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PRONAC 257295Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Reinos do Imaginário

ASSOCIACAO QUANTA CULTURA
Solicitado
R$ 875,9 mil
Aprovado
R$ 875,9 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

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Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
Campinas
Início
2026-01-01
Término
2027-12-31
Locais de realização (1)
Natal Rio Grande do Norte

Resumo

A exposição "Reinos do Imaginário" é uma imersão visual e simbólica no universo profundo do imaginário popular brasileiro, com especial foco no sertão. O artista Azol, a partir de uma extensa pesquisa que cruza iconografia popular, estética barroca, arqueologia afetiva e teatralidade ritual, propõe uma travessia por quatro reinos ficcionais, construídos pela fé, pelo mito, pela memória coletiva e pela herança cultural, convidando o espectador a uma experiência sensível de reconhecimento e encantamento.

Sinopse

O projeto se divide em quatro núcleos, ou "reinos", cada um com identidade visual, materialidade e atmosfera próprias. Cada reino terá uma trilha sonora ou uma paisagem sonora própria, com músicas ou batidas que reforcem sua atmosfera. Será utilizada tecnologia de som direcional para que as trilhas não se sobreponham, garantindo uma experiência focada em cada ambiente.- Reino do Encoberto: “A fábula do rei desaparecido, oculto no imaginário mitológico que encoberta segredos do invisível para revelar poderes ancestrais, envoltos num véu de mistério que só os olhos da alma podem ver.”- Reino da Cruz Errante: “Inspirado nos beatos, penitentes e caminhantes da fé, indivíduos nômades de um sagrado itinerante.”- Reino do Silêncio Ardente: “Rainhas, mãe santas ou feiticeiras, símbolos de uma potência mitológica que governa o universo com poderes regeneradores. A monarca é o símbolo da ordem, da harmonia e da transcendência que brota do invisível, tecendo equilíbrio entre o sagrado e o terreno.”- Reino do Chão das Promessas: “A crença na força divina, no poder da palavra prometida, escrita no chão castigado do sertão, evocando o sagrado como regente da devoção ancestral, onde cada gesto é rito, cada silêncio é reza, e cada promessa cravada na terra se torna elo entre o humano e o eterno.”A exposição oferece uma rica oportunidade para explorar a cultura, o folclore e a arte brasileira de forma imersiva. Nossa proposta de educativo visa engajar tanto crianças quanto adultos, adaptando a profundidade e a forma das atividades para cada público, mas sempre mantendo a essência da pesquisa do artista e o legado de Câmara Cascudo.Para Crianças (6 a 12 anos): A Jornada pelos Reinos EncantadosO programa educativo para crianças estimula a curiosidade e a interação lúdica com as obras e tem por objetivos:- Despertar o interesse pela cultura popular brasileira e seus mitos.- Estimular a observação e a imaginação.- Promover a interação com as obras de arte de forma divertida e sensorial.- Incentivar a expressão criativa através de atividades práticas.Atividades Propostas:1. Exploradores dos Reinos: Cada criança receberá um "Mapa do Imaginário" simplificado, com ilustrações dos quatro reinos e espaços para anotações ou desenhos. Um mediador apresentará cada reino de forma fabular, usando linguagem acessível e instigante.- Reino do Encoberto: "Onde o rei se esconde?" – Atividade de busca por símbolos ocultos nas obras de metal, como a coroa, o escudo ou um elmo, no painel de cabeças de reis.- Reino da Cruz Errante: "A cruz que caminha" – Observação das diferentes formas da cruz nas obras de madeira e um desafio para criar sua própria "cruz de caminhos" com materiais simples (gravetos, barbante).- Reino do Silêncio Ardente: "As rainhas das pedras" – Identificação das pedras nas obras e uma pequena oficina de colagem com materiais que simulem pedras preciosas em desenhos de rainhas ou figuras femininas.- Reino do Chão das Promessas: "O que o chão nos conta?" – Caminhada silenciosa na instalação de barro, prestando atenção aos sons e cheiros. Cada criança poderá "escrever" uma pequena "promessa" ou "desejo" em uma plaquinha de argila.2. Sensações dos Reinos: Exploração das sensações táteis (metal liso, madeira rústica, barro), olfativas (cheiros característicos de cada reino) e auditivas (trilhas sonoras). As crianças serão incentivadas a descrever o que sentem em cada ambiente.3. Contação de Histórias: Ao final da visita, um momento de contação de lendas e mitos do sertão brasileiro, conectados aos temas dos reinos, de forma cativante e interativa.Material de Apoio: Mapas, lápis de cor, argila, gravetos, barbantes, colagens, material para desenhos.Para Adultos: Diálogos e Percepções no Imaginário SertanejoO programa educativo para adultos aprofundará a reflexão sobre os conceitos da exposição, conectando a arte de Azol com o legado de Câmara Cascudo e as dimensões antropológicas do imaginário. Tem por objetivos:- Estimular a análise crítica e a interpretação das obras.- Promover o diálogo sobre a importância do imaginário e do folclore na formação da identidade cultural.- Aprofundar a compreensão da pesquisa de Azol e sua conexão com o pensamento de Câmara Cascudo.- Oferecer uma experiência reflexiva e sensorial.Atividades Propostas:1. Roda de Conversa: O Imaginário como Território. No início da visita, uma breve apresentação sobre o conceito da exposição e o diálogo entre a obra de Azol e a "Geografia dos Mitos Brasileiros" de Câmara Cascudo. Discussão sobre a citação de Cascudo: "O mito é uma explicação do mundo, uma justificação para a existência e uma norma de conduta. Ele não se opõe à realidade; ele a funda." Debate sobre como essa ideia se manifesta nas obras e em nossa própria percepção da realidade.2. Exploração Mediada: Caminhos e Símbolos. Reino do Encoberto: Análise das referências messiânicas e do sebastianismo no sertão. Discussão sobre a materialidade (metal) e sua relação com a ideia de ocultamento e poder. Reino da Cruz Errante: Reflexão sobre a fé popular, o sacrifício e a busca pela transcendência. A materialidade (madeira) e sua ligação com a rusticidade e a permanência. Reino do Silêncio Ardente: Debate sobre o protagonismo feminino no sertão, o poder das figuras matriarcais e o simbolismo das "pedras preciosas" como representação de valor e resistência. Homenagem a Dona Militana como um caso exemplar. Reino do Chão das Promessas: Discussão sobre o "reino sem cara", a ausência da figura humana e a potência da abstração na representação da fé e da promessa. O barro como elemento que conecta o humano ao telúrico.3. Diálogo Sensorial e Crítico: Incentivar a percepção consciente dos elementos sensoriais (som e olfato) em cada reino, e como eles contribuem para a atmosfera e o significado das obras. Abrir espaço para impressões e interpretações pessoais, promovendo a troca de ideias entre os participantes.4. Encontro com o Curador ou Artista: com Manoel Onofre de Souza Neto (curador) ou Azol (artista) para sessões de perguntas e respostas, aprofundando o diálogo sobre o processo criativo e curatorial.Material de Apoio: Textos curatoriais e crítico impressos, material de apoio sobre as referências de Cascudo, guias de perguntas para estimular o debate.

Objetivos

Promover uma experiência artística imersiva que reconecte o público com o imaginário popular brasileiro, especialmente o sertanejo, através da exposição Reinos do Imaginário, do artista Azol, materializando mitos, memórias e símbolos culturais em instalações visuais e multissensoriais. Estabelecer diálogos entre a obra de Azol, o legado de Câmara Cascudo e a tradição oral nordestina, promovendo a valorização da cultura popular e da memória coletiva.Objetivos EspecíficosRealizar a exposição Reinos do Imaginário na Pinacoteca Potiguar _ Palácio Potengi, em Natal/RN, no período compreendido entre o dia 06 de dezembro de 2025 a 01 de fevereiro de 2026, ocupando os dois lados da Pinacoteca.Apresentar quatro núcleos expositivos temáticos ("reinos") com conceito, identidade visual e cenográfica própria: Reino do Encoberto, Reino da Cruz Errante, Reino do Silêncio Ardente e Reino do Chão das Promessas.Implantar 4 ambientações sonoras e 4 ambientações olfativas exclusivas para cada reino, aprofundando a imersão do público e criando uma experiência acessível para diferentes públicos, utilizando tecnologia de som direcional e essências aromáticas específicas.Produzir e instalar obras inéditas em diferentes suportes (esculturas, pinturas, instalações, objetos), em diferentes materiais (ferro, bronze, madeira, barro, tecidos, pigmentos) relacionadas a cada reino, seguindo a expografia:Reino do Silêncio Ardente- 01 gazebo gótico com jardim de espadas de Santa Bárbara- 05 peças metálicas inspiradas em pingentes - 01 instalação Jardim de espadas de Santa Bárbara Reino da Cruz Errante- Conjunto de 9 totens tridimensionais + 7 totens chapados + cruz - 03 Estandartes têxteis Reino do Chão das Promessas- 01 Painel ex-votos - Torres do castelo para suporte das cúpulas- 38 pares de pés em barro - 17 cúpulas de castelo em barro - 55 lajotas em barro com promessas - 40 órgãos em barro (ex-votos) Reino do Encoberto- 01 Instalação colmeia - 40 bustos de reis em barro - 40 coroas metálicas para bustos - 01 instalação projeção em parede Sala do Trono- 8 brasões medievais em metal sobre placa metálica - 01 instalação de arcadas góticas (ligação com o Encoberto) Oferecer programa educativo inclusivo com as seguintes atividades:- 2 oficinas lúdicas gratuitas para crianças "Caça ao Tesouro dos Reinos" (6 a 12 anos);- 2 visitas mediadas gratuitas para escolas e grupos de adultos;- 1 visita mediada gratuita voltada para acessibilidade de diferentes públicos, contando com tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais) para público surdo, mediação para pessoas com deficiências intelectuais e seus acompanhantes, mediação para pessoas com distúrbios sensoriais e seus acompanhantes;- 1 roda de conversa com o artista e o curador.Garantir acessibilidade do público por meio de recursos didáticos e estratégias de mediação que ampliem a compreensão das obras e da pesquisa do artista (textos em linguagem simplificada, mediação acessível, legendas e QR-codes contendo audioguia).Atender a um público estimado de 1.000 visitantes diários durante o período expositivo.Produzir registro fotográfico e audiovisual da exposição e de suas atividades educativas, assegurando documentação e prestação de contas.Produzir e disponibilizar material educativo impresso e digital para ampliar o acesso às informações da mostra, incluindo aqui a produção de 01 Tour Virtual da exposição, 01 material de apoio sobre as referências de Cascudo, e 01 guia de perguntas para estimular o debate.Impressão de 500 catálogos.Ampliar a visibilidade da Pinacoteca e da produção artística contemporânea potiguar por meio de plano de comunicação (divulgação em mídias sociais, assessoria de imprensa local com clipagem e valoração).

Justificativa

"Reinos do Imaginário" é um projeto de alta relevância artística, patrimonial e educativa, uma mostra que envolve cenografia imersiva, instalações multissensoriais, ações de acessibilidade, atividades educativas e produção de material de mediação.Promove a difusão da cultura brasileira a partir do diálogo entre arte contemporânea e tradição popular, valorizando o legado de Luís da Câmara Cascudo e a memória coletiva do sertão.Trata-se de uma iniciativa que estimula a circulação e o acesso democrático à arte, amplia a formação de público e fortalece a produção cultural regional, contribuindo para a preservação e atualização do patrimônio imaterial brasileiro.O projeto parte do pressuposto, seguindo os ensinamentos de Cascudo, de que a cultura popular é a cultura que vivemos, anônima, persistente, funcional, de transmissão oral, modificando-se, mas continuando. É a alimentação mental de milhões de homens. O artista Azol se arvora dessa "alimentação mental", dando-lhe forma, cor e materialidade, e reafirmando a persistência desses símbolos no mundo contemporâneo.A Lei de Incentivo à Cultura garante a realização da exposição em sua plenitude, assegurando qualidade técnica, democratização do acesso e o cumprimento de sua função social: aproximar o público dos bens culturais e reforçar os vínculos com a identidade brasileira.O projeto se enquadra nos incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91, em especial:Inciso I _ estímulo à produção, difusão e circulação de bens culturais;Inciso II _ estímulo à formação de recursos humanos para a cultura, por meio de ações educativas e atividades de mediação;Inciso III _ preservação e difusão do patrimônio cultural brasileiro, ao valorizar o legado de Luís da Câmara Cascudo e a tradição oral do sertão;Inciso VI _ incentivo a programas de fomento à produção cultural regional e à valorização da diversidade.Ao mesmo tempo, atende aos objetivos do Art. 3º da Lei, especialmente:I _ contribuir para facilitar o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais pela população;II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, valorizando artistas e tradições do Nordeste;III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;V _ preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;X _ propiciar meios para que a produção cultural se faça presente no cotidiano da sociedade, incentivando a fruição e a formação de público.

Estratégia de execução

A obra de Azol dialoga diretamente com o legado intelectual de Luís da Câmara Cascudo, o grande mapeador da alma brasileira. Para Cascudo, o imaginário não é uma fuga da realidade, mas uma dimensão essencial dela, que molda a cultura e a vida social. A exposição de Azol pode ser vista como uma leitura poético-visual contemporânea da "Geografia dos Mitos Brasileiros" de Cascudo, onde os mitos não são apenas histórias, mas forças que criam lugares e definem identidades.Cascudo afirmava que “O mito, presente pelo movimento, pela ação, pelo testemunho humano, pode conservar alguns caracteres somáticos que o individualizem, mas possui costumes que vão mudando, adaptados às condições do ambiente em que age”.A pesquisa de Azol nos sertões, investigando movimentos religiosos e mitos, ecoa o método de Cascudo de buscar na cultura oral e nos rituais populares as chaves para compreender o Brasil, levando-se em conta de que o mito é uma explicação do mundo, uma justificação para a existência e uma norma de conduta. Ele não se opõe à realidade; ele a funda. A exposição, portanto, não apenas ilustra, mas encena esse universo, tornando o espectador um viajante nos mesmos territórios descritos pelo mestre potiguar.Outra citação pertinente de Cascudo reforça a base conceitual da exposição: “A tradição reúne elementos de estórias e de história popular, anedotas reais ou sucessos imaginários, críticas sociais, vestígios de lendas, amalgamados, confusos, díspares, na memória geral.”"Reinos do Imaginário" parte do pressuposto, seguindo os ensinamentos de Cascudo, de que a cultura popular é a cultura que vivemos, anônima, persistente, funcional, de transmissão oral, modificando-se, mas continuando. É a alimentação mental de milhões de homens. Azol se arvora dessa “alimentação mental”, dando-lhe forma, cor e materialidade, e reafirmando a persistência desses símbolos no mundo contemporâneo.Textos Curatoriais (Proposta)Reinos do Imaginário, de AzolPor Manoel Onofre de Souza NetoAdentrar os "Reinos do Imaginário" de Azol é aceitar um convite para uma travessia. Não uma viagem a um lugar distante, mas uma jornada para o centro de nós mesmos, guiada pelos símbolos que nos formaram. O artista, qual cartógrafo de almas, mapeia territórios que, embora ausentes nos mapas oficiais, constituem a geografia mais profunda do Brasil: o imaginário popular.Nesta exposição, Azol atua como um arqueólogo afetivo, escavando camadas de mitos, fé e memória coletiva para revelar quatro reinos. O Reino do Encoberto nos confronta com a promessa sebastianista, a espera por um rei oculto que ecoa no metal de suas armaduras e na terra de seus castelos sertanejos. Em seguida, o Reino da Cruz Errante nos lança nos caminhos dos penitentes, onde a fé é talhada na madeira e a transcendência se veste de azul e branco.A jornada nos leva ao Reino do Silêncio Ardente, um matriarcado de rainhas, feiticeiras e santas, cujo poder reluz nas pedras preciosas que adornam suas efígies. Aqui, Dona Militana é reverenciada, “rainha” potiguar cuja voz guardava séculos de histórias. Por fim, chegamos ao Reino do Chão das Promessas, um lugar anônimo, sem rosto, feito de barro e fé. É um reino de ex-votos e pés que caminham sobre palavras, um espelho da devoção que ergue catedrais no vazio."Reinos do Imaginário" é mais que uma exposição. É uma experiência sinestésica, onde imagens, sons e cheiros nos guiam. É a prova de que a arte, como a fé, é uma ferramenta de encantamento e permanência. Nesse Azol conclama o expectador a se perder para se encontrar, a transitar por estes reinos e reconhecer neles os fragmentos de sua própria história.Textos para paredeApresentação"Reinos do Imaginário" convida você a uma imersão profunda, onde o olhar se perde e a alma se encontra. Nesta travessia, o artista Azol, munido de vasta pesquisa e sensibilidade aguçada, desvela as tapeçarias invisíveis que tecem o imaginário popular brasileiro, com um carinho especial pelo solo fértil do sertão, apesar de toda sua aridez. Quatro reinos ficcionais emergem de sua visão, cada um forjado na fé que move montanhas, no mito que explica o indizível, na memória que guarda os ecos do tempo e na herança cultural que nos define. Prepare-se para uma experiência onde a arte não apenas se vê, mas se sente, se reconhece e encanta.Reino do EncobertoAdentre o Reino do Encoberto, onde o véu do mistério paira sobre segredos ancestrais. Aqui, a fábula do rei desaparecido se materializa em ecos de metal, nas armaduras silenciosas e nos castelos de terra que guardam a promessa de um retorno. Inspirado pelos movimentos messiânicos e pela imponência onírica do Castelo de Zé dos Montes, Azol forja em ferro e bronze as silhuetas de uma realeza oculta, revelando uma potência mítica que só os olhos da alma podem discernir.Deixe que os tons terrosos o envolvam e o conduzam por entre as ruínas de uma espera secular.Reino da Cruz ErranteNo Reino da Cruz Errante, a fé se torna caminho, e o sagrado, um peregrino. Este território é um hino aos beatos e penitentes, aos caminhantes incansáveis que, guiados pela inspiração dos rituais de Barbalha, buscam a transcendência em cada passo. A madeira, matéria-prima ancestral, eleva-se em totens esculturais, em cruzes que pontuam a paisagem da alma.Permita que a paleta de azuis profundos, cinzas serenos e brancos puros o conduza por esta jornada onde a crença se faz visível, e o espírito, itinerante.Reino do Silêncio ArdenteBem-vindo ao Reino do Silêncio Ardente, um domínio onde a potência feminina floresce em sua plenitude. Rainhas, mães santas e feiticeiras emergem como símbolos de uma ordem mitológica, tecendo a harmonia entre o sagrado e o terreno. Inspirado nas vozes e nas mãos das mulheres do sertão – rezadeiras, trabalhadoras e realizadoras – Azol adorna suas telas com a luz das pedras preciosas, materializando o poder e a beleza. Nesta paleta vibrante, celebramos a monarca que reside em cada uma dessas figuras, e homenageamos a voz que se fez eternidade, como a de Dona Militana, rainha potiguar da palavra.Reino do Chão das PromessasFinalmente, pise no Reino do Chão das Promessas, um santuário silencioso onde a fé se escreve na própria terra. Aqui, a crença na força divina se manifesta em cada promessa gravada no solo castigado do sertão, onde o humano e o eterno se entrelaçam. Este é um reino sem rosto, abstrato e profundamente telúrico, onde o barro se torna a substância de uma devoção anônima. Deixe-se guiar pelas cúpulas que emergem da terra e pela procissão de pés que seguem sobre palavras de esperança, sentindo a reverberação dos ex-votos que materializam a reza em cada fragmento, em cada silêncio.

Especificação técnica

1. Exposição “Reinos do Imaginário”Formato: Exposição de arte contemporânea com quatro núcleos expositivos (Encoberto, Cruz Errante, Silêncio Ardente e Chão das Promessas).Local: Pinacoteca Potiguar – Palácio Potengi, Natal/RN.Duração: 2 meses de exibição.Elementos técnicos: Instalações escultóricas e pictóricas, fotografias, cenografia imersiva, sonorização direcional, ambientações olfativas e recursos multissensoriais.2. Programa Educativo para Crianças (6 a 12 anos) – “A Jornada pelos Reinos Encantados”Objetivos: despertar o interesse pela cultura popular e pelos mitos brasileiros, estimular observação e imaginação, promover interação lúdica com a arte e incentivar a expressão criativa.Formato: 2 oficinas lúdicas gratuitas (até 30 crianças cada).Duração: 2 horas.Metodologia: Exploradores dos Reinos com Mapa do Imaginário + busca de símbolos nas obras.Atividades criativas: confecção de cruzes de gravetos, colagens com “pedras preciosas” em papel, escrita de promessas em plaquinhas de argila.Exploração sensorial: contato com materiais (metal, madeira, barro), cheiros e sons.Contação de histórias: mitos e lendas do sertão em linguagem lúdica.Materiais de apoio: Mapas ilustrados, lápis de cor, argila, gravetos, barbantes, colagens, material gráfico.3. Programa Educativo para Adultos – “Diálogos e Percepções no Imaginário Sertanejo”Objetivos: Estimular análise crítica das obras, promover reflexão sobre o imaginário popular e o legado de Câmara Cascudo, e oferecer experiência sensorial aprofundada.Formato: 2 visitas mediadas gratuitas + 1 roda de conversa + 1 encontro com o artista/curador.Duração: 2h a 3h.Metodologia:Roda de Conversa: debate introdutório sobre mito, cultura popular e Cascudo.Exploração Mediada: leitura crítica das obras em cada reino (materiais, símbolos, significados).Diálogo Sensorial: foco na percepção dos sons e cheiros das ambientações.Encontro com artista/curador: sessão de perguntas e respostas sobre processo criativo e curatorial.Materiais de apoio: Textos curatoriais e críticos impressos, guia de perguntas, material de referência sobre Cascudo.4. Catálogo da ExposiçãoFormato: Publicação bilíngue (português/inglês) em versão impressa (500 exemplares) e digital (PDF gratuito para download).Conteúdo: Textos curatoriais, imagens das obras, referências à pesquisa de Azol e ao legado de Luís da Câmara Cascudo.Objetivo: Registro e memória da exposição, difusão nacional e internacional da produção artística contemporânea brasileira.Distribuição: Gratuita para bibliotecas, universidades, centros culturais, imprensa e público visitante da exposição.5. Produtos Complementares de Acesso e DifusãoTour Virtual: versão digital interativa da exposição.Material educativo impresso: distribuição gratuita a escolas e visitantes.Material digital: disponibilização via QR Code (audioguia, legendas, textos simplificados).Registro audiovisual: filmagem e fotografia da exposição e das atividades educativas.

Acessibilidade

Acessibilidade FísicaA Pinacoteca Potiguar – Palácio Potengi, desde 2021, dispõe de rampas de acesso, elevadores, banheiros adaptados, ambientes climatizados e infraestrutura adequada para receber todos os públicos. O espaço conta ainda com sistemas de segurança, cabeamento estruturado e sonorização, assegurando conforto e segurança aos visitantes.Acessibilidade de ConteúdoO projeto prevê ações específicas para ampliar a compreensão da exposição e possibilitar o acesso de diferentes públicos, sendo eles:- Ambientações sonoras e olfativas, aprofundando a imersão do público e criando uma experiência acessível para diferentes públicos.- Visitas mediadas inclusivas, com tradução em Libras, mediação adaptada para pessoas com deficiências intelectuais e distúrbios sensoriais, e acompanhamento de acessibilidade.- Oficinas educativas gratuitas para crianças (2 edições do programa “Caça ao Tesouro dos Reinos”, de 6 a 12 anos).- Visitas mediadas gratuitas para escolas e grupos de adultos (2 edições).- Elaboração de materiais acessíveis, incluindo textos em linguagem simplificada, QR codes com audioguia e legendas descritivas.- Produção de conteúdos complementares , de acesso gratuito: 01 tour virtual da exposição, 01 material de apoio sobre as referências de Luís da Câmara Cascudo e 01 guia de perguntas para estimular o debate em grupos.Essas medidas asseguram não apenas a acessibilidade física, mas também a democratização do conteúdo artístico, permitindo que diferentes públicos participem plenamente da experiência cultural proposta.

Democratização do acesso

A exposição "Reinos do Imaginário" terá entrada gratuita, garantindo o acesso irrestrito ao público em geral. Todo o programa educativo e de mediação também será oferecido sem custo, ampliando as possibilidades de participação de diferentes faixas etárias e perfis sociais.A distribuição e comercialização dos produtos da proposta será voltada à democratização cultural, com a produção e disponibilização de:- Material educativo impresso gratuito, distribuído aos visitantes e grupos organizados;- Material digital gratuito, acessível por QR Codes no espaço expositivo e no site da Pinacoteca Potiguar;- Tour virtual da exposição, permitindo que pessoas de outras localidades possam vivenciar o projeto remotamente;- Registro audiovisual disponibilizado nas redes sociais da Pinacoteca e do artista, ampliando a circulação do conteúdo.Como medidas adicionais de ampliação do acesso, serão realizadas:- 02 oficinas educativas gratuitas para crianças (programa “Caça ao Tesouro dos Reinos”);- 02 visitas mediadas gratuitas para escolas e grupos de adultos;- 01 visita mediada inclusiva gratuita, com tradução em Libras e mediação adaptada para públicos com deficiência intelectual e distúrbios sensoriais;- 01 Encontro aberto com o artista e o curador, possibilitando troca direta com o público;- Divulgação online em redes sociais e canais institucionais, com trechos de falas, bastidores da montagem e conteúdos educativos.Com essa combinação de atividades presenciais gratuitas e ações virtuais de alcance ampliado, o projeto assegura que a experiência artística e os conteúdos gerados pela exposição atinjam não apenas o público visitante da Pinacoteca Potiguar, mas também comunidades escolares, grupos sociais diversos e interessados em todo o país.

Ficha técnica

A Quanta Cultura, proponente, é responsável pela produção executiva e coordenação de produção do projeto, abrangendo as seguintes atividades:Planejamento e gestão executiva - elaboração e acompanhamento do cronograma geral, coordenação de equipes, fornecedores e prestadores de serviço.Gestão administrativa e financeira - controle orçamentário, execução de contratos, prestação de contas e monitoramento do uso dos recursos incentivados.Coordenação de produção - supervisão de montagem e desmontagem da exposição, logística de transporte de obras e equipamentos, contratação de serviços técnicos e operacionais.Articulação institucional - relacionamento com parceiros, como a Pinacoteca, e órgãos de fomento.Comunicação e difusão - acompanhamento das estratégias de comunicação, materiais gráficos, catálogo da exposição e conteúdos digitais.Acessibilidade e democratização de acesso - implementação das ações de acessibilidade física e de conteúdo previstas, além da coordenação das atividades educativas.Azol - Artista idealizador. Artista visual formado em Cinema e Artes Gráficas nos Estados Unidos, Azol dirigiu curtas-metragens e produziu programas para TVs como Manchete, Bandeirantes e Globo. Trabalhou com publicidade, criou conteúdo para internet e produziu vídeos institucionais para empresas. Trabalha em caráter multidisciplinar, visando criar um diálogo com outras formas de expressão artística para fomentar um pensamento poético e sensível às diversas questões que movem o espírito e o fazer artístico. Produz trabalhos em pintura, escultura, colagem, mural, videoarte, literatura e fotografia.Em 2016, entrou para o grupo de estudos de arte no ateliê do pintor Sérgio Fingermann, com o intuito de aprofundar suas pesquisas nas diversas linguagens com as quais atua. Participou de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior (França, EUA e Nações Unidas) e de feiras de arte em Paris e Nova York. Em setembro de 2021, iniciou uma jornada de exposições individuais pelo Brasil intitulada "O sertão virou mar", com curadoria de Marcus Lontra, iniciando pelo Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. A exposição já passou pelo Centro Cultural Cais do Sertão, no Recife, e pelo Sobrado Dr. José Lourenço, em Fortaleza (SECULT – CE). A partir de maio de 2022, a exposição estará na Pinacoteca Potiguar.Azol tem obras nos acervos do Centro Cultural Correios (Rio de Janeiro), na Pinacoteca Potiguar (Rio Grande do Norte), na Fundação Capitania das Artes (Funcarte - Prefeitura de Natal) e no Sistema FIERN (Federação da Indústria e Comercio do RN). Em 2020, recebeu o diploma comemorativo da fundação da cidade de São Paulo pela Academia de Ciências, Letras e Artes.Manoel Onofre Neto - Curador. Tem se destacado por sua capacidade de interpretar e organizar acervos com uma sensibilidade que valoriza o diálogo entre arte, memória e território. Sua experiência em exposições reforça sua aptidão para transformar imagens em pontes emocionais entre o público e a narrativa da exposição.Joana Germani - Coordenação de Produção. Desde 1999 atua como produtora cultural e diretora, trabalhando em eventos e produtos culturais nas áreas da música, artes plásticas, circo, literatura, festivais, cinema e vídeo, participando desde a concepção dos projetos até sua execução. É produtora dos músicos Ale Carmani, João Arruda, João Bá, dos artistas plásticos Geraldo Porto e Antônio Roseno de Lima (A.R.L.), e de eventos como Arreuní, Casarão das Violas, Roda de Mestres, dentre outros. Além de sua própria empresa de produção cultural, a Joana Germani Produções, fundada em 2001, Joana é co-diretora da Quanta Cultura, especializada em criar experiências de arte, como o Just So Brasil, Festival Quanta Cultura, Festival Aviva, Fabuloso Festival de Histórias, Mundo Munduruku, entre outros.Maíra Gama - Direção Artística. Atua no gerenciamento de criação, adaptação de materiais e montagem; gerenciamento da equipe criativa, mídia e imprensa; educativo e ações paralelas. Formou-se em Artes Plásticas pela UNICAMP e trabalhou como arte educadora antes de entrar para a área da Propaganda e, depois, na área de Produção Cultural. É uma das fundadoras da Quanta Cultura, que atua na criação, programação e produção de eventos culturais desde 2012. Na Casa da Arte Brasileira faz, desde 2018, o trabalho de catalogação, organização e iniciativas de difusão das obras do acervo.Angélica Martins – Cenografia e EstruturasRafael Sordi - Expografia. Designer premiado e mestre em processos criativos, com sólida expertise em design editorial e expográfico. Trabalha com design editorial na EDUFRN - Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Nasceu no interior de São Paulo, mas mora em Natal desde 2006 e já se considera um potiguar. É um entusiasta das relações simbólicas entre a arte e o design, aliando precisão técnica a uma sensibilidade artística apurada, criando espaços que potencializam a narrativa visual. Rafael tem o talento de traduzir conceitos complexos em ambientes imersivos, onde funcionalidade e impacto emocional se encontram de maneira marcante e memorável.Will Amaral - Projeção. Renomado especialista em projeção mapeada. Reconhecido por seu trabalho inovador no uso de tecnologias digitais para criar narrativas visuais imersivas, Will traz sua expertise em transformar espaços físicos em cenários vivos. Suas criações combinam precisão técnica e criatividade, resultando em imagens que interagem com as superfícies e parecem ganhar vida diante dos olhos do espectador.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.