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PRONAC 256680Projeto em execução - Encerrado prazo de captaçãoMecenato

Mestres do Tocantins: troca de saberes para a juventude

CENTRO DE EDUCACAO VASCONCELOS LTDA
Solicitado
R$ 199,6 mil
Aprovado
R$ 199,6 mil
Captado
R$ 199,6 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

100.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de Educação Patrimonial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet da Juventude
Ano
25

Localização e período

UF principal
TO
Município
Palmas
Início
2026-01-05
Término
2026-12-14
Locais de realização (5)
Chapada da Natividade TocantinsMateiros TocantinsNatividade TocantinsPorto Nacional TocantinsSanta Rosa do Tocantins Tocantins

Resumo

O projeto tem como foco o estímulo ao empreendedorismo cultural entre jovens da rede pública de ensino por meio da realização de cinco oficinas em municípios do Tocantins: Porto Nacional, Chapada de Natividade, Natividade, Mateiros e Santa Tereza. As oficinas serão ministradas por mestres da cultura tradicional, ao lado de um empreendedor cultural, e pretendem atingir cerca de 300 estudantes por município. Por meio de rodas de conversa, vivências práticas, trocas de saberes, confecção de instrumentos, entrega de apostilas e certificação, os participantes terão contato direto com os fazeres e saberes da cultura popular. O objetivo é mostrar a esses jovens que a tradição não é apenas um legado simbólico, mas um território fértil para iniciativas empreendedoras. Ao reconhecer o valor cultural de suas raízes, os participantes são incentivados a transformar esse patrimônio em possibilidade concreta de geração de renda, protagonismo social e inovação criativa no campo da economia da cultura.

Sinopse

O projeto prevê a execução de 5 palestras, workshops em 5 municípios diferentes, com rodas de conversas, troca de saberes, preparação de instrumentos, entrega de apostilas e certificação de participação, abertas para a população em geral. As oficinas serão realizadas por mestres e griôs, que detêm os saberes e fazeres da cultura popular e tradicional, com reconhecimento no estado do Tocantins. O projeto está alinhado com as diretrizes da Política Nacional de Cultura, que tem como um de seus objetivos a promoção da cultura popular e tradicional e levar ao jovem a cultura popular como fonte de inspiração para o empreendimento cultural Objetivos específicos do projeto Valorizar a cultura regional, através da difusão e troca de conhecimentos dos mestres e griôs; Resgatar os saberes e fazeres da cultura popular e tradicional do Tocantins; Promover a difusão, divulgação e acesso da sociedade civil aos saberes e fazeres de nossa cultura tradicional, popular e de raiz. Metodologia As edições serão realizadas em formato presencial, com duração de 5h cada. As atividades serão ministradas por mestres e griôs, que irão compartilhar seus conhecimentos e experiências com os participantes. Os eventos abordarão temas diversos, como:Artesanato como o capim dourado e a confecção da viola de buriti Manifestações culturais através da dança, canto e sapateado Público-alvo O projeto é aberto para adolescentes na idade escolar, ao longo de dez meses de trabalho. Impactos esperados O projeto espera impactar positivamente a cultura popular e tradicional do Tocantins, por meio dos seguintes resultados: Difusão e troca de conhecimentos dos mestres e griôs; Resgate dos saberes e fazeres da cultura popular e tradicional; Difusão, divulgação e acesso da sociedade civil aos saberes e fazeres da cultura tradicional, popular e de raiz. Material gráfico de apoio aos mestres: Apostila com 30 páginas coloridas contendo um pouco da história dos fazedores da cultura popular tradicional que integram o projeto.

Objetivos

OBJETIVOS GERAL: Realizar cinco oficinas culturais presenciais em municípios do Tocantins (Porto Nacional, Chapada de Natividade, Natividade, Mateiros - (Realizando na comunidade quilombola do Mumbuca), e Santa Tereza - (Realizando na comunidade quilombola de Barra da Aroeira), com foco nos saberes e fazeres da cultura popular e tradicional, destinadas, gratuitamente, para o estudantes da rede pública de ensino do Tocantins, com intuito de promover o empreededorismo cultural entre jovens, apresentando a cultura como possibilidade concreta de atução profissional, gereção de rende e protagonismo social.OBJETIVOS ESPECÍCIFOS: 1- Realizar Palestras e Roda de conversa sobre troca de saberes da cultura popular e empreededorismo.* 2- Promover workshops - vivências práticas com mestres sobre a produção de instrumentos ou práticas culturais no capoeira.**3- Produzir e distribuir 1.500 apostilas didáticas com conteúdo das oficinas e dos saberes compartilhados como apoio as atividades. 5- Emitir 1.500 certificados de participação. 6- Criar e manter as redes sociais oficiais do projeto, para registrar, divulgar e ampliar o alcance das ações junto à sociedade civil.7- Garantir o acesso à cultura por meio da gratuidade das ações, priorizando a participação de crianças, adolescentes e escolas públicas nas comunidades atendidas. 1 _ PALESTRAS E RODA DE CONVERSA SOBRE TROCA DE SABERES DA CULTURA POPULAR E EMPREENDEDORISMO* (PRODUTO PRINCIPAL _ ÁREA: AÇÃO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL _ SEGMENTO: Ações de Educação Patrimonial) Serão realizadas cinco oficinas culturais presenciais, ministradas por um mestre da cultura popular juntamente com um empreendedor cultural, nas quais serão apresentados ao público a importância da preservação dessa arte, um pouco da história desse mestre e as perspectivas de captação de recursos por meio das leis de incentivo à cultura. Duração: 2h. Público estimado: 1.500 jovens da rede pública de ensino do Tocantins. Para a execução do projeto serão convidados quatro mestres: dois especializados na arte de tocar e produzir violas de buriti, um na arte de tocar e produzir pandeirões de couro e um mestre em capoeira. 2 _ WORKSHOP - VIVÊNCIAS PRÁTICAS** (PRODUTO _ CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO _ ÁREA: MÚSICA _ SEGMENTO: Ações Educacionais e de Capacitação) Os mestres ministrarão uma vivência prática na qual serão confeccionados instrumentos ou realizada uma atividade prática relacionada à arte ensinada. Para a execução do projeto serão convidados quatro mestres: dois especializados na arte de tocar e produzir violas de buriti, um na arte de tocar e produzir pandeirões de couro e um mestre em capoeira. Serão duas oficinas de confecção de violas de buriti, uma de confecção de pandeiros de couro e duas de capoeira. Duração: 3h. Público estimado: 1.500 jovens da rede pública de ensino do Tocantins.3 _ DISTRIBUIÇÃO DE APOSTILAS - Produzir e distribuir 1.500 apostilas didáticas com conteúdo das oficinas e dos saberes compartilhados, contribuindo para a documentação e multiplicação do conhecimento. Formato: A4 com 30 páginas ou A5 com 60 páginas _ capa (gramatura 180g) e miolo colorido (gramatura 150g), com encadernação saddle stitch (grampeamento). 5 _ DISTRIBUIÇÃO DE CERTIFICADOS Emitir 1.500 certificados de participação, valorizando o envolvimento dos jovens nas atividades e reforçando seu vínculo com o fazer cultural. Formato: A5 com gramatura 150g.

Justificativa

A justificativa para a execução desse projeto se dá por meio do enquadramento dessa proposta no Art. 1°da Lei 8313/91 que prevê que os recursos dos Mecanismos de Incentivo a Projetos Culturais quando atende os inscisos dessa mesma lei abaixos citados: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; em outro ponto essa proposta também atende os objetivos previstos no Art. 3° que canalliza os recuros dos projetos para os seguintes fins: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;

Especificação técnica

O projeto prevê a execução de cinco palestras, workshops nos municipipios de Porto Nacional, Chapada de Natividade, Natividade, Mateiros e Santa Tereza, com rodas de conversas, troca de saberes, preparação de instrumentos, entrega de apostilas e certificação de participação, abertas para a população em geral. As oficinas serão realizadas por mestres e griôs, que detêm os saberes e fazeres da cultura popular e tradicional, com reconhecimento no estado do Tocantins o evento tem um tempo estimado de execução de 4h à 5h. O projeto está alinhado com as diretrizes da Política Nacional de Cultura, que tem como um de seus objetivos a promoção da cultura popular e tradicional e levar ao jovem a cultura popular como fonte de inspiração para o empreendimento cultural. Serão cinco eventos no total sendo com temas variados respeitando a peculiaridade da região. Porto Nacional e Chapada de Natividade: 1 - PALESTRA, RODA DE CONVERSA– “TROCA DE SABERES DA CULTURA POPULAR – A CAPOEIRA”2- VIVÊNCIAS PRÁTICAS - MOVIMENTOS PRINCIPAIS DA CAPOEIRANatividade: 1 - PALESTRA, RODA DE CONVERSA– “TROCA DE SABERES DA CULTURA POPULAR – O PAIDEIRÃO”2- VIVÊNCIAS PRÁTICAS - MOVIMENTOS PRINCIPAIS DA CAPOEIRA, Mateiros e Santa Tereza: 1- Palestra e Roda de Conversa – “Troca de Saberes da Cultura Popular- A Viola de Buriti”2 - VIVÊNCIAS PRÁTICAS - CONFECÇÃO DA VIOLA DE BURITI 1º Edição: Porto Nacional2º Edição: Chapada de Natividade PRODUTO 01 - PALESTRA, RODA DE CONVERSA – “TROCA DE SABERES DA CULTURA POPULAR E EMPREDEDORISMO – A CAPOEIRA” Duração total: 2hPúblico previsto: 300 jovens da rede pública (15 a 29 anos) e da comunidade em geral. 1. Objetivo GeralPromover o ensino da Capoeira como prática cultural identitária, e seu caráter de produto cultural sustentável e economicamente rentável — especialmente diante da recomendação do MEC para sua implementação no cotidiano escolar. A ação busca fortalecer a valorização da cultura afro-brasileira, fomentar oportunidades de profissionalização no campo da cultura e contribuir para a formação cidadã e para a consolidação de uma educação antirracista.2. Objetivos EspecíficosApresentar a trajetória histórica da Capoeira, contextualizando legislações, marcos culturais e processos de resistência que atravessam sua formação enquanto patrimônio cultural brasileiro.Ampliar os repertórios culturais e identitários de jovens, favorecendo o reconhecimento da diversidade étnico-racial do Brasil.Promover a aprendizagem da Capoeira preservando seus fundamentos, valores comunitários, rituais e tradições transmitidas historicamente.3. JustificativaA Capoeira é uma manifestação cultural de matriz afro-brasileira que emergiu do saber popular e se consolidou como prática de resistência, identidade e expressão política. Por séculos foi transmitida de forma comunitária, oral e corporal, dentro dos princípios da educação não-formal, preservando conhecimentos, símbolos e valores ancestrais.Com o avanço das políticas públicas e das Diretrizes Curriculares para as Relações Étnico-Raciais (Lei 10.639/03 e Lei 11.645/08), ampliou-se a compreensão da Capoeira como ferramenta educativa transversal, capaz de dialogar com diversas áreas do conhecimento, fortalecendo identidades e contribuindo para o combate ao racismo estrutural.Entretanto, pesquisas recentes (Geledés, 2023) revelam que a maior parte das redes municipais ainda realiza poucas ou nenhuma ação para garantir a efetividade das referidas leis, restringindo o tema majoritariamente às atividades da Semana da Consciência Negra. Isso evidencia a urgência de ações permanentes de educação antirracista, sobretudo em territórios periféricos e escolas públicas.Assim, esta ação educativa se mostra essencial ao:fortalecer a capoeira como possilididade empreededora paara jovens; fortalecer práticas culturais ancestrais;ampliar repertórios identitários;reconhecer o valor político, social e pedagógico da Capoeira;promover experiências formativas que integrem corpo, música, história e coletividade.4. Carga Horária Total 2 horas, divididas em:1h30 – Palestra e contextualização histórica30 mim – Roda de conversa (“papoeira”) 5. MetodologiaA ação formativa terá duração total de 2h, organizada em quatro momentos complementares, que integram teoria, demonstração técnica, diálogo formativo e vivência prática com os jovens.Etapa 1 – Palestra Introdutória e Contextualização Cultural (30 mim)· Conduzida pelo mestre convidado, esta etapa apresenta:A importância cultural e identitária da capoeira como patrimônio imaterial.Etapa 2 – Conversa Formativa sobre Empreendedorismo Cultural e Economia Criativa (1h)Momento destinado a orientar os jovens sobre:Possibilidades de atuação profissional na cadeia cultural (produção, formação, criação, comercialização).Informações sobre leis de incentivo, editais e oportunidades de fomento para quem deseja atuar na área.Legislação do Ministério de Educação que incentiva e regulamenta a prática de capoeira nas escolas como oportunidade de crescimento do mercado. A linguagem será acessível e conectada à realidade dos participantes, destacando exemplos práticos.Etapa 3 – Roda de Conversa com o Mestre e Perguntas dos Jovens (30 min)Espaço aberto para troca de saberes, no qual:Os participantes poderão fazer perguntas diretamente ao mestre.Serão compartilhadas memórias, histórias e curiosidades sobre a capoeira e as práticas culturais locais.A interação fortalecerá o diálogo intergeracional, valorizando o conhecimento tradicional da comunidade.7. Conteúdos a Serem MinistradosHistória e ancestralidade da CapoeiraCapoeira como resistência e formação identitáriaMarcos legais: 10.639/03, 11.645/08 e Estatuto da Igualdade RacialRituais, simbologias e mestres referenciaisMovimentos básicos e fundamentos do jogoMusicalidade: canto, ritmo e instrumentosEducação antirracista e discussões sobre desigualdade racialA Capoeira como patrimônio imaterial brasileiro 8. Material Didático UtilizadoNotebook e datashow para apresentação teóricaApostilaAparelho de som 9. Profissionais EnvolvidosMestre detentor do saberResponsável pela transmissão técnica e cultural, demonstração prática, contextualização histórica e condução da vivência.Mediador culturalEspecialista em cultura popular, responsável pela mediação pedagógica, contextualização antropológica e apresentação das políticas públicas e leis de incentivo.Assistente de Apoio CulturalApoio logístico, organização do espaço, controle de público e registro da atividade.Coordenação Geral do ProjetoPlanejamento, supervisão, articulação institucional e diálogo com as comunidades.Coordenação PedagógicaAcompanhamento metodológico, validação dos conteúdos educativos e desenvolvimento das apostilas.Profissional de Captação de ImagemRegistro audiovisual para fins de memória cultural, documentação e prestação de contas. PRODUTO 02 – VIVÊNCIA PRÁTICA - MOVIMENTOS PRINCIPAIS DA CAPOEIRA (3h)Esta etapa reforça o aprendizado pela prática, fortalecendo a conexão entre juventude, identidade cultural e saber tradicional.Carga horária total: 3hPúblico-alvo: Jovens de 15 a 29 anos da rede pública de ensino, educadores e comunidade em geral.Estimativa de participantes: Até 300 jovens por edição. 1. Objetivo GeralPromover a prática da capoeira, por meio de uma vivência onde os participantes terão contato com a musicalidade e a movimentação corporal engajando esses jovens para que eles compreendam que essa pode ser uma atividade cultural, mas também uma possibildiade de empreender economicamente sustentável no campo da cultura, da educação e das artes.2. Objetivos Específicos• Apresentar a Capoeira como patrimônio cultural afro-brasileiro, destacando sua relevância histórica, social e educativa.• Capacitar os jovens com noções iniciais de musicalidade, movimento e fundamentos técnicos.• Estimular a valorização da ancestralidade afro-brasileira e da educação antirracista.• Ampliar a percepção dos jovens sobre o potencial econômico da Capoeira, reconhecida e recomendada pelo MEC como prática educativa em escolas. 3. JustificativaA Capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira reconhecida como patrimônio cultural imaterial, integrando dimensões corporais, musicais, históricas e identitárias. Sua presença no ambiente educacional tem sido fortalecida por recomendações do MEC, o que amplia significativamente o campo de atuação profissional de capoeiristas, mestres e educadores culturais.Ao promover uma vivência formativa com mestres experientes, esta ação contribui para: • a preservação e difusão da cultura afro-brasileira; • o fortalecimento de práticas de educação antirracista; • a aproximação dos jovens a saberes tradicionais; • o estímulo ao surgimento de novos agentes culturais; • o entendimento da Capoeira como oportunidade de renda, empreendedorismo e inserção no mercado cultural.Assim, a proposta atende aos princípios de educação patrimonial, formação cidadã e fortalecimento das identidades culturais, ao mesmo tempo em que abre caminhos concretos para a profissionalização no setor da cultura.4. Metodologia (total 3h)Para a parte prática da Capoeira foi estruturado um conjunto de atividades que recorre aos três elementos da formação humana potencializados pela Capoeira: corporeidade, musicalidade e sociabilidade (MEC, 2023). Estes três elementos se conectam com a tríade V.I.M. (Voz, Instrumento e Movimento), que nas manifestações culturais africanas representam não apenas uma expressão artística, mas também uma conexão profunda com a natureza (KABWENHA, 2024).Nesse sentido, o projeto busca fortalecer a comunidade com os conteúdos populares, desenvolvendo o ensino da Capoeira através de sua característica polissêmica, proporcionando experiências no processo ensino-aprendizagem, enriquecendo seu fazer pedagógico, cultural e filosófico. A vivência prática será organizada em quatro etapas progressivas, permitindo que os participantes compreendam os fundamentos da Capoeira, desenvolvam movimentos introdutórios e experimentem a dinâmica da roda de forma segura, pedagógica e culturalmente contextualizada. Etapa 1 – Preparação Corporal e Ritmo InicialObjetivo: preparar o corpo e introduzir o ritmo básico da Capoeira. Atividades: • Aquecimento leve com movimentos circulares, alongamentos dinâmicos e mobilidade articular. • Exercícios de respiração e ritmo. • Apresentação do toque básico do berimbau como guia do movimento.Etapa 2 – Fundamentos Técnicos da Capoeira Objetivo: ensinar e exercitar os movimentos essenciais. Atividades: • Demonstração e prática da ginga (base da Capoeira). • Movimentos de defesa e esquiva: negativa, cocorinha, esquiva lateral e diagonal. • Movimentos de deslocamento: básica de frente, lateral e meia-lua do corpo sem impacto. • Noções introdutórias de postura, equilíbrio, ritmo e relação com o parceiro. Etapa 3 – Exercícios Aplicados em Dupla e Dinâmicas de JogoObjetivo: introduzir o jogo da Capoeira em ambiente guiado. Atividades: • Dinâmicas simples de espelhamento e resposta corporal. • Exercícios em dupla com movimentos combinados: ginga + esquiva, deslocamento guiado e entradas leves.• Prática supervisionada de pequenos jogos pedagógicos, sem contato físico e sem acrobacias, adequada ao nível dos participantes. • Orientações sobre respeito, escuta corporal e construção coletiva do jogo.Etapa 4 – Roda Pedagógica, Musicalidade e EncerramentoObjetivo: vivenciar a roda como espaço cultural, simbólico e comunitário. Atividades: • Montagem da roda com participação de todos. • Apresentação dos instrumentos (berimbau, pandeiro, atabaque e agogô) e suas funções no toque. • Roda guiada com interação dos participantes, aplicando o que foi aprendido. • Dinâmica final de musicalidade: palmas, cantos simples e acompanhamento do jogo. • Fechamento com breve reflexão sobre respeito, ancestralidade e o caráter comunitário da Capoeira.5. Conteúdos a Serem MinistradosMovimentos básicos e fundamentos do jogoMusicalidade: canto, ritmo e instrumentosA Capoeira como patrimônio imaterial brasileiro 6. Materiais DidáticosBerimbaus, pandeiros, atabaque e agogôCaixa de som e microfone 7. Profissionais EnvolvidosMestres de CapoeiraResponsáveis pela transmissão técnica, condução da roda, demonstração dos movimentos, orientação musical e contextualização histórica da prática.Assistente de Apoio CulturalOrganização do espaço, suporte logístico, acolhimento do público e apoio à execução da vivência.Coordenador Geral do ProjetoAcompanhamento geral, planejamento técnico e gestão da ação educativa.Profissional de Registro e ImagemCaptação fotográfica e audiovisual para documentação e prestação de contas. ___________________________________________________________3ª edição: Comunidade Quilombola do Mumbuca – Mateiros/Jalapão Duração: 5h4ª edição: Comunidade Quilombola de Barra da Aroeira – Santa Tereza Duração: 5hPRODUTO 01: Palestra e Roda de Conversa – “Troca de Saberes da Cultura Popular: A Viola de Buriti”Duração: 2hPúblico-alvo: Jovens de 15 a 29 anos da rede pública de ensino e comunidade em geralEstimativa de participantes: 300 jovens por edição (total: 600 jovens)1. Objetivo GeralPromover a educação patrimonial e o fortalecimento da identidade cultural quilombola por meio da troca de saberes sobre a Viola de Buriti, valorizando seus mestres, ampliando o conhecimento sobre técnicas tradicionais de confecção e incentivando a continuidade desse saber entre jovens como forma de empreendedorismo cultural. 2. Objetivos EspecíficosCapacitar 300 jovens na compreensão das etapas de confecção da Viola de Buriti e de seu contexto cultural.Incentivar a manutenção da prática por meio de rodas de conversa sobre construção, uso musical e trajetória histórica do instrumento.Fomentar a continuidade e transmissão oral do conhecimento tradicional nas comunidades quilombolas.Contribuir para a salvaguarda da Viola de Buriti como patrimônio imaterial do Tocantins, reforçando a importância dos mestres como guardiões desse saber.3. Justificativa A Viola de Buriti é um bem cultural profundamente enraizado nas comunidades quilombolas do Jalapão e do centro-norte do Tocantins. Seu processo de feitura, a partir dos talos da palmeira buriti (Mauritia flexuosa), é resultado de uma engenharia artesanal ancestral que envolve técnicas transmitidas por gerações.No entanto, a continuidade desse saber enfrenta riscos concretos. Em comunidades como o Mumbuca, a prática chegou a ser mantida por apenas dois mestres violeiros nos últimos anos, evidenciando um processo de rarefação que ameaça a preservação desse patrimônio cultural imaterial.Neste contexto, realizar ações educativas dentro das próprias comunidades quilombolas constitui um ato de salvaguarda ativa, pois:reforça a transmissão intergeracional;fortalece o sentimento de pertencimento;cria um ambiente de reconhecimento e valorização dos mestres;incentiva jovens a compreenderem e se apropriarem de sua herança cultural;promove o resgate de uma técnica em risco de desaparecimento.A atividade atende, portanto, a uma demanda urgente dos próprios detentores do saber, que manifestam preocupação com a continuidade da Viola de Buriti e reconhecem a necessidade de criar espaços formativos que dialoguem com as juventudes.4. Metodologia A metodologia integra princípios de educação patrimonial, aprendizagem experiencial, troca intergeracional, mediação cultural e salvaguarda participativa. O encontro será dividido em quatro momentos que combinam formação teórica, demonstração prática e diálogo comunitário.Momento 1 – Exposição Histórica e Cultural da Viola de BuritiApresentação conduzida pelo mestre e mediador cultural.Abordagem da Viola de Buriti como expressão identitária quilombola e como patrimônio vivo.Contextualização sobre sua presença em festas, rituais e celebrações.Explicação técnica sobre os materiais utilizados (buriti, cordas, ferramentas) e seus significados simbólicos.Discussão introdutória sobre patrimônio imaterial, memória coletiva, referência cultural e transmissão oral.Momento 2 – Diálogo sobre Profissionalização, Empreendedorismo Cultural e Leis de Incentivo (1h)Introdução aos caminhos de atuação profissional no campo da cultura tradicional.Demonstração de como o fazer artesanal pode gerar renda e fortalecer economias comunitárias.Explicação didática sobre editais, leis de incentivo e políticas públicas acessíveis às comunidades rurais e quilombolas.Orientações sobre como registrar, comercializar e valorizar a produção artesanal e musical local.Momento 3 – Roda de Conversa com o Mestre (30 min)Espaço horizontal de troca para perguntas, depoimentos e compartilhamento de experiências.Jovens conhecem relatos de vida, desafios e sabedorias do mestre violeiro.Fortalecimento do vínculo geracional e da transmissão oral enquanto método pedagógico.6. Conteúdos a Serem MinistradosContexto histórico e identitário da Viola de Buritiorigem, função social e presença em rituais quilombolas.Educação patrimonialmemória, identidade, transmissão geracional, salvaguarda.Diálogo comunitárioroda de conversa, relatos, perguntas e construção coletiva de conhecimento.7. Materiais Didáticos UtilizadosExemplares da Viola de BuritiTalos de buriti, cordas, ferramentas, facas, goivas e materiais tradicionaisMesa expositivaEquipamento de somApostila educativa com informações sobre o instrumento, o mestre e o passo a passo da produçãoMicrofone (quando necessário)8. Profissionais EnvolvidosMestres detentores do saber tradicional - Arnon Ribeiro Tavares, Missim da Viola de Buriti e Laurindo RodriguesOs três mestres participaram do I Encontro de Rabecas e Violas de Buriti em Comunidades Tradicionais do Tocantins, promovido pelo Governo do Estado em parceria com o IPHAN e a UFT, onde atuaram na condução de oficinas para crianças das comunidades locais.Mediador cultural Especialista em cultura popular, responsável pela mediação pedagógica, contextualização antropológica e apresentação das políticas públicas e leis de incentivo.Assistente de Apoio CulturalApoio logístico, organização do espaço, controle de público e registro da atividade.Coordenação Geral do ProjetoPlanejamento, supervisão, articulação institucional e diálogo com as comunidades.Coordenação PedagógicaAcompanhamento metodológico, validação dos conteúdos educativos e desenvolvimento das apostilas.Profissional de Captação de ImagemRegistro audiovisual para fins de memória cultural, documentação e prestação de contas. PRODUTO 02 - VIVÊNCIA PRÁTICA DE CONFECÇÃO DA VIOLA DE BURITI -3h1. Objetivo GeralPromover uma vivência formativa de educação patrimonial que possibilite aos jovens o contato direto com a prática tradicional da construção da Viola de Buriti, valorizando os mestres detentores do saber, fortalecendo a identidade cultural quilombola e incentivando a continuidade, a autonomia criativa e o empreendedorismo cultural comunitário. 2. Objetivos Específicos• Apresentar, de forma prática e acessível, o processo tradicional de construção da Viola de Buriti. • Valorizar os mestres artesãos como guardiões do conhecimento ancestral, reforçando sua importância para a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial. • Estimular o interesse dos jovens pela continuidade da tradição, promovendo vínculos afetivos, sensoriais e identitários com a cultura local. • Demonstrar as possibilidades de geração de renda e empreendedorismo cultural por meio da construção artesanal do instrumento. • Incentivar práticas comunitárias de transmissão geracional e fortalecimento das memórias locais. • Ensinar os fundamentos rítmicos da Viola de Buriti, aproximando os participantes da sonoridade e do uso musical do instrumento. 3. JustificativaA Viola de Buriti é um patrimônio cultural profundamente enraizado nas comunidades quilombolas do Tocantins, especialmente nas regiões do Jalapão e do centro-norte do Estado. Construída artesanalmente a partir dos talos da palmeira buriti — elemento simbólico da paisagem local — seu saber-fazer é transmitido oralmente, de geração em geração.Contudo, esse conhecimento encontra-se em risco, devido à diminuição de mestres atuantes, à modernização dos hábitos culturais e ao afastamento das juventudes das práticas tradicionais. A vivência prática torna-se, portanto, uma ação estratégica para:• fortalecer a educação patrimonial; • aproximar os jovens dos mestres e dos processos tradicionais; • criar possibilidades reais de continuidade e preservação do saber; • inserir a prática da viola no contexto da economia da cultura, promovendo oportunidades de empreendedorismo, circulação e valorização artística.Assim, a ação contribui para a salvaguarda do patrimônio imaterial, reforça a identidade quilombola e promove autonomia cultural nas comunidades. 4. Metodologia (Etapas Práticas da Vivência – 3h)A metodologia é baseada em educação patrimonial, aprendizagem prática, mediação cultural e transmissão oral. A vivência será dividida em três etapas articuladas, conduzidas de forma didática e participativa. Etapa 1 – Introdução Técnica e Preparo da Matéria-Prima• Explicação detalhada sobre a colheita do buriti e critérios de seleção dos talos. • Demonstração dos primeiros cortes e do processo de secagem e preparo. • Orientação sobre ferramentas tradicionais (facas, goivas, madeira de apoio). • Conversa sobre sustentabilidade do uso do buriti e práticas tradicionais de manejo responsável. Etapa 2 – Demonstração Artesanal dos Mestres• O mestre realiza a montagem da viola a partir de peças previamente preparadas. • Demonstração passo a passo da construção do braço, caixa acústica e acabamento. • Explicação sobre tensionamento das cordas, afinação e particularidades sonoras. • Debate sobre adaptações contemporâneas e diferenças entre a viola de buriti e outros instrumentos de corda. • Espaço para perguntas e diálogo direto com os mestres. Etapa 3 – Vivência Prática e Experiência Sensorial dos Jovens• Manuseio dos materiais (talos, cordas, madeiras) com acompanhamento dos mestres. • Vivência de reconhecimento sonoro: ritmos básicos e percepção da afinação. • Atividade sensorial para promover vínculo afetivo com o instrumento e sua história.Roda de música conduzida pelos mestres 5. Conteúdo Programático1. Contexto histórico e identitário da Viola de Buriti – origem; – função social; – uso em rituais, festas e celebrações quilombolas.2. Processo tradicional de construção do instrumento – manejo do buriti; – preparo e secagem dos talos; – técnicas manuais e ferramentas; – montagem do corpo, braço e cordas.3. Educação patrimonial e pertencimento cultural – memória coletiva; – identidade quilombola; – formas de salvaguarda.4. Diálogo comunitário e economia da cultura – roda de conversa; – possibilidade de geração de renda; – valorização de produtos culturais tradicionais; – reconhecimento dos mestres como agentes culturais.7. Materiais Didáticos UtilizadosExemplares da Viola de BuritiTalos de buriti, cordas, ferramentas, facas, goivas e materiais tradicionaisMesa expositivaEquipamento de somApostila educativa com informações sobre o instrumento, o mestre e o passo a passo da produçãoMicrofone (quando necessário)8. Profissionais EnvolvidosMestres detentores do saber tradicional - Arnon Ribeiro Tavares, Missim da Viola de Buriti e Laurindo RodriguesOs três mestres participaram do I Encontro de Rabecas e Violas de Buriti em Comunidades Tradicionais do Tocantins, promovido pelo Governo do Estado em parceria com o IPHAN e a UFT, onde atuaram na condução de oficinas para crianças das comunidades locais.Mediador culturalEspecialista em cultura popular, responsável pela mediação pedagógica, contextualização antropológica e apresentação das políticas públicas e leis de incentivo.Assistente de Apoio CulturalApoio logístico, organização do espaço, controle de público e registro da atividade.Coordenação Geral do ProjetoPlanejamento, supervisão, articulação institucional e diálogo com as comunidades.Coordenação PedagógicaAcompanhamento metodológico, validação dos conteúdos educativos e desenvolvimento das apostilas.Profissional de Captação de ImagemRegistro audiovisual para fins de memória cultural, documentação e prestação de contas. ____________________________________________________________________________________ 5º Edição - NatividadePRODUTO 01 –PALESTRA, RODA DE CONVERSA E VIVÊNCAIS. “TROCA DE SABERES DA CULTURA POPULAR – O PANDEIRÃO E AS MANIFESTAÇÕES DE NATIVIDADE”Duração: 2h Público: Jovens da rede pública (15 a 29 anos) – estimativa: 300 participantesLocal de realização: Escola da rede pública de ensino de natividade.1. JustificativaA cidade de Natividade (TO) abriga um dos mais ricos conjuntos de tradições culturais do Estado, marcadas pela força das populações quilombolas que, ao longo de gerações, preservaram saberes, ritmos e expressões fundamentais para a identidade tocantinense. Entre esses elementos, o pandeirão de couro ocupa lugar de destaque, sendo protagonista em manifestações como a Suça, o Reis de Congo e outras celebrações que expressam a ancestralidade negra e a resistência cultural da comunidade.Nesse contexto, o projeto propõe a criação de um espaço de valorização e visibilidade para os mestres da cultura popular, guardiões desses saberes que frequentemente permanecem invisibilizados nas políticas culturais convencionais. Ao trazer esses mestres para o centro do processo formativo, o projeto não apenas promove a transmissão direta dos conhecimentos sobre o pandeirão — sua história, construção, usos e símbolos — como também reconhece o papel social e histórico desses detentores da tradição, muitos deles remanescentes de comunidades quilombolas que sustentam práticas culturais ancestrais.A realização da vivência de construção do pandeirão, da palestra de troca de saberes e da apresentação final cria um percurso formativo que fortalece o vínculo dos jovens com suas raízes, ao mesmo tempo em que apresenta oportunidades concretas de atuação no campo da cultura, seja artística, comunitária ou empreendedora. Ao possibilitar que a juventude compreenda o valor do patrimônio cultural que a cerca e reconheça o potencial econômico e simbólico dessas tradições, o projeto incentiva o protagonismo juvenil e contribui para a continuidade desses saberes.Portanto, esta ação se justifica pela necessidade de preservar, reconhecer e difundir os saberes tradicionais locais, garantindo que o pandeirão — enquanto instrumento, símbolo e memória — continue ecoando nas mãos das novas gerações e que os mestres da cultura popular recebam o respeito, a visibilidade e o papel de destaque que merecem na formação cultural do Tocantins. 2. Objetivo GeralFomentar a produção do pandeirão entre os jovens da cidade de Natividade com um instrumento que possibilidade a preservação da cultura e uma ferramenta de empreendedorismo cultural, valorizando os mestres da cultura popular. 3. Objetivos EspecíficosApresentar para um público de cerca de 300 jovens da cidade de Natividade, a importância cultural do pandeirão para os Nativitanos.Explicar leis de incentivo e oportunidades da economia criativa.Criar um espaço de integração de intergeracionalidade, entre os mestres detentores dos saberes e fazeres populares e os jovens. Promover uma oficina para demostrar para 300 jovens como é a produção do pandeirão. 4. MetodologiaA metodologia será baseada em educação patrimonial, aprendizagem prática, mediação cultural e troca intergeracional, garantindo que o conhecimento ancestral do pandeirão seja vivenciado, compreendido e valorizado pelos jovens. O evento será dividido em três momentos articulados, totalizando 2 horas de duração: Momento 1 – Exposição Histórica e Cultural do PandeirãoApresentação realizada pelo mestre e pelo mediador cultural, contextualizando o pandeirão como símbolo identitário de Natividade.Narrativa sobre a trajetória do mestre, seu vínculo com a tradição e o papel do instrumento nas festas populares e no cotidiano da comunidade.Explicação sobre materiais, técnicas, uso do couro, confecção do aro e simbolismos presentes no instrumento.Introdução ao conceito de patrimônio imaterial e à importância da salvaguarda desses saberes. Momento 2 – Diálogo sobre Profissionalização, Empreendedorismo e Leis de IncentivoConversa orientada sobre possibilidades de atuação profissional na cultura, incluindo:economia criativa,empreendedorismo cultural local,importância dos mestres como referências técnicas,apresentação simplificada das leis de incentivo e dos editais culturais acessíveis aos jovens.Discussão sobre como o fazer artesanal do pandeirão pode gerar renda, circulação e valorização artística. Momento 3 – Roda de Conversa com o MestreEspaço aberto para diálogo, perguntas e compartilhamento de experiências.Jovens poderão conhecer histórias, desafios e conquistas do mestre, fortalecendo o vínculo com a tradição.Momento de escuta ativa que reforça a transmissão oral como forma legítima de ensino. 5. Materiais DidáticosPandeirões para demonstraçãoApostila com a história do pandeirão do mestre e breve guia de construção.Equipamento de som6. Conteúdos ProgramáticosHistória e simbolismo do pandeirãoA estrutura do instrumento: aro, couroTécnicas tradicionais de montagemPapel do instrumento nas festas e manifestações locaisPatrimônio cultural imaterial e salvaguardaRoda de conversa interativaIntrodução ao empreendedorismo culturalCaminhos de acesso a editais e leis de incentivo8. Profissionais EnvolvidosMestres convidados: Mestres Belarmino Romão e Mestre Patrício Dias Santana - membro do grupo Catireiros de NatividadeBreve Histórico dos convidados: O grupo Catireiros de Natividades foi fundado em 1997 com intenso trabalho na área de preservação de manifestações culturais do Tocantins. Em 2022, o como reconhecimento pelos trabalhos prestados o grupo recebeu do Governo do Estado do Tocantins o reconhecimento como mestre por meio do "Prêmio de Mestres e Griôs Dona Miúda”, uma premiação cultural que visa reconhecer e valorizar mestres, griôs, grupos e aprendizes da cultura tradicional e popular do estado.Mediador culturalEspecialista em cultura popular, responsável pela mediação pedagógica, contextualização antropológica e apresentação das políticas públicas e leis de incentivo.Assistente de Apoio CulturalApoio logístico, organização do espaço, controle de público e registro da atividade.Coordenação Geral do ProjetoPlanejamento, supervisão, articulação institucional e diálogo com as comunidades.Coordenação PedagógicaAcompanhamento metodológico, validação dos conteúdos educativos e desenvolvimento das apostilas.Profissional de Captação de ImagemRegistro audiovisual para fins de memória cultural, documentação e prestação de contas.PRODUTO 02- Vivência Prática e Demonstração de Construção do PandeirãoDuração: 3hpúblico alvo: 300 alunos da rede pública de ensino de Natividade em idades entre 15 e 29 anos e população em geral 1. Objetivo GeralRealizar uma vivência prática de confecção do pandeirão, possibilitando que os jovens compreendam integralmente essa arte tradicional, valorizem seus mestres e reconheçam o pandeirão como um patrimônio cultural vivo das comunidades de Natividade.2. Objetivos Específicos• Incentivar os jovens a aplicarem na prática os conhecimentos adquiridos durante as etapas formativas. • Valorizar o pandeirão como instrumento identitário, educativo e representativo da memória coletiva local. • Promover a integração comunitária e o diálogo intergeracional por meio da cultura. • Desenvolver habilidades manuais, sensoriais e expressivas ligadas ao fazer musical tradicional. • Estimular o protagonismo juvenil na preservação e continuidade dos saberes culturais da região. 3. JustificativaA produção artesanal do pandeirão é um saber tradicional que integra profundamente as manifestações culturais de Natividade, especialmente nas festas populares, celebrações religiosas e encontros comunitários. Trata-se de um conhecimento transmitido oralmente por gerações, guardado por mestres que preservam técnicas, ritmos e modos de fazer que constituem um patrimônio imaterial da comunidade.Contudo, como ocorre com diversas expressões culturais tradicionais, o número de mestres detentores desse saber vem diminuindo, e a transmissão espontânea entre gerações já não ocorre com a mesma intensidade. Nesse contexto, criar espaços estruturados de vivência e aprendizagem torna-se essencial para garantir a continuidade desse patrimônio.Realizar a confecção do pandeirão com os jovens possibilita não apenas o aprendizado técnico da construção do instrumento, mas também o fortalecimento da identidade cultural, o reconhecimento do valor do trabalho artesanal e a aproximação com a memória dos antepassados. Ao participarem do processo, os jovens desenvolvem senso de pertencimento, autoestima cultural e capacidade de atuação como futuros multiplicadores desse saber.A ação também reafirma o papel central dos mestres da cultura popular, que têm sua trajetória valorizada, seus conhecimentos legitimados e sua atuação reconhecida como parte fundamental da vida cultural do território. Além disso, ao transformar a construção do pandeirão em um momento coletivo, a vivência fortalece vínculos comunitários, promove diálogo intergeracional e evidencia a cultura como prática viva, dinâmica e capaz de gerar aprendizagens significativas.Assim, a realização dessa vivência prática cumpre um duplo papel:preserva e salvaguarda um saber tradicional em risco de enfraquecimento, eimpulsiona a formação cultural dos jovens, garantindo que as tradições de Natividade continuem ressoando no presente e no futuro.4. MetodologiaEnsino prático orientadoExplicação detalhada da montagem do instrumento, etapas principais e particularidades da técnica local.Apresentação dos materiais (aro, couro, ferramentas, tarraxas) e da lógica de tensionamento e afinação.Demonstração artesanal do mestreO mestre conduzirá a montagem de um pandeirão, utilizando partes previamente preparadas para facilitar o entendimento.Cada etapa será explicada, destacando elementos simbólicos e diferenças entre o pandeirão local e outras manifestações musicais. Participação ativa dos jovensOs jovens poderão manusear alguns materiais, acompanhar de perto as etapas simples da construção e experimentar ritmos básicos no instrumento.A vivência busca fortalecer a conexão emocional, sensorial e cultural com o saber tradicional. 6. Materiais DidáticosAros de madeiraCouro naturalTarraxas e chaves de regulagemFerramentas manuaisPandeirões para demonstraçãoApostila com a história do pandeirão do mestre e breve guia de construção. Equipamento de som 7. Conteúdos ProgramáticosHistória e simbolismo do pandeirãoA estrutura do instrumento: aro, couroTécnicas tradicionais de montagemDemonstração rítmica e musical do pandeirão8. Profissionais EnvolvidosMestres convidados: Mestres Belarmino Romão e Mestre Patrício Dias Santana - membro do grupo Catireiros de NatividadeBreve Histórico dos convidados: O grupo Catireiros de Natividades foi fundado em 1997 com intenso trabalho na área de preservação de manifestações culturais do Tocantins. Em 2022, o como reconhecimento pelos trabalhos prestados o grupo recebeu do Governo do Estado do Tocantins o reconhecimento como mestre por meio do "Prêmio de Mestres e Griôs Dona Miúda”, uma premiação cultural que visa reconhecer e valorizar mestres, griôs, grupos e aprendizes da cultura tradicional e popular do estado. Mediador culturalEspecialista em cultura popular, responsável pela mediação pedagógica, contextualização antropológica e apresentação das políticas públicas e leis de incentivo.Assistente de Apoio CulturalApoio logístico, organização do espaço, controle de público e registro da atividade.Coordenação Geral do ProjetoPlanejamento, supervisão, articulação institucional e diálogo com as comunidades.Coordenação PedagógicaAcompanhamento metodológico, validação dos conteúdos educativos e desenvolvimento das apostilas.Profissional de Captação de ImagemRegistro audiovisual para fins de memória cultural, documentação e prestação de contas.

Acessibilidade

1 _ PALESTRAS E RODA DE CONVERSA SOBRE TROCA DE SABERES DA CULTURA POPULAR E EMPREENDEDORISMO*(PRODUTO PRINCIPAL _ ÁREA: AÇÃO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL _ SEGMENTO: Ações de Educação Patrimonial)Acessibilidade ArquitetônicaRealização em escolas com rampas, corrimãos, banheiros adaptados e circulação acessível.Acessibilidade para Pessoas Autistas (TEA)Disponibilização de 10 abafadores de ruído.Espaço de descompressão para pausas sensoriais.Acessibilidade para Deficientes VisuaisAudiodescrição de todos os momentos da ação.Materiais com fonte ampliada e versão digital acessível nas rede social do projeto.Acessibilidade para Deficientes AuditivosIntérprete de Libras durante toda a ação.Acessibilidade na Comunicação e DivulgaçãoMateriais com audiodescrição, legenda e uso da hashtag #ParaTodosVerem. 2 _ WORKSHOP - VIVÊNCIAS PRÁTICAS(PRODUTO _ CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO _ ÁREA: MÚSICA _ SEGMENTO: Ações Educacionais e de Capacitação)Acessibilidade ArquitetônicaRealização em escolas com rampas, corrimãos, banheiros adaptados e circulação acessível.Acessibilidade para Pessoas Autistas (TEA)Abafadores de ruído disponíveis.Espaço tranquilo para pausa.Acessibilidade para Deficientes VisuaisAudiodescrição detalhada das etapas de confecção de instrumentos ou práticas corporais.Permissão para toque orientado nos materiais, quando seguro.Acessibilidade para Deficientes AuditivosIntérprete de Libras presente em todas as vivências.Demonstrações acompanhadas de explicações visuais e legendas em vídeos (se houver).Acessibilidade na Comunicação e DivulgaçãoDivulgação das vivências com legendas, audiodescrição e descrição textual clara. 4 - VÍDEOS DE DIVULGAÇÃO TODOS COM AUDIODESCRIÇÃO E LEGENDA

Democratização do acesso

em concordância o artigo 47 da IN 23/2025 será adotado no projeto as seguintes medidas: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuiçãogratuita com caráter social ou educativo, além do previsto no art. 46, inciso III, totalizando 20%(vinte por cento);OBS: TODAS AS AÇÕES DO PROJETO SERÃO GRATUITASIII - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividadesde ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras eaudiodescrição;V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios,cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;

Ficha técnica

FICHA TÉCNICA: Direção geral: EDLUSA PORTELA Coordenação: MEIRE MARIA MONTEIRO Produção Executiva e Assessoria de Imprensa: EDLUSA PORTELA DE VASCONCELOS Coordenação pedagógica: EVERTON DO ANDES Produção de base: à contratar Tradutor de libras: à contratar Mestres convidados para o projeto: ERMINA MARIA RODRIGUES PATRÍCIO CARVALHINHO PINTO BELARMINO ROMÃO FERREIRA ARNON TAVARES CURRÍCULOS: Meire Maria Monteiro - Direção Geral Telefone: (63) 99275.7607 E-mail: escolacontagius@gmail.com - Produtora Cultural e Artística, Coreógrafa, Diretora Cênica, Palestrante e Pesquisadora sobre Cultura. - Formada em Administração UNITINS/TO. - Fundadora da Associação Contágio e da Cia. de Dança e Teatro Contágius, que completaram respectivamente 26 e 30 anos. - Principais Prêmios: I Festival de Teatro e Dança do Estado do Tocantins, Projeto Amazônia BR com temporada no SESC Pompéia-SP, prêmio Klauss Vianna FUNARTE/MINC 2008 e 2011, PROMIC – Prêmio Municipal de Cultura de Palmas/TO, Prêmio MTV como melhor vídeo-clip de música regional, Ponto de Cultura/ MINC/Cultura Viva e premiado pela UNICEF, 1º Simpósio Mundial de Dança em Brasília/melhor coreografia, Lei Rouanet MINC/BRASIL TELECOM, Prêmio Estadual Arnauld Rodrigues, Prêmio Municipal PROMIC, Prêmio Estadual para Artes Cênicas, seleção de projeto LPG/MINC/TO, Caixa Cultural/2016/17 Roteirista e Direção Geral, - Coordenadora de Eventos da Secretaria Municipal de Cultura (1992/94). - Diretora Estadual de Cultura da Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Estado do Tocantins (1995/97). - Gerente de Marketing Cultural, pela empresa Pianeta Vacanze, Catania-Itália (1997/99). - Conselheira Estadual de Cultura da Câmara de Artes Cênicas de Palmas/TO (1999/2002). - Presidente da Fundação Cultural do Tocantins (2003/2004). - Responsável pela implantação da Escola de Dança da Escola Martinho Lutero/CEML-ULBRA de Palmas-TO, com direção de 4 espetáculos. - Responsável pela criação e implantação da Escola de Dança do Centro de Criatividade do Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas/TO. - Especialização em Gestão de Projetos (IOB/MS, CCB/RJ, Itaú Cultural/SP). - Coordenadora de Projetos sociais de dança como: “DANÇA E EDUCAÇÃO” (patrocínio da Secretaria Municipal de Educação), “NÚCLEO AVANÇADO DE DANÇA” (patrocínio da Fundação Cultural do Estado do Tocantins) em Palmas-TO. - Delegada da Setorial de Dança da Região Norte do CNPC/MINC durante dois mandatos, atuante na elaboração do Plano Nacional de Cultura proposto na Conferência Nacional de Cultura. - Fundadora e Diretora da Escola de Dança “Espaço Contágius – Arte Em Movimento” - Diretora Geral e Cênica do projeto “Palmas Para o Mundo”, realizado pela Fundação Cultural de Palmas , com os shows: “Tributo à Mercedes Sosa – Com Nacha Moretto”, “Passarim do Jalapão – Com Dorivã Borges”, “Aldeia Global – Com Relmivam Milhomem” e “Anti –Solo – Com Genésio Tocantins”. - Diretora Geral e Artística - Show de música e artes cênicas do Aniversário de 15, 20 e 30 Anos do Estado do Tocantins. - Presidente do Conselho de Políticas Culturais do Estado do Tocantins gestão 20/22. - Consultoria para lançamento do livro comemorativo “30 Anos Contágius - Arte em Movimento”. - Jurada do FAES (Festival de Artes das Escolas Públicas de Palmas) desde 2006. - Integrante da Banca Julgadora do Prêmio Klauss Vianna/FUNARTE 2023/24. - Criadora e produtora do Projeto Caravana do Legislativo – Lei Paulo Gustavo em parceria com o escritório de representação do MINC/TO, com indicação de Prêmio da UNALE/2023. Edlusa Portela de Vasconcelos - Produção Executiva e assessoria de imprensa Jornalista, com 20 anos de atuação na área. Assessora de imprensa institucional, com excelente relacionamento com a imprensa. Produtora de rádio jornalismo. Atuação como formadora de novas plateias para a área de artes, produção de rádio e impresso. Experiência na realização de projetos com povos tradicionais do Tocantins. Experiência em gestão de equipes. - Gerente de Fomento e Parcerias Culturais, da Secretaria da Cultura e Turismo do Governo do Estado do Tocantins (2022). - Superintendente de Desenvolvimento da Cultura do Estado do Tocantins (2022). - Diretora de Jornalismo da Secretaria de Comunicação do Estado do Tocantins (2013). - Assessora de Imprensa das Instituições como: Assemp (Ass. dos Servidores Públicos Municipais de Palmas; ATMP (Ass. Tocantinense do Ministério Público); CDL (Câmara de Diretores Lojistas de Palmas/TO), Ass. Contágius – Cia. de Dança e Teatro; Assembléia Legislativa do Tocantins e Centro de Educação Alecrim Dourado. - Assessora de Imprensa e produtora do projeto Caravana do Legislativo – Lei Paulo Gustavo, indicado à premiação da UNALE/2023. - Assessora de Imprensa e Mídia do projeto “Poteiras”, aprovado na LPG/TO/2023. Everton dos Andes - Coordenação pedagógica - Graduado em História/UFT - Professor Especialista em História da África, da Cultura Afro-brasileira e História do Negro no Brasil/UFT - Professor Especialista em História Social/UFT - Graduado em Letras Inglês/UFT - Cantor, Compositor, três CDs Gravados/2001/2005/2012 - Pesquisador do Folclore Brasileiro, com foco na cultura popular do Estado do Tocantins - Poeta, autor do livro VENTOS GERAIS /2020 - Publicou a monografia SUSSA, Samba e Carnaval/UFT/2010 - Criou e publicou a revista AFRO-BRASIL/2016 - Ator, dois filmes gravados/2015/2016 - Criador do projeto A CAÇADA DA “BUIUNA” e os BONECOS GIGANTES DE PORTO NACIONAL, inspirado no patrimônio imaterial (lendas locais)/2001 a 2023 - Produtor do Vídeo Documento Suciologia - Produtor do Vídeo CO YVI ORE RETAMA (Jalapão sob ameaça)/2022 - Diretor dos Vídeos CLIPs: ABC DA SUCIOLOGIA - Mano - Nega Neguinha/2001 - Apresentador e diretor do Programa: EXPRESSO CULTURA/SBT/2015 - Produtor do programa de auditório: ENCONTRO CULTURAL/TV PALMAS/ COMUNICATINS/1990/1991 - Produtor e diretor da LIVE dos Bonecos Gigantes de Porto Nacional /2021 - Produtor e diretor do documentário: A Caçada da “Buiuna” e os Bonecos Gigantes de Porto Nacional/2021 - Produtor de Figuração e elenco regional da Série O ESCOLHIDO/NETFLIX/2017/2018 - Comentarista cultural no Telejornal/ TV JAVAÉ/Palmas/1998

Providência

PERÍODO DE EXECUÇÃO DO PROJETO ATUALIZADO.