Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O presente projeto "Exposição Entre Vidas" consiste em uma mostra de artes visuais com fotografias e esculturas de cerâmica para abrir um diálogo com o público sobre a importância da doação de órgãos e os desafios relacionados a essa temática. Ademais, a exposição será toda estruturada para receber pessoas com deficiência, composta de impressões táteis das obras, explicações em braille e outras ferramentas de inclusão para acessibilidade.
A proposta museografica da exposição esta em anexo.
Objetivo Geral Por meio da arte fotográfica, retratar pessoas transplantadas ou que estão na fila de espera para promover a reflexão sobre a doação de órgãos, sua importância e desafios. Por meio de esculturas sensibilizar o público para a temática, despertando interesse e consciêntização. Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, por meio da distribuição gratuita de todos os ingressos. Contribuir para facilitar a eficácia da acessibilidade e a democratização do acesso, distribuindo dez por cento dos ingressos para instituições que visam atender segmentos menos favorecidos da população. Além disso, adotar medidas inclusivas para receber indivíduos com deficiências físicas e cognitivas. Apoiar, valorizar e fomentar todas as expressões culturais e seus respectivos produtores, priorizando especialmente criações culturais originárias do país, através da exposição de artes visuais criadas por artistas brasileiros. Promover a produção e disseminação de bens culturais de valor universal, que enriqueçam e transmitam conhecimento, cultura e memória. Objetivos Específicos Realizar uma exposição de artes visuais inteiramente inclusiva, composta de fotografias e esculturas com foco na importância da doação de órgãos no Brasil. A mostra será estruturada para receber pessoas com deficiência visual, incluindo impressões táteis das obras e legendas em braile. As obras serão dispostas a receber pessoas com deficiência física e dificuldades de locomoção. A exposição será inteiramente gratuita para alcançar o máximo de pessoas possível. Realizar cinco palestras de plateia em escolas públicas para incentivar os jovens em relação as artes, assim como, estimular a reflexão voltada a questões sociais, saúde pública, educação e cultura. E quem sabe, incentivá-los a produzir seus próprios projetos culturais de acordo com seus interesses. Realizar cinco palestras no próprio espaço da mostra, por meio de rodas de conversa e atividades lúdicas para sensibilizar o público e estimular o pensamento crítico com o foco na doação de órgãos e sua importância.
O projeto "Exposição Entre Vidas", por meio de seu produto principal, que é uma exposição de artes inclusiva, composta de imagens visuais e táteis e esculturas, tem por justificativa principal o incentivo de um pensamento reflexivo sobre a importância da doação de órgãos, assim como, promover a acessibilidade e a democratização cultural. O projeto será inteiramente gratuito e adaptado para receber pessoas com deficiências físicas e cognitivas de modo a incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais. Embora o Brasil possua o maior programa público de transplantes de órgãos, tecidos e células do mundo, a taxa de não autorização por parte dos familiares ainda é alarmantemente alta. Seria possível eliminar a fila de espera por um órgão compatível se todas as famílias de potenciais doadores aceitassem a doação. Atualmente, cerca de 41.559 pessoas estão à espera de um transplante no país, e aproximadamente 43% das famílias ainda se opõem à doação. Essa recusa pode ser atribuída à falta de informações, a crenças religiosas e ao medo da comercialização de órgãos. Esta iniciativa estimula o diálogo sobre esta questão, pouco explorada pela arte, a linguagem artística tem o poder de propagar histórias e experiências de forma expressiva sobre pessoas transplantadas e que estão na fila de transplante de órgãos e tecidos. Assim, desmistifica-se crenças e dissemina-se conhecimento sobre a temática. Por tratar-se de um projeto com pouco apelo comercial e fortemente marcado pela semeadura de conhecimento, pela acessibilidade e pela democratização cultural, mostra-se essencial o auxílio da Lei Rouanet, importante mecanismo de fomento da cultura brasileira. Por meio desta, poder-se-áfazer com que uma exposição cultural tão relevante como essa chegue ao conhecimento das pessoas e que isso possa facilitar uma cada vez maior compreensão do tema.Considerando o Art. 1º da Lei 8313/91, o projeto se enquadra nos seguintes Incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Com relação ao Art. 3º da Lei 8313/91, o projeto tem por finalidade: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: b) concessão de prêmios a criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras, filmes, espetáculos musicais e de artes cênicas em concursos e festivais realizados no Brasil; II- Fomento à produção cultural e artística, mediante: c)Realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;. e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV- Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) Distribuição gratuita e pública de ingressos para a exposição fotográfica.
As rubricas "coordenador geral" e "fotografo" são referentes à proponente do projeto.
A proposta museografica da exposição esta em anexo.
ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICOTodas as medidas de acessibilidade serão realizadas conforme o Art. 42 da Lei nº 13.146/2015 e a norma NBR 950 atualizada, garantindo a adequação arquitetônica, comunicacional, de conteúdo e de divulgação acessível, de modo a assegurar a plena participação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em todas as etapas do projeto, conforme as exigências legais e as necessidades específicas de cada público. A exposição ocorrerá em espaços adaptados para garantir a acessibilidade arquitetônica: - Banheiros acessíveis para PcD. - Sinalização tátil para pessoas com deficiência visual. - Rampas para garantir acesso de cadeirantes e pessoas com dificuldades de mobilidade. - Cães guia permitidos no local, atendendo à necessidade de inclusão de pessoas com deficiência visual. Será feito um Stand de Acessibilidade, servindo como local de apoio para pessoas com tais necessidades e os profissionais da equipe que poderão auxiliá-las. Item na planilha: Montagem e desmontagem. ACESSIBILIDADE NA EXPOSIÇÃO - A exposição contará com um monitor especializado em atender pessoas portadoras de deficiência cognitiva. - A exposição contará com um intérprete em libras para garantir acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência auditiva. Item da planilha: monitores - A exposição de artes visuais será inclusiva e toda estruturada para receber pessoas com deficiência visual, será composta de fotografias visuais e táteis - Audiodescrição das obras acessada por QR Code para deficientes visuais. - Confecção de placas com informações em braile. - A cenografia será estruturada para que seja confortável a visualização das obras para cadeirantes. Formação de Plateia: - Os Locais onde ocorrerão as palestras serão adaptados para garantir acessibilidade a pessoas portadoras de deficiência motora de acordo com norma ABNT NBR 9050. - Cada ação de formação de plateia contará com um monitor especializado em atender pessoas portadoras de deficiência cognitiva. - Cada ação de formação de plateia contará com um interprete em libras para garantir acessisbilidade a pessoas portadoras de deficiencia auditiva. DAS MEDIDAS DE COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO ACESSÍVEIS Todas as informações sobre o projeto, incluindo detalhes sobre a acessibilidade, serão divulgadas de maneira acessível através dos canais de comunicação como Instagram e Facebook. A divulgação incluirá: Imagens com descrição textual (para deficientes visuais). Textos em formato acessível (como fontes ampliadas e com alto contraste) para pessoas com deficiências intelectuais e côngeneres. Vídeos com legendas para deficientes auditivos. Item na planilha: Custos de Divulgação. INCLUSÃO DE AÇÕES DE ACESSIBILIDADE NO PLANO DE COMUNICAÇÃO A divulgação da acessibilidade (como audiodescrição, intérprete de Libras e outros recursos) será realizada nos canais oficiais do projeto, com informações claras sobre como o público pode acessar esses recursos.Item na planilha: Custos de Divulgação.
De acordo com o artigo 55 da Instrução Normativa de 2017 da Lei Rouanet, mesmo a exposição sendo inteiramente gratuita, o projeto destinará no mínimo 10% dos ingressos da exposição para instituições ou associações que tenham por finalidade atender camadas menos assistidas da população e com menor poder aquisitivo; De acordo com o artigo 56 da Instrução Normativa de 2017 da Lei Rouanet, o projeto doará, além do previsto na alínea "a" do inciso I do art. 53, no mínimo, 20% (vinte porcento) das entradas para a exposição de arte a escolas públicas, estudantes e professores de gestão cultural e artes de universidades públicas e privadas. De acordo com o artigo 57 da Instrução Normativa de 2017 da Lei Rouanet, o projeto destinará o mínimo de 50% (cinquenta) das ações de formação de plateia deverão ser destinadas a estudantes e professores de instituições públicas de ensino, como também, as atividades previstas nesse artigo serão registradas por meio vídeográfico e disponibilizadas gratuitamente, em sua íntegra, na internet. Serão cinco ações de formação de plateia em escolas públicas e outras cinco ações em Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) da cidade de São Paulo. Pretende-se, por meio de palestras, rodas de conversa e atividades lúdicas sensibilizar os jovens beneficiários em relação à importância das artes e da cultura, como também estimulá-los a consumir e produzi expressões culturais variadas, de acordo com suas aptidões e interesses.
Casa do Braille Fundada em 1999, a Casa do Braille é dedicada à promoção e inclusão de pessoas com deficiência visual. Fundada com o objetivo de oferecer serviços e produtos acessíveis, a instituição se destaca pela produção de material em braille, áudio e formatos acessíveis, além de oferecer cursos e capacitações. Em 1999, fez a entrega do primeiro prédio com sinalização tátil do Brasil em Laramara – SP. Em 2002, fez a primeira exposição fotográfica acessível que se tem notícia intitulada Exposição Imagens da Inclusão. Desde então, o seu trabalho está presente em grandes museus como o Museu da Língua Portuguesa (SP), Museu do Futebol (SP), Galeria tátil das Esculturas Brasileiras Pinacoteca do estado de São Paulo, Memorial da América Latina (SP), Museu do Amanhã (RJ) e outros. Assim como, foi responsável por projetos inclusivos em diversas exposições, galerias de arte e eventos culturais. Será responsável pelas ferramentas de acessibilidade de pessoas com deficiência visual, receberá pela rubrica impressões táteis. Emilio Figueira Emílio Carlos Figueira da Silva é jornalista, psicólogo, psicanalista, cientista, teólogo, escritor, dramaturgo e poeta brasileiro. Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira ficou com paralisia cerebral, problemas de coordenação motora nos movimentos e na fala. Autor de mais de noventa livros variados entre científicos, pedagógicos e literários, peças teatrais e roteiros audiovisuais. E uma vasta produção de quarenta anos sobre psicologia e pessoas com deficiência, Inclusão Social e Educação Inclusiva no Brasil. Recebeu vinte e dois prêmios na literatura, jornalismo e teatro. Será responsável pela produção de textos e palestras. Flaviana Oliveira da Silva Pós-graduada em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global, com vivência em Comunicação Não-Violenta, atua há cerca de 15 anos no Terceiro Setor. Tem experiência na gestão de projetos, da elaboração à prestação de contas de projetos incentivados ao acompanhamento da área de Desenvolvimento Institucional em diferentes ações de mobilização de recursos. Desde 2013, atua com produção executiva e artística de projetos culturais incentivados. Será responsável pela produção executiva. Giselle Bohnen Formada em Fotografia pela Panamericana Escola de Arte e Design desde 2013. Tem atuado profissionalmente no campo da fotografia, desenvolvendo expertise em demandas comerciais, cobertura de eventos de natureza corporativa e particular, e na produção de ensaios fotográficos personalizados. Teve participação em diversas exposições coletivas em renomados espaços culturais de São Paulo, como a Galeria Verve, a Galeria Olido, o Conjunto Nacional e estações do metrô. Internacionalmente, integrou o coletivo "About Woman", cujas obras foram exibidas na Jordânia, e marcou presença no Festival de Fotografia de Juiz de Fora. Adicionalmente, suas obras foram selecionadas para uma exposição coletiva em galeria em Montreal, Canadá, com foco em "Novos Fotógrafos Brasileiros". No ano de 2017, Giselle Bohnen concebeu o projeto fotográfico Ita Vita, uma iniciativa dedicada à valorização e representação de crianças com deficiência. A culminância inicial deste trabalho foi a produção de sua primeira exposição temática em 2018, sediada no Conjunto Nacional, em São Paulo. Posteriormente, entre os anos de 2018 e 2019, o projeto foi ampliado por meio do fomento concedido pela Lei Rouanet, possibilitando a realização de uma exposição fotográfica de caráter distintamente inclusivo. Esta mostra foi planejada para assegurar a acessibilidade plena, incorporando recursos como impressões táteis das imagens destinadas a pessoas com deficiência visual, além de uma infraestrutura inteiramente adaptada para cadeirantes e indivíduos com mobilidade reduzida. A referida exposição foi exibida em importantes espaços culturais de São Paulo, incluindo a Casa das Rosas, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e o Museu da Inclusão. A proponente será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto e receberá pela rubrica de Coordenação Geral. Vanessa Fortino Vanessa Tavares Fortino, 37 anos, formada em Arquitetura e Urbanismo e Artes Visuais. Trabalhou com os Arquitetos Oscar Niemeyer e Aflalo e Gasparini. Professora de Artes Plásticas nos Centros Culturais e CAPS IJ de Diadema. Vanessa Fortino é Arquiteta e Urbanista, formada pela Universidade Paulista (UNIP), com trajetória que une técnica e sensibilidade em projetos de arquitetura, arte e cultura. Sua atuação profissional transita entre grandes escritórios – como Oscar Niemeyer Arquitetura e Aflalo e Gasperini – e projetos autorais pela Arquitetura Fort, sempre com o olhar voltado à arte como expressão transformadora. Atualmente, dedica-se intensamente à produção e ensino artístico em espaços culturais, como oficineira de artes plásticas e artesanato, com foco em inclusão, sensibilidade estética e desenvolvimento humano. É membro do Conselho Municipal de Cultura de Diadema, na linguagem de Artes Visuais, reforçando seu compromisso com políticas culturais e participação social. Pós-graduada em Artes Visuais e com vivência internacional, alia formação sólida a uma atuação apaixonada e engajada, acreditando que arquitetura também é arte – e que, por meio dela, é possível educar, inspirar e transformar realidades. Será responsável pela produção das esculturas de cerâmica e receberá pela rubrica de artista plástico.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.