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O Festival Outros Nativos é uma ação sociocultural realizada na periferia de Belém (PA), composta por uma mostra musical competitiva, uma mostra não competitiva, oficinas formativas em arte e cultura, feira comunitária de empreendedores locais e uma mostra de dança, promovendo a valorização de artistas independentes da região Norte e o fortalecimento da identidade cultural amazônica. Esta é a proposta para a realização da quinta edição do Festival, que ocorre desde 2019.
1. Oficinas Culturais e Formativas Resumo: Serão realizadas ao menos cinco oficinas, gratuitas, com foco em iniciação artística e qualificação técnica de jovens e artistas da periferia de Belém. Temas abordados: Produção musical; Gestão de carreira artística; Capoeira; Grafite; Danças paraenses. Algumas serão ministradas por artistas internacionais convidados. Classificação Indicativa: A partir de 14 anos. Formato: Oficinas presenciais e online, com turmas entre 15 e 30 pessoas. Finalidade: Formação cultural, inclusão social e fortalecimento de trajetórias artísticas. 2. Seminário "Cultura, Comunidade e Sustentabilidade" Resumo: Encontro formativo com falas de artistas, gestores, ativistas ambientais e lideranças culturais para debater o papel da arte na transformação social e na justiça climática, especialmente no contexto da COP-30 e da realidade das periferias amazônicas. Classificação Indicativa: Livre. Formato: Seminário presencial, com registro audiovisual. Finalidade: Produção de conhecimento, articulação entre cultura e território, e formação cidadã.
Objetivo GeralPromover a cultura musical e artística de artistas independentes do Norte do Brasil, incentivando sua valorização e visibilidade, ao mesmo tempo em que estimula a interação cidadã desses artistas com a comunidade da periferia de Belém, por meio de ações culturais inclusivas e formativas.Objetivos Específicos1) Realizar uma mostra de música não competitiva (Mostra Nativa), com a participação de artistas convidados que representam a diversidade musical das periferias de Belém e da Amazônia, promovendo a arte local em apresentações gratuitas e abertas ao público.2) Organizar uma mostra competitiva de música (Mostra Alternativa), aberta a artistas de todos os gêneros musicais da Amazônia Legal, com etapas eliminatórias virtuais e presenciais (duas semifinais e uma grande final), premiação em dinheiro e gravação audiovisual para o primeiro colocado.3) Oferecer oficinas formativas gratuitas, voltadas à qualificação de artistas e jovens da comunidade, com temas como: produção musical, gestão de carreira artística, grafite, capoeira e danças populares paraenses.4) Promover uma feira comunitária de Economia Criativa e Moda Comunitária, reunindo empreendedores sociais, artesãos e pequenos negócios locais, fortalecendo os vínculos econômicos e culturais do território com foco na sustentabilidade e inclusão.5) Apresentar uma mostra de dança, valorizando expressões corporais tradicionais da região amazônica e proporcionando visibilidade a grupos e coletivos locais de dança.
O Festival Outros Nativos (Edição Música Regional) é uma iniciativa cultural consolidada, nascida em 2019 nas periferias de Belém (PA), com o objetivo de dar visibilidade, voz e espaço a artistas independentes da música regional amazônica. Concebido por produtores, músicos e agentes culturais oriundos dos próprios bairros populares, o FON (como é chamado) opera como uma plataforma múltipla de formação, difusão artística, pertencimento e fortalecimento territorial, com forte incidência nos campos da educação, da cidadania cultural e da justiça social.A presente proposta visa garantir a continuidade e a ampliação dessa ação, preservando seu caráter comunitário e gratuito, com programação que contempla mostras musicais competitivas e não competitivas, oficinas formativas, feira de economia criativa, mostra de dança, seminário e intercâmbios internacionais. Trata-se de um projeto com dimensão estruturante, vencedor do edital Cultura Circular do British Council a ser executada ainda esse ano, cujo impacto extrapola a agenda cultural e incide diretamente na vida simbólica e na autoestima coletiva de milhares de pessoas, especialmente jovens, mulheres e trabalhadores da periferia urbana.Diante disso, a utilização do Mecanismo de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91) não é apenas adequada, mas necessária, visto que o projeto está plenamente alinhado com os fins públicos e os princípios legais da Lei Rouanet. Ele cumpre de forma clara os incisos I, II, III, IV, V e IX do Art. 1º e os incisos I, II, III e V do Art. 3º da legislação, atuando como vetor de regionalização da produção cultural, valorização da diversidade, fomento à formação cidadã e ampliação do acesso à cultura nos territórios vulnerabilizados.Mais do que um festival, o Outros Nativos é uma resposta coletiva à lógica de exclusão que historicamente marcou o acesso à produção e à fruição cultural nas bordas da cidade. Realizar o evento nos próprios bairros onde vivem os públicos beneficiários — como Sacramenta, Barreiro, Telégrafo e Maracangalha —, é um gesto simbólico e político que reconfigura os mapas de acesso à arte. Como afirma Milton Santos (2002), "o território usado é o chão mais a identidade" — e é justamente essa combinação entre espaço vivido e memória coletiva que torna o projeto tão potente. Ele atua no espaço da periferia não como cenário, mas como centro legítimo de criação, reflexão e transformação cultural.Além disso, o festival desenvolve metodologias baseadas na educação popular e na cultura viva, priorizando a escuta ativa, o reconhecimento dos saberes locais e a autonomia dos agentes culturais comunitários. As oficinas são conduzidas com base em práticas horizontais de troca e criação, aproximando artistas e jovens de forma sensível, crítica e pedagógica. A programação gratuita, a acessibilidade física e comunicacional, e a difusão em meios digitais garantem que os conteúdos do projeto circulem de forma aberta, respeitando diferentes formas de presença e participação.Como destaca Marilena Chauí (2006), a cultura deve ser tratada como necessidade pública, e não como privilégio. Neste sentido, ao investir na descentralização territorial, na gratuidade integral e na valorização de manifestações culturais locais, o Festival Outros Nativos atua como um instrumento real de redistribuição simbólica, reconhecimento social e reconfiguração das hierarquias culturais que historicamente invisibilizaram as periferias urbanas.Realizado durante o contexto da COP-30, o festival também amplia suas conexões internacionais, promovendo o intercâmbio entre artistas amazônicos e artistas negros da periferia de Londres, como Gregg Kofi Brown e Akin Soul, ampliando redes de solidariedade estética e política no Sul Global. Essa dimensão global-local reforça a relevância do projeto enquanto modelo contemporâneo de política cultural conectada a temas como justiça climática, equidade racial e direito à cidade.Por tudo isso, o Festival Outros Nativos é um projeto pulsante, que faz cultura onde ela nasce: nos becos, nas praças, nas quadras, nas vozes que cantam a cidade de dentro. Seu compromisso com a formação cidadã, com a valorização das culturas populares e com a visibilidade de artistas independentes o consolida como uma das experiências mais significativas da cena cultural amazônica. O apoio via Lei de Incentivo à Cultura é, portanto, não apenas justificável, mas urgente, pois permite que projetos como este sigam ressignificando territórios, ativando memórias e ampliando horizontes de cidadania cultural.
O Festival Outros Nativos – Edição Música Regional propõe-se não apenas como uma plataforma de apresentações artísticas, mas como um projeto de formação, inclusão e fortalecimento de vínculos comunitários. Seu caráter territorial e pedagógico se manifesta, de forma prática, em um conjunto consistente de contrapartidas sociais que visam ampliar o acesso à cultura, estimular a produção artística periférica e promover o reconhecimento de identidades culturais historicamente marginalizadas.As ações de contrapartida do projeto foram pensadas em diálogo com os princípios da democratização cultural, da acessibilidade, da valorização de saberes locais e do direito à cidade. São medidas que ultrapassam a lógica da difusão e operam diretamente na transformação do cotidiano das comunidades envolvidas, especialmente nos bairros periféricos de Belém onde o festival acontece.A seguir, listamos as contrapartidas sociais estruturadas dentro do projeto, que funcionarão como forma de retribuição pública e devolutiva à sociedade, contribuindo para a formação cidadã e o fortalecimento das redes culturais locais:1) Oficinas Culturais Gratuitas para Jovens da Periferia Como contrapartida social de formação, o projeto oferecerá ao menos cinco oficinas gratuitas, voltadas à iniciação artística e qualificação de jovens e artistas da periferia de Belém. Os temas incluem produção musical, gestão de carreira artística, grafite, capoeira e danças paraenses, com metodologias participativas e facilitadores que dialogam diretamente com o território.2) Ensaios Abertos e Ações em Escolas Públicas Serão realizados ensaios abertos e rodas de conversa com artistas da Mostra Nativa e Alternativa em escolas públicas e centros comunitários. A ação visa estimular o acesso pedagógico à arte, aproximar estudantes da realidade cultural local e promover a construção de repertório crítico sobre cultura, juventude e território.3) Feira Comunitária com Expositores Locais A realização da Feira Comunitária de Economia Criativa é uma contrapartida voltada à valorização dos saberes e práticas empreendedoras da periferia. O espaço será gratuito para cerca de 30 expositores locais, com foco em gastronomia, artesanato, moda e sustentabilidade, promovendo geração de renda, visibilidade e circulação de saberes.4) Transmissão Online e Distribuição Gratuita de Conteúdo Digital Como contrapartida de difusão e acessibilidade ampliada, o festival realizará transmissão online gratuita das etapas presenciais e disponibilizará, nas redes sociais do projeto, conteúdos como videoclipes dos artistas vencedores, entrevistas, bastidores e um minidocumentário, permitindo o acesso remoto de públicos diversos.5) Realização de Seminário Gratuito com Certificação O projeto prevê a realização do Seminário “Cultura, Comunidade e Sustentabilidade” como contrapartida de formação crítica. O evento será gratuito, com emissão de certificados, e contará com falas de artistas, ativistas e gestores culturais sobre os desafios da cultura periférica no contexto da COP-30 e das cidades amazônicas.6) Inclusão de Artistas e Curadores Periféricos nos Processos Seletivos A curadoria, os júris e a programação do festival adotarão critérios de valorização de diversidade racial, territorial e de gênero, assegurando a presença de artistas e profissionais oriundos das periferias de Belém como protagonistas do projeto. Esta é uma contrapartida de reparação simbólica e inclusão efetiva no processo de decisão e visibilidade cultural.
1) Apresentação Musical 1.1) Mostra Alternativa – Mostra Competitiva de Música Resumo: Mostra competitiva voltada a artistas independentes da Região Norte do Brasil, com foco em música autoral de diversos gêneros, especialmente os ritmos amazônicos. A seleção é feita por curadoria e voto popular online, com 12 semifinalistas se apresentando em evento presencial. A grande final premia os três primeiros colocados com recursos financeiros e gravação audiovisual. Classificação Indicativa: Livre. Formato: Espetáculo musical ao vivo + conteúdo digital gravado. Finalidade: Difusão, valorização da música regional e incentivo à carreira de jovens artistas periféricos. 1.2) Mostra Nativa – Mostra Não Competitiva de Música Resumo: Apresentações musicais de artistas convidados e talentos emergentes da periferia de Belém, sem caráter competitivo, valorizando a diversidade sonora da cena local. Parte da curadoria contempla egressos das oficinas do projeto. Classificação Indicativa: Livre. Formato: Espetáculo musical ao vivo. Finalidade: Fomento à cena musical independente e acesso gratuito à produção artística amazônica. 2) Contrapartidas: Oficinas Culturais e Formativas Resumo: Serão realizadas ao menos cinco oficinas, gratuitas, com foco em iniciação artística e qualificação técnica de jovens e artistas da periferia de Belém. Temas abordados: Produção musical; Gestão de carreira artística; Capoeira; Grafite; Danças paraenses. Algumas serão ministradas por artistas internacionais convidados. Classificação Indicativa: A partir de 14 anos. Formato: Oficinas presenciais e online, com turmas entre 15 e 30 pessoas. Finalidade: Formação cultural, inclusão social e fortalecimento de trajetórias artísticas.3) Festival Outros Nativos – EstruturaResumo: Este item refere-se exclusivamente à infraestrutura necessária para a realização do Festival Outros Nativos – Edição Música Regional, viabilizando a montagem de palco, iluminação, sonorização, ambientação, sinalização e demais estruturas físicas que possibilitam a realização segura e acessível das atividades artísticas e pedagógicas previstas no projeto.Classificação Indicativa: Livre.Formato: Estrutura física e técnica para evento de médio porte em espaço público.Finalidade: Garantir as condições técnicas, logísticas e de segurança adequadas para a realização de espetáculos musicais, ações formativas, feira comunitária e atividades culturais diversas integradas ao festival. Detalhamento técnico:Palco profissional coberto com estrutura metálica (mínimo de 10x8m), piso antiderrapante e escadas de acesso com corrimão;Sistema completo de sonorização (PA frontal, retornos de palco, microfones, cabos e mesa digital);Sistema de iluminação cênica e técnica (refletores LED, controladoras, varas, dimmers);Energia elétrica provisória com geradores e cabos de alimentação;Backdrops, banners e elementos de sinalização visual e acessível;Montagem de camarim móvel, estrutura de bastidores, grades de isolamento e tendas de apoio;Área de circulação com acessibilidade física (rampas, banheiros químicos acessíveis e sinalização tátil/visual);Espaço delimitado para público com deficiência, com visibilidade frontal do palco;Tendas e estandes padronizados para feira comunitária, com pontos de energia e iluminação. Duração:A estrutura será montada com 3 dias de antecedência do início das atividades públicas e permanecerá ativa por 2 dias de evento (Mostras e demais programações presenciais), com desmontagem ao final do segundo dia. Materiais empregados:Equipamentos profissionais de áudio, luz e vídeo;Estruturas modulares de palco, tendas e estandes;Elementos de ambientação visual (totens, placas, faixas);Mobiliário de apoio (mesas, cadeiras, praticáveis, corrimões);Geradores de energia, extintores, gradis e sistema básico de segurança. Projeto pedagógico: Ainda que este item não contemple conteúdo artístico direto, sua existência é fundamental para viabilizar o projeto pedagógico do festival. A estrutura dará suporte a atividades como oficinas, ensaios abertos, rodas de conversa, mediações culturais e espetáculos públicos, garantindo conforto, segurança e acessibilidade a públicos diversos, em especial moradores das periferias de Belém e pessoas com deficiência.
Compromisso com a Acessibilidade no Festival Outros Nativos – Edição Música RegionalO Festival Outros Nativos reconhece a acessibilidade como um direito fundamental e uma condição indispensável para a plena participação cultural. Assim, propõe um conjunto de medidas que garantem acessibilidade física e acessibilidade de conteúdo, promovendo inclusão, dignidade e cidadania cultural. 1. Acessibilidade FísicaOs eventos serão realizados em espaços fechados, localizados dentro das comunidades da periferia de Belém, que serão adaptados para garantir a circulação segura de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Além disso, a política de ingressos será baseada em preços populares, assegurando que a participação seja democrática e acessível economicamente.Entre as medidas previstas estão:a) Instalação de rampas de acesso e nivelamento de entradas temporárias, quando necessário; b) Disponibilização de banheiros acessíveis; c) Sinalização de locais reservados para cadeirantes e pessoas com deficiência auditiva e visual; d) Circulação interna com faixas e sinalizações visuais e táteis, sempre que tecnicamente possível; e) Apoio de monitores treinados em atendimento inclusivo durante todas as atividades presenciais.A adoção dessas medidas não é apenas uma exigência legal, mas um compromisso ético com a democratização da cultura como direito de todos. Ao realizar o evento em um espaço fechado dentro da comunidade, com ingressos a preços acessíveis, o projeto reafirma sua vocação territorial e comunitária, garantindo que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam vivenciar plenamente a experiência artística e cultural proposta.Essas ações serão planejadas respeitando as possibilidades técnicas de cada local, mas sempre orientadas pela máxima inclusão possível.Segundo Bins Ely (2008), “a acessibilidade não se resume à eliminação de barreiras arquitetônicas, mas está diretamente relacionada à participação cidadã, ao direito de estar, ver e ser visto nos espaços públicos.” Nesse sentido, o Festival reconhece que a acessibilidade é condição indispensável para que o espaço cultural se constitua como ambiente de convivência, equidade e reconhecimento mútuo.Dessa forma, o projeto não trata a acessibilidade como adaptação tardia, mas como princípio orientador desde sua concepção, reafirmando que cultura acessível é cultura viva, plural e justa. 2. Acessibilidade de ConteúdoPara garantir a compreensão e fruição dos conteúdos artísticos e pedagógicos por todas as pessoas, o projeto prevê:a) Contratação de intérpretes de Libras para as apresentações musicais, debates e oficinas formativas; b) Criação de legendas descritivas nos vídeos da Mostra Competitiva (Mostra Alternativa), que serão veiculados online; c) Produção de audiodescrição para os vídeos finais da mostra, incluindo os videoclipes dos artistas premiados; d) Disponibilização de materiais informativos em formatos acessíveis (fonte ampliada, alto contraste e linguagem simples); e) Realização de visitas sensoriais guiadas, especialmente durante a Mostra de Dança e a Feira Comunitária, facilitando a experiência para pessoas com deficiência visual; f) Inserção de sinalização em linguagem simples e pictográfica nas áreas do evento.A acessibilidade de conteúdo no Festival Outros Nativos – Edição Música Regional é entendida como um eixo fundamental para garantir equidade no acesso à experiência artística, formativa e cultural, especialmente para pessoas com deficiência sensorial, intelectual ou dificuldades de leitura e interpretação.Como descrito acima, entre as medidas adotadas, destacam-se a contratação de intérpretes de Libras, a inclusão de legendas descritivas, a audiodescrição de conteúdos audiovisuais, a sinalização acessível em linguagem simples e pictográfica, bem como a realização de visitas sensoriais guiadas em atividades como a Mostra de Dança e a Feira Comunitária. O projeto também disponibilizará materiais informativos com fonte ampliada, alto contraste e linguagem simples, tornando o acesso à informação mais democrático e efetivo.Como defende Carneiro (2012), “não basta garantir o acesso físico aos espaços de cultura; é preciso assegurar o acesso simbólico, o direito de entender, sentir e se apropriar da experiência cultural.” Nesse sentido, a acessibilidade de conteúdo, no Festival Outros Nativos, não é tratada como medida adicional ou complementar, mas como componente estruturante, planejada desde o início da concepção do projeto.Ao investir em acessibilidade comunicacional e sensorial, o festival promove não apenas a inclusão, mas o reconhecimento da diversidade como valor cultural, construindo um ambiente verdadeiramente plural, onde todas as vozes possam ser ouvidas, vistas e sentidas. Consultoria de Acessibilidade CulturalTodas essas ações serão acompanhadas por um(a) consultor(a) de acessibilidade cultural, que atuará de forma transversal na curadoria, produção e comunicação do festival, assegurando a plena implementação das diretrizes legais e adaptando soluções às realidades dos territórios periféricos em que o evento ocorre.Justificativa para contratação de Consultor(a) de Acessibilidade CulturalA contratação de um(a) consultor(a) de acessibilidade cultural é fundamental para garantir que o Festival Outros Nativos – Edição Música Regional atenda integralmente às diretrizes legais da Lei nº 8.313/91, da Instrução Normativa MinC nº 23/2025 e, sobretudo, ao compromisso ético do projeto com a democratização plena do acesso à cultura.Este(a) profissional atuará nas etapas de curadoria, produção, comunicação e mediação cultural, orientando a implementação de medidas que assegurem a participação efetiva de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, tanto na experiência física quanto na simbólica dos produtos culturais.Entre suas atribuições estarão:Diagnóstico prévio do espaço e propostas do festival sob a ótica da acessibilidade;Assessoria técnica para a adequação de estruturas físicas (circulação, banheiros, sinalização);Indicação de estratégias de acessibilidade de conteúdo, como tradução em Libras, legendagem, audiodescrição e materiais acessíveis;Apoio à formação de equipes e monitores com foco em atendimento inclusivo;Acompanhamento da execução das ações de acessibilidade em todas as fases do projeto;Sistematização de práticas acessíveis para fins de relatório e documentação pública do projeto.Adaptação das soluções técnicas às condições reais da periferia, assegurando que a acessibilidade seja viável, respeitosa e eficaz, e não apenas simbólica ou protocolar.Sua presença garantirá que o projeto não apenas cumpra exigências legais, mas que efetivamente construa um espaço cultural plural, acolhedor e representativo, reafirmando o compromisso do Festival com a inclusão como princípio e não como exceção. ConclusãoAcreditamos que a arte deve ser um espaço onde todas as pessoas possam estar e se reconhecer. Por isso, a acessibilidade no Festival Outros Nativos é tratada não como adaptação, mas como parte da essência do projeto – um festival realizado em espaço fechado dentro da comunidade, com ingressos a preços populares, pensado para todas, todos e todes.
O Festival Outros Nativos é um projeto realizado em espaço fechado dentro da comunidade, com ingressos a preços populares, assegurando ainda a política de meia-entrada e meia solidária, de forma a garantir que não haja barreiras econômicas ou geográficas para o acesso da população local, especialmente moradores dos bairros Sacramenta, Pedreira, Barreiro, Telégrafo e Maracangalha. Essa escolha reafirma o compromisso do festival com a democratização cultural, valorizando os territórios periféricos como protagonistas da criação artística. 1. Sobre a distribuição e comercialização de produtosTodos os produtos culturais resultantes do projeto serão disponibilizados sem custo adicional ao público participante. Isso inclui: Apresentações musicais das Mostras Alternativa e Nativa; Oficinas formativas em diversas linguagens artísticas; Mostra de dança e atividades comunitárias paralelas; Registros audiovisuais, como os videoclipes produzidos com os vencedores da Mostra Alternativa, que serão disponibilizados gratuitamente nas redes sociais e no site do projeto.Não haverá cobrança para acessar os produtos culturais vinculados ao festival em suas versões digitais e registros audiovisuais. Toda a programação de circulação de conteúdos será acessível ao público, mesmo para quem não puder comparecer presencialmente. A adoção de ingressos a preços populares, com meia-entrada e meia solidária, não se trata apenas de uma decisão financeira, mas de uma opção político-pedagógica, fundamentada no direito à cultura como direito humano.Como afirma Marilena Chaui, “a cultura deve ser pensada como uma necessidade pública, e não como um privilégio de classe ou um consumo reservado aos que podem pagar por ela” (CHAUÍ, 2006, p. 8). Nesse sentido, ao estruturar uma política de ingresso inclusiva e disponibilizar gratuitamente seus produtos digitais, o Festival Outros Nativos redefine os critérios de valorização cultural, reconhecendo os territórios periféricos como produtores legítimos de conhecimento, arte e inovação estética. 2. Sobre outras medidas de ampliação de acessoCom o objetivo de alcançar públicos mais amplos e diversificados, o projeto adotará as seguintes estratégias complementares:a) Transmissão ao vivo e gravação das fases presenciais do festival (semifinais e final), com exibição no canal oficial do projeto e redes sociais; b) Fase de votação online da Mostra Alternativa, que amplia o alcance do festival a todo o território nacional, promovendo a interação e o engajamento do público; c) Realização de ensaios abertos, especialmente dos artistas da Mostra Nativa, em espaços comunitários (centros culturais, escolas públicas ou paróquias), permitindo que a população acompanhe o processo criativo e formativo dos artistas; d) Oficinas paralelas e itinerantes, realizadas antes e durante o festival, com foco em iniciação artística, formação técnica e debates sobre arte e território, ampliando a participação de públicos que não estão diretamente envolvidos nas mostras; e) Distribuição de material digital com acesso livre, incluindo minidocumentários, entrevistas e cartilhas formativas em linguagem simples.O projeto também prevê ações específicas com escolas públicas e coletivos comunitários, priorizando estudantes, jovens artistas e moradores da região em todas as fases do evento. Dessa forma, o Festival Outros Nativos promove não apenas o acesso, mas o pertencimento cultural, criando pontes duradouras entre arte, território e cidadania. A proposta do Festival Outros Nativos – Edição Música Regional está inteiramente orientada pelo princípio da democratização do acesso à cultura, entendido não apenas como presença física em um evento, mas como acesso pleno, consciente, pertencente e transformador. A realização do festival em um espaço fechado dentro da comunidade, com ingressos a preços populares, meia-entrada e meia solidária, rompe com a lógica centralizadora dos equipamentos culturais e garante que a arte chegue onde o povo está, respeitando os circuitos de convivência cotidiana e os territórios afetivos da população local.Além da política inclusiva de ingressos, o projeto oferece ações formativas, feira de economia criativa, oficinas de expressão artística e espaços de mediação, fortalecendo o vínculo entre o fazer cultural e a cidadania ativa. A presença de recursos de acessibilidade física e de conteúdo amplia ainda mais esse alcance, ao incluir pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, respeitando a pluralidade de corpos e formas de percepção do mundo.Segundo Canclini (2008), “não se trata apenas de permitir o consumo cultural, mas de garantir as condições para que todos possam produzir sentidos, apropriar-se criticamente da cultura e transformá-la em prática social”. É nesse sentido que o Festival Outros Nativos atua: não como evento-espetáculo, mas como plataforma pedagógica, política e cultural, onde artistas, moradores, jovens e trabalhadores da periferia possam ser não apenas público, mas também protagonistas da criação cultural. Indo além, a transmissão ao vivo das fases presenciais (semifinais e final), bem como sua posterior exibição nos canais digitais do projeto, permite que o conteúdo artístico atinja públicos que não podem estar fisicamente presentes, inclusive moradores de outras cidades e estados da região Norte e do Brasil. A fase de votação online da Mostra Alternativa amplia ainda mais esse alcance ao convidar o público a participar ativamente das decisões curatórias, promovendo sentimento de pertencimento e valorização da diversidade musical regional.As atividades presenciais de ensaios abertos em espaços comunitários, como escolas e paróquias, e as oficinas paralelas e itinerantes com foco em iniciação artística e formação técnica descentralizam o saber e a produção cultural, aproximando os artistas do território e criando um campo fértil de trocas entre criadores e comunidade. A distribuição de materiais digitais de acesso livre, como minidocumentários, cartilhas e entrevistas, produzidos em linguagem acessível, assegura a permanência do conteúdo após o evento, funcionando como instrumento pedagógico e memória cultural.A ênfase em ações com escolas públicas e coletivos locais reforça o compromisso do projeto com a formação de públicos e artistas periféricos, promovendo processos de escuta, diálogo e valorização dos saberes do território. Ao integrar essas ações, o festival deixa de ser apenas uma plataforma de difusão e passa a ser também um instrumento de formação, cidadania cultural e reconstrução simbólica de pertencimento.Como afirma o pesquisador Albino Rubim, “a democratização da cultura deve significar o alargamento das possibilidades de apropriação, produção e fruição cultural por todos, especialmente pelos grupos historicamente excluídos desses processos” (Rubim, 2005, p. 95). Nesse sentido, o Festival Outros Nativos estrutura suas ações para garantir não apenas o acesso físico à programação, mas a participação ativa, a autoria, o reconhecimento e a continuidade da cultura produzida e vivenciada pela população da periferia de Belém. As ações previstas promovem a inserção efetiva da população da periferia de Belém nos processos de formação, fruição e produção cultural, respeitando seus ritmos, linguagens, saberes e trajetórias. Trata-se de um modelo de democratização que vai além do acesso físico: é o acesso simbólico, produtivo e estruturante, capaz de gerar pertencimento, autoestima coletiva e redes sustentáveis de cultura viva.
A Associação Sociocultural Outros Nativos (ASON) será responsável pela concepção, coordenação geral, articulação comunitária e acompanhamento integral da execução do projeto, tanto em sua dimensão técnica quanto simbólica. Fundada em 2020 por artistas, produtores e comunicadores da periferia de Belém, a ASON atua como ponto de cultura reconhecido pelo Estado e tem consolidada atuação em políticas culturais comunitárias no Distrito Administrativo da Sacramenta (DASAC).O dirigente responsável pelo projeto é o produtor cultural, jornalista e músico Elielton Amador (Nicobates), idealizador do Festival Outros Nativos. Ele atuará como coordenador geral do projeto, dedicando-se às seguintes atividades principais: 1) Gestão estratégica do projeto, liderando a implementação do cronograma e o cumprimento das metas culturais e sociais;2)Supervisão das equipes de produção, curadoria e comunicação, garantindo alinhamento entre objetivos institucionais e operacionais;3) Articulação com redes locais e comunitárias, incluindo escolas, centros culturais, cooperativas de reciclagem, coletivos artísticos e lideranças locais;4) Interlocução com órgãos públicos, patrocinadores, apoiadores e parceiros institucionais, como universidades, fundações culturais e instituições internacionais (ex.: British Council);5) Curadoria especial da Mostra Alternativa, junto à equipe de jurados, com foco em artistas da música regional da Amazônia;6) Condução de ações formativas e rodas de conversa, como parte das contrapartidas sociais do projeto, promovendo debates sobre arte, cidadania, direitos autorais e sustentabilidade cultural;7) Participação direta na criação e gravação dos conteúdos audiovisuais do festival, como entrevistas, bastidores e conteúdos de podcast;8) Coordenação da articulação internacional com os artistas convidados Gregg Kofi Brown e Akin Soul, promovendo a conexão com os jovens da periferia de Belém e facilitando oficinas e intercâmbios.Além disso, a ASON será responsável por ações de monitoramento, avaliação e prestação de contas, bem como pela sistematização dos aprendizados e impactos socioculturais do projeto, resultando na elaboração dos relatórios finais exigidos.A atuação do dirigente e da instituição proponente é, portanto, fundamental, estruturante e contínua, exercida com profundo compromisso com o território, com o desenvolvimento da arte periférica e com os princípios de participação cidadã e democratização da cultura.
PROJETO ARQUIVADO.