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PRONAC 255833Autorizada a captação total dos recursosMecenato

CURTA CRCM

CARLOS ROBERTO COMPARIM MONTANARI
Solicitado
R$ 172,9 mil
Aprovado
R$ 172,9 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Prod. AV curta/média mtragem/Tv Edu Cult
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-01-10
Término
2026-10-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Cotidiano é um curta-metragem de ficção que retrata, com sensibilidade e apuro estético, a rotina de Joaquim, trabalhador periférico que atua como porteiro em um prédio de luxo. A obra mergulha no cotidiano urbano e nas desigualdades que atravessam o corpo e o tempo de milhares de brasileiros invisibilizados. O projeto prevê, além da realização e difusão do filme, a oferta de oficinas práticas voltadas a operários da construção civil — público diretamente ligado ao universo temático da narrativa — e sessões com debates em espaços acessíveis. A proposta articula criação artística, formação cidadã e impacto social, valorizando as classes trabalhadoras e promovendo o acesso democrático à cultura. Alinhado às políticas públicas de fomento e inclusão, Cotidiano se constrói como um gesto de escuta e reconhecimento às vidas que sustentam o funcionamento das cidades e merecem ser vistas como protagonistas de suas próprias histórias.

Sinopse

Duração estimada: 15 minutos “Cotidiano” é um filme de ficção que acompanha alguns dias na vida de Joaquim, um trabalhador humilde que vive em uma comunidade periférica e atua como porteiro em um prédio de luxo. A narrativa revela com sensibilidade as camadas emocionais e sociais de sua rotina, marcada por afeto, cansaço e resistência. Ao retratar sua morte súbita e a frieza com que o sistema substitui vidas, o curta propõe uma crítica poética à lógica desumanizante do trabalho e à alienação urbana. O filme valoriza os trabalhadores invisíveis que sustentam a cidade, exaltando suas existências anônimas e essenciais. Exibições públicas e sessões comentadas Após a finalização, o curta será exibido gratuitamente em sessões públicas, seguidas de debates mediados por membros da equipe ou convidados especialistas. Os encontros têm como objetivo ampliar o alcance da mensagem do filme, promovendo reflexões sobre desigualdade, saúde mental, relações de trabalho e invisibilidade social. Oficinas de audiovisual em escolas e comunidades Como medida de democratização de acesso, serão oferecidas oficinas gratuitas de introdução ao audiovisual, com foco em roteiro, direção e produção, voltadas para jovens de escolas públicas e moradores de comunidades periféricas. As oficinas usarão o filme como ponto de partida para pensar formas de expressão e construção de narrativas próprias. Classificação indicativa sugerida: 14 anos — Contém temáticas sensíveis relacionadas à morte, desigualdade social e sofrimento psicológico, abordadas com linguagem artística e sem cenas de violência explícita.

Objetivos

OBJETIVO GERAL: O projeto Cotidiano tem como objetivo geral realizar um curta-metragem de ficção com qualidade técnica e relevância social, retratando de forma sensível o cotidiano de um trabalhador da periferia urbana. A proposta é oferecer um olhar íntimo e poético sobre a rotina de um trabalhador urbano, revelando a humanidade, a complexidade e a dignidade que existem por trás da aparente simplicidade de sua vida cotidiana.Além da realização do filme, o projeto busca promover ações formativas e de difusão cultural com públicos pouco acessados pelo circuito tradicional de cultura, como operários da construção civil. Acreditamos que essas atividades — oficinas e sessões com debates — são essenciais para criar espaços de escuta, reflexão e troca entre o audiovisual e os territórios populares que ele representa.Com isso, Cotidiano pretende não apenas produzir uma obra autoral e com potencial de circulação em mostras e festivais, mas também ampliar o acesso à cultura, fortalecer a diversidade de olhares na produção audiovisual e gerar um impacto social concreto por meio da arte. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Produzir e finalizar o curta-metragem Cotidiano, com duração prevista de até 15 minutos, utilizando equipe técnica qualificada e equipamentos profissionais, garantindo excelência artística e técnica no produto final.Realizar 3 oficinas práticas de cinema voltadas a operários da construção civil, com turmas de até 20 participantes, totalizando cerca de 60 pessoas atendidas diretamente. As oficinas terão caráter introdutório e colaborativo, abordando temas como linguagem audiovisual, roteiro, atuação e fotografia. Oferecer 5 sessões públicas e gratuitas do filme, seguidas de debates, realizadas em espaços culturais, escolas técnicas ou instituições acessíveis ao público popular, especialmente em territórios periféricos.Estimular o diálogo entre o conteúdo do filme e a realidade vivida por públicos trabalhadores, promovendo escuta ativa e reflexão coletiva nos encontros pós-exibição. Produzir e distribuir o curta-metragem em mostras, festivais de cinema nacionais e internacionais e plataformas digitais, buscando ampliar sua circulação e alcance, especialmente em redes voltadas ao cinema social e de direitos humanos.Registrar e documentar o processo de produção do filme e das ações formativas, gerando materiais de memória, avaliação e prestação de contas, como relatórios, registros audiovisuais e depoimentos dos participantes.Promover, por meio de todas essas ações, a ampliação do repertório cultural dos participantes e espectadores, bem como o fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual brasileiro, com especial atenção a profissionais independentes e emergentes.

Justificativa

O projeto Cotidiano se propõe a lançar luz sobre vidas muitas vezes invisíveis no imaginário audiovisual brasileiro: a dos trabalhadores periféricos que, dia após dia, sustentam o funcionamento das cidades, mas quase nunca são retratados como protagonistas de suas próprias histórias.O curta é uma crítica sensível à lógica impessoal do trabalho urbano e uma homenagem poética aos "Joaquins" anônimos que compõem a base social do país. Sua força reside não apenas na estética e no conteúdo, mas também na proposta de contrapartida: oficinas práticas voltadas a operários da construção civil, público diretamente relacionado ao universo temático do filme. Essas ações formativas oferecem um espaço inédito de expressão, escuta e criação para trabalhadores que raramente são incluídos em processos culturais.Além disso, as sessões com debates estimulam a formação de público e o diálogo entre arte, território e realidade social — ampliando o impacto do filme para além da tela.A proposta se enquadra no Art. 1º, inciso I da Lei nº 8.313/91, por tratar da realização de obra audiovisual de caráter cultural, e contribui diretamente para os objetivos do Art. 3º, especialmente:Inciso II _ estimular a produção cultural independente;Inciso V _ apoiar projetos que preservem e difundam a identidade cultural brasileira;Inciso IX _ promover a democratização do acesso aos bens de cultura.Por sua natureza autoral e socialmente engajada, Cotidiano dificilmente seria viável apenas por vias comerciais. A Lei de Incentivo à Cultura torna-se, portanto, um mecanismo essencial para a concretização desta proposta, que alia excelência artística, responsabilidade social e compromisso com o fortalecimento das políticas públicas de cultura.

Estratégia de execução

O projeto Cotidiano propõe não apenas a realização de um curta-metragem com qualidade artística e temática relevante, mas também um processo de criação e difusão comprometido com a inclusão social, a diversidade de olhares e a formação de novos públicos.A escolha por contar a história de um trabalhador da periferia reflete um desejo genuíno de dar visibilidade a experiências frequentemente invisibilizadas no audiovisual brasileiro.Outro eixo central da proposta é seu caráter formativo, que prevê a realização de oficinas práticas voltadas a operários da construção civil, público diretamente relacionado ao universo temático do filme. Essas oficinas têm como objetivo criar espaços de troca, expressão e sensibilização, aproximando o fazer cinematográfico de trabalhadores que raramente têm acesso a processos criativos como esse.Acreditamos que o cinema pode ser uma ferramenta de escuta, reflexão e transformação social. Por isso, o projeto também contempla sessões com debates, buscando promover o diálogo entre a obra e os territórios onde ela será exibida.Cotidiano também se articula com políticas públicas de fomento à cultura, direitos humanos e valorização das classes trabalhadoras, visando construir ações com impacto social duradouro, para além da finalização do filme.Por fim, este projeto não é apenas um produto audiovisual: é um gesto de atenção e escuta às vidas que sustentam o cotidiano das cidades brasileiras — vidas que, apesar de fundamentais, raramente são retratadas como protagonistas de suas próprias história

Especificação técnica

1. Curta-metragem “Cotidiano” Formato: Vídeo digital, Full HD (1920x1080), cor, som estéreoDuração: Aproximadamente 15 minutosGênero: Ficção socialSuporte de exibição: Arquivo digital (.mp4) e link privado/aberto para streamingConteúdo: Narrativa ficcional com foco no cotidiano de um trabalhador periférico e as estruturas invisíveis que sustentam as desigualdades sociais.Materiais de apoio: Cartaz digital, sinopse, ficha técnica, trailer e fotos de cenaClassificação indicativa: 14 anos 2. Exibições públicas comentadasFormato: Sessões presenciais ou online seguidas de bate-papo com equipe e/ou convidadosDuração total: 1h30 (15 min de exibição + 1h15 de debate)Estrutura: Abertura e acolhimento do públicoExibição do curtaMediação com convidados para estimular diálogo sobre os temas centrais do filme: trabalho, invisibilidade social, saúde mental, desigualdade urbanaEspaço para perguntas e participação do públicoMaterial de apoio: Ficha técnica impressa/digital, microfone, projetor, cadeiras, estrutura mínima de som e vídeo 3. Oficinas de audiovisual – “Narrativas do Cotidiano”Público-alvo: População de baixa renda e/ou em situação de vulnerabilidade social Duração total: 12 horas por turma (divididas em 3 encontros de 4h cada)Formato: Oficina teórico-práticaConteúdo programático: Construindo personagens e cenários com base em experiências reaisFilmagem com celular e noções básicas de enquadramento, som e luzProdução de mininarrativas (1 a 2 minutos), com exibição ao finalProjeto pedagógico: Metodologia participativa e afetiva, com estímulo à criação autoralReflexão sobre o cotidiano como potência narrativaAcesso às ferramentas audiovisuais como instrumento de expressão e cidadaniaMateriais necessários: Celulares com câmera, folhas de roteiro, canetas, projetor, caixas de som, computador com software de edição simples (CapCut, iMovie, etc.)Resultados esperados: Criação de pequenos vídeos autorais, ampliação da autoestima criativa dos participantes, aproximação do cinema como linguagem acessível

Acessibilidade

O projeto tem como princípio promover a inclusão e o acesso de pessoas com deficiência, tanto na fruição do conteúdo quanto nos espaços de exibição. Serão implementadas medidas de acessibilidade física e de conteúdo, observando a viabilidade técnica, a infraestrutura disponível e os recursos orçamentários.Acessibilidade Física: As exibições presenciais do curta serão realizadas, preferencialmente, em espaços culturais que atendam às normas de acessibilidade, com infraestrutura adequada para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo, quando disponível, banheiros acessíveis, rampas de acesso e sinalização tátil. A seleção dos locais priorizará a plena acessibilidade ao público.Acessibilidade de Conteúdo: Sempre que tecnicamente e financeiramente viável, o filme contará com legendas descritivas, audiodescrição e tradução em Libras, que poderá ser realizada por intérprete ao vivo ou em vídeo, tornando o conteúdo mais acessível a pessoas com deficiência auditiva e visual. Também poderão ser oferecidas, em sessões especiais, visitas sensoriais para o público com deficiência visual, além de material de divulgação em formato digital compatível com leitores de tela, conforme disponibilidade de recursos e adequação à programação.Mais do que atender a requisitos legais, estas ações refletem o compromisso do projeto em ampliar o acesso à arte e garantir que diferentes públicos possam vivenciar a obra em sua plenitude.

Democratização do acesso

O curta-metragem será distribuído gratuitamente em plataformas digitais de acesso público, como YouTube e Vimeo, permitindo o alcance de diferentes públicos em todo o território nacional. Serão realizadas sessões presenciais gratuitas, preferencialmente em espaços culturais acessíveis, priorizando centros culturais, cineclubes, canteiros de obras e, como possibilidade, instituições voltadas à inclusão social, conforme a viabilidade técnica e orçamentária do projeto.Além disso, serão realizadas sessões comentadas e ensaios abertos com mediação dos realizadores, promovendo o diálogo com o público em sessões selecionadas, sobre os temas abordados no filme e sobre os bastidores da produção. Também está prevista a transmissão online de pelo menos uma dessas sessões, com tradução em Libras e legendas, garantindo acessibilidade de conteúdo, sempre que tecnicamente e financeiramente viável.As ações de divulgação priorizarão as redes sociais, parcerias com coletivos culturais locais e ONGs, incentivando a formação de novos públicos para o cinema independente, conforme as possibilidades do projeto.

Ficha técnica

Carlos Roberto Comparim Montanari - Diretor / Roteirista Formado em Comunicação Social pela Faculdade Cásper Líbero, com especialização em Documentário pela Academia Internacional de Cinema (AIC). Possui 8 anos de experiência no mercado de comunicação. Atuou como co-diretor e diretor de fotografia do curta-metragem Home (2024), que narra a história de Anna, uma mulher russa que deixou seu país em guerra após se apaixonar por um brasileiro. O filme explora sua jornada em busca do verdadeiro significado de "lar" em um novo país. Bianca Salay Pugliese - Coordenação Executiva Diretora Institucional da OSCIP Mestres da Obra, com atuação na coordenação executiva e institucional de um projeto de arte e educação de Direitos Humanos no contexto de grandes obras em Mariana, MG. Como psicoterapeuta, educadora e fotógrafa, ela desempenha um papel fundamental na organização. Seus principais projetos e parcerias incluem: Projeto Cultural no Museu da Língua Portuguesa: Bianca liderou a arte educação e direção de fotografia durante o restauro do Museu da Língua Portuguesa, além de ter curadoria na exposição fotográfica relacionada a esse projeto em parceria com a FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO e CONCREJATO, Projeto 'Biografias': Ela também coordenou, proporcionou a arte educação e direção de fotografia no projeto 'Biografias', que envolveu a construção de biografias de operários da construção civil em todo o território nacional, em parceria com a CAIXA ECONOMICA FEDERAL, Selo Municipal de Direitos Humanos e Diversidades: Bianca liderou uma equipe na coordenação de projetos artísticos e culturais anuais em ESG junto a uma incorporadora, abordando temas como autoconhecimento, saúde mental, sustentabilidade e direitos humanos, na categoria de Transversalidades. Bianca tem sido fundamental na condução desses projetos e parcerias, desempenhando um papel essencial na promoção da educação, cultura e direitos humanos no contexto das grandes obras em Mariana, MG.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.