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O projeto REDE KATAHIRINE consiste em um conjunto de ações de formação e difusão da produção audiovisual indígena feminina, que contempla sua gestão com foco no fortalecimento da Rede Katahirine, a primeira Rede Audiovisual de Mulheres Indígenas do Brasil, que atualmente constitui a principal atuação do Instituto Catitu, garantindo a sustentabilidade de suas ações e expansão.
Objetivo Geral: Fortalecimento e expansção da Rede Katahirine para desenvolver e promover a produção audiovisual indígena feminina, ampliar sua visibilidade, para aprimoramento e formação de novas cineastas protagonistas de suas próprias narrativas. Objetivos específicos: Realizar os produtos elencados abaixo.Produto Principal: OFICINAS de aprimoramento e formação audiovisual:1- LAB Narrativas Ancestrais, para o aprimoramento de mulheres cineastas indígenas no desenvolvimento de projetos audiovisuais. 2- Oficina de Formação audiovisual, para mulheres indígenas e cineastas iniciantes.Produto: Mostras1- Cineclube da Rede Katahirine e do Circuito Caminho da Cotia, com sessões online e presenciais.2- Mostra de filmes das mulheres indígenas acompanhada de debates, durante a COP 30.Produto: Videocast Katahirine -10 episódios com o tema Cineastas indígenas.
O projeto Rede Katahirine enquadra-se no Art. 1º da Lei 8313/91, nos seguintes incisos:Art. 1º - Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:I- contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II- promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III- apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV- proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V- salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI- preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII- estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX- priorizar o produto cultural originário do País.E no Art. 3º: Para cumprimento das finalidades expressas no Art. 1º desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos:I- incentivo à formação artística e cultural, mediante:b) concessão de prêmios a criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras, filmes, espetáculos musicais e de artes cênicas em concursos e festivais realizados no Brasil;II- fomento à produção cultural e artística, mediante:a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural;III- preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;IV- estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.O apoio da Lei de Incentivo à Cultura é crucial para garantir a execução do presente projeto, permitindo que ele alcance seus objetivos de formação, produção, preservação e difusão da cultura indígena. É essencial também para atrair potenciais patrocinadores afinados aos objetivos do projeto e interessados no abatimento fiscal previsto na lei.
Impacto Comunitário e Sustentabilidade Engajamento Comunitário: O conjunto de atividades promove um forte engajamento das comunidades indígenas, não apenas como participantes, mas como co-criadoras e gestoras de suas próprias produções culturais. A inclusão de cineastas indígenas em todas as fases do projeto garante que as práticas e tradições locais sejam respeitadas e valorizadas. Sustentabilidade: A iniciativa prioriza práticas sustentáveis em suas operações, desde a escolha de materiais e equipamentos ecoeficientes até a promoção de um modelo de economia circular, incentivando a reutilização e a reciclagem. Além disso, busca criar uma estrutura de capacitação que permita às comunidades manter e expandir suas práticas culturais e audiovisuais de forma autônoma a longo prazo. Inclusão Digital e Educação Capacitação tecnológica: A presente proposta inclui treinamentos sobre tecnologias digitais e ferramentas de edição audiovisual, proporcionando às participantes habilidades práticas que podem ser utilizadas em diversos contextos profissionais e pessoais. A formação tecnológica vai além do simples uso de equipamentos, envolvendo a compreensão de software de edição e plataformas de distribuição digital. Educação Continuada: Além das oficinas, o projeto estabelece um programa de mentoria contínua para apoiar o desenvolvimento de carreiras das participantes. Isso inclui acompanhamento pós-oficina e acesso a uma rede de profissionais do setor para orientação e oportunidades futuras. Promoção e Visibilidade Campanhas de Divulgação: O projeto contará com uma robusta estratégia de divulgação, utilizando mídias sociais, parcerias com influenciadores e veículos de comunicação locais e nacionais para garantir ampla visibilidade e amplo acesso. Serão realizadas campanhas direcionadas para sensibilizar o público geral e específico sobre a importância do audiovisual indígena e as atividades da Rede Katahirine. Feedback e Melhoria Contínua Sistema de Avaliação: Implementaremos um sistema de avaliação contínua, incluindo pesquisas de satisfação e grupos focais com participantes, parceiros e público-alvo. Essa abordagem permitirá ajustes dinâmicos durante a execução do projeto e garantirá que as necessidades e expectativas sejam aprimoradas. Relatórios de Impacto: Serão produzidos relatórios de impacto detalhados que não apenas quantificam o alcance e os resultados, mas também fornecem insights qualitativos sobre como as atividades influenciaram as comunidades e o setor audiovisual. Integração com Políticas Públicas Parcerias com Instituições: O projeto Rede Katahirine busca alinhar suas ações com políticas públicas voltadas para a inclusão cultural e a valorização da diversidade, estabelecendo parcerias com órgãos governamentais e organizações não governamentais que atuam na área de cultura e direitos humanos. Essas informações complementares destacam o compromisso do Instituo Catitu com a inclusão, a sustentabilidade e a capacitação contínua, reforçando sua relevância e impacto significativo no fortalecimento da cultura indígena e na promoção do audiovisual como ferramenta de expressão e transformação social. Katahirine é uma palavra da etnia Manchineri que significa Constelação. Assim como o próprio nome sugere, a Rede Katahirine, criada pelo Instituto Catitu, Aldeia em Cena, atualmente sua principal atuação, é a pluralidade, conexão e a união de mulheres diversas que se apoiam e promovem mulheres indígenas no audiovisual brasileiro. Trata-se de uma articulação coletiva, na qual pode-se discutir e construir um espaço seguro de narrativas, levando em conta não só o corpo coletivo da Rede, mas a subjetividade de cada participante, como uma pessoa pensante e atuante em todos os espaços.
Cineclube da Rede Katahirine e Circuito Caminho da Cotia: Conjunto de exibições de filmes realizados pela Rede Katahirine, tanto em áreas urbanas quanto em comunidades indígenas, com temas variados. Haverá sessões online e presenciais com acessibilidade completa (legendas, audiodescrição e tradução em Libras), seguidas por debates sobre os filmes, a temática apresentada e o processo criativo, com a presença de cineastas e outros profissionais do audiovisual convidados. O cineclube visa promover o acesso à cultura e estimular o diálogo intercultural. O Circuito Caminho da Cotia é voltado para o público indígena: Exibições presenciais em 24 territórios indígenas, acompanhadas de debates com as cineastas:Terra Indígena Xingu - Canarana /MTTerra Indígena Kariri - Kariri /CETerra Indígena Barra Velha - Porto Seguro /BATerra Indígena Praia do Carapanã- Tarauacá /ACTerritório Baniwa e Koripako - Assunção do Içana /AMReserva Indígena Inhacapetum - S. Miguel das Missões /RSTerra Indígena Pankararu - Jatobá /PETerra Indígena Kraolândia - Goiatins/Itacajá / TOTerra Indígena Tenondé Porã - São Paulo / SPTerra Indígena Jaraguá - São Paulo / SPAldeia Multiétnica Filhos dessa Terra - Guarulhos/SPTerra Indígena Aguapeú - Mongaguá/SPTerra Indígena Riberão Silveira - São Sebastião/SPTerra Indígena Tekoa Itaoca - Mongaguá-SPTerra Indígena Tupiniquim - Aracruz / ESTerra Indígena Irantxe - Brasnorte /MTTerra Indígena Tirecatinga - Sapezal/MTTekoha Guaiviry Yvy Pyte Y Jere - Aral Moreira/MSReserva Indígena Fulni-Ô - Águas Belas /PETerra Indígena Comexatiba - Prado/BATI Sawré Muybu - Itaituba/ParáTerritório Parque Indígena do Tumucumaque - Oiapoque/APTerra Indígena Tupinambá de Olivença - Ilhéus/BATerra Indígena do Jordão - Jordão/ACCineclube Katahirine online: 18 sessões de filmes seguidas de debates com o público geral, as curadoras e as cineastas indígenas, com acessibilidade completa (legendas, audiodescrição e tradução em Libras). O Cineclube Katahirine inclui exibições presenciais nas cidades: São Gabriel da Cachoeira/AM - Manaus/AM - Santarém/PA - Belém/PA - Tarauacá/AC - Jatobá/PE - Crato/ CE - Cuiabá/ MT -Goiânia/GO - Brasília/DF - Paraty/RJ - São Paulo/SP - Campinas/SP - São Carlos/SP.Mostra de filmes das mulheres indígenas durante a COP 30: Serão exibidos 15 filmes realizados pelas cineastas indígenas da Rede Katahirine, e participação das cineastas nas rodas de conversa e debates, pós exibições, sobre a produção audiovisual indígena, para o público presente na COP 30, em Belém do Pará. Videocast Katahirine: 10 episódios com duração de 30 minutos cada um, entrevistando 10 cineastas indígenas: pequeno histórico e contextualização; interesse, formação e trajetória - desafios e curiosidades. Todos os episódios serão distribrídos nas redes sociais, acesso gratuito. Será realizado um evento de lançamento para imprensa e convidados, com participação das cineastas e dirigentes da Rede Katahirine e do Instituto Katitu, com transmissão ao vivo pela internet.PRODUTOS PRINCIPAIS: OFICINASLAB Narrativas Ancestrais: Oficina para o aprimoramento de 12 mulheres cineastas indígenas, destinada a fomentar a criação de narrativas audiovisuais que respeitem e reflitam a ancestralidade indígena. Serão selecionadas pelas mulheres indígenas que compõem o Conselho da Rede Katahirine. Haverá acompanhamento constante por meio de Mentoria e suporte técnico, com cineastas e especialistas para desenvolvimento qualitativo e técnico dos projetos audiovisuais de cada participante. Será criado material de apoio (didático e técnico). As participantes receberão bolsa incentivo (ajuda de custo). Está previsto um evento final de encerramento, quando serão apresentados os resultados do trabalho e distribuição dos certificados de participação. O LAB Narrativas Ancestrais visa valorizar a inovação e a autenticidade na produção audiovisual indígena. Carga horária: 224 horas, assim distribuídas.Presencial: Encontro inicial com as 12 participantes, de 5 dias intensos (40 horas), com troca de experiências e apresentação das ideias de filmes. E planejamento, para iniciar os primeiros passos na estruturação da ideia.Online: Cada uma das participantes vai trabalhar ONLINE com suas mentoras ou mentores até chegar no projeto pronto. São 3 sessões semanais de 2h cada durante 6 meses.Presencial: Encontro final com as 12 participantes, de 5 dias intensos (40 horas), com apresentação dos projetos.As participantes continuarão a ser apoiadas pela Rede Katahirine.Oficina de Formação Audiovisual para Mulheres Indígenas: Oficina de iniciação audiovisual, focada em capacitar jovens e mulheres indígenas na criação e produção de filmes. A oficina inclui treinamento técnico e criativo, além de suporte contínuo para o desenvolvimento de projetos audiovisuais pelos participantes. Equipamentos e materiais necessários serão fornecidos para facilitar a produção. Será realizada no Rio Grande do Sul, para a Comunidade Ko’enju, do povo Guarani M’bya, estimulando as interessadas, para o surgimento de novas cineastas nos Pampas, um dos biomas com menos cineastas atualmente.As oficinas são realizadas nas aldeias para que a participação da comunidade seja possível e efetiva. As participantes são indicadas por suas lideranças para que, respaldadas por elas, possam continuar o registro do seu patrimônio cultural e outros temas de seu interesse.A formação dá ênfase a uma visão crítica e busca uma abordagem criativa dos temas escolhidos, estimulando as realizadoras e suas comunidades a expressar pelo vídeo um olhar próprio sobre si mesmos e o mundo que os cerca.As oficinas são abertas a toda a comunidade e incluem no processo de formação discussões sobre o conteúdo do material, sua qualidade técnica bem como abordagens dos temas. A dinâmica interativa das oficinas – fazer e assistir coletivamente – faz com que a comunidade seja incluída em todas as etapas da formação. Assim, ela deixa de ser um mero objeto de filmagem para contribuir com a realização do projeto, exercer crítica e influir substancialmente no resultado final do trabalho.A formação se dará em 3 etapas, com a realização de 3 oficinas:Etapa 1- Oficina de filmagem, ministrada por duas instrutoras com experiência em audiovisual e com povos indígenas, com 2 semanas de duração, cujo contéudo abrange: iniciação ao manejo do equipamento de vídeo e áudio, exercícios de captação de imagens e áudio, análise coletiva do material captado, elaboração de um plano de filmagem e gravação de um filme. À noite, no pátio da aldeia, são realizadas projeções em telão com uma seleção de filmes de autoria indígena e não indígena que abordem temas de interesse das comunidades.Etapa 2- Oficina de edição, ministrada por uma editora experiente, com 4 semanas de duração para as participantes da primeira fase. Após um intervalo de um a dois meses, tempo em que as alunas poderão eventualmente complementar suas filmagens autonomamente, inicia-se a oficina de edição, que consiste em: conhecer e praticar as principais funções de um programa de edição, discutir e elaborar um roteiro de edição para o material filmado, digitalizar o material para o computador através do programa de edição e editar o filme sob orientação da editora.Etapa 3- Finalização. Neste período serão feitos os ajustes finais na edição, legendagem, créditos e mixagem.O Instituto Catitu fará, para o LAB e para a Oficina de formação, a doação de equipamentos de filmagem e edição para que as realizadoras tenham autonomia para dar continuidade à produção de seus registros culturais, uma vez concluídas as oficinas. Doação de 1 kit de filmagem composto de: 1 filmadora digital com 2 baterias adicionais e 3 cartões de memória; 1 microfone e acessórios (fone de ouvido, cabos, pilhas); 1 laptop com programa de edição instalado; 2 HDs externos de 2T; 1 caixa de som; 1 projetor.
Acessibilidade física: Os locais onde serão realizadas as atividades deverão estar livres de obstáculos para facilitar a movimentação de pessoas com mobilidade reduzida e PcDs de locomoção; possuir rampas, barras de proteção e apoio e banheiros adaptados. Acessibilidade de Conteúdo Parcerias Especializadas: O Instituto Catitu firmará parcerias com escolas e associações indígenas e não indígenas que trabalham com pessoas com deficiências (PcD) para promover sessões de filmes da Rede Katahirine com pacotes de acessibilidade, incluindo legendas, audiodescrição e tradução em Libras.Cineclube Katahirine e Circuito Caminho da Cotia, Mostra de filmes na COP 30 e Videocast: Todos os filmes e todos os episódios do Videocast estarão disponíveis para o público PcD com pacotes de acessibilidade (legendas, audiodescrição e tradução em Libras). Intérpretes de Libras estarão presentes em todas as sessões de debate, pós exibição dos filmes, além de observar linguagem simples para facilitar o entendimento de PcD Intelectual.Oficinas de Formação Audiovisual e LAB Narrativas Ancestrais: Também vão contar com pacotes de acessibilidade (legendas, audiodescrição e tradução em Libras) e liguagem simples para PcD Intelectual.Site Acessível: O site da Rede Katahirine será atualizado com o plugin Handtalks para fornecer interpretação em Libras, além de texto alternativo em imagens e links para facilitar a leitura de tela por pessoas com deficiências visuais. Também serão habilitados elementos da página para navegação via teclado, atendendo às necessidades de pessoas com deficiências motoras. Plano de Comunicação: Desenvolveremos estratégias de divulgação específicas para o público PcD, como acessibilidade digital e comunicação multissensorial. Isso incluirá transmissão dos eventos online com intérpretes de Libras, materiais em formatos acessíveis (braile e áudio) e promoção ativa em comunidades e grupos voltados para PcDs. Feedback e Melhoria Contínua: Solicitaremos feedback regularmente do público PcD sobre a eficácia das estratégias de acessibilidade e implementaremos melhorias com base nas informações recebidas.
Todas as atividades do projeto Rede Katahirine são gratuitas ao público. Filmes e Produções Audiovisuais: Os filmes produzidos pelas integrantes da Rede Katahirine serão distribuídos tanto em formato presencial quanto online, através de mostras, festivais de cinema e plataformas de streaming, universidades, museus e escolas para maximizar seu alcance e impacto. Também será promovida a distribuição gratuita em aldeias e comunidades indígenas para garantir que todos tenham acesso às produções. Transmissão pela Internet: Os filmes e debates do Cineclube Katahirine poderão ser transmitidos ao vivo gratuitamente pela internet, garantindo o acesso do público de todas as regiões do Brasil. Exibições Itinerantes: O Circuito Caminho da Cotia levará o cinema indígena para aldeias e municípios próximos, promovendo exibições em locais de difícil acesso e proporcionando uma experiência cultural enriquecedora para comunidades remotas. Publicações e materiais educativos, resultantes das atividades do Instituto Catitu com a Rede Katahirine serão disponibilizados gratuitamente em formato digital para download no site do projeto.
Desde 2009, o Instituto Catitu, proponente, promove o audiovisual como estratégia para o fortalecimento do protagonismo das mulheres indígenas. Atuar no campo da formação audiovisual com mulheres indígenas é uma iniciativa precursora no Brasil, baseada em 30 anos de experiência de sua fundadora e diretora, Mari Corrêa. A metodologia do processo de formação, adequada às especificidades e necessidades das mulheres, resultou num forte envolvimento por parte delas. Realizações: 60 oficinas de formação audiovisual em comunidades indígenas de diferentes povos e regiões do Brasil. 8 intercâmbios interculturais com povos indígenas. Criação de um Centro de Documentação Digital Indígena. 47 filmes de autoria indígena e compartilhada, que conquistaram prêmios nacionais e internacionais. A Rede Katahirine, criada pelo Instituo Catitu, é amplamente reconhecida no movimento indígena e na cena audiovisual, por suas ações voltadas para o público em geral, estabelecendo relevantes parcerias: Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), ONU Mulheres, Itaú Cultural, Sesc. E participação em festivais como: É Tudo Verdade, Mostra de Cinema de Tiradentes, Mostra Ecofalante, Mostra Kinoforum. EquipeDireção geral e Curadoria: Marilena Corrêa da Silva Rimaud, nome artístico de Mari Corrêa, é cineasta, montadora, educadora e fundadora do Instituto Catitu em 2009, onde iniciou o programa inédito de formação audiovisual das mulheres indígenas para potencializar seu protagonismo e valorizar os saberes femininos. Exerce o cargo de diretora geral; é responsável pela elaboração, desenvolvimento e coordenação de projetos; pela coordenação pedagógica do programa de formação de cineastas indígenas e pelas parcerias com povos indígenas em projetos culturais. Em 2021 idealizou o projeto Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas que culminou com a criação da Rede Katahirine, envolvendo mais de 80 mulheres indígenas de todo o país. Formada em realização de documentários pelo Ateliers Varan na França, atua como formadora de documentaristas, montadora e realizadora desde 1988. Iniciou sua carreira profissional em cinema na França, em 1985. Como editora de filmes trabalhou para produtoras independentes francesas e TVs europeias. Em 1987 iniciou-se na direção de documentários (Ateliers VARAN – Paris) e passou a trabalhar na formação de documentaristas. Entre 1988 e 2000 ministrou oficinas de formação audiovisual na França e na Nova Caledônia para o povo Kanak. Iniciou seu trabalho audiovisual com comunidades indígenas no Brasil em 1992, no Parque Indígena do Xingu, onde realizou o filme “O Corpo e os Espíritos”, ganhador do prêmio Mario Ruspoli de melhor documentário no festival francês Bilan du Film Ethnographique, dirigido por Jean Rouch. Foi codiretora da ong Vídeo nas Aldeias durante 10 anos, onde desenvolveu a metodologia de formação de cineastas indígenas, resultando na produção de cerca de 30 filmes de autoria indígena. Organizou a distribuição e circulação dos filmes em festivais, mostras e no circuito educacional, abrindo portas para uma maior visibilidade dos cineastas indígenas. Coordenou a Mostra “Um Olhar Indígena” no Rio de Janeiro (2004) e em Brasília (2006), com enfoque à produção de filmes de autoria indígena e elaborou o projeto da “Coleção Cineastas Indígenas”, coletânea dos filmes de autoria indígena destinada a escolas públicas e escolas indígenas brasileiras. No Instituto Catitu coordena projetos de formação e produção audiovisual voltados para mulheres indígenas. Seu trabalho foi homenageado com uma Mostra Audiovisual no 13th Women Worlds Congress e Seminário Internacional Fazendo Gênero, em 2017. Como cineasta seus principais filmes são: Floresta, um jardim que a gente cultiva, 43 min, 2023, coprodução da Rede de Cooperação Amazônica e Instituto Catitu. “Quentura”, 36 minutos, 2018, coprodução da Rede de Cooperação Amazônica e Instituto Catitu, premiado em 6 festivais. “Para onde foram as andorinhas?”, 22 minutos, 2016, coprodução do Instituto Socioambiental e Instituto Catitu, agraciado com 6 prêmios em festivais com temática ambiental. “Pirinop – Meu Primeiro Contato”, 82 minutos, 1997, coprodução Zarafa Films, Vídeo nas Aldeias e TV France 2, agraciado com dezoito prêmios nacionais e internacionais. “De volta à terra boa”, 21 minutos, 2008, produção Vídeo nas Aldeias. Prêmios: Melhor Curta na Mostra Etnográfica do Rio de Janeiro. “Voix Indiennes”, 70 minutos, 1997, TV ARTE (França/Alemanha). “Xingu, o Corpo e os Espíritos”, 56 minutos, 1996, premiado no Festival Bilan du Film Ethnographique, França. “Como montadora recebeu o prêmio de melhor montagem no Festival de Gramado pelo filme “Corumbiara”, em 2007.Coordenação artística: Sophia Pinheiro. Doutora em Cinema e Audiovisual pelo Programa de Pós-Graduação em Cinema da Universidade Federal Fluminense - PPGCine-UFF e mestre em Antropologia Social. É professora da FAAP – Faculdade Armando Álvares Penteado SP, artista visual e correalizadora de quatro filmes com cineastas indígenas. Atua como coordenadora e conselheira da Rede Katahirine. Sua expertise acadêmica e prática artística contribuem para o desenvolvimento e execução da coordenação artística dos eventos da Rede Katahirine e do Instituto Catitu.Coordenação de comunicação: Helena Corezomaé. Indígena do povo Balatiponé, Helena é jornalista, cineasta e mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Mato grosso - UFMT. É coordenadora de comunicação do Instituto Catitu e conselheira da Rede Katahirine. Sua atuação no projeto inclui o apoio à pesquisa, a organização de eventos e a facilitação da comunicação entre o Instituto Catitu, a Rede Katahirine, as comunidades indígenas e a imprensa.Coordenadora de produção: Victoria Mouawad. Graduada em Administração pela Fundação Getúlio Vargas – FGV SP e mestranda em História da Arte pelo Programa de Pós-Graduação em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo - PGEHA-USP. Exerce a função de coordenadora de projetos no Instituto Catitu e produtora na Rede katahirine. Colaborou na produção de eventos culturais do Selvagem - Ciclo de Estudos sobre a Vida, de 2019 a 2023. Nessa mesma organização, coordenou as publicações digitais "Cadernos Selvagem" de 2021 a 2023. Também produziu shows e exposições de arte. Participou de formações de produção e elaboração de projetos no Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP.O Instituto Catitu, Aldeia em Cena, proponente será responsável por todo o processo decisório e de gestão do projeto, liderando toda a equipe, e atuando nas funções de Direção geral, Curadoria, Direção Artística e parte da produção.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.