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PRONAC 255638Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Cartas da Prisão - Circulação Nacional

CHICA PORTUGAL PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 1,49 mi
Aprovado
R$ 1,49 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-01-05
Término
2026-12-31
Locais de realização (20)
Salvador BahiaFortaleza CearáBrasília Distrito FederalVitória Espírito SantoSão Luís MaranhãoBelo Horizonte Minas GeraisBetim Minas GeraisBrumadinho Minas GeraisGovernador Valadares Minas Gerais

Resumo

O projeto propõe a realização de apresentações teatrais do espetáculo "Cartas da Prisão" e a oferta de oficinas formativas presenciais. A proposta inclui circulação em diferentes cidades brasileiras e prevê atividades de caráter artístico e pedagógico voltadas ao público em geral e a profissionais da área cultural.

Sinopse

Espetáculo teatral "Cartas da Prisão" Classificação indicativa: 14 anos “Cartas da Prisão” é um espetáculo solo de teatro documental com dramaturgia de Nanna de Castro, direção de Bruno Kott e atuação de Chica Portugal, também idealizadora do projeto e fundadora do Coletivo À Meia Luz, que desde 2018 desenvolve ações artísticas sobre violência de gênero. A peça é baseada em relatos reais de mulheres que vivenciaram diferentes formas de relacionamentos abusivos, com ênfase em padrões de dependência emocional, romantização da violência e apagamento subjetivo. A narrativa parte da troca de cartas entre uma mulher e um homem condenado por feminicídio para explorar, a partir desse fio condutor, a psique feminina e os mecanismos de opressão social e afetiva. Em cena, a atriz interpreta cinco personagens femininas que representam distintas realidades, todas atravessadas pela co-dependência afetiva e pela naturalização da violência no contexto das relações amorosas. O espetáculo combina metateatro, depoimentos reais e uma estética inspirada no gênero true crime, oferecendo uma experiência imersiva, sensível e provocadora ao público. A dramaturgia traz à tona as contradições da sociedade em torno da violência contra a mulher e propõe uma reflexão urgente sobre os fatores que sustentam esses ciclos. Além das apresentações, cada cidade contemplada contará com ao menos uma roda de conversa pós-espetáculo, com a presença da equipe artística e de especialistas das áreas de saúde, direito, psicologia ou assistência social. Essas rodas são gratuitas, promovem a escuta e o diálogo e se consolidaram como uma parte fundamental do projeto, ampliando o impacto social da obra e incentivando o enfrentamento coletivo à violência de gênero. “Cartas da Prisão” já foi apresentado em circuitos de relevância como Sesc Pompeia, Sesc Santo André, Fábricas de Cultura, ProAC Circulação, Virada Cultural de Belo Horizonte e o projeto SESI Viagem Teatral, reafirmando seu valor artístico, sua pertinência social e sua contribuição à formação de público.

Objetivos

Objetivo GeralRealizar a circulação nacional do espetáculo teatral "Cartas da Prisão", com 66 apresentações presenciais e gratuitas em 20 cidades brasileiras, promovendo o acesso à cultura, a descentralização da produção artística e a valorização da diversidade regional, em consonância com os princípios da Lei nº 8.313/1991. Objetivos EspecíficosProduto: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Realizar circulação nacional com 66 apresentações teatrais presenciais e gratuitas do espetáculo "Cartas da Prisão", ao longo de 12 meses, em 20 cidades brasileiras, abrangendo todas as regiões do país. As cidades contempladas são:Sudeste: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Belo Horizonte (MG), Brumadinho (MG), Governador Valadares (MG), Betim (MG), Sabará (MG), Mariana (MG), Itabira (MG), Ouro Preto (MG); Itaguaí (RJ), Mangaratiba (RJ)Nordeste: Salvador (BA), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Recife (PE)Norte: Belém (PA)Centro-Oeste: Brasília (DF)Sul: Curitiba (PR)Produto: CURSO/OFICINA/ESTÁGIO Realizar 10 oficinas formativas presenciais, gratuitas e com carga horária de 4 horas cada, voltadas a atrizes, atores e estudantes de teatro. Cada oficina será ofertada em uma cidade diferente, com até 25 participantes por edição. As cidades contempladas são:Brasília (DF)Fortaleza (CE)Recife (PE)Curitiba (PR)São Paulo (SP)Rio de Janeiro (RJ)Salvador (BA)Vitória (ES)Belém (PA)São Luís (MA)

Justificativa

Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/1991) é o principal instrumento de fomento à cultura capaz de viabilizar a circulação nacional de espetáculos independentes com relevância artística e impacto social. Seu uso se justifica plenamente no projeto "Cartas da Prisão", um espetáculo que tem se consolidado no estado de São Paulo como uma ação cultural de forte pertinência e resposta sensível à crescente crise da violência de gênero no Brasil.Desde sua estreia, o espetáculo foi apresentado em importantes instituições como Sesc Pompeia, Sesc Santo André, Fábricas de Cultura, ProAC Circulação, Virada Cultural de Belo Horizonte e o circuito SESI Viagem Teatral. Nessas temporadas, o projeto alcançou expressivo retorno de público e crítica, consolidando seu valor artístico, seu impacto formativo e sua potência como ferramenta de sensibilização e enfrentamento coletivo da violência de gênero.Dada sua repercussão no estado de São Paulo e a relevância da temática abordada, é urgente ampliar o alcance da obra para outras regiões do país. A expansão por meio de uma circulação nacional é necessária porque as estatísticas demonstram que a violência de gênero é um fenômeno de caráter estrutural, presente em todas as regiões do Brasil, e agravado por desigualdades sociais, raciais e territoriais.O Brasil enfrenta uma crise persistente de violência de gênero, que exige a articulação de políticas públicas em diversas frentes, incluindo o campo da cultura. Em 2023, foram registradas 1.467 vítimas de feminicídio no país, o maior número desde a tipificação do crime em 2015. Além disso, mais de 1,2 milhão de mulheres sofreram algum tipo de violência, incluindo agressões físicas, psicológicas, sexuais e ameaças. O número de estupros registrados ultrapassou 71 mil casos — o que equivale a uma média de 196 por dia. A violência doméstica cresceu 9,8% em 2023, somando 258.941 registros. Em paralelo, mais de 778 mil mulheres foram formalmente ameaçadas, segundo os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.A seguir, os principais dados de violência contra a mulher nas regiões contempladas pelo projeto, com base em fontes oficiais:Regiões e dados de violência de gêneroSão Paulo (SP)97.434 ameaças contra mulheres registradas até nov/2024 (1 ameaça a cada 5 minutos)30% das mulheres relataram já ter sofrido violência domésticaRio de Janeiro (RJ)63 feminicídios em 202436% das mulheres declaram ter sido vítimas de violência domésticaBahia (BA)46 feminicídios registrados em 202427% das mulheres relatam violência em relações íntimasPernambuco (PE)Média de 439 denúncias por mês via Ligue 180 (2024)31% das mulheres relataram já ter vivido violência domésticaMaranhão (MA)54 feminicídios em 202425% das mulheres relatam episódios de violência domésticaPará (PA)41 feminicídios em 202432% das mulheres relataram sofrer violência domésticaCeará (CE)45 feminicídios em 202429% das mulheres afirmam ter vivenciado violência domésticaDistrito Federal (DF)31% das mulheres relataram violência doméstica ou familiarRegião com alto índice de reincidência nos registros de agressãoEspírito Santo (ES)29% das mulheres relataram ter sofrido violência domésticaUm dos estados com maior número proporcional de feminicídios nos últimos anosMinas Gerais (MG)31% das mulheres declararam já ter sofrido violência domésticaDados expressivos em regiões periféricas e cidades do interiorEsses números evidenciam a urgência de ações que, por meio da cultura, abordem o tema da violência de gênero de forma sensível, acessível e transformadora. A circulação nacional do espetáculo "Cartas da Prisão" propõe 66 apresentações gratuitas, 23 bate-papos com o público, 26 sessões com tradução em LIBRAS e 10 oficinas formativas, promovendo o acesso descentralizado à cultura e incentivando o debate social sobre o tema. Por que a Lei de Incentivo à Cultura?A viabilização desse projeto exige aporte financeiro compatível com sua complexidade logística e sua abrangência territorial. A Lei Rouanet permite não apenas essa viabilidade, mas garante a execução gratuita das ações, conforme exige a Instrução Normativa MinC nº 23/2025, bem como a realização em todas as regiões do país, com ações de acessibilidade e formação de público.Além disso, o projeto se enquadra nos seguintes dispositivos da Lei nº 8.313/1991:Art. 1º _ Finalidades do Incentivo à CulturaI _ Promover e estimular a produção cultural, valorizando a diversidade e a pluralidade de expressões artísticas;II _ Apoiar projetos que visem à formação de público e à democratização do acesso aos bens culturais;III _ Incentivar a difusão de obras culturais que abordem temas relevantes para a sociedade, promovendo o debate e a reflexão crítica.Art. 3º _ Objetivos do Programa Nacional de Apoio à CulturaI _ Estimular a formação de público e a democratização do acesso aos bens culturais;II _ Apoiar projetos que promovam a inclusão social por meio da cultura;III _ Incentivar a produção e a difusão de obras culturais que contribuam para o desenvolvimento da cidadania e da consciência crítica. Em síntese, o projeto "Cartas da Prisão" é uma ação cultural que articula excelência artística com responsabilidade social, e que tem na Lei de Incentivo à Cultura o único mecanismo capaz de garantir sua implementação em escala nacional, com gratuidade, acessibilidade e impacto formativo. O uso deste mecanismo é, portanto, não apenas pertinente, mas fundamental.

Estratégia de execução

Informações sobre os Deslocamentos (Passagens Aéreas e Transporte Terrestre)O projeto "Cartas da Prisão" prevê uma circulação nacional em 20 cidades brasileiras, e sua execução está vinculada à viabilização por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/1991). A proposta encontra-se atualmente inscrita em editais de patrocínio da VALE, da CAIXA Cultural e do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Todos esses editais exigem a prévia aprovação na Lei Rouanet para posterior contratação. Portanto, o deferimento deste projeto é uma etapa fundamental para sua realização, sendo os deslocamentos aqui previstos diretamente relacionados a esse modelo de execução, que se adaptará de acordo com o(s) edital(is) contemplado(s).As cidades escolhidas para a circulação foram definidas com base em dois critérios principais:Relevância dos dados sobre violência de gênero, conforme apresentado na justificativa do projeto;Presença estratégica das empresas patrocinadoras e sua atuação nas regiões, com foco em impacto social e regionalização das ações culturais.A depender do edital selecionado, poderão ser necessárias readequações de quantidade de apresentações, mas os locais e deslocamentos principais permanecerão os mesmos, minimizando a necessidade de ajustes futuros.Deslocamentos AéreosOs deslocamentos aéreos consideram a cidade de origem como São Paulo (SP) — sede da equipe fixa — com ida e volta para 9 cidades, totalizando 18 trechos aéreos. Em todos esses deslocamentos, 7 profissionais da equipe fixa viajarão por trecho.Cidades com deslocamento aéreo (ida e volta = 2 trechos cada):Brasília (DF) – 2 trechosFortaleza (CE) – 2 trechosRecife (PE) – 2 trechosSalvador (BA) – 2 trechosSão Luís (MA) – 2 trechosBelém (PA) – 2 trechosCuritiba (PR) – 2 trechosVitória (ES) – 2 trechosRio de Janeiro (RJ) – 2 trechosBelo Horizonte (MG) - 2 trechos Total de trechos aéreos: 20Equipe viajante por trecho (7 pessoas):1 Atriz1 Produtor(a)1 Assistente de Produção1 Operador(a) de Luz1 Operador(a) de Som1 Diretor(a)1 Coordenador(a) Técnico(a)As passagens são solicitadas para classe econômica, com deslocamentos organizados conforme a logística e a pauta de cada cidade. Todos os deslocamentos serão planejados de forma racionalizada, otimizando tempo e recursos, conforme disponibilidade de espaços, bilhetes e conexão com os parceiros locais. Deslocamentos TerrestresAs cidades do interior de Minas Gerais e do Rio de Janeiro (Itaguaí e Mangaratiba) serão realizadas por transporte terrestre, considerando a proximidade geográfica, a viabilidade logística e a possibilidade de itinerância por rodovias interestaduais. Nestes casos, será utilizada van fretada com motorista para o transporte da equipe.Cidades com deslocamento terrestre (via van):Minas Gerais:BrumadinhoGovernador ValadaresBetimSabaráMarianaItabiraOuro PretoRio de Janeiro (interior):ItaguaíMangaratibaEquipe transportada: mesma equipe de 7 profissionais descrita acima, acompanhada de motorista e eventualmente produtor local.Todos os deslocamentos seguem as orientações dos da Instrução Normativa MinC nº 23/2025, referente aos custos de logística, transporte e execução, garantindo que os valores previstos para transporte e passagens estejam dentro dos padrões da legislação e da economicidade exigida pela política pública de fomento.Ressaltamos ainda que, em caso de não contemplação em um dos editais citados (VALE, CCBB ou CAIXA), será feita readequação via SALIC para ajustes pontuais, com manutenção dos princípios da proposta e priorização das ações previstas.SOBRE ORÇAMENTO:Justificativa geral – concentração da pré-produção em uma cidadeA fase de pré-produção do projeto “Cartas da Prisão” está concentrada em uma única cidade no sistema Salic por razões técnicas e operacionais. Trata-se de um projeto de circulação nacional com 66 apresentações em 20 cidades, cuja logística requer que as etapas de pré-produção e execução se sobreponham ao longo dos meses. Ou seja, enquanto uma cidade recebe as ações do projeto (execução), já se encontra em andamento a pré-produção da próxima localidade, respeitando o cronograma geral de 12 meses do projeto.Dessa forma, para fins de organização orçamentária no Salic e evitando duplicidades, concentramos os custos da equipe nacional de pré-produção em uma cidade (São Paulo), que representa administrativamente essa fase de planejamento, mesmo que as ações se estendam por todo o território nacional. Esta estratégia permite uma gestão mais clara para análise e prestação de contas, sem prejuízo à execução real, que será descentralizada conforme o cronograma de circulação.Custos de Transporte Terrestre – Betim/MG e Mangaratiba/RJ Os custos com transporte terrestre (locação de van e motorista) foram concentrados nas cidades de Betim/MG e Mangaratiba/RJ por razões logísticas e econômicas. Essas cidades marcam o início das etapas de circulação terrestre nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, respectivamente, otimizando os deslocamentos e a integração entre equipe, cenário e equipamentos, reduzindo custos e complexidades operacionais.Custos de Pós-Produção e Assessorias – São Paulo/SP Os custos relativos à fase de pós-produção, como elaboração da prestação de contas, desmontagem, transporte final de materiais e assessorias (jurídica e contábil), foram concentrados em São Paulo/SP, cidade sede do projeto e base da equipe de produção. Essa centralização garante maior eficiência, agilidade nos trâmites administrativos e facilidade de acompanhamento e fiscalização.

Especificação técnica

O projeto “Cartas da Prisão” contempla a circulação nacional de um espetáculo teatral, com ações formativas complementares, voltadas à mediação cultural e à formação de artistas. Os produtos estão em conformidade com os artigos 1º e 3º da Lei nº 8.313/1991, bem como com os artigos 5º, 21, 41, 42 e 47 da Instrução Normativa MinC nº 23/2025. 1. PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS – “Cartas da Prisão”Gênero: Teatro documental / solo dramático com elementos performáticosClassificação indicativa: 14 anosDuração: 55 minutosFormato: PresencialEspaço necessário: Palco italiano com caixa cênica mínima de 8m (largura) × 6m (profundidade), grid de iluminação, camarins e acessibilidade física (rampas, banheiros adaptados)Ficha técnica mínima em cena: 1 atriz, 1 operador de som, 1 operador de luzEquipe de suporte: Direção artística e técnica, produção executiva, coordenação de produção, coord. Técnico, fotógrafa/o, cinegrafista, articuladores locais.Itens cênicos: cenário de pequeno porte, linóleo, duas cadeiras, duas malas de couro, iluminação própria (quando necessário), figurinos e envelopesRecursos de acessibilidade: Todas as apresentações contarão com intérprete de LIBRAS em palco, como recurso permanente de acessibilidade comunicacional, conforme Art. 42 da IN nº 23/2025 2. PRODUTO: CURSO/OFICINA/ESTÁGIO – Oficina Formativa “Autodireção Teatral: Apropriação da Obra Artística”Quantidade: 10 oficinas presenciaisDuração: 4 horas por oficina (em turno único)Formato: Presencial, com dinâmicas coletivas e exercícios individuais práticosPúblico-alvo: Atrizes, atores e estudantes de teatro/performance (a partir de 18 anos)Número de vagas por cidade: até 25 participantesCarga horária total: 40 horas (10 oficinas × 4 horas)Projeto PedagógicoObjetivo geral: Estimular a criação autoral e a autonomia criativa de artistas da cena.Objetivos específicos:Desenvolver repertório técnico e conceitual voltado à autodireção;Oferecer ferramentas práticas para construção de cenas autorais;Promover o intercâmbio com artistas locais;Contribuir com processos de formação cultural descentralizada.Conteúdos:Atividades de presença cênica, voz e corpo;Estímulo à escrita dramatúrgica;Análise de repertório visual e construção de atmosferas narrativas;Roteirização de cenas autorais.Material didático: conteúdo digital com fonte ampliada, leitura facilitada e contraste visual; recursos audiovisuais e playlist sonora.Acessibilidade: Todas as oficinas contarão com intérprete de LIBRAS e serão realizadas em locais com acessibilidade física mínima (banheiros adaptados, entrada livre de obstáculos).Espaços previstos: Teatros parceiros, centros culturais, salas multiuso e instituições de ensino artístico.Estimativa de atendimento direto: até 250 participantes ao longo do projeto.

Acessibilidade

O projeto “Cartas da Prisão” adotará medidas de acessibilidade para todos os produtos culturais ofertados, conforme determina o CAPÍTULO IV da IN MinC nº 23/2025, a Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) e os princípios constitucionais de acesso universal à cultura. As ações também seguem a recomendação do Manual do Proponente, que orienta a aplicação de medidas de acessibilidade em 100% das apresentações, oficinas e atividades culturais.Todas as fases do projeto contarão com o acompanhamento de um(a) consultor(a) especializado(a) em acessibilidade, assegurando que os recursos adotados estejam em conformidade com a legislação vigente e adequados aos diferentes perfis de público. PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICASAcessibilidade ArquitetônicaRealização em espaços parceiros com rampas, elevadores, banheiros adaptados e sinalização acessível, conforme Art. 42.A equipe verificará previamente a estrutura dos locais e, se necessário, providenciará adaptações como rampas móveis.Acessibilidade para Pessoas com Deficiência AuditivaTodas as apresentações contarão com intérprete de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), conforme previsto na IN nº 23/2025.Acessibilidade para Pessoas com Deficiência VisualSempre que possível, mediante parceria com instituições locais, serão oferecidas audiodescrição, com prioridade para grupos organizados. Essas ações não constam no orçamento e dependerão de articulações comunitárias.Acessibilidade para Pessoas com Deficiência IntelectualEquipe técnica capacitada para acolhimento e orientação, com linguagem acessível, mediação sensível e suporte adaptado, conforme demanda. PRODUTO: CURSO/OFICINA/ESTÁGIOAcessibilidade ArquitetônicaRealização em salas acessíveis, com banheiros adaptados e rota sem barreiras.Os espaços serão selecionados de acordo com critérios mínimos de acessibilidade ou adaptados conforme necessidade.Acessibilidade para Pessoas com Deficiência AuditivaTodas as oficinas contarão com intérprete de LIBRAS, garantindo a participação de pessoas surdas.Acessibilidade para Pessoas com Deficiência Visual e IntelectualMateriais com fonte ampliada, alto contraste, linguagem clara e apoio individualizado durante as atividades.Equipe local sensibilizada e supervisionada pela consultoria especializada em acessibilidade. Acessibilidade Digital e de Comunicação (comum a todos os produtos)Todos os conteúdos audiovisuais produzidos para redes sociais e plataformas digitais contarão com legendas descritivas.Os materiais gráficos e digitais serão desenvolvidos com contraste adequado, descrição de imagens e fonte ampliada, promovendo acessibilidade comunicacional. Com essas medidas, o projeto garante o pleno acesso de pessoas com deficiência auditiva, visual, física e intelectual às atividades propostas, reafirmando seu compromisso com os direitos culturais e com uma política cultural verdadeiramente inclusiva e democrática.

Democratização do acesso

O projeto “Cartas da Prisão” contempla medidas de democratização e ampliação de acesso, conforme estabelece a Seção III da IN MinC nº 23/2025, em especial os Artigos 47 e 48, que determinam a adoção de ao menos uma medida de ampliação do acesso aos produtos culturais ofertados.As ações propostas também estão alinhadas aos princípios constitucionais da cidadania cultural e aos objetivos previstos no Art. 3º da Lei nº 8.313/1991, com foco na promoção da diversidade, na valorização de expressões culturais e na democratização do acesso à cultura.Com base no que dispõe o Art. 47 da IN nº 23/2025, o projeto adotará as seguintes medidas:Inciso I – Distribuição gratuita com caráter social e educativo Todos os produtos culturais do projeto — incluindo 66 apresentações teatrais e 10 oficinas formativas — serão oferecidos gratuitamente ao público, totalizando 100% de gratuidade. Essa política atende integralmente à exigência de 20% de gratuidade com caráter social e/ou educativo, conforme previsto nos Artigos 46, inciso III e 47, inciso I da IN.A distribuição com caráter social e educativo será viabilizada por meio da articulação com escolas públicas, organizações sociais, coletivos de mulheres, equipamentos públicos de cultura, e redes de atendimento a vítimas de violência, de acordo com o que dispõe o Art. 48, parágrafo único da mesma norma.Inciso III – Disponibilização online de conteúdos acessíveis O projeto disponibilizará gratuitamente na internet registros audiovisuais das apresentações, rodas de conversa e conteúdos educativos, com recursos de acessibilidade como legendas descritivas, LIBRAS e, sempre que possível, audiodescrição. Essa medida cumpre a determinação do Art. 47, inciso III, ampliando o alcance das ações culturais para o público remoto, inclusive pessoas com deficiência.Inciso V – Atividades paralelas gratuitas Serão realizadas 10 oficinas formativas presenciais e gratuitas, voltadas a artistas locais, estudantes de teatro e profissionais da cultura, promovendo trocas criativas e formação continuada nas cidades contempladas. Essa medida está de acordo com o Art. 47, inciso V, que reconhece oficinas, cursos e atividades formativas como instrumentos de ampliação de acesso.Embora o projeto tenha sido integralmente concebido para execução com acesso 100% gratuito, em casos pontuais de apresentação em centros culturais que adotam política própria de bilheteria (como Caixa Cultural ou CCBB), poderá ser necessário adotar política de ingresso simbólico ou preço popular, conforme autoriza o Art. 40, §1º da IN nº 23/2025.Nessas hipóteses, o projeto se compromete a:Garantir no mínimo 50% de ingressos gratuitos, distribuídos com prioridade a comunidades em vulnerabilidade social e escolas públicas;Manter os valores de ingresso acessíveis e simbólicos, conforme prática das instituições parceiras;Realizar campanhas de divulgação comunitária e em redes populares para assegurar visibilidade e transparência quanto ao acesso gratuito.Todas as oficinas serão realizadas com inscrição gratuita e articulação local, em espaços acessíveis, com critérios de seleção amplos e foco em democratização e formação cultural.

Ficha técnica

Atuação da Dirigente do Projeto Vanessa Portugal Martins (Chica Portugal), responsável pela proponente jurídica é também responsável pela direção de produção do projeto “Cartas da Prisão”, coordenando as etapas de pré-produção, execução e pós-produção. Também acompanhará o planejamento logístico, a articulação institucional com os espaços culturais e a execução das ações de acessibilidade e democratização de acesso. Currículo Resumido dos Principais Participantes Chica Portugal (Vanessa Portugal Martins) – Atriz, produtora e gestora cultural com mais de 25 anos de carreira, atuou em mais de 40 espetáculos e fundou o Coletivo À Meia Luz, voltado à pesquisa sobre violência de gênero. Protagonista e idealizadora de “Cartas da Prisão”, apresentou a peça em unidades do Sesc, ProAC Circulação, SESI Viagem Teatral e Fábricas de Cultura. Produziu espetáculos como “Visceral” (Prêmio Zé Renato) e dirigiu grandes montagens de ópera no Theatro Municipal de SP e Theatro São Pedro. Graduada em Artes Cênicas e Dança, é referência em projetos com impacto social. Bruno Kott – Diretor de “Cartas da Prisão”, é ator, dramaturgo e cineasta, com formação pela Carmina Escola de Atores. Dirigiu os espetáculos “Pandas” (RJ e Nova York), “A Genealogia Celeste de uma Dança” e projetos audiovisuais como “El Mate” (Festival de Gramado) e “No Divã do Dr. Kurtzman” (Canal Brasil). Atua entre teatro, cinema e TV, com destaque recente na novela “Terra e Paixão” (Globo). Nanna de Castro – Roteirista e autora, com prêmios como o Kikito de Melhor Roteiro (Gramado), APCA e Bibi Ferreira. Escreveu “Cartas da Prisão” e obras teatrais como “Novelo” e “O Vazio na Mala”. Na TV, escreveu para Globo, RTP e Cultura. Tem peças encenadas no Brasil e em Portugal, além de livros publicados. Marisa Bentivegna – Iluminadora e cenógrafa premiada (Shell, APCA, Femsa), integra a Banda Mirim e a Cia. Hiato. Trabalhou em mais de 20 países e assinou a iluminação de produções premiadas como “Escuro” e “O Menino Teresa”. Representou o Brasil na Quadrienal de Praga (2015 e 2019). Kleber Montanheiro – Diretor, cenógrafo e figurinista, premiado com APCA, Shell e Bibi Ferreira. Dirigiu e criou visuais de “Cabaret”, “Frida”, “Carmen Miranda”, “Misery” e outros. Indicado por “Visceral”, é referência nas artes visuais cênicas brasileiras. Juliana R. – Artista sonora e editora de som, atua em podcast, trilhas, locuções e performances. Participou de filmes como “Ontem Havia Coisas Estranhas no Céu” (Netflix) e é curadora do selo A Onda Errada. Atuou em festivais internacionais e espaços como Sesc e Casa do Povo. Leandro Goulart – Ator e músico, com formação na Escola Livre de Teatro de Santo André. Assinou trilhas para espetáculos como “Bem do Seu Tamanho” e “Ciranda das Flores”. Atua na integração de som e dramaturgia. Beto França – Designer de caracterização com mais de 25 anos de carreira. Prêmios Avon, Hair Brasil e indicação ao Bibi Ferreira. Trabalhou em teatro, ópera e televisão, e é referência em visagismo cênico. Bruna Magnes – Preparadora corporal e bailarina formada pela CAL. Trabalha com a técnica Michael Chekhov e terapias corporais. Desenvolve oficinas voltadas à expressão e autoconhecimento por meio do movimento. Marilene Grama – Fonoaudióloga e preparadora vocal, com formação pela UNICAMP, UNIFESP e CEV. Atua como professora no Senac e preparadora em espetáculos e programas de formação, com especialização em voz e expressividade. Nany di Lima – Atriz premiada (Kikito de Melhor Atriz), psicóloga e professora. Trabalhou em teatro, cinema, TV e é fundadora da Academia do Protagonista. Atua também na formação de executivos em comunicação e expressão. Evas Carretero – Cenotécnico e escultor, com prêmios por cenografia. Especialista em construção, pintura, escultura e acabamento para teatro. Trabalhou em montagens premiadas como “Espera...” e “Ópera dos Três Vinténs”. Marcos Valadão – Assistente de figurino e diretor de ateliê. Trabalha com Kleber Montanheiro e foi responsável por figurinos indicados ao Shell e Aplauso. Atua em grandes produções e figurinos premiados. Gregory Pena – Coordenador de produção, ator e gestor cultural. Consultor de projetos para Sesc, Globo, Fundação OSESP e festivais nacionais. Atua com formação artística e produção executiva. Violeta Chagas – Operadora de luz e iluminadora. Trabalhou nos espetáculos “Cartas da Prisão”, “Não Aprendi Dizer Adeus” e shows musicais. Com formação técnica sólida, integra equipes de grandes festivais e montagens. Paula Mirhan – Intérprete musical, cantora e atriz, com 10 álbuns gravados e espetáculos próprios. Formada em Canto Popular e Artes Cênicas, compõe trilhas e atua como professora de música e teatro. Titto Gonçalves – Produtor executivo com formação artística em teatro musical e experiência em gestão pública. Atua na Tomate Produções e foi responsável pela produção de musicais e espetáculos com circulação nacional.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

Itabira Minas Gerais
Mariana Minas Gerais
Ouro Preto Minas Gerais
Sabará Minas Gerais
Curitiba Paraná
Belém Pará
Recife Pernambuco
Itaguaí Rio de Janeiro
Mangaratiba Rio de Janeiro
Rio de Janeiro Rio de Janeiro
São Paulo São Paulo