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A finalidade desta proposta é escrever um livro reportagem (em três formatos: impresso, digital e audio-livro) com o relato das memórias de Dona Vicentina, uma octogenária mineira, sobrevivente de um violento embate entre a família dela e a polícia, entre as décadas de 1950 e 1960 no interior de Minas Gerais que resultou na morte de várias pessoas entre seus familiares e a polícia, além de uma série de consequências e desdobramentos após o infeliz episódio.
1) No caso de produto LIVRO, insira no campo SINOPSE DA OBRA:a) Descrever com detalhes o tema central que será abordado no livro.b) Apresentar como o autor pretende dividir, por capítulos, o conteúdo do livro.c) Explicar qual a relevância do tema abordado para a área cultural brasileira.O tema central desta obra gira em torno das memórias de Dona Vicentina, uma octogenária moradora do distrito de Bom Jesus de Cardosos na pequena Urucânia, interior de Minas Gerais. Em torno dos 20 anos de idade, há mais de 60, Dona Vicentina saiu da casa de sua família, um sítio na zona rural de Rio Casca, MG, para um compromisso na cidade e quando retornou, sua mãe, seu pais, irmãos e cunhados haviam protagonizado uma das histórias mais impactantes da região e da história daquela gente. Ao receber uma intimação do delegado de polícia em reclamação de divisas, sua mãe, Dona Cecília, reagiu em defesa dos filhos atirando contra a polícia. A partir daí, foram muitas horas de violência em meio ao tiroteio, investidas e resitência. Ao final da batalha, com um saldo de mais mortos do que sobreviventes, a casa da família estava destruída, Dona Cecília, a mãe, presa, mais tarde condenada à prisão e os poucos vivos teriam de abandonar suas terras, local onde estorou a guerra.Hoje, aos 80 anos, Dona Vicentina é a última sobrevivente e nunca falou sobre suas lembranças da tragédia, nunca falou pelos entes perdidos, nunca manifestou pelo lado dos perdedores daquela guerra. Portanto, este livro será uma narrativa conduzida pelas memórias de Dona Vicentina, o lado que perdeu, que morreu, que foi condenado e cumpriu a pena da justiça. A estrutura do livro seguirá a ordem de contar: 1- A origem da família;2- A partir de quando ocupavam as terras na zona rural onde aconteceu o conflito;3- A origem do conflito;4- A descrição dos fatos pela visão de Dona Vicentina;5- Os sentimentos, sensações e memórias de Dona Vicentina em relação ao conflito;6- A condenação da mãe e cumprimento da pena;7- A sobrevida dos poucos familiares à tragédia;8- A vida com a mãe depois de ter cumprido a condenação e a volta à liberdade;9- A última filha viva;10- O que ficou guardado na garganta, ou, o que nunca foi dito por ela, como foi conviver com esse impacto até a terceira/talvez última idade.11- Os fatos pelos registros da história, isento da memória e dos relatos.Acredita-se que a maior contribuição dessa narrativa seja para a memória coletiva. São elementos a ressaltar: a vida no inteiror, na zona rural; a vida de pessoas pretas, pardas, mestiças e originárias (indígenas) no interior do Brasil, do século XX; a disputa por terras; a violência como recurso nas disputas de vizinhos, familiares, humanos em geral;o papel da mulher não-submissa, destemida; o luto;a realidade social; as memórias de pessoas idosas; a narrativa verbal; a documentação e o registro de biografias e histórias de vida; a subjetividade nos relatos humanos; a justiça ou a sensação de falta dela; a reconstrução e o pós-vida em tragédias humanas e muitos outros aspectos relacionados à comunicação das diversas culturas nas diferentes regiões brasileiras.
Esta proposta tem como principal objetivo:Criar um livro reportagem sobre uma história real quase apagada pelo tempo. Transformar os relatos de Dona Vicentina sobre a tragédia ocorrida há mais de 60 anos em narrativa jornalística, literária e histórica. Tudo aconteceu na zona rural de Rio Casca, interior de Minas, quando seu pai, irmãos e membros da polícia local foram mortos em um enfrentamento que repercutiu em todo o país.Os objetivos secundários são: - Entrevistar a única integrante da família que ainda vive, aos mais de 80 anos, ouvindo assim, o lado dos vencidos já que à época, apenas os registros da polícia e da justiça foram divulgados;- Pesquisar documentos, cartórios e arquivos sobre o lado prático, o desenvolver dos julgamentos dos acusados, procurar sobreviventes, familiares dos policiais mortos para ouvir seus relatos de diferentes posições, utilizar técnicas jornalísticas para apurar e relatar também os fatos de forma isenta;- Realizar a curadoria e registrar o resultado de tal apuração, pesquisa e entrevistas em livro;- Disponibilizar no formato impresso: Imprimir mil exemplares para cortesia;- Disponibilizar no formato digital: Criar versão e-book na internet para os arquivos públicos;- Disponibilizar no formato áudio-book: Criar audio-livro com narração em voz humana para acesso de deficientes visuais;- Divulgar o trabalho através de redes sociais com possibilidade de impulsionamento para até 100.000 (Cem mil) pessoas.
Esta proposta está De acordo com o artigo Art. 1° onde Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. (Incluído pela Lei nº 14.852, de 2024)Ainda de acordo com a Lei no Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: a) concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, filmes e outras formas de reprodução fonovideográfica de caráter cultural; a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001) b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; c) fornecimento de recursos para o FNC e para fundações culturais com fins específicos ou para museus, bibliotecas, arquivos ou outras entidades de caráter cultural; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pela Secretaria da Cultura da Presidência da República - SEC/PR, ouvida a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura - CNIC. c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. (Redação dada pela Lei nº 9.874, de 1999)Por isso, acredita-se que esta proposta se equadra no uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais visto que: -Dará voz para a última sobrevivente de uma família morta em combate com a polícia há mais de 60 anos e ouvir suas memórias; é como registrar o último sopro dessa gente; -Ao representar a última pessoa viva da família em questão, o relato de Dona Vicentina é único e torna-se uma importante narrativa histórica/cultural, visto que o caso noticiado pela Revista Cruzeiro, mídia nacional da época, contava apenas os fatos, os registros policiais e jurídicos, sem o depoimento (emocionado) dos sobreviventes, sem a versão dos "mortos"; por isso, este livro representa uma visão única, somente conhecida pelos "perdedores", as velhas memórias de Dona Vicentina que era uma jovem quando sua família virou notícia nacional, vítimada por um massacre; -Por valorizar as pessoas de maior idade, reconhecer e dar oportunidade para grupos minoritários. A entrevistada representa o grupo de pessoas negras, mulheres, mães, avós e bisas que vivem em comunidades periféricas ou rurais, idosos, sobreviventes de tragédias, testemunhas vivas da história. E por acreditar que dar voz e visibilidade para grupos minoritários, pretende-se entrevistar tal testemunha, bem como pesquisar arquivos históricos, registros policiais e jurídicos sobre o fato. Embora o foco esteja nas memórias da idosa e em oferecer a chance de "contar a sua história" e a versão da sua família; -Por levar a público, através da internet e, alcançar um número grande de visualizações, mais de 100.000 (Cem mil), já que a notícia repercutiu nacionalmente, à época que aconteceu, mas na atualidade, resta apenas o relato de Dona Vicentina desse lado da história. Então serão 100.000 (Cem mil) ou mais pessoas beneficiadas com o projeto de registro de memórias, arquivo público, histórico e cultural do nosso país. Perfil do público a ser atingido pelo projeto é o Público geral e livre de idade, embora seja uma história de vítimas de violência, aborda outras questões sociais ainda presentes para o nosso povo como situação de pobreza, pessoas em situação de restrição e privação de liberdade (população carcerária), pessoas em sofrimento físico e/ou psíquico, Mulheres, Povos e comunidades tradicionais, Negros e/ou negras entre outros grupos minoritários.
Vale ressaltar que embora os fatos em questão, a história da tragédia familiar de Dona Vicentina tenha sido noticiada em mídia nacional - Revista Cruzeiro - entre os anos de 1950 e 1960, podemos considerar uma história inédita, já que, como mencionado anteriormente, foi noticiada pela ordem de acontecimentos e contados pela polícia, pela condução da justiça. Foi a história oficial, o relato dos vencedores. Como bem lembrou George Orwell, "a história é escrita pelos vencedores". Por isso, neste livro, será considerada a versão contada por Dona Vicentina, a última sobrevivente da época. Serão ouvidos os relatos que somente ela, hoje, pode oferecer, porque somente ela, dos filhos daquele casal de fazendeiros ainda vive. Serão narradas apenas as suas memórias. Citaremos os fatos, os pareceres oficiais, mas não como debate, julgamento ou análise do caso, apenas como complemento para a compreenção do papel de Dona Vicentina no papel de testemunha viva dessa história.
As especifficações de tamanho, número de páginas, peso etc. ainda serão definidas pelo volume de relatos da entrevistada. Em caso de relatos suscintos, o livro poderá ser, também, suscinto. Em caso de longos relatos de memórias e detalhes, o livro será, por conseguinte, mais volumoso.Tipo de papel, editoração e todos os detalhes da produção gráficas serão escolhidos em despeito de qualidade, custos e benefícios orçados em, no mínimo 3 gráficas/editoras diferentes.Sobre a narrativa, ressaltamos que será apresentada no formato apuração jornalística ou livro reportagem, onde sem julgar ou alterar as falas da entrevistada, a história será narrada como um produto de livro reportagem, e não, exatamente como uma biografia da entrevistada. Apenas em complemento, os fatos serã citados como nos registros oficiais e para melhor compreensão do leitor.O projeto de apresentação é de impressão de uma mil unidades do produto para cortesia mais a locução, gravação do livro em audio-livro e o formato de livro digital para serem disponibilizadas, as duas últimas opções, na internet para o público geral.
Produto: Livro-reportagem - será apresentado em três formatos: impresso, digital e áudio.- Acessibilidade de Comunicação: Linguagem simples, narrativa dos fatos com técnicas de redação jornalística.- Acessibilidade para deficientes visuais/cegos: audiolivro, narrado por voz humana.- Acessibilidade de conteúdo gratuita para público em geral: e-book ou livro digital disponibilizado para arquivos públicos na internet.
Para a ampliação de acesso, esta proposta irá contemplar a Lei conforme artigo 28 da IN nº 01/2023:I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuiçãogratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte porcento); Todo o conteúdo impresso quanto o digital será doado.IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, dasatividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; As versões digitais das Memórias de Vicentina, o livro e o audiolivro serão disponibilizados na internet.X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional deIncentivo à Cultura (CNIC). Caso aconteçam convites para rodas de conversas ou divulgação espontânea na mídia, a coordenação do projeto comunicará e consultará a viabilidade junto à CNIC.
Esta proponente, Jaine Elizabeth Arantes, será responsável por coordenar e executar a maior parte deste projeto. Será a jornalista responsável por entrevistar, apurar e redigir todo o conteúdo escrito. Será responsável também pela narração em aúdio por voz humana na realização do audio-book. Fará a contratação dos serviços terceirizados necessários como auxiliares de reportagem, revisão ortográfica, designers gráficos, aluguel de estúdio de locução, contratação de gráfica impressora, entrega dos livros físicos entre outros serviços administrativos, financeiros e de assessoria de comunicação.Mini currículo: Jainee Arantes - Jornalista RTB: 14.179/MG - Possui curso de extenção em Políticas Culturais pelo IFRS, é Graduada como Gestora de Comunicação Integrada e Jornalista pela PUC Minas há 20 anos, Especialista em Linguagem, Tecnologia e Ensino pela UFMG, Especialista em Mídias e Educação pelo IF Sul de Minas, Mestranda em Comunicação e Temporalidades pela UFOP, Técnica em Informática pelo IF Sul de Minas. Tem vasta experiência em jornalismo impresso e online (diversos jornais, revistas, sites e canais) como redatora, entrevistadora, editora adjunta, editora chefe, editora de imagem, diretora geral e coordeadora de marketing. É produtora audiovisual, produtora cultural, jornalista responsável, idealizadora do jornal impresso para mesas de bar, FilosoBar, fotojornalista, consultora de comunicação empresarial, corporativa e organizacional, experiente produtora de reportagens sobre a culinária mineira para o canal online, Sabores FilosoBar, vencedora do concurso Brasil Sabor, coordeandora e realizadora do projeto Os Sabores de Bento Rodrigues apoiado pela Fundação Renova. Currículo em anexo aprovado pelo Salic.Todos dos demais colaboradores serão contratados na forma de prestadores de serviços respeitando todas as leis de trabalho e devidos recolhimentos tributários.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.