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A casa sede da antiga Fazenda Cacutá, é um patrimônio cultural do estado de São Paulo, tombado por meio da Resolução nº 56, de 09/12/2004. Ocorre que em janeiro/2025 houve a queda da cobertura do imóvel, colocando em risco a salvaguarda do patrimônio, composto por paredes em taipa de pilão e pau-a-pique, razão pela qual pleitea-se realizar: 1. sobrecobertura metálica para proteção do imóvel em processo de colapso; 2. limpeza e organização dos escombros resultantes da queda de cobertura; 3. elaboração dos projetos técnicos que subsidiem obras futuras de restauro e autorização dos órgãos competentes para o restauro.
A proposta contempla a realização de um conjunto articulado de ações emergenciais e educativas para a proteção, documentação e ativação social da Sede da Antiga Fazenda Cacutá, importante bem tombado pelo CONDEPHAAT e símbolo do ciclo cafeeiro no interior paulista. Com sua cobertura colapsada e suas técnicas construtivas tradicionais (taipa de pilão e pau-a-pique) em risco iminente de perda, o projeto inicia-se com a implantação de uma sobrecobertura metálica autoportante, estruturalmente independente do bem, garantindo proteção física sem interferência direta na edificação histórica.Na sequência, será realizada a limpeza e organização técnica dos escombros, com metodologia de conservação e catalogação rigorosa. Elementos construtivos como telhas cerâmicas francesas, frechais, caibros e fragmentos de terra crua serão triados, identificados e inventariados com vistas à sua possível reutilização em futuras obras de restauro. Essa etapa inclui documentação fotográfica, croquis, inventário técnico e plano de acondicionamento dos elementos históricos, preservando a materialidade original do bem e sua potencial leitura futura.A terceira e mais abrangente ação do projeto compreende a elaboração dos projetos técnicos necessários ao restauro futuro do imóvel. Trata-se da produção de um conjunto integrado de documentos técnicos, compostos por levantamento planialtimétrico com georreferenciamento, levantamento métrico arquitetônico detalhado (plantas, cortes, fachadas e esquemas construtivos), mapeamento de danos e patologias construtivas, ensaios tecnológicos e laboratoriais dos materiais constituintes (amostras de terra, madeira, argamassa e reboco), além de projetos de engenharia (estrutural, hidrossanitário, elétrica) e arquitetura de restauro, com memória descritiva, caderno de encargos e orçamento preliminar. Esses produtos permitirão tanto o encaminhamento do processo de aprovação junto aos órgãos de tutela quanto a captação de recursos para a execução das obras. A comprovação desses resultados será feita por meio da entrega do conjunto completo de projetos em formato físico e digital, acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), conforme a área de atuação dos profissionais envolvidos, além de relatório técnico justificativo do conjunto das soluções propostas.Paralelamente às ações técnicas, o projeto promoverá um eixo de ações de educação patrimonial e sustentabilidade climática, com destaque para a realização de oficinas comunitárias intergeracionais de saberes construtivos tradicionais. Nelas, moradores de diferentes faixas etárias e gêneros poderão experimentar de forma acessível e segura as técnicas de taipa e pau-a-pique, conhecendo seus materiais, modos de fazer e relevância cultural. As oficinas serão pensadas como espaços de encontro, memória e reconexão com o território, ao mesmo tempo em que promovem o uso consciente de tecnologias de baixo carbono, contribuindo diretamente com os compromissos do Brasil perante a COP30 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).Todas as ações serão desenvolvidas com forte compromisso com a acessibilidade física e de conteúdo, nos termos da Instrução Normativa MinC nº 23/2025.
Objetivo GeralO projeto tem como finalidade assegurar a preservação emergencial da casa sede da antiga Fazenda Cacutá, bem tombado pelo Condephaat por meio da Resolução nº 56, de 09 de dezembro de 2004. Em janeiro de 2025, a cobertura da edificação entrou em colapso, expondo a estrutura a intempéries e comprometendo a estabilidade de seus componentes construtivos originais, notadamente as paredes em taipa de pilão e pau-a-pique. A cobertura era composta por estrutura de madeira — incluindo frechais, terças, caibros e cumeeiras — com beirais em madeira e telhas cerâmicas do tipo francesa. Com a queda, esses elementos se transformaram em escombros que hoje cobrem parte da edificação, dificultando a leitura dos sistemas construtivos remanescentes e agravando o risco de perda do bem.Diante desse cenário, o projeto propõe, em caráter emergencial, (1) a instalação de uma sobrecobertura metálica provisória, visando proteger a edificação contra novas ações do tempo e possibilitar condições seguras para a atuação técnica no local. Em paralelo, será realizada a (2) limpeza e organização dos escombros, com ênfase na triagem, identificação, registro fotográfico e acondicionamento adequado dos elementos construtivos e decorativos colapsados que apresentem potencial de reaproveitamento, como telhas cerâmicas francesas inteiras ou fraturadas, peças estruturais de madeira (frechais, terças, caibros e cumeeiras), segmentos de beirais, fragmentos de reboco, elementos de forro, calhas e partes integrantes das tramas de madeira do pau-a-pique, bem como blocos e fragmentos da taipa de pilão.Por fim, o projeto contempla a (3) elaboração dos projetos técnicos necessários à futura restauração da edificação, incluindo levantamento métrico, diagnóstico de estado de conservação, análise tecnológica dos materiais e documentação das patologias e perdas. Esses projetos servirão de base para a solicitação das autorizações junto aos órgãos de tutela e para o planejamento técnico e financeiro das intervenções de restauro. Com essa abordagem integrada, busca-se evitar a perda irreversível do patrimônio material, garantindo sua salvaguarda e preparando adequadamente o caminho para sua recuperação definitiva, em consonância com as diretrizes da Instrução Normativa MinC nº 23/2025 e as Cartas Patrimoniais de referência.Objetivo EspecíficoDe maneira minuciosa e conforme os princípios estabelecidos na Instrução Normativa MinC nº 23/2025 e nas diretrizes das Cartas Patrimoniais internacionais de preservação, o projeto propõe um conjunto articulado de ações cujo resultado será mensurável tanto por seus produtos técnicos quanto pelos impactos diretos na salvaguarda do bem cultural.A primeira ação prevista consiste na instalação de uma estrutura de sobrecobertura metálica provisória com dimensões compatíveis com a volumetria da casa sede da antiga Fazenda Cacutá (1.216,00 m²). Essa sobrecobertura, composta por estrutura metálica galvanizada, fechamento em telhas metálicas trapezoidais e sistema de ancoragem e contraventamento adequados e independente das estruturas existentes, será projetada de modo a garantir proteção integral do perímetro construído, impedindo a incidência direta de água pluvial sobre as paredes de taipa de pilão e pau-a-pique, além de permitir ventilação e controle da umidade relativa sob sua área de abrigo. Sua implantação será mensurável pela entrega de projeto executivo com cálculo estrutural e memória descritiva, registro fotográfico da execução e laudo de conformidade técnica, evidenciando que o bem encontra-se, ao final da ação, protegido contra intempéries.A segunda ação consiste na limpeza e organização dos escombros resultantes do colapso da cobertura, com metodologia de restauro e documental. A equipe técnica da proponente realizazrá a retirada manual e o armazenamento classificado dos materiais colapsados, com ênfase na identificação e separação dos elementos que compunham a cobertura original, tais como telhas cerâmicas inteiras ou fragmentadas, peças estruturais de madeira (frechais, terças, caibros, cumeeiras), beirais, calhas, segmentos de forro, barrotes, piso e reboco, além de fragmentos dos sistemas construtivos de terra, como a taipa de pilão e o pau-a-pique. Esse processo será mensurado por meio de peças gráficas do mapeamento de danos, registros fotográficos, fichas de catalogação com descrição técnica de cada peça recuperável e memorial descritivo.A terceira e mais abrangente ação do projeto compreende a elaboração dos projetos técnicos necessários ao restauro futuro do imóvel. Trata-se da produção de um conjunto integrado de documentos técnicos referenciados pelo Manual de Elaboração de Projetos de Restauro (Iphan), compostos por levantamento planialtimétrico com georreferenciamento, levantamento métrico arquitetônico detalhado (plantas, cortes, fachadas e esquemas construtivos), mapeamento de danos e patologias construtivas, ensaios tecnológicos e laboratoriais dos materiais constituintes (amostras de terra, madeira, argamassa e reboco), além de projetos de engenharia (estrutural, hidrossanitário, elétrica) e arquitetura de restauro, com memória descritiva, caderno de encargos e orçamento preliminar. Esses produtos permitirão tanto o encaminhamento do processo de aprovação junto aos órgãos de tutela quanto a captação de recursos para a execução das obras futuras, que não integram este projeto cultural. A comprovação desses resultados será feita por meio da entrega do conjunto completo de projetos em formato digital, acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), conforme a área de atuação dos profissionais envolvidos, além de relatório técnico justificativo do conjunto das soluções propostas.Com essas três ações interdependentes — a proteção estrutural com sobrecobertura, a organização e salvaguarda dos elementos colapsados e a elaboração de documentação técnica de restauro — o projeto entrega à sociedade produtos mensuráveis, verificáveis e alinhados com os preceitos da preservação preventiva e da gestão responsável do patrimônio cultural, permitindo não apenas a mitigação imediata dos riscos de perda, mas também o planejamento seguro e embasado da reabilitação da antiga casa sede da Fazenda Cacutá como referência histórico-cultural no território paulista.
A Sede da Antiga Fazenda Cacutá, localizada em Valinhos, interior do estado de São Paulo, constitui um bem de excepcional valor histórico, arquitetônico e simbólico para o patrimônio cultural paulista e nacional. O imóvel foi tombado pelo Condephaat por meio da Resolução nº 56, de 09 de dezembro de 2004, e encontra-se inscrito no Livro do Tombo Histórico sob o nº 349, página 93, datado de 22 de setembro de 2005, o que lhe confere proteção legal e reconhecimento formal de sua relevância cultural.A construção remonta, pelo menos, à década de 1850, período em que pertencia a Joaquim Egydio de Souza Aranha, figura central do ciclo cafeeiro paulista. O casarão possui características arquitetônicas coloniais raras, com 28 cômodos distribuídos em dois pavimentos, construídos com técnicas construtivas tradicionais como a taipa de pilão e o pau-a-pique, além do uso de tijolos cerâmicos maciços, pedras e madeira. Esses sistemas construtivos representam saberes ancestrais em vias de desaparecimento e testemunham modos de fazer e viver profundamente ligados à formação histórica, econômica e social da região.Além da importância material, o imóvel é símbolo de um momento histórico que moldou a identidade local e regional: o ciclo cafeeiro, a presença de mão de obra escravizada, a posterior chegada de imigrantes europeus e as transformações territoriais e urbanas associadas à expansão da cultura do café. A sede da fazenda representa, portanto, uma narrativa complexa da história brasileira — marcada por contrastes entre opressão, resistência e formação cultural.Na década de 1970, o entorno do casarão ganhou ainda mais relevância ao receber um projeto paisagístico assinado por Roberto Burle Marx, consolidando o encontro entre o patrimônio rural colonial e o modernismo artístico brasileiro. Essa justaposição de tempos e estilos amplia o valor simbólico do sítio, tornando-o um marco na paisagem cultural de Valinhos.Contudo, esse bem de elevado valor histórico encontra-se em estado crítico. Em janeiro de 2025, parte da cobertura colapsou, expondo o interior da construção às intempéries e provocando o desabamento de segmentos das paredes em taipa e pau-a-pique. O avanço das infiltrações e a impossibilidade de acesso seguro ao interior do casarão agravam ainda mais a situação, comprometendo a integridade estrutural do bem e gerando perdas materiais e documentais irreparáveis. Sem uma intervenção imediata, corre-se o risco de colapso total da edificação e do apagamento de um capítulo relevante da história paulista.Frente a esse cenário, torna-se urgente e inadiável a realização de uma ação estruturada que envolva a proteção emergencial (via sobrecobertura metálica), a limpeza e o tratamento técnico dos escombros, e a elaboração dos projetos técnicos de restauro. Além disso, a proposta inclui o desenvolvimento de ações educativas voltadas à valorização do bem junto à população, ampliando seu papel social e formativo.Diante da relevância e da urgência da proposta, justifica-se plenamente o uso da Lei de Incentivo à Cultura - Lei nº 8.313/1991 (Lei Rouanet) como instrumento de fomento à sua execução. A captação de recursos por meio dessa política pública federal é imprescindível para viabilizar financeiramente a ação, dada a complexidade técnica das intervenções e o alto custo de execução, que não podem ser suportados exclusivamente pelo proprietário.O projeto se enquadra nas finalidades do Art. 1º da Lei 8.313/91, especificamente nos seguintes incisos:Inciso I - preservação do patrimônio cultural material: ao proteger e restaurar um imóvel tombado com características construtivas vernaculares ameaçadas de colapso.Inciso IV - estímulo à produção e difusão de bens culturais formadores de memória e conhecimento: ao articular ações de restauro com ações educativas e de comunicação pública.Além disso, atende diretamente aos objetivos estabelecidos no Art. 3º da Lei, com destaque para:Inciso I - facilitar o livre acesso às fontes da cultura e o exercício dos direitos culturais: o imóvel restaurado poderá ser usufruído pela comunidade e pelas futuras gerações como bem coletivo e espaço de memória.Inciso II - promover e estimular a regionalização da produção cultural: o projeto valoriza o patrimônio do interior paulista, com uso de mão de obra e saberes técnicos locais na sua reabilitação. Inciso III - apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais e seus criadores: as técnicas construtivas tradicionais serão preservadas e valorizadas.Inciso V - salvaguardar a sobrevivência dos modos de criar e fazer da sociedade brasileira: as técnicas de pau-a-pique e taipa de pilão são preservadas como patrimônio imaterial associado à cultura construtiva nacional.Em síntese, trata-se de uma proposta de alto impacto cultural, social e educativo, que depende da articulação entre políticas públicas e sociedade civil para sua efetivação. O uso da Lei de Incentivo à Cultura, portanto, não é apenas justificável, mas necessário para garantir que esse patrimônio simbólico e material não desapareça, e que sua história continue sendo contada e apropriada pelas futuras gerações.
Sem acréscimo
1. Instalação de uma estrutura de sobrecobertura metálica provisóriaEsta etapa tem como principal objetivo garantir a segurança do prédio, evitando maior desgaste por meio de fatores naturais enquanto as outras atividades técnicas são realizadas. O trabalho emergencial consiste em:PRÉ-PRODUÇÃO - 03 MESES1.1. Levantamento técnico preliminar;1.2. Projeto estrutural da sobrecobertura;1.3. Cálculo de cargas e estabilidade;1.4. Licenciamento e autorização;PRODUÇÃO - 03 MESES1.5. Execução.2. Limpeza e organização dos escombrosO principal objetivo é garantir a segurança do prédio e dos trabalhadores que estarão presentes no local para garantir a salvaguarda deste patrimônio cultural e sua etapa de restauro futura. Assim, as etapas de trabalho estão divididas em:PRÉ-PRODUÇÃO - 03 MESES2.1. Preparação da área de intervenção2.2. Levantamento e documentação preliminar;PRODUÇÃO - 05 MESES2.3. Remoção controlada dos escombros;2.4. Triagem, classificação e inventário das peças arquitetônicas;2.5. Armazenagem e acondicionamento das peças arquitetônicas;2.6. Relatório técnico final.3. Elaboração dos projetos técnicosEsta etapa tem por objetivo angariar elementos técnicos que deem suporte às futuras obras de conservação e restauro do edifício consonantes aos requisitos necessários para análise e deliberação do Condephaat. Os trabalhos previstos nesta etapa consistirão de:PRÉ-PRODUÇÃO - 03 MESES3.1. Levantamento Cadastral;3.2. Pesquisa Histórica e Iconográfica3.3. Prospecções Pictóricas3.4. Prospecções Arquitetônicas3.5. Mapeamento de DanosPRODUÇÃO - 05 MESES3.6. Análise do Estado de Conservação3.7. Projeto de Conservação e Restauro4. Oficinas comunitárias intergeracionais de saberes construtivos tradicionaisContrapartida social desta proposta cultural a ser realizada na etapa de PRODUÇÃO - 05 MESES, com as duas datas de atividade a ser definida em cronograma específico
1. Sobrecobertura metálica para proteção do imóvel em processo de colapsoAcessibilidade Física: Embora esse produto tenha natureza técnica e provisória, destinado exclusivamente à proteção estrutural do imóvel em risco, serão garantidas condições adequadas de circulação segura para as equipes técnicas e eventuais visitantes autorizados. Para isso, o canteiro de obras será organizado com piso nivelado, rampas de acesso provisórias, faixas de segurança sinalizadas, nos termos da NBR 9050. A abertura controlada ao público para fins de monitoramento e ações educativas, será implantado um caminho acessível provisório, com guia tátil direcional e sinalização vertical contrastante.Acessibilidade de Conteúdo: Durante a execução, serão disponibilizados ao público materiais explicativos sobre a função da sobrecobertura e sua importância na preservação emergencial do bem. Esses conteúdos estarão disponíveis em vídeos pokets com legenda descritiva, audiodescrição e versão em leitura simplificada.2. Limpeza e organização dos escombros resultantes da queda da coberturaAcessibilidade Física: Durante a execução dessa etapa, o acesso ao interior da edificação permanecerá restrito por questões de segurança estrutural. Contudo, nas áreas externas em que houver circulação de público ou realização de ações educativas vinculadas ao manuseio e catalogação dos escombros o espaço será adaptado com rampas de acesso e corrimãos em desníveis superiores a 19cm, conforme os parâmetros técnicos estabelecidos nas normas ABNT e na IN nº 23/2025.3. Elaboração dos projetos técnicos que subsidiem obras futuras de restauro e autorização dos órgãos competentes para o restauroAcessibilidade Física: Por se tratar de um produto documental, este item não envolve diretamente circulação pública em espaço físico. Contudo, as etapas de levantamento métrico, mapeamento de danos e ensaios tecnológicos observarão os critérios de acessibilidade física NBR9050 e demais normas vigentes.Essas ações asseguram que o projeto cumpra sua função social ampliada, democratizando o acesso ao patrimônio e à informação por parte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, em consonância com os princípios da acessibilidade universal, inclusão social e direito à cultura.
1. Oficinas comunitárias intergeracionais de saberes construtivos tradicionaisObjetivo: resgatar, valorizar e transmitir os conhecimentos ligados às técnicas de taipa de pilão e pau-a-pique, estimulando a aproximação entre gerações, gêneros e perfis socioculturais.Descrição: Realização de 02 (duas) oficinas práticas, com participação de mestres de ofício locais ou regionais, acompanhados por técnicos especializados. A previsão é de ter 100 pessoas nas oficinas.As oficinas comunitárias intergeracionais têm como proposta principal oferecer uma vivência prática e educativa sobre as técnicas construtivas antigas, como o pau-a-pique e a taipa de pilão, que foram usadas na construção da Sede da Antiga Fazenda Cacutá. Essas técnicas fazem parte da história do Brasil e vêm se perdendo com o tempo. A ideia é resgatar esses saberes por meio de atividades acessíveis a pessoas de diferentes idades, gêneros e níveis de conhecimento, promovendo o encontro entre gerações e fortalecendo a valorização do patrimônio cultural.Para isso, serão criados espaços de aprendizagem ao ar livre, chamados de estruturas de teste ou módulos pedagógicos de experimentação. Esses módulos são pequenas construções montadas especialmente para a oficina, onde os participantes podem ver, tocar e experimentar as etapas básicas dessas técnicas com a orientação de profissionais especializados e mestres de ofício. As atividades são pensadas para que crianças, jovens, adultos e idosos possam participar juntos, de forma segura e estimulante.Por exemplo, em uma oficina de pau-a-pique, os participantes poderão ajudar a montar a trama de madeira (a “parede”) e aplicar o barro com as mãos, entendendo como essa técnica funciona na prática. Já em uma oficina de taipa de pilão, poderão ver como se prepara a terra, como se monta o molde de madeira e como é feito o apiloamento da terra para formar uma parede sólida.Além disso, os materiais utilizados nas oficinas — como terra crua, madeira de manejo sustentável e água — são compatíveis com os princípios da construção de baixo impacto ambiental, alinhando-se diretamente às metas de redução das emissões de carbono, resiliência climática e uso de recursos locais e renováveis. A valorização dessas técnicas construtivas tradicionais representa uma estratégia prática e educativa de mitigação da crise climática, ao promover tecnologias de baixo carbono, estimular a economia circular e fortalecer os saberes ancestrais como instrumentos de adaptação às mudanças do clima.Ao estimular o uso consciente de materiais naturais e não industrializados, as oficinas contribuem para os compromissos assumidos pelo Brasil na Agenda 2030, reforçando a urgência de práticas construtivas sustentáveis no campo do patrimônio cultural. Essa abordagem também favorece a formação de comunidades mais conscientes sobre os impactos ambientais da construção civil contemporânea, incentivando alternativas baseadas em técnicas vernáculas, regenerativas e adaptadas aos ecossistemas locais.
A presidente proponente, Fabiula Domingues, será responsável por toda a gestão do projeto cultural.Fabiula Domingues, Coordenação Geral e Responsabilidade Técnica – Brasil Restauro: CAU A61232-4, possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade São Marcos (2008) e MBA em Gestão Cultural pela Fundação Getúlio Vargas (2015). Extensão Universitária | Oficina 3x3 Paranapiacaba – procedimentos e técnicas para reconhecimento da paisagem histórica da produção, Unesp (2023), ESG e Impacto Social das Práticas Corporativas, PUC-SP (2023), Arquitetura e Urbanismo: A Construção do Centro de São Paulo (1877-1954).Integrou e gerenciou os projetos culturais e equipes técnicas das obras de restauro, como responsável técnica, dos seguintes projetos: Oficinas de Preservação e Valorização do Patrimônio Natural e Cultural da Vila de Paranapiacaba, Santo André | SP – Pronac 220759 (em andamento), Restauro da Estação Ferroviária de Taubaté, Taubaté | SP – Pronac 191227 (concluído em 2024); Restauro da Estação Ferroviária de Campo Grande, Paranapiacaba | SP – Pronac 182775 (concluído 2020); Projeto Executivo de restauro do antigo Hotel Palace, Santos | SP (em andamento); Projeto Executivo de restauro da antiga sede Associação de Socorros Mútuos, Cubatão | SP (concluído em 2022); Projetos Executivos do Pátio Ferroviário da Vila de Paranapiacaba, Paranapiacaba | SP – Pronac 191653 (concluído 2021);Giuliana Conte, Arquiteta - Brasil Restauro: CAU A302040-1, possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Anhembi Morumbi- UAM (2023) | especialização em curso pelo programa de Pós-Graduação Latu-Sensu em Conservação e Gestão do Patrimônio Cultural pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais-PUC-MG (atual) | Conclusão do Curso: Memória e Patrimônio: Conceitos e Reflexões pela Fundação Getúlio Vargas- FGV (2024) | Participação no Simpósio Cientifico Internacional do ICOMOS 2024 (Revisiting the Venice Charter: Critical Perspectives and Contemporary Challenges). Atua no ramo do Patrimônio Cultural desde 2021, com foco no desenvolvimento de projetos de restauro de edifícios históricos, gerenciamento de obras de restauro e em ações de educação patrimonial.Maria Clara Camargos Oliveira, Arquiteta - Brasil Restauro: CAU A31587-4, Mestrado em Restauração e Conservação da Arquitetura completo pela Sapienza Universitá di Roma (2024) | Graduação em Arquitetura e Urbanismo completa pela Universidade Federal de Minas Gerais (2022). Solange Amadeu, Administradora – Brasil Restauro: CRA 31.444, possui graduação em administração, com ênfase em finanças e marketing, e pós graduação em Administração Hoteleira, gestão de pessoas, pelo SENAC. Participou de vários projetos incentivados, como coordenadora administrativa, inclusive pela confecção das prestações de contas. Alguns projetos nos quais participou: Oficinas de Preservação e Valorização do Patrimônio Natural e Cultural da Vila de Paranapiacaba, Santo André | SP – Pronac 220759 (em andamento), Restauro da Estação Ferroviária de Taubaté, Taubaté | SP – Pronac 191227 (concluído em 2024); Restauro da Estação Ferroviária de Campo Grande, Paranapiacaba | SP – Pronac 182775 (concluído 2020); Projeto Executivo de restauro da antiga sede Associação de Socorros Mútuos, Cubatão | SP (concluído em 2022); Projetos Executivos do Pátio Ferroviário da Vila de Paranapiacaba, Paranapiacaba | SP – Pronac 191653 (concluído 2021); Brasil Diverso - Pronac 232455 (concluído em 2024); Um Piano na Amazônia - Pronac 223713.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.