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PRONAC 256835Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Jornada Literária DF

ASSOCIACAO CULTURAL JORNADA LITERARIA DO DISTRITO FEDERAL
Solicitado
R$ 2,25 mi
Aprovado
R$ 2,25 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Event Literá/Ações Edu-Cult Incen Leitu/SlamSarau
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Açoes de incentivo à leitura
Ano
25

Localização e período

UF principal
DF
Município
Brasília
Início
2026-03-02
Término
2026-10-02
Locais de realização (1)
Brasília Distrito Federal

Resumo

Realizar a Jornada Literária DF, em celebração aos dez anos de trajetória da Jornada Literária do DF. A proposta prevê a realização de 22 dias de programação literária gratuita e aberta ao público em geral nas regiões administrativas do Plano Piloto, Ceilândia, Sobradinho, Planaltina e Paranoá; com oficinas de formação de mediadores de leitura, sessões de contação de histórias, debates/encontros de autores com leitores, palestras, apresentações de grupos teatrais, oficinas de grafite, quadrinhos, distribuição de livros e ações de acessibilidade cultural.

Sinopse

1. Oficinas de Mediação de Leitura Oficinas formativas voltadas a professores da rede pública, bibliotecários e agentes culturais das regiões participantes, com o objetivo de capacitar mediadores de leitura. Os encontros abordam estratégias de promoção do livro e da leitura, aprofundam o conhecimento sobre os autores da programação e propõem metodologias de incentivo à leitura em contextos escolares. Cada oficina terá duração média de 2 horas. Classificação indicativa: Livre 2. Debate/Encontro com Autor Atividade literária em que escritores e escritoras convidados dialogam diretamente com estudantes das escolas participantes sobre suas obras, processos criativos e temas abordados em seus livros. Os encontros têm caráter interativo e educativo, fortalecendo o vínculo entre autor, leitor e obra. Cada sessão tem cerca de 50 minutos. Classificação indicativa: Livre 3. Debate Espaço de troca e aprofundamento de ideias com autores, ilustradores e especialistas da área do livro e da leitura. Os debates promovem reflexões sobre temas como bibliodiversidade, literatura negra, indígena e periférica, políticas públicas de leitura e a formação de leitores. Os encontros terão duração aproximada de 60 a 90 minutos e são abertos ao público geral. Classificação indicativa: 12 anos 4. Palestra Apresentações temáticas realizadas por autores, pesquisadores e especialistas da área cultural e educacional, com foco na formação de professores, gestores e público adulto. As palestras abordam práticas de incentivo à leitura, literatura contemporânea e estratégias de mediação. Classificação indicativa: 14 anos 5. Contação de História Atividades de narração oral realizadas por contadores(as) de histórias e escritores(as), voltadas a públicos infantis e familiares. Utilizam recursos como voz, musicalidade, expressão corporal, objetos cênicos e sonoros. As sessões valorizam a tradição oral, o universo da infância e a mediação afetiva do livro. Classificação indicativa: Livre 6. Apresentação de Grupo de Teatro Espetáculo popular do grupo Mamulengo Fuzuê, especializado em teatro de bonecos tradicional. A montagem utiliza elementos de cultura popular nordestina, humor e crítica social para promover entretenimento e reflexão. As apresentações ocorrem em espaços públicos abertos, com interação direta com o público. Classificação indicativa: Livre 7. Oficina de Grafite Oficina criativa voltada para adolescentes e jovens, com foco em arte urbana e cultura periférica. Ministrada por grafiteiros reconhecidos, a atividade estimula a expressão artística por meio do grafite, valorizando a identidade territorial e a apropriação estética dos espaços urbanos. Inclui noções técnicas, história do grafite e prática coletiva. Classificação indicativa: 12 anos 8. Oficina de Quadrinho Atividade criativa voltada para o público infantojuvenil e jovem, com foco na criação de histórias em quadrinhos. A oficina apresenta fundamentos de narrativa visual, roteiro, ilustração e design de personagens, promovendo a expressão artística e a formação de novos leitores por meio da linguagem gráfica. Classificação indicativa: 10 anos

Objetivos

Objetivo Geral Promover o letramento literário e democratizar o acesso à leitura, à literatura e às artes integradas no Distrito Federal, por meio da realização da Jornada Literária DF _ Edição 10 anos. A proposta tem como finalidade fortalecer o vínculo entre livros, autores e comunidades, com foco em estudantes da rede pública de ensino das regiões administrativas periféricas, por meio de ações culturais gratuitas como oficinas, contações de histórias, encontros com autores, apresentações artísticas e atividades formativas. Busca-se ainda valorizar a bibliodiversidade, incentivar a formação de leitores críticos e engajados, fomentar a representatividade de vozes negras, femininas e periféricas, e contribuir para a permanência da leitura nos territórios por meio da capacitação de mediadores e da circulação de obras literárias. Objetivos Específicos 1) Realizar 48 oficinas de formação de mediadores de leitura, com duração de 2 horas cada, voltadas para até 20 professores por oficina; 2) Executar a Jornada Literária DF _ Edição 10 anos, com 22 dias de programação cultural gratuita e aberta ao público, distribuída nas seguintes ações: a) Realizar 90 encontros/debates literários com escritores, com duração de 1 hora cada, para até 70 participantes por sessão; b) Promover 34 sessões de contação de histórias, com duração de 1 hora cada, para até 50 participantes por sessão; c) Realizar 10 palestras literárias, com duração de até 1h30 cada, para até 60 participantes por palestra; d) Ministrar 2 oficinas de grafite, com duração de 2 horas cada, para até 20 participantes por oficina; e) Ministrar 2 oficinas de quadrinhos, com duração de 2 horas cada, para até 20 participantes por oficina; f) Fazer 8 apresentações de grupos teatrais, com duração de até 1h30 cada, para até 60 espectadores por sessão; g) Distribuir 3.500 livros às escolas públicas participantes da Jornada.

Justificativa

Desde 2016, com dezessete edições já realizadas, a Jornada Literária do DF beneficiou diretamente mais de 150 mil estudantes e professores da rede pública em regiões como Paranoá, Itapoã, São Sebastião, Sobradinho, Gama, Ceilândia e Brazlândia. Consolidou-se, assim, como uma das ações continuadas mais relevantes de fomento à leitura fora do eixo central do Distrito Federal. Com forte inserção comunitária e territorial, a Jornada realiza formação de mediadores de leitura, encontros com autores e distribuição gratuita de obras literárias, estabelecendo conexões significativas entre escola, literatura e comunidade. Esta edição, que marca os dez anos da iniciativa, consolida-se como uma política pública não institucionalizada, com foco em populações historicamente afastadas do direito à leitura. Ao atuar em territórios de alta vulnerabilidade social e educacional — onde muitas vezes a Jornada representa a única oportunidade anual de contato estruturado com o universo literário — o projeto reafirma o livro e a leitura como instrumentos de cidadania, inclusão e transformação social. A utilização do Mecanismo de Incentivo à Cultura, previsto na Lei nº 8.313, de 1991 (Lei Rouanet), é fundamental para a viabilidade e continuidade da Jornada. Por se tratar de um projeto gratuito, realizado em regiões com baixa renda e infraestrutura cultural escassa, sua sustentabilidade depende do financiamento via renúncia fiscal, que viabiliza a gratuidade, amplia o alcance territorial e garante a regularidade das ações. Nos termos da Instrução Normativa MinC nº 23, de 2025 e do Decreto nº 11.453, de 2023, os recursos incentivados têm natureza pública e são destinados à efetivação de políticas culturais com impacto social relevante. Enquadramento legal _ Art. 1º da Lei nº 8.313, de 1991: A Jornada Literária se enquadra nas seguintes finalidades: Inciso II _ Estimula a regionalização da produção cultural brasileira com valorização de recursos humanos e conteúdos locais, ao atuar com autores, educadores e artistas dos próprios territórios. Inciso III _ Apoia, valoriza e difunde manifestações culturais regionais, promovendo encontros intergeracionais e interterritoriais em torno da literatura. Contribuição aos objetivos do art. 3º da Lei nº 8.313, de 1991: O projeto contribui para: I _ Estimular a formação cultural da população brasileira; II _ Garantir o exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional; III _ Apoiar e incentivar a valorização e a difusão das criações culturais; IV _ Proteger expressões culturais de grupos formadores da sociedade brasileira, como comunidades periféricas e populações negras; V _ Salvaguardar a diversidade das expressões culturais; VII _ Apoiar e incentivar o acesso da população aos bens e serviços culturais. Além disso, a Jornada está plenamente alinhada ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e à Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), especialmente nos seguintes eixos: Eixo I _ Democratização do acesso: atividades gratuitas em territórios periféricos; Eixo II _ Formação de mediadores: oficinas para professores, jovens e bibliotecários; Eixo III _ Valorização simbólica da leitura: fortalecimento das salas de leitura e estímulo ao ambiente leitor; Eixo IV _ Fomento à cadeia criativa do livro: com participação de autores independentes, mulheres, negros e indígenas, promovendo bibliodiversidade. A proposta ainda contempla ações de acessibilidade física, comunicacional e atitudinal, conforme a Lei nº 13.146, de 2015 (Lei Brasileira de Inclusão), garantindo ampla participação de pessoas com deficiência, conforme previsto também na IN MinC nº 10, de 2023. Portanto, a Lei de Incentivo à Cultura é o instrumento que torna possível a continuidade de uma política cultural de base comunitária, enraizada nos territórios e articulada às agendas da educação, leitura, diversidade, acessibilidade e cidadania. A Jornada Literária vai além da formação de leitores: ela estimula o pertencimento, a pluralidade de vozes e o pensamento crítico, pilares essenciais de uma sociedade democrática e inclusiva.

Estratégia de execução

Linha Curatorial e Metodologia da Jornada Literária do DF – Edição 10 anos A Jornada Literária do DF – Edição 10 anos consolida uma proposta cultural pautada pela valorização da diversidade literária, territorial, étnico-racial e estética, articulando literatura, oralidade, artes visuais, cênicas e populares. A curadoria da Jornada reflete o compromisso com uma programação descentralizada, inclusiva e formativa, em consonância com os eixos do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), o art. 3º da Lei nº 8.313/1991, e os princípios de democratização do acesso à cultura. A seleção curatorial privilegia autores e autoras residentes no Distrito Federal, fortalecendo os vínculos com a produção literária local e a atuação de pequenas editoras. Entre os nomes destacados estão Roger Mello, Cristiane Sobral, Tino Freitas, Álvaro Maia e Pablo Marquinho, autores cuja obra contribui para a formação de leitores críticos e para a afirmação de identidades culturais diversas. Também compõem a Jornada escritoras e escritores de outras regiões, como Alexandre Brito (RS), Kaká Werá Jecupé (SP), Otávio Júnior (RJ), Andrea Taubman (RJ) e Milton Hatoum (AM), o que amplia o diálogo interregional e enriquece o repertório simbólico das atividades. A bibliodiversidade é pilar da proposta, com destaque para obras de autoras e autores negros(as), indígenas, mulheres, pessoas LGBTQIAPN+, além de representantes da literatura periférica, infantil e juvenil, o que contribui para os objetivos da Lei Rouanet de proteção e valorização das expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira (art. 3º, IV e V). A seleção de títulos contempla narrativas plurais, que abordam temas como identidade, ancestralidade, resistência, infância e território. A programação se expande para além do campo literário, com oficinas criativas, apresentações circenses, contações de histórias, espetáculos musicais e formações artísticas, promovendo a interseção entre palavra, imagem e som. A presença do mamulengo, teatro de bonecos popular do Nordeste, contribui para a difusão de saberes tradicionais e para o fortalecimento das manifestações da cultura popular no ambiente urbano do DF, reforçando o objetivo de regionalização do art. 1º, II, da Lei nº 8.313, de 1991. No campo formativo, a Jornada promove oficinas de grafite, quadrinhos, construção de instrumentos musicais com materiais recicláveis e rodas de leitura, estimulando a participação ativa dos jovens como produtores de cultura. A inclusão do grafite como linguagem urbana dialoga com a realidade da juventude e atua como ferramenta de expressão identitária e cidadã. As oficinas de quadrinhos e de musicalização ampliam o repertório artístico dos participantes e integram literatura, arte visual e sustentabilidade. A programação também conta com palestras literárias, conferências e encontros com autores e autoras, criando espaços de escuta, debate e valorização da leitura como prática coletiva. A presença de autoras como Cristiane Sobral, Sonia Rosa, Marília Pirillo e Susana Ventura reafirma o protagonismo feminino e a valorização da produção intelectual de mulheres negras e periféricas. Na formação de mediadores de leitura, eixo estruturante da metodologia da Jornada, o projeto oferece palestras e oficinas para educadores da rede pública, contribuindo para a qualificação do trabalho docente com literatura e garantindo a continuidade das ações para além do evento. Essa estratégia atua como multiplicadora, fortalecendo o papel da escola como espaço de acesso ao livro e à leitura. A metodologia da Jornada está ancorada na mobilização escolar e comunitária, na articulação em rede com equipamentos culturais e na harmonização de linguagens artísticas. As ações são organizadas em polos nas regiões administrativas de Ceilândia, Sobradinho Planaltina e Paranoá, promovem equidade territorial e fortalecem a circulação cultural nas periferias do DF. Por meio da oralidade, da mediação e da criação coletiva, a Jornada promove um ambiente de encontro entre leitores, criadores e educadores, transformando o território em espaço de experimentação estética e formação cidadã. A linha curatorial, portanto, cumpre a função de ampliar repertórios, descentralizar recursos culturais e valorizar vozes historicamente silenciadas, reafirmando a cultura como direito e instrumento de transformação social.

Especificação técnica

📘 OFICINA 1 – Formação de Mediadores(as) de Leitura Projeto: Jornada Literária DF Objetivo: Capacitar profissionais da educação e cultura para atuarem como mediadores(as) de leitura literária em contextos escolares e comunitários. Ementa: Aborda fundamentos da mediação literária inclusiva, leitura compartilhada, álbuns ilustrados, seleção de obras por faixa etária e o papel social da leitura nos territórios periféricos. Metodologia: Roda de apresentação e escuta leitora;Exposição dialogada (teoria da mediação, gêneros literários, critérios de escolha de obras);Leitura coletiva e análise de livros ilustrados;Elaboração, em grupos, de planos de mediação adaptados aos contextos locais;Apresentação das propostas com feedback. Carga horária: 2 horas Público-alvo: Professores(as), bibliotecários, agentes culturais Vagas: até 20 participantes por turma Facilitador: Prof. Dr. João Bosco Bezerra Bonfim Materiais: Livros literários (infantis, juvenis e adultos), flipchart, projetor multimídia, cadernos e marcadores. Avaliação: Apresentação de plano de ação e autoavaliação escrita. 📙 OFICINA 2 – Criação de Quadrinhos: A Arte da Narrativa Sequencial Objetivo: Introduzir adolescentes à linguagem dos quadrinhos como forma de expressão artística, cidadã e identitária. Ementa: Fundamentos da narrativa gráfica, construção de personagens, uso de balões, tempo e ritmo visual, com estímulo à criação autoral baseada em vivências periféricas. Metodologia: Breve panorama da história dos quadrinhos no Brasil;Apresentação de HQs de autores como Laerte, Chiquinha e Fábio Moon;Criação de personagens e desenvolvimento de roteiro;Elaboração de uma página de HQ com orientação técnica. Carga horária: 2 h Público-alvo: Adolescentes de 12 a 18 anos Vagas: até 20 por oficina Facilitador: Sandro Gomes (S. Lobo) Materiais: Lápis, canetas, papel Canson A4, marcadores, folhas sulfite, projetor multimídia. Avaliação: Apresentação da HQ finalizada e preenchimento de questionário reflexivo. 📗 OFICINA 3 – A Arte Urbana do Grafite Objetivo: Oferecer vivência artística com técnicas de grafitagem e muralismo, promovendo a apropriação estética do território e a valorização da cultura urbana periférica. Ementa: Introdução ao grafite como expressão cultural e política; práticas com spray, stencil e desenho livre; desenvolvimento de intervenção visual coletiva. Metodologia: Aula expositiva sobre história do grafite e Hip Hop;Treinamento técnico com sprays e estênceis em painéis;Produção de mural coletivo com temática social definida em grupo. Carga horária: 1 encontro de 3h Público-alvo: Adolescentes de 10 a 18 anos Vagas: até 20 por oficina Facilitador: Gilmar Satão Materiais: Sprays diversos, estênceis, luvas, máscaras, superfícies móveis ou parede autorizada. Avaliação: Apresentação da obra final com roda de conversa e feedback coletivo. 📕 PALESTRAS – Leitura, Cultura e Território Objetivo: Fomentar a reflexão sobre o papel da leitura na formação cidadã, no fortalecimento das identidades culturais e na construção de políticas públicas para o livro e leitura. Ementa: Fundamentos da mediação de leitura, leitura literária e cidadania, cultura periférica, experiências comunitárias, redes locais e sustentabilidade das ações formativas. Metodologia: Exposição dialogada com apoio de trechos literários;Leitura compartilhada de crônicas e poemas;Interação com o público e escuta de experiências locais. Carga horária: 50 minutos por palestra Público-alvo: Professores(as), mediadores, educadores populares, comunidade escolar Vagas: até 15 participantes por sessão Facilitadores: conforme ficha técnica Materiais: Projetor multimídia, microfone, textos impressos e mesa redonda. Avaliação: Questionário final e roda de impressões.

Acessibilidade

1. Compromisso com a Acessibilidade Cultural O projeto assegura, de forma plena, o direito de participação de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos, pessoas neurodivergentes, LGBTQIA+ e outros públicos em situação de vulnerabilidade, respeitando a diversidade e a dignidade humana. Adotamos o conceito de Acessibilidade Cultural, entendido como a concepção e garantia de ambientes, serviços, ações, programações, bens, patrimônio e produtos culturais que considerem o uso, a fruição, a difusão, a participação e o pertencimento de todas as pessoas, com e sem deficiência. O Plano está fundamentado na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), na NBR 9050:2015, no Decreto Distrital nº 43.811/2022 e na Instrução Normativa MinC nº 23/2025. 2. Objetivo do Plano Garantir condições de acesso pleno, seguro e autônomo às atividades do projeto para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, promovendo a inclusão cultural e a equiparação de oportunidades, de modo a fortalecer a diversidade e ampliar o direito à fruição cultural. 3. Dimensões da Acessibilidade a) Acessibilidade Arquitetônica Todos os espaços de realização do projeto serão avaliados previamente quanto à presença de: Rampas de acesso e corrimãos;Banheiros adaptados;Guias táteis e sinalização podotátil;Circulação livre de barreiras arquitetônicas;Vagas de estacionamento reservadas.Caso o local não atenda às condições mínimas, serão providenciadas adaptações razoáveis temporárias, como instalação de rampas móveis e demarcação de rotas acessíveis. b) Acessibilidade Comunicacional e Sensorial Todas as comunicações institucionais do projeto (folders, cartazes, posts, vídeos) contarão com: Linguagem simples e direta;Contraste visual adequado nas artes gráficas;Materiais digitais em formatos acessíveis (.PDF acessível, fontes ampliadas);Intérprete de Libras nos vídeos promocionais, eventos de abertura e encerramento;Legendas descritivas e audiodescrição em vídeos institucionais e peças gravadas;Disponibilização de materiais táteis e impressos em Braille;Adoção de recursos multissensoriais para públicos com deficiência visual e neurodivergentes;Ambientes adaptáveis para minimizar sobrecarga sensorial, quando necessário. c) Acessibilidade Atitudinal A equipe do projeto participará de capacitação básica sobre atendimento inclusivo, com foco em práticas anticapacitistas, linguagem adequada e acolhimento de pessoas com deficiência invisível, neurodivergentes e idosos. Serão elaboradas orientações específicas sobre: Atendimento de emergência envolvendo pessoas com deficiência;Promoção de um ambiente de respeito e acolhimento.Haverá orientadores preparados para receber, informar e indicar os recursos de acessibilidade disponíveis. d) Acessibilidade Metodológica e Programática As oficinas de formação e mediação de leitura contarão com: Estratégias inclusivas: diversidade de suportes (impressos, digitais, táteis);Recursos multissensoriais e objetos táteis;Adaptação da linguagem, quando necessário;Sempre que houver leitura pública ou contação de histórias, será considerada a presença de intérprete de Libras.Além disso, os ambientes de aprendizagem serão organizados para acolher diferentes estilos cognitivos e sensoriais, assegurando participação efetiva de todos os públicos. e) Recursos Orçamentários O projeto prevê no orçamento: Contratação de intérpretes de Libras;Serviços de audiodescrição e legendagem;Aquisição de materiais acessíveis (livros em Braille, objetos táteis);Produção de peças gráficas acessíveis. 4. Monitoramento e Avaliação Durante a execução, será aplicada uma ficha de verificação de acessibilidade, a ser preenchida pela equipe técnica e pelos usuários. Além disso: Será disponibilizado um canal de contato para sugestões e reclamações sobre acessibilidade;Realização de pesquisas de satisfação com perguntas específicas sobre as condições de acessibilidade;Elaboração de relatório final sobre as ações de acessibilidade, com análise das demandas recebidas e propostas de melhoria. 5. Considerações Finais O Plano de Acessibilidade do projeto Jornada Literária DF – Edição 10 anos visa garantir a participação plena de todos os públicos, reafirmando o compromisso do projeto com a promoção da diversidade e a inclusão cultural, conforme os princípios da Lei Brasileira de Inclusão, as normas da Instrução Normativa MinC nº 23/2025 e as orientações do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SALIC). Este plano será continuamente atualizado e aprimorado conforme o diálogo com os públicos beneficiados e as boas práticas nacionais e internacionais de acessibilidade cultural.

Democratização do acesso

Democratização de AcessoA Jornada Literária DF tem como princípio fundamental a democratização do acesso à leitura, à literatura e às práticas culturais, promovendo ações gratuitas, descentralizadas e inclusivas em territórios historicamente afastados do direito à fruição cultural. Distribuição dos ProdutosNão haverá qualquer prática de comercialização dos produtos culturais gerados pelo projeto. Ao contrário, adota-se um modelo de distribuição gratuita que visa garantir o acesso equitativo e amplo à produção cultural. Serão distribuídas 3.500 obras literárias às escolas públicas participantes da Jornada, fortalecendo acervos e promovendo o estímulo à leitura entre estudantes e educadores das regiões atendidas. Medidas de Ampliação de AcessoO projeto prevê diversas estratégias complementares que potencializam a democratização do acesso e a participação dos públicos: Programação gratuita e aberta ao público: Serão realizados 22 dias de atividades culturais gratuitas, com ações que incluem:90 debates literários/encoantros com escritores, destinados a até 70 participantes por sessão;34 sessões de contação de histórias, voltadas para até 50 participantes cada;10 palestras literárias, com até 60 participantes por evento;8 apresentações de grupos teatrais, com até 60 espectadores por apresentação.Oficinas de formação e capacitação: Serão realizadas 48 oficinas de formação de mediadores de leitura, cada uma com duração de 2 horas, voltadas para até 20 professores da rede pública. Além disso, o projeto inclui:2 oficinas de grafite e2 oficinas de quadrinhos, ambas com 2 horas de duração e até 20 participantes por turma, promovendo a experimentação artística e o diálogo entre diferentes linguagens culturais.Encontros abertos: A metodologia da Jornada prevê a realização de atividades de caráter aberto e interativo, como sessões de mediação de leitura e contação de histórias em espaços públicos, ampliando a circulação das ações e favorecendo o contato espontâneo com públicos diversos.Atividades formativas paralelas: As oficinas de mediação de leitura e de linguagens artísticas (grafite e quadrinhos) funcionam como ações formativas preparatórias ou paralelas à programação central, ampliando o envolvimento dos públicos locais e promovendo o fortalecimento das capacidades comunitárias em torno da leitura e da criação cultural.Transmissão pela internet: Com o objetivo de expandir ainda mais o alcance da Jornada, flashes da programação serão transmitidos e disponibilizados em plataformas digitais, mediante autorização prévia dos participantes, respeitando direitos autorais e de imagem. Essa medida visa atender não apenas os públicos diretamente envolvidos, mas também interessados de outras regiões, promovendo a difusão nacional do projeto e fortalecendo sua dimensão pública.Acessibilidade e InclusãoTodas as atividades da Jornada contarão com medidas de acessibilidade física, comunicacional e atitudinal, conforme previsto na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e na Instrução Normativa MinC nº 10/2023. Serão disponibilizados recursos como intérprete de Libras, audiodescrição, materiais em formatos acessíveis e ambientes adaptados, garantindo a participação plena de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Compromisso com a democratização culturalAssim, a Jornada Literária se configura como uma iniciativa de fomento à leitura e à cidadania cultural, articulada com as diretrizes da Política Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE). Sua proposta assegura não apenas o acesso gratuito aos bens culturais, mas também o estímulo à formação de novos mediadores, o fortalecimento de acervos escolares e a valorização de autores, artistas e educadores locais, promovendo a bibliodiversidade, a pluralidade de vozes e a participação social como pilares de uma política cultural inclusiva e democrática.

Ficha técnica

Atuação da proponente (Associação Cultural Jornada Literária do DF): A diretora-presidente da Associação atuará como Coordenadora-Geral do projeto, sendo responsável por planejar, supervisionar e acompanhar todas as etapas da Jornada Literária do DF – Edição 10 anos, desde a mobilização e contratação de equipes até a articulação institucional, execução do cronograma e organização da prestação de contas. Sua função também compreende o acompanhamento da execução orçamentária, o cumprimento dos marcos legais e a supervisão das ações de acessibilidade, comunicação e impacto sociocultural. 👤 Currículo resumido dos principais integrantesMarilda Bezerra – Coordenadora-Geral Jornalista, pedagoga e gestora cultural. Coordena a Jornada Literária desde 2016. Realizou também o Circuito de Feiras do Livro do DF, Flipiri e eventos com apoio do FAC, MinC e BNDES, com mais de 60 mil pessoas impactadas. João Bosco Bezerra Bonfim – Coordenador Cultural / Palestrante Poeta e doutor em Linguística (UnB), com 27 livros publicados. Reconhecido nacional e internacionalmente por sua obra em literatura infantojuvenil e formação de mediadores de leitura. Ana Karina Lopes dos Santos – Produtora Executiva Advogada e produtora cultural nascida no Paranoá, atua com foco em cultura periférica, juventude e leitura. Produziu edições anteriores da Jornada e coordenou finanças de projetos com recursos do FAC. Adriana Nunes – Contadora de Histórias Atriz e diretora com mais de 25 espetáculos encenados. Autora e ilustradora de livros infantis multimídia. Co-fundadora da Cia. Armorial de Brasília. Cristiane Sobral – Contadora de Histórias / Debatedora Escritora, atriz e pesquisadora. Mestre em Artes (UnB), autora de referência na literatura negra e mediação de leitura. Otávio Júnior – Contador de Histórias / Debatedor Vencedor do Jabuti de Literatura Infantil. Criador do projeto "Ler é 10". Reconhecido por promover bibliotecas em favelas e democratizar o acesso à leitura. Tino Freitas – Espetáculo Cênico / Debatedor Escritor, mediador de leitura e jornalista. Autor premiado com Jabuti e FNLIJ. Criador do projeto Roedores de Livros. Ivan Zigg – Contador de História/Debatedor Ilustrador com mais de 100 livros publicados. Vencedor do Prêmio Jabuti de Ilustração. Integra teatro, música e literatura em espetáculos para crianças. Flávia Ribas – Contadora de Histórias / Debatedora Jornalista e escritora. Autora de obras adotadas em redes públicas. Atua com temas ligados à diversidade, infância e direitos humanos. Marcello Linhos – Contador de História/Debatedor Músico e compositor. Premiado nacionalmente. Fundador da Cia. Armorial de Brasília. Atua com viola caipira e música de raiz. Mamulengo Fuzuê – Grupo Teatral/ Brincantes Coletivo premiado de teatro de bonecos do DF. Atua em festivais nacionais e internacionais. Valoriza a cultura popular e a tradição do mamulengo. Gilmar Satão – Oficineiro de Grafite Grafiteiro e educador popular. Referência do Hip Hop em Brasília, com 30 anos de atuação em projetos de arte urbana e cultura periférica. Sandro Lobo (S. Lobo) – Oficineiro de Quadrinhos Editor e roteirista de HQs. Fundador da Brasa Editora. Premiado no HQ Mix. Desenvolve oficinas para juventude periférica. Roger Mello – Palestrante / Debatedor Ilustrador premiado com o Prêmio Hans Christian Andersen. Autor de referência em literatura infantil, com vasta produção e reconhecimento internacional. Milton Hatoum – Palestrante/ Debatedor Um dos maiores nomes da literatura brasileira contemporânea. Vencedor de vários Prêmios Jabuti. Autor de romances clássicos como Dois Irmãos e Relato de um certo Oriente.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.