdo. 7. Documentação Técnica do Inventário Cultural da Família BezerraConteúdo: Relatório técnico consolidando informações sobre os saberes, fazeres e trajetória histórica da Família Bezerra, integrando o Inventário Cultural em curso.Formato: Documento digital em PDF, com aproximadamente 60 páginas, ilustrado, acessível e com linguagem técnica e popular combinadas.Projeto Pedagógico: Material de referência para pesquisadores, gestores culturais e interessados em patrimônio imaterial.Duração: Disponibilizado ao final do projeto e incorporado ao acervo do Centro Cultural. ConclusãoOs produtos do projeto foram planejados com rigor técnico, sensibilidade cultural e compromisso com a democratização do acesso e a acessibilidade, garantindo que o Centro Cultural Antônio Cleofas se consolide como um espaço vivo, inclusivo e de referência na preservação e promoção da cerâmica popular brasileira.

Acessibilidade

O projeto compreende a acessibilidade como um direito fundamental, garantindo que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, intelectuais ou sociais, possam usufruir plenamente dos espaços, atividades e conteúdos do futuro Centro Cultural Antônio Cleofas, em Uberaba (MG). Assim, o conceito de acessibilidade será contemplado de forma ampla, estruturada em dois eixos complementares: Acessibilidade Física e Acessibilidade de Conteúdo.Acessibilidade FísicaA estrutura do imóvel onde funcionou o primeiro ateliê do Mestre Ceramista Antônio Cleofas passará por intervenções arquitetônicas e adaptações específicas para assegurar a circulação, permanência e fruição de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Serão implementadas as seguintes medidas:1) Adequação de entradas e circulação interna, com instalação de rampas de acesso em conformidade com as normas técnicas vigentes (NBR 9050/ABNT), garantindo o deslocamento seguro e autônomo de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida;2) Sinalização tátil e visual em pontos estratégicos do espaço, como entrada, banheiros e áreas de circulação, permitindo a orientação de pessoas com deficiência visual;3) Sanitários adaptados, com barras de apoio, portas e equipamentos adequados ao uso por cadeirantes e pessoas com outras necessidades específicas;4) Portas e corredores com largura adequada, respeitando o fluxo confortável de pessoas em cadeiras de rodas ou com outras limitações de locomoção;5) Pisos antiderrapantes e nivelados, evitando acidentes e garantindo maior segurança para todos os públicos;6) Estacionamento próximo e sinalizado, com vagas reservadas para pessoas com deficiência - a ser construída a partir da realização do projeto junto à Secretaria Municipal de Defesa Social,Trânsito e Transporte (Sedest), junto com o Departamento de Educação no Trânsito;7) Iluminação adequada e sinalização visual clara, facilitando o deslocamento e a identificação dos ambientes.Tais medidas garantirão o acesso físico universal ao imóvel, permitindo que o Centro Cultural seja um espaço acolhedor e acessível para todos, alinhado às diretrizes da legislação brasileira de acessibilidade e às boas práticas inclusivas.Acessibilidade de ConteúdoAlém das adaptações físicas, o projeto prevê um conjunto de ações específicas para garantir que o conteúdo cultural, histórico e educativo do Centro Cultural Antônio Cleofas seja compreensível e acessível a todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência sensorial, intelectual ou múltipla. As medidas previstas incluem:1) Material informativo em Braille, incluindo placas descritivas, legendas e sinalizações, permitindo que pessoas com deficiência visual possam acessar as informações sobre o espaço, a história da Família Bezerra e o processo cerâmico;2) Audiodescrição nas exposições permanentes e em visitas guiadas, possibilitando que pessoas com deficiência visual possam compreender as características das peças expostas, das réplicas de cerâmicas pré-colombianas e do ambiente;3) Legendagem descritiva e tradução em Libras nos materiais audiovisuais que venham a ser produzidos pelo Centro Cultural, garantindo o acesso de pessoas com deficiência auditiva ao conteúdo histórico, artístico e educativo;4) Visitas sensoriais orientadas, permitindo o contato tátil com peças específicas, materiais cerâmicos, ferramentas e elementos simbólicos do ofício artesanal, respeitando as condições de preservação e segurança das obras e dos visitantes;5) Conteúdo simplificado e acessível, com textos em linguagem clara, objetiva e inclusiva, atendendo pessoas com deficiência intelectual, idosos, público em processo de alfabetização ou com baixo letramento;6) Capacitação da equipe, incluindo os artesãos e mediadores culturais do espaço, para o atendimento inclusivo e o acolhimento de pessoas com deficiência ou necessidades específicas.Compromisso e SustentabilidadeTodas as medidas de acessibilidade serão planejadas e executadas desde as etapas iniciais do projeto, incorporadas à recuperação arquitetônica do imóvel e à estruturação dos ambientes. O compromisso com a acessibilidade será permanente, estendendo-se à gestão do Centro Cultural após sua implementação, com monitoramento contínuo e adequações conforme necessário.

Democratização do acesso

O projeto entende que a inclusão e o acesso pleno ao patrimônio cultural e às artes populares não são apenas uma obrigação legal, mas um compromisso ético, social e cultural. Por isso, o Centro Cultural Antônio Cleofas se consolidará como um espaço de referência em acessibilidade e inclusão na cidade de Uberaba e na região do Triângulo Mineiro. A democratização do acesso ao patrimônio cultural, à arte e às atividades do Centro Cultural Antônio Cleofas é um dos princípios fundamentais do projeto. Para isso, serão adotadas estratégias e ações que garantam o acesso gratuito ou a preços simbólicos aos produtos culturais gerados, além de iniciativas complementares que ampliem o alcance e a participação do público em geral, com atenção especial às comunidades locais, estudantes, pessoas com deficiência e grupos em situação de vulnerabilidade social. Distribuição e Comercialização1) Visitação gratuita ou a preços simbólicos, tanto para as exposições permanentes quanto para o acompanhamento das atividades artesanais no espaço, priorizando o acesso amplo da comunidade local, estudantes, grupos organizados, turistas e visitantes em geral;2) Catálogo digital gratuito, contendo informações sobre a história da Família Bezerra, o processo produtivo da cerâmica, as réplicas pré-colombianas produzidas, fotografias das peças e o contexto histórico da cerâmica popular em Minas Gerais. Esse catálogo será disponibilizado em versão digital no site oficial do projeto e em plataformas públicas de cultura e patrimônio;3) Peças artesanais produzidas pelos membros da Família Bezerra, incluindo peças autorais e réplicas pré-colombianas, poderão ser comercializadas no espaço do Centro Cultural, com preços acessíveis e tabelados, visando fomentar a economia criativa local e valorizar o trabalho artesanal, sem restringir o acesso ao conteúdo expositivo e educativo;4)Exemplares físicos do catálogo e outros materiais institucionais poderão ser distribuídos gratuitamente em eventos culturais, feiras de artesanato e pontos de cultura parceiros, especialmente em ações de fomento à cultura popular. Medidas de Ampliação de Acesso1) Visitas gratuitas organizadas periodicamente para escolas públicas, universidades, grupos comunitários, instituições de assistência social e organizações da sociedade civil;2) Programação cultural descentralizada, com a participação dos artesãos e representantes do Centro Cultural em feiras, festivais e eventos em diferentes bairros de Uberaba e cidades vizinhas, levando informações e exemplares das peças para públicos que, eventualmente, não possam se deslocar até o espaço físico;3) Transmissão pela internet, de forma gratuita, de conteúdos selecionados, como registros das etapas de produção artesanal, palestras sobre cerâmica popular e o processo de pesquisa e recriação das réplicas pré-colombianas;4) Ações de sensibilização em escolas, com o envio de materiais educativos e visitas orientadas ao espaço, contribuindo para a formação de público e o reconhecimento do patrimônio cultural local;5) Parcerias com entidades sociais e culturais, como CRAS, centros de referência, ONGs e associações comunitárias, para o agendamento de visitas gratuitas, distribuição de materiais e participação em eventos;6) Acessibilidade plena, conforme descrito no campo de acessibilidade, garantindo que as medidas de democratização de acesso contemplem pessoas com deficiência e outros públicos com necessidades específicas;7) Isenção total de cobrança em datas comemorativas e eventos de relevância cultural, como o Dia do Artesão, Semana do Patrimônio Cultural e outras programações temáticas. Compromisso com o Acesso Continuado Todas as ações de democratização do acesso estarão previstas no plano de gestão do Centro Cultural Antônio Cleofas, garantindo que as estratégias sejam implementadas de forma contínua e sistematizada, com monitoramento e avaliação periódica. O objetivo é assegurar que o patrimônio, o conhecimento e a produção artesanal não sejam restritos a públicos específicos, mas compartilhados de forma ampla, inclusiva e democrática, em benefício da comunidade e do fortalecimento da cultura popular brasileira.

Ficha técnica

Atuação do ProponenteO proponente responsável pelo projeto terá participação direta e efetiva em todas as etapas. As principais atividades previstas incluem:1) Coordenação geral do projeto, supervisionando o planejamento, execução e conclusão das ações;2) Acompanhamento técnico das obras de restauração, em diálogo com as equipes de arquitetura, engenharia e patrimônio;3) Articulação institucional com órgãos públicos, parceiros culturais e fornecedores;4) Curadoria do acervo, dos conteúdos expositivos e do Inventário Cultural da família;5) Mobilização dos artesãos da família Bezerra (Vila Barroló) e acompanhamento da retomada das atividades do ateliê;6) Ações de comunicação e relacionamento com o público e a imprensa;7) Elaboração de relatórios e prestação de contas.Currículo dos Principais ParticipantesO projeto conta com a atuação de uma equipe formada por membros da Família Bezerra - integrantes da Vila Barroló- todos com trajetória consolidada na cerâmica tradicional, nas artes populares e na gestão cultural. A seguir, destacam-se os principais integrantes e suas contribuições ao projeto:Isaque Ribeiro – Coordenador GeralDoutor em Artes pela UFMG, com período de pesquisa na New York University (NYU), Isaque Ribeiro é ator, produtor cultural, premiado realizador audiovisual, artesão ceramista, arte-educador desde 2002, gestor/presidente da Associação Vila Barroló, Ponto de Cultura reconhecido nacionalmente. Com 24 anos de experiência em projetos culturais, Isaque coordenou iniciativas de formação, salvaguarda e difusão da cerâmica popular, incluindo o projeto Barrolab, o Inventário Cultural da Vila Barroló e mostras de artes em diversas cidades e instituições públicas e privadas de Minas Gerais. Articulador institucional e profundo conhecedor da trajetória de Antônio Cleofas, Isaque será responsável pela coordenação técnica, administrativa e cultural do projeto, atuando na supervisão geral, curadoria de conteúdos e articulação com parceiros e instituições públicas.Anita Braga Bezerra – Matriarca e Fundadora da Vila BarrolóFundadora da Vila Barroló ao lado do marido Antônio Cleofas, Anita Bezerra é referência na preservação das tradições populares da família e no fortalecimento da cultura comunitária. Com experiência em organização coletiva, produção cultural e ações sociais, Anita desempenha papel central na mobilização dos artesãos e no acolhimento das atividades da Vila. Sua trajetória foi destaque em documentários, como o filme internacional "Leaving Paradise", que retrata a vida e o trabalho da família Bezerra. Doula, adepta do parto humanizado, Anita teve 16 filhos, 14 deles nascidos na casa/ateliê, onde atualmente se propõe a restauração e implantação do Centro Cultural Antônio Cleofas.Débora Bezerra – Artesã, Educadora e Produtora CulturalFilha de Antônio Cleofas, Débora Bezerra é artista multidisciplinar com atuação consolidada na cerâmica há mais de 25 anos, com especialização em ateliês de Nova Iorque e extensão pela Escola de Belas Artes da UFMG. Congrega ainda experiências nas áreas da literatura, artes cênicas e audiovisual. Formada em Letras pela UFTM (2009), participou de intercâmbio cultural em Israel e desenvolveu projetos aprovados em editais da Lei Rouanet e da Lei Aldir Blanc. Entre suas iniciativas, destacam-se a exposição "Feito Barro Nossa Arte", o livro "No Princípio Era o Barro", o projeto "Menina Bibi" e sua atuação em oficinas de modelagem e na produção de réplicas de peças pré-colombianas. No projeto, Débora contribuirá com sua expertise em produção cultural, cerâmica e atividades educativas.Gerson Braga – Artesão, Artista Visual e CeramistaMembro da terceira geração de artesãos da Família Bezerra, Gerson Braga desenvolve peças cerâmicas autorais, com forte influência da tradição familiar e identidade artística própria. Também se destaca nas artes visuais, com trabalhos em giz pastel e desenho. Sua trajetória inclui participação em exposições coletivas e projetos culturais, além da realização do documentário "Esquizofrenia Paranoide", que aborda sua história de superação com a esquizofrenia e integração à arte e à cerâmica como forma de expressão e fortalecimento pessoal.Salomão Braga Bezerra – Artesão Ceramista e EducadorFilho de Antônio Cleofas, Salomão Bezerra é artesão, educador e moderador do projeto Barrolab, reconhecido por sua atuação técnica e formativa na área da cerâmica. Participou de projetos de capacitação de jovens e de construção de fornos cerâmicos, com foco na continuidade dos saberes tradicionais. Com formação em Letras e destacada atuação em feiras e exposições, como "Cleo Fas Potes" e "USWAS – A Cor do Sol", Salomão será um dos responsáveis pela produção artesanal, formação de novos artesãos e acompanhamento técnico do projeto.José Arlindo Braga Neto – Técnico Agrícola, Artesão e Monitor CulturalTécnico agrícola (CREA-MG 142191016-0) e artesão, José Arlindo alia o saber tradicional da cerâmica com práticas sustentáveis de agricultura familiar. Participou da concepção e execução de projetos como "Relógios de Barro", "Cerrado Cultural" e o acompanhamento técnico do Barrolab. Sua experiência em bioconstrução e sustentabilidade será fundamental para o processo de adequação do imóvel e para as atividades de produção artesanal e formação dentro do Centro Cultural Antônio Cleofas.Marcella Prado Ferreira – Assistente de Direção e Produtora CulturalBacharel em Teatro pela UFU, integrante do Coletivo Bando Calça de Jornal e da Vila Barroló, Marcella possui ampla experiência em produção cultural, direção de espetáculos e ações de intervenção artística. Foi responsável pela produção dos projetos "Réplicas Pré-Colombianas" e "Pensando na Roça", ambos voltados à valorização do território e dos saberes populares. No projeto, atuará no apoio à produção, comunicação e acompanhamento das ações culturais e formativas.Arquiteto Especializado em Patrimônio Cultural (a ser contratado)O projeto contará com a contratação de profissional com experiência comprovada em restauração e requalificação de imóveis históricos, assegurando o respeito às características originais do ateliê de Antônio Cleofas e a implantação das adaptações necessárias para acessibilidade, segurança e uso cultural.Consultoria de Acessibilidade e Inclusão (a ser contratada)Profissional ou equipe especializada será contratada para orientar a implementação de medidas de acessibilidade física e de conteúdo, garantindo que o Centro Cultural Antônio Cleofas seja plenamente acessível a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.ConclusãoA equipe do projeto combina tradição familiar, saberes ancestrais e experiência técnica, reunindo artesãos, educadores, produtores culturais e especialistas comprometidos com a preservação, a continuidade e a valorização da cerâmica popular brasileira. O conhecimento prático transmitido ao longo de gerações, aliado à qualificação acadêmica e à vivência em projetos culturais de relevância, asseguram a capacidade técnica, artística e institucional necessária para a execução exitosa do projeto.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.