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O projeto "Afro Orquestrado" traz o espetáculo de Tonho Matéria,inspirado no Bloco da Capoeira, em formato de ópera e com participação da Orquestra Afro Sinfônica (maestro Bira Marques). Com 50 músicos e artistas, serão 3 shows gratuitos em 3 cidades, de 3 regiões diferentes do Brasil, visando um público de 12.000 pessoas. Além das apresentações, o projeto inclui oficinas e rodas de conversa para jovens, com foco em educação, trabalho e sustentabilidade, e ações de acessibilidade, impactando 315 participantes. Trata-se de um projeto especial, em formato ópera, em um conserto sinfônico, cujo um dos propósitos é proteger e divulgar o patrimônio cultural imaterial da Capoeira.
1) SHOW: Criação e circulação do show inédito Afro Orquestrado pelo músico e mestre Tonho Matéria. Este espetáculo musical inovador explora e valoriza a cultura afro-brasileira ao unir a potência rítmica do Bloco da Capoeira com a sofisticação sinfônica de uma orquestra. Fugindo das abordagens convencionais, o show cria uma síntese autêntica entre os ritmos e instrumentos típicos de blocos afro (como atabaques, tambores afro, berimbaus e pandeiros) e os instrumentos clássicos de uma orquestra sinfônica (violinos, violas, cellos, flautas, entre outros). A singularidade do projeto reside na integração respeitosa e inovadora dessas matrizes culturais, promovendo o diálogo entre a cultura de matriz africana e a música sinfônica, sem perder a essência de ambos os estilos. Com mais de 50 músicos no palco, incluindo a participação especial do maestro Bira Marques, da Orquestra Afro Sinfônica, o espetáculo é concebido de forma operística, onde cada sequência é cuidadosamente orquestrada para proporcionar uma experiência cultural e sensorial única. A autenticidade e a relevância desta fusão são expressas na fidelidade com que os arranjos sinfônicos são adaptados ao universo dos blocos afro, mantendo a sonoridade e o protagonismo dos ritmos e tradições afro-brasileiras. A relevância da obra é que este show não só enriquece o cenário cultural brasileiro, como também contribui para a preservação do patrimônio histórico-cultural do país, exaltando tanto sua dimensão material quanto imaterial. A proposta é oferecer ao público uma jornada sonora que transcende gêneros, celebrando a riqueza e a diversidade da herança afro-brasileira no Brasil. 2) Oficina de Canto para pessoas com deficiência visual Nesta oficina, os participantes terão contato com o canto e a musicalidade da capoeira, do samba de roda e do maculelê. A atividade destaca a oralidade como elemento central da capoeira, servindo como uma poderosa ferramenta pedagógica para pessoas com deficiência visual. A oficina busca proporcionar uma experiência musical e inclusiva, fortalecendo a luta contra o preconceito e promovendo a inclusão social, em consonância com a Lei n. 7.853/1989, que garante acessibilidade e educação adaptada.Facilitadores: Tonho Matéria e Mestre Claudia MandingaBreve currículo Mestre Mandinga: Claudia de Oliveira Donato, conhecida como Mestre Claudia Mandinga, é uma mestre de capoeira e dançarina, com vasta experiência como artesã, especialmente na criação de instrumentos para capoeira. Fundadora e coordenadora da Associação Sócio-Cultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá, ela atua como palestrante e oficineira, promovendo a igualdade racial na capoeira. Com formação em Administração de Empresas e experiência em produção e coordenação de eventos, Claudia é comprometida com o ensino e valorização da cultura afro-brasileira, integrando sua expertise ao trabalho social e cultural.Breve currículo Tonho Matéria: Cantor, compositor, mestre de capoeira e produtor cultural com mais de 40 anos de trajetória, atuando também como publicitário e ativista negro. Fundador e presidente do Bloco Afro Mangangá, Tonho tem uma carreira consolidada na música, capoeira e na produção de eventos culturais. Compositor de diversas músicas que são cantadas nas rodas de capoeira do Brasil e no exterior, ele também se destaca como palestrante e gestor de projetos sociais e culturais. Reconhecido por seu trabalho, recebeu diversos prêmios e homenagens nacionais e internacionais, além de ser autor de diversos CDs e DVDs relacionados à capoeira e à cultura afro-brasileira. 3) Oficina de Adereços e indumentárias Oficina prática e teórica voltada para jovens artistas visuais, figurinistas, dançarinos e artistas cênicos, com o objetivo de ensinar a confecção de adereços de cabeça, braços e pescoço. A atividade explora o valor cultural das vestimentas e adereços tradicionais africanos, trabalhando com materiais reciclados como papelão, garrafas PET, madeira e ferro. Esta oficina resgata e valoriza a estética e identidade africanas, conectando a criação artística com práticas sustentáveis.Facilitador: Marivaldo JuniorBreve currículo Marivaldo Sobral dos Santos Júnior: artesão especializado em indumentária africana, adereços e artesanatos, com ampla experiência na confecção de peças para eventos culturais como São João, Natal e Carnaval. Proprietário do Ateliê JJ Artes, ele também atua como bailarino afro, incorporando suas habilidades artísticas em seus trabalhos manuais. Com formação em Matemática Financeira e Informática, já ocupou funções em administração e vendas. Marivaldo combina sua experiência prática com conhecimentos técnicos, trazendo criatividade e tradição para seus projetos de adereços e indumentárias. 4) Oficina de Trançado, penteado e turbantes africanos Voltada para mulheres jovens e negras, esta oficina ensina técnicas básicas de trançados e penteados afro, além de abordagens para o uso de turbantes africanos. Com o objetivo de preservar e valorizar práticas estéticas tradicionais, a oficina celebra a riqueza cultural dos penteados e turbantes africanos, promovendo o fortalecimento da identidade e autoestima das participantes, e incentivando a transmissão desses saberes para novas gerações.Facilitadora: Valdemira Telma de Jesus Sacramento (Negra Jhô)Breve Currículo Negra Jhô: referência em estética afro, é cabeleireira, esteticista e turbanteira desde os anos 1980. Com mais de 40 anos de carreira, ela atua também como dançarina, coreógrafa e costureira especializada em estética afro. Reconhecida por sua pesquisa e inovação em cultura afro-brasileira, Negra Jhô coordenou alas de desfile e já preparou personalidades como Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Lázaro Ramos e muitos outros. Além de seu trabalho com celebridades, ministra oficinas de trançados, turbantes e penteados afro. 5) Roda de Conversa - Capacitação empreendedora: Capoeira: emprego e renda, enfrentamento às questões raciais no mercado de trabalho Neste encontro, será discutido o papel do empreendedorismo para negros e mulheres como um caminho para autonomia financeira e geração de renda, abordando o mercado de trabalho para Mestres de Capoeira. A roda de conversa apresentará as oportunidades e exigências para a inserção de profissionais da capoeira (instrutores, professores, contramestres e mestres) no mercado de trabalho, evidenciando a capoeira como um instrumento de superação das barreiras raciais e de inclusão econômica.Facilitador: Maria Heloísa Limas dos SantosBreve Currículo Maria Heloísa Limas dos Santos: Bacharela em Humanidades pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), possui formação em andamento em Licenciatura em História (UNILAB) e mestrado em Estudos Africanos, Povos Indígenas e Cultura Negra pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Atua no mercado desde 2009, com experiência em ensino de Multiculturalismo e História, monitoria de galerias de arte, coordenação educacional e contação de histórias (griô). Palestrante em projetos educacionais e culturais, integra o grupo de pesquisa Nyemba, que explora processos sociais e memórias Brasil/África.
Objetivo Geral: Valorizar e difundir a cultura afro-brasileira e o Bloco da Capoeira (patrimônio imaterial) através do espetáculo (sinfônico) "Afro Orquestrado", em formato de ópera e de ações formativas inclusivas da Associação Mangangá. O projeto amplia o acesso a essa herança cultural, levando capoeira e percussão a espaços formais como teatros e concertos, e promovendo sua fusão com a música sinfônica. A iniciativa fortalece a economia criativa com contratação de profissionais locais e ações educativas para jovens, expandindo o impacto cultural e social da Associação em escala nacional e internacional. Objetivos Específicos: Todas as ações do projeto são gratuitas, de forma que todas podem ser consideradas "Contrapartidas sociais", mas as dividimos da seguinte maneira: - Realizar 03 shows inéditos do "Afro Orquestrado" em Salvador (5.000 pessoas), Manaus (4000 pessoas) e Brasília (3000 pessoas), alcançando um total de 12.000 pessoas com entrada gratuita.- Realizar 03 Transmissões pela Internet/TV: Parcerias já existentes com TVs Públicas e Canais de Internet estão em negociação para transmissões ao vivo e gratuitas, além de gravações para disponibilização posterior.- Realizar 03 Oficinas de Canto para Deficientes Visuais: Ministrar uma aula de canto para 15 pessoas (cada) com deficiência visual (ou não), com carga horária de 2 horas (cada), sob orientação de Tonho Matéria e Mestre Claudia Mandinga. Ação gratuita.- Realizar 03 Oficinas de Adereços e Indumentárias: Capacitar 20 jovens artistas (cada) em criação de adereços e indumentárias com materiais reciclados, em uma sessão de 2 horas (cada), com Marivaldo Junior. Ação gratuita.- Realizar 03 Oficinas de Trançado e Penteado Afro: Ensinar técnicas de trançados e turbantes africanos para 20 participantes (cada), em uma sessão de 2 horas (cada), com a facilitadora Negra Jhô. Ação gratuita.- Realizar 03 Rodas de Conversa sobre Emprego e Renda na Capoeira: Promover uma capacitação empreendedora para 50 pessoas (cada), discutindo inclusão e oportunidades no mercado de trabalho para capoeiristas, em uma roda de conversa de 2 horas (cada) com a facilitadora Heloisa. Ação gratuita. Locais das Oficinas: Realizar oficinas nos bairros Pau Miúdo, Nova Brasília, Tancredo Neves e Canabrava em Salvador; na Casa das Artes em Manaus; e no Espaço Cultural Renato Russo em Brasília.Essas ações visam beneficiar 315 pessoas e contribuir para o fortalecimento e regionalização da produção cultural e da economia criativa, todas com tradução em libras. - CONTRAPARTIDA SOCIAL: Realizar 03 Ensaios Abertos: Em cada uma das cidades por onde passará o projeto realizará ensaios abertos ao público, permitindo que a comunidade tenha um primeiro contato com o espetáculo e sua produção, aproximando as pessoas da experiência artística. - CONTRAPARTIDA SOCIAL: Realizar Parcerias com Instituições de Ensino e Cultura: O projeto desenvolverá parcerias com escolas públicas e centros culturais locais, de cada cidade da circulação, incentivando a participação de estudantes e professores das atividades educativas e como espectadores do espetáculo musical.
Valorização Cultural e ArtísticaO projeto "Afro Orquestrado" é uma iniciativa da Associação Sociocultural e de Capoeira Mangangá, fundada pelo Mestre de Capoeira Tonho Matéria em 2001, com mais de 2.000 associados e representações nacionais e internacionais. A proposta visa celebrar e preservar a rica herança da cultura afro-brasileira ao integrar elementos do Bloco da Capoeira e do Afoxé com a estrutura erudita de uma orquestra. O ineditismo do projeto reside na união de instrumentos e ritmos das matrizes africanas, típicos dos blocos afro e do samba-reggae, com a sonoridade de uma orquestra sinfônica. Este encontro de sons e tradições expressa a identidade e as raízes culturais da comunidade afro-brasileira, ao mesmo tempo em que promove sua relevância e beleza em novos contextos. O projeto é concebido para não apenas preservar, mas também elevar as matrizes culturais afro-brasileiras ao associá-las com uma linguagem musical sinfônica. Esta fusão representa uma inovação autêntica no cenário artístico, propondo novas formas de explorar e difundir a riqueza cultural dos blocos afro em um espetáculo de grande envergadura. Ao compor e arranjar músicas no estilo de uma ópera contemporânea, o Afro Orquestrado agrega diferentes gêneros musicais e valoriza o trabalho autoral de artistas como Tonho Matéria e outros músicos experientes e reconhecidos no Brasil e no exterior. Difusão e Inclusão CulturalA escolha de um ambiente sinfônico para o espetáculo, como teatros e salas de concerto, representa um movimento de inclusão cultural. Em vez de limitar a capoeira e a percussão aos espaços populares das ruas, o projeto convida o público a redescobrir essas manifestações culturais afro-brasileiras em locais historicamente ocupados por produções consideradas "sofisticadas". O Afro Orquestrado é, portanto, uma iniciativa que democratiza o acesso à cultura e amplia a percepção das expressões culturais afro-brasileiras. A experiência de ver um espetáculo com a orquestra, composta por tambores, berimbaus e outros instrumentos característicos dos blocos afro junto com violinos e cellos, transforma a experiência do público, quebrando preconceitos e estigmas sociais. A proposta visa ocupar esses espaços com públicos de diversas origens, promovendo a popularização da música sinfônica e o fortalecimento das expressões culturais afro-brasileiras. Fortalecimento de Cadeias Produtivas LocaisO projeto movimentará significativamente a economia local, por meio da contratação de profissionais como músicos, técnicos, educadores, advogados, roadies, motoristas, e mais. A produção é uma força geradora de trabalho e renda, que se alinha com o objetivo de fomentar a economia criativa da Bahia. Os profissionais locais serão prioritários na execução das atividades, contribuindo para o fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Dessa forma, a iniciativa não apenas gera oportunidades de trabalho, mas também valoriza a cultura local e fortalece as bases da produção artística e cultural afro-brasileira. Além disso, a realização deste projeto incentivará o desenvolvimento e a valorização de talentos regionais. A Associação Mangangá, com sua ampla rede de contatos, pretende articular parcerias com empresas e instituições locais, promovendo a regionalização da produção cultural e colaborando para o desenvolvimento de uma economia sustentável e enraizada nos valores da cultura afro-brasileira. Expansão da Associação MangangáA Associação Mangangá não é apenas uma entidade local, mas uma instituição com representatividade global. Com presença em estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de sete países (Moçambique, Itália, França, Estados Unidos, Portugal, Espanha e Noruega), a Mangangá carrega o nome do Brasil e da cultura afro-brasileira para além de suas fronteiras. Esse projeto reforça a missão da Mangangá de ser uma plataforma de divulgação e valorização das culturas afro-brasileiras, contribuindo para um diálogo intercultural entre o Brasil e outras nações. Educação e Responsabilidade SocialA proposta do Afro Orquestrado vai além da execução de um espetáculo inovador; ela também contempla ações educativas e de responsabilidade social. Ao valorizar o ensino da capoeira, das percussões e de outras expressões artísticas afro-brasileiras, o projeto capacita jovens, ampliando suas perspectivas e ajudando-os a descobrir e desenvolver seus talentos. A proposta se alinha com a missão da Mangangá de reduzir vulnerabilidades sociais e promover a inclusão por meio da educação e da cultura. Além disso, o projeto oferece rodas de conversa e ações inclusivas para pessoas com deficiência, reforçando seu compromisso com a acessibilidade cultural. Conformidade com a Lei Rouanet e a Necessidade de FinanciamentoPara viabilizar o projeto "Afro Orquestrado" e concretizar os objetivos de inclusão, educação e preservação cultural, é indispensável o apoio por meio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei Rouanet. Esse apoio permite captar os recursos necessários para a realização de um espetáculo de alta qualidade, democratizando o acesso à cultura e valorizando o patrimônio cultural afro-brasileiro. O projeto atende plenamente aos objetivos estabelecidos nos Artigos 1º e 3º da Lei 8.313/91: Artigo 1º: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, com atividades gratuitas e abertas.II - Promover a regionalização da produção cultural, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais, respeitando as raízes afro-brasileiras em cada manifestação artística.IV - Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, garantindo visibilidade e apoio à cultura negra, essencial ao pluralismo cultural nacional.VI - Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro, incluindo ritmos e práticas afro-brasileiras que resistiram ao tempo e à opressão.VIII - Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, contribuindo para a formação da memória cultural brasileira.IX - Priorizar o produto cultural originário do país, ressaltando as tradições afro-brasileiras como parte integral da identidade cultural do Brasil.Artigo 3º:O projeto "Afro Orquestrado" se alinha também aos objetivos do Art. 3º da Lei Rouanet, especificamente: Inciso I e II: Ao incentivar a formação cultural e artística e fomentar a produção de um espetáculo inovador, este projeto promove e valoriza a cultura afro-brasileira.Inciso III: Ao valorizar a capoeira, o samba-reggae, o ijexá e outros ritmos e práticas de matriz africana, preserva-se o patrimônio cultural afro-brasileiro.Inciso IV: A democratização do acesso à cultura é garantida com a realização de espetáculos gratuitos e de grande impacto, promovendo a inclusão de públicos diversos em espaços culturais. É importante ressaltar que este projeto se enquandra tambem no artigo 18, uma vez que trata-se de música erudita ou instrumental; preservação do patrimônio cultural material e imaterial brasileiro; formação, capacitação e pesquisa na área cultural; tem no seu escopo atividades culturais que garantam o acesso das pessoas com deficiência aos bens e serviços culturais; e também apresenta iniciativas que estimulam a formação de plateias, a integração e o intercâmbio culturais no país.Assim, o financiamento por meio da Lei de Incentivo à Cultura é essencial para que o "Afro Orquestrado" alcance seu potencial máximo, permitindo que um público amplo e diversificado possa apreciar e valorizar a riqueza das matrizes culturais afro-brasileiras. Com a parceria de empresas, instituições públicas e incentivadores culturais, este projeto se configura como uma iniciativa transformadora e um importante legado para o fortalecimento e a preservação do patrimônio imaterial afro-brasileiro. Este projeto também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda da ONU 2030.
O projeto Afro Orquestrado é resultado direto da trajetória artística, educativa e internacional do Mestre Tonho Matéria, cuja atuação ao longo de mais de três décadas contribuiu de forma significativa para a valorização das expressões afro-brasileiras. A proposta dialoga com uma agenda contemporânea de justiça cultural, inclusão social e ocupação de espaços simbólicos da arte por manifestações tradicionalmente marginalizadas.Além dos objetivos artísticos e formativos já apresentados, o projeto prevê a produção de registros audiovisuais das apresentações e oficinas, que servirão como ferramentas de difusão e formação continuada. Esse conteúdo será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais, garantindo o acesso ampliado ao conhecimento gerado e promovendo o uso do material em ambientes educacionais e culturais.A iniciativa também tem potencial de internacionalização, fortalecida pela presença da Associação Mangangá em sete países, o que abre portas para intercâmbios, apresentações internacionais e conexões com festivais e centros culturais interessados na valorização da diáspora africana.Adicionalmente, o projeto se compromete com práticas de sustentabilidade e acessibilidade, incluindo tradução em Libras, audiodescrição, legendagem e adequações físicas para pessoas com deficiência, assegurando a participação de públicos diversos.Por fim, o projeto está plenamente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, contribuindo especialmente para os seguintes:ODS 4 – Educação de Qualidade: por meio das oficinas gratuitas de formação artística e cultural;ODS 5 – Igualdade de Gênero: com a inclusão ativa de mulheres em diversas etapas da produção e das apresentações;ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico: ao gerar emprego e renda para profissionais da cultura e da produção local;ODS 10 – Redução das Desigualdades: ao promover o acesso de públicos historicamente excluídos aos espaços formais da cultura;ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis: ao fortalecer a cultura como eixo estruturante da vida urbana;ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes: ao valorizar o patrimônio imaterial afro-brasileiro como base de identidade e coesão social;ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação: pela articulação entre sociedade civil, empresas, instituições públicas e redes internacionais.Com isso, o Afro Orquestrado se consolida como uma ação inovadora, transformadora e comprometida com os valores de diversidade, inclusão e desenvolvimento sustentável.
1) SHOW: Criação e circulação do show inédito Afro Orquestrado pelo músico e mestre Tonho Matéria. Número de apresentações: 1Quantitativo de apresentações: 3 - uma em cada cidadeTempo de palco: 90 minutosArtistas em palco: 60 (56 musicos e 4 bailarinos)Cachês: Público Salvador: 5000 pessoas (Concha acústica TCA - Teatro Castro Alves)Público Manaus: 642 pessoas (Teatro Amazonas)Público Brasília: 412 pessoas (Teatr0 CAESB)Público total do projeto: 6054 pessoas - Entrada franca.Objetivo Geral: Valorizar e difundir a cultura afro-brasileira, promovendo a integração entre a música sinfônica e os ritmos afro-brasileiros em uma experiência artística única.Objetivos Específicos:- Oferecer uma experiência musical inovadora que una a capoeira e os blocos afro com elementos da música sinfônica.- Envolver o público em um espetáculo que celebra a herança afro-brasileira e fomenta o orgulho cultural.- Contribuir para a preservação e valorização do patrimônio histórico e cultural afro-brasileiro.- Promover a inclusão social e o fortalecimento da identidade afro-brasileira por meio da música.Justificativa: O espetáculo Afro Orquestrado surge da necessidade de exaltar a cultura afro-brasileira no cenário musical e de promover o diálogo entre diferentes matrizes culturais. Ao combinar a potência dos blocos afro com a estrutura de uma orquestra sinfônica, o show oferece uma nova perspectiva musical que transcende gêneros e valoriza as tradições africanas e afro-brasileiras. Esta abordagem inovadora contribui para a preservação e a difusão de um importante patrimônio cultural, ao mesmo tempo em que enriquece o cenário artístico brasileiro e promove o respeito pela diversidade cultural.Classificação Indicativa: Livre para todos os públicos 2) Oficina de Canto para pessoas com deficiência visual Projeto pedagógico: A oficina promove uma abordagem prática e inclusiva de canto e musicalidade.Objetivos gerais: Proporcionar uma experiência musical que valorize a oralidade e a cultura afro-brasileira, especialmente para pessoas com deficiência visual.Objetivos específicos:- Facilitar o acesso ao universo musical da capoeira, samba de roda e maculelê.- Promover a inclusão social e combater o preconceito por meio da música.Justificativa: Baseada na Lei n. 7.853/1989, que assegura acessibilidade e educação adaptada, a oficina integra musicalidade e inclusão social.Carga Horária: 2 horasBeneficiados por oficina: 15 pessoasBeneficiados totais no projeto: 45 pessoasPúblico-alvo: Pessoas com deficiência visual interessadas em música e na cultura afro-brasileira.Metodologias de ensino: Enfoque na oralidade, práticas de canto, de roda e interação direta com instrumentos.Material didático: Instrumentos típicos da capoeira e música afro-brasileira, além de suporte técnico para acessibilidade.Conteúdo: Canto e musicalidade na capoeira, samba de roda e maculelê.Classificação Indicativa: Livre - Entrada franca.Profissionais envolvidos: Facilitadores Tonho Matéria e Mestre Claudia Mandinga e equipe de produção. 3) Oficina de Adereços e indumentárias Projeto pedagógico: Desenvolvimento prático e teórico de adereços tradicionais africanos.Objetivos gerais: Ensinar técnicas de confecção de adereços sustentáveis que valorizem a estética africana.Objetivos específicos:- Introduzir materiais reciclados na confecção de adereços.- Conectar os participantes com a identidade cultural africana através da prática artística.Justificativa: Incentiva a preservação da cultura e promove a sustentabilidade.Carga Horária: 2 horasBeneficiados por oficina: 20 pessoasBeneficiados totais no projeto: 60 pessoasPúblico-alvo: Jovens artistas visuais, figurinistas e dançarinos.Metodologias de ensino: Ensino prático com suporte teórico sobre a origem e uso de adereços africanos.Material didático: Ferramentas e materiais reciclados como papelão, PET, madeira e ferro.Conteúdo: Técnicas de criação de adereços de cabeça, braços e pescoço com materiais reciclados.Classificação Indicativa: Livre - Entrada franca.Profissionais envolvidos: Facilitador Marivaldo Junior e equipe de produção. 4) Oficina de Trançado, penteado e turbantes africanos Projeto pedagógico: Capacitação estética com foco em trançados e turbantes africanos.Objetivos gerais: Preservar e valorizar as práticas de penteado e uso de turbantes na cultura afro-brasileira.Objetivos específicos:- Fortalecer a identidade cultural e autoestima das participantes.- Ensinar técnicas básicas de trançado e amarração de turbantes.Justificativa: Promove a valorização cultural e empoderamento feminino.Carga Horária: 2 horasBeneficiados por oficina: 20 pessoasBeneficiados totais no projeto: 60 pessoasPúblico-alvo: Mulheres jovens e negras interessadas em estética afro.Metodologias de ensino: Prática com orientação técnica e contextualização cultural.Material didático: Ferramentas para trançado e tecidos para turbantes.Conteúdo: Técnicas de trançado afro e amarração de turbantes.Classificação Indicativa: Livre - Entrada franca.Profissionais envolvidos: Facilitadora Valdemira Telma de Jesus Sacramento (Negra Jhô) e equipe de produção. 5) Roda de Conversa - Capacitação empreendedora: Capoeira: emprego e renda, enfrentamento às questões raciais no mercado de trabalho Projeto pedagógico: Discussão sobre empreendedorismo e inserção no mercado de trabalho para mestres de capoeira.Objetivos gerais: Abordar o papel do empreendedorismo como ferramenta de autonomia financeira para negros e mulheres.Objetivos específicos:- Destacar oportunidades e desafios para profissionais da capoeira no mercado de trabalho.- Enfatizar a capoeira como meio de superação das barreiras raciais.Justificativa: A capoeira representa uma oportunidade de inclusão econômica e social.Carga Horária: 2 horasBeneficiados por roda de conversa: 50 pessoasBeneficiados totais no projeto: 150 pessoasPúblico-alvo: Mestres de capoeira e pessoas interessadas em empreendedorismo e inclusão social.Metodologias de ensino: Debate aberto com suporte de especialistas em capoeira e empreendedorismo.Material didático: Materiais de apoio sobre capoeira e empreendedorismo.Conteúdo: Inserção da capoeira no mercado de trabalho e enfrentamento ao racismo.Classificação Indicativa: Livre - Entrada franca.Profissionais envolvidos: Maria Heloísa Limas dos Santos e equipe de produção.
O Projeto Afro Orquestrado visa garantir ampla acessibilidade tanto física quanto de conteúdo, para que pessoas com e sem deficiência possam participar de forma plena e inclusiva em todas as atividades do projeto, incluindo as apresentações do espetáculo e as oficinas formativas. Acessibilidade FísicaEm todos os locais de apresentação e oficinas, estarão disponíveis elementos de acessibilidade física que facilitam a locomoção e garantem o conforto e segurança das pessoas com deficiência. Esses elementos incluem: Rampas de acesso e corrimões: para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência motora.Banheiros adaptados: todos os espaços contarão com sanitários adequados para pessoas com mobilidade reduzida.Guias táteis e sinalizações: locais com maior circulação de público terão sinalizações táteis para facilitar a locomoção de pessoas com deficiência visual. Acessibilidade de ConteúdoPara garantir que o conteúdo do projeto seja compreendido e acessível a todos, foram adotadas medidas específicas de acessibilidade de conteúdo, atendendo pessoas com diferentes tipos de deficiência. Estas medidas incluem: Língua Brasileira de Sinais (Libras): Todas as oficinas e atividades formativas terão intérpretes de Libras, permitindo a participação de pessoas com deficiência auditiva. Além disso, todos os conteúdos audiovisuais de divulgação terão janela de Libras, ampliando o alcance das informações sobre o projeto.Materiais em Braille: Parte dos materiais de divulgação do projeto será impressa em Braille, facilitando o acesso de pessoas com deficiência visual às informações sobre o projeto e as atividades oferecidas.Audiodescrição e Legendas Descritivas: Os conteúdos audiovisuais e informativos produzidos para o projeto incluirão legendas descritivas, que proporcionam uma compreensão mais abrangente para pessoas com deficiência auditiva. Além disso, alguns materiais terão audiodescrição para que pessoas com deficiência visual possam acompanhar o conteúdo de forma completa e autônoma.Oficinas Inclusivas: O projeto oferece uma oficina específica para pessoas com deficiência visual, com foco na música e no universo sonoro da capoeira, do samba de roda e do Maculelê. Essas oficinas exploram a importância da música como ferramenta pedagógica, utilizando a oralidade como forma de integração e aprendizado, reforçando a ideia de que a capoeira pode ser uma poderosa ferramenta de luta contra o racismo, preconceito e discriminação.Compromisso com a Inclusão e a Lei de Incentivo à CulturaO Projeto Afro Orquestrado está em conformidade com a Lei nº 8.313/1991, que ampara e incentiva a inclusão de pessoas com deficiência, garantindo-lhes o direito ao acesso à cultura. Ao promover estas ações inclusivas, o projeto reafirma o compromisso da Associação Mangangá em democratizar o acesso à cultura, contribuindo para a formação social e educativa de grupos minoritários e pessoas em situação de vulnerabilidade. A Associação Mangangá desenvolve, ao longo do ano, ações sociais e educativas voltadas para a inclusão de grupos minoritários e pessoas em vulnerabilidade social, reafirmando seu compromisso com a acessibilidade e a democratização cultural. Assim, o Afro Orquestrado não apenas promove a diversidade cultural, mas também assegura que essa experiência seja acessível e inclusiva para todos, contribuindo para uma sociedade mais justa e acolhedora. Para além das acessibilidades para pessoas com algum tipo de deficiencia, todo o material do show se torna acessível também aos que não estão presentes fisicamente, uma vez que todos os shows serão transmitidos em redes públicas de televisão.
O Projeto Afro Orquestrado busca garantir o acesso amplo e inclusivo às suas atividades, oferecendo todas as suas atividades gratuitamente. Essa proposta está alinhada com a Lei nº 8.313/1991, que incentiva a democratização cultural por meio da distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos, além de ações de estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais. Distribuição e Acesso aos Produtos do Projeto Distribuição Gratuita de Ingressos: Todos os ingressos para as apresentações do espetáculo serão distribuídos gratuitamente ao público, permitindo que pessoas de todas as classes sociais tenham a oportunidade de participar e apreciar o conteúdo cultural sem restrições financeiras. Materiais de Divulgação e Conteúdo Informativo: Parte dos materiais gráficos e informativos produzidos para o projeto será distribuída gratuitamente em locais de grande circulação, como centros culturais, escolas públicas e bibliotecas, ampliando o alcance das informações e incentivando a participação de públicos diversos, incluindo estudantes e comunidades periféricas. Oficinas Paralelas e Formativas: O projeto inclui um ciclo de oficinas paralelas e atividades formativas, como oficinas de percussão, capoeira e música afro-brasileira, todas realizadas gratuitamente e abertas ao público. Essas oficinas visam não apenas a formação artística, mas também o fortalecimento do conhecimento e do patrimônio cultural afro-brasileiro. Outras Medidas de Ampliação de Acesso Ensaio Aberto: Antes da estreia, o projeto realizará ensaios abertos ao público, permitindo que a comunidade tenha um primeiro contato com o espetáculo e sua produção. Essa atividade visa envolver o público de maneira inclusiva e aproximar ainda mais as pessoas da experiência artística. Transmissão pela Internet/TV: Para alcançar um público ainda mais amplo, especialmente aqueles que não podem comparecer fisicamente às apresentações, algumas sessões do espetáculo podem ser transmitidas ao vivo pela internet. Esse formato permite que o projeto alcance pessoas de várias regiões, incluindo comunidades mais distantes e pessoas com mobilidade reduzida, contribuindo para a democratização do acesso à cultura. Parcerias já existentes com TVs Públicas estão em negociação para transmissões ao vivo e gratuitas.Parcerias com Instituições de Ensino e Cultura: O projeto desenvolverá parcerias com escolas públicas e centros culturais locais, incentivando a participação de estudantes e professores em atividades educativas que complementam o conteúdo do espetáculo. Essas parcerias facilitam o acesso de jovens e crianças a uma experiência enriquecedora e formativa.Divulgação Inclusiva: Peças de divulgação e materiais audiovisuais produzidos pelo projeto estarão disponíveis com recursos de acessibilidade, incluindo legendas e interpretação em Libras, garantindo que o conteúdo seja compreensível para pessoas com deficiência auditiva e visual. Essas medidas reafirmam o compromisso do Projeto Afro Orquestrado com a democratização do acesso à cultura, promovendo uma experiência inclusiva e respeitosa dos valores e bens culturais, conforme estabelecido na Lei nº 8.313/1991. Ao oferecer um espetáculo e atividades formativas de acesso gratuito e inclusivo, o projeto contribui para a valorização do patrimônio cultural afro-brasileiro e proporciona um encontro significativo com a arte e a cultura a públicos de todas as origens.Este projeto também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU quando toca nos seguintes pontos:- ODS 4 – Educação de Qualidade, ODS 5 - Igualdade de Gênero, ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico, ODS 10 – Redução das Desigualdades, ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes e ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação. Todos esses objetivos estão descritos no campo "outras informações" deste projeto.Assim, este projeto transcende seu caráter apenas musical ao atuar como plataforma de educação, inclusão, cidadania e transformação social, contribuindo para uma cultura mais justa, plural e sustentável.
Associação Sociocultural e de Capoeira Mangangá (Proponente)Instituição sem fins lucrativos, fundada em 2001 no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, Bahia, que constrói estratégias que alcancem a sua missão de contribuir na redução das vulnerabilidades sociais, realizando ações que coíbam a prática do racismo, a discriminação racial e a intolerância religiosa, em prol da efetivação da igualdade étnica – racial no país. Desenvolve atividades comunitárias socioculturais: minicursos temáticos; oficinas de capacitação profissional, arrastão junino, rodas de capoeira; oficinas de percussão; maculelê; samba-de-roda; dança afro; puxada de rede; intercâmbios sócio-culturais nacionais e internacionais de capoeira; campeonato interestadual de capoeira; oficinas de inglês e espanhol; teatro, informática básica; artesanato; culinária africana; e confecção de instrumentos; pré-vestibular, desfile com arrastão junino no período do São João e o desfile do Bloco da Capoeira no carnaval. Antonio Carlos Gomes Conceição (Tonho Matéria) (Vocalista Principal)Publicitário, cantor, músico, compositor, produtor, empreendedor, filantropo e mestre capoeira. Cantou em bandas como o Ébano, Olodum e Ara Ketu, Ganzá, Oba Oba, Coruja Junina, Amigos dos Fias e Obatalá. Tem 400 músicas gravadas por artistas consagrados da cena musical brasileira. Gravou 7 CD ́s. Prêmio Imprensa 1989 – melhor música e melhor compositor do ano –; Troféu Caimmy 1988 / 89 – compositor mais gravado do ano –; Prêmio Sharp 1991 – melhor música do ano –; Troféu Bahia Folia 1990 – música mais cantada nos carnavais –; Troféu Exclusiva 1990 – melhor destaque do ano –; Troféu Bahia Folia 1994 – melhor destaque do ano –; Prêmio Qualidade do Brasil 1998 / 99 / 2000; e Troféu Jorge Amado 2002 – melhor puxador de Trio Elétrico. Participou do Festival de Montreux na Suíça em 1997, 2003 e 2006, e ocupou durante 20 anos o posto de principal vocalista da Banda Show Olodum. Medalha Zumbi dos Palmares pela Câmara Municipal de Salvador. Ganhou editais com finalidade cultural em órgãos públicos como SEPROMI, SUDESB, SETRE e FGM.Ubiratan Marques (Maestro e Arranjador)Talentoso pianista, compositor, arranjador e maestro de música sinfônica. Iniciou seus estudos musicais como autodidata em 1983 e mais tarde se formou na Universidade Federal da Bahia e na Universidade Livre de Música Tom Jobim, em São Paulo. Além de sua formação acadêmica, Marques foi membro da banda Reflexus, um fenômeno do mercado da Axé Music nos anos 1980, antes de iniciar sua carreira docente em 1998.Ao longo dos anos, fundou o Núcleo Moderno de Música em Salvador e lidera projetos como a Orquestra Afrosinfônica e a Orquestra Sinfônica Popular Brasileira, bem como a Orquestra Zumbi dos Palmares. Sua música é fortemente influenciada pela música africana ancestral e pela música sertaneja nordestina, refletindo uma variedade de estilos e influências em sua obra. Sua abordagem musical inclui elementos eruditos e populares, evidenciando sua versatilidade e personalidade artística única. Gerson Silva (Regente e Arranjador)Músico, compositor e produtor musical, natural do Recife (PE), graduado em Composição e Regência pela UFBA. Possui vasta experiência profissional, tendo acompanhado renomados artistas como Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Lenine, Margareth Menezes, e outros. Vencedor do Prêmio de melhor instrumentista na categoria Disco no Troféu Caymmi. Participou de workshops com Hermeto Pascoal, Toninho Horta e Pedro Aznar. Destaca-se como compositor, arranjador e produtor musical de diversos artistas, incluindo Lenine, Alexandre Pires, Margareth Menezes, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros. Ao longo de sua carreira, foi diretor musical de Daniela Mercury por 7 anos, ganhou o Grammy Latino em 2007 e o Prêmio Troféu Dodô e Osmar de Melhor Instrumentista em 2009. Além disso, atuou como diretor da AMBAH (Academia de Música da Bahia), implantou a Oficina de Música Popular em parceria com a UFBA, e dirigiu a PRACATUM - Escola de Música e Tecnologias. Atualmente, dedica-se à produção fonográfica de novos artistas, como Fernanda Guimarães, Lori e Iuna Falção, concebendo arranjos, tocando violões e guitarras, e desenvolvendo projetos de educação musical.Nestor Madrid (Tecnico de Som)Nestor Diogenes Madrid é um renomado Produtor Musical, Diretor Artístico, Técnico em Gravação/Mixagem e Músico, com uma vasta experiência no setor. Residente no Brasil desde 1980, ele teve um papel fundamental na implantação dos Estúdios WR ao lado de Wesley Rangel, onde atuou como Gerente Técnico. Além disso, foi Diretor Artístico do selo baiano Nosso Som em 1988. Entre 1980 e 2022, trabalhou em 304 discos e criou 426 jingles para os Estúdios WR. Premiado com 14 Discos de Ouro, 7 de Platina e outros prêmios, recebeu a Placa Wesley Rangel por sua contribuição à música baiana. Trabalhou com artistas renomados como Margareth Menezes e Roberto Mendes, destacando-se pela versatilidade na produção musical. Martin Eduardo Vazquez (Martin Buffer) (Tecnico de Som)Engenheiro de Áudio - Experiência com Mixagem; Masterização; Live Show FOH; Técnico de som (FOH e Monitor) de renomados artistas, nacionais e internacionais. Gravação de mais de 25 DVDs; Gerente dos estúdios de gravação WR Bahia 2009/2012; Gerente da empresa SONIDO FALCO (Argentina) 1998/2001. Consultoria e Capacitação: Yamaha Musical do Brasil; Decomac. Professor e Coordenador Técnico no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia 2006/2009. Diretor da Empresa, Áudio na Rede: Áudio e Sonorização; Acústica e Projetos de Instalação; Cursos, Workshops e Treinamentos. Sumo Comunicação e Marketing (Prod Executiva/Gestão de Comunicação)Produtora criativa audiovisual com foco em produção de conteúdo visual estético e inovador. Atua como estúdio de animação e finalização, além de oferecer consultoria e execução em projetos culturais, com expertise em planejamento estratégico de comunicação e campanhas integradas, incluindo redes sociais e assessoria de imprensa.Produziu grandes eventos e exposições como: Copa das Confederações (FIFA): Produção Operacional para o Banco Itaú na Arena Fonte Nova (2013); Red Bull Paranauê-Capoeira; SBT Folia: transmissão do Carnaval (2014-2017); "Mariana" por Christian Cravo; "Êxodos" de Sebastião Salgado; Drag me as a Queen: Prod Executiva (2021); Caravana das Drags: Amazon Prime; Cinemóvel Bahia: Prod Executiva incentivado pelo Prêmio Riachão (2022); Filhas de Gandhy: Estratégia de com. e redes; Secom(BA): Carnaval (2024). Política: Olívia Santana (2018, 2022), Paulo Cezar (2020) e Daniel Almeida (2023-2024). Tiago Basto (Assessor Jurídico)Advogado com mais de 10 anos de experiência em Direito Administrativo, Cultural, Autoral e Empresarial. Com MBA em Gestão de Projetos e em Sustentabilidade, atuou no Teatro Vila Velha e na Secretaria Estadual de Cultura (Superintendência de Promoção Cultural). Recentemente, foi gestor cultural da Fundação Gregório de Mattos (2019-2023), onde contribuiu para a nova sede e a gestão da Lei Aldir Blanc. Rafael Martins (Fotógrafo)Fotógrafo e bacharel em Comunicação e Cultura (UFBA), especialista em Narrativas Fotográficas. Premiado por SEBRAE, BNB, New Holland e CNT, seu trabalho figura na coleção do Museu Pierre Verger. Com experiência em fotojornalismo, colaborou com veículos como Correio da Bahia, Diario de Pernambuco, e A Tarde, e atua como freelancer para Mongabay Brasil, AFP, UOL, Folha de São Paulo, e O Globo. Yosh José (Cenógrafo)Artista plástico pela UFBA, tem sólida carreira internacional. Realizou exposições na Noruega e Alemanha, trabalhou na curadoria de mostras sobre Blocos Afro na República Dominicana e assinou identidades visuais para eventos como a Lavagem de Madeleine na França e o Carnaviena na Áustria. No Brasil, destaca-se por suas contribuições ao carnaval de Salvador, como pinturas de carros alegóricos e figurinos para blocos afro.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.