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A Midiateca Indígena dedica-se à formação, organização e preservação de um acervo audiovisual sobre os povos indígenas do Brasil, reunindo principalmente conteúdos audiovisuais, mas também textos e documentos. Como produtos secundários, o projeto prevê a criação de uma plataforma digital para acesso público ao acervo, uma mostra presencial e virtual, mesas de debate gravadas e um programa de videocast. O audiovisual é o ponto de partida e o eixo estruturante do projeto, preservado e ativado como instrumento de pensamento e valorização das epistemologias indígenas.
A Midiateca Indígena é um programa de memória, difusão cultural, educação e formação crítica dedicada à presença indígena no audiovisual brasileiro. Articulando acervos históricos e contemporâneos, a Midiateca se estrutura em três grandes eixos: Formação de acervo e difusão, Programa de Exibições Presenciais e Itinerâncias, e Projeto Pedagógico Transversal, integrados por uma curadoria indígena e indigenista de excelência.1. Formação de acervo e difusãoPlataforma Digital Interativa (Biblioteca Audiovisual e Editorial)Descrição Técnica:- Tecnologia base: site responsivo, com front-end em React e back-end em Node.js/PHP, hospedado em servidor seguro (https/ssl), com integração a banco de dados PostgreSQL.- Navegação: trilíngue (português, inglês, línguas indígenas selecionadas), com menus por critérios cronológicos, temáticos, geográficos e tipológicos (ficção/não ficção).- Paginação: estrutura de entrada por 4 eixos principais: “Histórias do Cinema Indígena”, “Ficções e Imaginários”, “Documentar o Outro”, “Perspectivas Indígenas e Autorais”, com subdivisões em cerca de 20 a 30 sub páginas e perfis dedicados a filmes, autores, povos e territórios.- Material incluído: - Fichas técnicas e sinopses (texto em HTML indexável) - Still e fotos de bastidores (JPEG/PNG, resolução 300 dpi) - Vídeos (streaming via player embutido com controle de acesso e rastreamento) - Ensaios críticos, textos curatoriais e entrevistas (PDF indexado para download) - Podcasts e trilhas sonoras (MP3/OGG, acessível via player)- Acessibilidade: conforme padrão WCAG 2.1, com audiodescrição, contraste ajustável, e navegação por teclado.- Classificação indicativa: conforme critérios da ANCINE, exibida por filme.- Sistema de controle de acesso: gratuito, com login opcional e rastreamento analítico de interações para fins de métricas públicas e relatórios de impacto.2. Mostra InauguralEvento: “O Cinema Brasileiro e o Indígena”Local: Cinemateca Brasileira (São Paulo/SP)Duração: 1 dia2 sessões por dia – 17h (Sessão Reflexão) e 20h (Sessão Diálogo com o Cinema)https://drive.google.com/file/d/1hk6TEyLrNMBi5jfjwnoy0FENRvxrS2Im/view?usp=sharing- Eventual Material complementar: catálogo impresso (papel couchê fosco 150g, formato A5), com textos críticos, sinopses e entrevistas. No minimo, uma oagina na Midiateca Indigena.- Mesas de debate: 2 convidados gravadas e posteriormente disponibilizadas na plataforma digital, com acessibilidade garantida (transcrição, legendas de audiodescrição. Em LIBRAS no presencial)- Classificação indicativa: livre- Curadoria: Regina Jehá,3. Podcast e Trilha Sonora da MidiatecaUm video/podcast de 50 minutos intitulado “Pindaré - a espinha de peixe atravessada na garganta dos brancos”Formato:- Gravação em estúdio com convidados indígenas e especialistas- Trilha sonora original composta por artistas indígenas contemporâneos- Distribuição via Spotify, Deezer e integrados à plataforma Midiateca- Roteiro e direção sonora com ênfase em paisagens sonoras dos territórios indígenasMaterial técnico:- Formato MP3 (320 kbps), acessível via stream e download- Arquivos com transcrição e tradução (PDF acessível)- Classificação indicativa: Livre5. Projeto Pedagógico TransversalObjetivo: Incorporar a Midiateca como ferramenta de formação crítica em escolas, universidades, cineclubes, coletivos e territórios indígenas.6. Acervo Vivo – Arquivamento, PreservaçãoDescrição:- Parcerias com a Cinemateca Brasileira, associações indígenas e acervos pessoais- Metadados compatíveis com padrões internacionais (Dublin Core, ISAD-G) Armazenamento técnico:- Arquivos preservados em LTO (Linear Tape-Open) e HDs redundantes- Backups em nuvem segura com geolocalização no Brasil- Indexação por autor, povo, data e temaConsiderações finais:Todos os 3 produtos: MIdiateca-Mostra Inaugural-Podcast estão articulados por um eixo curatorial e pedagógico contínuo, que compreende a imagem como tecnologia de memória, resistência e futuro. A Midiateca Indígena propõe não apenas preservar e difundir, mas também reconhecer a centralidade da autoria indígena na formação do imaginário audiovisual brasileiro.
A Midiateca Indígena Brasileira é um projeto de preservação e difusão do patrimônio audiovisual e imaterial relacionado às populações indígenas do Brasil. Sua missão central é reunir, contextualizar e tornar acessível, por diversos meios e suportes, um acervo heterogêneo de imagens e sons que foram produzidos ao longo do tempo sobre e pelos povos originários, reconhecendo nesses materiais uma força expressiva, política e poética que atravessa os regimes de representação e convoca à escuta e ao olhar atento. A finalidade da Midiateca é construir um instrumento público, gratuito e acessível de preservação, organização e difusão de conteúdos audiovisuais relacionados às culturas indígenas no Brasil, valorizando a produção colaborativa e os direitos dos realizadores indígenas e aliados, promovendo o acesso crítico e respeitoso a esses acervos, e estimulando o pensamento contemporâneo sobre imagem, território e ancestralidade. 1. Levantamento, organização e disponibilização de acervo audiovisual indígena e indigenista (meta: 300 filmes em 2 anos) Identificar, catalogar, contextualizar e, quando possível, digitalizar ao menos 300 obras audiovisuais (curtas, médias e longas-metragens de ficção, documentário, ensaio e experimental), produzidas sobre e pelos povos indígenas do Brasil. O mapeamento abrangerá obras históricas e contemporâneas, com ênfase em filmes realizados por cineastas indígenas nas últimas décadas. Cada obra será acompanhada de ficha técnica, sinopse crítica, e links para outros materiais correlatos do acervo. Ao fim dos dois anos, o público terá acesso a esse conteúdo por meio de uma plataforma digital gratuita.2. Criação e lançamento de uma plataforma digital multilíngue e acessível (1 site ativo + versão offline por pendrive/DVD)Desenvolver e publicar uma plataforma digital trilíngue (português, inglês e nheengatu ou outra língua indígena escolhida em consulta com lideranças), com design responsivo e recursos de acessibilidade, como audiodescrição, legendas adaptadas e leitura por voz. Essa plataforma reunirá o acervo audiovisual e textual organizado por eixos temáticos, cronológicos e curatoriais, permitindo diferentes percursos de navegação, pesquisa e fruição. 3. Produção e publicação de conteúdos críticos e educativos ( aprox. 12 vídeo-ensaios, 12 textos críticos, 12 entrevistas e 1 podcast) Criar e difundir, ao longo de dois anos, uma série de conteúdos originais voltados à mediação crítica e educativa dos acervos da Midiateca:- 12 videoensaios autorais com análises e cruzamentos entre filmes, temas e contextos;- 12 textos críticos produzidos por intelectuais indígenas e aliados;- 1 episódio de podcast abordando os bastidores da curadoria, políticas da imagem e escuta indígena, linguagens e pedagogias.Todos os materiais serão disponibilizados gratuitamente para uso em ambientes escolares, universitários e comunitários.4. Realização de mostra, encontros e oficinas presenciais e online (mínimo: 1 mostra, 2 mesas de debate) Organizar, em articulação com parceiros culturais, ao menos 1 mostras inaugural em cinematecas, museus, universidades ou centros culturais, em formatos presenciais e/ou virtuais. Cada mostra incluirá homenagens e mesas de debate com cineastas e especialistas indígenas. As atividades terão registro audiovisual para posterior disponibilização no acervo digital.5. Promoção da produção indígena contemporânea (mínimo: 75 filmes de autoria indígena destacados na plataforma) Constituir uma área dedicada exclusivamente ao cinema indígena contemporâneo, com pelo menos 75 obras de autoria indígena, acompanhadas de entrevistas, textos de processo e conteúdos de formação. Essa área incluirá curadorias rotativas e participativas com coletivos e cineastas indígenas, além de trajetórias de formação para novos realizadores.6. Estímulo à preservação e restauro Em colaboração com instituições como a Cinemateca Brasileira, identificar e promover a necessidade de restauro de 10 obras audiovisuais de relevância histórica e em risco de desaparecimento, assegurando sua mobilização em direção à digitalização e difusão pública. Também iremos levantar os catálogos, programas de mostra, roteiros e outros documentos associados a esses filmes.7. Estabelecimento de parcerias institucionais (mínimo: 10 instituições parceiras) Firmar ao menos 10 parcerias formais com universidades, museus, redes indígenas, arquivos e centros culturais, tanto no Brasil quanto no exterior. Essas alianças permitirão o intercâmbio de acervos, conhecimento, pesquisa e difusão, criando uma rede colaborativa contínua em torno do cinema e da memória indígena. Entre os parceiros estratégicos, destacam-se: Cinemateca Brasileira, Museu da Língua Portuguesa, centros de documentação da FAPESP e redes internacionais de audiovisual indígena.8. Criação de um centro digital de documentação sobre o cinema indígena (base de dados com 300 fichas + documentos correlatos) Consolidar uma base de dados aberta e sistematizada com informações técnicas, artísticas e contextuais das obras do acervo, incluindo 300 fichas filmográficas, roteiros originais, críticas de época, catálogos e fotografias. Essa documentação será disponibilizada online como fonte de consulta para pesquisadores, educadores, estudantes e interessados no tema.9. Produção de materiais e suportes complementares (mínimo: 3 publicações impressas e 200 mídias físicas distribuídas)Elaborar e distribuir ao menos 1 publicação impressa por ocasião da Mostra Inaugural (catálogos, cadernos pedagógicos, ensaios curatoriais) e eventualmente 200 mídias físicas (pendrives e DVDs) com conteúdos da Midiateca para distribuição gratuita em territórios com baixa conectividade, comunidades indígenas e instituições parceiras. Essas edições serão também pensadas como objetos artísticos e de memória.10. Implementação de sistema de métricas, monitoramento e avaliação (relatórios semestrais + painel de dados) Instalar um sistema de monitoramento de acessos e impacto da plataforma e das ações da Midiateca, gerando relatórios semestrais com dados quantitativos (acessos, downloads, públicos participantes) e qualitativos (feedbacks, entrevistas, impactos locais). Essas informações alimentarão um painel público de transparência e subsidiarão relatórios de prestação de contas.11. Promoção da escuta e do direito à narrativa Garantir, em todos os eixos do projeto, a participação direta e representativa de povos indígenas nos processos de curadoria, produção de conteúdo, mediação pedagógica e ativação pública do acervo, promovendo o direito à narrativa e à autodeterminação imagética como pilares éticos e políticos da Midiateca.
O Brasil abriga uma impressionante diversidade étnica e cultural, com mais de 300 povos indígenas e centenas de línguas originárias ainda faladas. Apesar disso, a presença indígena continua sendo invisibilizada ou estereotipada nos meios de comunicação e nas representações culturais dominantes. A história do país foi marcada por apagamentos sistemáticos dessas vozes, dificultando a circulação de saberes, cosmovisões e memórias indígenas no espaço público.O campo audiovisual, embora potente, reflete essas contradições: existem acervos relevantes de filmes que abordam as populações indígenas — incluindo registros etnográficos, produções de ficção, documentários, cinejornais, videoarte e, mais recentemente, obras dirigidas pelos próprios indígenas — mas esse material permanece disperso por inúmeras instituições culturais, com baixa ou nenhuma possibilidade de visibilidade e acesso mais que restrito. A ausência de um repositório organizado compromete não apenas a preservação desse patrimônio, mas também o direito ao conhecimento e ao reconhecimento da diversidade cultural brasileira.A Midiateca Indígena surge como resposta a essa lacuna. Trata-se de um centro digital de memória, crítica e curadoria, voltado à organização, preservação e difusão do patrimônio audiovisual relacionado aos povos originários do Brasil. Seu objetivo é reunir, catalogar e disponibilizar conteúdos fundamentais à construção de uma narrativa mais justa e plural sobre a história indígena e suas representações — ativando esse acervo como ferramenta de escuta crítica, educação intercultural, valorização das epistemologias indígenas e promoção de justiça simbólica.A iniciativa dialoga diretamente com os princípios da Lei Rouanet ao promover a salvaguarda do patrimônio imaterial, o estímulo à produção cultural descentralizada, a democratização do acesso ao conhecimento e a inclusão de vozes historicamente marginalizadas. Além da Midiateca, o projeto inclui mostras audiovisuais, mesas de debate, uma série de podcast/videocast e ações de articulação com instituições de ensino e centros culturais, contribuindo para a formação de público, a educação patrimonial e a ampliação do repertório cultural da sociedade brasileira. A Midiateca Indígena representa, assim, uma ferramenta de transformação e reparação histórica, oferecendo acesso qualificado a um patrimônio invisibilizado e abrindo espaço para o protagonismo indígena na construção das narrativas sobre o Brasil.Assim, é de extrema importância que a viabilização das atividades do projeto proposto seja beneficiária do incentivo fiscal ora pleiteado. Indicamos abaixo os incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91 nos quais o projeto se enquadra:Art. 1º _ O projeto contribui para:I _ Facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VI _ Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII _ Desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações.No mesmo sentido, o projeto atende aos objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91, conforme indicado a seguir:Art. 3º _ O projeto contribui para:III _ A preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:a) Construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos;d) Proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;IV _ Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:b) Levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos.
Informações Complementares Relevantes à Avaliação da PropostaA proposta da Midiateca Indígena se ancora em um percurso cultural consolidado e coerente de sua idealizadora, Regina Jehá, cujo engajamento com as questões indígenas no campo do cinema, da memória e da curadoria se inicia décadas atrás. Sem falar de seus filmes dedicados à reflexão sobre os povos originários como CATEHE e CURUMINS & CUNHANTÃS, outro marco desse percurso de Regina Jehá é a Mostra “O Índio Brasileiro e o Cinema”, apresentada em 1996 no Centro Cultural São Paulo (CCSP), com sua curadoria e sob a chancela da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.Essa Mostra, referência até hoje nos estudos sobre representações indígenas no audiovisual brasileiro, reuniu um conjunto de filmes de ficção e documentários realizados ao longo do século XX, que abordavam os povos indígenas como tema, presença ou ausência no imaginário nacional. Mais do que uma retrospectiva, a mostra propunha um gesto crítico e pioneiro: confrontar o olhar histórico do cinema com a necessidade de escuta e visibilidade das vozes originárias. À época, essa curadoria chamou atenção pela ousadia do recorte, sendo considerada uma intervenção cultural necessária e provocadora. Sem falar do apoio total do grande indigenista Orlando Villas-Boas, que dela participou como porta-voz. O cartaz-programa original da mostra de 1996 assim como a ampla repercussão na mídia especializada está disponível para consulta pública no seguinte link: 🔗 Programa da Mostra “O Índio Brasileiro e o Cinema” – CCSP, 1996Esse documento atesta a relevância do evento assim como evidencia a coerência curatorial que atravessa os quase 30 anos de atuação da proponente. Além da itinerância, a Mostra “O Índio e o Cinema Brasileiro” teve ampla repercussão nos cadernos culturais da grande imprensa à época — entre eles Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Revista Bravo, reconhecida como divisor de águas na abordagem da temática indígena no Cinema Brasileiro. Essas reportagens estão digitalizadas e podem ser encontradas no link no link acima do Programa da Mostra “O Índio Brasileiro e o Cinema” e fazem parte do material de referência histórico reunido por nós para a proposta atual.Além dessa base histórica, a Midiateca Indígena conta, desde o início, com o respaldo de importantes instituições culturais, acadêmicas e indígenas, que reconhecem o valor e a urgência do projeto. Foram recebidas cartas de apoio formal de instituições como:Sociedade de Amigos da Cinemateca SAC - Conselho de Administração da Cinemateca Brasileira onde iluminam a rara e necessária iniciativa da Midiateca Indígena.Cinemateca Brasileira – reconhecendo a relevância do projeto e se colocando à disposição para parcerias em mostras, disponibilização de acervos e ações formativas.GLIP – Grupo de Estudos da Paz e Resolução de Conflitos (USP) – manifestando total apoio e afinidade entre os propósitos da Midiateca e a missão da GLIP de promover a paz entre os povos.Museu das Culturas Indígenas Secretaria da Cultura Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo– destacando a importância da Midiateca como plataforma de preservação e difusão da memória indígena e reafirmando seu total apoio ao projeto em futuras parcerias.Todas essas cartas podem ser acessadas no link: 🔗 Cartas de Apoio Institucional à Midiateca IndígenaEsses documentos expressam não apenas apoio formal, mas também compromisso ativo com a viabilização e difusão do projeto, reforçando seu potencial colaborativo, seu alcance social e seu valor como política pública de cultura, memória e reparação histórica.Tais elementos — o histórico curatorial, a repercussão crítica e o apoio institucional — revelam a densidade conceitual, o enraizamento ético e o potencial de impacto da Midiateca Indígena, como iniciativa cujo objetivo é contribuir para a valorização da diversidade cultural e para a ampliação do acesso ao conhecimento.Por fim, o link dos projetos:Midiateca Indígena:https://docs.google.com/document/d/19UVBplaX5asN-NNuu6o5XJjQeVUYBgK2PXU11U31158/edit?usp=sharingMostra Inaugural “O Cinema Brasileiro e o Indígena”:https://drive.google.com/file/d/1hk6TEyLrNMBi5jfjwnoy0FENRvxrS2Im/viewPindaré Podcast Inaugural: https://docs.google.com/document/d/19ttkQ0m6mRXcpUM-dMJD15fmSboiv2xLNRVCAQgTxM4/edit?usp=sharing
O projeto Midiateca Indígena contempla ações de acessibilidade física e de conteúdo, tanto nas suas atividades presenciais (mostras, mesas de debate, eventos públicos) quanto na plataforma digital onde será hospedado, em consonância com a legislação vigente e as diretrizes do Ministério da Cultura.Acessibilidade FísicaAs ações presenciais previstas (como mostras públicas e mesas de debate com especialistas e lideranças indígenas) serão realizadas em espaços culturais que possuam se possível infraestrutura de acessibilidade universal, garantindo o acesso físico adequado ao público com deficiência ou mobilidade reduzida. As medidas incluem:-Rampas de acesso e corrimãos em áreas de circulação;-Banheiros adaptados;-Sinalização tátil e visual nos principais acessos;-Vagas reservadas em auditórios e áreas comuns para cadeirantes;-Ausência de barreiras arquitetônicas nos ambientes de entrada, circulação e saída;-Orientação e acolhimento por equipe sensibilizada para acessibilidade atitudinal.-A seleção dos espaços para as atividades será feita com base nesses critérios, priorizando instituições que já estejam adequadas ou que possam se adaptar dentro do prazo previsto no projeto.Acessibilidade de ConteúdoO projeto também prevê a adoção de medidas que garantam a compreensão dos conteúdos por diferentes públicos, respeitando as especificidades sensoriais, cognitivas e linguísticas. Entre as medidas previstas, destacam-se:-Tradução simultânea em Libras (Língua Brasileira de Sinais) nas mesas e lives com convidados;-Legendas descritivas com identificação de falas, ruídos e sons ambientes nos vídeos produzidos e exibidos;-Versão em ingles e nheengatu lingua-geral em todos os materiais produzidos pela Midiateca. -Inclusão de recursos de contraste adequado, navegação simplificada e descrições textuais acessíveis na interface digital da Midiateca, alinhada às diretrizes de acessibilidade do W3C (Web Content Accessibility Guidelines – WCAG 2.1);Disponibilização de resumos em linguagem simples e vídeos introdutórios com legendas e narração acessível sobre como navegar na plataforma e utilizar seus -recursos.-Todas as produções vinculadas ao projeto (como mostra, cieo/podcast, vídeos das mesas de debate, registros das mostras) contarão com equipe técnica capacitada em acessibilidade comunicacional e serão adaptadas para garantir sua fruição ampla por pessoas com deficiência auditiva, visual ou neuro divergente.Além disso, o projeto compromete-se, sempre que possível, a promover ações de formação de equipe para sensibilização e qualificação em práticas inclusivas, garantindo que a acessibilidade não seja apenas técnica, mas também relacional e acolhedora.Essas medidas refletem o compromisso da Midiateca Indígena com a democratização do acesso à cultura e à memória, assegurando que pessoas com deficiência participem ativamente do processo de fruição, debate e apropriação dos conteúdos. Ao integrar acessibilidade desde a concepção, o projeto reforça seu papel como instrumento de valorização da diversidade, da cidadania e da inclusão cultural.
A Midiateca Indígena será disponibilizada gratuitamente por meio da plataforma digital, assegurando amplo acesso ao acervo de obras audiovisuais, textos críticos, entrevistas, podcasts, mesas de debate e curadorias temáticas sobre os povos indígenas do Brasil. A proposta está estruturada para cumprir, e em muitos aspectos superar, os percentuais mínimos exigidos pela legislação vigente quanto à distribuição gratuita, à comercialização a preço acessível e à ampliação de acesso.Distribuição GratuitaEm atendimento à Instrução Normativa vigente (IN MinC nº 23/2025), a Midiateca Indígena adotará as seguintes cotas de distribuição gratuita:Os conteúdos digitais do projeto (filmes disponibilizados via curadoria, episódios de podcast, vídeos de mesas de debate e publicações digitais) serão destinados à distribuição gratuita na página da Midiateca.Ampliação de AcessoAlém das cotas formais de distribuição, o projeto adotará uma série de estratégias de ampliação de acesso e de formação de público, com o objetivo de garantir que a Midiateca Indígena dialogue com públicos diversos, inclusive aqueles historicamente excluídos dos meios de produção e fruição cultural. Entre as ações previstas, destacam-se:Mostra audiovisual com entrada gratuita, realizada com sessões de filmes seguidas de mesas de debate com realizadores indígenas, pesquisadores, especialistas e convidados. O evento ocorrerá em espaço cultural com acessibilidade;Transmissão online gratuita das mesas e debates por meio da plataforma e redes sociais associadas. Esses conteúdos permanecerão disponíveis para acesso posterior, de forma gratuita e organizada por tema, contribuindo com a formação continuada e o uso pedagógico;Produção e distribuição de uma série de video/podcasts com convidados indígenas e especialistas, disponibilizados gratuitamente em plataformas abertas (Spotify, YouTube);Ações de articulação com instituições de ensino (públicas e comunitárias) para uso da Midiateca como ferramenta pedagógica;Convênios com redes de bibliotecas públicas e pontos de cultura para disponibilização guiada do acervo da Midiateca em salas de acesso digital, reforçando o uso da plataforma por comunidades sem acesso pleno à internet.Essas ações serão acompanhadas por uma campanha de divulgação multicanal, com foco na ampliação de alcance e visibilidade entre públicos diversos, em regiões com baixo acesso a bens culturais. A linguagem adotada nas redes sociais será clara, diversa e com estratégias de engajamento voltadas à juventude, povos tradicionais, educadores e pesquisadores.Com esse conjunto de medidas, o projeto busca garantir que a Midiateca Indígena seja não apenas acessível, mas também efetivamente apropriada por diferentes públicos, contribuindo para a circulação democrática do conhecimento, o fortalecimento das culturas indígenas e o direito à memória audiovisual no Brasil.
ProponenteA Lauper Films, por meio de seus dirigentes, é a responsável pela criação e pela execução de todas as atividades do projeto Midiateca Indígena.Para tanto, conta com uma equipe altamente qualificada, com sólida experiência na realização de projetos culturais, artísticos, audiovisuais e educativos. A seguir, detalhamos as atividades dos dirigentes e colaboradores, bem como os currículos resumidos dos principais profissionais envolvidos:Produção ExecutivaLauper FilmsA empresa atua como proponente e detentora dos direitos da Midiateca Indígena, sendo responsável pela Coordenação Executiva e Articulação institucional do projeto. Com ampla experiência na produção e curadoria audiovisual, a produtora tem trajetória consolidada em iniciativas de caráter cultural, educativo e patrimonial, com ênfase na valorização da memória cinematográfica brasileira. Na Midiateca, a Lauper responde pelo planejamento estratégico, supervisão das etapas técnicas e administrativas, e pela interlocução com parceiros, acervos e lideranças indígenas, assegurando que os princípios de respeito, escuta e protagonismo dos povos originários estejam no centro de todas as ações desenvolvidas.https://drive.google.com/file/d/1EDD9MEwlDKo8xKT5cL2i0d9dE08-YnAM/view?usp=drive_linkCuradoriaRegina Jehá – Cineasta, Criadora e Curadora do Projeto da Midiateca Indígena realizou importantes registros etnográficos, os quais sempre provocaram reflexões a respeito da representação indígena. Formada em Ciências Sociais e Cinema pela Universidade de São Paulo, foi coordenadora de projetos audiovisuais dedicados à memória e representação do povobrasileiro no cinema. O destaque vai para a sua curadoria da Mostra O Índio Brasileiro e o Cinema, no Centro Cultural São Paulo em 1996, quando surgiu a primeira ideia da Midiateca. Ao longo dos anos que se seguiram, Lauper Films se especializou em mostras diversas como a série de 3 edições sobre o Cangaço e a mostra sobre o caipira paulista no imaginário do próprio povo brasileiro, realizadas nos principais centros culturais do país. Na Midiateca, Regina é a responsável pela concepção e criação da Midiateca assim como pela curadoria crítica dos filmes, estruturação das temáticas e seleção das obras.Quatro serão as Coordenadorias:Coordenação de Pesquisa e ConteúdoMariana LacerdaMariana Lacerda é formada em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com mestrado em História da Ciência pela PUC/SP. Colaboradora do Itaú Cultural até 2024, coordenou a edição de catálogos de exposições dedicadas aos artistas Claudia Andujar, Arthur Bispo do Rosario, Waldemar Cordeiro, Flavio de Carvalho, Chico Science, Sandra Cinto, entre outros. Na Midiateca Indígena, será responsável pela coordenação da produção dos produtos e atividades, atuando em articulação direta entre os núcleos de curadoria, tecnologia e acessibilidade.Coordenação de Comunicação e JornalismoDomingas PersonDomingas Person é jornalista, atriz e apresentadora de televisão, além de atuar como produtora de filmes e da Mostra O Índio Brasileiro e o Cinema, no Centro Cultural São Paulo. Na Midiateca Indígena, será responsável pela coordenação da dos conteúdos a serem produzidos e sua articulação direta com os núcleos de curadoria, tecnologia, acessibilidade e divulgação da Midiateca.Coordenação da Produção ExecutivaCamila CoelhoProdutora Executiva e Gestora FinanceiraCom ampla experiência em ambos os lados do balcão, tendo trabalhado para empresas privadas e públicas, Camila será a responsável pela execução do projeto sempre em estreita articulação entre a curadoria e coordenadorias da produção de conteúdo, a gráfica, a tecnológica, e comunicação. Além de ser responsável como controller do projeto como um todo. Coordenadoria Design Gráfico e VisualPaula CarvalhoGraduada em Design Gráfico pela FAAP, Paula Carvalho foi diretora de arte da Revista Trip e criadora da identidade visual da Casa Samambaia. Hoje produz capas para a editora Todavia e é responsável pelo conteúdo editorial das Rádio Novelo, Gama Revista, Editora Dois Pontos entre outras. Na Midiateca, será responsável pela edição, formatação e publicação dos conteúdos produzidos.Além destas 4 coordenadorias, a Midiateca conta com 4 assessorias:Assessoria de Tecnologia da InformaçãoEste setor ficará a cargo do Museu.io. Em suas trajetórias, Bruno Favaretto e Renato de Almeida Prado acumulam mais de 15 anos de experiência na área. Participaram de diversos projetos de acervos digitais, como catálogos raisonné de Tarsila do Amaral e Alfredo Volpi, Acervo digital do Museu Afro Brasil, Museu do Futebol, Itaú Cultural, ICAA Documents Project e CAYC Files, entre outros. Desenvolveram também exposições, interativos, aplicativos, instalações, sites e sistemas para instituições como MAM São Paulo, Museu do Futebol, Museu Afro Brasil, Memorial da América Latina, Itaú Cultural, MIS/SP, Paço das Artes, Cultura Artística, entre outros.Bruno FavarettoBacharel em Letras (Alemão/Português) pela FFLCH/USP e programador autodidata, explora a criação de softwares que operam nas diversas interfaces entre a cultura e a tecnologia: especialista/acervo, público/acervo, artista/público, artista/espaço etc. Duas décadas de experiência na área, trabalhou com importantes museus no Brasil e do exterior.Renato de Almeida PradoDoutorando em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP e arquiteto pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, trabalha e pesquisa espaços híbridos – físico e digital – com foco nos espaços expositivos. Foi professor de 2006 a 2010 do Istituto Europeo di Design nos cursos Arti Visive e no Masters — pós graduação.Assessoria de Relações Internacionais e Cooperação AcadêmicaGerson DamianiCom mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais pela USP, Gerson Damiani trabalha há mais de 20 anos na cooperação acadêmica, intercâmbio e projetos culturais internacionais. Damiani será nosso consultor a fim de projetarmos nossa Midiateca Indigena no exterior, nos meios acadêmicos e outros espaços. Assessoria de Relações InstitucionaisYeda OliveiraProdutora executiva com mais de 20 anos de atuação em planejamento estratégico e articulação institucional, com foco na promoção da Amazônia no Brasil e no exterior. Foi coordenadora de ações de difusão do potencial cultural e econômico da região, com experiência em políticas públicas, audiovisual e patrimônio. Atuará na articulação institucional do projeto, com universidades, centros culturais e organizações indígenas.Assessoria ExecutivaGustavo SeraphimGestor cultural, mestre em Tecnologia e Sociedade, com especializações em Gerenciamento de Projetos (FGV-SP) e Políticas Culturais (Universitat de Girona). Atua há mais de 15 anos com planejamento, consultoria e coordenação de projetos culturais no Brasil, com ênfase em leis de incentivo. Atuará como assessor executivo, acompanhando a execução, organização e estruturação técnica do projeto, com foco na interface entre as equipes.A Midiateca contará ainda com duas figuras importantes do cenário indigena:Criação da Logomarca da Midiateca IndigenaDenilson Baniwa - artista visual de alcance internacional, Denilson compõe sua obra trespassando linguagens da tradição ocidental com a de seu povo, utilizando performance, pintura, imagens digitais. Ele será o criador da nossa logomarca.Anfitrião do Podcast PindaréAilton Krenak - escritor, filósofo, jornalista, ativista conhecido internacionalmente. Ailton será um dos nossos anfitriões no video/podcast PINDARE’
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.