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O projeto cultural Sarau da Bienal- Intercâmbios entre Literatos e Artes de Língua Portuguesa Brasil/África propõe um circuito de ações culturais e educativas realizadas durante a Bienal Internacional de Alagoas, expandindo o potencial deste evento que já é o maior do Nordeste e um dos maiores do Brasil. Reunindo escritores, artistas e artesãos, o projeto busca valorizar a diversidade cultural das artes de língua portuguesa, dando especial atenção às artes tradicionais brasileiras como potencial de comunicação e difusão do Brasil e do estado de Alagoas diante deste evento internacional.O projeto vai promover a circulação de saberes tradicionais e originários e integrar literatura, música, moda, teatro e audiovisual, e expandir a programação da Bienal de Alagoas, levando ações para o Jaraguá, bairro histórico de Maceió, e para cidades do interior como União dos Palmares, envolvendo comunidades quilombolas em uma celebração da cultura como instrumento de pertencimento, memória e futuro.
O Sarau da Bienal – Intercâmbios entre Literatos e Artes de Língua Portuguesa Brasil/África é uma obra cultural multilinguagem que articula literatura, música, moda, audiovisual, artes visuais e tradições orais afroameríndias, com enfoque na valorização das culturas afro-brasileiras e africanas lusófonas. Integrado à Bienal Internacional de Alagoas, o projeto conecta bairros históricos, comunidades tradicionais e territórios periféricos por meio de saraus, mostras, oficinas, espetáculos, intervenções artísticas e produções audiovisuais, celebrando a língua portuguesa como elo identitário e cultural entre Brasil e África.Produtos Culturais e seus Resumos1. Sarau Literário – Intercâmbios Lusófonos Encontros presenciais e online reunindo escritores(as) e artistas do Brasil e de países africanos de língua portuguesa. Contam com leitura de textos autorais, performances poéticas, música e rodas de conversa, abordando oralidade, memória e diversidade linguística. Classificação indicativa: Livre.2. Mostra de Moda Afro-Originaria – Caravana Palmares Desfile performático e exposição de criações de estilistas e artesãos que dialogam com Afro-Originarias-Latinas. Inclui rodas de conversa sobre estética, identidade e tradição, destacando a moda como linguagem de resistência. Classificação indicativa: Livre.3. Espetáculo Cênico-Musical Apresentações com influências Afro-Originarias-Latinas, mesclando música, dança, canto, percussão e dramaturgia. Aborda temas como ancestralidade, espiritualidade e resistência cultural. Classificação indicativa: Livre.4. Websérie “Bienal Virtual” Série documental em 6 episódios (8–10 min cada), gravada em Maceió e União dos Palmares, com registros das atividades do projeto, depoimentos de artistas e líderes comunitários. Disponível online com recursos de acessibilidade (Libras, legendas, audiodescrição). Classificação indicativa: Livre.5. Vídeos Documentais Curtos Produção de 12 vídeos (3–5 min) para redes sociais, com bastidores, entrevistas e cenas das oficinas, intervenções e espetáculos, ampliando o alcance das ações. Classificação indicativa: Livre.6. Intervenções Artísticas no Bairro Jaraguá Ações de arte urbana, instalação, arte têxtil e performance em prédios históricos, com foco na valorização da memória e da ancestralidade do território. Classificação indicativa: Livre.7. Oficinas Formativas Módulos de formação em literatura, moda, oralidade, artes visuais e audiovisual, ministrados por artistas e mestres populares. Voltados a jovens, educadores, artistas e agentes culturais, com entrega de certificado. Classificação indicativa: Livre.8. Catálogo Digital Interativo Publicação em PDF com textos curatoriais, imagens, entrevistas e QR Codes para acesso aos conteúdos audiovisuais. Compatível com leitores de tela e distribuído gratuitamente. Classificação indicativa: Livre.9. Exposição de Artesanato Tradicional de Alagoas Mostra de peças de cerâmica, entalhe em madeira e outras técnicas tradicionais, reunindo artesãos de diferentes regiões do estado, como Capela e Ilha do Ferro. Classificação indicativa: Livre.
Objetivo GeralPromover o intercâmbio cultural entre literatos e artistas dos países de língua portuguesa, estabelecendo o protagonismo nas produções literárias afrocentradas-brasileiras e africanas contemporâneas. Valorizar, difundir e promover a cultura originária/ancestral Brasil/África por meio de saraus literários, intercâmbios formativos e ações artísticas integradas durante a Bienal Internacional de Alagoas.Objetivos Especificosa. Desenvolver e distribuir uma série documental ou uma websérie, com registros audiovisuais das ações do projeto, depoimentos de artistas e lideranças comunitárias, e registros da visita ao Quilombo dos Palmares, com participação de Djamila Ribeiro, como valorização da memória cultural e do patrimônio simbólico das localidades envolvidas, ampliando o acesso ao conhecimento produzido.b. Estabelecer conexões entre heranças africanas, originárias e diaspóricas por meio da arte e da literatura, criando espaços de escuta, criação e reconstrução simbólica das memórias históricas e das resistências culturais que formam a base das identidades comunitárias nos territórios envolvidos no projeto.c. Fomentar o protagonismo de comunidades historicamente invisibilizadas nas artes e na literatura, oferecendo formação, espaço de fala, reconhecimento e canais de divulgação para suas expressões culturais, fortalecendo redes de afeto, conhecimento e resistência simbólica por meio da arte.d. Fortalecer os vínculos culturais entre o Brasil e os países africanos de língua portuguesa, promovendo uma diplomacia cultural descentralizada, horizontal e afetiva, que reconheça a contribuição das populações afroameríndias na construção dos patrimônios linguísticos, espirituais, poéticos e artísticos da lusofonia.e. Incentivar a participação ativa de comunidades tradicionais e periféricas, como quilombolas, povos de terreiro, artistas populares e moradores das regiões urbanas marginalizadas, garantindo seu envolvimento como protagonistas nas decisões, execuções e fruições do projeto, em consonância com princípios de justiça territorial e inclusão.f. Organizar uma programação formativa e artística em Maceió e cidades do interior de Alagoas, como União dos Palmares, Campo Alegre, Penedo, Palmeira dos Índios, Porto Calvo, Maragogi e Delmiro Gouveia, integrando contação de histórias, rodas de conversa, debates literários, vivências criativas e ações educativas voltadas à valorização das culturas afroameríndias, com foco em juventudes, educadores, agentes culturais e mestres da tradição.g. Produzir diálogos decoloniais e descoloniais por meio da articulação entre práticas artísticas, saberes ancestrais e epistemologias contra-hegemônicas, contribuindo para a reconstrução simbólica das histórias silenciadas, das identidades coletivas e das formas autônomas de criação cultural nos territórios de atuação do projeto.h. Promover a Caravana Palmares e a Mostra de Moda Afro-Indígena, como estratégias de mobilização cultural e visibilidade estética, reunindo estilistas, artesãos, griôs e artistas visuais que desenvolvem linguagens contemporâneas a partir de referências ancestrais, saberes populares e identidades comunitárias.i. Promover diálogos interseccionais entre raça, gênero, classe, território, espiritualidade, ancestralidade e sexualidade, ampliando o entendimento das múltiplas formas de existência e resistência presentes nas narrativas culturais e literárias de comunidades tradicionais, periféricas e diaspóricas.j. Promover o protagonismo feminino e feminista nos campos literário, artístico e formativo, com ênfase na valorização de autoras, mestras, pesquisadoras e lideranças culturais que articulam gênero, ancestralidade, território, oralidade e pertencimento nas suas práticas e saberes.k. Realizar intervenções artísticas e patrimoniais no bairro histórico do Jaraguá, articulando arte urbana, instalação, performance e práticas rituais que dialoguem com a história de resistência e formação cultural do território, contribuindo para sua revalorização simbólica e afetiva pela comunidade local.l. Realizar saraus literários e encontros interlinguísticos entre escritores e escritoras do Brasil e de países africanos de língua portuguesa, a fim de estimular o intercâmbio cultural, a circulação de obras e o reconhecimento mútuo das literaturas periféricas, orais, ancestrais e decoloniais dentro do espaço lusófono.m. Realizar exposição de artesanato tradicional local, com artesãos alagoanos representantes de artes da cerâmica, entalhe em madeira e outras técnicas.
A proposta nasce da necessidade de ampliar os espaços de circulação de saberes e criações literárias e artísticas entre países de língua portuguesa, sobretudo no eixo Brasil-África. Maceió, cidade com forte presença da cultura afroindígena, torna-se palco estratégico para esse encontro de vozes e linguagens plurais. O projeto contribui para a descentralização da produção cultural da Bienal, criando pontes entre o centro e as margens, valorizando territórios periféricos, quilombolas e espaços patrimoniais como agentes de memória e produção de futuro.Em sintonia com os princípios da diversidade cultural, do acesso universal, da inclusão sociocultural e da formação de plateias, o projeto responde aos desafios contemporâneos de uma política cultural interseccional, sustentável e decolonial.A realização do projeto Sarau da Bienal _ Intercâmbios entre Literatos de Língua Portuguesa Brasil/África exige um modelo de financiamento compatível com sua complexidade, escopo e relevância sociocultural. Por se tratar de uma proposta que articula diversas linguagens artísticas — literatura, artes cênicas, música, audiovisual e moda — em territórios descentralizados e comunidades tradicionais, o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei nº 8.313/1991 (Lei Rouanet), revela-se não apenas apropriado, mas essencial para sua plena execução.A captação de recursos por meio da renúncia fiscal, prevista na legislação federal, permite viabilizar ações de amplo impacto com maior agilidade, segurança jurídica e planejamento financeiro. Ao mesmo tempo, amplia-se a participação da iniciativa privada na promoção de bens culturais de interesse coletivo, fortalecendo uma lógica de corresponsabilidade entre Estado, empresas e sociedade. Nesse sentido, o incentivo fiscal se torna uma ferramenta estratégica para garantir o acesso à cultura como direito, e não privilégio.O projeto em questão se insere com clareza nos propósitos descritos no Art. 1º da Lei 8.313/91, especialmente nos incisos:I _ ao fomentar a produção e circulação de bens culturais em múltiplas linguagens e territórios;II _ ao valorizar a diversidade étnico-racial e regional da cultura brasileira, em especial as matrizes afroameríndias;III _ ao promover ações em regiões historicamente à margem das políticas culturais, com fruição ampliada e descentralizada.Adicionalmente, contribui para o cumprimento de diversos objetivos estabelecidos no Art. 3º da mesma lei, destacando-se:I _ a ampliação do acesso às fontes da cultura;II _ a regionalização da produção e circulação cultural;IV _ a valorização das manifestações culturais populares, periféricas e tradicionais;VII _ a preservação de bens imateriais associados à memória de comunidades negras e indígenas;IX _ a formação de agentes culturais locais;X _ o reconhecimento de valores culturais que estruturam a identidade brasileira.Diante disso, recomenda-se o enquadramento do projeto no Artigo 18 da Lei Rouanet, que assegura aos patrocinadores a possibilidade de dedução integral do valor investido (100%), por tratar-se de ação de caráter prioritário. O projeto contempla expressamente os critérios definidos pelo Ministério da Cultura para essa classificação: fomento à literatura, formação cultural, promoção da diversidade étnico-racial, ações inclusivas e estratégias de acessibilidade universal.A aprovação por este artigo é justificada, ainda, pelo impacto sociocultural positivo do projeto, que contempla públicos em situação de vulnerabilidade, promove justiça territorial e simbólica, e contribui para o fortalecimento de redes culturais afro-lusófonas com base em princípios de equidade, memória e pertencimento.Portanto, a Lei de Incentivo à Cultura constitui o mecanismo mais eficiente, democrático e alinhado com os objetivos do projeto, garantindo não apenas sua execução qualificada, mas também sua legitimidade como política pública de valorização da cultura como direito humano fundamental.
Referências Bibliográficas:AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2018.ALBERT, Bruce; RAMOS, Alcida Rita; OLIVEIRA, João Pacheco de (orgs.). Índios no Brasil: quem são, onde estão, como vivem. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2005.ALMEIDA, Silvio Luiz. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2019.BERTH, Joice. Empoderamento. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2018.BORGES, Juliana. Encarceramento em massa. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2019.CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EDUSP, 2008.CUSTÓDIO, Túlio. Masculinidade negra. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2022.DANIELLE, Flávia. Morenidade. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2021.DEVULSKY, Alessandra. Colorismo. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2020.DUARTE, Constância Lima. Escrevivência: literatura, identidade e resistência na escrita de Conceição Evaristo. Belo Horizonte: Mazza, 2017.FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013.IPÓLITO, Jéssica. O que é lesbiandade?. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2021.MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. São Paulo: N-1 Edições, 2018.MORAES, Maria Clara Araújo de. Transfeminismo. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2022.MOREIRA, Adilson José. Racismo recreativo. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2019.MOURA, Clóvis. Rebeliões da Senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas. São Paulo: Editora Anita Garibaldi, 2001.MOURA, Clóvis. Sociologia do Negro Brasileiro. São Paulo: Ática, 1988.MOURA, Jean-Paul. Literaturas africanas de língua portuguesa: antologia crítica. São Paulo: Contexto, 2004.NASCIMENTO, Abdias do. O quilombismo. São Paulo: Perspectiva, 1980.NASCIMENTO, Letícia Carolina. Transfeminismo. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2021.NEVES, Thiane. Mulheres amazônidas. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2021.NOGUEIRA, Sidnei. Intolerância religiosa. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2020.QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: CLACSO, 2005.RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. São Paulo: Letramento, 2017.RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala?. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2017.SANTOS, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006.SODRÉ, Muniz. Antropológica do espelho: uma teoria da comunicação linear. Petrópolis: Vozes, 2002.SOUSA, Inocência Mata. Discursos literários e identidades pós-coloniais. Lisboa: Colibri, 2001.WILLIAM, Rodney. Apropriação cultural. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2020.XAVIER, Giovana. Intelectuais negras: ativismo, escrita e formação docente. São Paulo: Sueli Carneiro: Pólen, 2020.
1. Sarau Literário – Intercâmbios LusófonosFormato: Evento presencial e transmissão online (plataformas de streaming e redes sociais).Quantidade: 12 edições presenciais + 3 edições online.Duração: 2h cada edição.Local: Maceió (Jaraguá e Centro) e União dos Palmares (comunidades quilombolas).Conteúdo: Leituras autorais, performances poéticas, música ao vivo, rodas de conversa.Recursos Técnicos: Palco, som, iluminação, microfones com e sem fio, projetor multimídia, telão.Acessibilidade: Intérprete de Libras, audiodescrição ao vivo, legendas simultâneas nas transmissões, guia de programação em braile.Material de Apoio: Programa impresso e digital; kit para artistas (microfone, apoio de leitura, material gráfico).Projeto Pedagógico: Curadoria de temas com ênfase na oralidade e bibliodiversidade; incentivo à escuta ativa e ao diálogo intercultural. 2. Mostra de Moda Afro-Originária – Caravana PalmaresFormato: Desfile performático e exposição estática.Quantidade: 1 evento de desfile + 5 dias de exposição.Duração: Desfile (90 min) / Exposição (6h/dia).Local: União dos Palmares e Maceió (Jaraguá).Conteúdo: Apresentação de coleções autorais, roda de conversa com criadores(as).Recursos Técnicos: Passarela, sonorização, iluminação cênica, camarim, araras, manequins, vitrines.Acessibilidade: Intérprete de Libras, legendas em vídeo de apresentação, sinalização tátil para percurso expositivo.Material: Catálogo com ficha técnica das peças, registro fotográfico e audiovisual.Projeto Pedagógico: Mediação cultural durante a mostra, explorando processos criativos, estética e identidade como ferramentas de resistência cultural. 3. Espetáculo Cênico-MusicalFormato: Apresentação artística híbrida (música, teatro, dança).Quantidade: 4 apresentações.Duração: 70 min cada.Local: Palco principal da Bienal e espaços culturais parceiros.Recursos Técnicos: Som, iluminação, figurino, cenografia móvel, microfones de lapela e headset, percussão, instrumentos de corda.Acessibilidade: Libras, audiodescrição, legendas nas músicas projetadas.Material: Programa impresso/digital; roteiro técnico; gravação em vídeo.Projeto Pedagógico: Introdução interativa antes de cada apresentação contextualizando temas de ancestralidade e resistência cultural. 4. Websérie “Bienal Virtual”Formato: Série documental.Quantidade: 6 episódios.Duração: 8–10 min cada episódio.Gravação: Maceió, União dos Palmares, Jaraguá, comunidades quilombolas.Recursos Técnicos: Filmagem em 4K, captação de áudio profissional, drone, edição com legendas e audiodescrição.Acessibilidade: Libras, legendas descritivas, audiodescrição integral.Material: Roteiro, storyboard, arquivos master e versões para redes sociais.Projeto Pedagógico: Estrutura narrativa por temas (memória, oralidade, moda, música, território, juventude), integrando depoimentos e registros das ações. 5. Vídeos Documentais CurtosFormato: Pílulas audiovisuais para redes sociais.Quantidade: 12 vídeos.Duração: 3–5 min cada.Conteúdo: Bastidores, entrevistas, trechos de apresentações e oficinas.Recursos Técnicos: Filmagem em 4K, captação móvel, edição rápida.Acessibilidade: Legendas e Libras em versão estendida para YouTube.Projeto Pedagógico: Difusão de conteúdos curtos como ferramenta de educação não formal e engajamento digital. 6. Intervenções Artísticas no Bairro JaraguáFormato: Arte urbana, instalação, arte têxtil, performance.Quantidade: 6 intervenções.Duração: Intervenções permanentes ou de longa duração (15 a 60 dias).Local: Prédios históricos e espaços públicos.Recursos Técnicos: Tintas, tecidos, iluminação artística, suporte de fixação, estrutura para performances.Acessibilidade: Mediação oral, descrição visual para pessoas com deficiência visual.Projeto Pedagógico: Encontros comunitários pré-intervenção para escolha de temáticas e construção participativa das obras. 7. Oficinas FormativasFormato: Cursos de curta duração.Quantidade: 10 oficinas (2 em cada área: literatura, moda, oralidade, artes visuais, audiovisual).Duração: 4h cada oficina.Local: Espaços comunitários e culturais.Recursos Técnicos: Projetor, som, mesas, cadeiras, material de arte, apostilas impressas/digitais.Acessibilidade: Libras, material em braile, vídeos com legendas.Projeto Pedagógico: Metodologia participativa com ênfase na transmissão oral de saberes, prática colaborativa e produção de trabalhos finais pelos participantes. 8. Catálogo Digital InterativoFormato: Publicação em PDF acessível.Paginação: 60 páginas (aprox.).Conteúdo: Textos curatoriais, entrevistas, imagens, QR Codes para vídeos e websérie.Acessibilidade: Compatível com leitores de tela, versão em áudio, descrição de imagens.Material: Layout diagramado em alta resolução para impressão sob demanda e download gratuito.Projeto Pedagógico: Funciona como registro, material de estudo e difusão de metodologias do projeto. 9. Exposição de Artesanato Tradicional de AlagoasFormato: Mostra presencial.Duração: 7 dias (6h/dia).Local: Espaço expositivo na Bienal e no interior.Conteúdo: Peças de cerâmica, entalhe em madeira, bordado e trançado.Recursos Técnicos: Vitrines, iluminação, legendas das peças, painéis fotográficos.Acessibilidade: Etiquetas em braile, mediação oral.Projeto Pedagógico: Mediação cultural conduzida por artesãos, valorizando a história e o contexto de produção de cada técnica.
O projeto Saraus da Bienal – Intercâmbios entre Literatos de Língua Portuguesa Brasil/África prevê um conjunto de ações estruturadas para garantir acessibilidade física e acessibilidade de conteúdo, assegurando o direito de participação plena de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida nas atividades culturais previstas.Acessibilidade Física: Todas as atividades presenciais serão realizadas em locais que atendam às normas de acessibilidade da ABNT (NBR 9050), contemplando:· Rampas de acesso e banheiros adaptados para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida;· Sinalização tátil e visual, com guias táteis e pisos antiderrapantes;· Prioridade de atendimento e espaços reservados para público com deficiência;· Monitoria capacitada para atendimento de pessoas com deficiência motora, visual ou auditiva.Acessibilidade de Conteúdo:O projeto contempla também recursos e estratégias voltadas à acessibilidade comunicacional e sensorial dos conteúdos produzidos e apresentados:· Tradução simultânea em LIBRAS nas apresentações literárias, performances e mesas de debate;· Audiodescrição em vídeos documentais, websérie e conteúdos digitais;· Legendas descritivas e closed caption nas produções audiovisuais;· Catálogo digital acessível, com versão em PDF compatível com leitores de tela e textos em linguagem simples;· Materiais impressos em Braille, especialmente para oficinas e vivências educativas;· Visitas sensoriais mediadas, especialmente nas ações com intervenções patrimoniais e performances urbanas no bairro Jaraguá;· Capacitação da equipe de produção para garantir a mediação inclusiva e empática com diferentes públicos.OBS: Todas essas medidas integram o compromisso do projeto com os princípios da inclusão cultural, da equidade e da fruição universal da arte e da literatura, promovendo uma experiência acessível e significativa para todos os participantes.
O projeto Saraus da Bienal – Intercâmbios entre Literatos de Língua Portuguesa Brasil/África adotará uma política de acesso gratuito e irrestrito às suas atividades culturais, educativas e formativas, com foco em territórios historicamente marginalizados, comunidades quilombolas, povos de terreiro, juventudes periféricas e pessoas com deficiência.Formas de Distribuição e Comercialização dos Produtos:· Distribuição gratuita do catálogo digital do projeto, com QR Codes acessíveis divulgados em escolas, centros culturais, coletivos e universidades;· Websérie e vídeos documentais disponibilizados em plataformas abertas (YouTube e redes sociais), com recursos de acessibilidade;· Nenhum produto cultural gerado pelo projeto será comercializado. A proposta garante acesso livre e gratuito a todo conteúdo produzido como parte de sua política pública de fruição cultural;· Certificados digitais gratuitos para participantes das oficinas e encontros formativos, fomentando a valorização do conhecimento compartilhado.Medidas de Ampliação de Acesso:· Ensaios abertos e apresentações públicas em praças, terreiros e espaços comunitários, garantindo presença do público local antes e durante os eventos principais;· Oficinas paralelas e vivências formativas voltadas a educadores, jovens artistas e agentes culturais dos territórios envolvidos;· Transmissão ao vivo dos principais saraus e debates literários via redes sociais do projeto e canais parceiros, com tradução em LIBRAS e mediação interativa;· Criação da Plataforma Virtual “Bairro da Bienal”, com conteúdos extras, bastidores, entrevistas, vídeos e publicações em formatos acessíveis;· Parcerias com rádios comunitárias e mídias alternativas para difusão de conteúdos culturais e chamadas públicas de participação.Obs. Estas estratégias garantem que o projeto promova acesso cultural descentralizado, inclusivo e interativo, ampliando significativamente seu alcance territorial, social e simbólico.
ATUAÇÃO DA INSTITUIÇÃO PROPONENTEA AME – Educação & Arte LTDA será responsável pela coordenação geral do projeto, atuando em todas as etapas: concepção, curadoria, planejamento, produção executiva, articulação institucional, gestão financeira e prestação de contas.A instituição coordenará diretamente:· A interlocução com a Bienal Internacional de Alagoas e instituições parceiras;· A seleção de artistas, autores e coletivos participantes;· A supervisão da execução das atividades culturais e educativas;· A coordenação das ações de acessibilidade, democratização de acesso e contrapartidas sociais;· A produção e supervisão técnica dos produtos audiovisuais e do catálogo digital.A AME também prestará apoio logístico, administrativo e formativo às ações realizadas em Maceió e União dos Palmares, com especial atenção à articulação com comunidades tradicionais.EQUIPE TÉCNICA1. Ana Carolina Oliveira Araujo – Coordenadora Geral e Responsável Legal Pedagoga, gestora cultural e especialista em educação popular. Atua há mais de 15 anos em projetos voltados à formação de professores, educação antirracista e articulação comunitária. Fundadora da AME – Educação & Arte, possui experiência em curadoria, produção executiva e gestão de projetos culturais com foco em inclusão, diversidade e direitos humanos.2. Bruno Cavallini Bispo Araujo – Diretor ArtísticoSociólogo pela Universidade Estadual de Londrina, produtor literário, gestor de projetos e curador cultural. Atua em festivais literários e programas de intercâmbio com autores lusófonos da África, especialmente Angola, Cabo Verde e Moçambique. Possui experiência em rodas de leitura, debates formativos e mediação literária internacional.3. Stanley Kennedy Garcia – Produtor ExecutivoProdutor cultural, músico, escritor e ator. Especialista em projetos afrocentrados, economia criativa e artes integradas, é fundador da SKG Cultural. Atua na gestão de iniciativas de impacto sociocultural aprovadas pela Lei Rouanet e por editais públicos e privados. Experiência na coordenação de projetos em todo o país nas áreas de literatura, música, artes cênicas, audiovisual e inclusão cultural.4. Thatianne Andréa da Silva – Coordenadora de ComunicaçãoProdutora cultural, artista visual e pesquisadora de culturas afrocentradas e decoloniais. Formada em Processos Gerenciais, atua como coordenadora de projetos culturais voltados à literatura, espiritualidade, ancestralidade e formação de leitores. Idealizadora de ações educativas e de difusão literária com foco na bibliodiversidade e no letramento racial.5. Lucila Poppi – Coordenadora CulturalProdutora cultural e gestora de projetos com mais de 15 anos de experiência em curadoria de eventos literários, artes integradas e ações formativas. Atua no fomento à leitura, incentivo à bibliodiversidade e formação de redes culturais. No projeto Sarau da Bienal, será responsável pela integração entre as frentes artístico-pedagógicas, curadoria dos saraus, seleção de convidados(as) e acompanhamento da execução nos territórios.6. Sofia Serafim – Coordenadora CulturalProdutora cultural, artista educadora, bailarina e diretora de projetos com mais de 10 anos de atuação nas artes. Possui experiência em produção executiva e operacional de espetáculos de dança, música e teatro, escrita de projetos, gestão de equipes e coordenação de circulação. Atua também no desenvolvimento de ações formativas, oficinas e residências artísticas, conectando práticas artísticas e políticas públicas, com foco na valorização da cultura, educação e equidade.
Periodo para captação de recursos encerrado.