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"Meu Olhar Conta" é um projeto de oficinas de fotografia para adolescentes e jovens de Salvador ? BA. A proposta oferece 12 encontros semanais por turma, com conteúdos técnicos e expressivos sobre fotografia e território, culminando em uma exposição final aberta ao público. Serão atendidas 2 turmas simultâneas por trimestre, com 17 alunos em cada turma, totalizando 102 participantes ao longo do ano. O projeto inclui oficinas práticas, curadoria coletiva e montagem de exposição, com acompanhamento de professores e monitores.
“Meu Olhar Conta” é uma obra coletiva composta por exposições fotográficas autorais produzidas por adolescentes e jovens de Salvador – BA durante oficinas formativas de fotografia. A obra retrata o cotidiano, os afetos, os territórios e as vivências dos participantes, por meio de imagens que revelam múltiplos olhares sobre o mundo em que vivem. Cada fotografia é acompanhada por legendas escritas pelos próprios autores, compondo narrativas visuais sensíveis, poéticas e sociais. O resultado é uma galeria viva de identidades, pertencimentos e percepções, que convida o público a enxergar a cidade a partir das lentes da juventude.1. Oficinas de FotografiaResumo: Oficinas formativas de fotografia com duração de 13 horas por turma, voltadas a adolescentes e jovens de 12 a 21 anos. As aulas abordam fundamentos técnicos e criativos da fotografia digital, narrativa visual, identidade e território, com metodologia participativa e foco na produção autoral. Formato: Curso presencial com 12 aulas + 1 encontro para exposição. Classificação indicativa: Livre Público-alvo: Jovens de 12 a 21 anos Total previsto: 6 turmas (2 por trimestre) / 102 participantes no total 2. Exposição Fotográfica ColetivaResumo: Exposição aberta ao público composta pelas imagens produzidas pelos participantes das oficinas, acompanhadas de legendas autorais e recursos de acessibilidade (legendas descritivas e audiodescrição). Cada ciclo do projeto culmina com uma nova exposição, revelando diferentes olhares sobre o cotidiano, a cidade e as vivências dos jovens. Formato: Exposição física em espaço cultural público ou comunitário Classificação indicativa: Livre Total previsto: 3 exposições (1 por trimestre) 3. Elaboração de um site - Galeria OnlineResumo: Local que ficará hospedado as fotografias autorais dos participantes, com legendas escritas pelos próprios jovens e textos curatoriais. O catálogo será disponibilizado gratuitamente de forma online, com acessibilidade em fonte ampliada e distribuição por QR Code durante as exposições. Formato: Publicação digital Classificação indicativa: Livre Total previsto: 1 catálogo por ciclo (3 no total). 4. Registro Audiovisual do ProjetoResumo: Produção de vídeos curtos com trechos das oficinas, falas dos participantes e registros das exposições. O objetivo é documentar o processo formativo e os impactos do projeto, além de ampliar sua difusão online. Os vídeos serão divulgados gratuitamente em redes sociais e poderão ser utilizados na prestação de contas. Formato: Vídeo institucional/documental Classificação indicativa: Livre Total previsto: 3 vídeos (1 por ciclo)
Objetivo GeralPromover o acesso à linguagem fotográfica como forma de expressão cultural, fortalecimento da identidade e valorização do território entre adolescentes e jovens de Salvador ? BA, por meio de oficinas gratuitas de fotografia que culminam em exposições públicas. Objetivos EspecíficosRealizar 3 ciclos trimestrais de oficinas de fotografia, cada um com duração de 13 semanas (12 encontros formativos e 1 encontro para a exposição);Formar 6 turmas no total, com até 17 participantes cada, totalizando 102 vagas oferecidas ao longo do projeto;Ministrar 78 horas de oficina no total (13h por turma), com conteúdos teóricos e práticos sobre fotografia, narrativa visual, território e memória;Produzir e realizar 3 exposições fotográficas coletivas, uma ao final de cada ciclo, com obras dos participantes e visitação aberta ao público;Contar com uma equipe pedagógica formada por 2 professores e 2 monitores por ciclo, garantindo acompanhamento individualizado dos alunos;Gerar documentação fotográfica e audiovisual das atividades e exposições, comprovando a realização e o impacto cultural do projeto.
A realização do projeto ?Meu Olhar Conta? por meio do mecanismo de Incentivo à Cultura previsto na Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) é fundamental para garantir seu caráter gratuito, formativo e inclusivo, voltado a adolescentes e jovens de Salvador ? BA, em sua maioria residentes em áreas de vulnerabilidade social e com acesso restrito a equipamentos culturais.Segundo o IBGE (2022), mais de 50% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos afirmam nunca ter frequentado museus, centros culturais ou exposições de arte. Em Salvador, apesar de sua riqueza cultural, há forte desigualdade de acesso à fruição cultural entre regiões centrais e periféricas, evidenciada no Mapa da Desigualdade da Cultura (Itaú Cultural, 2020). O projeto, ao oferecer oficinas de fotografia nos próprios territórios dos participantes, busca enfrentar esse abismo.?Meu Olhar Conta? se enquadra diretamente nos incisos I e III do Art. 1º da Lei nº 8.313/91:I ? estimular a produção cultural e artística independente, ao formar jovens produtores de conteúdo visual e autores de seus próprios relatos fotográficos;III ? proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, ao valorizar o olhar da juventude negra, periférica e popular sobre seus espaços e vivências.Além disso, contribui para o cumprimento de diversos objetivos do Art. 3º da mesma lei, especialmente:I ? promover e estimular a regionalização da produção cultural, ao desenvolver ações em Salvador com conteúdo e equipe locais;II ? apoiar e difundir manifestações culturais e seus criadores, por meio das exposições públicas com obras produzidas pelos participantes;IV ? estimular o intercâmbio cultural entre regiões e grupos sociais, ao possibilitar o diálogo entre territórios distintos da cidade;VII ? ampliar o acesso da população aos bens e serviços culturais, com oficinas gratuitas, exposições abertas e ações educativas.O incentivo fiscal é, portanto, imprescindível para assegurar a qualidade e o alcance social do projeto, permitindo a contratação de profissionais qualificados, a compra de materiais e equipamentos, e a realização de exposições com estrutura adequada e acessível. Sem o apoio da Lei, a viabilidade técnica e social desta ação seria comprometida, o que reforça sua pertinência no uso do mecanismo.
Plano de Aulas – Projeto “Meu Olhar Conta”O projeto será desenvolvido em 13 encontros semanais de 1 hora por turma, sendo:12 encontros formativos1 encontro destinado à exposição finalAs oficinas serão conduzidas por 1 professor de fotografia e 1 monitor por turma, com orientação da coordenação educativa. Encontro 1 – Boas-vindas e apresentação da proposta Acolhimento dos participantes Apresentação da equipe e do projeto Introdução à fotografia como linguagem cultural e pessoalEncontro 2 – O olhar fotográfico Enquadramento, composição, planos e ângulos Exercícios de observação e prática com imagens do cotidianoEncontro 3 – Território e identidade Relação entre fotografia e vivências pessoais Saída fotográfica ou observação guiada do entorno imediatoEncontro 4 – Luz e sombra Uso criativo da luz natural e artificial Experimentos com diferentes fontes de iluminaçãoEncontro 5 – Fotografia com celular e criatividade Exploração dos recursos disponíveis nos celulares Composição e edição com aplicativos acessíveisEncontro 6 – Retrato e expressão Fotografia como forma de expressão da identidade Ensaio de retratos entre paresEncontro 7 – Narrativa visual Sequência de imagens e storytelling fotográfico Escrita livre de legendas e significadosEncontro 8 – Projeto autoral Escolha de tema individual Planejamento do ensaio pessoalEncontro 9 – Curadoria coletiva I Seleção das imagens que irão compor a exposição Discussão sobre critérios e sentidosEncontro 10 – Curadoria coletiva II Organização visual, sequência narrativa e legendas finais Preparação do material para a exposiçãoEncontro 11 – Ensaio de mediação e acolhimento Simulação de mediação cultural pelos alunos Treinamento para recepção do públicoEncontro 12 – Preparação final da exposição Finalização de convites, legendas e organização geral Montagem simbólica da mostraEncontro 13 – Exposição fotográfica aberta ao público Abertura oficial da mostra Mediação dos participantes Encontro com familiares, educadores e comunidade
Projeto Pedagógico – Meu Olhar ContaAs oficinas têm como eixo central a valorização do protagonismo juvenil, a democratização do acesso à arte e o incentivo à produção cultural autoral. A cada ciclo trimestral, duas turmas vivenciam um processo formativo de 13 encontros (12 aulas + 1 exposição), culminando em uma mostra fotográfica aberta ao público, com curadoria coletiva e participação ativa dos alunos. 2. Objetivos PedagógicosGeral: Promover a formação cultural e o desenvolvimento expressivo de adolescentes e jovens por meio da fotografia como linguagem artística e ferramenta de construção de identidade e pertencimento.Específicos: – Ensinar fundamentos técnicos e estéticos da fotografia digital e com celular; – Estimular a leitura crítica de imagens e a reflexão sobre território, cultura e memória; – Incentivar a produção autoral de ensaios fotográficos com base nas vivências dos participantes; – Realizar exposições fotográficas abertas ao público, promovendo visibilidade e valorização social; – Desenvolver habilidades de comunicação, escuta, cooperação e mediação cultural. 3. MetodologiaAs oficinas seguem uma abordagem participativa, sensível e horizontal. Cada aula combina elementos teóricos, análise de referências e exercícios práticos. O processo pedagógico está estruturado em quatro eixos:O olhar fotográfico (composição, luz, plano, ângulo);Território e identidade (representações, afetos e vivências);Narrativa visual (projetos autorais e curadoria);Mediação e protagonismo (organização da exposição e diálogo com o público) - serão ofertadas 3 rodas de conversas conectando a narrativa visual com a comunidade nas exposições de fotografia.Todas as atividades consideram a diversidade do grupo, o ritmo dos participantes e a valorização da escuta. A equipe pedagógica será composta por 1 professor e 1 monitor por turma.4. Estrutura e Carga HoráriaCada ciclo de oficinas contará com: – 2 turmas simultâneas, com até 17 participantes cada (34 alunos por trimestre); – 13 encontros semanais, com 1 hora de duração cada; – Carga horária total por turma: 13h (12 aulas + 1 exposição);– Total de beneficiários diretos: 102 jovens. 5. AvaliaçãoA avaliação do processo será contínua, baseada na participação, envolvimento, escuta e construção coletiva. Não haverá avaliação classificatória. Cada participante será incentivado a refletir sobre sua trajetória, desde o primeiro clique até a curadoria final de sua obra. 6. Materiais e Recursos– Câmeras digitais e celulares (próprios ou do projeto); – Computador com acesso à internet (para seleção e edição de fotos); – Materiais impressos e digitais de apoio; – Papel fotográfico, molduras e elementos de montagem para a exposição; – Camisetas personalizadas e lanches para os participantes; – Recursos de acessibilidade (legendas, audiodescrição, Libras). 7. Acessibilidade e InclusãoO conteúdo das oficinas será adaptado conforme as necessidades dos participantes. As exposições contarão com recursos de acessibilidade comunicacional, como legendas descritivas e audiodescrição. A linguagem das oficinas será clara, afetiva e inclusiva, promovendo o acolhimento de jovens com deficiência ou em situação de vulnerabilidade social.
O projeto “Meu Olhar Conta” será executado em espaços que ofereçam acessibilidade física, com infraestrutura adequada para a participação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os locais das oficinas e exposições contarão com rampas de acesso, banheiros adaptados, sinalização tátil e visual, conforme as normas da ABNT e da legislação vigente. A escolha dos espaços parceiros priorizará equipamentos culturais ou educacionais que já disponham de estrutura acessível, garantindo o direito de ir e vir dos participantes com autonomia e segurança.No que diz respeito à acessibilidade de conteúdo, o projeto adotará medidas específicas para garantir o acesso pleno às atividades formativas e expositivas por parte de pessoas com deficiência visual e auditiva. Estão previstas: – Intérprete de Libras durante as exposições e em pelo menos um encontro formativo aberto ao público; – Audiodescrição das fotografias selecionadas para a exposição final; – Legendas descritivas nas imagens, contendo informações visuais, autorais e sensoriais; – Materiais didáticos em fonte ampliada e com contraste adequado; – Visitas mediadas acessíveis, com linguagem simples e roteiro adaptado.Essas ações visam promover a inclusão sociocultural e a democratização do acesso à arte e à cultura, possibilitando que o público com deficiência participe de forma ativa e significativa do projeto.
O projeto “Meu Olhar Conta” garantirá o acesso inteiramente gratuito a todas as suas atividades e produtos culturais, sem qualquer tipo de cobrança para participação nas oficinas ou visitação às exposições fotográficas. As turmas serão compostas prioritariamente por adolescentes e jovens de escolas públicas, comunidades periféricas e grupos em situação de vulnerabilidade sociocultural, selecionados por meio de articulação com instituições locais e organizações sociais parceiras.Durante as oficinas, os participantes receberão lanche gratuito em todos os encontros, como forma de incentivo à permanência e ao bem-estar dos jovens ao longo do processo formativo. Também será entregue a cada aluno uma camiseta personalizada do projeto, caracterizando um uniforme simbólico que promove o sentimento de pertencimento e reforça o caráter coletivo da ação.As exposições finais, realizadas ao término de cada ciclo de oficinas, serão abertas ao público e acontecerão em espaços acessíveis e de fácil circulação, como escolas, centros culturais e equipamentos públicos da cidade. Durante esses eventos, os participantes atuarão como mediadores culturais, apresentando suas obras e compartilhando suas experiências com o público, fortalecendo o protagonismo e a valorização da produção autoral.Como forma de ampliar o alcance do projeto, serão adotadas medidas de difusão digital, como: – Publicação de um catálogo digital com as fotografias produzidas, acessível gratuitamente por QR Code nas exposições e nas redes sociais do projeto; – Ensaios abertos, em datas estratégicas do processo formativo, para familiares, educadores e comunidade; – Registro audiovisual das exposições, com trechos editados e divulgados online, promovendo visibilidade às obras e aos participantes.Essas ações asseguram que o projeto atinja não apenas os participantes diretos, mas também o público ampliado, contribuindo efetivamente para a democratização do acesso à cultura e à arte.
Proponente será responsável pela coordenação geral do projeto e suas atribuições incluem: – Elaboração e acompanhamento do projeto no Salic; – Planejamento técnico e logístico das ações; – Contratação e supervisão da equipe executora; – Articulação com instituições parceiras e espaços culturais; – Acompanhamento da execução física e financeira; – Organização dos materiais de divulgação e relatórios finais; – Representação institucional do projeto junto à comunidade e patrocinadores.Currículo resumido da proponente – Bruna de Lima FerreiraBruna Ferreira é fotógrafa e produtora cultural, com 13 anos de atuação na cena cultural urbana. É referência na cobertura de eventos de Breaking e Graffiti no Brasil, tendo assinado registros visuais de festivais como Meeting of Styles, Battle Skill, Quando as Ruas Chamam e Graffiti Delas. Idealizadora do projeto Coolture Trip, publicou o livro Nossa Casa; Cypher Vico, realizou mais de 20 exposições (incluindo circulação internacional) e dirigiu o documentário Nem Eu Sei Tudo, indicado ao Portland Film Festival e premiado nos EUA. Foi coordenadora do Festival Bento em Dança (2014–2020) e atuou na Orth Produções, contribuindo em espetáculos como CURA, Primavera e Gira e o musical A Cor Púrpura. Desde 2021, coordena projetos sociais em cultura e esporte nas ONGs APEC e AECFA, além de integrar a Hotstepper Sisterhood Crew, coletivo internacional de mulheres do Hip Hop. Coordenadora de produçãoThalita Trawitzki Momente é psicóloga, contadora e gestora de projetos sociais e culturais. Atua há mais de 10 anos com coordenação administrativa, planejamento e acompanhamento de projetos executados com recursos incentivados, em parceria com prefeituras, empresas e organizações da sociedade civil. Possui experiência na organização de cronogramas, logística de equipes, controle financeiro e interface com fornecedores e instituições públicas. Trabalha com projetos voltados à juventude, cultura, arte-educação e desenvolvimento humano, sempre com foco em qualidade de execução, inclusão e impacto social. É reconhecida por sua organização, comunicação eficiente com a equipe e habilidade em garantir o bom andamento das etapas de produção de ponta a ponta.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.