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O Projeto visa a montagem e a realização de apresentações do espetáculo teatral "O Espelho da Criança que Imitava Carmen".
"O Espelho da Criança que Imitava Carmen" é um espetáculo-monólogo que convoca a memória da inesquecível Pequena Notável, Carmen Miranda, e a travessia de seu legado no universo transformista brasileiro, personificado em Eric Barreto — banqueiro de dia, mais Carmen que a própria Carmen à noite. Em cena, o ator/eu-lírico enxerga-se no reflexo destas figuras que, mais do que ícones, são faróis que ultrapassam os limites da recordação.Dois fantasmas de um Brasil absorto, são os disparadores para uma criança se deparar com esse espelho embaçado sobre si.O espetáculo documental transcende o óbvio biográfico: um jogo entre lembrança e esquecimento, onde o ator se reconhece ao recontar, inventar e fabular. Porque somos feitos tanto do que recordamos quanto daquilo que preferimos esquecer.Não apenas sobre Carmen, nem apenas sobre Eric, mas sobre o reflexo que nos alcança — o espelho que devolve a cada um a memória como presença e a recusa de desaparecer, renegando o silêncio destas histórias.Trata-se de um espetáculo-documentário em formato de monólogo, com duração aproximada de 70 minutos. A obra propõe um diálogo entre memória e identidade, tendo como ponto de partida as figuras de Carmen Miranda e Eric Barreto, referência do transformismo brasileiro. O espetáculo articula pesquisa documental, elementos cênicos e depoimentos pessoais, buscando preservar memórias LGBTQIAPN+ e fomentar a reflexão crítica junto ao público.Classificação etária indicativa: 14 anos.Dramaturgia e roteiro: A dramaturgia será desenvolvida durante a pré-produção e a partir das provocações surgidas na sala de ensaio. Entretanto, anexamos um documento que apresenta alguns pontos, textos e referências que orientam o direcionamento da dramaturgia. O mesmo documento também traz informações sobre cenografia e os itens cênicos previstos para o espetáculo.
Objetivo Geral: - O objetivo desse projeto é realizar a montagem do espetáculo "O Espelho da Criança que Imitava Carmen" e promover temporadas de um mês em São Paulo (SP) e um mês em Itajaí (SC).Objetivos Específicos:1) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: realizar a criação e montagem do espetáculo "O Espelho da Criança que Imitava Carmen" em processo criativo de 150 dias, integrando pesquisa documental e ensaios abertos como estratégia de formação de público.2) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: promover 12 apresentações gratuitas do espetáculo em São Paulo/SP, ao longo de 30 dias, com estimativa de público de até 750 pessoas, ampliando o acesso democrático à cultura.3) Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: promover 8 apresentações gratuitas do espetáculo em Itajaí/SC, ao longo de 30 dias, alcançando cerca de 500 pessoas e estimulando o intercâmbio cultural entre as regiões Sul e Sudeste.
O projeto "Espetáculo Inédito: O Espelho da Criança que Imitava Carmen" surge da necessidade urgente de resgatar e preservar memórias esquecidas da comunidade LGBTQIAPN+, historicamente negligenciadas no Brasil. Partindo da criação de uma dramaturgia original e de sua encenação, a proposta busca refletir sobre a falta de memória histórica no país, compreendendo que conhecer o passado é essencial para combater preconceitos, desconstruir estruturas de violência e fortalecer a identidade cultural. A pesquisa envolverá acesso a acervos, entrevistas e documentos sobre o auge do transformismo, além da colaboração de artistas convidados e do uso de elementos multimídia para explorar a compressão temporal e a construção de memória. A realização com recursos públicos pelo Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais se justifica pelo caráter de relevância social, educacional e patrimonial da obra, fomentando a formação de plateia e o diálogo crítico. Mais do que um espetáculo, trata-se de um ato de preservação cultural e de estímulo à imaginação coletiva, revisitando nossa linha do tempo sem a pretensão de um futuro certo, mas com a consciência e a memória de quem viveu, construiu e transformou.Por se tratar de um projeto independente e totalmente gratuito, é fundamental o apoio através da Lei de Incentivo à Cultura. Assim, justifica-se a necessidade desse projeto ser aprovado na Lei.Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:I. contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;- O espetáculo será oferecido de forma totalmente gratuita ao público, ampliando o acesso da população a bens culturais e assegurando a democratização do direito à fruição artísticaIII. apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;- A obra, no formato de espetáculo-documentário, valoriza e dissemina manifestações artísticas e culturais, estimulando a reflexão sobre questões essenciais para a sociedade e reconhecendo o papel central dos artistas em sua produção.IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;- O projeto resgata e dá visibilidade às manifestações artísticas e históricas da comunidade LGBTQIAPN+, reconhecendo-a como parte fundamental da formação cultural do país e fortalecendo o pluralismo que sustenta a identidade nacional.V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;- Por meio de pesquisa e experimentação, a obra preserva práticas teatrais e performáticas que unem elementos históricos e contemporâneos, fortalecendo modos de expressão que correm risco de desaparecimento.VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;- Ao reunir acervos, relatos, imagens e memórias, o projeto contribui para a preservação de um patrimônio imaterial, garantindo que as narrativas e linguagens artísticas LGBTQIAPN+ permaneçam vivas e acessíveis para as futuras gerações.VIII. estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;- Através do espetáculo, manifestações artísticas LGBTQIAPN+ são apresentadas como instrumentos de conhecimento e transformação social, reafirmando a arte como veículo de subversão e combate às diversas formas de discriminação.IX - priorizar o produto cultural originário do País.- Trata-se de uma criação inédita, concebida e produzida no Brasil, fundamentada em referências históricas e culturais nacionais, reafirmando o valor e a potência das manifestações artísticas clássicas e contemporâneas.Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos:II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;Será realizado a montagem de um espetáculo de artes cênicas com apresentações gratuitas ao público.
Produto ESPETÁCULO DE ARTE CÊNICA:Produção idependente:Declaro que o projeto cultural é uma produção idependente, pois o proponente não detém a posse ou propriedade de casas de espetáculo ou espaço de apresentações teatrais.Passagem:Informo que o item "Passagem" refere-se ao deslocamento do responsável pela Direção Cênica (Renato Turnes) e pela Direção Musical (Heleno Rizzih Pereira), profissionais essenciais para a realização do projeto, no trecho de ida e volta entre Santa Catarina (Florinanópolis e Itajaí, onde residem, respectivamente) e São Paulo, cidade sede do projeto, garantindo o intercâmbio cultural e artístico que enriquecerá o produto final. Além desses trechos, está previsto também o deslocamento do Ator (Victor Zaguini) e do Produtor Executivo (Francisco da Silva) para a temporada em Itajaí/SC, partindo de São Paulo/SP, onde ambos residem.Comunicação:O projeto contará com um plano de comunicação estruturado para garantir ampla difusão das ações e acesso ao público. Serão desenvolvidos identidade visual e materiais gráficos acessíveis (flyers, cartazes digitais e conteúdos para redes sociais), acompanhados de assessoria de imprensa especializada em teatro, cultura e diversidade. A estratégia digital incluirá campanhas segmentadas de mídia paga, com foco em São Paulo e Itajaí, além de parcerias com veículos locais e coletivos culturais e LGBTQIAPN+, ampliando o alcance da divulgação e fortalecendo a conexão com públicos diversos. Estima-se alcançar diretamente cerca de 1.250 pessoas com as apresentações presenciais e, indiretamente, até 6.000 pessoas por meio das ações de divulgação digital e parcerias institucionais. As métricas de comunicação serão monitoradas a partir de relatórios de acesso e engajamento em redes sociais (alcance, interações e compartilhamentos), além de clipping de imprensa e número de materiais distribuídos, compondo os indicadores para prestação de contas.Gratuidade:O espetáculo será integralmente gratuito, configurando-se como contrapartida social direta, garantindo acesso irrestrito e democrático ao público. Assim como descrito em "Democratização do acesso" no projeto.
Produto ESPETÁCULO DE ARTE CÊNICAS: 20 apresentações de "O Espelho da Criança que Imitava Carmen", sendo 12 (doze) em São Paulo/SP e 8 (oito) em Itajaí/SC. O espetáculo tem duração de 70 minutos, e o cachê previsto para o ator do monólogo é de R$ 580,00 por apresentação.
Produto ESPETÁCULO DE ARTE CÊNICA - Temporadas em São Paulo e Santa CatarinaMEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÊTONICO: rampas, banheiros adaptados e piso tátil.– Realização do espetáculo em locais com assentos reservados, rampas de acesso e corrimões.MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: audiodescrição.– Audiodescrição dos elementos cenográficos e do figurino do espetáculo.MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: intérpretes de libras.– Intérprete de libras para tradução simultânea do espetáculo.MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PcD INTELECTUAL: monitores e sala sensorial para TEA.– Monitoria especializada durante o espetáculo.Em resumo: Acessibilidade prevista- Arquitetônica: realização em espaços com acessibilidade física (rampas, banheiros adaptados, assentos reservados).- Visual: disponibilização de programa em PDF acessível e recursos visuais de apoio (legendas em vídeos).- Auditiva: sessões com intérprete de Libras.- Intelectual: mediação cultural e linguagem acessível em materiais de divulgação.
Todos os produtos resultantes do projeto serão distribuídos gratuitamente. Dessa forma, o plano de distribuição está em conformidade com o Art. 49 da Instrução Normativa MinC nº 23, de 5 de fevereiro de 2025.
Victor Zaguini - Coordenador de produção, Dramaturgista, Direção Artística e AtorIniciou sua trajetória artística em 2002, integrando o grupo de teatro de sua escola. Em 2005, passou a fazer parte da escola itajaiense AECA (Alunos em Exercício Cênico Anchieta), onde consolidou seu interesse pelas artes cênicas. Desde então, participou de mais de 40 montagens teatrais, atuando, produzindo e dirigindo.Em 2011, ingressou no Bagagem Cênica Cia. de Teatro, com a qual circulou por espaços alternativos de diversas cidades de SC, RS e PR. Três anos depois, passou a integrar o Ilustríssimos Senhores Cia. de Teatro, onde escreveu e dirigiu o espetáculo Ardoris. No mesmo ano, juntou-se à Cia. Grito de Teatro (Florianópolis), grupo especializado em musicais. Também foi coordenador geral do 8º Itajaí em Cartaz, festival anual da Rede Itajaiense de Teatro.Na área técnica, integrou a equipe da “Turnê Tudo Bacana” do canal Depois das 11 (Gabie Fernandes e Thalita Meneghim), com mais de 100 apresentações em todo o Brasil. Em 2018, atuou em Ossos e Rins, montagem convidada pela UDESC para compor a programação do Festival de Teatro de Curitiba. De 2017 à 2022, foi diretor de produções da atriz e influenciadora Thalita Meneghim, à frente de projetos como Canta Lá, realizado em parceria com o canal Multishow e turnê nacional. Também consolidou sua parceria com o espetáculo "Segue o baile", o qual foi dramaturgo, cenógrafo e diretor.Graduado em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), desenvolve pesquisa voltada à literatura e às artes marginais e LGBTQIAPN+.No projeto, além de Ator, Direção Artística e Dramaturgista, exercerá a função de Coordenador de produção, responsável por todas as etapas de produção, pós-produção e divulgação, até a prestação de contas. Receberá através das rubricas Ator, Direção Artísitica, Dramaturgista e Coordenador de produção. Renato Turnes – Direção CênicaAtor, diretor de teatro e cinema, roteirista e documentarista, é um dos fundadores da La Vaca Cia. de Artes Cênicas, onde dirigiu espetáculos como Mi Muñequita, Kassandra e Uz, além de atuar em Le Frigô e Ilusões. Também dirige, escreve e atua em Homens Pink, projeto que transita entre teatro e cinema documentário, e colabora como diretor convidado em trabalhos de diferentes grupos e artistas.Nos últimos anos, tem se dedicado à investigação e criação no campo do teatro documentário, assinando trabalhos como O Homem de Agrolândia, Eu faço uma dança que a minha mãe odeia, Parte da Paisagem, ECO, Dona Bilica – Naquele tempo, Cartografia do Assédio e Rinha. Seu interesse especial pela memória da comunidade LGBTQIAPN+ atravessa obras como Homens Pink, Não Representadas, Finas & Caricatas – Memórias do carnaval do Roma, O Amigo do Meu Tio e roteiros de ficção como Selma Depois da Chuva e Bloco dos Corações Valentes.Publicou o livro O Baú do Biriba (2016) e é um dos autores da graphic novel Cartilagem (Darkside Books, 2023). Seus filmes receberam prêmios em festivais como Mix Brasil, DIGO e Arquivo em Cartaz, com circulação internacional em coletâneas como Boys on Film (Reino Unido). Foi agraciado com a Medalha do Mérito Cultural Francisco Dias Velho (2011), o Prêmio Waldir Brazil (2012) e homenageado no Festival Isnard Azevedo (2022).No projeto, atuará na Direção Cênica, responsável pela condução artística da encenação, alinhando a pesquisa documental com a criação cênica. Receberá através da rubrica Direção Cênica.Heleno Rizzih Pereira - Direção MusicalMultiartista catarinense, é ator, cantor, compositor, poeta, roteirista e diretor. Iniciou sua trajetória no teatro e na música ainda na juventude, acumulando experiências em diversas linguagens artísticas. Atuou como cantor no musical “O Sonho do Cowboy” no Beto Carrero World de 2011 a 2015, e também no espetáculo “Madagascar Circus Show”, em parceria com a DreamWorks Entertainment. No teatro, integrou montagens como “Déte Pexera em Nem Te Conto” (2015), “Déte Pexera em Cala-te Boca!” (2019) e “Histórias do Pandemônio” (2022), atuando também como roteirista em parte dessas produções.Na música, soma três álbuns lançados — Celeste (2015), FitaK7 (2019) e Poema Suspenso (2022) — sendo que a canção “Silabário” alcançou o quarto lugar nas músicas mais virais do Brasil no Spotify. Como compositor, colaborou em discos de outros artistas, como Ana Vilela (2023) e Violeta, de Jau (2022). É autor do livro de poesias Dialeto de Parede (2020) e, como diretor musical e dramaturgo, assina o espetáculo Segue o Baile (2022), da Thalita Meneghim Art Lab, além da turnê nacional do projeto musical Canta Lá (2019).Reconhecido na cena musical catarinense, foi premiado como Melhor Artista Solo no Prêmio da Música Catarinense (2016) e conquistou prêmios em festivais de música, como o Festival da Canção de Itajaí (2022) com a canção autoral “Me Desmancho”. Possui registro profissional (DRT) nº SC 8449 na função de ator.Atuará na Direção Musical do projeto, sendo responsável por toda a direção musical, composição, arranjos e acompanhamento dos processos criativos e executivos relacionados à trilha sonora original do espetáculo. Receberá através da rubrica Direção Musical. Francisco da Silva - Produtor Executivo, Coreógrafo e Preparador CorporalAtor, bailarino e coreógrafo, iniciou seus estudos de teatro na Fundação das Artes de São Caetano do Sul (2011), aos 14 anos. Em 2014, profissionalizou-se pela Escola de Atores Wolf Maya e integrou a Companhia Teatro do Incêndio, na qual atuou por 11 anos. Desenvolveu sua formação em dança na Escola Livre de Dança de Santo André (2017) e na Escola de Dança de São Paulo (2017 e 2019), concluindo sua formação em Balé Clássico, Dança Moderna e Dança Contemporânea pela São Paulo Escola de Dança, em 2024.No trabalho mais recente, atuou e assinou a coreografia do espetáculo De Dionísio para Koré, de Marcelo Marcus Fonseca. Pela Companhia Teatro do Incêndio, participou de dez montagens profissionais. Também foi dirigido por nomes como Andreia Yonashiro, Gisele Bellot, Vinícius Anselmo, Roges Doglas e Luis Augusto Ribeiro. Como coreógrafo e diretor de corpo, desenvolve criações que dialogam com dramaturgias cênicas e a fisicalidade dos intérpretes.No projeto, atuará como Produtor Executivo, Coreógrafo e Preparador Corporal, sendo responsável pelo planejamento e coordenação das atividades executivas, bem como pela preparação corporal, concepção coreográfica e acompanhamento dos processos criativos relacionados à linguagem do movimento no espetáculo. Receberá através das rubricas Produtor Executivo, Coreógrafo e Preparador Corporal.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.