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O projeto visa a produção e distribuição gratuita do curta-metragem de ficção "Camisa Dez, Cueca Zero", do gênero comêdia/ satíra social, com duração de 15 minutos e finalização em resolução 2K. A obra aborda, de forma crítica e cômica, a rivalidade entre torcidas organizadas, a masculinidade tóxica e a cultura da violência no futebol.
Durante um clássico entre dois times de futebol, dois líderes de torcidas rivais, César (o Bruto) e Naldo (o Pitbull), conhecidos por suas posturas "macho alfa", acabam desmaiando durante uma briga e acordam trancados juntos em um vestiário abandonado do estádio, completamente nus e sem lembrar como chegaram lá. Enquanto tentam escapar, suas memórias da briga voltam em flashes cômicos e constrangedores, revelando que a disputa pela “honra” terminou em um embaraço coletivo. Ao longo do curta, eles descobrem que a maior humilhação não foi perder a briga, mas encarar a fragilidade de suas próprias identidades. Quando finalmente encontram uma saída, se vêem vestindo as camisas erradas, sendo imediatamente atacados por seus próprios aliados, reiniciando o ciclo de violência. O filme se encerra com os dois acordando nus novamente no mesmo vestiário, sob o olhar entediado do zelador, evidenciando que essa história sempre se repete.
Objetivo Geral:O objetivo desse projeto é realizar a produção e distribuição do curta-metragem "Camisa Dez, Cueca Zero", com duração de 15 minutos, para exibição em festivais de cinema e plataformas digitais, promovendo a reflexão sobre violência nas torcidas organizadas e masculinidade tóxica.Objetivos Específicos:Assegurar excelência técnica e estética na realização do curta, promovendo uma leitura satírica e reflexiva sobre a cultura de violência entre torcidas e os padrões de masculinidade no futebol.Realizar exibição do filme, em pelo menos dez festivais de cinema, entre nacionais e internacionais.Distribuir o curta gratuitamente em plataformas online (YouTube, Vimeo, Itaú Cultural Play, etc.), com estimativa de 100.000 (cem mil) visualizações.Assegurar acessibilidade comunicacional com recursos como LSE, Libras e audiodescrição.Realizar duas oficinas formativas gratuitas de introdução à produção audiovisual para jovens em escolinhas de futebol juvenis, com duração de 4h cada.
O projeto "Camisa Dez, Cueca Zero" nasceu da observação crítica dos recorrentes episódios de violência entre torcidas organizadas, especialmente em Recife, onde a rivalidade entre torcedores frequentemente ultrapassa os limites do esporte e se transforma em confrontos que colocam vidas em risco. Esses conflitos estão profundamente ligados a uma cultura de masculinidade tóxica, que exige dos homens uma postura agressiva e competitiva, muitas vezes em detrimento da empatia e do diálogo. A motivação para realizar este curta-metragem foi utilizar o humor como ferramenta crítica, desconstruindo esses comportamentos e promovendo uma reflexão sobre os impactos sociais da violência no futebol e os estereótipos de gênero que a sustentam.A Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) é fundamental para viabilizar projetos como este, que buscam não apenas entreter, mas também provocar mudanças sociais. O curta-metragem se enquadra nos objetivos da Lei nº 8.313/91, especialmente no Art. 1º, inciso I, que prevê o estímulo à produção e difusão de bens culturais, e no Art. 3º, inciso I, alínea "a", que visa estimular a produção e difusão de obras audiovisuais. A utilização de recursos públicos por meio do mecanismo de incentivo fiscal é essencial para garantir a produção de um filme independente que aborda temas urgentes e relevantes, como a violência no futebol e a masculinidade tóxica, contribuindo para a reflexão crítica e a transformação social.A escolha do tema foi motivada pela necessidade de trazer uma nova perspectiva sobre a violência no futebol. Em vez de apenas denunciar o problema, o filme o subverte, tornando visíveis as ridículas e performáticas que são essas disputas. A abordagem humorística permite que o tema seja tratado de maneira menos defensiva, abrindo espaço para o questionamento e o debate. A história acompanha dois líderes de torcidas rivais que, após uma briga, acordam sem roupa e desorientados em um vestiário abandonado. Enquanto tentam escapar e recuperar a memória, enfrentam situações cômicas e absurdas que os fazem questionar sua própria identidade e os valores que defendem. No entanto, ao finalmente escaparem, vestindo camisas trocadas, acabam sendo atacados por seus próprios aliados, reiniciando o ciclo de violência. Essa narrativa cíclica reforça a ideia de que o problema se repete constantemente, tornando a mensagem ainda mais impactante.O projeto se destaca por sua abordagem inovadora. Enquanto a maioria dos conteúdos audiovisuais sobre violência no futebol segue uma linha documental ou dramática, "Camisa Dez, Cueca Zero" utiliza o humor e a sátira para tratar o tema de forma acessível e envolvente. Essa escolha permite que o filme dialogue tanto com torcedores que vivenciam esse universo quanto com um público mais amplo, interessado em discutir masculinidade e comportamento social. Além disso, o filme é pioneiro ao abordar a violência no futebol à partir de uma perspectiva crítica e descontraída, sem perder a profundidade e a relevância do tema.A execução do projeto é viabilizada por uma rede consolidada de profissionais locais do audiovisual pernambucano, que garantem qualidade e eficiência na produção. Recife, com sua cena cinematográfica independente em crescimento, oferece locações acessíveis e infraestrutura adequada para a realização de um filme de baixo custo, mas com alto impacto. A equipe técnica e artística será composta por profissionais experientes, que já atuaram em produções críticas e socialmente engajadas, garantindo uma abordagem sensível e responsável. Ademais, a cidade do Recife começou a contar com uma film comission à partir deste ano, desburocratizando o processo de logística do audiovisual. A relevância do projeto vai além do campo cinematográfico. Ao abordar a violência no futebol e a masculinidade tóxica, o filme promove uma reflexão crítica sobre comportamentos que impactam diretamente a sociedade, especialmente os jovens. As ações educativas e debates previstos no projeto, como duas ações formativas em escolas de futebol, ampliam seu impacto social, transformando o filme em uma ferramenta de conscientização e diálogo.Por fim, o projeto "Camisa Dez, Cueca Zero" é uma iniciativa cultural relevante e necessária, que utiliza o audiovisual como ferramenta de transformação social. Ao abordar temas urgentes de forma crítica e acessível, o filme promove reflexão, inclusão e democratização do acesso à cultura. A utilização de recursos públicos por meio da Lei de Incentivo à Cultura é fundamental para viabilizar essa produção, garantindo seu impacto social e cultural. Sem o apoio do mecanismo de incentivo fiscal, projetos como este, que dependem de financiamento para alcançar seu potencial transformador, dificilmente seriam realizados. A Lei Rouanet, portanto, não apenas viabiliza a produção do filme, mas também garante que ele cumpra seu papel de fomentar a cultura, promover a reflexão e contribuir para a construção de uma sociedade mais consciente e inclusiva.
1. Detalhamento Técnico do Curta-Metragem Duração: 15 minutos. Formato: 2K (2048x1080 pixels), 16:9, som estéreo. Gênero: Comédia dramática. Classificação Indicativa: 14 anos. Idioma: Português (com legendas em inglês, espanhol e em português para surdos e ensurdecidos - LSE).Acessibilidade: Legendas descritivas (LSE)/ Audiodescrição para pessoas cegas ou com baixa visão/ Versão com tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais). 2. Equipamentos Técnicos Utilizados Câmeras: Câmera Black Magic em resolução 2KLentes: Lentes de alta qualidade para captação de imagens nítidas e dinâmicas.Maquinaria: Steadi-cam e Travelling Iluminação: Kit de iluminação LED profissional para garantir a qualidade visual em cenários internos e externos.Som: Microfones direcionais e gravadores de áudio digital para captação clara de diálogos e ambientação sonora.Equipamentos de Pós-Produção: Software de edição (Adobe Premiere Pro), correção de cor (DaVinci Resolve) e mixagem de áudio (Pro Tools).3. Distribuição e ExibiçãoFormato de Exibição: Arquivo digital em formato ProRes ou DNxHR (para festivais e plataformas online).DCP (Digital Cinema Package) para exibição em salas de cinema.4. Material de DivulgaçãoCartaz: Design gráfico profissional, com arte finalizada em alta resolução (300 DPI).Trailer: Vídeo de 1 minuto, editado em Full HD, para divulgação em redes sociais e plataformas digitais.Making Of e Still: Vídeo documental mostrando o processo de produção, com depoimentos da equipe e elenco, assim como, fotos de bastidores. 5. PROJETO PEDAGÓGICO DAS OFICINAS:Como contrapartida sociocultural do projeto CAMISA DEZ, CUECA ZERO, serão oferecidas duas oficinas formativas de iniciação ao audiovisual, com duração de quatro horas cada, voltadas a jovens de 14 a 18 anos matriculados em escolinhas de futebol comunitárias do Recife. A proposta das oficinas é apresentar, de maneira prática, acessível e criativa, os principais fundamentos da produção cinematográfica com foco em curtas-metragens realizados com recursos disponíveis, como celulares e espaços do cotidiano.Ministradas pelo próprio proponente, que atuou como roteirista, diretor e gestor do curta, as oficinas têm como objetivo despertar o interesse dos jovens pela linguagem audiovisual, aproximando-os da sétima arte por meio de temas que fazem parte do seu universo, como futebol, masculinidade, rivalidade e pertencimento. A metodologia será participativa, intercalando momentos de exibição comentada de trechos do filme, conversa coletiva, explicação didática dos processos de criação de um curta e atividades práticas de criação e gravação.Na primeira oficina, os alunos conhecerão as etapas fundamentais da produção de um filme: do roteiro à atuação e construirão em grupo um roteiro original e curto (um ou dois minuto), com base em situações do seu cotidiano. Na segunda oficina, os alunos serão divididos em dois grupos e gravarão, com celulares, suas próprias versões desse roteiro, simulando as funções básicas de uma equipe de filmagem (direção, câmera, elenco, som etc.). Ao final, os trechos gravados serão exibidos em estado bruto para os participantes e, posteriormente, o proponente editará o material e o disponibilizará online, como forma de registro e devolutiva da ação formativa.Mesmo com curta duração, as oficinas serão capazes de proporcionar aos jovens uma vivência concreta de criação coletiva, expressão artística e reflexão crítica por meio do audiovisual. A atividade valoriza o uso de ferramentas acessíveis e busca incentivar os participantes a contarem suas próprias histórias com criatividade, colaborando para a formação cultural e cidadã desse público.Recursos Utilizados: Celulares dos alunos ou do proponente; projetor, telão e caixa de som (locação); impressão de materiais didáticos; papel, caneta, fita crepe e outros insumos básicos; ajuda de custo para 1 monitor/assistente local; lanche simples (água/suco e biscoito); transporte do ministrante; certificados.
O Projeto incluirá:Legendas para surdos e ensurdecidos (LSE), incluindo descrição de sons e trilha sonora;Audiodescrição para pessoas cegas e com baixa visão;Versão em Libras, com intérprete em janela de vídeo.As oficinas formativas serão realizadas em espaços acessíveis, com: Rampa de acesso, banheiros adaptados e sinalização visual adequada;Texto Alternativo ( legendas para cego ler), nas postagens das redes sociais do projeto.
O curta-metragem será disponibilizado gratuitamente na internet, após sua circulação por festivais nacionais e internacionais.A exibição online ocorrerá por meio de plataformas de streaming de acesso público como: YouTube, Vimeo, Porta Curtas, Itaú Cultural Play etc.A previsão é atingir 100.000 (cem mil) visualizações, com foco em jovens torcedores, estudantes, educadores e profissionais do audiovisual. A veiculação será amplamente divulgada pelas redes sociais do projeto, além de contar com apoio de influenciadores digitais ligados ao cinema e ao universo esportivo.Essa estratégia atende ao inciso IV do Art. 28 da IN nº 01/2023, garantindo o acesso gratuito e amplo ao produto principal.Com isso, o projeto cumpre plenamente os princípios da Lei de Incentivo à Cultura no que diz respeito à ampliação de acesso e à democratização do conteúdo cultural brasileiro, com foco especial na juventude, nas comunidades periféricas e nos públicos com deficiência.
Nome Completo: FRANCISCO AMORIM DE OLIVEIRA FILHO/ CHICO AMORIM Função no Projeto: Proponente, Gestor, Diretor e Roteirista.Currículo Resumido: Chico Amorim é roteirista, diretor e autor com mais de 20 anos de experiência no cinema, televisão e streaming. Pós-graduado em Direção em TV para Teledramaturgia, dirigiu o curta-metragem "Capiba, 96 Anos Se Deus Quiser!", selecionado para o “Ano Brasil na França” (2005). Seu curta "Travessia", temática LGBTQI+, alcançou mais de 8 milhões de visualizações no YouTube. Como diretor, venceu o prêmio de Melhor Documentário no LABRFF (Los Angeles) com "O Caso Dionísio Dias" e dirigiu o curta "Cinco Contra Um", premiado no LGBTQ Unbordered Film Festival (2023). Na televisão, foi autor do especial "O Figurante" (TV Record) e roteirista final de "Os Roni" (Multishow), finalista no New York TV & Film Festival. No streaming, atuou como roteirista da série "Super Drags" (Netflix) e head de sala de "O Cangaceiro do Futuro" (Netflix).Nome Completo: WELLIGTON FRANCISCO DA SILVA/ CHAPOLA SILVAFunção no Projeto: Diretor de Fotografia.Currículo Resumido: Operador e 1º assistente de camera/foquista de produções audiovisuais com formação em operação de câmera na Fundação Joaquim Nabuco com Jaque Cheuiche (2006), direção de fotografia com Antonio Luiz Mendes (2008) e com Alziro Barbosa em São Paulo (2010). Atua no mercado desde 2002 em filmes, curtas,documentários, videoclipes, comerciais publicitários e campanhas políticas. Destacam-se: a morte habita a noite; amores de chumbo; todas as cores da noite; A barca (direção de fotografia), Repulsa; Cavalo; Lucicreide vai pra Marte (Globo filmes); DOM (Amazon Prime), Santo (Netflix).Nome Completo: CARLOS ALBERTO FERREIRA DA SILVA/ CARLOTAFunção no Projeto: Diretora de Arte.Currículo Resumido: Trabalha há 30 anos em produções culturais em Pernambuco, com ênfase na produção Audiovisual e Musical. Ex-membro do Conselho de Cultura de Jaboatão dos Guararapes, Carlota trabalhou com bandas conceituadas do estado, entre elas, Eddie, Devotos e Mundo Livre S/A. No audiovisual, criou o visionário projeto de série para televisão “Mulher Original”, protagonizado por mulheres trans, cujo piloto foi exibido e debatido em vários circuitos. Na Direção de Arte, assina longas e produtos para Tv, a exemplo de: Questão de Gênero Dir. Marlon Meirelles; Atrás da Linha do Escudo, Dir Marcelo Pedroso, e vários curtas-metragens: Nanã, últimos Românticos do mundo, além de ter trabalhado na Produção de Arte/ Objetos de vários filmes e séries para TV, como “Fim do Mundo” e “Lama dos Dias”, dirigidas por Hilton Lacerda e exibidas no Canal Brasil, Propriedade- Dir.Daniel Bandeira, Fim de Semana no Paraíso - Dir.Selvagem Dir Pedro Severien.Nome Completo: EDUARDO MONTEIRO DE LIMA NETO/ EDUARDO MONTEIRO Função no Projeto: Primeiro Assistente de DireçãoCurrículo Resumido: é formado em História pela Universidade de Pernambuco, tendo lecionado a disciplina história por dois anos (2008 – 2009). Ao longo da carreira acadêmica pesquisou o tema: “A África antiga e o ensino de História da África – novos prismas, outras abordagens: a reinvenção de uma velha história”. Isso o cacifou ara atuar como Pesquisador na equipe de mapeamento e pesquisa das bandas de pífano em Pernambuco – formação intermediada pelo IPHAN-PE (2011 – 2023). A partir de 2010 passou a trabalhar como roteirista, pesquisador, Assistente de Direção e Diretor – prestando serviço em séries, longas e curtas metragens de ficção e documentais; videoclipes, comerciais publicitários e campanhas políticas – tendo trabalhado e aprendido com os melhores profissionais do mercado no Brasil e em países da África e Europa. Ao longo de uma década e meia de trabalho, já teve filmes premiados em festivais nacionais, séries que roteirizou exibidas em canais públicos e foi reconhecido pelo seu trabalho em pesquisa de Patrimônio Imaterial. DIREÇÃO: Curta metragem “Ágora” – (2022); Curta metragem ‘Severines’ - participante da competição principal do VI Cine Jardim (2021); Documentário em longa-metragem ‘Nós, que Ficamos’ – vencedor nas categorias de Fotografia (Beto Martins) e Trilha sonora (Nicolau Domingues e Caio Domingues) no 23º Cine PE - (2020); Telefilme da série Simião Remake – A valise foi trocada. (2013);
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.