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Espetaculo teatral com 70 (setenta) minutos de duracao, teatro dramatico em formato de monologo com projecoes e ambientacao sonora. Genero de drama historico-filosofico.
A peça começa com o som das botas se afastando. Um campo de internação francês, o ano é 1940. Hannah Arendt, então com 34 anos, escapa de Gurs, no sudoeste da França onde havia sido internada como "estrangeira inimiga" pelo governo francês. Ao atravessar a fronteira invisível entre a prisão e a liberdade precária, inicia também uma travessia interior. A ação dramática se constrói a partir dessa fuga: enquanto anda, esconde-se, observa, Hannah fala. Com a urgência de quem escreve a própria história antes que o mundo a apague, ela realiza um inventário da vida até então — e do tempo por vir.Durante essa jornada, o palco se desdobra em múltiplas camadas temporais e espaciais. A infância na Alemanha e a morte precoce do pai; a intensa e contraditória relação com a mãe, forte, determinada, dona de um senso ético inegociável. A peça evoca também o encontro com Martin Heidegger, o encantamento intelectual e amoroso, a traição política irreparável — tudo atravessado por uma única pergunta: o que permanece quando tudo se desfaz?Entre 1933 e 1951, Arendt não pertenceu a lugar algum. Foi, como diz, apátrida. Nesse limbo sem nação, sem proteção legal, sem garantias mínimas de cidadania, começou a pensar o mundo não a partir de sistemas abstratos, mas da experiência concreta de viver sem direitos. É aí que nascem as ideias de seu mais importante livro: Origens do Totalitarismo. E é a partir dele que a peça atravessa o tempo.Num corte brusco de cena, Hannah surge, sem entender onde está. O cenário mudou. É uma livraria em Washington, janeiro de 2017. Livros antigos preenchem as vitrines, e todos os exemplares trazem a mesma mensagem estampada em letras pretas: “Leia e aja.” O público descobre, junto com Hannah, que ela está diante de uma reação silenciosa e corajosa à posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Pilhas de 1984, O Conto da Aia, Admirável Mundo Novo — e ali, no meio delas, Origens do Totalitarismo. O passado de Hannah tornou-se aviso. Atravessou décadas para dizer, de novo: algo está errado.Nesse tempo distorcido, onde o presente e o passado se embaralham, Hannah encontra Zevi Ghivelder, jornalista brasileiro e judeu, que aparece em um telão no palco. Ele esteve em Jerusalém, no julgamento de Adolf Eichmann. E como muitos, criticou duramente Arendt por sua tese da “banalidade do mal”. Agora, em 2017, ele a confronta: teria Hannah simplificado a monstruosidade do nazismo? Teria ela sido injusta com o povo judeu? O embate é ético, político, mas também íntimo. Hannah responde, mas não se defende. Não faz concessões, nem apelos emocionais. Pensa. Reflete. Pergunta. Ela revela ter sido vítima de Eichmann como muitos judeus. O campo de Gurs era comandado por ele. Ghivelder se surpreende com a informação. Por fim, ele admite a importância do livro Origens do Totalitarismo.A peça alterna passado e presente, fugas e retornos, delírios e certezas. Hannah se vê diante de um tempo que parece repetir os mesmos perigos. Ela não é heroína. Não é mártir. É uma pensadora em movimento — que interroga a si mesma, aos outros e ao mundo. Com a lucidez de quem sabe que nenhuma conquista democrática é definitiva, ela conclui: a liberdade não é um estado natural. É um ato contínuo. Uma construção política que exige vigilância, ação e pensamento.No fim, a travessia da fuga se completa. Mas a peça não termina ali. Porque a pergunta maior — “como preservar o mundo humano diante das forças da desumanização?” — ainda ecoa. Hannah permanece. Entre o passado e o futuro. Ainda agora.
Objetivo GeralPromover a reflex?o cr?tica sobre as ideias da fil?sofa Hannah Arendt ? em especial seus conceitos de banalidade do mal, totalitarismo e a import?ncia do pensamento pol?tico, que nasce da urg?ncia de revisita??o, em tempos de amea?a ? democracia e ao humanismo. Ao evocar a figura de Arendt n?o como s?mbolo intoc?vel, mas como mulher em travessia ? fugitiva, inquieta, imperfeita ? a pe?a busca aproximar filosofia e a??o, biografia e reflex?o, por meio de uma montagem teatral inovadora, acess?vel e de qualidade art?stica, contribuindo para o debate democr?tico e a valoriza??o da cultura como instrumento de transforma??o social.? Objetivos Espec?ficos- Produzir e apresentar uma pe?a teatral baseada na vida e obra de Hannah Arendt, utilizando linguagem contempor?nea para dialogar com quest?es atuais como autoritarismo, fake news e a crise da democracia.? - Realizar sess?es gratuitas ou a pre?os populares em teatros e espa?os culturais, garantindo acesso amplo e democr?tico ao debate filos?fico.? - Promover debates p?s-espet?culo com especialistas em filosofia, pol?tica e direitos humanos, estimulando a reflex?o do p?blico sobre os temas abordados.? - Registrar os debates em v?deo e disponibiliz?-lo em plataformas digitais, ampliando o alcance do projeto e permitindo que mais pessoas tenham acesso ao conte?do.
Hannah Arendt: Entre o Passado e o Futuro ? um espet?culo que nasce da urg?ncia de revisitar o pensamento pol?tico em tempos de amea?a ? democracia e ao humanismo, "salvaguardar a sobreviv?ncia e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira" (Art.1? inciso V); Ao evocar a figura de Arendt n?o como s?mbolo intoc?vel, mas como mulher em travessia ? fugitiva, inquieta, imperfeita ? a pe?a busca aproximar filosofia e a??o, biografia e reflex?o. O texto original de Anna Lee, nosso intuito ? "priorizar o produto cultural origin?rio do Pa?s" (Art.1? inciso IX) constr?i um fluxo de mem?ria em que a atualidade do pensamento arendtiano se manifesta como resist?ncia. A encena??o, com objetivo de "fomento ? produ??o cultural e art?stica, mediante: realiza??o de espet?culos de artes c?nicas" (Art. 3? II "e") aposta numa dramaturgia do tempo, do deslocamento e do pensamento em ato, com uso de proje?es, depoimentos reais e trilha sonora original.
Contrapartida socialOferecer 20 vagas para jovens aprendizes periféricos em produçao teatral onde possam dividir o conhecimento para que a troca seja compartilhada entre os territórios.
Encenação com 70 minutos
Nosso projeto, ao trazer uma reflexão crítica sobre Hannah Arendt, assume o compromisso de cultura como direito fundamental, e por isso implementará as seguintes ações de acessibilidade: 1. Acessibilidade Física Todas as apresentações ocorrerão em teatros e centros culturais com estrutura acessível (rampas, elevadores, banheiros adaptados e assentos reservados para cadeirantes). 2. Acessibilidade Comunicacional Sessões com audiodescrição: Para espectadores com deficiência visual, garantindo a compreensão integral da encenação. Libras (Língua Brasileira de Sinais): Presença de intérpretes em pelo menos duas sessões da peça, além da disponibilização de um vídeo teaser legendado e sinalizado. Programação em Braille e formatos digitais acessíveis: Materiais de divulgação e conteúdo educativo disponíveis em múltiplos formatos (PDF acessível, audiobook, como exemplos). 3. Acessibilidade Intelectual e Social Sessões com mediação cultural: Para públicos com baixa escolaridade ou dificuldade de compreensão do tema filosófico, com introduções didáticas antes da peça. Ao incluir práticas de acessibilidade, nosso projeto não apenas cumpre a legislação, mas também amplia o impacto social da peça, permitindo que o pensamento de Hannah Arendt — essencial para discutir democracia e direitos humanos — chegue a todos os públicos, sem exclusões.
Bem como no ítem anterior sobre acessibilidade, a democratização do acesso caminha de braços dados. Não basta promover, como por exemplo, acessibilidade intectual e social, se o público beneficiado não tiver acesso ao espetáculo de forma gratuita.Escolas públicas, grupos de apoio de ONGs, trabalhos sociais serão beneficiados com nossas ações.
Texto: Anna Leeroteirista da TV Globo, tendo participado das novelas Lado a Lado, Avenida Brasil, Em Família e Malhação. Também escreveu a segunda temporada da série Ilha de Ferro, para o Globoplay. Trabalhou no jornal Folha de S. Paulo e Editora Globo, entre outras empresas de comunicação.Direção Artística: Julio LellisDirigiu diversos curtas e, atualmente, está realizando a montagem de um longa-metragem sobre a vida da escritora Nélida Piñon, numa produção hispânico-brasileira. "Nélida Piñon - O Atlântico e suas Correntes" conta a vida e obra de uma das mais importantes escritoras do mundo.Atriz: Beth ZalcmanElizabeth Zalcman, mais conhecida como Beth Zalcman, é uma atriz, autora e diretora de teatro brasileira. Desde a década de 1990 é preparadora de elenco na Escola Eliezer Max, no Rio de Janeiro. Dentre os espetáculos teatrais destacamos:Ensaio Nº 1, Faces, o Musical, Gigi, Canto do Lobo, Carmela, As Polacas, Brimas e A Voz do Silêncio.Direção de Produção: Christiano NascimentoA Mulher Monstro – Teatro Laura Alvim (RJ) – Direção: José Neto Barbosa – 2017 Realização S.E.M Companhia de TeatroUma Peça para Dois – Teatro Maison de France (RJ) – Direção: Delson Antunes – 2018Luzes, Câmera e uma Boa Ação – Exposição do Artista plástico Abyner Gomez com patrocínio da Cesgranrio – Curadoria e Concepção – 2019Redenção – Museu da Justiça (RJ) – Direção Ary Coslov (versão on-line na pandemia) 2020.O que é isso Produção? MUF – Museu de Favela – Pavão, Pavãozinho e Cantagalo – workshop de preparação para o edital Retomada 2 – SECEC/RJ – Contemplados com R$ 50K para o projeto de formação de mediadores – 200 anos de (in)dependência. 2021Eu não sou João Caetano – Itaboraí – Niterói e Rio de Janeiro – Direção: Reinaldo Dutra – 2022 (versão on-line na pandemia 2021) – Edital Retomada 2 – SECEC/RJDocumentário dos bastidores do espetáculo: Eu não sou João Caetano_ Direção e edição_ curta metragem 2023.Ministrante da disciplina de Produção em Artes Cênicas do curso de pós graduação da Associação Brasileira de Gestão Cultural – ABGC 2023 – 2024.Silêncios Claros – Cidade das Artes (RJ) – Arena B3 (SP) – Teatro da UFF (Niterói) - 2025Participação em vídeo: Zevi Ghivelder Iluminação: Paulo Cesar Medeiros Iluminador carioca com 38 anos de carreira, 104 indicações para Prêmios de Teatro e 21 prêmios recebidos. Entre eles, 5 Prêmios Shell, 3 APTRs, Bibi Ferreira, Aplauso, Cenyn, 2 CEBETIJ, Zilka Salaberry, Reverência, Sated, Femsa, 2 Prêmios Coca Cola de Teatro Infanto Juvenil, entre outros. Trabalhou ao lado de diretores como Bibi Ferreira, Marília Pera, Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Miguel Falabella, Charles Moeller e Cláudio Botelho, Gilberto Gawronski, Flávio Marinho, Marco Nanini, Hector Babenco, Amir Haddad, Fauzi Arap, Aderbal Freire Filho, Domingos de Oliveira, José Possi Neto, João Falcão, Rodrigo Portela, Ivan Sugahara e muitos outros. Esteve ao lado de coreógrafos como Luiz Arrieta, Dani Lima, Márcia Háiddé, Dalal Aschcar, Renato Vieira, Márcia Rubim, André Mesquita, Ana Vitória, entre outros. Iluminou intérpretes como: Maria Bethânia, Alcione, Ivan Lins, Francis Hime, Paulinho da Viola, Oswaldo Montenegro, Moska, Angela Rô Rô, entre outros. Com algo em torno de 1200 projetos de luz realizados, é sócio fundador da empresa de luz Art Light e criador, junto de Cristina Braga e Ricardo Medeiros da Festa das Luzes da Mata Atlântica. Escreveu o livro “A Dramaturgia da Luz” com fotos de seu trabalho e uma pesquisa sobre a história da Iluminação. Atualmente, é professor da Escola Sesc de Arte Dramática Alguns dos principais espetáculos são:* “O Futuro Dura Muito Tempo” (Dir. Márcio Vianna)* “Ficções” (Dir.Rodrigo Portella)* “O Despertar da Primavera”(Dir. Charles Moeller e Cláudio Botelho)* “A Partilha” (Dir. Miguel Falabella)* “Cabaret” (Dir. José Possi Neto)* “O Jornal” (Dir. Kiko Mascarenhas e Lázaro Ramos)* “Mania de Explicação” (Dir. Gabriel Vilela)* “Show de Maria Bethânia” (Dir. Fauzi Arap)* “A Santa Joana dos Matadouros” (Dir. Marina Vianna e Diogo Liberano)* “Auto de Anjicos” (Dir. Amir Haddad)* “Tim Maia” (Dir. João Fonseca)* “Makurú” (Dir. José Mauro Brandt)* “As Aventuras do Menino Yogi” (Dir. Arlindo Lopes e Juliana Terra)* “Mamma Mia”(Dir. Charles Moeller e Cláudio Botelho)* “Ficções”(Dir. Rodrigo Portella)Cenografia e Figurinos - a definir
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.