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PRONAC 257304Autorizada a captação total dos recursosMecenato

ECOS Periféricos - Oficinas de Artes Visuais

INSTITUTO DE ASSESSORIA A MULHERES E INOVACAO - IAMI
Solicitado
R$ 699,3 mil
Aprovado
R$ 699,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2026-01-02
Término
2028-12-31
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais

Resumo

A proposta prevê a realização de oficinas de fotografia voltadas para jovens da comunidade Paulo Freire em Belo Horizonte e bairros circunvizinos, prioritariamente para mulheres. Como culminância das atividades, será organizada uma exposição fotográfica em lona, instalada nas ruas do entorno do espaço Cultural Paulo Feire. Além disso, será produzido um catálogo com fotografias feitas pelos alunos com relatos de mulheres sobre o processo de autoconstrução de suas casas, valorizando suas histórias e experiências de suas comunidades.

Sinopse

O projeto ECOS Periféricos – Oficinas de Artes Visuais transforma a Ocupação Paulo Freire, em Belo Horizonte, em um espaço cultural vivo, onde juventudes e mulheres assumem o papel de narradoras do território por meio da fotografia e da palavra. A iniciativa oferece formação em fotografia para jovens, promovendo 40 horas de oficinas teóricas e práticas, saídas de campo, mentorias e curadoria participativa de imagens. Como resultados, serão realizados três produtos principais: uma exposição fotográfica a céu aberto na Rua Maria Perpétua, um catálogo reunindo relatos e imagens da comunidade, e a formação de jovens como mediadores culturais da mostra. O projeto inclui ainda rodas de conversa e ações de mediação que fortalecem a memória coletiva, a participação cidadã e o direito à cidade. Com acesso gratuito e envolvimento direto da comunidade, ECOS Periféricos amplia vozes, valoriza a cultura periférica, fortalece redes locais e inspira novos olhares para o futuro das cidades.

Objetivos

Objetivo geralFortalecer a identidade cultural e os vínculos comunitários na Ocupação Paulo Freire localizada na região de Barreiro, periferia de Belo Horizonte e bairros circunvizinos, por meio de ações em artes visuais com foco na fotografia, envolvendo jovens da comunidade em processos criativos de registro, memória e cuidado com o território. Objetivos específicosProduto Curso/ Oficina / Capacitações - Artes visuais: Ofertar oficinas de fotografia artística para 40 jovens da comunidade Paulo Freire e bairros circunvizinos, com idade comprendida entre 16 a 29 anos, com prioridade ao público formado por mulheres. Produto Exposição Cultural / de Artes: Realizar uma exposição em lona com 40 fotografias, na Rua Maria Pérpetua, como forma de transformar a rua em uma galeria ao céu aberto.Produto Periódico / Catálogo / Cartilha / Programa: Produzir 01 (um) catalógo composto por 100 fotografias acompanhadas de relatos de mulheres que atuam na comunidade realizando autocontruções.

Justificativa

A Ocupação Paulo Freire, localizada na região do Barreiro, sudoeste de Belo Horizonte, é um território formado majoritariamente por mulheres chefes de família, trabalhadores informais e jovens em situação de vulnerabilidade social, convivendo com carência de infraestrutura básica, saneamento precário e falta de acesso a equipamentos culturais. O território se insere em um contexto de alta vulnerabilidade: segundo o Atlas da Violência (IPEA/FBSP, 2024), Belo Horizonte possui taxa de homicídios de 21,8 por 100 mil habitantes, com a maioria das vítimas sendo jovens negros e moradores das periferias. Além disso, dados da Prefeitura de BH indicam que 32% das famílias em ocupações urbanas da cidade vivem abaixo da linha da pobreza, com rendimento inferior a R$ 606,00 per capita (PBH, 2023).A Ocupação Paulo Freire, atualmente em processo de regularização fundiária, é também um território de resiliência e organização comunitária. Desde 2018, o IAMÍ _ Instituto de Assessoria à Mulheres e Inovação atua na ocupação por meio da iniciativa Arquitetura na Periferia (AnP), promovendo melhorias habitacionais e construções coletivas de baixo impacto ambiental, através da assessoria técnica autogestionária liderada por mulheres. A AnP consolida uma prática social e pedagógica que parte da garantia de direitos e atravessa a arquitetura, a cultura, o cuidado e a memória coletiva como dimensões centrais da transformação do espaço.No entanto, o território ainda carece de oportunidades estruturantes e sustentáveis na área cultural que dialoguem com as potências já existentes e promovam a transformação social através da arte. O projeto ECOS Periféricos - Oficinas de Artes Visuais surge para preencher essa lacuna. Com base na metodologia participativa e popular que orienta a atuação do IAMÍ, o projeto busca fomentar a produção de narrativas visuais a partir do olhar periférico, transformando o cotidiano do território em linguagem artística e ferramenta de afirmação.O projeto ECOS Periféricos - Oficinas de Artes Visuais insere-se em um ecossistema culturai locai, para capacitar juventudes periféricas por meio da fotografia e estimular a participação comunitária em atividades culturais de forma gratuita, inclusiva e contínua. A proposta transforma o espaço público em galeria a céu aberto, articulando a produção cultural comunitária, a memória do território e a valorização dos saberes femininos, ao mesmo tempo em que cria oportunidades de geração de renda e circulação de bens culturais produzidos localmente. Além de seu valor simbólico e educativo, o projeto cria pontes entre cultura e direito à cidade, ao utilizar a arte como ferramenta de afirmação territorial e de enfrentamento às narrativas de exclusão. A formação em fotografia com jovens contribui para a criação de uma cadeia produtiva cultural local, potencializando o surgimento de novos agentes culturais no território, enquanto as ações de comunicação, vídeo e catálogo ampliam o alcance, a memória e a visibilidade do projeto.A Lei de Incentivo à Cultura torna-se essencial para garantir a viabilidade financeira do projeto, assegurando qualidade técnica, materiais de produção, remuneração justa da equipe e a execução integral das atividades planejadas, algo inviável para a comunidade local sem o suporte do mecanismo. O incentivo permite consolidar uma proposta que cria um legado cultural duradouro, fomenta a sustentabilidade de ações culturais futuras e transforma o território em um polo criativo autogerido pela própria comunidade, em consonância com os objetivos do Lei de Incentivo à Cultura.A proposta dialoga diretamente com os princípios da Lei de Incentivo à Cultura, pois está em consonância ao art. 1º, incisos:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;Além disso, a proposta também está alinhada ao Art. 3, com os seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes;II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;Assim, ao inscrever a proposta Ecos Periféricos na Lei Rouanet, buscamos não apenas captar os recursos necessários para sua realização, mas também obter o reconhecimento institucional da relevância cultural e social da iniciativa. Acreditamos que a oferta de capacitações em artes visuais na comunidade Paulo Freire constitui uma oportunidade para estimular jovens em situação de vulnerabilidade social e econômica, os quais, em sua maioria, não têm acesso regular a bens e produtos culturais. Além disso, vislumbramos que as oficinas de artes visuais poderão ampliar o acesso a novos mercados de trabalho, considerando que a fotografia, enquanto profissão, pode se consolidar como uma importante fonte de geração de trabalho e renda para muitos desses jovens.

Estratégia de execução

Breve histórico sobre a Comunidade Paulo Freire – Região do Barreiro, Belo Horizonte/MG,que demonstra a necessidade e importância de se realizar projetos voltados ao público jovem desta comunidade.1. ContextualizaçãoA Ocupação Paulo Freire, localizada na região do Barreiro, periferia de Belo Horizonte, surgiu em maio de 2015, organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Está inserida no chamado “Vale das Ocupações”, conjunto de territórios compostos também pelas ocupações Eliana Silva, Nelson Mandela, Camilo Torres, Irmã Dorothy, entre outras.Desde a sua fundação, a comunidade vem enfrentando disputas fundiárias e ambientais, além de tentativas de despejo. Em paralelo, tornou-se um espaço de resistência e protagonismo social, conquistando reconhecimento como Área de Interesse Social no Plano Diretor de Belo Horizonte e, mais recentemente, a inclusão em projetos de urbanização e infraestrutura básica promovidos pelo poder público (2023).2. Número de Famílias e Estimativa Populacional2015 (início): cerca de 300 famílias ocuparam a área.2020: registros apontam quase 200 famílias residentes.2023 (conjunto do Vale das Ocupações): mais de 1.500 famílias beneficiadas pelas obras de urbanização, incluindo a Paulo Freire.Considerando a média de 3,1 pessoas por domicílio (IBGE/PBH), a estimativa atual é de que a Comunidade Paulo Freire reúna entre 600 e 900 moradores. Para fins técnicos, pode-se adotar o valor de ~750 pessoas (estimativa).3. Perfil Socioeconômico das FamíliasRenda: a renda média familiar não alcança um salário mínimo (Rede Moradia/MLB).Trabalho: predominância de ocupações informais e de baixa remuneração.Educação: níveis de escolaridade variam entre ensino fundamental incompleto e médio completo, em linha com a média das periferias do Barreiro.Infraestrutura e serviços: até 2023, o território enfrentava dificuldades de acesso regular a coleta de lixo, transporte e saúde, além de precariedade nas vias internas. Atualmente, obras de urbanização começam a melhorar estas condições.4. Histórico de Ações Sociais e CulturaisA Comunidade Paulo Freire tem se consolidado como espaço de organização comunitária e cultural, promovendo:Oficinas culturais e esportivas voltadas para jovens e mulheres;Rodas de conversa e encontros comunitários sobre direitos sociais e ambientais;Parcerias com universidades (ex.: UFMG) e coletivos culturais para ações de formação;Integração em projetos de educação ambiental e discussão sobre a criação do Parque das Ocupações, buscando conciliar moradia digna e preservação ambiental.5. Importância SocialA Comunidade Paulo Freire exerce papel estratégico para:Garantia do direito à moradia digna em um contexto de déficit habitacional urbano;Fortalecimento da cidadania por meio da auto-organização comunitária;Promoção da inclusão social de populações em vulnerabilidade econômica;Valorização cultural das periferias, tornando-se polo de produção artística e de narrativas coletivas.

Especificação técnica

PRODUTO 1: Oficinas de fotografiaO produto contempla a realização de uma formação em fotografia voltada a 40 jovens da comunidade Paulo Freire e entorno. A ação terá início com reuniões de planejamento pedagógico para alinhamento metodológico e definição de cronograma entre equipe técnica e oficineiras. Em seguida, será feito o mapeamento e mobilização dos participantes, bem como a preparação do Centro Cultural Paulo Freire, garantindo condições adequadas de iluminação, espaço e acessibilidade mínima. Serão adquiridos equipamentos e materiais didáticos, incluindo câmeras semi-profissionais, tripés, impressora fotográfica, papéis e insumos. A formação terá 48 horas/aula, divididas em módulos teóricos e práticos sobre introdução à fotografia, técnicas de captura, narrativas visuais, fotografia de território e ética da imagem. Estão previstas saídas fotográficas de campo supervisionadas pela comunidade, além de atividades de curadoria participativa para seleção, edição e tratamento das imagens que irão compor a exposição e catálogo. Os jovens contarão com mentorias individuais e coletivas para desenvolvimento de seus portfólios autorais. O processo será registrado em foto e vídeo para divulgação e prestação de contas. Ao término das oficinas, será aplicado questionário de avaliação para mensurar impactos e recolher sugestões dos participantes.Produto 2: Exposição fotográfica: A ação prevê a realização de uma exposição fotográfica a céu aberto, composta por 40 imagens + 2 painéis com informações do projeto, fotografias tiradas pelos alunos das oficinas. ficha técnica da exposição:● Formato: 1,00m x 1,50m.● Material: Impressão digital em lona fosca (mín. 440g/m²), resistente a intempéries (chuva e sol).● Acabamento: Costura tipo bolso/canaleta na parte superior e inferior, permitindo passagem de cabos de aço para fixação, sem uso de ilhós.● Tratamento: Impressão em alta resolução (mín. 300 dpi), com laminação protetora fosca para evitar reflexo e desgaste.2. Estrutura de Fixação● Cabos de aço galvanizado: diâmetro 3/16” ou 1/8”, tensionados entre postes metálicos.● Postes metálicos tubulares: em aço galvanizado (aprox. 2” de diâmetro, 2,50m de altura,fixados no solo com suporte removível).● Esticadores e tensores: para manter os cabos esticados e nivelados.● Fixação das lonas: passagem dos cabos de aço pelas canaletas costuradas na lona (superior e inferior), garantindo estabilidade, acabamento estético e resistência ao ventSerão produzidos varais e estruturas metálicas específicas para instalação ao longo da Rua Maria Perpétua, transformando o espaço urbano em galeria a céu aberto. A montagem contará com participação ativa da comunidade, em especial de mulheres e jovens do território, fortalecendo o caráter colaborativo da iniciativa. A divulgação será realizada por meio de materiais digitais para redes sociais e conteúdos em rádios comunitárias, ampliando o alcance local. A mediação cultural ficará a cargo dos jovens formados nas oficinas, que conduzirão visitas orientadas à exposição. Durante o período de exibição, será feito o monitoramento do público circulante para coleta de dados de acesso e impacto. Complementarmente, ocorrerão rodas de conversa abertas à comunidade, fomentando reflexões sobre cultura, memória, direito à cidade e valorização do território.Produto 3: CatálogoO produto consiste na criação de um catálogo de 100 páginas, reunindo relatos escritos de mulheres da comunidade sobre experiências de autoconstrução, cuidado com o território e cotidiano na Ocupação Paulo Freire, em diálogo com imagens produzidas pelos jovens nas oficinas. O material passará por produção editorial, diagramação e revisão ortográfica e gramatical, assegurando qualidade textual e visual. O catálogo contará com prefácio, textos explicativos, imagens em alta resolução e ficha técnica do projeto. Serão impressos 500 exemplares em papel de qualidade, distribuídos gratuitamente para escolas públicas, bibliotecas comunitárias, coletivos culturais locais e para as mulheres e jovens participantes. Paralelamente, será disponibilizada versão digital em PDF no site do AnP e enviada via WhatsApp a grupos comunitários, garantindo amplo acesso ao conteúdo. O lançamento oficial ocorrerá durante a abertura da exposição fotográfica, em ato público com roda de conversa e entrega simbólica dos primeiros exemplares, reforçando o caráter formativo, participativo e coletivo da iniciativa.Observação: Documento com detalhamebto técnico completo na aba de anexar documentos.

Acessibilidade

O projeto garantirá que as atividades/produtos relacionados, sejam acessíveis para pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual, de acordo com as diretrizes da Lei de Incentivo à Cultura. Como forma de assegura que as medidas de acessibilidade serão corretamente aplicadas será inserido ao orçamento da proposta a consultoria de uma empresa especializada em acessibilidade, esta empresa indicará quais as melhores medidas que deverão ser adotadas ou aprimoradas conforme a seguir: I - No que diz respeito ao aspecto arquitetônico: O produto oficina, será realizado no espaço do Centro Cultural Paulo Freire, espaço este que possui algumas limitações quanto à acessibilidade física, como a existência de um degrau na entrada principal e ausência de banheiro adaptado. Por esse motivo, será necessário adequações no espaço. Para isto a acessibilidade será um compromisso do projeto, por ser entendida não apenas como adequação física, mas como direito à participação cultural plena. Sendo assim, estão previstas adequações e manutenções, nas áreas que serão utilizadas para as oficinas. No que diz respeito à exposição que será realizada na rua, também serão realizados alguns ajustes como implantação de sinalizações, promovendo uma experiência inclusiva as ocupações culturais do território. II - No que se refere ao aspecto comunicacional e de conteúdo: O produto oficina contará com intérprete de libras para pessoas com deficiência auditiva. No período das inscrições será realizado um levantamento dos dados das participantes através de formulário. O objetivo será coletar informações sobre o público e caso tenha entre o público pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual, psicossocial ou múltipla a consultoria que será contratada irá adotar as medidas de acessibilidade necessárias para cada caso concreto. Para o produto catálogo o mesmo irá contar uma versão em audiodescrição. III – Sobre o aspecto de comunicação e divulgação acessíveis: Todas as ações de comunicação e de divulgação serão confeccionadas em formatos acessíveis, com textos simples de fácil compreensão. Materiais em vídeos contarão com janela de libras, legendas, entre outras ferramentas que serão indicadas pela consultoria em acessibilidade. Ao divulgar o projeto e suas ações serão informados ao público quais medidas de acessibilidade o projeto irá adotar para que o público tenha essa informação. A acessibilidade vai ser planejada e executada por uma empresa com experiência de mercado comprovada. Assim, algumas destas ações poderão ser adaptadas de acordo com as necessidades que a consultoria encontrar para que o público com necessidades especiais seja melhor atendido.

Democratização do acesso

O projeto ofertará todos os 03 produtos culturais de forma 100% gratuita, não havendo comercialização de produtos. Para o produto curso/ oficina / capacitações - Artes visuais: Serão ofertadas o total de 40 vagas, distribuídas 04 turmas.Produto Exposição Cultural / de Artes: A exposição fotográfica com 40 fotografias, que será instalada ao ar livre, em local de grande circulação da comunidade (Rua Maria Perpétua), permitindo acesso contínuo, inclusive em horários noturnos, com iluminação pública.Produto Periódico / Catálogo / Cartilha / Programa: Serão impressos 500 exemplares, distribuídos gratuitamente para bibliotecas comunitárias, escolas públicas, centros culturais, coletivos locais, mulheres participantes e jovens envolvidos no projeto.Versão digital gratuita em PDF disponibilizada no site da ANP e redes sociais, permitindo acesso em celulares, com adaptação a leitores de tela. No que se refere a medida de ampliação de acesso IN MINC nº 23/05/2025 - Seção III - Das medidas de ampliação de acesso art nº 47, o projeto irá: III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas; Para atender aos requisitos da IN serão ofertadas as atividades: Oficina será gravada e disponibilizada através do youtube de forma gratuita. Registro e compartilhamento de depoimentos em áudio com rádios comunitárias, ampliando o alcance a públicos com acesso restrito à internet. Oficinas paralelas de curta duração durante o período da exposição (ex: 1 oficina de “celular como ferramenta de registro de memória comunitária”).

Ficha técnica

A responsável pelo o IAMÍ – Instituto de Assessoria à Mulheres e Inovação Carina Guedes, atuará como coordenadora geral do projeto ECOS Periféricos – Oficinas de Artes Visuais, sendo responsável por todas as etapas da iniciativa: articulação institucional, planejamento metodológico, mobilização comunitária, coordenação pedagógica das oficinas, gestão administrativa e prestação de contas. Carina Guedes - Função no projeto: Coordenação GeralCarina Guedes é arquiteta com trajetória marcada pela afinidade com expressões culturais multissensoriais como a dança, a percussão e a arquitetura, que atravessam sua atuação. É idealizadora do projeto Arquitetura na Periferia e cofundadora do IAMÍ – Instituto de Assessoria à Mulher e Inovação, onde coordena projetos e ações formativas voltadas à articulação entre saberes locais, práticas sustentáveis e protagonismo feminino na transformação de espaços periféricos. Para além da arquitetura e do urbanismo, desenvolve uma prática cultural enraizada nas expressões populares brasileiras, em especial aquelas construídas por mulheres, na intersecção entre oralidade, corpo, território e memória. Entre 2013 e 2017, integrou o Baque de Mina — primeiro grupo percussivo feminino de maracatu de Belo Horizonte — e o bloco de carnaval Então Brilha, onde atuou como chefe de naipe de Xequerê. Também participou do grupo Samba de Terreiro, com o qual realizou apresentações, cortejos e palestras cantadas em espaços como o Centro Cultural da UFMG, a Casa do Baile e o Museu do Ouro. Com estes grupos, participou de apresentações artísticas de dança e percussão no Festival Sensacional (2013), na Virada Cultural (2014), na Festa da Boa Morte, em Cachoeira/BA (2016) e no FAN-BH (2017).Mariana Borel - Função no projeto: Produtora ExecutivaMariana Borel é arquiteta e urbanista, cofundadora do IAMÍ – Instituto de Assessoria a Mulheres e Inovação, onde atua na gestão institucional e na coordenação de projetos de campo voltados ao fortalecimento feminino. Desde 2017, é responsável pela idealização, curadoria e produção das ações do projeto Arquitetura na Periferia, desenvolvendo eventos, exposições, oficinas, rodas de conversa, podcasts, lives e publicações. Sua atuação articula cultura, habitação e participação social, com ênfase no protagonismo das mulheres nas periferias urbanas. Atua também com assessoria técnica para melhorias habitacionais, promovendo o acesso a políticas públicas e o direito à moradia digna. Integra o grupo cultural belorizontino Humaitá, como aluna do curso de Danças Populares Brasileiras, ampliando sua atuação na preservação e difusão das culturas tradicionais.Bruno Figueiredo - Função no projeto: Coordenador técnico e pegagógico das OficinasBruno Figueiredo é fotógrafo e jornalista cofundador do Coletivo Erro99, com o qual já percorreu festivais em mais de 10 cidades brasileiras apresentando ações voltadas à arte, comunicação e território. Fundador da produtora Área de Serviço, atua na criação e direção de conteúdos audiovisuais, especialmente em projetos institucionais e culturais. Também tem experiência como educador, tendo coordenado um curso de mídias digitais, no Morro das Pedras, em parceria com o projeto Arautos do Gueto e ministrado uma oficina de comunicação comunitária, para a Oficina de Imagens, em Antônio Pereira, ambos com duração de seis meses. Sua trajetória articula criação, formação e engajamento social por meio das linguagens audiovisuais e digitais. Desde 2013 atua em parceria com o projeto Arquitetura na Periferia realizando registros fotográficos e audiovisuais das ações realizadas junto às mulheres.Cheyenne Miguel - Função no projeto: Produtora Cheyenne Miguel é modelo, produtora cultural, mobilizadora territorial e ativista com forte atuação na moda, publicidade e cultura periférica. Atua como agente local do projeto Arquitetura na Periferia desde 2017. Na produção cultural, integra desde 2019 o projeto Pretas no Branco, realizado em parceria com o fotógrafo Márcio Silva, que propõe um olhar afirmativo e autoral sobre mulheres negras na fotografia. No audiovisual, atuou como atriz no curta-metragem "Meu Irmão Tá Fora do Jogo" e integrou a equipe do filme "Achado Não é Roubado" (Lado Beco Filmes), como coordenadora de set, ambos com direção de Anderson Lima. Também compôs o elenco da série "Azul Celeste", da produtora Dromedário Audiovisual. Durante a pandemia, participou de campanhas de conscientização promovidas pelo Governo de Minas Gerais, ampliando o alcance de mensagens públicas com sensibilidade. Como voz ativa no Coletivo Versão Brasileira, contribui com projetos de dublagem que valorizam a diversidade de vozes na mídia. Além disso, participa ativamente do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), onde ocupa o papel de coordenadora municipal, articulando pautas de direito à moradia e justiça social.Polly Guedes - Função no projeto: ProdutoraPolly Guedes é biólogue e atua há mais de sete anos na gestão de projetos e captação de recursos no terceiro setor. Sua trajetória é marcada por uma forte articulação entre cultura, justiça social, diversidade de gênero e estratégias de impacto. Atua no IAMÍ (Instituto de Assessoria a Mulheres e Inovação) onde coordena estratégias de captação de recursos. Além disso, é cofundadore do coletivo Eu Tu Elus, que promovefestas e encontros culturais centrados no protagonismo de pessoas trans, travestis, lésbicas e bissexuais — com foco em representatividade, acesso e acolhimento. Atua como produtore cultural em blocos de carnaval, como o Bloco das Crianças, iniciativa inédita que coloca o público infantil como protagonista de um cortejo musical no carnaval de Belo Horizonte, combinando oficinas de canto, percussão, ludicidade e ocupação do espaço urbano. E também co- produz o Bloco MovaT BH, exclusivo de pessoas trans, travestis, não binárias em toda sua construção e execução. Foi atuante em São Paulo em 2022 e 2023, como parte do Grupo de Trabalho Político do Bloco Feminista em São Paulo, comunicação e liderança de naipe, além das articulações culturais e políticas do bloco.Luciana da Cruz - Função no projeto: Assistente de produçãoLuciana da Cruz (Luhh Dandara) é pedagoga, arte-educadora, produtora cultural e agente local do projeto Arquitetura na Periferia, onde atua desde 2013. Atualmente, é arte-educadora no Centro Pop Lagoinha, desenvolvendo ações com a população em situação de rua, nas quais a arte é utilizada como instrumento de escuta, acolhimento e fortalecimento de vínculos. Atuou como assistente de produção no projeto Novo Olhar, viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura 0811/2021, e foi curadora da exposição "A beleza do imperfeito" (2024), composta por obras de pessoas em processo de ressocialização pela APAC. Em 2024, participou como escritora coletiva do livro "Toda dor e todo amor que sinto aqui" , uma produção de Tio Flávio e Sander Mecca, que reúne relatos e poesias sobre vivências diversas e afetividades marginalizadas. Também atuou como mediadora no curso de fotografia básica do projeto “Olhares de Dandara” , contemplado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de BH - Descentra (2019), em sua primeira edição; e como mentora e produtora executiva em sua segunda edição, realizada pela Lei Paulo Gustavo (2025). É fundadora da Aura da Luta, do cursinho pré-ENEM Dandara e cofundadora do bloco de carnaval AKELEAUÊ.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.