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PRONAC 256997Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

QUILOMBO CULTURAL 2026

RAQUEL P LINHARES PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 200,5 mil
Aprovado
R$ 200,5 mil
Captado
R$ 200,0 mil
Outras fontes
R$ 126,0 mil

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

99.8%

Classificação

Área
—
Segmento
Desfiles festivos de caráter musical e cênico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Quilombolas
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2026-01-01
Término
2027-12-31
Locais de realização (1)
Mangaratiba Rio de Janeiro

Resumo

O Quilombo Cultural é um festival que celebra a herança afro-brasileira e quilombola, promovendo a preservação e difusão de saberes e tradições culturais ancestrais. Realizado na Ilha da Marambaia, de forma 100% gratuita, no Quilombo da Marambaia, um território em disputa com a Marinha do Brasil, o evento busca fortalecer a identidade cultural local e valorizar as tradições afro-diaspóricas. Haverá apresentações culturais que envolvam grupos tradicionais de Jongo (6 grupos) em uma grande roda, e o Cortejo dos Gigantes Sonhadores, grupo de pernaltas sobre seres encantados, espíritos ancestrais, que fundamentam as festas populares e os mais variados rituais.

Sinopse

Na Ilha da Marambaia, o único quilombo caiçara do Brasil, onde os tambores ainda guardam a memória dos ancestrais que ali chegaram ao Brasil, nasceu o Quilombo Cultural: um festival dedicado à valorização das culturas quilombolas e afro-brasileiras, com foco especial nas comunidades tradicionais jongueiras da Costa Verde. O projeto surge do desejo de reconectar territórios que compartilham raízes, mas foram historicamente fragmentados pela lógica colonial e pela ausência de políticas culturais continuadas. Ao reunir mestres, guardiões e grupos de jongo em uma programação que une arte, saberes e afetos, o festival transforma-se em um território de escuta, convivência e fortalecimento identitário. Em 2024, sua primeira edição promoveu encontros potentes entre comunidades do Vale do Café, Baixada Fluminense, cidade do Rio de Janeiro e da própria Marambaia. Foram dias de partilha profunda, onde as rodas de jongo, as oficinas e os cantos deixaram marcas vivas no chão e nos participantes. Em 2025, o Quilombo Cultural retorna ampliado e mais estruturado, reafirmando seu papel como ponto de articulação entre expressões culturais que resistem — mesmo separadas pela distância geográfica e pela escassez de recursos. A nova edição contará com oficinas de jongo, samba de roda, turismo histórico do Quilombo da Marambaia, ervas medicinais e culinária quilombola, todas conduzidas por mestres e mestras da tradição. O primeiro dia será inteiramente dedicado às oficinas, e o segundo começa com o Cortejo dos Gigantes Sonhadores e se encerra com uma grande roda de jongo — momento em que corpo, memória e tambor se unem em rezo e celebração. O Quilombo Cultural é também um gesto ancestral de continuidade, um convite para girar em roda, ouvir as vozes que ecoam nas palmas e nos cantos, e fortalecer as pontes entre quilombos, comunidades tradicionais e centros urbanos.

Objetivos

OEste projeto se enquadra nas seguintes finalidades do art. 02 do Decreto 10.755/2021: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; III - viabilizar a expressão cultural de todas as regiões do País e sua difusão em escala nacional; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; VI - fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade; VII - desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais que formam a economia da cultura; VIII - impulsionar a preparação e o aperfeiçoamento de recursos humanos para a produção e a difusão cultural; XI - estimular ações com vistas a valorizar artistas, mestres de culturas tradicionais, técnicos e estudiosos da cultura brasileira;Objetivo Geral: - Fortalecer e valorizar as manifestações culturais afro-brasileiras e quilombolas,- Promover a preservação e disseminação de suas tradições, saberes e práticas,- Alcançar resultados concretos e estruturantes que contribuam diretamente para o fortalecimento das expressões culturais quilombolas, caiçaras e para a valorização dos saberes tradicionais afro-brasileiros no estado do Rio de Janeiro.- Reforçar a luta pela preservação dos territórios quilombolas e pela autonomia das comunidades.- A expectativa é que o festival se consolide como um espaço de articulação entre grupos jongueiros do Sudeste, promovendo a circulação de conhecimentos, o reconhecimento mútuo entre comunidades e o fortalecimento de redes culturais que atuam historicamente à margem das políticas públicas e da visibilidade institucional.Objetivos Específicos _ A realização de dois dias de atividades culturais gratuitas, com pelo menos cinco oficinas formativas (jongo, samba de roda, turismo histórico do Quilombo da Marambaia, ervas medicinais e culinária quilombola),- Impactar diretamente cerca de 300 participantes de diferentes comunidades quilombolas, caiçaras e tradicionais da Costa Verde e entorno;- Oficinas de 2h cada, que abordarão o Jongo, o Samba de Roda, o uso tradicional de folhas e ervas quilombolas e a culinária tradicional quilombola, proporcionando um espaço de troca de saberes e preservação das tradições culturais quilombolas.- Realizar Apresentações Artísticas: Oferecer apresentações culturais que envolvam grupos tradicionais de Jongo (6 grupos) em uma grande roda, e o Cortejo dos Gigantes Sonhadores, fortalecendo a conexão entre o público e as tradiçõesquilombolas e afro-brasileiras.- Fortalecer a Identidade Quilombola: Fomentar o reconhecimento e a valorização da cultura quilombola, promovendo a troca entre diferentes comunidades e reforçando a luta pela preservação dos territórios quilombolas, especialmente em um espaço em disputa como a Ilha da Marambaia.- Incentivar o Intercâmbio Cultural: Criar uma rede de apoio e valorização entre os grupos culturais quilombolas, permitindo o intercâmbio de práticas e saberes entre as comunidades do Vale do Café, Rio de Janeiro e a Ilha da Marambaia.- Mobilização de seis grupos de jongo oriundos da Costa Verde, Baixada Fluminense, cidade do Rio de Janeiro e região do Vale do Café, promovendo intercâmbio artístico, escuta intergeracional e fortalecimento de vínculos entre mestres, jovens e lideranças locais;_ O acolhimento de um público estimado de 600 pessoas ao longo dos dois dias, entre moradores da Ilha da Marambaia, visitantes de territórios quilombolas e caiçaras vizinhos e público externo, com acesso garantido por ações de mobilização comunitária, comunicação acessível e transporte popular;_ Produção de registros audiovisuais e cobertura digital com pelo menos 20 conteúdos publicados nas redes sociais do projeto, ampliando o alcance virtual, gerando visibilidade para os grupos participantes e fortalecendo a imagem dos apoiadores e patrocinadores;_ Geração de renda direta para ao menos 30 profissionais envolvidos, entre mestres e mestras da tradição, oficineiros, produtores e equipe técnica, com prioridade para pessoas negras.

Justificativa

O O projeto se enquadra no Artigo 1 nos incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.No Artigo 3, este projeto se enquadra em:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore:IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;Quilombo Cultural surge da necessidade de fortalecer espaços de visibilidade, escuta e articulação entre as comunidades tradicionais jongueiras do estado do Rio de Janeiro, em especial na região da Costa Verde. Embora o jongo seja reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, muitas das comunidades que preservam essa prática ancestral seguem enfrentando isolamento geográfico, descontinuidade de políticas culturais e obstáculos estruturais à mobilidade entre territórios. A distância física entre os grupos, aliada à escassez de recursos para deslocamento, produção e circulação, compromete a troca entre mestres, mestras e juventudes, enfraquecendo os mecanismos comunitários de transmissão de saberes. Realizar o festival no Quilombo da Marambaia — único quilombo caiçara do Brasil e território ancestral sob constante ameaça de remoção e disputas fundiárias com a Marinha — é uma ação simbólica e estratégica. O projeto se propõe como resposta concreta a esses desafios, ao reunir grupos do Vale do Café, Baixada Fluminense, cidade do Rio de Janeiro e da própria Marambaia em torno de uma programação que reconhece e valoriza a pluralidade das expressões jongueiras no Sudeste, conectando práticas afro-brasileiras à territorialidade tradicional caiçara. Num contexto em que o jongo também vem sendo apropriado em circuitos urbanos desvinculados de suas matrizes históricas, o festival propõe uma reaproximação entre os saberes de origem e as novas gerações, promovendo a continuidade cultural a partir das referências vivas que são os mestres e mestras de tradição oral. Todas as ações — oficinas, cortejo e rodas de jongo — são concebidas como espaços de recriação comunitária, escuta intergeracional e reconstrução de vínculos entre territórios. Ao garantir transporte, alimentação e hospedagem para todos os grupos participantes, o projeto assegura condições efetivas de presença e permanência, respeitando a realidade de territórios muitas vezes de difícil acesso.

Especificação técnica

O Quilombo Cultural será realizado em dois dias consecutivos na Ilha da Marambaia, território quilombola e caiçara localizado em Mangaratiba (RJ). A programação propõe um conjunto articulado de ações voltadas à formação cultural, valorização do patrimônio imaterial e articulação entre comunidades tradicionais jongueiras da região Sudeste, com foco nas expressões afro-brasileiras, quilombolas e caiçaras. No primeiro dia, serão realizadas cinco oficinas formativas, com duração média de duas horas cada, conduzidas por mestres e mestras convidados de diferentes territórios: Jongo (prática afro-brasileira de música, dança e oralidade), Samba de Roda (reconhecido pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Imaterial), Turismo Histórico do Quilombo da Marambaia (mediação territorial feita por moradores locais), Ervas Medicinais Quilombolas (saberes de cura e espiritualidade com base no uso ancestral de plantas) e Culinária Quilombola (preparo coletivo de receitas tradicionais que integram memórias alimentares das comunidades negras e caiçaras). O segundo dia terá início com o Cortejo dos Gigantes Sonhadores, seguido por uma grande roda de jongo com seis grupos convidados, promovendo um momento coletivo de celebração, troca de repertórios e fortalecimento das redes culturais entre comunidades de diferentes regiões. Ao trazer para o centro da cena práticas que atravessam as experiências quilombolas e caiçaras, o projeto reafirma o papel dessas comunidades como guardiãs de um patrimônio imaterial compartilhado. Todas as atividades são gratuitas, abertas ao público e acompanhadas de medidas de acessibilidade, incluindo tradução em Libras, sinalização, espaços adaptados e ações de comunicação inclusiva. Estão previstas ações de comunicação digital, com cobertura audiovisual e produção de conteúdos para redes sociais. O projeto também assegura transporte, alimentação e hospedagem para todas as comunidades jongueiras, grupos culturais e convidados participantes.

Acessibilidade

Acessibilidade motora: espaços adaptados para cadeirantesAcessibilidade auditiva : tradução em Libras e sinalização para surdosAcessibilidade visual: sinalização para pessoas com baixa visãoAcessibilidade para neurodivergentes: monitores para receber pessoas com deficiência cognitiva

Democratização do acesso

De acordo com a Instrução Normativa do MinC nº 23, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2025, este projeto se enquadra nas seguintes medidas de ampliação do acesso:Art. 47. Em complemento às medidas de democratização de acesso, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso:I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto no art. 46, inciso III, totalizando 20% (vinte por cento);O Projeto é gratuito.II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes;Está no orçamento o item transporte.III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;Será disponibilizado o resultado do documentário gratuito na internet.IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;Será disponibilizado o resultado do documentário gratuito na internet.V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;Teremos 5 oficinas gratuitas.VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;O projeto é aberto a todos os públicos.VIII - estabelecer parceria visando à formação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público;

Ficha técnica

Raquel Potí - Dirigente da empresa - Idealizadora, oficineira e Direção artística - é atriz, produtora criativa, diretora artística, educadora e pernalta caiçara de Pedra de Guaratiba. Desenvolve metodologia própria de oficinas corporais com base em ferramentas sociais de cinco continentes, voltadas ao fortalecimento coletivo. Já atuou artisticamente na Ásia, Europa, América do Sul e em vários estados do Brasil, incluindo nos Jogos Olímpicos Rio 2016. É diretora dos blocos Amigos da Onça e Terreirada Cearense, atriz na CHAP – Companhia Horizontal de Arte Pública e cantora na banda Flor de Manacá. Alice Kasper - Direção de produção - é produtora cultural, artista circense e pesquisadora da cultura popular. Atua em projetos como Areal do Futuro, Girô e o coletivo Agbelas, com o qual fundou a primeira orquestra de agbês formada por mulheres de comunidades em vulnerabilidade social. É diretora de produção da Fábrica de Gigantes, trabalha com leis de incentivo há mais de 7 anos e desenvolve ações em Salvador com o grupo Aguidavi do Jêje. Maria Júlia Vieira - Produtora Cultural - é produtora cultural e artista do Quilombo da Marambaia. Jongueira de quarta geração, é integrante dos Filhos da Marambaia, fundadora do Coletivo Quilombola da UFRRJ e premiada com editais como Tradições Vivas e Fundação Palmares com o projeto “Vivências Quilombolas”. Vitória Machado Alves é artista e produtora cultural da Ilha da Marambaia. Atua como compositora e jongueira nos Filhos da Marambaia desde 2005 e preside o Coletivo da Ancestralidade Quilombola. É idealizadora do Sarau Marambaiense e incentiva a juventude na preservação da cultura local. Vânia Guerra - oficina - é mestre jongueira e matriarca do grupo Filhos da Marambaia. Referência na tradição oral do jongo, é liderança ancestral do Quilombo da Ilha da Marambaia e símbolo de resistência cultural e preservação das raízes quilombolas da região.João Oliveira - oficina - soteropolitano, destaca-se no audiovisual, música e design. Premiado mestre pela PUC, é referência na fusão de arte, cultura afro brasileira e empreendedorismo.Shandler Guterres - Diretor de Fotografia, videomaker e editor - com mais de 8 anos de experiência em audiovisual. Atuou com artistas como Gilberto Gil, Iza e Anitta, além de marcas como 99, Devassa e Jeep. Michelle Lopes - Assessoria de Imprensa - jornalista especializada em assessoria de imprensa, planejamento estratégico e comunicaçãoIlda de Castro - Marketing Digital - formada em direito, especialista em marketing digital, gestão e estratégias pare redes sociais, experiência com projetos culturais.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.