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Este projeto prevê a montagem e itinerância do espetáculo "Distopia Hughie", inspirado na obra Eugene O’Neill em uma versão distópica, adaptada para um futuro próximo.
O projeto propõe a montagem de Hughie, de Eugene O’Neill, em uma versão distópica, adaptada para um futuro próximo, em que os resquícios da presença humana convivem com uma sociedade digitalizada e automatizada. A encenação será um monólogo encenado no limiar entre o teatro e a instalação tecnológica, em que a interação entre o personagem humano (Erie) e um avatar holográfico (o recepcionista noturno) revela, por contraste, a urgência das conexões emocionais num mundo dominado pela eficiência mecânica. A proposta é provocar o espectador a refletir sobre o vazio dahiperconectividade e a obsolescência da escuta verdadeira. O espetáculo também explora recursos de videomapping e ambientação sonora digital para acentuar o colapso sensorial de um cenário urbano decadente.
OBJETIVOS GERAIS . Promover a difusão e valorização do teatro brasileiro por meio da montagem e itinerância do espetáculo "Distopia Hughie" em diversas cidades do país, contribuindo para a ampliação do acesso à cultura, a formação de público e o fortalecimento das manifestações artísticas nacionais. Além disso, buscamos promover a integração cultural entre diferentes regiões brasileiras, fomentando a inclusão social e o desenvolvimento cultural em âmbito nacional. OBJETIVOS ESPECÍFICOS . Realizar montagem e itinerância do espetáculo teatral "Distopia Hughie" em 12 cidades brasileiras, sendo: 24 apresentações em São Paulo (dois meses de temporada); 12 apresentações no Rio de Janeiro (um mês); 02 apresentações em cada uma das cidades de: Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Fortaleza, Natal, Belém e Vitória. Total de 68 apresentações para até 500 espectadores cada uma, totalizando até 28.000 beneficiários.
Este projeto se enquadra no seguinte inciso do Art. 1º da Lei 8313/91:III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; eIX - priorizar o produto cultural originário do País.Para tanto, atenderemos ao seguinte inciso do Art. 3º da referida norma:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. A escolha por Hughie como ponto de partida se dá por sua estrutura intimista e potência emocional condensada: uma longa conversa em que apenas um personagem fala e o outro escuta. O projeto radicaliza essa assimetria ao transformar o ouvinte num avatar digital, inserindo a peça num contexto de falência afetiva causada pela automatização das relações. Num momento histórico em que a inteligência artificial está se tornando presença cotidiana e que a escuta empática é cada vez mais rara, a peça convida o público a uma experiência de estranhamento e reconhecimento. A montagem se ancora no desejo de manter vivo um tipo de presença cênica sensível e artesanal, mesmo quando confrontada com as promessas tecnológicas de eficiência e imortalidade digital. A obra também oferece um espaço poético para repensar o luto, a memória e a solidão como elementos políticos e afetivos do nosso tempo. A importância da montagem reside justamente na atualização crítica de uma obra clássica que, ao ser transposta para um universo distópico e tecnologicamente mediado, revela-se mais atual do que nunca. Em tempos em que a inteligência artificial ocupa, com crescente naturalidade, lugares antes reservados à experiência humana — como o cuidado, a escuta, a mediação emocional e a presença —, a peça convida o público a refletir sobre o esvaziamento dos vínculos e a erosão da empatia em meio a respostas rápidas e automatizadas.Montar Hughie hoje é também lançar luz sobre uma sociedade em que o silêncio já não é pausa, mas programação; em que a escuta foi substituída por protocolos; e em que a subjetividade cede lugar ao dado. O espetáculo, ao mesmo tempo poético e crítico, propõe uma vivência teatral que tensiona o presente ao colocar o espectador diante de sua própria solidão contemporânea — uma solidão que, como a de Erie, muitas vezes é expressa através da tentativa desesperada de ser ouvido, ainda que por uma entidade incapaz de compreender.
Espetáculo de artes cênicasAcessibilidade física: locaremos teatros que contem, necessariamente, com medidas de acessibilidade física em seus espaços (assentos preferenciais, banheiros PNE, rampas de acesso e sinalização);Acessibilidade de conteúdo: uma (01) apresentação em cada localidade será mediada por intérprete de libras, com data prevista no material de divulgação; haverá, ainda, uma (01) apresentação com audiodescrição na cidade de São Paulo, cujo público-alvo será de instituições convidadas que atendam pessoas cegas ou de baixa visão. Em todas as apresentações, haverá disponível na bilheteria a sinopse da peça em braile. Em todas as apresentações, haverá disponível abafadores de ruído para pessoas dentro do espectro autista ou com outras necessidades específicas. Contrataremos equipe capacitada para realizar o acompanhamento de pessoas com deficiência física e/ou cognitiva, de forma a garantir a fruição de todos os públicos.Contrapartidas sociais Acessibilidade física: locaremos teatro que conte, necessariamente, com medidas de acessibilidade física em seus espaços (assentos preferenciais, banheiros PNE, rampas de acesso e sinalização);Acessibilidade de conteúdo: caso haja estudantes surdos inscritos, os ensaios abertos serão mediados por intérpretes de libras; caso haja estudantes cegos inscritos, os ensaios também serão mediados por audiodescrição e os participantes cegos convidados para visitar a cenografia do palco para uma visita sensorial.
Informamos que a distribuição de ingressos atenderá o previsto no Art. 46 da IN 23/2025. Em complemento, realizaremos três bate-papos com a equipe técnica e artística, além de especialistas convidados, em atendimento ao Art. 47, inciso V, da referida instrução: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas.Os eventos acontecerão em São Paulo, antes ou depois das apresentações e contemplarão até 1.500 espectadores (500 por bate-papo). A medida será disponibilizada no material de divulgação. Informamos, ainda, que a ação não se confunde com os ensaios abertos de contrapartida social.
Coordenador do projeto e Ator protagonista: Cássio Scapin Realizou ao longo da carreira mais de 40 espetáculos. Ator, formado pela EAD – USP, o paulista Cássio Scapin ficou conhecido das crianças como Nino, do Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura. Já trabalhou em espetáculos no Brasil e na Itália, tendo trabalhado com os diretores Francesco Zigrino/ Itália, Ulisses Cruz, Naum Alves de Souza, Yacov Hillel, Mira Haar e Elias Andreatto, Jô Soares, Marília Pêra entre outros. (...).Diretor de Produção: Rodrigo VelloniProdutor, diretor, ator e arte-educador, fundou a Velloni Produções Artísticas em 1999. Produções: “O Bem Amado” - de Dias Gomes, direção Ricardo Grasson - 2022; “Anjo de Pedra” - de Tennessee Williams, direção Nelson Baskerville - 2022; “Teatro Para Quem Não Gosta” - de Marcelo Médici e Ricardo Rathsam - 2019; “As Cangaceiras Guerreiras do Sertão” - de Newton Moreno, direção Sergio Módena - 2019; “Só de Amor” - de Mariana Santos, direção e produção Rodrigo Velloni - 2019; “A Noite de 16 de Janeiro” - de Ayn Rand, tradução, direção e interpretação Jô Soares - 2018; “Admirável Nino Novo” - monólogo de Cassio Scapin - 2017; “Tróilo e Créssida” - de William Shakespeare, tradução e direção Jô Soares - 2016; “Histeria” - de Terry Johnson, tradução e direção Jô Soares - 2016; “Acorda Pra Cuspir” - de Eric Bogosian, direção Daniel Herz, monólogo com Marcos Veras - 2016; “Pergunte ao Tempo” - de Otavio Martins - 2015; “A Comédia das Maldades” - direção Victor Garcia Peralta - 2015; “Falando a Veras” - texto, direção e atuação Marcos Veras, supervisão Fábio Porchat - 2014; “Atreva-se!” - direção Jô Soares - 2012; “Píramo e Tisbe” - de Vladimir Capella - 2011; “O Meu Amigo Pintor” - de Lygia Bojunga, direção Vladimir Capella - 2010; “O Colecionador de Crepúsculos”, de Vladimir Capella - 2009 (...).Direção e Dramaturgia: André Grynwask Artista multifacetado, com atuação destacada nas áreas de teatro, audiovisual e artes integradas. Fundador da Nihil Confraria Teatral, dirigiuespetáculos como Lorca Amor e Morte, apresentado no Festival Elsinor, em Havana/Cuba, Alento, encenado no Teatro Temporário, e Kafka, em temporada no Teatro Ágora. É também amplamente reconhecido por seu trabalho como diretor audiovisual. Entre suas realizações, destaca-se a co-direção, em parceria com Rodrigo Velloni, do espetáculo Só de Amor, de Mariana Santos, apresentado no Teatro Porto Seguro e em turnê nacional.Como diretor de imagem, André Grynwask criou obras em live action e animação 2D e 3D para importantes nomes das artes cênicas e visuais, como Jô Soares, José Wilker, José Possi Neto, Sandra Corveloni, José Roberto Jardim, entre outros. Assinou a direção do videomapping da campanha de lançamento do Xbox no Brasil, além de ter sido responsável pela direção audiovisual de episódios da websérie Dicionário Circense, produzida para o SESC Belenzinho. Desde então, integra a dupla Um Cafofo, que desenvolve obras interdisciplinares mesclando arte e tecnologia, com foco em audiovisual, videomapping, artes visuais e composição sonora. O trabalho da dupla rendeu indicações ao Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças, na categoria Projeções Cênicas (pelo espetáculo Aladdin), e ao Prêmio Aplauso Brasil, na categoria Destaque (pelo espetáculo A Desumanização). Recebeuainda três indicações do Observatório do Teatro pelos vídeos-cenários criados para os espetáculos Diplomacia e Chegou um Tempo em que a Vida é uma Ordem, e pela iluminação de John e Eu. Participou da Quadrienal de Artes Cênicas de Praga, foi indicado ao World Soundtrack Awards (Bélgica) e teve obras exibidas em mostras realizadas em Cuba e na Rússia. Além de sua produção artística, André Grynwask atuou como diretor assistente donúcleo teatral da Universidade São Judas Tadeu e como professor mediador de audiovisual no projeto Vídeo CRIAR, do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias. Desenvolve pesquisas no campo do ambiente virtual, investigando possibilidades que denomina “filme ao vivo” — uma linguagem que combina edição, manipulação, inserção de imagens e efeitos em tempo real durante apresentações cênicas. Nesse formato, colaborou com artistas como Nelson Baskerville, Eucir de Souza e Marco Antônio Pâmio. Também foi o responsável pela direção audiovisual do evento de abertura da Virada Cultural de São Paulo.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.