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Poderosa é um curta-metragem de ficção que narra a trajetória de Rebecca Black, uma drag queen em ascensão, e seu namorado Enzo, que possui o poder de ler mentes. Ambientado em uma boate LGBTQIAP+, o filme mistura drama, mistério e fantasia para abordar temas como identidade, afeto e aceitação. O projeto propõe como produtos principais o roteiro original e a realização audiovisual do curta.
Poderosa é um curta-metragem de ficção com cerca de 15 minutos de duração que mistura drama, fantasia e representatividade LGBTQIAP+. A trama acompanha Lucas, um artista drag conhecido como Rebecca Black, prestes a dar um grande passo em sua carreira, e seu namorado Enzo, um jovem sensível que possui o dom de ler mentes. Em meio à empolgação de uma apresentação decisiva, segredos e poderes ocultos vêm à tona, revelando que ambos carregam dons extraordinários e dilemas profundos sobre aceitação, medo e pertencimento.O ambiente da história é a efervescente boate Purple Space, local simbólico da liberdade e da autoexpressão queer, mas também palco de conflitos internos e ameaças externas. Quando Enzo começa a sentir que algo perigoso está por vir, ele se vê forçado a usar seu dom para proteger aqueles que ama. O desfecho traz uma revelação surpreendente e sensível, que une fantasia e emoção em uma poderosa metáfora sobre identidade e coragem.A obra apresenta uma estética vibrante, com figurinos exuberantes, trilha sonora pop e momentos de grande apelo visual, contrastando com camadas emocionais mais densas. Com classificação indicativa de 14 anos, o filme aborda temas como afeto, autoaceitação, invisibilidade social e poderes ocultos como metáforas das complexidades da existência LGBTQIAP+.
Objetivo GeralRealizar a produção e exibição do curta-metragem de ficção Poderosa, com o propósito de promover a representatividade LGBTQIAP+ e fomentar a reflexão sobre identidade, afetividade e diversidade através da linguagem cinematográfica, alcançando o público com uma obra sensível, inclusiva e de alta qualidade artística.Objetivos Específicos _ Produzir 1 curta-metragem de ficção com até 20 minutos de duração, baseado em roteiro original de Davi dos Santos Oliveira; _ Realizar a contratação de equipe técnica e artística composta por, no mínimo, 70% de profissionais LGBTQIAP+ ou pessoas negras, mulheres, indígenas ou com deficiência; _ Gravar o curta em locações reais, com ambientação em boate e espaços urbanos, reforçando a autenticidade do universo retratado; _ Criar 1 material promocional digital com cartaz, teasers e sinopse para divulgação da obra; _ Realizar 2 exibições públicas gratuitas do curta em espaços culturais acessíveis à população, com recursos de acessibilidade (legenda descritiva e audiodescrição); _ Disponibilizar o curta-metragem em 1 plataforma de streaming gratuita por pelo menos 6 meses após as exibições presenciais; _ Registrar o processo de bastidores com fotos e vídeos para prestação de contas e divulgação; _ Apresentar 1 relatório final com comprovação das metas atingidas, incluindo registros audiovisuais, clipping de divulgação e lista de presença das exibições.
O curta-metragem Poderosa propõe uma narrativa sensível e necessária sobre identidade, diversidade e aceitação, tendo como protagonistas personagens LGBTQIAP+ que, além de enfrentarem desafios emocionais e afetivos, lidam com questões de invisibilidade, medo e exclusão. A obra se insere em um contexto em que ainda há lacunas significativas na representatividade dessa população nos meios audiovisuais, sobretudo em projetos que os retratem de maneira humana, complexa e positiva. Portanto, o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais se faz essencial para viabilizar essa produção, que não encontraria fácil apoio no setor privado sem o instrumento legal que garante contrapartida de renúncia fiscal.A Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91) se mostra o meio mais eficaz para garantir a realização desse projeto artístico e socialmente relevante. O curta promove não apenas o acesso à arte e à cultura, mas também amplia o repertório simbólico da sociedade, favorecendo a empatia e o respeito à diversidade. Através do apoio financeiro viabilizado pela Lei, será possível assegurar padrões técnicos e estéticos profissionais, democratizar o acesso à obra e gerar oportunidades para profissionais historicamente marginalizados no mercado audiovisual.O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91:Inciso II _ "estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória";Inciso III _ "proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional".Quanto aos objetivos previstos no Art. 3º da referida Lei, o projeto Poderosa contribui para:Inciso I _ "estimular a formação e o desenvolvimento cultural do País, mediante o apoio a projetos que preservem a identidade cultural e a memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira";Inciso II _ "estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória";Inciso III _ "apoiar, valorizar e difundir as manifestações culturais dos diferentes grupos étnicos e sociais que compõem a sociedade brasileira".O apoio via Lei de Incentivo à Cultura é, portanto, justificado pela relevância artística, social e política do projeto Poderosa, por sua proposta inclusiva, sua abordagem inovadora e pelo impacto que pode gerar na construção de uma sociedade mais justa, representativa e plural.
Duração: aproximadamente 15 minutosFormato: curta-metragem de ficçãoRoteiro original com 15 páginas (1 página por minuto)Filmado em câmera digital de alta definiçãoCaptação de som direto e trilha sonora originalRecursos de acessibilidade inclusos (legenda descritiva, audiodescrição, LIBRAS)Finalização em DCP e formatos digitais para exibição
O projeto Poderosa tem o compromisso de garantir a participação plena e igualitária de todas as pessoas, com ou sem deficiência, tanto na etapa de exibição do curta-metragem quanto na sua difusão online e nas ações de contrapartida. Para isso, serão adotadas medidas de acessibilidade física e acessibilidade de conteúdo, conforme descritas a seguir:Acessibilidade Física – As exibições presenciais ocorrerão em espaços culturais que possuam infraestrutura acessível, incluindo rampas de acesso, banheiros adaptados, piso tátil e sinalização adequada; – A escolha dos locais será pautada pela garantia de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e usuárias de cadeira de rodas; – Haverá sinalização visível e clara indicando os acessos acessíveis e os pontos de apoio no local do evento.Acessibilidade de Conteúdo – O curta-metragem contará com legenda descritiva, incluindo identificação de falas, sons ambientes e trilha sonora, para garantir a compreensão por pessoas surdas e com deficiência auditiva; – Será produzida uma versão com audiodescrição em português, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão acompanhem todas as informações visuais relevantes da narrativa; – Nas sessões presenciais, será disponibilizado um intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), posicionado de forma visível ao público, para tradução simultânea da mediação e das falas iniciais e finais do evento; – O material de divulgação digital (cartaz, sinopse e teasers) incluirá versões acessíveis, com descrição de imagem e texto alternativo para redes sociais; – Será disponibilizada visita sensorial à sala de exibição antes das sessões, com descrição do ambiente, do conteúdo do filme e dos recursos técnicos utilizados, voltada especialmente a pessoas com deficiência visual e intelectual.Com essas ações, o projeto assegura que o acesso à obra seja ampliado e inclusivo, garantindo que públicos diversos possam vivenciar plenamente a experiência artística do curta Poderosa, em consonância com os princípios da equidade e da cidadania cultural.
O projeto Poderosa foi concebido com foco na ampliação do acesso à cultura, garantindo que seu conteúdo alcance públicos diversos, especialmente aqueles historicamente marginalizados ou com menor acesso a produções audiovisuais de qualidade. A seguir, detalhamos as estratégias de distribuição, comercialização e ações complementares que serão adotadas para garantir essa democratização:Distribuição e Comercialização – O curta-metragem será disponibilizado de forma gratuita em plataforma de streaming de acesso aberto (como YouTube ou Vimeo), permanecendo no ar por no mínimo 6 meses após a estreia; – Não haverá cobrança de ingressos nas duas sessões presenciais de lançamento/exibição pública do filme, que ocorrerão em espaços culturais acessíveis, com entrada franca e prioridade para o público LGBTQIAP+, jovens periféricos e pessoas com deficiência; – O curta será inscrito em festivais nacionais e internacionais, com foco em mostras de diversidade, inclusão e cinema independente, como forma de ampliar seu alcance e repercussão; – O material promocional (cartazes digitais, teasers e sinopse) será amplamente divulgado por redes sociais, veículos da mídia alternativa e coletivos culturais de diferentes regiões, com linguagem acessível e inclusiva.Medidas de Ampliação de Acesso – Será promovida uma sessão comentada online, transmitida ao vivo e de forma gratuita, com a participação da equipe criativa e convidados da comunidade LGBTQIAP+ e da área de direitos humanos, incentivando o debate sobre os temas tratados no filme; – Serão realizadas duas oficinas online gratuitas, com ênfase na criação de roteiro e direção de curta-metragem com temáticas sociais, voltadas para jovens iniciantes em audiovisual, especialmente pessoas LGBTQIAP+ e negras. As oficinas terão vagas limitadas e seleção por formulário aberto, com certificado de participação; – Será elaborado um relatório de impacto social e cultural, com base em depoimentos do público e indicadores de alcance, que será disponibilizado publicamente como forma de transparência e estímulo a novos projetos de inclusão; – Serão produzidos materiais acessíveis sobre o projeto (vídeos com Libras e audiodescrição, versões textuais adaptadas), divulgados nas redes sociais e site institucional, para fomentar o engajamento de públicos com deficiência.Com essas ações, Poderosa se compromete a ultrapassar barreiras físicas, econômicas, sociais e simbólicas que comumente afastam parte da população do acesso à arte, promovendo uma experiência cultural verdadeiramente ampla, democrática e transformadora.
A Audrey filmes é uma produtora focada em narrativas com protagonismo LGBTQIA+, seja nas histórias ou por trás das câmeras. Acreditamos no cinema de gênero como uma ferramenta para atingir um maior número de pessoas com histórias leves, mesmo assim, abordando temas importantes de amor, inclusão e aceitação. Dentre nossos trabalhos, se destaca o laboratório Queer Voices, onde juntamente com criadores LGBTQIA+ desenvolvemos projetos, da ideia inicial ao argumento e do argumento ao roteiro, num processo de mentoria de 3 a 6 meses, utilizando a técnica das oito sequências, criado por Frank Daniels, ex-diretor do Sundance Institute nos EUA. No momento contamos com 10 projetos em desenvolvimento, de uma diversidade de gêneros: Comédia, drama, terror, comédia romântica, animação e outros. As temáticas também são bem diversas: aceitação, transexualidade, transfobia, maternidade, paternidade, namoro na adolescência, gordofobia, assédio sexual no local de trabalho, religião, moralidade, hipocrisia e romances gay, sáfico etc. Nossa missão é conseguir trazer ao mercado audiovisual brasileiro mais representatividade e diversidade, colocando profissionais da comunidade LGBTQIA+ em evidência e tentando quebrar a falsa ideia de que filmes com protagonismo LGBTQIA+ são de nicho e incapazes de atingir o grande público.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.