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O projeto "iadê: Da Utopia Modernista à Sociedade Cibernética — PLANO ANUAL" apresenta um plano anual com 4 exposições nos eixos das artes visuais, design e literaturs, que exploram a evolução cultural e artística do Brasil do modernismo até a contemporaneidade. Além disso, realiza três residências artísticas coletivas que integram artistas de diversas regiões do país para discutir as intersecções entre arte, tecnologia e sociedade e acompanhamento crítico de artistas.
O projeto “iadê: Da Utopia Modernista à Sociedade Cibernética — Plano Anual” propõe um ciclo de atividades que revisita a trajetória do modernismo brasileiro e suas reverberações na contemporaneidade, articulando memória, crítica e inovação. Estruturado em quatro grandes exposições temáticas, o programa percorre desde a utopia modernista e suas relações entre arte, design e indústria, passando pela crise e pelas ruínas desse legado, até as novas formas de experimentação em bioarte e o papel do iadê como espaço de formação, pesquisa e diversidade no presente. Paralelamente, o projeto promove um núcleo de formação artística com residências para jovens artistas, acompanhamento crítico para artistas em meio de carreira, seminários interdisciplinares e oficinas de literatura experimental, além da publicação de um catálogo integrado. Combinando exposições, formação e produção editorial, a iniciativa busca valorizar a diversidade estética e social, fomentar o diálogo entre diferentes gerações e linguagens e consolidar o iadê como um centro de referência no campo das artes visuais, do design e da literatura, em sintonia com os desafios culturais, tecnológicos e sociais do século XXI.
Objetivo GeralFomentar a reflexão crítica, produção artística e diálogo interdisciplinar sobre o modernismo brasileiro e suas transformações até a sociedade cibernética, por meio de exposições, residências, formação e atividades culturais que valorizem diversidade estética e social. Objetivos Específicos1. Realizar 4 exposições temáticas ao longo de 8 meses, cada uma com curadoria própria, reunindo obras de arte, design e literatura, promovendo visitas guiadas para 2.000 pessoas.2. Implementar um programa de residência artística com 15 vagas para artistas emergentes, com duração mínima de 2 meses cada, oferecendo acompanhamento crítico individual e coletivo.3. Realizar um programa de acompanhamento crítico para 8 artistas em meio de carreira (2 meses cada), com encontros mensais e sessões de feedback especializado.4. Oferecer 8 oficinas de literatura experimental e produção editorial, com participação mínima de 20 alunos em cada, priorizando diversidade de público.5. Promover 6 seminários e encontros interdisciplinares com participação de ao menos 200 pessoas, fomentando debates sobre arte, design, literatura e sociedade.6. Publicar um catálogo integrado das exposições e atividades, com tiragem de 1.000 exemplares físicos e versão digital disponível para download gratuito.7. Realizar campanhas de divulgação e mediação para atingir um público total de pelo menos 5.000 pessoas durante todo o projeto.8. Públicar 2 edições de uma revista sobre temas relacionados aos processos artisticos do plano anual.
O projeto "iadê: Da Utopia Modernista à Sociedade Cibernética — Plano Anual" propõe um percurso crítico e artístico que conecta a fundação do iadê, nos anos 1950, ao presente, estabelecendo um diálogo entre a utopia modernista e os desafios contemporâneos. Criado em um contexto de otimismo democrático e de aproximação entre arte, design e indústria, o iadê consolidou-se como espaço de experimentação e formação, tendo contribuído para a construção de uma identidade estética brasileira em consonância com processos de modernização.No entanto, a trajetória do modernismo também revela crises, ruínas e resistências que se desdobram até hoje, exigindo novas interpretações. O atual cenário social, cultural e ambiental demanda que instituições de arte revisitem criticamente os legados modernistas, valorizando a pluralidade de vozes e incorporando perspectivas contemporâneas de diversidade, gênero, etnia e ecologia. Nesse sentido, o projeto justifica-se como uma oportunidade de reposicionar o iadê como plataforma de memória e, sobretudo, de inovação, investigando a arte em diálogo com a tecnologia, a ciência, a literatura e a vida social.A programação proposta — composta por quatro exposições temáticas, programas de residência artística, acompanhamento crítico para artistas em diferentes estágios de carreira, oficinas de literatura experimental, seminários e publicações — garante amplitude e consistência. Ela articula formação, difusão e reflexão, contribuindo para a circulação de ideias, para a qualificação de artistas e escritores e para o fortalecimento de um espaço de interlocução interdisciplinar e intergeracional.Além disso, ao valorizar tanto a preservação da memória modernista quanto a experimentação em campos emergentes como a bioarte e a produção literária expandida, o projeto responde a demandas contemporâneas da sociedade brasileira: a necessidade de formação cultural de qualidade, de reconhecimento da diversidade como valor estético e social, e de abertura de novos horizontes críticos frente às transformações tecnológicas e ambientais.Dessa forma, o projeto apresenta relevância histórica, cultural e educacional, reafirmando o papel do iadê como centro de referência e criação artística, em sintonia com as dinâmicas do século XXI.
Eixo Programático:iadê: Da Utopia Modernista à Sociedade Cibernética — PLANO ANUAL 1. Exposição 1 — “Utopia Modernista: Arte, Design e Indústria”Temas centrais:· Fundação do iadê nos anos 1950.· O contexto histórico da construção de Brasília e o otimismo democrático.· A relação entre arte e indústria no Brasil, especialmente em São Paulo.· Síntese entre arte funcional (design) e arte plástica (autônoma).· Destaques de artistas e designers do período: Geraldo de Barros, Joaquim Tenreiro, Palatini, entre outros.· Reflexão sobre o modernismo brasileiro como impulso de inovação estética e social. 2. Exposição 2 — “Ruínas e Resistências: O Modernismo em Crise”Temas centrais:· Falência das utopias modernistas dos anos 1960.· O cenário distópico atual e a revisão crítica das heranças modernistas.· O conceito de ruína como metáfora estética e política.· Desconstrução das fronteiras entre arte funcional e arte “pura”.· Ampliação dos temas para pautas contemporâneas de diversidade, gênero, etnia e ecologia.· Apresentação de obras que refletem tensões e desconfortos do presente. 3. Exposição 3 — “Bioarte e Novas Relações entre Natureza e Cultura”Temas centrais:· A subversão da antiga ideia de arte como fim da natureza.· Reflexão sobre a destruição ambiental e o papel da arte nesse contexto.· A bioarte como campo de experimentação estética e ética.· Instrumentos e processos artísticos que propõem aproximações entre arte, ciência e natureza.· Obras que provocam novos entendimentos da relação humano-natureza. 4. Exposição 4 — “Formação, Pesquisa e Diversidade: O iadê no Presente”Temas centrais:· O iadê como espaço de formação, pesquisa e interlocução artística.· Programas de residência artística para jovens artistas emergentes.· Acompanhamento crítico para artistas em meio de carreira.· Diálogo intergeracional e interdisciplinar como prática curatorial.· Valorização da diversidade estética e social na produção contemporânea.· A exposição como um laboratório aberto para o futuro da arte brasileira. Formação e Pesquisa: O iadê como Núcleo de Formação Artística· O iadê como centro de formação, pesquisa e acompanhamento de artistas.· Programa de Residência Artística para jovens artistas.· Programa de Acompanhamento Crítico para artistas em meio de carreira.· Encontros, conversas e trocas intergeracionais como metodologia.· Foco na diversidade de trajetórias e linguagens como valor curatorial. Eixo LiteraturaFomentar a criação, pesquisa e difusão de práticas literárias inovadoras que dialoguem com as linguagens do design e das artes visuais, promovendo a experimentação, o pensamento crítico e a formação de artistas e escritores na interseção dessas áreas.
O projeto se compromete a garantir a plena acessibilidade através de medidas abrangentes:Acessibilidade Arquitetônica: Todas as áreas da exposição terão rotas acessíveis, com pisos táteis e rampas adequadas. Banheiros adaptados e vagas de estacionamento próximas à entrada estarão disponíveis. Haverá assentos confortáveis para pessoas obesas, com mobilidade reduzida e idosas, além de uma iluminação pensada para garantir segurança e visibilidade.Acessibilidade Comunicacional: Durante os eventos e atividades, haverá tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras), audiodescrição e legendas para os conteúdos audiovisuais. Todo o material informativo será acessível para leitores de tela e redigido em linguagem simples e objetiva.Acessibilidade Atitudinal: A equipe será capacitada continuamente em práticas inclusivas, eliminando atitudes capacitistas e promovendo um ambiente acolhedor e inclusivo para todos.
A exposição seguirá as diretrizes da Instrução Normativa MinC 2025, assegurando a democratização e ampliação do acesso.Democratização de Acesso: Todos os ingressos para as atividades, incluindo as visitas guiadas e os bate-papos, serão gratuitos.Ampliação de Acesso: Serão oferecidas atividades paralelas, como encontros com os artistas e outras ações educativas e interativas.
Administração do Projeto: IADÊCoordenação Geral: Adriana Nagel BianchiCoordenador artístico: Marcus de LontraProdutora executiva: Marcia WaitzCoordenador de produção: Raphael BuongerminoExpografia: Marcio Gobbi Consultoria técnica de projeto e prestação de contas: Brunner Macedo_______ Adriana Nagel BianchiÉ formada em Artes Plástica pela Belas Artes de São Paulo [1993]. Iniciou como escultora com Domenico Calabrone (1990 a 1994) estágio no Colégio Visconde de Porto Seguro nos anos (1992 a 1993), curso na Fuji de fotografia avançada, desenho na Pinacoteca do Estado e ABRA. Assistente no projeto entre o Artista Plástico Carlos Maya e o Cantor Sting sobre os indígenas do Xingu, exposição no Museu da Casa Brasileira. Assistente na pintura das sedas da estilista Huis Clo junto ao artista Carlos Maya. De 1996 a 2016 como relações públicas e desenvolvimento de projetos especiais junto a empresas como: Tapi, Bali Express, Gaia, Bellouchi, Miniloft, Citroen, Todeschini, Coletivo Amor de Madre, Canon e Electrolux. Atuando no desenvolvimento de produto, informação e uso de imagem, direção executiva e produção na área de Arte, Arquitetura, Design e Fotografia com profissionais como: Arthur Casas, Neza Cesar, Zezão, Fernando Costa Netto, Emmanuelle Bernard, Rodrigo Almeida, Giorgio Bonaguro, Alessandro Jordão, Armarinhos Teixeira entre outros. A partir de 2017 atua como gestora cultural em projetos do instituto iadê.Marcus de Lontra Costa (Rio de Janeiro, 1954) é crítico, curador e gestor cultural de destaque no cenário das artes visuais brasileiras.Formado em Comunicação Social pela PUC-Rio, iniciou sua trajetória como editor da revista Módulo e sócio da Avenir Editora.Na imprensa, atuou como crítico de artes plásticas em veículos como O Globo, Tribuna da Imprensa e IstoÉ.Foi diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde consolidou sua atuação no campo da arte contemporânea.Exerceu funções institucionais como Assessor do Ministério da Cultura e Diretor do Museu de Arte Moderna de Brasília.Entre 1990 e 1997, foi Curador Chefe do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, ampliando sua projeção nacional.De 1997 a 2000, dirigiu o Museu de Arte Moderna de Recife, fortalecendo a cena regional.Entre 2006 e 2008, ocupou o cargo de Secretário de Cultura de Nova Iguaçu (RJ).Fundador da MLC Produções Culturais, atua desde 1998 em projetos curatoriais de grande escala.É curador geral do Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas (CNI/SESI/SENAI) desde 2013.Em 2015, foi curador geral da TRIO Bienal Internacional de Escultura do Rio de Janeiro.Sua curadoria já esteve presente em instituições como CCBB, MUBE, Paço Imperial, Museu Nacional, Pinakotheke e Bienal de São Paulo.Destacam-se exposições dedicadas a artistas como Oscar Niemeyer, Athos Bulcão, Rubem Valentim, Farnese de Andrade e Amélia Toledo.Ministra cursos e palestras em universidades e instituições culturais no Brasil e no exterior.Foi professor convidado por UFRJ, UFMG, UFAL, UFG, entre outras.Apresentou conferências em países como França, Espanha, Inglaterra, EUA, México, Colômbia e Cuba.Atuou em colaboração com o Centro Georges Pompidou e a Fundação Cartier, em Paris.Recebeu o Prêmio Estácio de Sá, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, em 1993.Sua trajetória une crítica, curadoria e gestão, contribuindo para a difusão da arte moderna e contemporânea.Reconhecido como referência no pensamento curatorial, segue ativo em projetos que articulam arte, indústria e identidade cultural.Raphael BuongerminoÉ formado em Direito pela PUC-SP. Atualmente exerce funções como gestor de agendas eprojetos de cultura, direitos humanos e artes no Brasil e no exterior. Foi diretor executivo doInstituto Luz do Faroeste, e coordenando ações institucionais, direção de produção e gestãocultural no Instituto iadê de artes e design. Além disso, atua em curadoria de artistas comoorientador de carreiras. Foi articulador político-cultural do Festival de Filmes Curtos e DireitosHumanos Entretodos.Atua como pesquisador e lidera atividades de mobilização pública e privada para realização deprojetos de cultura, inovação, diversidade de gênero, saúde mental, segurança alimentar, modaetc.Esteve coordenador por dois anos do Departamento de Educação em Direitos Humanos eMemória e Verdade da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.Produziu dois Festivais de Direitos Humanos na cidade de SP. Produziu também por dois anosalgumas premiações em Direitos Humanos como o Prêmio Municipal de Educação em DireitosHumanos.Participa e colabora na organização do curso de Filosofia Política do Parque da Autonomia.
Projeto liberado para o proponente adequar à realidade de execução.