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PRONAC 256878Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Evento Cultural Quilombola – 9ª edição

ASSOCIACAO DE REMANESCENTES DE QUILOMBO DE MACHADINHA
Solicitado
R$ 1,50 mi
Aprovado
R$ 1,50 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Artesanato tradicional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Quilombolas
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Quissamã
Início
2026-03-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
São Francisco de Itabapoana Rio de Janeiro

Resumo

O Evento Cultural é um projeto de intercâmbio cultural entre 21 comunidades quilombolas do Rio de Janeiro (Região dos Lagos e Norte Fluminense) e Sul do Espírito Santo e está em sua nona edição. A proposta contempla quatro produtos: Festival (estrutura do evento cultural e ação de culinária); Espetáculo de artes cênicas (manifestações culturais tradicionais quilombolas); Exposição Cultural (vivências quilombolas); e Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ Vernissage (realização de roda de conversa sobre políticas públicas voltadas aos quilombolas). Todas as ações são gratuitas e voltadas à valorização da diversidade e salvaguarda do patrimônio cultural quilombola.

Sinopse

Produto Principal: Festival, bienal, festa ou feira (estrutura)O Evento Cultural é um projeto de intercâmbio cultural itinerante entre as 21 comunidades quilombolas, de 8 municípios do Rio de Janeiro (regiões do Norte Fluminense e Região dos Lagos) e do Espírito Santo (região sul). Possibilitando trocas e aprendizados entre essas comunidades, o evento busca fortalecer a identidade e a cultura quilombola, contribuindo para salvaguarda do patrimônio cultural imaterial. A cada edição, uma nova comunidade sede é definida em comum acordo entre as 21 comunidades. Para essa nona edição, a comunidade sede já está definida e será a comunidade de Barrinha (São Francisco de Itabapoana-RJ). O tema ainda será definido, a partir da proposição da comunidade sede e debatido nas reuniões da comissão organizadora.Como parte da programação do Evento Cultural, estão as ações:- Culinária Ancestral: É montada uma estrutura de cozinha temporária, para que uma equipe de cozinheiros e auxiliares de cozinha, façam todas as refeições durante o dia de evento para todas as 1.500 pessoas participantes. As refeições são definidas de acordo com os pratos típicos das comunidades. Essa ação busca fortalecer também a dimensão da agricultura familiar, tão praticada e reconhecida pelas comunidades quilombolas e da gastronomia, elemento fundamental da cultura quilombola.- Espaço para recreação infantil: Dentro do evento, há montagem de estrutura de um espaço reservado para recreação infantil, com o objetivo de trabalhar com as crianças, de forma lúdica, a temática desta nona edição do Evento Cultural;- Manifestações Culturais (produto Espetáculo de Artes Cênicas): Montagem de estrutura de 1 palco para apresentações das comunidades que tiverem grupos de danças tradicionais populares que necessitarem da estrutura do palco, apresentação do evento e homenagens a grupos representativos da temática do Evento Cultural. Os homenageados são definidos na etapa de produção do projeto.- Exposição Cultural (produto: Exposição Cultural / de Artes): Montagem de estrutura para exposição de fotografias, objetos, produtos de artesanato tradicionais, entre outros, que representem a história e o cotidiano das comunidades quilombolas participantes- Vivências culturais quilombolas (produto: Exposição Cultural / de Artes): Nessa ação, há montagem de estrutura e compra de materiais necessários para desenvolvimento de vivências culturais quilombolas (a serem definidas durante a execução do projeto). Essas vivências procuram fortalecer e contribuir para a valorização e salvaguarda dos saberes e modos de fazer das comunidades quilombolas.Produto: Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ VernissageA roda de conversa acontece no dia anterior ao Evento Cultural e tem como público as pessoas residentes da comunidade sede e representantes das outras 20 comunidades. O objetivo da roda de conversa é fomentar visibilidade e reconhecimento para a comunidade sede, pelos órgãos e instituições públicas. Serão convidadas pessoas representantes dessas instituições para falarem no evento, assim como representantes de comunidades quilombolas.A temática da roda de conversa condiz com a temática do Evento Cultural, mas abarca também políticas públicas voltadas ao povo quilombola, direitos e cultura quilombola. A roda de conversa é feita de forma colaborativa, promovendo uma escuta ativa e a valorização das experiências locais.

Objetivos

Objetivo Geral:Promover a valorização e fortalecimento da identidade cultural quilombola através da realização de um evento que se baseia no intercâmbio cultural entre 21 comunidades quilombolas _ certificadas pela Fundação Cultural Palmares _ localizadas em oito municípios do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Objetivos Específicos:Produto Principal: Festival, bienal, festa ou feira (estrutura)Realização do Evento Cultural quilombola, com 1 dia de duração, em São Francisco de Itabapoana, comunidade Quilombola de Barrinha. A expectativa de público é de 1.500 pessoas, tendo participantes de todas as comunidades. A programação envolve:- Ação de gastronomia quilombola: Montagem de estrutura de cozinha temporária, equipe de cozinheiros e compra de refeição para que sejam elaborados pratos típicos da comunidade quilombola que alimentará as 1.500 pessoas participantes do evento, fomentando práticas sustentáveis e a agricultura familiar através da culinária ancestral;- Produto: Espetáculo de Artes Cênicas (Manifestações Culturais): Apresentações de dança e músicas tradicionais da cultura popular e quilombola, como rodas de jongo, dando oportunidade para que todas as comunidades que tenham interesse realizem apresentações. A ação inclui homenagens a grupos ou pessoas representativos da temática do Evento Cultural. Os homenageados são definidos na etapa de produção do projeto. - Produto: Exposição Cultural/de Artes:Organização de espaço, durante o Evento Cultural, para que as comunidades que tiverem interesse exponham os produtos artesanais tradicionais que desenvolvem em suas comunidades;Realização de vivências culturais quilombolas (atuais e ancestrais), oferecidas pelas próprias pessoas das comunidades participantes. As vivências serão definidas na etapa de produção (a título de exemplo, há vivências de tranças e turbantes) e tem número de vagas limitadas (total de 100 pessoas), dentre as 1500 pessoas que participarão do Evento Cultural.Produto: Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ VernissageRealização de 01 roda de conversa sobre políticas públicas voltadas ao povo quilombola, direitos e cultura quilombola, com participantes convidados de órgãos dos governos municipal, estadual e federal, instituições que trabalhem com as comunidades quilombolas e representantes comunitários quilombolas. Essa ação acontece no dia anterior ao Evento Cultural e é voltada para as pessoas residentes da comunidade sede do Evento Cultural (que, no caso dessa nona edição, será a comunidade de Barrinha em São Francisco de Itabapoana/RJ) e representantes das outras 20 comunidades quilombolas envolvidas no projeto.

Justificativa

As comunidades quilombolas são guardiãs de saberes, memórias e práticas culturais ancestrais, fundamentais para a diversidade cultural brasileira e reconhecidos pela Constituição brasileira, através do art. 216. Esses territórios tradicionais resistem ao apagamento histórico e têm enfrentado, ao longo dos séculos, invisibilização, escassez de oportunidades e ameaças ao seu modo de vida. Nesse contexto, o Evento Cultural consolida-se como uma iniciativa de salvaguarda do patrimônio imaterial e de fortalecimento das identidades quilombolas, ao reunir, desde sua primeira edição, representantes de 21 comunidades localizadas nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A cada edição, o evento promove um grande intercâmbio cultural entre os territórios, reunindo diferentes gerações em torno de práticas culturais compartilhadas, fomentando a transmissão de saberes e fortalecendo redes de solidariedade e articulação política entre os comunitários. O projeto é construído de forma participativa, através da constituição de uma comissão organizadora composta por lideranças comunitárias que representam todas as regiões onde ficam localizadas as comunidades envolvidas. Essa comissão é responsável por garantir que as decisões do projeto reflitam os interesses coletivos, organizando reuniões preparatórias e articulando localmente a mobilização e a programação do evento. Tal processo fortalece a autonomia dos territórios e estimula o protagonismo comunitário. Para assegurar a participação efetiva das comunidades quilombolas no Evento Cultural, o projeto prevê logística completa de deslocamento com transporte em ônibus e vans desde os territórios mais distantes até o local do evento e oferta de alimentação durante o dia inteiro de atividades no Evento Cultural. A oferta de alimentação, inclusive, busca dialogar com a agricultura familiar tão presente nas comunidades e com a culinária ancestral, através das receitas e saberes dos comunitários. Essas medidas garantem condições dignas de participação, em especial para os grupos em situação de maior vulnerabilidade social, além de fortalecer a gastronomia como prática cultural. Outro aspecto fundamental é o caráter itinerante do evento, que, a cada edição, é sediado por uma comunidade diferente. Essa dinâmica tem como propósito ampliar a visibilidade de cada comunidade sede, fortalecendo sua identidade, economia local e visibilidade pelos órgãos do governo. As edições anteriores do evento abordaram temas centrais para as comunidades, como remanescência e resistência, identidade cultural, território quilombola, urbanização, saúde, educação e agricultura familiar. Esses encontros proporcionaram momentos de troca de experiências, apresentações culturais, oficinas e debates que contribuíram significativamente para o fortalecimento das comunidades envolvidas. Por exemplo, o VI Evento Cultural, realizado em outubro de 2019 na comunidade de Graúna (Itapemirim/ES), resultou em avanços como o reconhecimento da comunidade de Graúna como quilombola por órgãos públicos e a implementação de políticas educacionais específicas. Já o VII Evento Cultural, ocorrido em outubro de 2023 no quilombo de Maria Joaquina (Cabo Frio/RJ), teve como tema "Potência quilombola: terra titulada, direito conquistado". O evento contou com mesas-redondas com representantes de instituições do Ministério da Igualdade Racial, Ministério Público Federal, INCRA e CONAQ, além de apresentações culturais e exposições de produtos da agricultura familiar e artesanato quilombola. O encontro reforçou a importância da luta pela titulação dos territórios e da valorização da cultura quilombola. Essas experiências demonstram o impacto concreto do evento na promoção dos direitos quilombolas, na visibilidade das comunidades e no fomento à cultura popular e tradicional. Ao atuar como espaço de celebração, mobilização e formação, o Evento Cultural contribui para o fortalecimento das políticas afirmativas, da educação étnico-racial e da cidadania cultural. Reforçamos que este projeto atua como uma ação de salvaguarda cultural e de fortalecimento identitário quilombola, promovendo a transmissão intergeracional e estimulando o protagonismo comunitário. O uso do Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais é fundamental para garantir a viabilização do projeto, que contribui, conforme Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. Em complemento, o projeto atende aos seguintes objetivos dispostos no art. 3ª da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.

Estratégia de execução

A verba relativa às rubricas de Locação de Ônibus e Transporte Local, no orçamento, dizem respeito ao deslocamento de todas as pessoas participantes das 21 comunidades quilombolas (8 municípios do Sul do Espírito, Região dos Lagos e Norte Fluminense no Rio de Janeiro) até a comunidade sede. Esses trajetos, em sua maioria, compreendem grandes distâncias. O projeto custeia o transporte para todas as pessoas participantes, garantindo a integração entre as comunidades.

Especificação técnica

Produto Principal: Festival, bienal, festa ou feira (estrutura)- Montagem de estrutura para realização do Evento Cultural, que acontecerá em São Francisco de Itabapoana em 1 dia, para 1.500 pessoas, com palco (para apresentações das manifestações culturais – produto espetáculo de artes cênicas), cozinha temporária (para produção das refeições da culinária ancestral ao longo de todo o dia de evento); espaço para recreação; espaço para posto médico; espaços e estrutura para as exposições culturais (produto: exposição cultural / de artes); espaços e materiais para as vivências culturais quilombolas, além de sistema de ingressos para distribuição de senha para as vivências (produto: exposição cultural / de artes). - Inclui também a estrutura para a realização da roda de conversa (produto: Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ Vernissage) que tem previsão de duração de 4h.

Acessibilidade

Reforçamos que, em conformidade com o art. 42 da IN 23/2025, além da implementação de todas as medidas de acessibilidade descritas abaixo, a divulgação do projeto será realizada de forma acessível, informando previamente ao público sobre os recursos de acessibilidade disponíveis no evento.Produto Principal: Festival, bienal, festa ou feira (estrutura) e todas as ações que envolve (Produtos: Espetáculo de Artes Cênicas e Exposição Cultural/de Artes)Acessibilidade arquitetônica:A estrutura do festival será instalada com rampas de acesso e banheiros acessíveis, assegurando a participação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.Acessibilidade visual:Será garantida sinalização visual em todos os ambientes e linguagem acessível nos materiais gráficos.Acessibilidade auditiva:Caso haja participantes das comunidades com deficiência auditiva, o projeto contratará intérprete de LIBRAS para ficar à disposição durante o evento.Acessibilidade atitudinal:O projeto fará a contratação de 1 pessoa monitora habilitada para realizar atendimento a pessoas com deficiência. Produto: Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ VernissageAcessibilidade arquitetônica:As rodas de conversa acontecerão em local com infraestrutura para acessibilidade arquitetônica.Acessibilidade auditiva:Será contratado intérprete de LIBRAS para garantia da acessibilidade auditiva na roda de conversa.Acessibilidade Visual:Será solicitado aos convidados que farão falas que se apresentem fazendo sua autodescrição.Acessibilidade Atitudinal:O projeto fará a contratação de 1 pessoa monitora habilitada para realizar atendimento a pessoas com deficiência.

Democratização do acesso

O projeto adota medidas concretas para democratizar o acesso às suas atividades. Toda as ações são gratuitas e direcionadas às 21 comunidades quilombolas participantes, com atenção especial a públicos que são historicamente excluídos. Além disso, o projeto conta com articulação local e oferece transporte a todas as pessoas participantes, de todas as comunidades, para garantir a presença efetiva do público quilombola e possibilitar o reconhecimento de suas identidades, saberes e expressões culturais como protagonistas das ações.As comunidades envolvidas são Sobara (Araruama-RJ); Maria Romana, Preto Forro, Botafogo e Maria Joaquina (Cabo Frio-RJ); Rasa e Baía Formosa (Búzios-RJ); Mutum, Boa Vista, Bacurau, Santa Luzia e Machadinha (Quissamã-RJ); Aleluia, Cambucá, Batatal e Conceição do Imbé (Campos dos Goytacazes-RJ); Barrinha e Deserto Feliz (São Francisco de Itabapoana-RJ); Cacimbinha e Boa Esperança (Presidente Kennedy-ES); e Graúna (Itapemirim-ES).Produto Principal: Festival, bienal, festa ou feira (estrutura) – 1.500 pessoasO Evento Cultural é gratuito e acontecerá em 1 dia na comunidade de Barrinha (São Francisco de Itabapoana-RJ) nessa nona edição, conforme articulado e definido pelas 21 comunidades quilombolas e de acordo com a itinerância do evento. O Evento Cultural conta com montagem de área para recreação de crianças, que trabalharão, de forma lúdica, a temática do evento. A expectativa de público é de cerca de 1.500 pessoas. A definição do tema será feita pela comunidade sede e debatido nas reuniões da comissão organizadora, garantindo o protagonismo dos próprios quilombos.A realização em território quilombola, a gratuidade e o oferecimento de transporte para todos os participantes, além de refeições baseadas na culinária ancestral durante todo o dia de evento, asseguram não apenas a presença, mas o pertencimento simbólico das comunidades envolvidas.Produto: Espetáculo de Artes Cênicas Este produto diz respeito às manifestações culturais que se apresentarão durante o dia do Evento Cultural. As manifestações culturais serão escolhidas, na etapa de produção, por cada comunidade para compor a programação do Evento Cultural. Baseiam-se em apresentações de dança e músicas tradicionais da cultura popular e quilombola, como rodas de jongo, dando oportunidade para que todas as comunidades interessadas realizem apresentações. Também são inclusas homenagens a grupos e pessoas representativos do tema, buscando reconhecer o trabalho dessas pessoas e grupos. A expectativa de público para essa ação é composta pelo mesmo público do Evento Cultural, já que é uma ação contida no produto Festival, bienal, festa ou feira (estrutura).Produto: Exposição Cultural / de Artes- A exposição cultural será montada com conteúdo construído com base na contribuição das próprias comunidades, que farão a exposição de fotografias, objetos, produtos de artesanato tradicionais das comunidades e relatos que representem sua história e cotidiano. A curadoria coletiva, que será feita na etapa de produção, favorece o reconhecimento imediato do público com os elementos expostos, fortalecendo o sentimento de pertencimento.A expectativa de público para essa ação é composta pelo mesmo público do Evento Cultural, já que é uma ação contida no produto Festival, bienal, festa ou feira (estrutura).- As vivências culturais quilombolas (atuais e ancestrais) serão oferecidas pelas próprias pessoas da comunidade e terão seus conteúdos determinados na etapa de produção. A título de exemplo, podem ser desenvolvidas vivências com tranças e turbantes. As vivências possuem número de vagas limitadas (total de 100 pessoas), dentre as 1500 pessoas que participarão do Evento Cultural. Haverá distribuição de senha para a participação.Produto: Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ Vernissage- Realização de 01 roda de conversa sobre a temática do Evento Cultural (a ser definido na etapa de produção), políticas públicas voltadas ao povo quilombola, direitos e cultura quilombola, com participantes convidados de órgãos dos governos municipal, estadual e federal, instituições que trabalhem com as comunidades quilombolas e representantes comunitários quilombolas. A roda de conversa é feita de forma colaborativa, promovendo uma escuta ativa e a valorização das experiências locais. A atividade busca criar um espaço horizontal de troca, onde o saber quilombola é reconhecido como central no debate sobre cultura e cidadania, além de dar visibilidade para a comunidade sede.Essa ação acontece no dia anterior ao Evento Cultural e é voltada às pessoas residentes da comunidade sede do Evento Cultural (que, no caso dessa nona edição, será a comunidade de Barrinha em São Francisco de Itabapoana/RJ) e representantes das outras 20 comunidades quilombolas envolvidas no projeto. A expectativa de público é de 200 pessoas.Como medida de ampliação do acesso, segundo art. 47 da IN 23/2025, destacamos:II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes;V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas.

Ficha técnica

Proponente: Associação de Remanescentes de Quilombo de MachadinhaA Associação de Machadinha é a comunidade representante das 21 comunidades quilombolas envolvidas no projeto, perante o Ministério da Cultura. Tem como atribuições: gestão e administração do projeto, sendo responsável pelas decisões e pela articulação com todas as comunidades quilombolas envolvidas no projeto.Criada em 2015, a Associação de Remanescentes de Quilombo de Machadinha, com sede em Quissamã/RJ, é uma entidade representativa das 5 comunidades quilombolas de Machadinha (Mutum, Bacurau, Boa Vista, Santa Luzia e Machadinha), reconhecida pelo Governo Federal e Prefeitura de Quissamã, por sua sólida atuação na promoção da cultura afro-brasileira, educação quilombola e fortalecimento das tradições ancestrais. A associação possui histórico consistente de realização de eventos culturais, oficinas, feiras, atividades formativas e ações de mobilização social. Integra o projeto Quipea, juntamente às outras 16 comunidades quilombolas do Norte Fluminense, Região dos Lagos e Sul do Espírito Santo. A associação se destaca por seu compromisso com a salvaguarda do patrimônio imaterial, a valorização da identidade quilombola e a promoção do desenvolvimento cultural, social e ambiental dos territórios tradicionais.Comissão Organizadora: José Leandro de Sousa Oliveira Fernandes da Silva, 52 anos, é técnico em Contabilidade, Advogado, Professor de História, ex-presidente do Movimento de Pesquisa da Cultura Negra de Cabo Frio, ex-presidente da Federação das Associações de Moradores de Cabo Frio, residente na Comunidade Quilombola de Botafogo - Cabo Frio, servidor público concursado há 22 anos da Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio, membro do Conselho Municipal de Política de Promoção da Igualdade Racial de Cabo Frio, Diretor Administrativo do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cabo Frio e Assessor Jurídico do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Cabo Frio.Eduarda de Oliveira Nascimento, 26 anos, é educadora e comunicadora popular quilombola, mulher negra, produtora cultural e cerimonialista em eventos tradicionais quilombolas. Ela atua como assessora na elaboração e acompanhamento de editais, demonstrando seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, com foco nas comunidades tradicionais quilombolas. Formada em Elaboração de Editais e atualmente cursando Gestão Ambiental, Eduarda se dedica à proteção do meio ambiente e à luta pelos direitos quilombolas. Desde 2018, exerce a função de Educadora de Campo no Projeto Quipea (Quilombos no Projeto de Educação Ambiental), onde se concentra na autonomia das comunidades quilombolas, especialmente na pré-execução e execução de eventos culturais. Além disso, Eduarda ocupa o cargo de diretora de acompanhamento de editais e projetos na Associação dos Remanescentes do Quilombo Maria Joaquina (ARQMJ). Ela é membro do Comitê de Bacia Hidrográfica Lagos São João, bem como integrante do coletivo de comunicação da Associação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj) e do coletivo de comunicação da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras e Rurais Quilombolas (CONAQ).Mariângela Braga Maciel, mulher negra, 52 anos, é pedagoga e professora na rede municipal de ensino de Quissamã há 30 anos, atualmente na escola quilombola de Machadinha. Possui formação em pedagogia (licenciatura) e elaboração de projetos e é residente da comunidade quilombola de Mutum, Quilombo Machadinha – Quissamã/RJ. Suas áreas de atuação cultural são: Educação quilombola; Cultura afro-brasileira e quilombola; Mobilização social e formação cidadã; Organização de eventos e projetos culturais; e Preservação da memória e identidade dos povos quilombolas. Como experiência, destaca-se: Militante do movimento negro e da valorização da cultura afro-brasileira; Atuação no departamento cultural que gerencia ações em 21 comunidades quilombolas nas regiões dos Lagos, Norte Fluminense e Sul do Espírito Santo; Desenvolvimento e coordenação de ações culturais, educativas e sociais em comunidades quilombolas.Sabrina Silva Neves é uma mulher negra de 46 anos, quilombola e pedagoga, que tem dedicado sua vida à educação e à luta pelos direitos da comunidade negra. Com experiência em eventos culturais, Sabrina atualmente coordena uma escola de educação infantil, onde trabalha há 22 anos para promover a educação e a conscientização sobre a importância da preservação da cultura quilombola e negra. Além disso, Sabrina é representante do Conselho Municipal do FUNDEB, onde trabalha para garantir que os recursos sejam utilizados de forma eficiente e eficaz na melhoria da qualidade da educação básica. Com sua dedicação e paixão, Sabrina é um exemplo de resistência e empoderamento para a comunidade negra e quilombola, e sua atuação é fundamental para promover a educação e a conscientização sobre a importância da preservação da cultura quilombola e negra.Jovana de Azevedo, mulher negra, 31 anos, moradora da comunidade de Bacurau, pertencente ao quilombo Machadinha (RJ) e secretária da Associação de Remanescentes de Quilombos de Machadinha – ARQUIM, possui formação em técnica de administração e é, atualmente, estudante de psicologia. E coordenadora do grupo cultural Jongo Tambores de Machadinha, iniciativa dedicada à preservação e fortalecimento das tradições afro-brasileiras através da música, dança e oralidade. Atua há anos na promoção da cultura popular e da memória coletiva das comunidades quilombolas, com papel ativo na liderança comunitária. Tem experiência na organização de apresentações artísticas, oficinas, rodas de conversa e ações educativas que utilizam o jongo como ferramenta de resistência, identidade e pertencimento. Como produtora cultural, idealiza e executa projetos voltados à valorização dos saberes ancestrais e da história viva de Machadinha, envolvendo-se em todas as etapas: elaboração de propostas, mobilização comunitária, articulação institucional e produção de eventos. Também atua como palestrante comunitária, abordando temas relacionados às histórias de luta, resistência e organização das comunidades negras quilombolas, com ênfase na importância da memória histórica como instrumento de transformação social. Atualmente está como produtora cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Patrimônio Histórico e Lazer. Sua atuação parte do território, com escuta ativa e compromisso com o desenvolvimento cultural, social e humano da comunidade. Defende a cultura como forma de cura, conscientização e mobilização coletiva.Carla Teixeira é psicóloga com atuação nas áreas clínica, hospitalar e instrucional. Professora pós-graduada em Psicologia Social e bacharela em Teologia, Carla desenvolve um trabalho comprometido com a promoção dos direitos humanos, especialmente nas comunidades tradicionais quilombolas. Atua também como assessora na elaboração e acompanhamento de editais, fortalecendo políticas públicas voltadas para os povos tradicionais. Quilombola nata, é sócia fundadora da Associação Quilombola de Barrinha, da qual participou ativamente da fundação. Seu envolvimento vai além das ações institucionais: contribui de forma contínua para o desenvolvimento socioemocional dos quilombolas, oferecendo escuta qualificada, apoio psicossocial e orientação nas questões burocráticas e documentais que afetam a comunidade. Sua trajetória reflete um compromisso profundo com a valorização da ancestralidade, a proteção do meio ambiente e a luta pelos direitos quilombolas, caminhando sempre com ética, fé e resistência.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.