| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 18096627000153 | HDI GLOBAL SEGUROS S.A. | 1900-01-01 | R$ 452,4 mil |
| 08174089000114 | ALMAVIVA do Brasil Telemarketing e Informática S/A | 1900-01-01 | R$ 100,0 mil |
| 13349528000112 | FACIL ASSIST SERVICOS E ASSISTENCIA 24 HORAS LTDA. | 1900-01-01 | R$ 46,1 mil |
| 61550141000172 | Liberty Seguros S.A | 1900-01-01 | R$ 1,5 mil |
O projeto propõe a realização da 56ª Edição do Festival de Campos do Jordão, considerado o mais tradicional evento de música clássica da América Latina, prevista para ser realizada em 2026. A programação reunirá artistas e grupos nacionais e internacionais, além de atividades formativas voltadas a jovens músicos, por meio da oferta de bolsas de estudos, proporcionado oportunidades de aprendizado e intercâmbio de experiências entre alunos, professores e músicos convidados, com o intuito de promover a democratização do acesso à música clássica e a capacitação de músicos em formação.
OBJETIVO GERALDemocratizar e ampliar o acesso à música erudita, levando música clássica de qualidade a todas as camadas da população, estimulando o desenvolvimento artístico e a formação de novos públicos através das atividades artísticas e de formação do Festival de Campos de Jordão. Promover a inclusão social de forma abrangente não apenas através do entretenimento, mas sobretudo por meio da educação musical.OBJETIVOS ESPECÍFICOSPRODUTO FESTIVAL, BIENAL, FESTA OU FEIRA (SOMENTE ESTRUTURA): Estrutura para o evento de 4 semanas de duração com as seguintes ações culturais: PRODUTO APRESENTAÇÃO MUSICAL- As atividades de Performances Artísticas do Festival serão compostas por: Apresentações de Câmara/Camerata com grupos nacionais e/ou internacionais; apresentações Sinfônicas com orquestras ou grupos convidados; apresentações com a Orquestra Sinfônica ou de Câmara da Osesp; Estima-se a distribuição das atividades do Festival da seguinte forma (os locais de apresentação e as quantidades de apresentações por local e ainda não foram definidos e estão sujeitas à alteração até o fechamento da programação artística):- 14 apresentações no Parque do Capivari;- 10 apresentações no Auditório Claudio Santoro;- 08 apresentações no Palácio Boa Vista;- 04 apresentações na Sala São Paulo ou na Estação Motiva das Artes;- 01 apresentação no Auditório Ruy Barbosa MackenzieTotalizando 32 apresentações em Campos do Jordão e mais 05 em São Paulo. Com um público total estimado de 58 mil pessoas, sendo 100% das apresentações totalmente gratuitas.PRODUTO CURSO / OFICINA / ESTÁGIOAs atividades de Formação do Festival serão compostas por:- Cerca de 140 alunos bolsistas de diversos instrumentos, que além de participarem gratuitamente das aulas, terão suas despesas com hospedagem e alimentação custeadas pelo evento. Os bolsistas receberão auxílio financeiro como ajuda de custo para as despesas de estadia e alimentação durante todo o período de duração do Festival.- As aulas ocorrerão nas 04 semanas de duração do Festival. O Festival receberá 140 alunos e aproximadamente 82 professores, oferecendo aulas diárias durante o Festival. Os alunos também participarão de ensaios frequentes com regentes de renome os bolsistas terão duas semanas de prática orquestral e duas semanas de música de câmara, música antiga e camerata, totalizando aproximadamente 1.200 horas-aula.- Os alunos bolsistas, além de participarem dessa grande experiência de aprendizado e relacionamento com músicos profissionais e atuantes, formarão a Orquestra Acadêmica do Festival que realizará apresentações para o público da cidade de Campos do Jordão, e em São Paulo. Também se apresentarão em formação de Câmara (grupos formados por alunos ou alunos e professores) cujo plano é que se faça cerca de 33 apresentações ao longo do Festival totalmente gratuitas para um público estimado de 14 mil pessoas.
O Festival de Campos do Jordão, é uma das mais relevantes e tradicionais iniciativas culturais de música clássica do país, com forte impacto na difusão da música de concerto e na capacitação e aperfeiçoamento de jovens músicos brasileiros, consolidando-se como o maior evento de música clássica da América Latina, promovendo anualmente uma extensa programação gratuita de concertos e atividades pedagógicas que se estendem por diversas semanas nas cidades de Campos do Jordão e São Paulo.A realização de uma programação dessa magnitude, marcada por sua complexidade artística, educacional e logística, depende do apoio financeiro por meio da Lei Federal nº 8.313/91 (Lei Rouanet), que possibilita a continuidade e a sustentabilidade do projeto. A cada edição, o Festival oferece bolsas integrais a jovens músicos selecionados por edital, promove apresentações gratuitas com artistas de renome e desenvolve ações de acessibilidade e formação de plateias. Essa missão de democratizar o acesso à música de concerto e de investir na capacitação de novos talentos demanda recursos que viabilizem a manutenção da excelência e da abrangência de suas atividades.Ao longo de suas edições, o Festival já beneficiou milhares de estudantes, proporcionando formação técnico-artística por meio de uma estrutura completa que inclui aulas individuais, prática de música de câmara, atividades orquestrais, orientação teórica e convívio com regentes e solistas de referência no cenário nacional e internacional. Esses jovens integram uma programação pedagógica intensiva, que busca prepará-los para os desafios do mercado musical, promovendo uma trajetória formativa de excelência e ampliando suas oportunidades profissionais.Além do eixo formativo, o Festival é reconhecido por sua capacidade de mobilizar grandes públicos com uma programação artística 100% gratuita. Concertos ao ar livre, apresentações em teatros e igrejas, transmissões digitais e ações voltadas à acessibilidade ampliam o alcance do projeto e garantem sua presença em múltiplos territórios, gerando impactos duradouros na formação de plateias e na difusão cultural.A edição de 2026 dará continuidade a esses compromissos, promovendo um calendário diversificado de atividades artísticas e educativas.Dessa forma, a Fundação OSESP busca o apoio por meio da Lei Rouanet, com vistas a garantir a realização da 56ª edição do Festival de Campos do Jordão. O valor a ser captado contribuirá diretamente para:- Viabilizar a concessão de bolsas de estudo a jovens músicos, com estrutura pedagógica e artística de excelência;- Realizar concertos gratuitos e de alta qualidade artística;- Promover ações de acessibilidade e democratização do acesso à cultura;- Levar a música de concerto a um público cada vez mais numeroso;- Proporcionar aos alunos bolsistas, formação em música orquestral com professores renomados nacional e internacionalmente;- O aperfeiçoamento de jovens músicosA presente proposta se enquadra nos seguintes Incisos do Art. 1° da Lei 8313/91:VI - Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Assim como atende aos objetivos presentes nos seguintes Incisos do Art. 3 da referida Lei:I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante:a) concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil;II - Fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;Fundamentado no perfil deste projeto solicitamos a manutenção de seu enquadramento no art. 18 que prevê dedução integral do patrocínio.
A programação artística e pedagógica da 56º Edição do Festival de Campos do Jordão, que acontecerá em 2026, ainda pode sofrer alterações ao longo da conclusão de sua elaboração e execução, por isso a programação completa com a identificação dos artistas, datas e locais de apresentação ainda não foi concluída ou negociada. Apesar de o Festival ter grande parte de suas atividades no munícipio de Campos do Jordão, os itens orçamentários foram inseridos em um único local de realização, a cidade de São Paulo, onde a maioria dos prestadores de serviços possuem sua sede, assim como é o caso da Fundação OSESP, também sediada na cidade de São Paulo.Informamos ainda que a planilha orçamentária será enviada como arquivo PDF anexo, visto que o campo para justificativa não comporta a descrição completa de alguns itens.
A Fundação OSESP realizará a 56ª edição do Festival de Campos do Jordão, que é um dos mais importantes Festivais do país. É um importante evento para a música erudita, que aproxima o público do universo da música de concerto e oferece oportunidades de aprendizado e troca de experiências entre alunos, artistas convidados e professores. Como nos anos anteriores, o foco será em atividades de formação musical e performances artísticas. Considerando os módulos de performance artística e pedagógico, o Festival de Campos do Jordão irá oferecer 70 apresentações 100% gratuitas ao público.PRODUTO APRESENTAÇÃO MUSICALNo módulo de performances artísticas, serão contempladas apresentações sinfônicas de orquestras, dentre elas a Osesp, orquestras convidadas ou ainda de pequenos conjuntos musicais - como quartetos, quintetos e sextetos, podendo ainda ter participação de solista(s) e/ou coro, além de apresentações de coro. As apresentações ocorrerão em São Paulo e na cidade de Campos do Jordão.Estima-se a distribuição das apresentações do Festival da seguinte forma (os locais de apresentação e as quantidades de apresentações por local e ainda não foram negociados e estão sujeitas à alteração até o fechamento da programação artística):- 14 apresentações no Parque do Capivari;- 10 apresentações no Auditório Claudio Santoro;- 08 apresentações no Palácio Boa Vista;- 04 apresentações na Sala São Paulo ou na Estação Motiva das Artes- 01 apresentação no Auditório Ruy Barbosa Mackenzie*Programação sujeita a alterações até o fechamento oficial do cronograma das atividades artísticas do Festival.A programação completa e atualizada fica disponível no site oficial do Festival: https://www.festivalcamposdojordao.org.br/PRODUTO CURSO / OFICINA / ESTÁGIOAs atividades de formação, como as aulas e ensaios, poderão ser realizadas em São Paulo ou em Campos do Jordão, dependendo do que for mais econômico e propício para a imersão dos alunos bolsistas.O Festival terá a participação de aproximadamente 140 alunos, com hospedagem e alimentação pagas pelo evento. As aulas ocorrerão nas 4 semanas do Festival.Devido às limitações de caracteres, o projeto pedagógico do Festival de Campos do Jordão foi inserido, como anexo no SALIC no campo:ANEXAR DOCUMENTOS à PROPOSTA à MATERIAIS DIVERSOS QUE COMPROVEM A ATUAÇÃO DO CANDIDATOOs alunos bolsistas, além de participarem dessa grande experiência de aprendizado e relacionamento com músicos profissionais e atuantes, formarão a Orquestra Acadêmica do Festival que realizará apresentações para o público da cidade de Campos do Jordão, e em São Paulo. Também se apresentarão em formação de Câmara (grupos formados por alunos ou alunos e professores) cujo plano é que se faça cerca de 33 apresentações ao longo do Festival.
Acessibilidade Arquitetônica A Sala São Paulo, sede da Fundação OSESP, e a Nova Estação Motiva das Artes, localizadas no Complexo Cultural Júlio Prestes, cumprem rigorosamente todas as exigências para acessibilidade física de pessoas idosas e com mobilidade reduzida, oferecendo uma infraestrutura adequada:- Estacionamento com vagas reservadas para idosos e pessoas com deficiência, próximas às entradas do prédio;- Escadarias com apliques antiderrapantes e acesso alternativo por rampas;- Disponibilização de cadeiras de rodas mediante solicitação;- 15 lugares reservados para cadeirantes na plateia e 14 poltronas especiais para pessoas obesas;- Banheiros com cabines adaptadas, portas largas, barras de apoio e pias com torneiras acessíveis;- Elevadores com sinalização em Braile e aviso sonoro de andares;- Presença de piso tátil nas entradas das escadarias e elevadores.Atualmente, os visitantes do Auditório Claudio Santoro, espaço onde acontecerão diversas apresentações do Festival, em Campos do Jordão, encontram:- Maquete tátil com todo o espaço do Museu e Auditório;- Mapa tátil com todo o espaço do Museu e Auditório;- Pranchas com informações em dupla leitura – tinta e Braille, para serem manuseadas pelo público com deficiência visual;- Audioguia com duração aproximada de uma hora, contendo informações sobre os equipamentos culturais, bem como sobre os artistas Felícia Leirner e Claudio Santoro, e o meio ambiente local, e convidando à exploração tátil de elementos da natureza;- Seis esculturas selecionadas para a exploração tátil, com legenda especial para o toque (dupla leitura: tinta e Braille, mais o relevo da obra);- Comunicação e identificação dos percursos por níveis de dificuldade de acessibilidade;- Corrimãos nas escadas;- Elevador e banheiros adaptados;- Locais especialmente reservados para cadeirantes na plateia do Auditório;- Vagas de estacionamento identificadas e de fácil acesso. O Palácio Boa Vista, espaço onde acontecerão diversas apresentações do Festival, em Campos do Jordão, encontram possui acesso para o deslocamento de portadores de necessidades especiais. Acessibilidade Comunicacional e de ConteúdoA acessibilidade de conteúdo oferecidas pela Fundação OSESP em suas atividades acessíveis incluem:Para pessoas com deficiência visual:- Audiodescritor / Narrador ao vivo durante os concertos;- Suporte para recepção e orientação ao público com deficiência visual;- Recepcionista para entrega dos equipamentos e técnico para montagem e acompanhamento do espetáculo;- Elaboração de convites de divulgação acessíveis com audiodescrição e interpretação em Libras. Para pessoas com deficiência auditiva:- Concertos acessíveis com intérprete de Libras, para os concertos com participação do coro ou músicas com vozes (letras).- Suporte para recepção e orientação ao público com deficiência auditiva;- Elaboração de convites de divulgação acessíveis com audiodescrição e interpretação em Libras.Para pessoas com deficiência intelectual e autistas:- Disponibilização de cadeiras na primeira fileira para pessoas com TEA e seu acompanhante em locais com menos aglomerações. Prioridade de acesso por rota alternativa;- Suporte para recepção e orientação ao público com TEA;- Disponibilização de protetores auriculares ou fones de ouvido para diminuição de ruído para pessoas com TEA;Cabe destacar que desde 2024, a Fundação OSESP implantou o projeto de maquetes táteis, representando a arquitetura da Sala São Paulo e do Complexo Cultural Júlio Prestes. O objetivo é proporcionar uma experiência sensorial completa para pessoas com deficiência visual, permitindo a compreensão tátil do espaço arquitetônico e dos elementos da sala de concertos, ampliando o acesso físico e simbólico ao espaço cultural. Além das maquetes, foi lançado, em 2025, o Web App na Sala São Paulo, uma aplicação executada através do navegador (browser) de um dispositivo móvel, oferecendo uma experiência muito parecida com a de um aplicativo nativo, porém a partir dos recursos do próprio navegador, como Google Chrome, Firefox, Microsoft Edge e outros. O Web App possibilita que espaços e projetos disponibilizem recursos em: áudio, audiodescrição, vídeo LIBRAS com legenda e texto com imagens, de maneira ágil e independente, para diferentes aplicações e sistemas operacionais (Android, iOS, Browser). Assim, pessoas com deficiência ganham autonomia, podendo ter contato com esse conteúdo sob a forma que achar mais adequado, seja por meio dos vídeos com Libras, audiodescrição ou texto escrito. No Web App da Sala São Paulo, são apresentados conteúdos acerca da Fundação Osesp, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, assim como do Coro da Osesp, e de todos os programas educacionais de nossa instituição (Academia de Música, Descubra a Orquestra, Coros Infantil e Juvenil). Por fim, o usuário ainda tem acesso a um material que auxilia na realização de uma visita educativa autônoma, com a exploração de fatos históricos, arquitetônicos e patrimoniais do Complexo Cultural Júlio Prestes e da Sala São Paulo.
O projeto proposto tem a missão de democratizar a música erudita e diversificar o público, difundindo o repertório sinfônico, através das seguintes medidas:- Fornecimento de bolsas de estudos com auxílio financeiro para custeio de despesas com hospedagem e alimentação para até 140 alunos bolsistas;- Acesso gratuito a 100% das apresentações realizadas durante o Festival que contará com um público total estimado em 58 mil pessoas;Fundamentado no perfil deste projeto e nas ações acima descritas declaramos o atendimento aos Incisos abaixo do Art. 47 da IN SECULT 23/2025:V - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;X - Outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC).No que diz respeito ao inciso X, é importante ressaltar que 100% das apresentações do Festival são totalmente gratuitas. Além disso, o evento também irá custear 140 bolsas de estudo para jovens músicos, que incluem despesas com estadia e alimentação.
A Fundação Osesp, por meio do Sr. Marcelo Lopes - Diretor Executivo da Fundação Osesp, realizará a função de coordenador do projeto (dirigente da instituição, responsável pela gestão administrativa/financeira do projeto). Remuneração se dará com recursos próprios:Tendo contato com a música em sua casa desde a infância, iniciou seus estudos formais de musicais em 1981, na Escola Municipal de Música. Aos 16 anos era trompetista da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal e em 1984, com apenas 19 anos ingressou na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, função em que permaneceu regularmente até 2005, ao assumir a Direção da Fundação Osesp. Até 2012 manteve-se parcialmente ativo na orquestra, sempre que possível atuando em concertos, turnês e gravações. Paralelamente à carreira de músico de orquestra, sempre manteve intensa atividade didática, sendo, desde 1991, Professor Titular de Trompete da Fundação das Artes de São Caetano, função que ainda desenvolve. Marcelo Lopes é formado em Ciências Econômicas e Direito, com especialização em Finanças Públicas. Advogou nas áreas cível, trabalhista e comercial por 10 anos. Além de especialização em Administração Pública pela EAESP - Fundação Getúlio Vargas. É Mestre em Direito pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. Na condição de gestor cultural, tem atuado em palestras e conferências no Brasil e no Exterior, tendo foco em modelo de gestão de equipamentos culturais e de orquestras sinfônicas. A convite do Presidente Instituidor da Fundação Osesp, juntamente com o Maestro John Neschling, iniciou a estruturação dessa instituição desde o princípio, em uma iniciativa hoje considerada como um dos melhores projetos culturais brasileiros da atualidade. De departamento público, transformou a instituição numa das referências em gestão cultural no país. Desde a estruturação legal e financeira à renovação das formas de planejamento artístico, erigiu um modelo de administração participativo que levou a níveis sem precedentes de sucesso comercial e de captação de recursos. Em 2012, a pedido do Secretário de Cultura absorveu para a Fundação Osesp a gestão do Festival de Campos do Jordão, projeto que ganhou novas dimensões com aproveitamento sinérgico entre a Osesp como centro de excelência e aquele programa formativo de extrema importância para vida musical brasileira.FABIO ZANON - Coordenador Geral do Festival de Inverno de Campos do Jordão.Fabio Zanon é um dos artistas brasileiros de maior prestígio internacional. É aclamado por interpretações que combinam imaginação, integridade e uma poderosa sonoridade. Suas atividades como regente, educador e difusor da música clássica têm contribuído para colocar o violão clássico numa perspectiva cultural mais ampla. Como solista, já se apresentou em mais de 50 países, em teatros como o Royal Festival Hall e Wigmore Hall em Londres, Philharmonie em Berlim, Weill Hall at Carnegie em Nova York, Tchaikovsky Hall em Moscou, Philharmonie em São Petersburgo, Beux Arts Centre em Bruxelas, Les Invalides em Paris, Concertgebouw em Amsterdam, Koerner Hall em Toronto, KKL em Lucerna e Sala Verdi em Milão. Toca constantemente nos maiores festivais de violão e música de câmara ao redor do mundo. Entre várias ocasiões de prestígio, apresentou-se para Sua Majestade a Imperatriz Michiko do Japão. Seu repertório inclui mais de 40 concertos com orquestra - muitos deles em estreia mundial - e virtualmente todo o repertório de câmara. Entre as orquestras com que já se apresentou contam-se a Filarmônica de Londres, Orquestra Estatal Russa Evgeny Svetlanov, Ulster Orchestra, RTÉ Symphony em Dublin, Orquestra de Câmara de Israel, Berliner Camerata e Deutsche Kammerakademie. Com a OSESP – Sinfônica do Estado de São Paulo – realizou a primeira gravação mundial do concerto de Francisco Mignone; já gravou com a mesma orquestra o concerto de Francis Hime - um disco nominado para o Grammy Latino - e o Concierto de Aranjuez de Rodrigo. Mantém uma longa parceria com o flautista Marcelo Barboza, mas tem também tocado com músicos tão diversos quanto os violinistas Emmanuele Baldini, Nicholas Koeckert e Elissa Cassini, os cellistas Antonio Meneses e Viktor Uzur, os oboístas Alex Klein e Christian Wetzel, o violonista Yamandu Costa e cantores de todos os estilos como Camila Titinger, Claudia Riccitelli, Carole Farley, Rosana Lamosa, Rodrigo del Pozo, Toquinho, Ney Matogrosso, Ana Luiza e Maria Mulata. Reconhecido também como maestro, é possivelmente o único violonista que regularmente se apresenta na qualidade de solista/regente. Dirigiu a aclamada estreia sul-americana da ópera O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu, de Michael Nyman. Em 2021 criou Lira – o podcast da música do IREE, tratando de uma ampla variedade de assuntos relacionados à música. Concebeu, escreveu e apresentou cerca de 200 programas para a Radio Cultura, inclusive as séries A Arte do Violão e O Violão Brasileiro, que são adotadas como material didático. Fabio estudou inicialmente com seu pai e, mais tarde, com os professores Antonio Guedes, Henrique Pinto e, na Universidade de São Paulo, com Edelton Gloeden. Mudou-se para Londres em 1990, onde estudou na Royal Academy of Music com Michael Lewin, e participou de master classes de Julian Bream e John Williams; obteve seu mestrado na Universidade de Londres. Apesar de não se inclinar à competição, Fabio teve um forte impulso ao vencer os dois maiores concursos internacionais de violão, o Certamen Francisco Tárrega na Espanha e o Concurso Internacional da Guitar Foundation of America (GFA), além do Concurso Internacional de Alessandria, na Itália. É recipiente de um grande número de distinções, entre elas o Prêmio Carlos Gomes e o Prêmio Bravo!. Foi eleito Fellow da Royal Academy of Music, um título reservado para antigos alunos de excepcional relevância no cenário internacional. É Visiting Professor da Royal Academy of Music desde 2009; também atua regularmente como professor no Master Guitarra Alicante (Espanha), no Festival de Lisboa-Estoril em Portugal e foi professor residente no Conservatório Real de Estocolmo em 2008. Tem dado cursos e master classes nos maiores festivais e conservatórios ao redor do globo, da Juilliard em Nova York até os principais conservatórios do extremo Oriente. Fabio já estreou um número considerável de obras, trabalhando diretamente com compositores como Robert Keeley, Nicholas Maw, Benjamin Dwyer, Jan van der Roost, Marlos Nobre, Ronaldo Miranda, Harry Crowl, Alexandre de Faria e Patrick Roux. A partir das próximas temporadas tem o projeto de encomendar e estrear obras de compositores jovens. Fabio Zanon é autor do livro Folha Explica - Villa-Lobos. Tem a seu crédito gravações em selos como Musical Heritage, Decca, BIS e Naxos; suas gravações solos são agora lançadas com exclusividade pela GuitarCoop. Desde 2014 atua como coordenador artístico e pedagógico do Festival de Inverno de Campos do Jordão, onde supervisiona as atividades de centenas de alunos orquestrais.ROGÉRIO ZAGHI Coordenador do Programa Pedagógico do Festival. Remuneração se dará com recursos próprios:Rogério Zaghi é um pianista formado pela FMU e UNICAMP, com pós-graduação em Gestão Estratégica de Escolas pela PUC-Minas. Além de sua carreira como pianista solista e camerista, ele dedica seu tempo à coordenação de projetos educativos musicais, sendo o Coordenador dos Programas Pedagógicos do Festival e dos Programas Educacionais da Fundação OSESP. Ele também mantém diversos programas, como coros, masterclasses, cursos de apreciação musical e concertos no interior de São Paulo. Além disso, ele é professor de música, tendo lecionado em diversas disciplinas e instituições, incluindo FAAM e EMESP “Tom Jobim”. Ele concluiu seus estudos com a pianista Marisa Rosana Lacorte, Mauricy Martin, Sergei Dorensky e Cristina Ortiz. Atualmente, ele está concluindo seu MBA em Gestão Estratégia de Escolas pela PUC-Minas.
Homologado a execução do projeto cultural