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O presente projeto tem por objetivo a gravação e difusão de uma música regional do gênero milonga, com duração aproximada de 4 minutos.
Gravação de música de aproximadamente 4 minutos em altíssima qualidade.
Objetivo geral Valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão ao registrar e difundir música e videoclipe no gênero regional milonga. Estimular a expressão cultural de diferente grupo e comunidade que compõem a sociedade brasileira. incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais ao gravar uma música e produzir, filmar e divulgar um videoclipe de música no gênero regional e difundir de forma nacional. Apoiar ações artísticas e culturais que usem novas tecnologias ou sejam distribuídas por plataformas digitais ao prever a distribuição gratuita dos bens culturais no formato digital nas plataformas de streaming. Objetivos específicos. Áudio Produzir, gravar e divulgar gratuitamente uma faixa de áudio nas plataformas digitais.
O projeto visa registrar e promover o gênero musical milonga, também conhecido como ritmo rio-platense, que é característico das regiões da Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul. Embora a milonga seja amplamente reconhecida na Argentina, sua influência nos estados do Sul é significativa, é um dos gêneros musicais mais enraizados na cultura gaúcha. No início, a milonga era um tipo de poema cantado, em que as letras tinham uma importância maior do que a própria música. Com a evolução desse ritmo, as composições tornaram-se mais complexas e um pouco mais rápidas. Originada no século XIX entre os gaúchos argentinos, a milonga foi posteriormente introduzida no Brasil pela fronteira com a Argentina. Inicialmente, era interpretada principalmente pelos "payadores", acompanhados por guitarra. Com o tempo, outros instrumentos, como flauta, piano e violino, foram incorporados, enriquecendo ainda mais a sonoridade desse gênero. Sua importância, para a cultura do sul do Brasil, se revela em diversos aspectos: 1. Identidade Cultural A milonga reflete a identidade gaúcha, expressando sua história, tradições e modos de vida. É uma forma de preservar e transmitir as raízes culturais da região. 2. Conexão com a Tradição Este gênero está intimamente ligado ao modo de vida dos gaúchos, que têm uma forte relação com o campo, a natureza e a vida rural. As letras geralmente falam de temas como amor, existência, saudade, e a vida no campo. 3. Integração Social As milongas são frequentemente tocadas em festivais, bailes e encontros sociais, promovendo a convivência e a sociabilidade entre as pessoas. Isso fortalece laços comunitários e gera um sentimento de pertencimento. 4. Influência no Folclore A milonga também tem um papel importante no folclore gaúcho, servindo como um veículo para contar histórias e crenças locais. É uma forma de arte que dialoga com outras expressões culturais, como a literatura de cordel e a poesia. 5. Evolução Musical A milonga influenciou e foi influenciada por outros gêneros musicais, como o tango e a música tradicional argentina. Essa fusão contribui para a riqueza da música popular na América do Sul. Em suma, a milonga é muito mais do que um estilo musical, é uma expressão da cultura gaúcha que envolve emoção, tradição e comunidade. Devido a importância da cultura regional para a formação da identidade e cultura nacional o Ministério da Cultura editou o Enunciado nº 32 esclarecendo que para os efeitos da alínea "c", § 3° do art. 18 da Lei n.° 8.313, de 1991 entende-se como música regional as manifestações musicais produzidas, que reflitam as tradições, os modos de vida, as múltiplas realidades e as características de determinada região, de uma comunidade ou por ela recebida e interpretada, resultando na criação de produtos culturais, respeitando as características daquela região e sua tradição. O gênero musical milonga é o que mais representa a vida no campo e as raízes culturais do sul do Brasil o que justifica o seu enquadramento na alínea "c", § 3° do art. 18 da Lei n.° 8.313, de 1991 como música regional. Devido a sua magnitude e o impacto que pretende gerar, é de vital importância a utilização do mecanismo de incentivo à cultura. A proposta, ainda, se enquadra nos objetivos expressados no art. 1° da Lei 8313/91, sendo: Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, ao registrar e difundir gratuitamente a música e videoclipe de forma gratuita nas plataformas de streaming. Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional, ao registrar e difundir música no gênero musical milonga. O projeto também se enquadra perfeitamente nos objetivos do art. 3° da Lei 8.313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; Este dispositivo é aplicável ao projeto, pois visa estimular a gravação e a difusão de música e de registro fotográfico e videográfico para as plataformas digitais. d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; Este projeto tem como objetivo registrar e promover a manifestação cultural do gênero musical milonga.
Dispensa de Comprovação de Atuação na Área Cultural: Conforme o artigo 4, § 6 da IN 23/2025, o proponente que apresenta seu primeiro projeto junto ao Pronac, com um Custo Total do Projeto de até R$ 200.000,00, está dispensado da obrigação de comprovação de atuação na área cultural. Destaco que a proposta em questão se enquadra nessa categoria, com um Custo Total do Projeto de R$ 55.539,00, conforme detalhado na Planilha Orçamentária e pela PF proponente não ter nenhum projeto aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura. Link da música regional milonga que se pretende gravar com o Projeto https://drive.google.com/file/d/1hLJOcYnUAy63GY0NYh257f1YursRmlgV/view?usp=drive_link LETRAESTRADAS E ESTRELASNada se escuta, nada se senteChegou a hora que sempre vemNada se leva, só memóriasÉ o início da jornadaPassos incertos as estrelasUm filme no escuro, do looping da vidaDe quando eu vim, que quando eu fuiEstradas e estrelas se confundem
O gênero da proposta se enquadra como música regional nos termos da alínea “c”, § 3° do art. 18 da Lei n.° 8.313, de 1991 e do Enunciado 32 do Minc que define como música regional as manifestações musicais produzidas, que reflitam as tradições, os modos de vida, as múltiplas realidades e as características de determinada região, de uma comunidade ou por ela recebida e interpretada, resultando na criação de produtos culturais, respeitando as características daquela região e sua tradição. O gênero musical milonga é o que mais representa a vida no campo e as raízes culturais do sul do Brasil.
Por se tratar de produtos culturais digitais serão adotadas medidas que garantam a inclusão de pessoas com deficiência física, visual, auditiva e cognitivas. Plano Comunicacional Uso de linguagem simples e objetiva, caracterizada por palavras conhecidas e de fácil compreensão, a inclusão de imagens e vídeos que considerem a acessibilidade, a utilização de texto alternativo para imagens, legendas em vídeos, dentre outras práticas que garantam que os usuários possam se sentir representados e participar ativamente das redes sociais. Essas medidas serão reforçadas na campanha de divulgação dos produtos culturais do Projeto.
Todos os produtos serão distribuídos de forma gratuita, assegurando a democratização do acesso através dos limites e formas de distribuição do artigo 46 da IN MINC nº 23/2025. Além da distribuição gratuita à população, adotaremos o exposto no inciso III no Artigo 47 da IN MINC nº 23/2025, a saber: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; A disponibilização acontecerá através das plataformas de streaming.
FERNANDO COELHO CORREIA –COORDENADOR DO PROJETO Fernando é um profissional multifacetado, com experiência em música e advocacia, o que lhe confere habilidades únicas para atuar no setor cultural. Ele já integrou a banda Loveless Compound, que ganhou destaque no cenário alternativo nacional nos anos 90, e atualmente se dedica a projetos musicais como Nando K, Stella Overdrive e Os Legalzinhos. Além de sua atuação musical, Fernando também se destaca como proponente de projetos culturais, tendo obtido aprovação para projetos nas leis municipal e estadual de cultura, demonstrando sua capacidade de gestão e conhecimento do setor. Seu trabalho mais recente inclui o lançamento da música "Tudo que foi", que alcançou grande número de visualizações em plataformas de streaming. Link do Portfólio https://docs.google.com/document/d/198OVpT-FTdsc5znKmoHq_4Sn00dQILbu/edit?usp=sharing&ouid=105279344172405005445&rtpof=true&sd=true O proponente será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto e receberá pela rubrica de Coordenação Geral e também como músico. GUINHA RAMIRES – ARRANJADOR O músico é um multi-instrumentista, violonista, compositor, diretor musical e arranjador renomado, conhecido por sua alta qualidade musical, genialidade e criatividade na composição e improvisação. Natural do Rio Grande do Sul, integrou a banda de Renato Borghetti por uma década, participando de turnês e gravações, e colaborou com a cantora Elisah por oito anos, com turnês no Brasil e na Europa. Após uma temporada em Viena, onde gravou o CD "Handmade", formou a banda Dr. Cipó, que se destacou em festivais e turnês, inclusive dividindo o palco com Hermeto Pascoal. Além disso, o músico integrou a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSCA) e fez turnê pela Europa com Isabel Padovani. Ele dirigiu e fez arranjos para várias edições do Acústico Brognoli, que contou com participações especiais de artistas como Elza Soares, João Bosco, Yamandú Costa e Paula Lima, recebendo aclamação da crítica e do público. Suas músicas foram gravadas por diversos artistas de renome nacional e internacional. CARLOS TRILHA – PRODUTOR MUSICAL, ENGENHEIRO DE SOM E MULTI INSTRUMENTISTA Nascido em Florianópolis, o músico é profissional desde 1984, tendo integrado a banda Tubarão, um marco no rock catarinense. Destacou-se como tecladista e com seu trabalho instrumental eletrônico, realizando shows de sucesso. Em 1989, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde integrou a banda de Léo Jaime e colaborou com artistas como Kid Abelha e Leoni. Como músico, produtor musical e engenheiro de som em 1992, juntou-se à Legião Urbana e produziu os trabalhos solo de Renato Russo, alcançando grande sucesso de vendas. Ao longo de sua carreira, trabalhou com renomados artistas da música brasileira, como Lobão, Marisa Monte, e Nação Zumbi, além de produzir álbuns de bandas como Catedral e Dazaranha. Em 2022 e 2024, foi premiado com três Grammys, incluindo o Grammy Latino de 'Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa' por seu trabalho como produtor musical e engenheiro de som com Erasmo Carlos.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.