Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
A Última Locadora do Bairro é um curta-metragem de suspense que combina elementos do folclore pernambucano com uma reflexão sobre a passagem do tempo e a perda de espaços culturais. A narrativa acompanha um ex-proprietário de locadora que, atormentado pelo desaparecimento do irmão na infância, se depara com eventos sobrenaturais ligados à lenda do Papa Figo. O filme presta homenagem à memória coletiva das locadoras e ao cinema pernambucano, explorando temas como luto, culpa e o impacto das mudanças tecnológicas na cultura popular.
SINOPSE - A ÚLTIMA LOCADORA DO BAIRRO Paulo, um homem solitário de 50 e poucos anos, fecha a última locadora do bairro no Recife e retorna à casa onde cresceu, cercado por lembranças do irmão desaparecido décadas atrás. Noites inquietas e eventos sobrenaturais o levam a revisitar o passado, e a aparição do Papa Figo, figura do folclore pernambucano, oferece a Paulo a chance de resgatá-lo, ao custo de uma nova vida. Diante do dilema, Paulo vê em Duda, sua jovem vizinha, a chance de trazer o irmão de volta. Movido pelo desespero, realiza o ritual exigido pelo Papa Figo, e quando tenta recuar, já é tarde. O Papa Figo cumpre sua promessa, mas entrega apenas as roupas do irmão. Emerson nunca esteve vivo. Tudo era uma armadilha. Diante da verdade, Paulo encara o vazio, enquanto a risada da entidade ecoa na escuridão.
Objetivo Geral: - A Última Locadora do Bairro é um curta-metragem que busca resgatar a memória nostálgica das locadoras de filmes enquanto valoriza elementos do folclore pernambucano. O projeto pretende fomentar a produção audiovisual local, promover reflexões sobre a perda de espaços culturais e contribuir para a valorização do cinema de gênero no Brasil, garantindo acessibilidade e ampliação do público. Objetivos Específicos: - Fomentar oportunidades para cineastas iniciantes: Oferecer experiência prática e desenvolvimento profissional para jovens realizadores iniciantes, fortalecendo a cadeia cinematográfica pernambucana.- Impulsionar a produção audiovisual local: Criar um curta-metragem de suspense com identidade regional, promovendo o gênero e ampliando o reconhecimento da cena pernambucana no circuito nacional.- Valorizar o folclore e a cultura pernambucana: Incorporar a lenda do Papa Figo e referências ao Recife, resgatando mitos e memórias locais através do cinema.- Garantir acessibilidade e inclusão: Disponibilizar legendas em três idiomas, audiodescrição e intérpretes de Libras, além de adaptar os espaços de exibição para garantir o acesso ao público com deficiência.- Realizar exibições gratuitas e debates: Promover sessões abertas em escolas, festivais e espaços culturais, incentivando discussões sobre o impacto das mudanças tecnológicas na cultura e a importância da preservação da memória coletiva, valorizando o folclore.- Desenvolver um plano de difusão eficaz: Estabelecer estratégias de marketing digital nas redes sociais, assessoria de imprensa e divulgação local nas ruas para garantir maior alcance do curta-metragem, atingindo tanto o público pernambucano quanto o circuito nacional.- Ampliar o impacto social do projeto: Estruturar a contrapartida com estimativa de público, definição clara das estratégias de divulgação e inclusão de recursos no orçamento para garantir sua execução de forma eficaz.
O projeto A Última Locadora do Bairro surge como uma oportunidade única de resgatar a memória afetiva da era das locadoras de filmes, espaços que foram fundamentais na formação cultural de diversas gerações. Ao acompanhar a trajetória de Seu Paulo, um proprietário que lida com o fechamento de sua locadora e com fantasmas pessoais, a obra promove um diálogo entre passado e presente, evocando sentimentos de pertencimento e saudade, ao mesmo tempo em que reflete sobre a perda de espaços comunitários de circulação cultural.A narrativa também incorpora elementos do folclore pernambucano, como a lenda do Papa Figo, explorando uma abordagem autêntica dentro do gênero do suspense e terror. Essa fusão de memória cultural e tradição oral com a linguagem cinematográfica contemporânea valoriza o patrimônio imaterial, amplia a diversidade estética do cinema brasileiro e contribui para fortalecer a identidade regional. Além disso, o projeto homenageia diretamente a cinematografia pernambucana, tendo como locação o histórico Cinema São Luiz, referência cultural de Recife.Do ponto de vista social e econômico, a produção gera impacto positivo na cadeia criativa local, estimulando a profissionalização de jovens cineastas, artistas e técnicos, além de movimentar a economia criativa pernambucana. A relevância da proposta é reforçada pelo plano de distribuição, que inclui sessões gratuitas em cinemas, mostras, festivais e escolas públicas de ensino médio, fomentando debates sobre memória, cultura popular e a importância dos espaços culturais no tecido urbano.A Última Locadora do Bairro não é apenas significativo devido à importância de seu tema central e compromisso em promover discussões relevantes, mas também pela sua abordagem original que combina gêneros cinematográficos populares. O filme busca não só conscientizar, mas também cativar e envolver o público de maneira inclusiva, criando um espaço para diálogos que ressoarão na sociedade. Assim, justifica-se o uso dos recursos públicos por meio da Lei de Incentivo à Cultura, visto que o projeto não possui viabilidade comercial capaz de sustentar sozinho sua realização e distribuição, mas apresenta inegável relevância cultural, social e formativa.
GERAÇÃO DE RENDA - ESTIMATIVA DE EMPREGOS DIRETOS GERADOS PELO PROJETO:O projeto de curta-metragem “A Última Locadora do Bairro” estima empregar o quantitativo de 50 empregos diretos: 01 roteirista, 01 diretor, 02 assistentes de direção, 01 continuísta, 01 produtor/produtor executivo, 01 produtor/diretor de produção, 02 assistentes de produção, 01 diretor de fotografia, 01 gaffer, 02 assistentes de fotografia, 01 logger, 01 still, 01 diretor de arte, 01 figurinista, 01 produtor de arte, 01 assistente de arte, 01 maquiador, 01 designer de som, 01 técnico de som direto, 01 microfonista, 01 preparador de elenco, 08 atores do elenco principal, 09 figurantes, 01 montador, 01 finalizador, 01 editor e mixador de som, 02 artistas de foley, 01 ilustrador, 01 design gráfico, 01 social media e 01 contador. Além disso, serão impactados variados empregos indiretos através de serviços de alimentação, transporte, acessibilidade etc.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO PROJETOFormato: Curta-metragem de ficçãoDuração estimada: 15 minutosSuporte de captação: Digital – 4KFinalização: DCP e arquivo digital para exibições onlineSom: Estéreo 5.1Legendas: Português, Inglês e EspanholAcessibilidade: Libras (ao vivo nas sessões de estreia e versão em janela nas cópias digitais), legendas descritivas e audiodescriçãoLocações principais: Recife – Cinema São Luiz e residência de PauloEquipe: Composta por profissionais em início de carrera na cena audiovisual pernambucana, com diversidade de gênero, raça e orientação sexual em funções-chave.
MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO FÍSICO i. Garantia de que as exibições aconteçam em locais acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida, incluindo acesso por cadeira de rodas, presença de rampas, corrimãos e circulação adequada; ii. Reserva de espaços adaptados em auditórios, cineclubes e salas de exibição para pessoas usuárias de cadeiras de rodas e acompanhantes; iii. Disponibilização de sinalização dando direções até os espaços de exibição; iv. Acesso prioritário em filas e assentos reservados nas primeiras fileiras.MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDOPara pessoas com deficiência visual: i. Realização de audiodescrição completa do curta, contemplando descrição de cenas, elementos de cenário e transições visuais; ii. Disponibilização posterior de versão digital com audiodescrição sincronizada; iii. Materiais de divulgação nas redes sociais com legendas descritivas (alt text) para todas as imagens.Para pessoas com deficiência auditiva: i. Durante as sessões de estreia presenciais, haverá intérprete de Libras no local, realizando a tradução em tempo real; ii. Todas as cópias do filme contarão com legendagem descritiva (closed caption); iii. Posteriormente, na versão online, o filme será disponibilizado também com janela de Libras e com audiodescrição; iv. Todas as peças de divulgação (online e impressas) trarão informações claras sobre os recursos de acessibilidade disponíveis, em linguagem simples e com apoio de recursos visuais.
A proposta garante amplo acesso ao curta-metragem por meio de diferentes formatos de distribuição, estratégias de acessibilidade e ações educativas, contemplando públicos diversos e prioritários.DISTRIBUIÇÃO E ACESSOi. Exibições Presenciais: Pré-estreia gratuita no Cinema da UFPE ou São Luiz, acessível com intérprete de Libras e espaços reservados para pessoas com mobilidade reduzida.ii. Exibições Educativas: Realização de uma sessão gratuita em escola pública do Recife, seguida de debates com a equipe, estimulando a formação de novos públicos e interesse pelo audiovisual.iii. Festivais de Cinema: Submissão a festivais nacionais e internacionais de curta-metragem, com foco em mostras de gênero.iv. Exibição Online: Após o circuito de festivais, disponibilização gratuita em plataforma digital (YouTube), em versão acessível com legendas multilíngues, Libras e audiodescrição, com meta de alcançar amplo público virtual.AMPLIAÇÃO DE ACESSOi. Disponibilização online do filme em versão gratuita e acessível, com Libras, legenda e audiodescrição.ii. Realização de atividades paralelas, como debates após exibições e encontros formativos em escola e cineclubes.iii. Debate na escola voltado a adolescentes do ensino médio, explorando o folclore e a memória cultural.iv. rodução de uma zine digital e impressa, gratuita, que articula memórias sobre locadoras de bairro e o folclore pernambucano. O material será distribuído nas primeiras exibições e disponibilizado online.MEDIDAS DE ACESSIBILIDADEi. Todas as etapas de difusão contarão com recursos de acessibilidade comunicacional (Libras, legendagem descritiva e audiodescrição). As exibições serão realizadas em espaços que garantam acessibilidade física (rampas, corrimãos, sanitários adaptados).PÚBLICO ESTIMADO600 pessoas impactadas diretamente (200 estudantes, 200 pessoas na sessão de estreia e 200 downloads da zine), fora o público presente nos festivais e que vai acessar o filme quando for disponibilizado online de forma gratuita.
EQUIPE PRINCIPALEduardo Gomes Gonzaga (PROPONENTE) – Diretor e RoteiristaBacharel em Cinema e Audiovisual na Universidade Federal de Pernambuco e atualmente trabalha como freelancer produzindo artes digitais, animações eedições audiovisual. Em 2019, durante o início do curso, começou sua carreira no audiovisual e desde então vem exercendo atividades em diversas áreas como: Roteiro, Direção, Montagem e Direção de Arte. Suas principais contribuições no audiovisual incluem dois curtas-metragens autorais, “Feliz Feliz Triste” (2022) e “2000.com” (2024), ainda em fase de pós-produção. Recentemente assinou a direção de arte nos curtas “ART” (2022), contemplado pela Lei Aldir Blanc e “Quando o Telefone Tocar” (2024), contemplado pelo edital Paulo Gustavo, além do clipe “Volta, Volta” (2023) da banda Hóspedes da Rua Rosa. Com o projeto“A Última Locadora do Bairro”, foi selecionado em 2024 para o “MOVLab”, onde pode desenvolver o projeto focado no pitching e apresentação”. Em 2025, o feito se repetiu no “CurtaLab”, onde recebeu mentorias e orientações visando o polimento do projeto, focando no roteiro e narrativa. Recentemente, como designer, ilustrou e animou a identidade visual da 2ª Semana de Animação em Pernambuco.Caio Victor de Arruda – Produtor / Diretor de ProduçãoTécnico em Logística, graduado em Cinema e Audiovisual e com MBA em inteligência de mercado, Caio conta com experiência no cinema, publicidade e fotografia, contato com trabalhos importantes, como Art, seu filme que viajou por cerca de seis países e recebeu menção honrosa em Nova Iorque, EUA. Dos mais recentes estão o filme “Todo Amor do Mundo”, aprovado na lei de incentivo ao audiovisual Paulo Gustavo e comerciais para televisão como: Melhor Carnaval TV Jornal (2025), Colégio Damas Matriculas (2025) e outros.Tiago de Jesus Santos Costa - Produtor / Produtor ExecutivoBacharel em Cinema & Audiovisual (2022) pela Universidade Federal de Pernambuco. Mestre em Comunicação (2023-2025) e Doutorando em Comunicação (2025-em andamento) pela mesma instituição. Integrou as equipes dos curtas-metragens “Tormenta” e “As Raposas e a Uva”, em funções de produção e som. Produtor e Diretor de Comunicação do festival “Semana de Animação”, cuja primeira edição ocorreu em 2022 e a segunda edição está em realização em 2025, com incentivo da LPG/PE. Recentemente, foi produtor executivo do curta-metragem “Quando o Telefone Tocar”, com verbas da LPG/Olinda. Atualmente, está produzindo os curtasmetragens “Casa de Vó” (financiado pela LPG/Paulista), “Imagem Roubada” e “Epitáfio”, aprovados no 17º Funcultura Audiovisual. Durante os anos de graduação, realizou pesquisas sobre o mercado de animação no estado de Pernambuco, enfocando questões de políticas culturais e distribuição audiovisual. Foi duas vezes monitor da disciplina de Cinema de Animação. Também, publicou artigos sobre a indústria de animação pernambucana nos anais do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom) e do Seminário Brasileiro de Estudos em Animação (SEANIMA).DIVERSIDADE DA EQUIPEA equipe do projeto é composta por profissionais majoritariamente LGBTQIAPN+, incluindo o proponente e os produtores aqui apresentados. O profissional Tiago também integra o projeto como homem negro, e haverá presença significativa de mulheres e pessoas negras como cabeças de equipe, reafirmando o compromisso com a inclusão e a representatividade no setor audiovisual pernambucano.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.