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O BikeCine 3a edição é um circuito itinerante gratuito de cinema ao ar livre, onde toda a energia para a exibição dos filmes é gerada pelo próprio público, por meio do uso de bicicletas (energia motriz). Através desse formato inovador, a ideia do projeto é despertar a curiosidade e estimular às pessoas ao hábito de assistir a filmes coletivamente. Serão 18 sessões de cinema, em 09 dias de atividades. Cada dia de evento será composto pela exibição da programação de curtas-metragens (50 min.), e de uma sessão de longa-metragem (90 min.). Os filmes selecionados buscarão dialogar com toda a família, da criança ao idoso.
Durante a pré-produção será realizada a curadoria dos filmes. Para a programação, serão selecionados e negociados os direitos de exibição de 2 filmes longas-metragens, e de 4 filmes curtas-metragens em formato DVD ou Blu-Ray. O projeto se compromete a preencher ao menos 25% da programação com conteúdo brasileiro (entre longas e curtas-metragens). Serão utilizados os seguintes critérios para a seleção dos filmes: Filmes brasileiros: longas e curtas recentes; Longas e curtas-metragens palatáveis, que dialoguem com o máximo de público espectador possível. Filme internacionais: obras recentes, que dialoguem com toda a família, da criança ao idoso. O proponente se compromete a enviar à SAV, na etapa de pré-produção, os filmes selecionados para o circuito.
OBJETIVOS GERAISO principais objetivos do projeto BikeCine são: desenvolver um novo circuito de exibição itinerante de filmes (gerando energia para a sessão através de uma forma lúdica); despertar interesse e aproximar mais as pessoas da experiência do cinema; colaborar para a difusão do acesso à cultura e ao cinema por meio da sua estrutura itinerante. Os objetivos esses de acordo com a Instrução Normativa Normativa MinC nº23, de 05 fevereiro de 2025OBJETIVOS ESPECÍFICOSRealizar 18 sessões gratuitas de filmes através da energia gerada por meio do uso de bicicletas (energia motriz) em 09 dias de atividades, em até 09 cidades. A primeira sessão será composta pela programação de curtas-metragens e a segunda, pela exibição de 01 longa-metragem. Os filmes selecionados por nossa curadoria buscarão dialogar com toda a família, da criança ao idoso. A Mostra tem como meta atingir um público de cerca de 2.700 pessoas.
Destaca-se que o projeto necessita do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, se enquadrando nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar a todos os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Assim como pretende-se alcançar os seguintes objetivos citados no Art. 3º da mesma Lei: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. Em sua sólida trajetória profissional trabalhando com cinema itinerante, o proponente pôde verificar a importância desse tipo de circuito alternativo às salas comerciais. Segundo informe de mercado sobre Salas de Exibição, realizado em 2019 pelo OCA _ Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual, produzido pela ANCINE, o parque exibidor brasileiro encerrou o ano de 2019 com 3.507 salas em funcionamento _ um crescimento que, apesar de 4,8% maior em relação ao ano anterior, ainda demonstra que a porcentagem de cidades brasileiras com cinema é de apenas 7,9%, atingindo 58,1% da população. De acordo com o mesmo relatório relativo à distribuição do parque exibidor brasileiro, observa-se uma concentração no Sudeste, com mais da metade das salas de cinema do país (52,6%); diferente do Nordeste, que apresenta uma baixa oferta per capita, com mais de 70 mil habitantes por sala em todos os seus estados. Em algumas localidades, essa escassez é ainda mais severa: dos cinco estados com maior carência no país, quatro são nordestinos, com Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia contando com menos de uma sala de cinema para cada grupo de 110 mil habitantes. Esse é um cenário que nos faz acreditar ainda mais no quanto é essencial a criação de circuitos de exibição que promovam acesso à vasta produção audiovisual. A importância dos circuitos itinerantes foi reconhecida na elaboração do Plano Setorial para o Audiovisual, que estimulou diretrizes e metas para o setor até o ano de 2020.No item 1.8 do Plano é estipulado "ampliar os números de salas itinerantes de cinema", justificando que: "Os modelos de negócio de cinema itinerante, em muitas regiões, conseguem chegar a públicos inatingíveis pelo circuito de exibição regular, mantendo perspectivas de sustentabilidade econômica. Nas localidades pequenas, especialmente, onde as condições de viabilidade econômica de um complexo cinematográfico apresentam riscos demasiados para o exibidor, os cinemas itinerantes podem prestar serviços de modo mais eficaz." (Plano de diretrizes e metas para o audiovisual: o Brasil de todos os olhares para todas as telas. 1ª edição, julho/2013.Rio de Janeiro: Agência Nacional do Cinema, 2013). A relevância do projeto se justifica mediante a descentralização da oferta cultural e a democratização de acesso ao cinema que ele significa. Realizando eventos itinerantes para diversos bairros e cidades de forma gratuita, beneficiamos toda uma população destituída de seus direitos culturais; seja pela precária oferta de atividades e equipamentos dos municípios, seja pela exclusão e inviabilidade de acesso ocasionada pelo alto custo dos eventos artísticos. Nesse sentido, nossa proposta é, a partir de um modelo inusitado e gratuito de exibição, gerar ainda mais interesse das populações locais e atrair novos públicos para o hábito de se assistir a um filme coletivamente. O projeto possui ainda o diferencial do tema sustentabilidade, através do conceito único de geração de energia para o evento, realizada pelo próprio público da sessão, por meio da utilização de bicicletas adaptadas. O BikeCine também se preocupa com a difusão audiovisual dos conteúdos brasileiros e do curtametragem (formato carente de janelas de exibição): nossa programação é composta, no mínimo, por 25% por produções nacionais.
Informamos que nossos custos orçamentários foram vinculados ao município de São Paulo de onde o BikeCine parte para as demais cidades, onde os profissionais são contratados e os equipamentos locados. Quanto aos gastos de transporte e hospedagem ao longo da viagem, como são realizados nas estradas dos trajetos entre as cidades do projeto, não é possível declarar com precisão e antecedência os locais onde acontecerão; motivo também pelo qual baseamos as referidas despesas na cidade de São Paulo.
O projeto BikeCine 3ªEdição contempla 09 dias de evento, que juntos totalizam 18 sessões de cinema Cada dia de evento é composto por duas sessões, sendo a primeira delas com duração de aproximada de 50 minutos, quando o projeto exibirá a programação de filmes curtas-metragens; a segunda exibição prevê duração aproximada de 90 minutos, quando o projeto exibirá a programação de 1 filme longa-metragem. A Mostra tem como meta atingir um público de cerca de 2.700 pessoas e o proponente se compromete a informar, durante a etapa de pré-produção, os filmes que a curadoria selecionar para compor a programação.
São garantidas no projeto medidas de acessibilidade que contemplem seus aspectos arquitetônicos, comunicacionais e de divulgaçãoAtendendo a Lei 13.146 de 06/07/2015, e em concordância com as instruções publicadas na Instrução Normativa MinC nº23, de 05 fevereiro de 2025, para garantir a acessibilidade às produções cinematográficas, o projeto se compromete a adotar as seguintes medidas de acessibilidade:Nos aspectos arquitetônicos, são garantidos recursos de acessibilidade às pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ou idosas para permitir o acesso aos locais onde se realizam as atividades culturais e espaços acessórios. Nos aspectos comunicacionais, o projeto se compromete a ter TODA a programação com as três seguintes medidas de acessibilidade: Audiodescrição, Legendagem Descritiva e LIBRAS. A primeira sessão de cada cidade será de curtas-metragens, e a segunda, de 1 longa-metragem. Serão selecionados 4 curtas que já possuam recursos de acessibilidade. Quanto aos longas, serão escolhidos 2 filmes. O proponente irá considerar nos custos vinculados de comunicação e acessibilidade, a criação dos recursos para 1 longa e licenciará outro 1 que já possua tais recursos. Nos aspectos de comunicação e divulgação acessíveis do projeto, disponibilizaremos as informações sobre as medidas de acessibilidade das ações a serem executadas.
O projeto BikeCine tem como princípio a democratização ao audiovisual.Na prática, a proposta prevê a gratuidade e o livre acesso à totalidade das 18 sessões que contemplam até 09 cidades pelo país e que tem como meta alcançar 2.700 espectadores, e também a realização de sessões em locais amplamente divulgados, de fácil acesso à população, tais como: praças, parques, ruas e ginásios de esportes (definidos na etapa de pré-produção quando a equipe de coordenação viajará até a cidade escolhida para visitas técnicas)O proponente oferecerá, de acordo com a Instrução Normativa MinC nº23, de 05 fevereiro de 2025, as seguintes medidas de Democratização do Acesso: Essa medida está em concordância com a Seção III, Artigo 47, Parágrafo IX, da Instrução Normativa MinC nº23, de 05 fevereiro de 2025Em complemento às medidas de democratização de acesso, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso:IX - oferecer bolsas de formação, inserção e difusão para o mundo do trabalho em cultura voltadas para a pesquisa e a qualificação técnica, artística e cultural, que alcancem públicos prioritários e vulneráveis;De acordo com tal inciso, ofereceremos uma bolsa de estudo ou estágio, para estudante da rede pública ou privada de ensino em atividades: educacionais, profissionais ou de gestão cultural e artes, desenvolvidas na proposta cultural. A escolha do candidato será feita mediante avaliação de currículo. A vaga será aberta para universidades e faculdades de Comunicação brasileiras. Será selecionado aluno que estiver nos primeiros anos do curso, que tenha entre 17 e 24 anos, e que tenha interesse pela área de cinema. A carga-horária será de 20 horas semanais, presenciais na sede administrativa do BikeCine ou à distância, e terá duração de 3 meses. O estágio será celebrado e comprovado mediante assinatura de contrato entre o projeto e a faculdade.
Produção Executiva –Campo Cultura Produtora, proponente do projetoFundada em agosto de 2021 por Marco Costa, profissional com 15 anos de experiência no setor cultural. Formado em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo, com habilitação em Publicidade e Propaganda, realizou especializações em Planejamento Estratégico pela ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing; em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas; e em Gestão Cultural pelo Centro de Pesquisa e Formação do SESC. Atuou como sócio da Brazucah Produções entre 2010 e 2021, onde coordenou a área de planejamento e elaboração de projetos. Como principal iniciativa gerida pela Campo Cultura, atualmente se destaca o Cine Autorama, projeto de cinema itinerante cujo grande diferencial é retomar o modelo de exibição dos charmosos Drive ins, exibições ao ar livre onde as pessoas assistiam a filmes no conforto dos seus carros. Realizado desde 2015, o projeto já realizou mais de 360 eventos, em 80 cidades diferentes para um público aproximado de 85 mil espectadores.O proponente enfatiza que será o ÚNICO responsável pela gestão do processo decisório, incluindo a atividade técnico-financeira.Curadoria - Brazucah Produções (Cynthia Alario – sócia-dirigente) A Brazucah Produções é uma produtora cultural que tem com como objetivo a formação de público para o cinema brasileiro e a democratização de acesso ao cinema. Com 16 anos de experiência em projetos socioculturais com foco no audiovisual, especializou-se em desenvolvimento de cinemas ao ar livre itinerante. Parceiros nacionais e internacionais fazem parte do seu portfólio: Google, Mercedes Benz, AEGEA, Spotify, CPFL Energia, Votorantim, Veja São Paulo, Continental Shopping, UFSC, USP, Comgás, Claro, Centro Paula Souza, Cine B., Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ministério da Cultura e Meio Ambiente e Secretarias de Educação e Cultura de São Paulo e de diversos estados brasileiros. Com projetos em parceria, a Brazucah já realizou mais de 2.000 eventos para um público superior a 300 mil espectadores. Seu principal projeto, O CineSolar, é uma proposta pioneira no Brasil, em realização desde o ano de 2013, oferecendo cinema itinerante que utiliza limpa e renovável, a energia solar, para realizar exibições de filmes unindo arte, cinema e sustentabilidade. Desde o início das atividades, em 2013, o CineSolar já realizou cerca de 500 sessões e 180 oficinas em diversos circuitos que contemplam cerca de 260 cidades em todo o país, atingido um público de mais de 90 mil espectadores e gerando uma economia espetacular de energia elétrica em milhares de watts.Júlia Calegari - Coordenadora de Produção Julia Calegari é bacharel em Relações Públicas. Em 2022, concluiu o curso de "Práticas e Técnicas para as Artes Cênicas: Produção Cultural" e, em setembro de 2025, conclui o curso de "Práticas e Técnicas para as Artes Cênicas: Técnicas de Palco", ambos no Instituto do Teatro Brasileiro. Atualmente, atua como Coordenadora de Produção, gerenciando a logística e a execução de projetos como o “Cine Autorama” e o “BikeCine”. Dentre seus trabalhos realizados no meio cultural, destacam-se: Produção Executiva de "Selvagem" (direção de Susana Ribeiro, Sesc Ipiranga, 2023); Assistência de Produção de "Traidor" (direção de Gerald Thomas, Sesc Vila Mariana, 2023, e Teatro Sérgio Cardoso, 2024); Coordenação de Produção e de Comunicação de "O Ralo da Fossa" (direção de Bárbara Salomé, SP Escola de Teatro, 2024); Produção Executiva de "Raiva, nós temos um cão que morde" (direção de Ricardo Henrique, Sesc Santo Amaro, 2024); e Coordenação de Produção de "R.ebó.baile - O Reencanto de Vingança" (direção de Castilho em parceria com MileLab, Teatro Oficina, 2024).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.