| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 72372998000166 | COMPANHIA PORTUARIA BAIA DE SEPETIBA | 1900-01-01 | R$ 290,0 mil |
Grande Sertão: 70 Anos de Travessia _ A Trilogia Cênica é um projeto concebido para celebrar os 70 anos de lançamento do romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, uma das obras mais emblemáticas da literatura brasileira. A iniciativa propõe uma homenagem à dimensão poética, filosófica e simbólica do livro por meio de três eixos de atuação: a apresentação da trilogia teatral, a roda de conversa "Conversas com Guimarães Rosa" e a oficina "Tradução da Prosa Roseana para a Dramaturgia".
"Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa, narra a saga de Riobaldo, um ex-jagunço que conta sua vida a um interlocutor anônimo no sertão brasileiro. Personagem central do romance, o ex-jagunço Riobaldo relembra seus três grandes amores: Diadorim, Nhorinhá e Otacília. Ao lado de Diadorim, um amor complexo e verdadeiro, Riobaldo vive as guerras de bandos, a luta contra a morte e a dúvida de ter feito um pacto com o demônio para vencer um inimigo implacável. O incompreendido amor por Diadorim, o amigo que lhe apresentou a vida de jagunço e lhe abriu as portas do conhecimento da natureza e do humano, levando-o ao pacto fáustico; o amor carnal e sem julgamentos pela prostituta Nhorinhá; e o amor purificador por Otacília, a esposa, que o resgatou do pacto fáustico e o converteu em ‘homem de bem’. A obra é um mergulho profundo na alma humana, abordando a dualidade entre o bem e o mal, a identidade e o destino, tudo isso através de uma linguagem rica e regionalista.
Objetivos GeraisO presente projeto tem como objetivo realizar a montagem e circulação dos três espetáculos teatrais que compõem "Grande Sertão: Veredas, 70 anos de Travessia _ Trilogia Cênica", de Guimarães Rosa. É um projeto concebido para celebrar os 70 anos de lançamento do romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, uma das obras mais emblemáticas da literatura brasileira.Através deste projeto, público poderá assistir às montagens dirigidas pelo renomado diretor Amir Haddad, com interpretação de Gilson de Barros, que compoem a trilogia:- Riobaldo _ recorte dos amores na obra; - No Meio do Redemunho _ recorte da dialética bem/mal, Deus/diabo; - O Julgamento de Zé Bebelo _ panorama dos sistema de jagunços no sertão mineiro.O projeto Trilogia Grande Sertão: Veredas teve início em 2020, com a estreia do espetáculo Riobaldo, que foi indicado ao Prêmio Shell 2022 nas categorias de Melhor Ator e Melhor Dramaturgia. Em 2022, foi a vez da segunda parte, No Meio do Redemunho, estrear e dar continuidade ao projeto. Em 2024, ocorreu a estreia de O Julgamento do Zé Bebelo no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Em 2024, o projeto recebeu o Prêmio Arcanjo Especial, uma premiação anual criada pelo jornalista Miguel Arcanjo Prado para celebrar os destaques do ano no cenário cultural brasileiro em diversas áreas como Teartro, Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, entre outras."A montagem preserva a especificidade da linguagem poética de Guimarães Rosa, utilizando técnicas de interpretação narrativa que permitem uma imersão profunda na história, respeitando a riqueza linguística do autor.", diz Gilson de Barros. "O espaço cênico minimalista, com poucos elementos visuais e sonoros, foi concebido para não sobrecarregar a narrativa, criando um ambiente propício para que o espectador se entregue à força da história e às questões universais que permeiam a obra.", acrescenta o diretor Amir Haddad.Com esta iniciativa promoveremos uma homenagem à dimensão poética, filosófica e simbólica do livro por meio de três eixos de atuação: a apresentação da trilogia teatral, a roda de conversa "Conversas com Guimarães Rosa" e a oficina "Da Prosa Roseana para à Dramaturgia".Objetivo EspecíficoRealizar a montagem e circulação de 3 espetáculos teatrais que compoem "Grande Sertão: Veredas, 70 anos de Travessia _ Trilogia Cênica". Com o total de 18 apresentações, o projeto comprende: 12 apresentações no Rio de Janeiro/RJ - 4 sessões de cada espetáculo da trilogia03 apresentações em Mangaratiba/RJ - 1 sessão de cada espetáculo da trilogia03 apresentações em Itaguaí/RJ - 1 sessão de cada espetáculo da trilogiaComo ação de democratização, realizaremos Oficinas "Da prosa rosiana à dramaturgia": 3 oficinas (1 em cada cidade), para até 30 participantes, gratuitas.Como ação de contrapartida social, haverá 6 rodas de conversas intituladas "Conversas com Guimarães Rosa". Haverá 4 encontros no Rio, 1 em Mangaratiba e 1 em Itaguaí, com acesso gratuito, atendendo a 500 estudantes e/ou professores de escolas públicas.
Grande Sertão: 70 Anos de Travessia _ A Trilogia Cênica é de fundamental importância para a valorização da literatura, da memória cultural brasileira e do acesso à arte de qualidade.Trata-se de uma ação que dialoga diretamente com os princípios de promover a descentralização da produção cultural, o estímulo à formação crítica e a democratização do acesso.Da obra-prima de João Guimarães Rosa, o projeto articula três frentes complementares: apresentações teatrais, rodas de conversa e oficinas formativas, alcançando públicos diversos em diferentes territórios do estado do Rio de Janeiro. Com apresentações acessíveis além de ingressos populares, o projeto promove uma experiência inclusiva, especialmente em cidades com menor oferta cultural como Itaguaí e Mangaratiba.Mais do que uma homenagem, o projeto afirma a vitalidade do universo roseano, estimulando o diálogo entre arte, literatura e formação crítica. Ao reunir criação artística, pensamento e prática pedagógica, Grande Sertão: 70 Anos de Travessia reafirma a relevância de Guimarães Rosa para o Brasil contemporâneo e promove sua obra junto às novas gerações.Grande Sertão: Veredas é uma das mais complexas e inovadoras obras da literatura brasileira. A obra de Rosa, com sua linguagem inventiva, abordagem filosófica e olhar profundo sobre o sertão e o humano, oferece uma ponte entre tradição e contemporaneidade. Sua apresentação neste projeto colabora para o objetivo primordial de valorizar expressões culturais que promovam transformação e pertencimento.O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais nesta iniciativa é imprescindível para investir na formação de plateias, incentiva a dramaturgia nacional, a inclusão sociocultural e a preservação do patrimônio imaterial brasileiro — contribuindo para que a arte continue a ser ferramenta de escuta, reflexão e transformação social.O projeto atende ao Artigo 1o da Lei 8313/91 em seus incisos:II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Da mesma forma, o projeto atende ao Artigo 3o da mesma lei em seu inciso:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
Dirigida por Amir Haddad e protagonizada por Gilson de Barros, a trilogia cênica — composta pelos espetáculos Riobaldo, no Meio do Redemunho e O Julgamento de Zé Bebelo. O espetáculo Riobaldo foi indicada ao Prêmio Shell Rio em duas categorias (Melhor Ator e Melhor Dramaturgia) e a Trilogia recebeu o Prêmio Arcanjo de Cultura em 2024, na categoria Especial. Com encenação minimalista e foco na palavra, a proposta aproxima o público da experiência estética original da leitura, potencializada pelas possibilidades expressivas do ator em cena.Cada espetáculo da trilogia tem a duração de 70 minutos.
Produto ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS:ACESSIBILIDADE FÍSICA: O projeto será realizado em espaços que tenham medidas de acesso a pessoas com deficiência motora, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Os espaços selecionados para realização das apresentações serão aqueles que dispuserem de medidas acessíveis, como rampa e/ou elevador, banheiros adaptados, sinalização adequada, lugar reservado na plateia para cadeirantes, obesos e cães guia, estacionamento com vagas reservadas, entre outros. ACESSIBILIDADE para PcD AUDITIVOS: Todos os roteiros estarão disponíveis para leitura em todas as apresentações, para facilitar a compreensão de todos. Haverá 10 sessões com intérprete de LIBRAS sendo 6 no Rio de Janeiro, 2 em Mangaratiba e 2 em Itaguaí.ACESSIBILIDADE para PcD VISUAIS: Haverá 3 sessões com audiodescrição, sendo uma em cada cidade, além de programa em braile com conteúdo do espetáculo em todas as sessões.ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Haverá abafadores de ruído disponíveis para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para o público com hipersensibilidade auditiva.Produto CONTRAPARTIDA SOCIAL:Acessibilidade Física: As rodas de conversa e as oficinas serão realizadas em espaços plenamente adaptados para pessoas com deficiência motora, em cadeira de rodas ou com mobilidade reduzida. O espaço selecionado será aquele que dispuser de ferramentas como: rampa, elevador, banheiros adaptados, entre outras.Acessibilidade de para PcD visuais: Por se tratar de conteúdo de explanação oral, o conteúdo é automaticamente acessível para cegos e pessoas com baixa visão. Acessibilidade para PcD auditivos: Teremos intérprete de LIBRAS presente nas rodas de conversa abertas ao público geral. Quando houver agendamento com escolas, será oferecido o recurso para as instituições e disponibilizado o intérprete caso haja alunos surdos ou com baixa audição. Nas oficinas, haverá inscrição previa, entao será oferecida na ficha de inscrição a medida de acessibilidade, que será disponibilizada para todos que solicitarem o recurso.ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: Haverá abafadores de ruído disponíveis para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para o público com hipersensibilidade auditiva.
Conforme instrução normativa vigente, haverá distribuição gratuita de 10% do total de ingressos com caráter social, educativo ou de formação artística, atendendo especialmente a ONGs, escolas públicas e demais instituições de reconhecido trabalho social.Haverá ainda mínimo de 20% de ingressos comercializados ao preço máximo de R$ 50. Em atenção ao artigo 47 da IN 23/2025, realizaremos como ação extra: três oficinas de dramaturgia oferecendo uma imersão na transposição da linguagem literária para o palco, incentivando o desenvolvimento de novos textos teatrais e ampliando o repertório criativo de artistas da cena, abordando o tema “Tradução da Prosa Roseana para a Dramaturgia”. Serão 30 vagas em cada uma das 3 cidades de circulação do projeto. Em atenção ao artigo 49 da IN 23/2025, realizaremos rodas de conversa que abordam a vida, a obra e o legado do autor mineiro Guimarães Rosa com objetivo de fomentar reflexões sobre sua contribuição à literatura e à identidade cultural brasileira, com o tema “Conversas com Guimarães Rosa” e duração de 90 minutos o acesso será 100% gratuito, com o total de 500 vagas, distribuidas entre as cidades onde o projeto irá acontecer. Serão 6 encontros no total (4 no Rio de Janeiro, 1 em Mangaratiba e 1 em Itaguaí).
Ficha técnica:Barros Produções Artísticas Ltda - ProponenteAmir Haddad – DireçãoAurélio de Simoni – Iluminador Karlla Ribas Nassur de Luca - Direção de ArteJúlio Cesar da Luz Pinto - Produtor ExecutivoPROPONENTE - Barros Produções Artísticas Ltda (responsável pela coordenação geral de todas as atividades)Barros Produções Artísticas Ltda., fundada em 2010 pelo ator Gilson de Barros, nasceu com a missão de realizar projetos culturais capazes de provocar impactos positivos na sociedade. Em pouco mais de uma década de atuação, já alcançou diretamente mais de 78 mil pessoas, consolidando-se como uma produtora que oferece soluções inovadoras, criativas e sustentáveis. A empresa entende a cultura como ferramenta transformadora e, por isso, investe na democratização do acesso às artes, promovendo temporadas populares e iniciativas que ampliam o alcance de seus espetáculos.Entre suas realizações recentes destaca-se “Diabo Na Rua, No Meio do Redemunho” (2023), com temporadas no Teatro Sérgio Cardoso (SP) e no Centro Cultural Justiça Federal (RJ). Outro marco é o espetáculo “Riobaldo”, que estreou em março de 2020 no Espaço Cultural Sérgio Porto, mas teve a temporada interrompida pela pandemia. Nesse período, a companhia foi pioneira em manter o diálogo com o público através de lives e apresentações virtuais. Em 2022, o espetáculo retornou aos palcos em temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, expandindo-se em turnê nacional por Belo Horizonte, cidades mineiras do Circuito Guimarães Rosa, além de integrar o Circuito Cultural São Paulo (municipal e estadual), atingindo diferentes públicos em bairros e cidades do interior. Em 2023, “Riobaldo” seguiu em cartaz no Teatro Eva Herz (SP), no Teatro Municipal de Ipanema (RJ) e no Museu da República (RJ).No repertório da produtora estão ainda obras como “O Boca do Inferno” (2017/2018), texto de Adailton Medeiros com direção de Licurgo, apresentado em espaços como o Parque das Ruínas (RJ), Teatro Gregório de Mattos (BA) e Teatro Café Pequeno (RJ). Também merece destaque “Nossa Senhora Aparecida”, com direção de Gilson de Barros, que reuniu atores, bailarinos e músicos — entre eles a atriz Vilma Melo — em temporadas no Teatro Ipanema, Teatro da UFF e Lonas Culturais.Com trajetória marcada pela resistência, inovação e compromisso com a arte, a Barros Produções Artísticas reafirma seu papel como agente cultural dedicado a fortalecer a cena brasileira, conectando artistas e público por meio de projetos que unem qualidade artística, relevância social e ampla circulação.Gilson Augusto de Barros - Dramaturgia, Ator e Idealização - Indicado ao Prêmio Shell 2023 por Melhor Dramaturgia e Melhor Ator, é um versátil profissional das artes cênicas. Estudou na UNIRIO, colaborou com diretores renomados como Augusto Boal e João das Neves. Com mais de 25 peças, destacam-se "Grande Sertão: Veredas" com Amir Haddad. Premiado como Melhor Ator no Inter-regional de Teatro do Rio (1982) e SATED/RJ (1980). Amir Haddad – Direção Renomado diretor e ator brasileiro, co-fundou o Teatro Oficina em 1958. Reconhecido por notáveis produções, recebeu prêmios como Melhor Direção em 1959. Liderou o Teatro da Universidade Católica do Rio e fundou A Comunidade e Tá na Rua em 1980. Dirigiu "A Construção", vencedor do Prêmio Molière. Atualmente, lidera o Grupo Tá Na Rua. Aurélio de Simoni – Iluminador Da geração que firma o crédito de iluminador nas fichas técnicas dos espetáculos profissionais, realizou uma centena de iluminações para diretores cariocas representativos. Entre 1989 e 1999, recebeu seis prêmios em teatro infantil. Nos anos de 1992, 1995, 1996 e 1997, recebeu o Prêmio Shell por espetáculos adultos, entre eles "Don Juan", de Molière, com direção de Moacir Chaves. Karlla Ribas Nassur de Luca - Direção de ArteFormada pela UFRJ, com trabalhos no cinema, publicidade, televisão e teatro. Cenógrafa da Cia. de Teatro Artesanal desde 2001 e da Cineteatro Produções desde 2011. Ganhadora do Prêmio Zilka Sallaberry de melhor figurino com a peça "A Lenda do Príncipe que Tinha Rosto" e de melhor cenário com "O Homem que Amava Caixas", espetáculo apresentado na China em 2018. Júlio Cesar da Luz Pinto - Produtor ExecutivoProfissional multifacetado com 22 anos de experiência, destaca-se na produção executiva de projetos como "Arquivos da Cena LGBTQI+ Carioca" de Rodrigo Faour, "Cuidado Quando For Falar de Mim" com direção de Ricardo Santos, e na direção artística de shows como "Ouça a Mulher do Novo Dia" e "Super Moça".
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.