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O projeto "Ventos que Cantam: Imagens, Vozes e Tradição no Sertão de Canudos" propõe a realização de oficinas mensais de canto coral e audiovisual em comunidades rurais de Canudos (BA), diretamente impactadas por parques eólicos. As atividades resultarão na formação de um coral comunitário com repertório tradicional nordestino e na produção de um curta-metragem documental realizado por jovens locais. As ações serão gratuitas, inclusivas e sustentáveis, promovendo a escuta coletiva, o fortalecimento da identidade cultural e a valorização do território. O projeto culmina em uma apresentação pública com concerto do coral e exibição do filme.
Produtos Gerados pelo Projeto “Ventos que Cantam: Imagens, Vozes e Tradição no Sertão de Canudos”1) Coral Comunitário SertanejoResumo: Formação de um coral com até 40 participantes das comunidades rurais de Canudos (BA), com repertório baseado em músicas tradicionais nordestinas, cantos de trabalho, rezas, modas de viola e composições ligadas a temáticas ambientais e à vida no sertão. O coral será resultado das oficinas mensais de canto e terá como objetivo a valorização da oralidade, da escuta coletiva e da expressão comunitária.Classificação indicativa: Livre.Periodicidade: Oficinas mensais durante 12 meses, culminando em apresentação pública.2) Apresentação Final do Coral e Exibição PúblicaResumo: Evento de culminância no último mês do projeto, reunindo a apresentação ao vivo do coral comunitário e a exibição do curta-metragem realizado pelos jovens das oficinas audiovisuais. A apresentação ocorrerá em espaço público aberto (praça, escola ou centro cultural), com estrutura de palco, sonorização e acessibilidade garantida (Libras, audiodescrição, rampa de acesso).Classificação indicativa: Livre.Formato: Espetáculo musical e sessão audiovisual gratuita e aberta ao público.3) Curta-Metragem Documental “Ventos que Cantam”Resumo: Filme com duração estimada de 15 a 25 minutos, produzido colaborativamente pelos jovens participantes das oficinas de audiovisual. O documentário registrará os processos formativos do coral, depoimentos de moradores, cenas da vida cotidiana no sertão e reflexões sobre os impactos da energia eólica no território. A obra será legendada, com audiodescrição, e disponibilizada gratuitamente online e em formato digital para instituições locais.Classificação indicativa: Livre.Gênero: Documentário.Formato de distribuição: digital (internet, pendrive, link para download), com exibições públicas.4) Oficinas de Canto CoralResumo: Atividade formativa mensal (12 encontros ao longo de um ano) voltada à prática do canto coletivo, desenvolvimento da escuta, técnica vocal e construção de repertório comunitário. Conduzidas por regente especializado em música vocal popular. Os encontros também servirão como espaços de expressão emocional e valorização cultural.Classificação indicativa: A partir de 12 anos.Público-alvo: Adultos, idosos e jovens da zona rural de Canudos.5) Oficinas de AudiovisualResumo: Oficinas mensais com ênfase em roteiro, captação de som e imagem, linguagem cinematográfica e edição com aplicativos gratuitos. Os jovens aprenderão a registrar criativamente o cotidiano, as atividades do coral e os elementos simbólicos do território. Serão oferecidas para até 30 jovens residentes nas comunidades próximas aos parques eólicos.Classificação indicativa: A partir de 14 anos.Formato: Oficinas práticas, com uso de celulares e recursos acessíveis.6) Ensaios Abertos e Oficinas ParalelasResumo: Algumas etapas do coral e das oficinas de audiovisual terão momentos de abertura à comunidade, como forma de partilhar o processo criativo e envolver públicos ampliados. Também poderão ser ofertadas oficinas paralelas em escolas ou associações, com atividades lúdicas ou adaptadas.Classificação indicativa: Livre.Formato: Participativo, comunitário, educativo.7) Material de Divulgação e AcessibilidadeResumo: Produção de cartazes digitais, convites, vídeos curtos e textos explicativos em linguagem simples para divulgação das oficinas e apresentações. Serão incorporados recursos de acessibilidade como Libras, legendas e audiodescrição nos vídeos. Todo material respeitará a identidade visual do projeto e será distribuído de forma digital e gratuita.Classificação indicativa: Livre.Formato: Digital, impresso em pequena escala (quando necessário).Esses produtos são pensados como expressões artísticas e formativas complementares, que articulam criação, registro e partilha com a comunidade, contribuindo para a difusão cultural, a memória coletiva e o fortalecimento simbólico do sertão de Canudos.
Objetivo GeralPromover a valorização cultural, a expressão artística e o fortalecimento identitário de comunidades rurais do município de Canudos (BA), por meio da realização de oficinas formativas em canto coral e audiovisual, que culminem na criação coletiva de um coral comunitário e na produção de um curta-metragem documental sobre o território, suas memórias e transformações.Objetivos Específicos_ Realizar 12 oficinas mensais de canto coral, com duração de 2 dias cada, voltadas à formação vocal e à construção de um repertório baseado na tradição oral nordestina e em temáticas ambientais._ Formar um grupo coral comunitário com até 40 participantes das comunidades rurais de Canudos._ Realizar 12 oficinas mensais de audiovisual, com 2 dias de duração cada, para formação de até 30 jovens em linguagem cinematográfica, captação de imagem e som, e edição com aplicativos gratuitos._ Produzir coletivamente um curta-metragem documental a partir das oficinas de audiovisual, com lançamento público no encerramento do projeto._ Realizar 1 apresentação pública final reunindo o coral comunitário e a exibição do curta-metragem em praça ou espaço cultural de Canudos._ Assegurar a participação gratuita, inclusiva e acessível das comunidades, com transporte, alimentação, intérprete de Libras, audiodescrição e legendas nos produtos audiovisuais.
O projeto Ventos que Cantam: Imagens, Vozes e Tradição no Sertão de Canudos nasce da urgência em reconhecer, proteger e valorizar os patrimônios culturais imateriais e as formas de vida ameaçadas pelas transformações em curso no semiárido nordestino, especialmente diante da chegada de grandes empreendimentos como os parques de energia eólica. Embora representem avanços na matriz energética brasileira, tais empreendimentos impactam diretamente comunidades tradicionais, alterando paisagens, dinâmicas sociais e vínculos simbólicos com o território. Em regiões como Canudos, marcadas por um histórico de resistência e apagamento, torna-se essencial articular cultura, educação e memória como caminhos de fortalecimento coletivo e reimaginação do futuro.Inserido na zona rural do município de Canudos (BA), o projeto propõe uma imersão artístico-pedagógica por meio de duas ações complementares: a formação de um coral comunitário com repertório tradicional nordestino e temáticas ambientais, e a realização de oficinas de audiovisual com jovens das comunidades locais, culminando na produção de um curta-metragem. Ambas as atividades buscam, de maneira integrada, formar, expressar e documentar os saberes, vozes e modos de vida das populações locais, criando espaços de escuta, protagonismo e produção simbólica.Essa proposta responde a um contexto histórico de exclusão e invisibilização das culturas sertanejas, em especial aquelas que se manifestam em comunidades de fundo e fecho de pasto. O território de Canudos é emblemático por carregar a memória da Guerra de Canudos e de Antônio Conselheiro, cuja visão de justiça social e espiritualidade sertaneja permanece viva na oralidade, nas rezas, nos cantos e na resistência das famílias locais. Diante de um processo de modernização que tende a suprimir ou silenciar essas formas culturais, o projeto atua como instrumento de visibilidade, transmissão e preservação da cultura imaterial sertaneja.Além disso, Ventos que Cantam se ancora nos princípios da educação popular, da cultura comunitária e da sustentabilidade, promovendo ações de formação gratuita e inclusiva, com ênfase em processos colaborativos e participativos. As oficinas de canto coral e audiovisual acontecerão mensalmente, durante dois dias consecutivos, durante doze meses, contemplando cerca de 70 participantes diretos. As comunidades envolvidas — Brancos, Cantinho, Tarrachil, Passagem Funda, Lages, Água Branca e Bom Jardim — foram diretamente afetadas pela implantação de parques eólicos e, ao mesmo tempo, conservam expressões culturais que merecem ser ressignificadas à luz dos novos desafios territoriais e ambientais.A articulação entre canto e cinema, entre tradição oral e linguagem audiovisual, constitui o eixo central do projeto. Ao registrar os ensaios, os repertórios, os rostos e os relatos das comunidades, os jovens não apenas aprendem técnicas de cinema, mas também desenvolvem consciência crítica sobre o território, o ambiente e os processos históricos que moldam sua realidade. Essa dimensão formativa é também emancipatória, pois promove o letramento digital, audiovisual e artístico de populações com pouco acesso às tecnologias da imagem e do som. O resultado dessas oficinas será a produção de um curta-metragem colaborativo que documenta a experiência vivida, os conflitos e as memórias do território, além de concertos públicos com o coral comunitário.O projeto adota práticas sustentáveis e inclusivas em sua concepção e execução: uso de celulares e aplicativos gratuitos nas oficinas de vídeo; impressão reduzida de materiais, com prioridade para meios digitais ou recicláveis; incentivo ao uso de garrafas reutilizáveis e lanches com produtos regionais; locomoção dos participantes por transporte comunitário e utilização de espaços públicos já existentes, como escolas, praças e centros culturais. Para garantir acessibilidade, estão previstas medidas como audiodescrição no curta-metragem, legendas nos vídeos, intérprete de Libras nas apresentações públicas e formação da equipe em práticas inclusivas.Do ponto de vista simbólico, Ventos que Cantam é uma resposta artística e comunitária aos impactos do modelo de desenvolvimento que ignora as vozes do território. Por meio da escuta sensível, do canto coletivo e do olhar cinematográfico, as comunidades de Canudos poderão expressar suas dores e sonhos, suas formas de ver o mundo e de narrar a si mesmas. A proposta reconhece a pluralidade das identidades sertanejas — de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+, jovens e idosos — e promove o diálogo entre tradição e contemporaneidade como caminho para um desenvolvimento culturalmente justo.A viabilidade do projeto está assegurada por uma equipe qualificada e enraizada nos territórios de atuação, composta por educadores, artistas, pesquisadores e mobilizadores comunitários com ampla experiência em ações culturais e pedagógicas no semiárido. Parcerias com universidades (UNEB, UEFS, UNIVASF, UFRB), instituições locais (IPMC, Associação Canudos Vive, Instituto Brasil Solidário, Fundação Biodiversitas, entre outros) e com a própria prefeitura de Canudos garantem o apoio logístico, a mobilização e a articulação institucional necessárias à realização das atividades.Diante de um cenário de desertificação, exclusão social e desvalorização das culturas locais, o projeto Ventos que Cantam se propõe a afirmar que outro sertão é possível — um sertão onde o vento não leve embora as memórias, mas as espalhe; onde a energia seja também expressão; onde a tradição seja força viva de futuro.Para sua execução, é fundamental o uso do mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), pois trata-se de um projeto de grande relevância sociocultural, realizado em territórios periféricos e com ações de difícil viabilidade por meios próprios. A proposta se enquadra nos incisos II e III do Art. 1º da referida lei: "valorizar a cultura nacional e difundir bens culturais com fins educativos e sociais" e "assegurar a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional". Além disso, contribui diretamente para os objetivos do Art. 3º, especialmente nos incisos:I _ facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;IV _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V _ proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira;IX _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;X _ priorizar o produto cultural originário do País.A adesão à Lei de Incentivo à Cultura é, portanto, essencial não apenas como estratégia de financiamento, mas como afirmação de um princípio: o de que a cultura é um direito, e o sertão é território de criação, memória e futuro.
1. Coral Comunitário SertanejoDuração/Formação: 12 meses de ensaios mensais (24 dias ao todo), com encontros de 2 dias consecutivos por mês.Participantes: até 40 pessoas das comunidades rurais de Canudos (adultos, jovens e idosos).Material Utilizado:Pastas com letras impressas em papel reciclável e versão digital por áudio (MP3);Instrumentos musicais simples (violão, triângulo, pandeiro);Camisetas e figurinos produzidos por costureiras locais;Espaço físico com acústica adequada (escola ou centro comunitário);Microfones para ensaio e apresentação final.Projeto Pedagógico:Metodologia baseada na escuta coletiva, oralidade e repetição gradual;Repertório composto por músicas tradicionais do sertão, cantos de trabalho, modas de viola, rezas e músicas temáticas ambientais;Envolvimento de regente com experiência em canto popular e educação musical comunitária;Dinâmicas de aquecimento vocal, ritmo, harmonia e expressão corporal;Oficinas com mestre da tradição oral (mês 6);Ensaio geral com preparação cênica e técnica (meses 9 e 10);Avaliação coletiva ao longo do processo.2. Curta-Metragem Documental “Ventos que Cantam”Duração final do filme: 15 a 25 minutos.Formato: digital (Full HD, MP4), com versões com e sem audiodescrição e legendas descritivas.Equipe: cineasta-educador audiovisual, jovens oficineiros (até 30).Material Utilizado:Celulares para captação de imagem e som;Tripés, microfones de lapela e ambiente;Aplicativos gratuitos de edição (CapCut, InShot, VN Editor);HD externo e serviços de armazenamento em nuvem;Software gratuito para legendagem e audiodescrição.Projeto Pedagógico:Formação técnica e poética: linguagem cinematográfica, roteiro, captação e montagem;Gravações em oficinas, vida cotidiana, paisagens naturais e espaços simbólicos;Envolvimento direto dos jovens na montagem final do filme;Narrativas guiadas por depoimentos, cenas de ensaio e reflexões sobre o território;Discussões sobre ética audiovisual e direitos de imagem.3. Apresentação Final (Concerto + Exibição do Filme)Duração do evento: 1h30 a 2h.Formato: concerto musical e sessão de cinema em praça pública ou espaço cultural.Público estimado: até 300 pessoas por apresentação.Material Utilizado:Palco simples, sonorização, iluminação, projetor, tela de projeção;Cadeiras, microfones, equipamentos de acessibilidade (Libras, audiodescrição, piso tátil);Equipe técnica (produtor, técnico de som, intérprete de Libras);Camisetas e figurinos para coralistas.Projeto Pedagógico:Evento como culminância pedagógica e celebração comunitária;Coral apresenta repertório desenvolvido nas oficinas;Filme exibe a trajetória coletiva de aprendizado e criação;Encerramento com falas de participantes, equipe e roda de conversa comunitária.4. Oficinas de Canto CoralFrequência: 12 encontros (mensais), com 2 dias por mês (manhã e tarde).Duração total: 96 horas de atividade (8h por encontro).Material Utilizado:Cópias das letras (impresso + gravações em áudio);Recursos de percussão corporal e instrumentos melódicos;Salas com boa acústica, ventilação e acessibilidade;Apoio audiovisual para registro dos encontros.Projeto Pedagógico:Metodologia dialógica com valorização da oralidade;Repertório construído de forma colaborativa;Atividades de técnica vocal, escuta, harmonia e improvisação;Integração com atividades audiovisuais (filmagens durante ensaios);Participação de mestre da cultura popular em um dos encontros.5. Oficinas de AudiovisualFrequência: 12 encontros (mensais), com 2 dias por mês (manhã e tarde).Duração total: 96 horas de atividade.Material Utilizado:Celulares e tripés;Microfones de lapela e gravadores externos simples;Acesso a notebooks ou computadores para edição;Aplicativos gratuitos e online para edição e legendagem;Cadernos de anotação e material didático digital.Projeto Pedagógico:Roteirização coletiva, planejamento de gravação e debates sobre estética;Ênfase na escuta do território e na autorrepresentação;Captação de cenas do coral, da comunidade e da paisagem;Oficinas práticas e teóricas, com acompanhamento do educador;Participação dos jovens na montagem e finalização do curta.6. Ensaios Abertos e Oficinas ParalelasFrequência: 2 a 4 momentos ao longo do projeto.Formato: aberto ao público local (famílias, escolas, associações).Material Utilizado:Espaços adaptados (escolas, igrejas, sedes comunitárias);Microfones e instrumentos leves para apresentação informal;Recursos de mediação cultural e comunicação visual.Projeto Pedagógico:Compartilhamento processual das práticas artísticas;Envolvimento intergeracional e comunitário;Oficinas de curta duração com atividades musicais e visuais;Estímulo ao sentimento de pertencimento e reconhecimento da cultura local.7. Material de Divulgação e AcessibilidadeFormato:3 cartazes digitais (em formatos quadrado, vertical e horizontal);2 vídeos promocionais (até 1 minuto cada, com legenda e audiodescrição);1 cartilha digital explicando o projeto, metodologia e agenda.Material Utilizado:Ferramentas de design e edição de vídeo (Canva, CapCut);Equipe de comunicação e acessibilidade;Idioma: português com legendas e Libras nos vídeos.Projeto Pedagógico:Conteúdo pensado para dialogar com públicos locais e externos;Linguagem simples, inclusiva e convidativa;Fortalecimento da identidade visual e institucional do projeto.
AcessibilidadeO projeto Ventos que Cantam: Imagens, Vozes e Tradição no Sertão de Canudos incorpora, em sua concepção e execução, medidas de acessibilidade física e de conteúdo, garantindo a participação plena e equitativa de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou baixa escolarização, promovendo inclusão e respeito à diversidade.Acessibilidade FísicaAs oficinas e apresentações públicas ocorrerão preferencialmente em espaços com estrutura acessível já existente, como escolas públicas, centros culturais e associações comunitárias. Serão priorizados locais com acesso por rampas, banheiros adaptados e circulação livre para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Sempre que necessário, serão realizadas adequações temporárias no espaço (como instalação de piso tátil, sinalização ampliada ou readequação de mobiliário) para garantir segurança e autonomia dos participantes.Acessibilidade de ConteúdoPara assegurar a plena compreensão e fruição das atividades, serão implementadas as seguintes medidas:– Intérprete de Libras nas apresentações públicas do coral e nas exibições do curta-metragem;– Audiodescrição para o curta-metragem produzido, tornando o conteúdo acessível a pessoas com deficiência visual;– Legendas descritivas e com identificação de sons e falas nos produtos audiovisuais, garantindo acesso a pessoas com deficiência auditiva;– Material de apoio em áudio (músicas e instruções gravadas em ritmo lento) para participantes com baixo letramento;– Uso de linguagem simples e recursos orais durante as oficinas para facilitar a assimilação do conteúdo por públicos com diferentes níveis de escolaridade;– Capacitação básica da equipe com profissional da área de acessibilidade, assegurando um atendimento respeitoso, ético e preparado para acolher as necessidades específicas dos participantes.Essas ações reforçam o compromisso do projeto com a democratização da cultura e o princípio de que a arte deve ser um direito exercido por todos, em todas as suas dimensões — física, sensorial, comunicacional e simbólica.
Democratização de AcessoO projeto Ventos que Cantam: Imagens, Vozes e Tradição no Sertão de Canudos foi concebido com foco na ampliação do acesso à cultura em territórios tradicionalmente excluídos dos circuitos formais de fruição artística. Todas as ações serão gratuitas, com foco na participação comunitária e na formação de públicos diversos. A distribuição e o acesso aos produtos culturais gerados — o curta-metragem documental e as apresentações do coral comunitário — seguirão princípios de gratuidade, descentralização territorial e acessibilidade de conteúdo.Distribuição e Comercialização dos ProdutosO curta-metragem será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais de acesso público (YouTube, Vimeo, sites institucionais) com legendas descritivas e audiodescrição. Também será enviada uma cópia digital para escolas, universidades, centros culturais e associações das comunidades envolvidas, como ferramenta educativa e de memória local. O filme não será comercializado. Já o coral comunitário poderá ser convidado para outras apresentações após o término do projeto, mas as apresentações vinculadas à proposta serão gratuitas e abertas ao público.Outras Medidas de Ampliação de Acesso– Ensaios abertos ao longo do processo, permitindo que a comunidade acompanhe o desenvolvimento do coral e contribua com sugestões e vivências;– Transmissão pela internet da apresentação final, ampliando o alcance do projeto para além do território físico de Canudos, especialmente para parentes e migrantes das comunidades que vivem em outras cidades;– Exibição itinerante do curta em cidades vizinhas (Euclides da Cunha, Monte Santo, Jeremoabo), com roda de conversa após as sessões;– Produção de material de divulgação impresso e digital com linguagem simples, explicando a proposta e convidando a população para participar das ações formativas e dos eventos culturais.Essas ações visam não apenas levar arte às comunidades, mas criar ambientes de pertencimento, diálogo e valorização cultural, garantindo que os frutos do projeto retornem às populações que os tornaram possíveis.
• Keiler Garrido Rêgo – Maestro e Diretor MusicalMaestro, educador musical e pesquisador da música vocal popular, com mais de 30 anos de atuação na formação de grupos comunitários e corais escolares. Entre seus trabalhos, destacam-se o Oratório de Santo Antônio, formado por pessoas de diferentes idades que aprendem cantos tradicionais em louvor a Santo Antônio, com apresentações em igrejas e espaços culturais de Salvador; e o Coral das Crianças, composto por jovens do Bairro da Paz, que se apresentam no Pelourinho com repertório natalino e popular. No projeto, será responsável pela condução das oficinas de canto, elaboração do repertório e preparação do concerto final. • Clara Moraes Rêgo – Produtora ExecutivaProdutora com experiência em gestão, comunicação e marketing de projetos culturais e sociais no interior da Bahia. Atuou em festivais regionais, iniciativas de cultura comunitária e na produção do Coral das Crianças de Salvador. Trabalhou também na produção de campanhas políticas, com atuação em audiovisual e criação de conteúdo. No projeto, será responsável pela coordenação geral da produção, gestão de equipe, cronograma, orçamento e prestação de contas. • Francisco Gabriel de Almeida Rêgo – Consultor Pedagógico e ArtísticoProfessor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e do Programa de Pós-graduação em Crítica Cultural (UNEB). Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA), cineasta e pesquisador com ampla experiência em cinema, audiovisual e práticas comunitárias. Atua com cineclubismo e oficinas em comunidades indígenas e rurais, como Matarandiba (BA), comunidades Mbya, Salvador, Feira de Santana e o extremo sul da Bahia. No projeto, será responsável pela concepção pedagógica das oficinas e pela integração entre cinema, canto coral e cultura do território. • Geovana Freitas Paim – Consultora de Território e Articulação InstitucionalProfessora da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), doutora em Geografia pela UFBA e mestre em Ciências Ambientais pela UEFS. Atua com foco em Justiça Espacial, Energia Eólica e transformações da paisagem no semiárido. Coordena dois projetos de pesquisa: Análise das (in)justiças das paisagens eólicas e o Centro de Desenvolvimento e Modelagem de Biorecursos, Hidrorecursos e Sustentabilidade. No projeto, será responsável pela articulação territorial e institucional, planejamento das ações em campo e escuta das comunidades. • Ramon Mota Coutinho – Cineasta e Educador AudiovisualMestre em Cultura e Sociedade (UFBA), graduado em História (UCSal) e em Cinema e Audiovisual pela UFBA, com formação complementar em Roteiro Cinematográfico pela EICTV (Cuba). Integra o Coletivo Urgente de Audiovisual (CUAL), com atuação em crítica, produção e oficinas de cinema. Tem experiência na realização de curtas e longas-metragens e em projetos de formação audiovisual em comunidades periféricas e rurais, como na oficina Poética dos Olhares, no bairro do Alagados. No projeto, coordenará as oficinas de audiovisual e a produção do curta-metragem colaborativo com os jovens. • Ana Emília Moraes – Psicóloga e Acompanhamento PedagógicoPsicóloga com experiência em práticas educativas e apoio psicossocial em contextos rurais. Atuou em projetos como o Coral das Crianças de Salvador e o Oratório de Santo Antônio, oferecendo suporte emocional e pedagógico. No projeto, será responsável pelo acompanhamento dos processos formativos, criando espaços de escuta, integração e cuidado com os participantes. • Paulo Régis – Produtor e Mobilizador ComunitárioMorador da região de Canudos, produtor cultural e organizador de eventos comunitários. Bisneto de um conselheirista da Guerra de Canudos, é guia do Parque Estadual de Canudos e responsável pela Casa de Vó Isabel, antiga residência de seus avós e hoje espaço de memória. No projeto, atuará como mobilizador local, articulando com lideranças comunitárias, apoiando a logística e a produção das oficinas e apresentações.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.