Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Plano anual de manutenção das atividades da Escola Pernambucana de Circo, que atua há 30 anos nas periferias do Recife, atendendo crianças, adolescentes, jovens e suas famílias, sendo 90% negros e negras, pardos e pardas, trabalhando oportunidades socioeducativas e as competências socioemocionais inerentes na pedagogia do circo social, possibilitando a construção de seus projetos de vida para o destino de "ser mais" na vida, conforme Paulo Freire. Oferecemos atividades formativas de circo, de teatro, dança, música percussiva e acesso aos bens culturais para o público em geral dos 06 municípios que atendemos em mais de 20 territórios, beneficiando cerca de 6.500/ano, em suas atividades onde destaca-se os seguintes produtos: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - ARTES CÊNICAS; Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ Vernissage; Espetáculo de Artes Cênicas e Manutenção de Corpos Estáveis cas atividades da Trupe Circus como Companhia Teatral /Circense, cada um com seus objetivos e ações.
Temos o Título de Utilidade Pública Municipal concedido de forma unânime pela Câmara de Vereadores do Recife desde 2014, porque somos uma referência na atuação social que desenvolvemos no território, sendo a única instituição que atua na zona norte de forma estruturada e com formações sistemáticas em prol da construção de projetos de vida das pessoas que atendemos através da arte e da educação popular que tem o trabalho coletivo como objetivo da transformação social, dando voz e vez para todes, construindo a realização de sonhos possíveis para o “Ser Mais”, como pregava Paulo Freire. Somos Ponto de Cultura reconhecido pelo MINC desde 2004 e temos atuado juntes em prol de melhorias de condições de vida nesse território já tão árido que tem na arte a esperança de dias melhores e isso já está acontecendo porque ao longo dos 30 anos de nosso trabalho, diminuímos o número de mulheres violentadas, do etnocídio das juventudes negras, da transfobia para com as pessoas LGTQIAPN+, com a aceitação das diferenças como nossa forma de ser e estar no mundo, modificando de forma significativa o olhar da sociedade para com as pessoas moradoras da zona norte, não vendo somente a periferia como um local apenas de graves problemas sociais, mas sim, como um lugar onde vivem pessoas que tem habilidades, capacidades e potencialidades e que se expressam através da cultura popular como uma forma de resistência a todo tipo de preconceito. Invertemos a lógica de que as juventudes negras são um problema, não, são uma força descomunal de expressividades, de garra, coragem e talento para fazer e viver da arte que tanto amam e para a qual se dedicam com afinco e através dela temos conseguido gerar emprego e renda para essas pessoas viverem suas vidas de forma mais digna como cidadãos e cidadãs que lutam cotidianamente pela garantia dos seus direitos e que acreditamos JUNTES que a ARTE TRANSFORMA VIDAS SIM! Parcerias Institucionais: Secretaria de Educação, de Juventude e Direitos Humanos do Recife - parceria com escolas públicas do território e na atuação em rede com instituições sociais; Fórum DCA/Estadual; Rede Nacional das Escolas Livres; Rede Circo do Mundo Brasil, Rede Nacional Cultura Viva; Rede Estadual de Pontos de Cultura; Fórum de Mulheres Negras de Pernambuco; Fórum de Juventudes do Recife; – troca de experiências e fortalecimento das ações nos territórios e na cidade; UFPE – Espaço de estágios/diversos cursos. Perfil do Público atendido: Atuamos na zona norte do Recife, com cerca de 15 bairros, com cerca de 40 mil habitantes, 57% homens e 43% mulheres, a maioria na faixa etária entre 20 e 55 anos, com 62% se autodeclarando pardos e negros, esses dados são os oficiais do censo de 2022, mas sabemos que a população negra é bem maior, acreditamos que cerca de 75% da população. Trabalhamos diretamente com 200 crianças, adolescentes, jovens, adultos e suas famílias, chegando a cerca de 2.000 pessoas indiretamente e, 80% são negros e negras, principalmente os adolescentes, jovens, as mulheres e as pessoas LGBTs. Além do atendimento de mais de 5.000 pessoas por ano nas ações dos projetos que desenvolvemos para a população em geral, incluindo atividades de acesso aos bens culturais no fazer e apreciar. Com relação ao nível de escolaridade da região, 47% possuem o ensino fundamental incompleto e somente 1% possui o ensino superior completo, mesmo com mais de 10 escolas no entorno, é alto a evasão, principalmente de adolescentes e jovens que deixam de estudar para trabalhar e ajudar suas famílias no sustento da casa, já que apenas 2% dos moradores ganham mais de dois salários mínimos (R$2.900), sendo que 40% têm como renda menos de um salário mínimo (R$1.100) muitos atuando em trabalhos informais. O índice de violência na região é alto com o domínio da ação do tráfico de drogas, e é altíssimo o índice de violência contra as juventudes negras e a população LGBTQIAPNA, e a principal causa de morte entre jovens do sexo masculino e com idade entre 15 e 29 anos é a violência policial. PROCESSO DAS ATIVIDADES PEDAGÓGICAS DA ESCOLA PERNAMBUCANA DE CIRCO:Relação: O nosso processo de ensino-apredizagem se dá considerando as potencialidades e o conhecimento que cada um traz a partir das suas vivências pessoais possibilitando um ambiente de troca de saberes, onde os educandos participam ativamente junto aos educadores, desde a elaboração do contrato de convivência, até a criação e produção dos números artísticos apresentados abertamente para as famílias e comunidade. A Roda: Este é um instrumento importantíssimo no processo pedagógico porque permite que os educandos possam se expressar livremente, expondo suas sensações trazidas a partir de seu convívio pessoal/familiar e escolar. É também o espaço onde eles se percebem críticos por estarem cotidianamente avaliando as ações da escola, a postura dos educadores junto a estas ações e se auto-avaliando dentro desse contexto. A partir dessa prática constante o educando vai se percebendo mais desinibido e melhorando a elaboração do seu discurso, respeitando, através da escuta, as opiniões dos colegas, sentindo-se parte do processo pedagógico e responsável junto aos demais pela qualidade e melhoria do mesmo. Aulas: Na EPC temos atividades de teatro, dança popular, música e percussiva, e nos circo as seguintes atividades: acrobacia de solo (incluindo saltos, pirâmides humanas, adágios, mini-tramp, pista acrobática e cama elástica), acrobacia aérea (trapézio, tecido, lira e corda indiana), malabares com claves, bolas, argolas e diabolô, equilíbrio em perna-de-pau, arame, bola de equilíbrio e rola-rola. Destacamos nesse processo as aulas coletivas, onde os educadores em seus planejamentos elaboram atividades conjuntas misturando modalidades circenses e outros segmentos artísticos, além de desenvolverem juntos atividades que estimulam a escrita e a leitura através da interpretação do estatuto da criança e do adolescente - ECA, livros infantis, leitura de jornais, produção de um jornal mural mensal e pesquisas sobre o universo do circo.FORMAÇÃO DO EDUCADOR DE CIRCO SOCIAL:São realizadas sistematicamente oficinas de Leitura de Mundo, Gênero e Elaboração de projetos, Primeiros Socorros, Papel e Responsabilidades do Educador Social e atualmente estamos trabalhando com o tema “Relevância da Segurança no Processo da Educação”, que discute a segurança para além das Técnicas Circenses, mas relacionando-a com o cuidado de uma forma geral, envolvendo questões como a relação educador/educando, a ampliação do conhecimento técnico e teórico, propriedade sobre os objetivos da instituição e outras questões que norteiam o processo das atividades junto aos educandos e ações institucionais de um modo geral.Os educadores também têm na Trupe Circus um espaço para sua formação no campo específico das técnicas circenses, onde além dos encontros semanais a instituição possibilita a formação com diversos artistas, grupos, escolas e outros atores na formação técnica circense durante o ano.
Objetivo Geral:Possibilitar a manutenção das atividades da Escola Pernambucana de Circo, através do seu Plano Anual, que oferece seguintes produtos para crianças, adolescentes, jovens, suas famílias e o público em geral, sendo cerca de 6.500 pessoas beneficiadas, através dos produtos desenvolvidos como: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - ARTES CÊNICAS; Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ Vernissage; Espetáculo de Artes Cênicas e Manutenção de Corpos Estáveis cas atividades da Trupe Circus como Companhia Teatral /Circense, cada um com seus objetivos e ações.Objetivos Específicos:Produto: Plano AnualDesenvolver com as escolas parceiras o acompanhamento escolar, para avaliação do impacto das atividades na vivência escolar e rendimento das crianças e adolescentes dos atendidos no projeto.Realizar 06 atividades externas como passeios com as crianças e adolescentes para Teatros, Museus, eventos culturais da cidade, dentre outros.Realizar 06 atividades pedagógics com as crianças, adolescentes e jovens como formação social e comunitária, como ocupação dos Parques e Praças da comunidade com oficinas de jogos e brincadeiras, circo, dança e música para as crianças e adolescentes da comunidade.Ampliar as atividades formativas e pedagógicas nos terriórios com 06 apresentações das crianças e adolescentes nas escolas públicas da comunidade, nas OSCs parceiras e outros espaços sociopolíticos e culturais da comunidade e dos 06 municípios da RMR: Olinda, Camaragibe, Paulista, São Lourenço da Mata, Jaboatão e Recife.Implementar sistemas de coleta seletiva na EPC e promover a educação ambiental e o consumo responsável, incentivando a redução do desperdício de alimentos, água e energia.Produto: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - ARTES CÊNICASDesenvolver atividades formativas diárias para 300 crianças, adolescentes e jovens: aulas de circo em todas as modalidades - malabares, acrobacias de solo e aéreas - equilíbrio - palhaçaria, mágica, teatro, dança, música, escrita e leitura de textos e de mundo. Dar continuidade às ações do Circulando Negritudes: formação profissional em circo, produção cultural e empreendedorismo para adolescentes e jovens pretos e pardos, dos 16 aos 29 anos, oportunizando suas entradas no mercado de trabalho com geração de renda e empregabilidade. Realizar 06 ações pedagógicas do Centro de Referência de Formação de Educadores de Circo Social: CirFormando - para educadores de circo, professores das escolas públicas e artistas circenses em geral, como atividade bimensal. Realizar 06 atividades pedagógicas para formação sobre particpação como ocupação dos Parques e Praças da comunidade com oficinas de jogos e brincadeiras, circo, dança e música para as crianças e adolescentes da comunidade.Produto: Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ VernissageRealizar 06 encontros familiares: reuniões bimensais com as famílias das crianças e adolescentes atendidas na instituição, para acompanhamento do seu desenvolvimento pessoal, pedagógico e social;Desenvolver encontros periódicos com as escolas parceiras o acompanhamento escolar, para avaliação do impacto das atividades na vivência escolar e rendimento das crianças e adolescentes dos atendidos no projeto. Dsenvolver encontros, palestras e eventos para promover sistemas de coleta seletiva na EPC e a na comunidade para promover a educação ambiental e o consumo responsável, incentivando a redução do desperdício de alimentos, água e energia.Produto: Espetáculo de Artes CênicasDemocratizar o acesso aos bens culturais com 10 apresentações de espetáculos de circo, teatro, dança, música, etc. com a Trupe Circus e grupos convidados para cerca de 3.500 pessoas do público em geral na sede da EPC.Realizar as ações pedagógicas dentro do pertencimento cultural com o Bloco EPC em Folia: cortejo pela comunidade em comemoração ao ciclo carnavalesco com a participação da Trupe Circus e todos os atendidos no projeto;Potencializar ações de políticas afirmativas com 03 ações artísticas, como: - Delas para o Mundo: Comemoração do Dia Internacional da Mulher com caminhada na comunidade e apresentação na sede da EPC com artistas circenses mulheres. Aberto os atendidos, familiares, comunidade e público em geral. - Circo Queer: apresentação de artistas da cena LGBTQIAPN+ em comemoração ao dia do orgulho, na sede da EPC para os atendidos, familiares, comunidade e público em geral. Cine Circo Negro: Caminhada da Consciência Negra na comunidade, exibição de filmes e apresentação de artistas negros e pardos na sede da EPC; Estimular a formação de novas plateias com o atendimento das escolas das comunidades dos 06 municípios e 20 territórios atendidos, com apresentações artísticas e vivencias circenses da Trupe Circus, na sede da EPC;Potencializar e dar continuidade às ações de preservação das artes do circo e povos circenses com mais de 06 ações/ano, com ações artísticas como: -Comemoração do dia do Circo e do Teatro com cortejo pela comunidade e apresentação das crianças, adolescentes, jovens atendidos, Trupe Circus, circenses itinerantes e outros grupos/artistas convidados, nas praças e parques da comunidade. Comemoração do dia do Palhaço com cortejo pela comunidade e apresentação dos Palhaços da Trupe Circus, de circos itinerantes e outros artistas da palhaçaria convidados, na sede da EPC; Promover 02 apresentações dos espetáculos de culminância do ano com as atividades de circo, teatro, dança e música dos alunos. sendo 01 com crianças e adolescentes e 01 com jovens.Ampliar as atividades externas com 06 apresentações das crianças e adolescentes nas escolas públicas da comunidade, nas OSCs parceiras e outros espaços sociopolíticos e culturais da comunidade e dos 06 municípios da RMR: Olinda, Camaragibe, Paulista, São Lourenço da Mata, Jaboatão e Recife.Produto: Companhia Teatral /Circense- Manutenção de Corpos EstáveisPotencializar as atividades diárias de aprimoramento técnico e artístico dos artistas da Trupe Circus para montagem de espetáculos, criação de números circenses e aquisição de novas técnicas para realização de oficinas externas, dentro do processo de profissionalização de jovens circenses.Desenvolver um processo sistemático de treinos, ensaios e criações de números e espetáculos, ampliando o repertório da Trupe Circus e a visibilidade do seu trabalho artístico.Realizar temporadas dos espetáculos da Trupe Circus, na sede da Escola Pernambucana de Circo, para o público dos territóriso que atuamos e o público em geral que atendemos.Ampliar a especialização dos artistas com treinos e preparações com profissionais de corpo, voz, expressividade e capacidade física para atuação nas criações e apresentações de números e espetáculos circenses.Realizar intercâmbios artísticos e culturais com outras trupes, companhias e grupos de circo da cidade, do estado, do país e exeterior.
A Escola Pernambucana de Circo que tem 30 anos de história, é Ponto de Cultura desde 2004 certificada pelo MINC e tem Título de Utilidade Pública Municipal, é uma instituição consolidada no trabalho das artes circenses em Pernambuco e no Brasil, sendo a única instituição com processos sistemáticos e contínuos de formação de crianças e adolescentes e profissionalização de jovens como artistas e educadores, tem, portanto um valor cultural e a partir disso, podemos justificar que é de suma importância a manutenção das atividades, cuja existência torna o país numa referência internacional no campo das atividades da pedagogia do circo social, principalmente na formação para o desenvolvimento humano e social de uma população posta em situação de extrema vulnerabilidade, tanto social, quanto educacional com grande necessidade de suporte na garantia de direitos. Dessa forma, podemos dizer que a Escola Pernambucana de Circo, supre a necessidade da população em acessar e consumir produtos e serviços que tenham o circo como linguagem que forma, discute e intervém nas questões de cunho social, cultural e político, que pauta consigo a importância de viver, registrar e preservar a memória das artes circenses como parte do patrimônio material e imaterial no estado. Com isso, manter a Escola Pernambucana de Circo viva, em pleno funcionamento, permite com que todas as camadas da sociedade pernambucana acessem um equipamento, equipe e acervo que tornam a cultura um bem de consumo incalculável, imprescindível para a vida, o desenvolvimento de uma identidade local e regional para o circo e os desdobramentos dessas ações que desenvolvemos no campo da arte-educação e da formação humana de crianças, adolescentes, jovens e adultos.Mais especificamente na área das artes circenses, estamos contribuindo para que o circo seja valorizado como espaço de expressão artística; agente de democratização do acesso a bens culturais; formador de plateias e produtor de novos paradigmas estéticos e econômicos, dinamizando as artes circenses assim como as demais expressões das artes cênicas. Para além de suas atividades com o circo social, entretanto, a Escola Pernambucana de Circo desenvolve diversos processos sistemáticos de formação na área das artes do circo como o Projeto Trupe Circus de profissionalização de jovens artistas e educadores circenses, cursos de iniciação às artes circenses desenvolvidos anualmente voltados para jovens e adultos, negros e negras, cursos de formação de educadores de circo social, e diversos outros processos formativos com profissionais do estado e de fora dele que tem o objetivo de atender à demanda da classe de formação na área em diversas modalidades técnicas que possibilitam - para os trabalhadores das artes circenses o aprimoramento de seus aprendizados, e assim, oxigenando o mercado de profissionais altamente qualificados que tem na Escola essa referência na área da formação. Além de atuar na cadeia pedagógica e produtiva das artes do circo, a EPC tem ampliado, ao longo desses 30 anos de história, suas ações no campo das políticas públicas para as artes circenses participando de fóruns, seminários, colegiados e redes municipais, estaduais e nacionais que discutem e propõem políticas públicas para o fortalecimento das artes circenses porque acreditamos que assim, estamos cumprindo com nossa missão institucional e contribuindo de forma significativa com a formação na área das artes circenses na cidade de Recife e no estado de PE. Participamos da Rede dos Pontos de Cultura de Pernambuco, Rede de Articulação dos Pontos de Cultura de Pernambuco; Rede Cultura Viva Nacional; Conselho Municipal de Cultura do Recife, Conselho Estadual de Políticas Culturais de Pernambuco, Conselho da Criança e do Adolescente; Conselho de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes de Pernambuco; Rede de Apoio às Mulheres Negras; Conselho Municipal de Combate ao Uso e Abuso de Drogas; Associação dos Moradores da Macaxeira, dentre outras.Assim sendo, esse projeto se justifica no que se refere ao Art. 1º da Lei 8313/91 nos seguintes incisos:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.Portanto, além de ser um espaço importante no campo da formação, da fruição, do fomento e da difusão no campo das artes circenses, no nosso picadeiro social se aprendem os valores da vida em grupo, como princípio para a vida social, em comunidade, sobretudo quando se vive na periferia. É sobre colaborar e fazer parte de um elo, que se recria e se repete. É também sobre construir perspectivas, compreendendo as urgências de uma arte que atravessa diversas sociedades, do oriente ao ocidente, com técnicas específicas para se manter vivo, desafiando a cada minuto o trajeto que se vive, se equilibra, e para se manter se encanta e re-encanta, superando os desafios de se fazer arte, de se fazer circo, de ser da periferia, de ser negra, negro, gay, lésbica, mulher, de querer viver de sua arte, do ofício que se escolheu para a vida, mas não para sobreviver, mas para VIVER, e isso significa viver dignamente. Dessa forma, esse projeto se justifica também, a partir do cumprimento dos seguintes objetivos do Art. 3º da Lei 8313/1991, I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;V - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;Reconhecida como uma referência cultural da Zona Norte/periferia do Recife, sua sede funciona como um espaço de acolhimento, formação, fruição artística e preservação da memória cultural no território, sendo motivo de orgulho para os moradores. Quando a EPC é mencionada na TV ou participa de eventos públicos, a comunidade se sente representada por uma iniciativa positiva, especialmente diante do estigma associado às notícias de violência que muitas vezes recaem sobre as periferias. Dessa forma, podemos dizer que a Escola Pernambucana de Circo, supre a necessidade da população em acessar e consumir produtos e serviços que tenham o circo como linguagem que forma, discute e intervém nas questões de cunho social, cultural e político, que pauta consigo a importância de viver, registrar e preservar a memória do circo como parte do patrimônio material e imaterial no estado e no país. Portanto, manter a Escola viva, em pleno funcionamento, permite com que todas as camadas da sociedade acessem um equipamento, com equipe e acervo que tornam a cultura um bem de consumo incalculável, imprescindível para a vida, o desenvolvimento de uma identidade local e regional do circo e seus desdobramentos.
Nossa missão: Promover a inclusão de crianças, adolescentes e jovens das classes populares através das artes, especificamente o circo, fortalecendo a identidade cultural, o vínculo social e os valores da cidadania a partir da pedagogia do circo social. Nossos princípios e valores: Inovação – Encantamento – Magia – Cooperação – Solidariedade - Perseverança Nossa visão de futuro: Ser referência na construção de conhecimentos e metodologias inovadoras de educação, organização e inclusão sócio-produtiva de crianças, adolescentes e jovens das classes populares, através de processos de formação, produção, difusão e fruição da cultura e das artes circenses. Portanto, a história da consolidação da Escola Pernambucana de Circo como uma instituição pioneira no desenvolvimento do circo social em Recife acontece depois de muitos saltos e cambalhotas dos seus fundadores, equipe, participantes e parceiros, expandiu seus projetos e atividades, transformou-se em uma das mais expressivas instituições do circo brasileiro. Desenvolvendo ações nos campos da formação, produção, difusão e fruição das artes circenses, a Escola Pernambucana de Circo é hoje um empreendimento com atuação em todos os elos da cadeia produtiva do circo, assumindo uma posição de vanguarda na renovação estética e na atualização criativa das artes circenses no Brasil. No campo da cadeia produtiva e, consequentemente, da economia da cultura, através de nossa experiência pedagógica e artística estamos criando um ambiente para que o circo social na cidade de Recife e no estado de Pernambuco experimente novos parâmetros estéticos, formule propostas pedagógicas e metodologias inovadoras de educação e de formação para as artes circenses, construindo mecanismos de profissionalização de sua gestão a partir dos canais de diálogo com parceiros da área de economia criativa na área da arte e da cultura. Mais especificamente na área das artes circenses, estamos contribuindo para que o circo seja valorizado como espaço de expressão artística; agente de democratização do acesso a bens culturais; formador de platéias e produtor de novos paradigmas estéticos e econômicos, dinamizando as artes circenses assim como as demais expressões das artes cênicas.AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE PROMIVDAS PELA INSTITUIÇÃO:Trabalhamos para colocar em prática o ODS 4 com: Educação de qualidade, da seguinte forma: Garantindo que as pessoas tenham através do projeto, acesso a oportunidades de aprendizagem ao longo de suas vidas, incluindo educação profissional, formação contínua e educação para a cidadania, incluindo meninos e meninas sem distinção de gênero, em situação de vulnerabilidade contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos tenham a oportunidade de desenvolver seu potencial e contribuir para o desenvolvimento do país.Atuamos em prol do cumprimento do ODS 8 como: Trabalho decente e crescimento econômico: Através da formação profissional de jovens , que busca garantir o crescimento econômico que beneficie a todos, com empregos plenos e produtivos no mercado das artes, com igualdade de salários entre homens e mulheres, principalmente as negras e pardas, incluindo pessoas com deficiência, sem distinção de gênero e sexualidade, com condições de trabalho decentes, direitos trabalhistas protegidos, ambientes de trabalho seguros para uma vida digna para todos e todas!Colocamos em prática o ODS 11 - Cidades e comunidades sustentáveis: Através do trabalho com a nossa diversidade cultural pernambucana e brasileira, fortalecemos os esforços para proteção e salvaguarda imaterial das artes circenses, um patrimônio afetivo da população brasileira e com isso, contribuímos de forma significativa com a preservação natural do mundo, para que o mesmo seja cada vez mais acessível, com espaços verdes e públicos seguros, especialmente para os grupos vulneráveis como o que atendemos de pessoas periféricas, negras, da comunidade LGBTQIAPN+.Realizamos ações para o cumprimento do ODS 17 com: - Parcerias e meios de implementação: Através das diversas parcerias que temos nos âmbitos públicos e privados conseguimos mobilizar recursos financeiros e institucionais para continuidade das formações socioambientais para os educandos e o público dos nossos territórios, fortalecendo as formas e os meios de implementar cada vez uma mais uma sociedade sustentável e igualitária para todos e todas.Trabalhamos com diversas atividades para que a comunidade possa se tornar mais resiliente, igualitária e em harmonia com o meio ambiente, nem sempre é fácil e simples, mas incluímos nas nossas práticas as ações de inclusão socioprodutiva no mercado de trabalho, educação inclusiva e socioemocional e combate ao preconceito. A Escola Pernambucana de Circo fica numa área próxima de duas praças e dois parques públicos, e desenvolvemos atividades nesses locais, desde ações formativas à ações de preservação do meio ambiente, como a plantação de árvores, limpeza dos espaços retirando lixo e entulhos em atividades junto com as crianças, adolescentes e suas famílias. Além disso, como a instituição foi fundada por educadores e artistas populares, que sempre atuavam com teatro e circo de rua, essa prática ainda nos acompanha e faz parte de nossa missão levar a arte onde quer que seja, por isso, sempre apresentamos nossos espetáculos não só nesses locais nas comunidades onde atuamos, mas em outras tantas do Recife e nos interiores do Estado, sempre preferimos estar na rua, porque essa é a essência da nossa história e as artes circenses tem isso no seu caráter de uma arte itinerante, livre, seja embaixo de uma lona, num parque ou praça pública, ou mesmo apenas numa roda de pessoas que se deixem envolver, encantar com a magia do circoA prática do cuidado com o meio ambiente é uma ação contidiana dentro das atividades desenvolvidas na instituição e isso serve para todos nós, incluindo nossos educandos e educandas. Buscamos sempre preservar o meio ambiente e adotar práticas e que colaboram com a sustentabilidade do meio ambiente, como evitar o desperdício de água, de comida, redução do uso de plástico em embalagens, cada um tem seu copo e sua garrafa para uso contínuo, não utilizamos material descartável, economizamos papel, sempre reaproveitando os materiais, incentivando a coleta seletiva, fazendo formações e ações de conscientização do consumo consciente. Mas nem todas as ações são simples e rápidas de serem absorvidas por uma população que vive em territórios muito degradados, e esses hábitos vão sendo praticados e vamos vendo os resultados em pequenos exemplos, mas, que já fazem toda uma diferença quando são realizados, como a diminuição do uso de água como nos contam as famílias.Adotamos a coleta seletiva na própria instituição, e quando há eventos na sede e ou em outros locais também adotamos a mesma prática, uso consciente da água, evitando o desperdício, diminuição de material impresso em papel, reutilização de materiais como garrafas plásticas, latas de alumínio, não utilizamos materiais descartáveis em nossas ações, solicitando o uso de copos e garrafas próprias de cada um, reutilizamos água que lavamos roupas para lavagens dos banheiros, utilizamos lâmpadas de led e incentivamos que isso seja feito nas residências das comunidades que atendemos, fazemos coleta sustentável de alimentos e conscientização pública da necessidade de adotarmos essas práticas no nosso dia a dia para a redução da crise climática e preservação do meio ambiente. Mas são práticas que necessitam de apoio e parcerias, por isso, trabalhamos também junto com as escolas parceiras e outras instituições instaladas nas comunidades, sem isso, fica ainda mais difícil atingir os objetivos.
PROPOSTA POLÍTICA PEDAGÓGICA DA ESCOLA PERNAMBUCANA DE CIRCO: O CIRCO QUE FAZEMOS: NOSSOS SABERES E FAZERES COM A PEDAGOGIA DO CIRCO SOCIAL.A Escola Pernambucana de Circo (EPC) surgiu em Recife no ano de 1996, com a missão de promover a inclusão de crianças, adolescentes e jovens das classes populares através das artes, especificamente o circo, fortalecendo a identidade cultural, o vínculo social e os valores da cidadania. CIRCO SOCIAL é entendido pela Escola Pernambucana de Circo como a articulação dos processos de ensino e aprendizagem das artes e habilidades circenses a conceitos pedagógicos dando forma a metodologias de educação (não-formal) que utilizam os fatores de “risco” e “sedução” do circo como elementos centrais de atividades que propiciam às crianças, adolescentes e jovens, especialmente os de classes e comunidades populares, o desenvolvimento de suas múltiplas potencialidades, a elevação da sua autoestima, a construção da sua autonomia e a ampliação do seu repertório cultural para o pleno exercício dos seus direitos de cidadania. É na ideologia da teoria do educador Paulo Freire, a teoria da educação popular como forma de humanizar, já que, sonhar é um ato político necessário, que nos pautamos para pensar o que é esta alma do circo social, pois acreditamos que todo dia no trabalho com o circo social, cada educador (a) busca construir um mundo melhor junto com seus educandos, procurando conhecer sua história de vida, de sua família, sua comunidade, sua cidade, seus sonhos e seu projeto de vida, pois só podemos mudar aquilo que conhecemos acreditando que essa construção só é possível de forma coletiva. E assim é construída na relação dialógica entre educandos e educador. Pois toda prática formativa tem como objeto ir mais além de onde se está. É exatamente essa a possibilidade que a prática educativa com o circo social tem: a de mover-se até algo, um sonho, um projeto de vida, e esse ir além tem a ver com a característica do circo de superação de limites. É isso que a gente chama de EDUCAÇÃO no processo de ensino-aprendizagem do circo social. O que somos é um presente da vida para nós. Mas o que nos tornamos é um presente que damos a nós (e à vida). É a questão de aproveitar as oportunidades sócio-educativas que é dada a cada um, a cada uma no circo. O ir além na superação dos limites oportuniza acreditar em si mesmo, e isso é internalizado como possibilidade de sonhar e poder, ser capaz de realizar seus sonhos. A arte circense, especificamente, é, por essência, integrada, materializando o conceito de autonomia e reciprocidade. As habilidades específicas desenvolvidas por meio das artes circenses possibilitam a materialização deste conceito, uma vez que nelas o jovem tem possibilidade de fazer escolhas e caminhar no ritmo de seu próprio desenvolvimento (o que responde pelo princípio de autonomia). Ao mesmo tempo, ele entende que, independentemente da escolha que faça, sempre terá que contar com o apoio e a complementaridade do trabalho de alguém (o que responde peloprincípio de reciprocidade). Esse espírito de equipe, encontrado no circo, impregna o jovem em sua vivência. As múltiplas alternativas oferecidas pelas artes circenses e as demais expressões artísticas possibilitam a descoberta de habilidades que, pela falta de oportunidades, estes jovens, em suas trajetórias de vida, foram impedidos de desenvolver. Para tanto, a participação, a equidade, a igualdade, a cooperação, a criatividade, o dinamismo, a felicidade, o protagonismo, a harmonia e a transformação são os procedimentos mais importantes da abordagem pedagógica do circo social, os quais deverão orientar tanto educadores como os jovens e suas práticas em busca de reconhecimento de suas potencialidades enquanto artistas e educadores populares e, principalmente em busca de um mundo melhor.
Quanto á questão da acessibilidade utilizaremos as seguintes estratégias: Do ponto de vista da acessibilidade trabalharemos com os no aspectos atitudinal, arquitetônico, comunicacional e metodológica. Primeiro do que qualquer outra ação de acessibilidade para PCDs, acreditamos que a acessibilidade mais importante é a atitudinal, porque esse é o aspecto mais simples de ser colocado em prática, porque depende apenas de nós. Acessibilidade atitudinal diz respeito às ações que tomamos como indivíduos para diminuir as barreiras entre as pessoas com deficiência e sem deficiência. É se colocar minimamente no lugar do outro, pensar e realizar ações que promovam um mundo mais justo e inclusivo para todas as pessoas. - No aspecto arquitetônico, Para os ensaios abertos e apresentações na sede da Escola Pernambucana de Circo, ressaltamos que ela foi construída para possibilitar o acesso de todas as pessoas e para as deficientes existem rampas de acesso e sanitários para cadeirantes além de condições adequadas de acesso com pisos táteis e sinalização para pessoas com deficiência motora e visibilidade reduzida e cegas, essas contam ainda com sinalização e localização especifica no espaço/galpão para participarem de todas as ações oferecidas. No aspecto comunicacional: Haverá tradução em libras em todas as apresentações, bem como, l audiodescrição, em pelo menos, 10 ações de apresentações realizadas especificamente para um público de pessoas com visão reduzida e cegas. Já no aspecto da acessibilidade metodológica, que é a inexistência de barreiras nos métodos, teorias e técnicas de ensino-aprendizagem – ressaltamos que nossa equipe pedagógica já domina e pratica nas nossas ações de formação, assim, podemos afirmar que as oficinas de formação contarão com: Acessibilidade programática - realizaremos iniciativas de formação no combate ao preconceito, trabalhando com os adolescentes e jovens, o combate ao preconceito e à discriminação e demais atitudes que impeçam ou dificultem o acesso aos recursos e serviços oferecidos pela sociedade, promovendo a inclusão e a equiparação de oportunidades.
Todas as ações, seja de formações, de apresentações produzidas por nós ou outros grupos que utilizem o espaço da instituição, são gratuítos desde que começamos nosso trabalho, porque acreditamos no que está posto na nossa Constituição Federal de 1988 (Art. 215) que diz: compete ao Estado garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais, através da democratização do acesso aos bens de cultura. A cultura materializa o direito de ser o que somos perpetuados nas gerações vindouras. É o modo como um povo sente e se expressa, segundo uma mesma identidade intertemporal. Arte, tradições populares, folclore, festas, danças, religiosidade, música, crenças, lendas e mitos, arquitetura, artesanato e hábitos alimentares formam a cultura peculiar a um povo, que não pode ser reduzida a simples entretenimento. O Brasil é admirado por sua diversidade cultural e produção artística. No entanto, o que é produzido em solo nacional é inacessível para uma grande parcela da população, segundo o IBGE (2010), as regiões metropolitanas concentram 41% de todo consumo cultural. Em outras palavras, existe um descompasso entre a oferta dos produtos artísticos e o acesso a eles. É por meio da cultura e da arte que novos hábitos podem ser criados. O capital cultural traz mudanças que se traduzem em comportamentos, como a melhoria da autoconfiança e da autoestima, que podem contribuir diretamente para a mobilidade social, e a redução da pobreza. Um importante agente desse processo são as instituições sociais que atuam nas milhares de comunidades periféricas no Brasil. Essas iniciativas buscam fortalecer indivíduos para que as comunidades sejam multiplicadores e apropriem-se das suas histórias e culturas e avancem no processo de acesso à arte e à cultura no nosso país. Trazemos essas questões para reafirmar que a importância de como OSC, entidade sem fins lucrativos, estarmos acessando a Lei de Incentivo à Cultura, e acreditamos que isso por si só já seria uma forma do Governo de democratizar o acesso aos bens culturais, pois não temos fontes permanentes de financiamento de nenhum órgão governamental de nenhuma instância e também de iniciativas privadas, o que mantém há 29 anos nosso trabalho em Recife/Pernambuco, região Nordeste, uma das mais pobres do país, é a participação constante e sistemática em editais públicos e privados e a oferta de nossos serviços artísticos, portanto, esse seria por si só já a nossa forma de fazer chegar ao público em geral o acesso total e irrestrito aos bens culturais. No entanto, sabemos que cada vez mais a arte e a cultura precisam chegar em mais pessoas, em mais locais, em espaços diversos, em formas diversas, precisamente a grandiosidade de nossa diversidade cultural brasileira, por isso, como retorno social, cultural e artístico, temos neste projeto como acesso aos bens culturais temos as seguintes ações: - Todas as ações serão gratuitas para o público em geral, incluindo estudantes das redes públicas de ensino municipal e estadual e OSCs que atuem no campo da formação em arte e cultura no segmento das artes cênicas, que desenvolvemos na instituição/periferia/zona norte do Recife; as ações formativas são voltadas para um público de crianças, adolescentes jovens, incluindo estudantes das redes públicas de ensino municipal e estadual e OSCs que atuem no campo da formação em arte e cultura no segmento das artes cênicas e instituições sem fins lucrativos que atuam nas periferias da cidade do Recife.Embora não seja reconhecido Oriundos de Povos e Comunidades Tradicionais, sabemos que os povos Circenses são oriundos dos povos ciganos. Infelizmente ainda não conseguimos que os órgãos públicos e privados, citem em seus editais os povos circenses como tradicionais, mas são, tem um histórico de herança de preservação da cultura itinerante próprio do circo e dos povos ciganos, por isso, nunca deixamos de citar que trabalhamos com essa população/povo tradicional, para que fique registrado a necessidade e importância desse reconhecimento como processo de salvaguarda das artes do circo no Brasil.Reconhecemos e valorizamos a pluralidade cultural, tendo em vista as diversidades de gênero, sexual, raça e Etnia, porque somos uma referência no trabalho social que desenvolvemos no território, sendo a única instituição que atua na periferia de forma estruturada e com formações sistemática para construção de projetos de vida das pessoas através da arte e da educação popular que tem o trabalho coletivo como objetivo da transformação social, por isso, sempre demos voz e vez para todes e, assim, diminuímos o número de mulheres negras violentadas, do etnocídio das juventudes negras e da transfobia para com as pessoas LGTQIAPN+, com a aceitação das diferenças como nossa forma de ser e estar no mundo, modificando de forma significativa o olhar da sociedade para com as pessoas moradoras das periferias do Recife, não as vendo somente como um local de graves problemas sociais, mas sim, como um lugar onde vivem pessoas que tem capacidades e potencialidades e que se expressam através da cultura popular como uma forma de resistência a todo tipo de preconceito.Nas ações que promovemos está, de forma incondicional, a liberdade de expressão artística porque temos uma experiência concreta na formação de adolescentes e jovens, que após o contato com a formação em artes circenses na EPC, criaram trupes, grupos, companhias e projetos sociais e artísticos circenses, outros ingressaram na Trupe Circus da própria EPC e outros tantos no mercado artístico e cultural, tanto em PE quanto em outros estados e até no exterior, pois buscamos sempre inovar na formação das artes circenses, oferecendo as modalidades no campo do circo mas, também agregamos um processo de formação para o mercado de trabalho e a geração de renda através dos conhecimentos de empreendedorismo, para a criação de números circenses, dramaturgia para circo, elaboração de projetos para mobilização de recursos, comunicação e produção artística e cultural, oportunizando ao público o contato com o aprendizado da arte circense propiciando a descoberta individual e coletiva de potencialidades criativas, imaginativas e artísticas por meio da pedagogia do circo social desenvolvida pela EPC.
Coordenação Geral do Projeto Fátima Pontes: Formada na graduação em artes cênicas – teatro - pela UFPE, fez mestrado na área da educação popular na mesma Universidade, atua como atriz, produtora cultural, professora de teatro, dramaturga e roteirista de espetáculos de circo e, também é gestora de projetos sociais, artísticos e culturais. Atuou como gestora pública na Secretaria de Educação do Recife, entre os anos de 2004 a 2009, atuando como assessora, coordenadora de teatro e Gerente do Programa de Animação Cultural. Há 26 anos coordena a área executiva e artística da OSC Escola Pernambucana de Circo. Coordenação Pedagógica do projeto: Everton Lima Graduado em Pedagogia pela Faculdade Joaquim Nabuco, Integrante da Escola Pernambucana de Circo (EPC) desde a sua fundação, ocupando o cargo de Coordenador Pedagógico desde 2001. Iniciou sua trajetória como ator no Grupo de Teatro Popular Vem Cá Vem Vê, realizando diversos espetáculos e colaborando na elaboração de roteiros e textos no período de 1994 a 2010. É membro da Comissão Setorial de Circo do Conselho Estadual de Política Cultural de Pernambuco – Secult-PE/Fundarpe para o biênio 2021-2023. Participou do curso de extensão: Circo Social – Pedagogia em Arte-educação pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP-SP em 2023. Fez a coordenação pedagógica do curso: CirFormando – Curso de Educadores de Circo Social promovido pela Escola Pernambucana de Circo através da Lei Aldir Blanc PE em 2021. Coordenação Artística do projeto e educador de circo: ÍtaLo Feitosa: Como Educador de Circo Social o mesmo realiza oficinas diárias na modalidade de Acrobacias Coletivas (Pirâmides, Adágio) e em outras modalidades circenses. Participou do curso NR35 – Segurança para montagem e manutenção de equipamentos circenses aéreos (1º módulo) realizado na sede da Escola Pernambucana de Circo em novembro de 2019. É autor do capítulo: Acrobacia Aérea - Trapézio do livro “Escola Pernambucana de Circo: Guia Metodológico de suas Práticas Pedagógicas e Técnicas Circenses com o Circo Social” da Escola Pernambucana de Circo. Participou como Artista Circense e Educador de Circo Social do FestiCirco - Festival de Circo Social Villa El Salvador, Perú em 2016. Participou do I Seminário Circo – Educação: Construindo Pontes entre o conhecimento e a prática – CIRCUS-FEF/UNICAMP – Núcleo de Estudo e Pesquisa das Artes Circenses em 2017. Educador de técnicas em artes cênicas: Felipe Braccialii Formado em Técnico de Produção Cultural e Design (PRONATEC). Graduado em Teatro (Bacharelado - Integral) pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com intercâmbio acadêmico no curso de Teatro da Universidade de Évora (Portugal). Especialista em Iluminação e design de Interiores pela IPOG. Mestre em Artes pela UFU, com foco de pesquisa sobre a relação existente entre iluminação cênica e comicidade (Dissertação: Luz-personagem: o jogo de manipulação da iluminação cênica em cenas cômicas) e Doutor em Educação Física pela UNICAMP, fazendo parte do grupo CIRCUS (Grupo de pesquisa e estudo das artes circenses). Professor de história do circo: daniel Carvalho Doutorado em Educação Física pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – USP e Mestre em Artes pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP. Atua como educador de circo social, é Coordenador do Portal da Diversidade circense e membro do grupo de Pesquisa em Circo – CIRCUS FEF – UNICAMP, também realiza estudos e pesquisas nos temas: Histórias do Circo, da educação e educação física e pedagogia das atividades circenses. Educador de Circo: Bruno Luna Iniciou sua trajetória na Escola Pernambucana de Circo como aluno em 2001, em 2004 ingressou na Trupe Circus (grupo artístico da Escola Pernambucana de Circo) e desde 2009 é Educador de Circo Social da instituição. Participou do curso NR35 – Segurança para montagem e manutenção de equipamentos circenses aéreos (1º e 2º módulo) realizado na sede da Escola Pernambucana de Circo em novembro de 2019 e Março de 2020. É autor do capítulo: Malabares do livro “Escola Pernambucana de Circo: Guia Metodológico de suas Práticas Pedagógicas e Técnicas Circenses com o Circo Social” da Escola Pernambucana de Circo. É Formador da Formação Básica em Circo Social organizada pelo Cirque du Soleil em parceria com a Rede Circo do MUNDO Brasil, desde 2015. Ministrou a Oficina de Malabares no Curso de Iniciação as Artes Circenses numa realização da Escola Pernambucana de Circo nas edições de 2014 e 2012. Participou do Seminário: A Evolução, Mudanças e Desafios do Circo Social na América latina nos últimos 10 anos e sua interface com as artes circenses realizado pela Rede Circo do Mundo Brasil na Universidade de Campinas – UNICAMP – SP. Educadora de Circo: Maria Karolina – Formada pela Escola Nacional de Circo (2022). Iniciou sua trajetória na Escola Pernambucana de Circo como aluna no ano de 2007. Atualmente é artista da Trupe Circus (Grupo artístico da instituição) e Educadora de Circo Social desde 2015. Como Artista integrante da Trupe Circus tem treinamento diário voltado para o aperfeiçoamento técnico e artístico na arte circense e em outras linguagens artísticas como Teatro, Dança e Música, colabora na criação de números para montagem dos espetáculos e esquetes circenses, realiza os serviços da Trupe Circus externa e internamente e participa das diversas formações realizadas com profissionais de Circo e de outras linguagens artísticas da cidade, do estado e do país. Ainda como artista circense, integra o elenco das últimas produções em repertório da Trupe Circus: Flores Fortes - Um Convite a Sororidade, Círculos Que Não Se Fecham ... Fragmentos e Um Dia de Circo Na Praia – Uma Aventura Inusitada. Participou como artista circense do espetáculo “Afro Fulgor Beleza e Fé”, com direção de Hammai de Assis. Como Educadora de Circo Social a mesma realiza oficinas diárias na modalidade de Contorção e em outras modalidades circenses, além de realizar estudos e pesquisas sistemáticas que visem contribuir e fortalecer sua prática pedagógica. Autora colaboradora do capítulo: Acrobacia de Solo do livro “Escola Pernambucana de Circo: Guia Metodológico de suas Práticas Pedagógicas e Técnicas Circenses com o Circo Social” da Escola Pernambucana de Circo. Educadora de Circo: Thalita Andrade Formada em Educação Física pela Universidade Federal de Pernambuco. Iniciou sua experiência circense na Escola Pernambucana de Circo (EPC) em 2011, através do Curso de Iniciação às Artes Circenses. Sendo convidada a ingressar na Trupe Circus da EPC em 2014. Atualmente é Educadora de Circo Social na modalidade de Acrobacias Aéreas na Escola Pernambucana de Circo no projeto Brincar e Aprender para Crescer com Você, destinado a crianças e adolescentes. Atua como educadora de circo na modalidade de acrobacias aéreas no Casulo Artes Circenses. Ministrou diversas oficinas e vivências na modalidade ao logo dos 13 anos de trabalho com o circo, como: Educadora de circo no Projeto Tiúma Circense do Sesc Tiúma em parceria com o Casulo Artes Circenses e aulas particulares de Tecido, trapézio e lira acrobática para adultos. Assessora de Comunicação: Milton Raulino Milton Raulino é jornalista, social media, ator, cantor, compositor, produtor e criador de conteúdo de Recife/PE. Formado em Jornalismo pela Unicap, atua desde 2012 no mercado de comunicação, com experiência em assessoria de imprensa, gestão de redes sociais e produção de conteúdo para empresas, instituições e projetos culturais, atendendo artistas como Almério, Alessandra Leão e Renata Rosa. É fundador da 1000Tons Comunicação, e hoje integra a comunicação da Escola Pernambucana de Circo. Paralelamente, segue carreira artística no teatro e na música, com três singles lançados e previsão de estreia do álbum Quem é do mar, ama em 2025.
Projeto liberado para o proponente adequar à realidade de execução.