Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 257002Autorizada a captação total dos recursosMecenato

2ª edição - Makunfest

LAM PRODUCOES E EVENTOS LTDA
Solicitado
R$ 435,2 mil
Aprovado
R$ 435,2 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Samba
Ano
25

Localização e período

UF principal
PR
Município
Curitiba
Início
2025-09-01
Término
2026-11-02
Locais de realização (1)
Curitiba Paraná

Resumo

O Makunfest _ Festival de Samba de Terreiro é um evento cultural que valoriza as religiões de matriz africana e suas expressões artísticas, tendo o samba de terreiro como eixo central. O projeto realiza edições temáticas com shows de artistas locais e nacionais, promove intercâmbio cultural, garante acessibilidade e diversidade em sua programação, e gera impacto social e econômico ao dar visibilidade a vozes tradicionais e emergentes desse universo cultural.

Sinopse

Festival multicultural que promove o samba de terreiro em sua essência, reunindo artistas consagrados e talentos das casas de axé, em Curitiba. O evento contará com 10 horas de shows, feira de artesanato e ações sociais, reforçando a representatividade e a valorização da ancestralidade afro-brasileira. Classificação indicativa: livre.

Objetivos

Objetivo Geral: Promover o samba de terreiro como expressão cultural e artística de relevância nacional, fortalecendo as comunidades tradicionais de axé e ampliando a valorização das culturas afro-brasileiras.Objetivos Específicos:Oferecer visibilidade a artistas e grupos de samba de terreiro, levando seus talentos para grandes palcos;Combater o preconceito e a intolerância religiosa, desmistificando as religiões de matriz africana através da arte e da cultura;Fortalecer economicamente a comunidade de axé por meio da feira de artesanato e oportunidades para mais de 100 famílias;Estimular a união das casas de axé, promovendo uma rede colaborativa em torno do festival;Expandir o alcance do samba de terreiro para novos estados brasileiros e futuramente para o exterior.

Justificativa

O Makunfest _ Festival de Samba de Terreiro necessita do apoio da Lei de Incentivo à Cultura para garantir sua continuidade e expansão, viabilizando estrutura profissional, acessibilidade e democratização do acesso ao público. O projeto se enquadra no Art. 1º, inciso I da Lei 8.313/91, por realizar produção e difusão de bens culturais, e no inciso II, por promover a valorização de expressões culturais vinculadas às tradições afro-brasileiras. Além disso, alcança os objetivos do Art. 3º, incisos I e II, ao estimular a produção cultural regional e difundir manifestações representativas da diversidade cultural brasileira, e do inciso IV, ao democratizar o acesso às fontes da cultura nacional. Dessa forma, a Lei de Incentivo é fundamental para fortalecer a visibilidade, a sustentabilidade e o impacto social, econômico e cultural do festival.

Estratégia de execução

O Makunfest nasce da necessidade de dar visibilidade à riqueza cultural das religiões de matriz africana e das comunidades tradicionais de axé, promovendo o samba de terreiro como expressão artística, histórica e de resistência.Idealizado por Leslei Camargo, psicóloga, empresária e ativista social, o festival reflete uma trajetória de vida dedicada à transformação social e à valorização da ancestralidade. Nascida em Guarapuava, no interior do Paraná, Leslei cresceu em uma família humilde, envolvida em projetos comunitários desde a infância. Mudou-se para Ribeirão Preto ainda adolescente, onde trabalhou em diversas funções para ajudar no sustento familiar. Sua vivência com a espiritualidade, aprofundada na juventude, e seu compromisso com o social, consolidado em anos de trabalho comunitário e filantrópico, tornaram-se a base para sua atuação atual.Ao longo da vida, Leslei construiu uma carreira sólida como empresária e psicóloga, chegando a fundar a clínica de psicologia Lequilibre, que, além de atender convênios e pacientes particulares, mantinha 20% das vagas destinadas à comunidade carente. Essa vocação para unir propósito social e empreendedorismo seria, anos depois, a semente do Makunfest.Em 2020, Leslei iniciou sua jornada na umbanda, engajando-se nos projetos sociais de casas de axé em Curitiba. Foi nos eventos internos de arrecadação que ela conheceu o samba de terreiro em sua essência: rodas vibrantes, vozes potentes, talentos ocultos que raramente ultrapassavam os muros dos terreiros. Nasceu, então, uma inquietação: por que manifestações culturais tão ricas e ancestrais permaneciam invisíveis para a sociedade? Por que o samba de terreiro não possuía o mesmo reconhecimento que gêneros como rock, sertanejo ou MPB?Dessa reflexão surgiu o Makunfest, um festival de samba de terreiro estruturado com padrão de grandes eventos nacionais, mas com raízes fincadas na ancestralidade afro-brasileira. Mais do que um espetáculo, o festival se propõe a ser uma plataforma de visibilidade, reunindo artistas consagrados e talentos emergentes das casas de axé, promovendo orgulho, valorização cultural e resistência frente ao racismo estrutural e à intolerância religiosa.A primeira edição, realizada em 28 de setembro de 2024, foi um marco: reuniu 1.246 pessoas no Espaço Torres, em Curitiba, com um palco imponente, iluminação cênica, passarela de interação artista-público e plena acessibilidade. Estiveram presentes nomes como Tião Casemiro, Juliana D Passos e Joia do Couro, além de talentos locais como Yebanda, NBD Okan e Adri Batista, a primeira sambista cruzada do Brasil. Mesmo financiado com recursos próprios da família da idealizadora, o evento conseguiu superar barreiras históricas de preconceito e falta de patrocínio, provando que o samba de terreiro tem público e força para ocupar grandes palcos.Em março de 2025, uma edição especial — Makunfest Mulheres – Elas EnCantam o Samba de Terreiro — reafirmou o compromisso do festival com a representatividade. No Dia Internacional da Mulher, apenas mulheres subiram ao palco: cantoras, percussionistas, cordas e atabaques. Histórias de resistência feminina foram contadas para um público de 800 pessoas, incluindo a participação da MC Trans, que levou representatividade de mulheres trans, reforçando o caráter inclusivo e transformador do festival.O impacto do Makunfest vai além da música. Durante os eventos, mais de 100 famílias de artesãos encontram oportunidade de expor e vender suas criações em uma feira de artesanato tradicional, fortalecendo a economia criativa local. A meia-solidária, que arrecada alimentos e ração para ONGs e casas de apoio, já resultou em quase 500 kg de alimentos e 30 kg de ração doados na primeira edição, beneficiando diretamente quatro instituições de Curitiba.Com público estimado de 3.000 pessoas para a edição de 11 de outubro de 2025, novamente no Espaço Torres, o festival mira novos voos. A proposta é consolidar o samba de terreiro como vertente musical reconhecida, ao mesmo tempo em que fortalece a união das casas de axé, promove a inclusão social e contribui para o combate à intolerância religiosa, desmistificando a cultura afro-brasileira diante da sociedade.O apoio da Lei Rouanet é essencial para viabilizar a estrutura profissional do evento — palco, sonorização, figurinos, intérprete de Libras, marketing e audiovisual — e permitir que o Makunfest continue crescendo de forma sustentável, sem depender exclusivamente de bilheteria. Com o incentivo, será possível ampliar a experiência cultural para o público e, principalmente, transformar o festival em uma semente que poderá germinar em novos estados e, futuramente, até fora do país, levando a voz do samba de terreiro aonde ela nunca chegou.O Makunfest é, portanto, mais do que um festival: é um ato de resistência, visibilidade e valorização da ancestralidade. É a materialização de um sonho que começou dentro de um terreiro e hoje busca ocupar o espaço que a cultura afro-brasileira merece na cena nacional.

Especificação técnica

Duração: 10 horas de programação;Local: Espaço Torres – Paraná Clube (Curitiba/PR);Público: até 3.900 lugares, expectativa de 3.000 pessoas;Estrutura: palco profissional, passarela de interação, dois telões, camarins, área de alimentação e feira de artesanato;Recursos técnicos: som e luz profissionais, transmissão audiovisual, materiais gráficos e digitais.

Acessibilidade

O festival garante:Acessibilidade física: espaço com elevadores, rampas, banheiros adaptados, áreas de descanso e sinalização adequada;Acessibilidade de conteúdo: intérprete de Libras em todas as apresentações, legendas em materiais audiovisuais, comunicação digital inclusiva;Ações complementares: atendimento prioritário e áreas reservadas para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida

Democratização do acesso

Política de preços com meia-solidária (ingresso a valor popular em troca de doação de alimentos ou ração);Cortesias destinadas a instituições culturais, ONGs e casas de axé;Programação aberta a todas as faixas etárias;Forte divulgação gratuita em redes sociais, garantindo acesso a conteúdos digitais e ampliando o alcance para além do público presencial.

Ficha técnica

Proponente e idealizadora: Leslei Camargo – psicóloga, empresária e ativista social.Produção executiva: equipe contratada (produtor executivo, assistentes de produção).Curadoria artística: direção musical convidada + conselho consultivo das casas de axé.Técnica: equipe de sonorização, iluminação, palco e audiovisual.Comunicação: designer gráfico, social media, assessoria de imprensa.Acessibilidade: intérprete de Libras, consultoria em acessibilidade.Operacional: segurança, bilheteria, brigadistas e equipe de limpeza.

Providência

Projeto reintegrado ao fluxo após a publicação da portaria de prorrogação.