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O projeto "Pé no Fandango" propõe a realização de oficinas semanais de dança e história do Fandango Caiçara de Itapoá para os jovens. A oficina terá 24 encontros, uma vez por semana. O objetivo é valorizar, preservar e transmitir os saberes do Fandango, expressão cultural reconhecida como patrimônio imaterial brasileiro, promovendo acesso à cultura, a identidade local eestimulando a formação de novos fandangueiros.
O projeto "Pé no fandango - Oficinas de Fandango Caiçara para Jovens", realizará oficinas semanais de dança e história do Fandango Caiçara de Itapoá para os jovens. A oficina terá 24 encontros, uma vez por semana.
Objetivo Geral: Promover a continuidade do Fandango Caiçara em Itapoá por meio da formação de jovens, fortalecendo o patrimônio cultural imaterial, o pertencimento comunitário e o diálogo entre diferentes gerações das famílias nativas que detém os saberes do fandango. Objetivos específicos:Realizar 24 encontros semanais durante aproximadamente seis meses com duração de 1h30, mesclando a dança com a oralidade da história do fandango de Itapoá. Oferecer 20 vagas para jovens, em especial moradores das comunidades do Pontal do Norte, Figueira do Pontal e Jaguaruna, comunidades nativas do fandango, havendo vagas remanescentes, será aberto para demais munícipes de Itapoá.Promover ao final uma roda de apresentação aberta à comunidade.Realizar uma exposição dos registros de vídeos e fotográfias durante a apresentação final para a comunidade.Valorizar o conhecimento dos fandangueiros mais antigos como agentes de transmissão oral. Estimular a formação de novos integrantes para o grupo de Fandango de Itapoá por meio da convivência de diferentes gerações e o conhecimento da história do fandango em Itapoá.
O presente projeto justifica-se pela urgente necessidade de promover ações de preservação, valorização e transmissão do Fandango Caiçara de Itapoá, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN e como patrimônio imaterial do município. Em Itapoá (SC), essa tradição, que integra o modo de vida e a identidade de famílias do Pontal do Norte, da Figueira do Pontal e Jaguaruna, vem sofrendo com o desinteresse das novas gerações pelo impacto das transformações urbanas.O Fandango Chamarrita do Pontal existe desde 1840, 1850, segundo relatos dos mais antigos. As tradições da dança e dos festejos chegaram com os açorianos portugueses, em razão da partilha das terras oriundas da concessão de sesmarias. São as famílias mais antigas do Pontal e da Figueira, sobrenomes como Rosário, Neres, Gomes, Veiga, Peres e Miranda são símbolos dos primeiros nativos.Segundo o Censo IBGE de 2022, Itapoá com seus 36 anos de emancipação foi o município que mais cresceu em Santa Catarina e o quinto no Brasil. Esse crescimento acelerado vem alterando o tecido sociocultural local, reduzindo o espaço das práticas tradicionais como o fandango, a pesca artesanal e os mutirões agrícolas, que anteriormente estruturavam as relações das comunidades, lazer e pertencimento comunitário.Diante desse cenário, o projeto se fundamenta no Art. 1º, incisos I e II, da Lei nº 8.313/91, ao apoiar ações culturais de caráter formativo e difusor de bens culturais de natureza imaterial. Também atende aos objetivos do Art. 3º da mesma lei, promovendo o acesso à cultura, o respeito às tradições populares e o fortalecimento das identidades regionais. Ainda, encontra respaldo nos artigos 215 e 216 da Constituição Federal, que garantem o direito à cultura e atribuem ao Estado, em parceria com a sociedade, a responsabilidade de proteger e promover os bens culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira.Do ponto de vista científico, estudos de Educação Patrimonial (FONSECA, 2005) evidenciam que a valorização de práticas culturais locais estimula o fortalecimento da identidade, da coesão social e da cidadania cultural, especialmente entre os jovens. A oficina será ministrada pelo grupo de fandango que resiste ao tempo, muitos em idade avançada estão impossibilitados de dançar fandango, assim, unir diferentes gerações entorno do aprendizado, reconhecendo a herança cultural das famílias nativas, pode ser a alavanca necessária para a revitalização e continuidade do grupo unindo várias faixas etárias.Diante do exposto, a viabilidade do projeto está diretamente ligada ao uso do mecanismo de incentivo previsto pela Lei Rouanet, visto que o financiamento público possibilitará a valorização do patrimônio imaterial local, o fortalecimento de vínculos comunitários e a formação cultural de jovens em situação de crescente afastamento de suas raízes.
Plano de Execução – Projeto “Pé no Fandango”Carga horária total: 36 horas (24 encontros de 1h30 cada)Público-alvo: Jovens do município de Itapoá interessados em aprender e vivenciar o Fandango Caiçara.Objetivo: Valorizar, preservar e transmitir os saberes do Fandango Caiçara, manifestação reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, promovendo acesso à cultura, fortalecimento da identidade local e incentivo à formação de novos fandangueiros.Conteúdo programático (macro):*Introdução ao Fandango Caiçara – História, origens, contexto cultural e importância para a identidade local. *Prática de dança –Para os homens: sapateado/percução com tamanco de madeira.Para as mulheres: Sequencia de passos e movimentos formando o bailado com saia.Formação da roda e dança entre os pares.*Integração e vivências coletivas – Exercícios de grupo, trocas culturais. *Apresentação de encerramento – Apresentação dos resultados da oficina com uma roda de Fandango aberta à comunidade. Metodologia: Oficinas presenciais com abordagem prática e teórica, promovendo o aprendizado ativo, o compartilhamento de saberes e a interação entre participantes de diferentes idades.
Espaço acessível e conhecido da população (sem barreiras arquitetônicas)Espaço com acesso e vaga de estacionamento para cadeirantes.Monitores assistentes para atender pessoas com necessidades especiais durante as oficinas, caso necessário. Tempo extra para assimilação e auxilio individualizado, caso necessário.Possibilitar a presença de pais e acompanhantespara crianças.Comunicação acessível com uso de linguagem simples.
A oficina será oferecida de forma totalmente gratuita, assim como a apresentação de encerramento, denominada Roda de Fandango.Será conduzida pelo grupo de fandango formado por caiçaras e realizada em um bairro periférico do centro urbano.A valorização da cultura também se reflete na escolha do local: as atividades acontecerão preferencialmente na ACOPOF, associação mais antiga do município e amplamente reconhecida pelas comunidades nativas do fandango.O objetivo é promover um espaço de compartilhamento de vivências e de aprendizado coletivo, reunindo diferentes faixas etárias e fortalecendo o elo entre gerações.
● Gabriel Godoi da Silva Função: Coordenador GeralFormação:É mestre em Turismo e Hospitalidade da Universidade de Caxias do Sul (PPGTURH), Pesquisador colaborador no núcleo de pesquisa: Educação, hospitalidade e turismo: estudos sobre eixos constitutivos do desenvolvimento turístico (EDUHTUR), sob coordenação da Professora Doutora Luciane Todeschini. É Graduado em Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo pela Universidade Federal do Pampa, onde foi bolsista de gestão em apoio a coordenação acadêmica do curso e colaborador voluntário no projeto de pesquisa: "Lazer na fronteira: compreensões a partir do couchsurfing". Atuou profissionalmente como Turismólogo na Prefeitura Municipal de Itapoá-SC, vinculado à Secretaria de Turismo e Cultura (2018-2022). Atuação:2018 a 2023 - Equipe de produção do Festival Gastronômico Sabores de Itapoá 2a, 3a, 4a e 5a edição;2020 - Equipe de produção do documentário “Minha itapoá tem história ep. 1;2021 - Equipe de produção do documentário “Minha itapoá tem história ep. 2;2022 - Equipe de produção do projeto “Mãos à Obra: Catálogo de Artesanato itapoaense”;2022 - Proponente e pesquisador “Inventário Gastronômico da Região Turística Caminho dos Príncipes”;2022 - Equipe de produção do projeto “Memórias do Fandango Chimarrita do Pontal”;2022 - Apoio a pesquisa para o livro “Fandango de Itapoá: Resgate histórico, cultural e artístico";2022 - Produção das oficinas “Desmistificando Projetos Culturais”, ministradas por Geane Silva em 04 municípios do norte catarinense;2022 - Ministrante do Curso “Serviço de Camareira” para o Programa de Capacitação em Turismo e Hospitalidade;2022 - Ministrante da palestra “Desafios da vida profissional em turismo e hospitalidade”. ● Geane Silva (Saggioratto) Função: Diretora de produçãoFormação:É Bacharel em Artes Cênicas (interpretação) pela PUC/PR em 1994 e Direção de Produção pelo SATED/PR (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão no Estado do Paraná) em 1994. Pós Graduação em Gestão, Produção e Promoção Cultural pela UTP (Universidade Tuiuti do Paraná) 2009. Foi Membro da Comissão Julgadora do festival de teatro Amador, Curitiba emCena. 2003. Foi Membro da Banca Examinadora para o Concurso Público para professores nãotitulares da FAP – Faculdades de Artes do Paraná, para a matéria Indumentária. Em 2010 foi Membro da banca de avaliadores do Trabalho de Conclusão de Curso intitulado Projeto de Divulgação da feira do Largo da Ordem nas Escolas Públicas Municipais de Curitiba. ESEEI 2010. Atuação:Desenvolve projetos para o público adulto e para crianças nas áreas de artes cênicas, música, audiovisual, artes plásticas, Patrimônio e literatura. Atua na elaboração, formatação e gestão de projetos, coordenação de produção,consultoria, palestras e oficinas, primando sempre em seus trabalhos pela interação entre o humano, a comunicação e a arte, com o objetivo de borrar os limites entre essas extensões, aproximando as áreas de cultura e responsabilidade social. Ampla experiência com teatro, atuou como atriz amadora desde os 16 anos de idade e profissionalmente de 1994 até 2008; Atua como Diretora de produção e gestora de projetos em várias áreas artísticas desde 1994 em vários estados e em Lisboa/ Portugal. Convidada para palestrar no projeto Conversa de Fotógrafo, para o curso de Tecnologia em Fotografia da Universidade Tuiuti do Paraná, em 2011 e se mantém ativa na arte de passar conhecimento nos fazeres da produção cultural até hoje. Realiza palestras, aulas e workshops. De 2008 a 2007 e 2008 trabalhou para a Editora Medusa, em 2015 ministrou aulas de teatro para a Secretária de Assistência Social (CRAS) de Itapoá. Ministra a oficina de interpretação teatral para atores iniciantes, em outubro/novembro/2016 Itapoá/SC. Proferiu palestras sobre “O Artista Empreendedor” e “ Os Fazeres da Produção Cultural” desde 2013 para diversas instituições em diferentes cidades do Paraná. Em 2017 ministrou duas oficinas, intituladas “ Como elaborar projetos culturais”, para a Contacto Associação Cultural. Ministrou a oficina O Artista Empreendedor em vários municípios do estado de Santa Catarina pelo Prêmio Elisabete Anderle 2018. Em 2021 atuou nos projetos “A arte de transformar ideias em projetos” e “Memórias do Fandango Chimarrita do Pontal” pelo prêmio Elisabete Anderle. Premiações1995, indicada ao Troféu Gralha Azul – Melhores do Paraná/Centro Cultural Teatro Guaíra,pela produção do espetáculo teatral Oito Baixas e Não temos Cavalo.1996 foi indicada ao Troféu Gralha Azul pelo espetáculo de teatro Mulheres de Lorca, dirigido por Sandra Pires, recebendo neste, o Prêmio de Melhor Produtora do Paraná.1998 produziu o espetáculo O Mágico de Oz, vencedor do Prêmio Gralha Azul em várias categorias.1999 o espetáculo Dorotéia, vencedor do Prêmio Gralha Azul em várias categorias.2001 o espetáculo Epifânia ou o livro dos prazeres, vencedor do Prêmio Gralha Azul em várias categorias.2018 é selecionada para o Prêmio Elisabete Anderle para a oficina de produção cultural O Artista Empreendedor.2021 é selecionada para o Prêmio Elisabete Anderle com os projetos “Desmistificando projetos culturais” e “Memórias do Fandango Chimarrita do Pontal”. Grupo de Fandango Caiçara de ItapoáFunção: OficineirosHistórico do grupo: O Fandango Caiçara de Itapoá, segundo relatos das famílias mais antigas, existe desde 1840, 1850, pois Itapoá foi emancipada em 1989 mas existe registro de sua colonização desde 1884, data do antigo e primeiro cemitério. O fandango chegou com os portugueses em razão da partilha das terras oriundas da concessão de sesmarias. Aqui se instalaram as famílias mais antigas do Pontal e da Figueira, (geograficamente Berço do fandango), sobrenomes como Rosário, Neres, Gomes, Veiga e Miranda são símbolos dos primeiros nativos e muitos de seus descendentes até hoje compõe o grupo de fandango.Após as mortes do Mestre seu Zózimo, grande entusiasta do fandango e do violeiro Seu Bertoldinho; os fandangueiros se reuniram e sob o olhar apaixonado do “seu Chico”, que começou a dançar em 1980 aos 33 anos, assumiu a missão de manter viva a cultura da dança caiçara. Seu Chico explica que o fandango de Itapoá possui forma própria de dançar, pois é dançado com batidas fortes dos tamancos. As marcas mais conhecidas e dançadas são a Tonta, o Passeado e a Retorcida. Os nativos se reuniam em mutirões para a pesca, plantio e colheita e após era realizado baile onde se dançava fandango ate o amanhecer em agradecimento, sendo a única forma de lazer e entretenimento da comunidade os encontros das festas fandangueiras.A partir de 1980, o grupo começa a se apresentar como convidados nos municípios vizinhos, como na Festa da Banana em Garuva, na Festilha em São Francisco do Sul, e em Joinville no Morro do Amaral, Biguaçu, Criciúma e Florianópolis, Atualmente o grupo é composto pelo Mestre seu Chico, ( Francisco Peres do Rosário), Elaine Nunes Neves Burbello, Janete Nunes de Jesus, Elisabete Nunes Neves, Bruno, Nildo Neres do Rosário e Milton Neres do Rosário. Alguns são filhos ou netos de fandangueiros, outros, começaram a dançar já mais velhos, mas todos são nativos do bairro Pontal. A ACOPOF- Associação Comunitária do Pontal e Figueira do Pontal, a mais antiga associação de Itapoá, abriga o fandango em sua totalidade, desde os ensaios, vestimentas, fotografias, sendo um local de encontro dos fandangueiros. Após a pandemia COVID19 o grupo retomou os encontros e se apresentaram na 10ª Festa da Tainha e evento Mais que Morador. Em 2022 e 2023 se apresentaram como convidados na 13ª e 14ª Festa Nacional do Fandango Caiçara na na Ilha dos Valadares em Paranaguá – Pr. O grupo também foi convidado oficialmente pelo IPHAN-PR para participar da reunião do Coletivo Deliberativo do Fandango Caiçara que ocorreu nos dias 11 e 12 de novembro de 2023 na sede da Superintendência do IPHAN-PR em Curitiba.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.