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O projeto "Tambor de Crioula: Juventude Quilombola em Cena" é uma iniciativa de circulação artística que visa valorizar o patrimônio imaterial afro-brasileiro por meio da criação de um espetáculo com jovens das comunidades quilombolas Oiteiro dos Nogueiras, Canta Galo e Pedrinhas, em Itapecuru-Mirim/MA. A proposta inclui 6 oficinas formativas (90h) sobre tambor de crioula, capoeira e criação cênica, culminando no espetáculo "Tambor de Crioula: A História que o Corpo Conta", com apresentações gratuitas em Itapecuru-Mirim, São Luís (MA) e Fortaleza (CE). A ação promove a formação técnica e artística de jovens quilombolas, estimula a autonomia cultural e amplia o acesso à cultura afro-brasileira, articulando mestres da cultura popular e lideranças quilombolas no combate ao racismo estrutural e na valorização dos saberes tradicionais.
O projeto “Tambor de Crioula em Movimento: Juventude Quilombola em Cena” prevê resultados com impacto cultural, social e formativo, com atenção à valorização do patrimônio imaterial afro-brasileiro e à inclusão de jovens quilombolas no circuito da produção cultural. Resultados principais esperados: - 1 espetáculo inédito criado de forma colaborativa por jovens das comunidades quilombolas, abordando a história e os sentidos simbólicos do tambor de crioula; - 3 apresentações públicas gratuitas, em Itapecuru-Mirim (MA), São Luís (MA) e Fortaleza-CE, com estimativa de público total de 1.500 pessoas (média de 500 por cidade); - 40 jovens quilombolas capacitados, diretamente envolvidos na criação artística (oficinas, produção, figurino, música, roteiro), com aquisição de conhecimentos técnicos e valorização de suas expressões culturais; - 6 oficinas formativas , com carga horária total de 90h, realizadas localmente, com temas como tambor de crioula, capoeira, expressão corporal e criação cênica; - Fortalecimento da autoestima comunitária e da identidade cultural quilombola, com estímulo à valorização da cultura negra e à continuidade de seus saberes; - Promoção da economia criativa local, com geração de renda para oficineiros, mestres da cultura popular, artistas e produtores da região; - Fortalecimento de redes culturais comunitárias, ampliando o reconhecimento institucional e a capacidade de articulação da entidade proponente e das lideranças envolvidas. Esses resultados contribuem diretamente para a democratização do acesso à cultura, o fomento à diversidade cultural brasileira e o empoderamento de comunidades tradicionais
Objetivo GeralPromover a valorização e difusão do patrimônio imaterial afro-brasileiro por meio da formação artística e da circulação de um espetáculo inédito de Tambor de Crioula protagonizado por jovens quilombolas das comunidades de Itapecuru-Mirim (MA), fortalecendo a identidade cultural, o protagonismo juvenil e o acesso à cultura em diferentes territórios. Objetivos Específicos1. Realizar 06 oficinas formativas com carga horária total de 90 horas, abordando temáticas como Tambor de Crioula, Capoeira, Expressão Corporal e Criação Cênica, com a participação de 40 jovens quilombolas das comunidades de Oiteiro dos Nogueiras e Canta Galo2. Desenvolver um espetáculo inédito intitulado "Tambor de Crioula: A História que o Corpo Conta", fruto da criação coletiva dos jovens, com roteiro inspirado nas memórias e vivências locais.3. Realizar 03 apresentações públicas gratuitas do espetáculo, nos municípios de Itapecuru-Mirim (MA), São Luís (MA) e Fortaleza (CE), alcançando um público estimado de 1.000 pessoas.4. Produzir figurinos, adereços, instrumentos percussivos e trilha sonora com participação direta dos jovens, promovendo sua formação técnica e valorização estética afro-brasileira.5. Realizar 03 oficinas de contrapartida social (01 em cada cidade), voltadas a estudantes e professores de escolas públicas, promovendo troca de saberes e práticas entre artistas e comunidade.6. Fortalecer a autonomia cultural e capacidade organizativa da Associação Cultural e Educacional do Tambor de Crioula São Benedito do Quilombo Oiteiro dos Nogueiras e das lideranças quilombolas envolvidas no projeto.7. Ampliar a visibilidade da cultura quilombola e combater o racismo estrutural, promovendo o reconhecimento das expressões tradicionais em espaços institucionais e públicos.
O Maranhão abriga 2.025 localidades quilombolas, com 269.074 pessoas quilombolas (Censo 2022), sendo o estado com maior número de comunidades do país. Itapecuru-Mirim é um dos municípios com maior concentração, reunindo mais de 120 comunidades reconhecidas. Apesar da riqueza cultural, essas comunidades enfrentam desigualdades no acesso à cultura e às políticas públicas. O projeto "Tambor de Crioula em Movimento: Juventude Quilombola em Cena" nasce da articulação com lideranças das Comunidades Quilombolas de Oiteiro dos Nogueiras e Canta Galo , em Itapecuru-Mirim (MA), e do protagonismo de jovens interessados em preservar e reinventar as expressões culturais do território. A proposta deste projeto foi construída a partir de oficinas com Mestre Bamba, reconhecido Mestre da Cultura Popular pelo MinC. O projeto tem como referência o Tambor de Crioula, expressão símbolo da resistência negra, presente em rituais religiosos, festas e celebrações populares. Embora enraizado no cotidiano das comunidades, seu alcance em espaços institucionais e públicos ainda é limitado. O projeto visa registrar, valorizar e apresentar esse patrimônio imaterial, por meio de um espetáculo inédito, protagonizado por jovens quilombolas, com circulação em Itapecuru-Mirim, São Luís e Fortaleza (CE), e realização de oficinas de formação artística e cultural. A iniciativa fortalece vínculos comunitários, ativa memórias coletivas, amplia repertórios artísticos e promove um diálogo entre tradição e contemporaneidade, dando visibilidade às vozes do povo negro rural. Com apoio do do MinC, serão viabilizadas as oficinas e a produção do "Espetáculo Tambor de Crioula: A História que o Corpo Conta", promovendo intercâmbio cultural e fortalecimento da juventude quilombola.
O projeto beneficiará diretamente jovens quilombolas de 15 a 29 anos, das Comunidades Quilombolas de Oiteiro dos Nogueiras, Canta Galo e Pedrinhas, em Itapecuru-Mirim (MA), majoritariamente pertencentes a camadas sociais em situação de vulnerabilidade. O público é composto por jovens negros(as), moradores(as) de áreas rurais, com baixa oferta de acesso a bens e serviços culturais. O espetáculo também alcançará público geral nas cidades de circulação. O projeto conta com o apoio e a articulação de diversas instituições e organizações comunitárias e culturais que contribuem para a mobilização de público, cessão de espaços para oficinas e ensaios, articulação local e divulgação das ações, sem aporte financeiro direto. As parcerias estabelecidas ou em negociação são: Mandú Inovação: apoio técnico na concepção do projeto, articulação cultural e suporte na divulgação das atividades. Centro Cultural e Educacional Mandigueiros do Amanhã: parceria na realização de oficinas de formação artística e cultural, bem como na mobilização de jovens quilombolas. Associação Quilombola São Benedito dos Produtores(as) Rurais de Oiteiro: apoio institucional, cessão de espaço para oficinas e ensaios, articulação com a comunidade do Oiteiro dos Nogueiras. Associação Quilombola Rural de Canta Galo: apoio na mobilização de jovens e no processo de formação artística, com cessão de espaço para atividades formativas. Clube de Mães Trabalhadoras Rurais Quilombola Lar de Maria: parceria para mobilização comunitária, apoio às atividades formativas e articulação com mulheres e jovens das comunidades envolvidas. Tais parcerias são fundamentais para o enraizamento do projeto no território, para a participação efetiva das comunidades e para a consolidação das ações junto à juventude quilombola.
1. PRÉ-PRODUÇÃO (3 meses):Articulação comunitária e seleção dos participantes: reuniões com lideranças, mestre da cultura e jovens das comunidades para seleção de até 40 participantes.Planejamento das oficinas: definição de cronograma e equipe de formadores.Definição e Contratação da equipe de produção: oficineiros, assistentes e produtor.Pesquisa de materiais para figurino e instrumentos: levantamento de fornecedores e orçamentos.Definição dos locais de ensaio e oficinas: articulação com espaços comunitários ou escolas públicas.Planejamento da comunicação: definição das peças gráficas e digitais, cronograma de postagens, briefing para assessoria de imprensa. Criação de identidade visual do projeto.2. EXECUÇÃO (5 meses): Realização das 6 oficinas formativas (ch total de 90h), com duração média de 3 encontros por oficina: tambor de crioula, capoeira, expressão corporal e criação cênica;Ensaios semanais com orientação cênica e musical.Criação e confecção de figurinos, adereços e instrumentos.Produção de teasers e conteúdo audiovisual durante as oficinas e ensaios.Apresentações públicas do espetáculo em 3 cidades (Itapecuru-Mirim, São Luís e Fortaleza-CE).Realização de 06 oficinas de contrapartida social com estudantes e professores de escola pública, sendo 2 em cada localidade por onde espetáculo circular, atendendo até 50 pessoas em cada oficina.Ações de mobilização local (cartazes, redes sociais, rádios comunitárias).Registro audiovisual das apresentações para o minidocumentário.3. PÓS-PRODUÇÃO (1 mês):Edição do minidocumentário final (com legendas e versão para redes sociais).Avaliação interna e comunitária do projeto: roda de conversa e sistematização de aprendizados.Distribuição dos materiais produzidos (vídeo, fotos, textos).Relatório de execução e prestação de contas.
O projeto garantirá acessibilidade física durante as apresentações públicas e oficinas, priorizando espaços com estrutura adequada, como o Teatro Arthur Azevedo (São Luís) e o teatro parceiro em Fortaleza, que contam com rampas, banheiros adaptados e assentos preferenciais. Em Itapecuru-Mirim, o local será escolhido considerando acessos nivelados e apoio à mobilidade de pessoas com deficiência.Em relação à acessibilidade de conteúdo, estão previstas medidas como tradução em Libras nas apresentações públicas e na roda de conversa final, além da inserção de legendas descritivas nos conteúdos audiovisuais curtos produzidos durante o projeto. As peças gráficas e digitais seguirão critérios de contraste e legibilidade, garantindo o acesso de públicos com baixa visão. O projeto buscará, sempre que possível, ampliar a inclusão por meio de linguagem acessível e estratégias participativas.
As contrapartidas sociais do projeto “Tambor de Crioula em Movimento: Juventude Quilombola em Cena” são estruturadas para gerar impacto direto nas comunidades quilombolas envolvidas, com foco na formação de jovens, valorização de saberes tradicionais e democratização do acesso à cultura. Formação e capacitação comunitária:Realização de 6 oficinas gratuitas voltadas para jovens da Comunidade Quilombola Oiteiro dos Nogueiras, abrangendo temas como tambor de crioula, capoeira, criação cênica, figurino, expressão corporal e produção cultural; Participação ativa de mestres da cultura tradicional, promovendo a transmissão intergeracional de saberes locais; Certificação simbólica aos participantes, valorizando sua inserção no processo formativo e artístico. Acesso gratuito à cultura: Todas as apresentações do espetáculo serão gratuitas CONFIMAR, promovendo o acesso de comunidades quilombolas e periféricas a uma experiência artística construída a partir de sua própria realidade cultural; Mobilização para a presença de estudantes da rede pública, educadores, grupos culturais, comunidades de matriz africana e demais interessados da região. Legado cultural: Produção e distribuição de um minidocumentário com registros do processo e depoimentos dos participantes, que será disponibilizado online e poderá ser utilizado pelas escolas locais e centros culturais como material de referência; Estímulo à formação de núcleos permanentes de cultura nas comunidades envolvidas, com apoio técnico e articulação local.
Mestre Bamba (Kleber Umbelino Lopes Filho) – Diretor Musical, Oficineiro e Mestre de Cultura Popular Reconhecido como Mestre da Cultura Popular pelo Ministério da Cultura, Mestre Bamba é referência na cultura afro-maranhense. Formado em Educação Física, atua há mais de 40 anos com Tambor de Crioula e Capoeira Angola. É fundador do Centro Cultural e Educacional Mandigueiros do Amanhã, com ações formativas em comunidades de São Luís, Santa Rita e Itapecuru-Mirim. Em 2024, dirigiu o espetáculo “Resistência Ancestral” no Theatro José de Alencar (CE). Jamilson dos Santos e Santos – Produtor Executivo e Coordenador Geral Jovem quilombola do Quilombo Oiteiro dos Nogueiras (MA), é pesquisador e produtor cultural. Graduando em Educação do Campo (UFMA) e Geografia (Unicesumar), preside a Associação Cultural do Tambor de Crioula São Benedito. Atua em projetos com CAPES, SECMA, Vale e Fundo Casa. Coordenou o festejo de São Benedito e o intercâmbio Caminhos Amefricanos em Moçambique. Elinalva Moreira dos Santos – Coordenadora de Mobilização Comunitária Coreira e liderança quilombola com mais de 30 anos de atuação cultural em Oiteiro dos Nogueiras. Secretária da associação local, é referência na articulação de festas, oficinas e jovens. Maria José dos Santos – Gestora Institucional Presidente da Associação Quilombola São Benedito, com experiência em gestão de projetos financiados por Fundo Casa, Vale, CONAB e CONAQ. Coordenou a implementação da Cozinha Quilombola e da Casa de Farinha. Milena dos Santos e Santos – Coordenadora de Comunicação e Registro Audiovisual Jovem comunicadora quilombola, atua com audiovisual comunitário e comunicação digital. Integra o projeto “Vozes Quilombolas” e o Núcleo Jovem de Comunicação do território. Carlos Eduardo Muniz Ferreira – Assistente de Direção Professor de Capoeira Angola e mestre de tambor da Vila Fé em Deus (Santa Rita/MA), atua na formação de jovens com foco na cultura afro-maranhense e espiritualidade ancestral.
Transferência de recursos entre conta captação e conta movimento no valor de R$180.000,00 em 24/02/2026.